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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Claudia Abreu esbanja talento como Filipa em "Dona de Mim"

 A atual novela das sete da Globo, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, está a um mês de seu fim e um dos maiores acertos de "Dona de Mim" foi o seu elenco. A escalação, repleta de novos talentos e atores já reconhecidos, é uma característica da autora. E a presença de Claudia Abreu enriqueceu a trama, principalmente porque a espetacular atriz viveu uma mulher bipolar, cujos conflitos dominam a narrativa do início ao fim. 


A intérprete estava longe das novelas há nove anos, após ter protagonizado a problemática e fracassada "A Lei do Amor", em 2016. Durante esse hiato, Claudia se dedicou ao teatro e participou de séries. Aliás, a atriz conseguiu conciliar "Dona de Mim" com a peça "Os Mambembes", onde atua ao lado dos colegas Paulo Betti, Julia Lemmertz, Debora Evelyn, Orã Figueiredo, Emilio de Mello, Leandro Santanna e Caio Padilha. Além de ser mãe de quatro filhos. É uma pessoa que está sempre em movimento. 

A atuação de Claudia Abreu é um dos elementos mais marcantes da novela das sete. A atriz entrega uma performance que alia técnica refinada e profunda sensibilidade emocional. Filipa, em suas mãos, nunca é reduzida a um rótulo ou a um conjunto de sintomas: ela é uma mulher multifacetada, cheia de sonhos, contradições, vulnerabilidades e momentos luminosos.

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Dona de Mim", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira de abril, dia 8, a primeira coletiva virtual de "Dona de Mim", próxima novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman. Participaram a autora e os atores Tony Ramos, Marcello Novaes, Rafael Vitti, Aline Borges, Clara Moneke, Cláudia Abreu, Suely Franco, Bel Lima, Flora Camolese, Juan Paiva, Luana Tanaka, Pedro Alves, Cris Larin, Gabriel Sanches e Marcos Pasquim. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Rosane Svartman comentou sobre sua nova protagonista: "Esse momento é muito especial. Tem uma diferença nessa protagonista das outras que já fiz, mas assim como a Sol, de Vai na Fé, ela também tem um trauma que é uma perda gestacional avançada. Ela desistiu do casamento, da faculdade de marketing... Essa novela é diferente das outras porque a protagonista já começa no buraco. As mocinhas mudaram muito ao longo do caminho e não há mais como objetivo principal um par romântico. A Léo tem a questão da correria. Ela quer ajudar os outros, mas se enrola. Esse é o diferencial dela. E amo triângulo amoroso. Faço sempre para que todos os romances aconteçam. Gosto de pensar o que a Leo vê no Samuel, no Davi e no Marlon, que não é a mesma coisa. A nossa missão como roteirista é abrir a alma junto com os personagens e enxergar com os olhos deles o que veem. Faço isso para valer e é muito bom ser uma novela aberta porque abre a possibilidade de irmos para um lado ou pro outro. A Leo tem o romance do passado que vem com muita dor e os jovens que ela encontra na mansão, que é o Samuel e Davi".

Cláudia Abreu falou de seu retorno aos folhetins: "Sempre achei novela das sete uma diversão. Tem cenas não tão longas, mas tem que contar muita coisa em menos tempo. Você é atriz em qualquer horário, mas cada horário tem sua linguagem. Há um ritmo diferente e tem sido muito bom fazer essa novela com o Tony Ramos. E com a Rosane que tem uma antena muito forte pra conectar tudo o que acontece na sociedade.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

"Força de um Desejo": um novelão injustiçado

 Exibida originalmente de 10 de maio de 1999 a 28 de janeiro de 2000, com 226 capítulos, "Força de um Desejo" foi uma novela das seis marcada pelo capricho e grande elenco. No entanto, não é um folhetim muito lembrado pelo grande público e nunca tem seus personagens citados em homenagens televisivas sobre a história da teledramaturgia. A reprise de 2005, no "Vale a Pena Ver de Novo" já tinha provado que o 'esquecimento' é injusto e a reexibição no Canal Viva, iniciada em outubro de 2022 e encerrada nesta quinta-feira (13/07), comprovou o fato. 


