Mostrando postagens com marcador Manoela Aliperti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manoela Aliperti. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Tudo sobre a coletiva online da terceira temporada de "As Five"

 O Globoplay promoveu nesta terça-feira (27/02) a coletiva online da terceira temporada de "As Five", que marca o fim da série originada do sucesso "Malhação - Viva a Diferença". Participaram as atrizes Heslaine Vieira, Gabriela Medvedovski, Manoela Aliperti, Daphne Bozaski e Ana Hikari. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Gabriela Medvedovski falou sobre a sensação de fechamento de ciclo: "Ao mesmo tempo que a gente está muito feliz em entregar esse trabalho, estamos tristes em nos despedir delas. Quando acabamos 'Malhação' sentimos que ainda tínhamos muita história para contar. A Keyla terá uma relação com o personagem do Edu, vivido pelo Samuel de Assis, e existe um processo grande de amadurecimento nela. A vida cobrava isso dela há muito tempo e agora consegue dar uma estabilizada e vai poder aproveitar um pouco os benefícios de ter alguém que cuide de você. Era sempre o filho, o outro, ela nunca era prioridade. Agora terá uma retomada da autoestima", observou.

Ana Hikari fez um balanço da série e de sua personagem: "A gente está muito feliz porque a temporada está muito bonita e profunda. Conseguimos aprofundar bastante a questão de cada uma nessa temporada. Fica a sensação de felicidade e dever cumprido, mas um luto também. Uma das minhas cenas mais emocionantes foi quando a Tina entrou no restaurante dos pais na segunda temporada.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

"As Five" tem boas qualidades, mas não foi feita para quem acompanhou "Viva a Diferença"

 O título do texto parece contraditório. Afinal, todo spin-off que se preza é oriundo de um produto de imenso sucesso com o intuito de agradar aos fãs 'órfãos', após o fim de uma determinada série, novela ou filme. Porém, "As Five" foge da regra. A série, escrita por Cao Hamburger e dirigida por José Eduardo Belmonte, é repleta de qualidades e merece o sucesso que vem fazendo na Globoplay (a primeira temporada, exibida semanalmente pelo serviço de streaming da Globo, chegou ao fim nesta semana). A questão é que os problemas do roteiro ficam evidentes para o telespectador de "Malhação - Viva a Diferença". 

O primeiro e mais perceptível é o arco temporal. A série é exibida seis anos após o encerramento de "Malhação". E a história foi exibida pela Globo (reprisada atualmente, já na reta final) em 2017. Mas a trama de "As Five" é de 2019 (ano em que foi gravada) e as personagens se referem ao passado como se fosse por volta de 2012 ou até na década de 90. Vide uma fala de Keyla (Gabi Medvedovski) dizendo que a última vez que saiu para dançar a banda Jota Quest estava no auge. Parece bobagem, mas é justamente através dos pequenos diálogos que a confusão do período do enredo sobressai. 

Outro fato impossível de não ser questionado é a premissa da série. As cinco protagonistas se reencontram no enterro da mãe de uma delas (Tina - Ana Hikari), após seis anos de afastamento e três sem mensagens enviadas no grupo de WhatsApp. A ideia é ótima, pois retrata o oposto do primeiro encontro do quinteto em "Malhação": o nascimento de uma criança.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

"As Five" mantém a qualidade de "Malhação - Viva a Diferença"

 A Globoplay disponibilizou o primeiro episódio de "As Five", série exclusiva do serviço de streaming e derivada de "Malhação - Viva a Diferença" (2017/2018), no dia 12 de novembro, meia noite em ponto. Isso após um protesto dos fãs da trama contra o horário estipulado anteriormente (às 17h), mesmo sendo uma produção para assistir a hora que quiser. E a estratégia é exibir um episódio por semana, atraindo mais engajamento e audiência em uma determinada hora. 