Escrita por Gilberto Braga, Alcides Nogueira e Sérgio Marques (dirigida por Marcos Paulo e Mauro Mendonça Filho), a novela foi a terceira mais longa da Globo nos anos 90 ----- ficou atrás de "Barriga de Aluguel" (243) e "Quatro por Quatro" (233). Planejada para 179 capítulos, a história acabou esticada a pedido da emissora, o que resultou em reclamações de Gilberto e sua equipe na época. Porém, o esticamento não se deu em virtude do sucesso e, sim, por conta de planejamentos na grade do canal. A produção teve 26 pontos de média geral, índice considerado baixo na época. É até compreensível o certo afastamento do público porque a história tem uma energia pesada e algumas vezes parece as extintas minisséries que eram exibidas após as 23h. Não é um enredo leve e tem pouco humor. 

Todavia, o conjunto da obra transborda qualidades. Os autores conseguiram criar personagens densos e um enredo que não caía no marasmo, mesmo em uma época onde a agilidade dos folhetins praticamente inexistia. Era comum toda novela ter longos meses de ritmo arrastado.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

"Desalma" é uma produção caprichada, mas peca no ritmo

 A série "Desalma" estreou na Globoplay em outubro de 2020. Foi um dos lançamentos mais divulgados do serviço de streaming da Globo. Escrita por Ana Paula Maia --- premiada escritora de livros e vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura ---, a produção é dirigida por Carlos Manga Jr. e protagonizada por Cláudia Abreu, Cássia Kiss e Maria Ribeiro. Um ano depois, a emissora resolveu exibir a trama na faixa do "Corujão", a partir desta segunda, em episódios duplos, quase sempre perto das três da madrugada, para 'homenagear' a semana do Dia das Bruxas. 

Em "Desalma", os moradores de Brígida, fictícia cidade do interior do Sul do país, pagam pelas escolhas feitas no passado e são atormentados por eventos sobrenaturais. Cássia é a feiticeira Haia; Cláudia a instável Ignes e Maria a cética Giovana. Na história que tem como pano de fundo a mitologia eslava, a floresta de árvores altas e as enormes cachoeiras têm protagonismo. Fenômenos sobrenaturais assombram a população ao longo de décadas, enquanto rituais de bruxaria prometem trazer de volta ao mundo dos vivos almas de pessoas que já se foram. 

Nos anos 80, a população de Brígida se reúne para comemorar a Ivana Kupala, considerada a noite mais escura do ano. Mas a jovem Halyna (Anna Melo), filha da feiticeira Haia (Cassia Kis), some em meio à floresta e seu corpo aparecer dias depois. Com a cidade traumatizadapela tragédia, a celebração é banida do calendário festivo do município.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Tudo sobre a coletiva online de "Desalma", nova série da Globoplay

 A Globo promoveu nesta segunda-feira, dia 19, a coletiva online de "Desalma", nova série da Globoplay que estreia dia 22, quinta-feira, somente para os assinantes do streaming. Escrita por Ana Paula Maia --- premiada escritora de livros e vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura ---, a produção é dirigida por Carlos Manga Jr. e protagonizada por Cláudia Abreu, Cássia Kiss e Maria Ribeiro. A autora estreia no audiovisual com uma série baseada no sobrenatural. Fui um dos convidados do evento virtual e conto mais sobre o ótimo bate-papo com as três atrizes, a escritora e o diretor do projeto. 

Em "Desalma", os moradores de Brígida pagam pelas escolhas feitas no passado e são atormentados por eventos sobrenaturais. Cássia é a feiticeira Haia; Cláudia a instável Ignes e Maria a cética Giovana. "A série tem camadas. É a não aceitação da morte, uma relação com transmigração de almas", conta Ana Paula que complementa sobre a importância da cultura ucraniana no enredo ficcional: falamos da migração do povo de um país que existe hoje no Brasil, mas pouca gente conhece. A maior comunidade ucraniana fora da Ucrânia é no Brasil. Eles mantêm vivas as festas, as tradições, e ninguém sabe nada sobre isso", explicou a autora. 

Na história que tem como pano de fundo a mitologia eslava, a floresta de árvores altas e as enormes cachoeiras têm protagonismo. Para Carlos Manga Jr., que assina a direção artística, a floresta é o cerne de toda a trama e a cidade fictícia, um personagem.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Descaracterizada e problemática, "A Lei do Amor" começou promissora e terminou decepcionante

"A Lei do Amor" foi uma novela 'problemática' antes mesmo de estrear. Isso porque a história teve a sua estreia subitamente adiada, cedendo lugar para"Velho Chico", que inicialmente seria uma trama das seis. As explicações dadas ---- por causa do teor político do enredo em época de eleições municipais ---- nunca foram convincentes e naufragaram de vez quando o folhetim de Benedito Ruy Barbosa acabou explorando a política muito mais que a sua substituta. A mudança ainda implicou em uma tragédia involuntária, pois Domingos Montagner faria o Tião Bezerra, mas preferiu interpretar o Santo dos Anjos, falecendo em uma tragédia na reta final das gravações. Entretanto, deixando todas essas questões de lado, havia uma boa expectativa em cima da primeira produção de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre.


Os autores vinham de um elogiado trabalho: "Sangue Bom", deliciosa trama das sete exibida em 2013 que agradou público e crítica. Além, claro, do respeitável currículo de Maria Adelaide, responsável pelas primorosas minisséries ""A Muralha", "Os Maias", "A Casa das Sete Mulheres", "JK", "Queridos Amigos", "Dercy de Verdade", entre tantas outras, incluindo o inesquecível remake da novela "Anjo Mau". E, para culminar, o elenco grandioso despertou ainda mais atenção, como Vera Holtz vivendo sua primeira grande vilã, Grazi Massafera de volta após o sucesso da Larissa em "Verdades Secretas", José Mayer na pele de um sujeito desprezível, Cláudia Raia interpretando uma devoradora de homens, Tarcísio Meira retornando aos folhetins, e Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu vivendo os mocinhos, além de vários outros ótimos nomes.

O início do enredo, ao menos, despertou interesse e fez jus ao que vinha sendo apresentado nas chamadas. A primeira fase foi linda, voltada para o romance de Pedro e Helô, valorizando a química entre Chay Suede e Isabelle Drummond, destacando ainda os grandiosos Tarcísio Meira e Vera Holtz.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Fazendo jus ao protagonismo de "A Lei do Amor", Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu transmitem a linda sintonia de Pedro e Helô

A missão não era nada fácil: repetir a química arrebatadora vista entre Chay Suede e Isabelle Drummond na primeira fase de "A Lei do Amor". Entretanto, Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu conseguiram atingir o objetivo com louvor e logo na primeira cena deles, na segunda fase da novela das nove, que está há pouco mais de um mês no ar. A essência do par foi mantida, assim como a sintonia observada no prólogo de cinco capítulos do folhetim, protagonizado pelos jovens atores citados.


Pedro e Helô têm uma história muito bem construída por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, que souberam conquistar o telespectador com uma primeira fase voltada praticamente para o nascimento desse amor. E o par representou um dos maiores clichês da teledramaturgia em seu início: a mocinha pobre e o mocinho rico que se apaixonam, mas acabam tendo a paixão destruída por uma armação dos vilões, representados pelo pai e pela madrasta do rapaz. Vinte anos se passaram, mas o sentimento continuou intenso, apesar da distância e do mal entendido (uma traição inexistente) provocado por Fausto (Tarcísio Meira) e Magnólia (Vera Holtz).