A Globo também exibiu o primeiro capítulo nesta segunda-feira (16/11); mas neste caso, sim, valeria um protesto dos fãs. O episódio foi ao ar depois da meia noite, em um horário ingrato para a audiência. A faixa logo depois da reprise de "A Força do Querer" seria bem mais adequada. Porém, a série é exclusiva da Globoplay e a exibição foi apenas um chamariz para mais assinantes. O que é possível observar da nova saga das protagonistas de "Malhação", escrita por Cao Hamburger, é a permanência de todas as características já observadas no seriado adolescente vespertino. Tanto na essência das personagens quanto na elaboração de seus dramas. E, como a temporada foi primorosa, não é um demérito.

É no momento mais conturbado da vida de Tina (Ana Hikari) que as cinco jovens se reencontram após seis anos sem se verem e cerca de três desde a última mensagem no grupo "As Five". As amigas se mobilizam para estarem presentes no velório da mãe de Tina. Morando nos Estados Unidos, Ellen (Heslaine Vieira) volta ao Brasil especialmente para acompanhar a cerimônia.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Tudo sobre a coletiva de lançamento de "As Five", nova série da Globoplay

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 10, mais uma coletiva para o lançamento de "As Five", série exclusiva da Globoplay, que estreia no dia 12, oriunda da temporada de sucesso de "Malhação - Viva a Diferença", exibida entre 2017 e 2018. Também escrita por Cao Hamburger, a série será exibida semanalmente no serviço de streaming da Globo. É a primeira vez que algo do tipo acontece. Normalmente, em qualquer plataforma do gênero, a temporada é disponibilizada completa. O objetivo, claro, é segurar a audiência. Fui um dos convidados do bate-papo e conto um pouco tudo o que foi falado. 

É no momento mais conturbado da vida de Tina (Ana Hikari) que as cinco jovens se reencontram após seis anos sem se verem e cerca de três desde a última mensagem no grupo "As Five". As amigas se mobilizam para estarem presentes no velório da mãe de Tina. Morando nos Estados Unidos, Ellen (Heslaine Vieira) volta ao Brasil especialmente para acompanhar a cerimônia. Keyla (Gabriela Medvedoski) leva Tonico (Matheus Dias), agora com sete anos, para rever as madrinhas, mas o garoto prefere fazer bagunça a interagir com elas, de quem mal consegue lembrar. Lica (Manoela Aliperti) chega sozinha ao local e fica constrangida quando seu olhar cruza com o de Samantha (Giovanna Grigio). Já Benê (Daphne Bozaski) conta com a companhia de Guto (Bruno Gadiol) e nem imagina que seu casamento está com os dias contados. 

Perguntei a todas o que não imaginavam estar na sinopse de "As Five". "Difícil responder sem dar spoiler, mas foi a autoestima da Keyla. Era algo que não esperava. Mas o resto só vendo a série porque é spoiler", contou Gabi. "Me surpreendeu a Lica continuar tendo uma atitude de adolescente à flor da pele. O pouco que posso dizer é isso", disse uma envergonhada Manu.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Quinteto central foi a melhor surpresa de "Malhação - Viva a Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" (exibida entre 2017 e 2018) marcou a estreia de Cao Hamburger na Globo com o pé direito. A temporada, dirigida por Paulo Silvestrini, abordou temas importantes de forma séria e o enredo muito bem escrito pelo autor foi repleto de qualidades. A audiência correspondeu (a média de 20 pontos é um excelente índice e o maior em dez anos de "Malhação", até hoje não superado). A reprise, por conta da pandemia do coronavírus, ajuda a reforçar os inúmeros acertos da trama. E um dos muitos foi a escolha (e construção) das cinco protagonistas.


Keyla (Gabriela Medvedovski), Tina (Ana Hikari), Ellen (Heslaine Vieira), Lica (Manoela Aliperti) e Benê (Daphne Bozaski) são perfis cativantes e totalmente verossímeis, representando a adolescência de uma forma nada maniqueísta. Não há boazinha e nem malvada, há meninas em busca de seus desejos e com muitos dilemas, repletas de virtudes e defeitos. São todas cem por cento humanas, precisando lidar todos os dias com as diferenças que tinham tudo para separá-las, mas que só as unem mais.

Os perfis foram construídos com extrema habilidade pelo autor e a escalação podia colocar tudo a perder. Afinal, atrizes fracas não conseguiriam passar todas as nuances das protagonistas, aniquilando o DNA do roteiro da temporada. E o risco era elevado, pois "Malhação" lança talentos desde a sua estreia, em 1995. Os escolhidos são sempre novatos, implicando em uma chance maior de tropeços.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

"Malhação - Viva a Diferença" é uma reprise muito bem-vinda

A pandemia do coronavírus fez a Globo interromper as atividades nos Estúdios Globo e a principal prejudicada foi "Malhação - Toda Forma de Amar". Ao contrário de "Salve-se Quem Puder" e "Amor de Mãe", a temporada não será continuada depois que o caos passar. Seu fim foi antecipado em um mês e o desfecho da história de Emanuel Jacobina se mostrou deprimente. Como medida de emergência, a emissora escolheu "Malhação - Viva a Diferença" para ser reprisada, uma das mais elogiadas fases do seriado adolescente.


Vencedora do Emmy Internacional Kids na categoria Séries, a trama, brilhantemente escrita por Cao Hamburger e dirigida com talento por Paulo Silvestrini, foi uma seleção muito acertada da Globo. Além de ter sido um dos maiores sucessos recentes de público e crítica, a produção gerou um uma série exclusiva da Globo Play prevista para estrear no segundo semestre com o título de "As Five". Isso porque os telespectadores se apaixonaram pela saga de cinco amigas totalmente diferentes que estabeleceram um elo que originou uma sucessão de dramas e conflitos arrebatadores. A reprise serve para angariar ainda mais audiência para essa espécie de continuação criada para o serviço de streaming.

Assim que estreou, no dia 8 de maio de 2017, "Malhação - Viva a Diferença" deixou a melhor das impressões. Pela primeira vez na história do seriado adolescente não havia um casal protagonista e, sim, cinco meninas totalmente diferentes que se conheceram em um vagão de metrô, inciando um laço futuramente indestrutível graças ao parto de uma delas.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Sucesso de "Malhação - Viva a Diferença" ainda rende frutos para a Globo

O sucesso de "Malhação - Viva a Diferença" ainda rende frutos. A temporada de maior audiência do seriado adolescente desde 2009 chegou ao fim em março, com 21 pontos de média, e deixou um gosto de quero mais. Isso porque, embora neguem, a trama foi encurtada pela Globo em um mês por causa da Copa do Mundo. A história muito bem escrita por Cao Hamburger conquistou o público com a saga de cinco garotas totalmente diferentes que criaram um vínculo de amizade lindo. A produção foi indicada ao Emmy Internacional Kids em outubro e a boa notícia é que agora vai virar série.


Vários veículos divulgaram a boa nova na segunda feira (26/11). O autor está trabalhando nos episódios de um revival chamado "As Five", como ficaram conhecidas as protagonistas Benê (Daphne Bozaski), Lica (Manoela Aliperti), Tina (Ana Hikari), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Ellen (Heslaine Vieira). As gravações devem começar no próximo trimestre e a série será exibida primeiro na plataforma Globo Play, serviço de streaming da emissora. Depois fará parte da programação da tevê aberta, ao que tudo indica ainda em 2019.