O receio do encanto do casal ter se quebrado com a mudança de fase era inevitável, afinal, Chay e Isabelle formaram um par encantador. Mas Gianecchini e Cláudia logo acabaram com esse medo assim que protagonizaram o reencontro dos protagonistas, justamente em uma praia que representava um dos locais mais marcantes dos personagens.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Segunda fase de "A Lei do Amor" começa movimentada e com ótimas cenas

A nova novela das nove entrou em sua segunda semana, após a segunda fase do enredo escrito por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari ter sido iniciada no final do capítulo de sexta-feira (07/10). A trama, contada inicialmente em 1995, teve uma passagem de 20 anos e praticamente apresentou um novo começo, tendo como base o amor interrompido de Pedro (Reynaldo Gianecchini) e Helô (Cláudia Abreu). E esse início não poupou acontecimentos, se mostrando ainda melhor que a primeira fase.


O capítulo desta segunda-feira (10/10) foi digno de uma reta final ou então de uma metade de novela, quando costuma acontecer alguma grande virada para movimentar o enredo. Mas foi apenas o sétimo capítulo, mostrando a coragem dos autores em resolver o motivo da separação do casal de mocinhos logo no começo, não poupando história e comprovando que há ainda muitas cartas na manga. Foram muitas cenas dignas de elogios, destacando não só o elenco como também a direção de Denise Saraceni, principalmente no forte momento do atentado sofrido por Fausto (Tarcísio Meira) e Suzana (Regina Duarte).

O remorso do poderoso empresário acabou sendo o responsável por todos os grandes acontecimentos do início da agitada segunda fase. Ele contou para o filho sobre a armação que provocou a sua separação de Helô, despertando a ira de Pedro e uma quase imediata reconciliação dele com a agora esposa de Tião Bezerra (José Mayer).

terça-feira, 28 de abril de 2015

Com merecidas homenagens e emocionantes lembranças, show dos 50 anos da Globo foi um belo espetáculo

Inaugurada no dia 26 de abril de 1965, às 11 horas, a Globo começou 2015 comemorando seu respeitável aniversário de 50 anos com o especial "Luz, Câmera, 50 Anos". Mas as grandes homenagens foram exibidas mesmo na penúltima semana de abril. Incluindo o show especial, gravado em dois dias (na quarta e na quinta) no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que foi exibido na noite deste sábado (25/04), um dia antes da data comemorativa 'oficial'.


Resumir 50 anos de história em 90 minutos é humanamente impossível, portanto, é óbvio que muita coisa ficou de fora, tendo a ausência sentida pelo público. Vide os 20 anos de "Malhação", que merecia ter sido citado, assim como o marco da "TV Pirata", além de novelões como "A Próxima Vítima", "Escrava Isaura", "Mulheres de Areia", "Irmãos Coragem", "A Viagem", "Tieta", entre tantos outros estrondosos sucessos. Porém, apesar de vários programas, séries e folhetins terem ficado de fora (o que é compreensível, apesar de triste), o show foi muito caprichado e conseguiu homenagear a trajetória da emissora com competência.

O espetáculo foi dirigido por LP Simonetti e contou com cerca de 800 pessoas, entre artistas e equipe técnica. A plateia toda foi formada por funcionários da empresa escolhidos por sorteio, incluindo os atores/atrizes da casa, obviamente. Fátima Bernardes e Pedro Bial foram os encarregados para a apresentação e narração dos shows, que exibiram uma verdadeira viagem no tempo.

terça-feira, 24 de março de 2015

Oitava edição do "Prêmio Quem" de TV valoriza a qualidade de "Meu Pedacinho de Chão"

A cerimônia de entrega da oitava edição do "Prêmio Quem" aconteceu na noite da última quinta-feira (19/03). Foram várias categorias e muitos premiados. A categoria TV consagrou a elogiada "Meu Pedacinho de Chão" com três troféus, desbancando, inclusive, a favorita "Império", que levava vantagem por ter sido uma novela das nove, ainda por cima recém-terminada. A maioria dos vencedores foi justa e a reunião contou com a presença de vários indicados.