A nova produção vai mostrar as vidas das cinco garotas após uma passagem de tempo. Anos depois e já jovens adultas, elas vão se reencontrar no enterro de Mitsuko (Lina Agifu), mãe de Tina, e terão que reaprender a conviver porque suas vidas mudaram muito. Vale lembrar que no final de "Viva a Diferença", as meninas reafirmaram o pacto de amizade que as uniram na temporada, mas seguiram rumos distintos.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Primorosa, "Malhação - Viva a Diferença" honrou seu subtítulo e será eternamente lembrada pelo conjunto de qualidades

Assim que estreou, no dia 8 de maio de 2017, "Malhação - Viva a Diferença" deixou a melhor das impressões. Pela primeira vez na história do seriado adolescente não havia um casal protagonista e, sim, cinco meninas totalmente diferentes que se conheceram em um vagão de metrô, inciando um laço futuramente indestrutível graças ao parto de uma delas. O nascimento do pequeno Tonico (Danilo Castro de Souza), ao som de Trem Bala (cantada por Ana Vilela), marcou o primeiro capítulo, arrebatando o público imediatamente, que logo se apaixonou pela forma como o quinteto central se conheceu. Uma promissora fase se anunciava.


E a promessa de uma grande história acabou sendo cumprida ao longo dos meses. A estreia de Cao Hamburger como autor solo na Globo se mostrou a melhor possível, após brilhantes trabalhos na TV Cultura, como o icônico "Castelo Rá-Tim-Bum" (1994/97), "Um Menino Muito Maluquinho" (2006), "Pedro & Bianca" (2012) e "Que Monstro Te Mordeu?" (2014). O escritor até já tinha trabalhado na Globo escrevendo a série "Cidades dos Homens", em parceria com outros roteiristas, entre 2002 e 2005, além de ter sido redador dos infantis "Disney Club" e "Disney Cruj" (1997 - 2002) no SBT. Acostumado a escrever para crianças, ele mostrou ter total habilidade para representar o mundo jovem e construir adolescentes reais, sem fantasiar ou fugir de temas mais densos.

Além da ousadia em ter cinco meninas protagonizando seu enredo e não um casal, Cao ainda trouxe a trama para São Paulo, após 24 temporadas tendo o Rio de Janeiro como ambientação. Essa mudança pode parecer boba, mas ajudou bastante para ''oxigenar'' o formato, principalmente através de vários diálogos tendo gírias paulistas sendo usadas, como o termo "treta" para se referir a brigas, pouco utilizada pelos cariocas.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

"Malhação - Viva a Diferença" novamente ousa e surpreende com relacionamento de Lica e Samantha

E não é que "Malhação - Viva a Diferença" começou 2018 com o pé direito? A elogiada temporada de Cao Hamburger, dirigida por Paulo Silvestrini, foi uma das produções mais aclamadas em 2017 e com certeza continuará sendo até março deste ano. Isso porque, após uma sucessão de abordagens bem-sucedidas, ótimos casais e personagens bem construídos, a trama agora vem explorando com sensibilidade a formação de um novo par: Lica (Manoela Aliperti) e Samantha (Giovanna Grigio).


O novo casal do enredo era totalmente inesperado e acabou funcionando, possibilitando vários conflitos interessantes. Afinal, nenhuma das duas é gay. Elas são simplesmente livres. As personagens sempre foram as mais libertárias da atual "Malhação", incluindo o jeito rebelde e até a característica ''pegadora'', ficando com vários meninos sem medo de julgamentos. No entanto, nunca foram próximas. Cada uma tinha seu grupo e algumas vezes até ocorriam provocações. A aproximação começou a ser mostrada recentemente e de forma singela.

Lica voltou de viagem e viu o ex, Felipe (Gabriel Calamari), seguindo a vida e interessado por uma menina de Recife. A relação deles sempre foi deliciosa, mas o rompimento teve mágoas, fruto da traição dela, magoando, inclusive, uma das melhores amigas (Keyla - Gabriela Medvedovski). Já Samantha, após uma fase 'pegando geral', se estabilizou ao lado de Anderson (Juan Paiva).

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Briga do quinteto central promove boa virada e comprova o talento das atrizes em "Malhação - Viva a Diferença"

Quando há assunto de sobra para ser comentado sobre uma trama é sinal de que a produção está no caminho certo. "Malhação - Viva a Diferença" já provou e comprovou isso várias vezes desde a sua estreia, em maio. Após abordagens precisas sobre o uso de drogas na adolescência e racismo, a temporada apresentou uma grande virada na história: o rompimento da amizade do quinteto protagonista. E a cena fez jus ao aguardado clímax.


Cao Hamburger esbanjou criatividade na semana passada, quando resolveu contar o drama de cada personagem em um dia da semana. Para isso, o autor usou o telefonema de Benê (Daphne Bozaski), expondo a tristeza das cinco meninas, plantando a dúvida na cabeça do telespectador a respeito do que teria acontecido com elas. E a 'saga' das explicações começou na terça-feira passada (07/11), com o conflito de Tina (Ana Hikari), sendo obrigada pela mãe a viajar para o Japão, após ter sido flagrada com Anderson (Juan Paiva) em seu quarto.

O drama de Lica foi exposto na quarta, com a garota conversando com Tina, e contando os problemas que enfrentou no período 'pós-balada em seu apartamento', confessando ainda que beijou Deco (Pablo Morais) em outra 'festinha'. A quinta foi o dia de Ellen, protagonizando o capítulo mais dramático. A garota se viu mais uma vez humilhada pelas colegas de escola, sendo vítima do preconceito social e do racismo.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

"Malhação - Viva a Diferença" retrata a adolescência com total realismo

Elogiar a atual temporada de "Malhação" virou uma rotina. Cao Hamburger está estreando como autor no seriado adolescente da Globo com o pé direito, após produções muito bem-sucedidas na TV Cultura e no cinema. Sua parceria com o diretor Paulo Silvestrini está acima das expectativas. E entre as várias qualidades de "Malhação - Viva a Diferença", é preciso enfatizar o grau de realismo que a adolescência vem sendo retratada.


A festa organizada por Lica (Manoela Aliperti), em seu apartamento, foi apenas mais uma prova do quanto que o mundo dos adolescentes vem sendo exposto com precisão, sem 'fantasias'. A menina mais rebelde da trama novamente procurou extravasar suas frustrações através de um aparente divertimento, sem pensar nas consequências. A 'reunião' teve bebida alcoólica à vontade, muita música, beijos e drogas. Tudo o que várias festinhas desse tipo costumam ter, para o desespero de muitos pais.

Todos sabem que menores de idade não podem beber, segundo a lei. Porém, é notório que essa legislação nunca é obedecida, ainda mais em festas particulares, promovidas pelos próprios adolescentes. Uma das grandes falhas presente em várias temporadas de "Malhação" era justamente a ausência de bebida alcoólica em momentos festivos ou qualquer momento de confraternização.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Talentos de diferentes gerações, Manoela Aliperti e Malu Galli fazem uma ótima dupla em "Malhação - Viva A Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" está cada vez melhor. A temporada, escrita por Cao Hamburger e dirigida por Paulo Silvestrini, é um sucesso e basta assistir para comprovar o porquê dos elevados números de audiência (não obtidos desde 2009). O enredo vem sendo desenvolvido com competência, prendendo a atenção. E nos capítulos mais recentes uma dupla tem se destacado bastante: Manoela Aliperti e Malu Galli.


As duas vêm protagonizando cenas intensas, destacando a ótima cumplicidade entre as personagens. Lica é a mais rebelde e provocadora do quinteto central, sempre lutando pelo que acredita e enfrentando todos que tentam contê-la. Algumas vezes essas características se mostram positivas, mas em alguns momentos se tornam negativas, como costuma ocorrer com qualquer pessoa. Afinal, perfeição não existe. E Marta é a mãe da menina. Uma mulher de fibra que esbanja integridade.

Elas são parecidas e a relação nunca foi muito fácil. Afinal, a garota está em plena adolescência e ficou ainda mais arredia depois que descobriu o caso do pai, Edgar (Marcello Antony), com Malu (Daniela Galli), melhor amiga de Marta e mãe de Clara (Isabella Scherer), sua até então confidente. Lica, inclusive, soube da traição de anos antes da mãe.