Na categoria Melhor Ator, ganhou o grande Irandhir Santos em virtude do seu impecável trabalho em "Meu Pedacinho de Chão". O Zelão foi um personagem cativante e o intérprete conquistou os telespectadores. Sua entrega era visível e absolutamente todas as suas cenas eram sensíveis, tendo a poesia como pano de fundo. O capataz virou o mocinho da história, dirigida brilhantemente por um inspirado Luiz Fernando Carvalho. Nada mais merecido do que Irandhir levar o troféu para casa e colocá-lo ao lado do outro que ganhou no prestigiado "APCA" (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

Cláudia Abreu faturou na categoria de Melhor Atriz. Ela esbanja talento e sempre se destaca quando está em alguma produção, entretanto, a Pâmela Parker, do fracasso "Geração Brasil", não foi um de seus grandes momentos na carreira.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

"Celebridade": um sucesso de Gilberto Braga

Exibida entre outubro de 2003 e junho de 2004, "Celebridade" foi um grande sucesso de Gilberto Braga. A trama, com ótimos personagens e grande elenco, agradou e conquistou a audiência. Dirigida por Dennis Carvalho, a novela abordou a busca pela fama, os malefícios que a superexposição pode causar para uma pessoa e o nível de obsessão que alguns têm pelo poder e pelo dinheiro.


Protagonizada por Malu Mader, a história tinha como eixo central a vida da poderosa Maria Clara Diniz, modelo que conheceu o sucesso quando (aparentemente) seu então namorado compôs para ela "Musa do verão", música que estourou em todas as rádios em 1988. E a tragédia que abalou sua vida ----- no dia do seu casamento, o compositor foi assassinado por um boêmio (Ubaldo) que afirmava ter sido o verdadeiro autor da canção ----- não encerrou sua carreira, pelo contrário: a profissão de modelo cedeu lugar para a de empresária. Ela passou a buscar novos talentos e agenciar estrelas, produzindo shows também.

A novela começa de fato quando Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu) inicia um plano para entrar na vida de Maria Clara. Filha da verdadeira "Musa do Verão", a vilã finge ser uma fã da ex-modelo com o intuito de se vingar. Com a ajuda de Marcos (Márcio Garcia), seu namorado e cúmplice, ela consegue trabalhar na empresa da 'rival' e vira amiga íntima da toda poderosa.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Belíssima": uma das melhores novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 7 de novembro de 2005 e 7 de julho de 2006, "Belíssima" foi mais um grande sucesso de Silvio de Abreu. A novela, dirigida por Denise Saraceni, contou com todos os elementos tão apreciados pelo autor: comédia, personagens populares, vilões perversos e uma boa dose de suspense. A produção substituiu a problemática "América", de Glória Perez, e foi substituída pela irregular "Páginas da Vida", de Manoel Carlos.


A história tinha como foco central a 'Belíssima', uma empresa referência na comercialização de roupas íntimas, que era presidida por Júlia Assumpção (maravilhosa Glória Pires), a mocinha da trama, que sofria nas mãos da sua avó: a cruel Bia Falcão (grandiosa Fernanda Montenegro). A mãe da protagonista (Stella Assumpção, uma famosa e linda modelo de 1960) morreu em um acidente de avião, deixando ela e seu irmão Pedro (Henri Castelli) órfãos. Os dois, então, acabaram sob os cuidados de Bia.

Pedro se envolve com Vitória (Cláudia Abreu), uma ex-menina de rua, e tem uma filha com ela (Sabina - Marina Ruy Barbosa), que é muito amada pela poderosa empresária. Mas Bia Falcão não admite este relacionamento e inferniza a vida da nora. Pedro e Vitória, aliás, vão morar na Grécia, juntamente com Sabina, e lá conhecem o simpático Nikos Petrákis (Tony Ramos impecável), com quem estabelecem uma forte amizade.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Edição de 2014 do "Melhores do Ano" foi marcada pela ausência de muitos destaques

A última edição do "Melhores do Ano" foi em março deste ano. Em virtude das comemorações dos 50 anos que a Globo completará em 2015, a premiação do "Domingão do Faustão" de 2014 foi adiantada para dezembro. E no último domingo, dia 28, o público pôde conhecer os vitoriosos das várias categorias em um programa já previamente gravado ----- tanto que as informações já haviam sido vazadas dias antes.


As indicações deste ano foi uma das mais injustas do "Melhores do Ano". Muitos nomes foram lamentavelmente esquecidos e outros, que não mereciam tanto, foram colocados no lugar. Entretanto, muitas vitórias foram justas. Na categoria de Melhor Ator ganhou o ótimo Alexandre Nero, que está impecável na pele do comendador José Alfredo em "Império". Ele concorreu com Murilo Benício e Osmar Prado, que também brilharam em "Geração Brasil" e "Meu Pedacinho de Chão". Mas, o esquecimento de Tony Ramos (que deu um show em "O Rebu" e completou 50 anos de carreira em 2014) foi lamentável.

Na categoria de Melhor Atriz quem ganhou foi Cláudia Abreu. A atriz é sempre maravilhosa, entretanto, Pâmela Parker, de "Geração Brasil", está longe de ser uma de suas melhores personagens, pelo contrário. Mas este troféu acabou sendo uma justiça tardia, afinal, ela brilhou absoluta como Chayene, em "Geração Brasil", e acabou não ganhando prêmio algum na época por causa do fenômeno "Avenida Brasil", que destinou todas as estatuetas para Adriana Esteves (merecidamente).

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Elenco subaproveitado, história equivocada e perda de rumo marcaram "Geração Brasil"

Após o sucesso de "Cheias de Charme", Filipe Miguez e Izabel de Oliveira amargaram um grande fracasso com "Geração Brasil", novela que chegou ao fim nesta sexta-feira (31/10) de forma decepcionante e sem cumprir tudo o que havia prometido em seu primeiro mês de exibição. Cercada de expectativas, a trama decepcionou, entrou para a lista das piores do horário das sete e impressionou a forma como a história foi se perdendo ao longo dos meses.


A segunda novela da dupla de autores parecia promissora e a estreia foi em grande estilo, com um capítulo engraçado, história interessante, grande elenco e repleta de personagens populares. E esta boa primeira impressão foi mantida nas primeiras semanas. A ideia de apresentar um enredo que tinha tecnologia como tema central era arriscada (vide o fracasso de "Tempos Modernos"), mas os núcleos cômicos atraentes e o drama central convincente faziam uma boa mescla com o mundo dos computadores.

No entanto, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, mirando no êxito da mistura de ficção com internet de "Cheias de Charme", se preocuparam mais em focar na interação com o público do que com a história. O concurso feito logo no começo da trama para a escolha do novo Jonas Marra tinha o objetivo de mesclar reality show com teledramaturgia e inicialmente funcionou.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Murilo Benício, Cláudia Abreu, Isabelle Drummond e Luís Miranda: quatro destaques de "Geração Brasil"

Entre os muitos problemas de "Geração Brasil", o elenco com certeza não está na categoria de equívocos. Pelo contrário, é um dos poucos acertos da trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Foram selecionados muitos atores talentosos, embora tenha havido um exagero na repetição do elenco de "Cheias de Charme". Ter 'panelinha' é natural, mas neste caso exageraram. Porém, o time é ótimo e há quatro nomes que se destacam no núcleo principal: Murilo Benício, Cláudia Abreu, Isabelle Drummond e Luís Miranda.


Embora a trama não tenha sido bem desenvolvida e os personagens tenham se perdido ao longo da novela, os quatro atores tem conseguido brilhar nas vezes que são exigidos e comprovam o quanto são talentosos. Jonas Marra, Pâmela Parker, Megan Lily e Dorothy Benson formam um ótimo quarteto e a Família Marra é muito bem defendida por eles. Os autores, inclusive, deveriam ter explorado bem mais todas as situações que cercam estes perfis em benefício dos intérpretes, o que lamentavelmente não aconteceu e nem vem acontecendo.

Após ter brilhado como o inesquecível Tufão, de "Avenida Brasil", e ter interpretado brilhantemente o empresário Jaime Favais, em "Amores Roubados", Murilo Benício se destaca vivendo um poderoso empresário que transborda ambiguidade.

sábado, 31 de maio de 2014

Reality marca o verdadeiro início da história de "Geração Brasil"

A estreia de "Geração Brasil" foi promissora e até agora a novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira tem seguido um caminho interessante. Os capítulos começaram exibindo para o telespectador tudo o que aconteceu antes do concurso 'Geração Brasil'. Ou seja, os autores resolveram apresentar o prólogo da história 'voltando ao passado', aproveitando uma característica cada vez mais comum em produções da Globo. E a novela iniciou de fato quando Jonas Marra (Murilo Benício) anunciou os selecionados para o reality que escolherá seu sucessor na Marra Brasil.


A seleção foi feita justamente através de um desafio, onde os hackers teriam que quebrar um sistema de segurança e invadir o site do empresário, provando que entendem tudo de computação e tecnologia. Os dez primeiros que conseguiram foram selecionados para um reality show, onde terão que passar por provas, até restar um, que será o vencedor, assumindo uma posição de destaque na empresa. Toda esta situação serviu para centralizar o tema da novela e ainda inserir Davi (Humberto Carrão) no núcleo principal, provocando um encontro com o poderoso Jonas, além de causar uma aproximação com seus dois pares românticos: Manu (Chandelly Braz) e Megan (Isabelle Drummond). 

Os autores acertaram na condução da trama e ainda usaram com criatividade o artifício do reality dentro da teledramaturgia. Vale lembrar que "Sangue Bom" fez isso no último capítulo com a entrada da Tina (Ingrid Guimarães) no hilário "AQCP - A Que Ponto Chegamos", e "Amor à Vida" mesclou com competência ficção e realidade com a presença de Valdirene (Tatá Werneck) no "Big Brother Brasil 14".

terça-feira, 6 de maio de 2014

Repleta de personagens populares, "Geração Brasil" faz boa estreia e aposta na tecnologia para conquistar o público

Com a árdua missão de reerguer os baixos índices de audiência do horário das sete da Globo (ainda que os números das seis e das nove também estejam ruins), estreou nesta segunda-feira (05/05) "Geração Brasil", substituta da fracassada "Além do Horizonte". Dos mesmos autores do sucesso "Cheias de Charme", a nova novela, dirigida por Denise Saraceni, tem a tecnologia como foco e usará este tema bastante atual para ajudar a contar a trama, que apresentou um primeiro capítulo muito atrativo.


Filipe Miguez e Izabel de Oliveira começaram contando a história de uma forma ágil e bem-humorada, dando o pontapé inicial através do núcleo de maior importância da trama, composto pela Família Marra. E o início teve a já conhecida fórmula da 'volta do tempo'. Primeiramente foi exibida uma situação do 'futuro', para depois exibirem momentos do passado (no caso, três meses antes). Jonas Marra (Murilo Benício) e sua esposa Pamela Parker (Cláudia Abreu) apresentaram os dez finalistas de uma competição lançada pela empresa do gênio da tecnologia. Gênio este que conseguiu fama, muito dinheiro e construiu um império graças ao computador popular, prático e de fácil manuseio que ele criou.

A trama gira em torno justamente do 'mito' Jonas, espécie de Steve Jobs brasileiro, cuja primeira aparição lembrou muito a de Tony Stark, do ótimo filme "Homem de Ferro". E graças ao esquema da 'volta no tempo', o público foi apresentado com mais detalhes aos personagens diretamente ligados a Jonas. Afinal, a sequência do passado mostrou uma renovação dos votos de casamento dele com a extravagante

sábado, 29 de setembro de 2012

Tendo mais altos do que baixos, Cheias de Charme fecha seu ciclo deixando um saldo positivo no horário das sete

A novela que conseguiu misturar drama, comédia e musicalidade terminou nesta sexta-feira (28/09), após meses divertindo o público e lançando hits --- vide 'Maria Brasileira', 'Vida de Empreguete' e 'Voa Brabuleta' --- pelo Brasil. "Cheias de Charme", não fugindo dos clichês, apresentou um último capítulo muito alegre, com casamentos, vilões redimidos, outros punidos, formação de casais e um show final com Fabian, Chayene, Cida, Penha e Rosário cantando a música de abertura da trama: 'Ex mai love', de Gaby Amarantos.


A trama, que marcou a estreia de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira como autores, emplacou logo no primeiro capítulo e ficou claro que seria um grande sucesso. O público adorou ver a história de três empregadas domésticas que melhoram de vida após lançarem um clipe na internet; as vilanias da Família Sarmento; os dramas de Lygia; e uma vilã que só se dava mal, proferindo uma legião de pérolas, ao mesmo tempo que contava com a ajuda de uma fiel escudeira muito atrapalhada. 

"Cheias de Charme" foi uma trama colorida, recheada de personagens carismáticos e que soube utilizar a internet a seu favor, fazendo da dita 'concorrente' da televisão uma aliada poderosa. O clipe 'Vida de Empreguete' foi colocado no site da novela ao mesmo tempo que 'vazou' na história e o resultado foi simplesmente mais de doze milhões de acessos. A produção de

sábado, 16 de junho de 2012

Cheias de charme e talento

O sucesso estrondoso da atual novela das sete da Rede Globo é algo incontestável. A história criativa e essa fascinante mistura de dramaturgia com clipes musicais e shows foi um baita acerto. Filipe Miguez e Isabel de Oliveira souberam criar um bom enredo, porém, também foram muito felizes na escalação do time feminino de "Cheias de Charme". Todas as atrizes fazem bonito quando aparecem na telinha e é um prazer assisti-las.


Taís Araújo, Isabelle Drummond e Leandra Leal levarão o título de 'empreguetes' por um bom tempo e este trio jamais será esquecido. As atrizes corriam um grande risco quando aceitaram o desafio de viver empregadas domésticas que emplacam na carreira musical, afinal, não são cantoras. Porém, incorporaram as personagens e estão impecáveis desde o primeiro capítulo da trama. Não dá para pensar em outras atrizes nestes respectivos papéis. Penha, Cida e Rosário estão sendo muito bem representadas por esse trio talentoso.

E o que falar de Chayene? A cantora em plena decadência está a cada dia mais engraçada e Cláudia Abreu protagoniza cenas hilárias todas as vezes em que aparece. As pérolas ditas por Chay e o

sábado, 5 de maio de 2012

O talento de Cláudia Abreu

Cláudia Abreu já é uma veterana na televisão. Sua carreira é marcada por grandes papéis e interpretações memoráveis. Uma atriz que mostra o amor pela arte de interpretar e se renova constantemente. Seu primeiro papel marcante foi a Juliette, co-protagonista de "Que Rei Sou Eu" (1989); embora tenha estreado na Rede Globo participando de um episódio do extinto "Teletema" e ter feito parte do elenco de "Hipertensão" (1986), "O Outro" (1987) e "Fera Radical" (1988). Fez muitas novelas, mas entre os papéis inesquecíveis estão a Clara de "Barriga de Aluguel" (1990), a Heloísa da minissérie "Anos Rebeldes" (1992), a escrava branca Olívia em "Força de um Desejo" (1999), a vilã Laura de "Celebridade" (2003) e a Vitória de "Belíssima" (2005). Agora ela rouba a cena como a espalhafatosa Chayene em "Cheias de Charme".


Uma vilã exagerada, caricata, com um forte sotaque, atrapalhada, recheada de frases hilárias e que veste um figurino tão discreto quanto a mansão toda rosa em que vive. Essa é Juciléia, ou melhor, Chayene (nome 'artístico'), a cantora brega que já se destacou desde o primeiro capítulo da novela e que vem se sobressaindo cada vez mais.

Cláudia Abreu está tendo um desempenho extraordinário e mostra