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Malhação - Viva A Diferença" apresenta protagonistas bem construídas e cinco atrizes talentosas

No ar há pouco mais de um mês (estreou no dia 8 de maio), "Malhação - Viva a Diferença" já pode ser considerada um acerto. A temporada de Cao Hamburger, dirigida por Paulo Silvestrini, vem abordando temas importantes de forma séria e o enredo muito bem escrito pelo autor é repleto de qualidades. A audiência, por sinal, está correspondendo (a média está acima dos 20 pontos, excelente índice e o maior em dez anos de "Malhação"). E um dos muitos êxitos da atual fase é a escolha (e construção) das cinco protagonistas.


Keyla (Gabriela Medvedovski), Tina (Ana Hikari), Ellen (Heslaine Vieira), Lica (Manoela Aliperti) e Benê (Daphne Bozaski) são perfis cativantes e totalmente verossímeis, representando a adolescência de uma forma nada maniqueísta. Não há boazinha e nem malvada, há meninas em busca de seus desejos e com muitos dilemas, repletas de virtudes e defeitos. São todas cem por cento humanas, precisando lidar todos os dias com as diferenças que tinham tudo para separá-las, mas que só as unem mais.

Os perfis foram construídos com extrema habilidade pelo autor e a escalação podia colocar tudo a perder. Afinal, atrizes fracas não conseguiriam passar todas as nuances das protagonistas, aniquilando o DNA do roteiro dessa temporada. E o risco era elevado, pois "Malhação" lança talentos desde a sua estreia, em 1995. Ou seja, os escolhidos são sempre novatos, implicando em uma chance maior de tropeços.

terça-feira, 9 de maio de 2017

"Malhação - Viva a Diferença" tem estreia emocionante e envolvente

"A gente cresce com o que é diferente da gente. Se existe uma hora que se aprende que o diferente é ruim, eu não quero aprender isso nunca. O que eu quero é mostrar que a riqueza é a diferença." Essa simples, mas significativa mensagem fez parte do teaser de "Malhação - Viva a Diferença", já deixando clara a  intenção da nova temporada do seriado adolescente, que estreou nesta segunda-feira (08/05), após a exibição de uma prévia na última sexta e cinco vídeos com cerca de cinco minutos na Globo Play sobre os perfis principais.


A história, dirigida por Paulo Silvestrini, marca a estreia do talentoso Cao Hamburger como novelista na produção dramatúrgica mais longeva da Globo. O autor de sucessos infantis como "Disney Club" (1997), "Um Menino Muito Maluquinho" (2006), "Que Monstro te Mordeu?" (2014) e o inesquecível "Castelo Rá-tim-bum" (1994), que marcou toda uma geração, já mostrou sua competência em lidar com as crianças e agora terá o desafio de se comunicar com os adolescentes, embora "Malhação" seja para todos os públicos e tenha um forte apelo infanto-juvenil.

As chamadas da nova temporada foram promissoras e a estreia honrou todas as expectativas, após a convidativa sinopse ter sido divulgada amplamente nas últimas semanas. Pela primeira vez o seriado tem São Paulo como pano de fundo, depois de 24 fases ambientadas no Rio de Janeiro. E outra novidade é a questão envolvendo o protagonismo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mesclando humor e drama com competência, "3 Teresas" é um dos grandes acertos do GNT

Produzida pela Bossa Nova Filmes e dirigida por Luiz Villaça e Cláudia Alves ---- escrita por Rafael Gomes, Leonardo Moreira, Sérgio Roveri, Carolina Ziskind e Marcus Aurelius Pimenta ----, "3 Teresas" foi uma grata surpresa do GNT em 2013. A série protagonizada por Cláudia Mello, Denise Fraga e Manoela Aliperti estreou sem muito alarde, mas se mostrou um grande êxito do canal pago e a segunda temporada foi merecidamente garantida, estreando em setembro deste ano.


A história das três Teresas segue tão atrativa quanto antes e mesclando com competência drama melancólico e comicidade. Retratar a convivência de três gerações de mulheres, em um mesmo núcleo familiar, foi uma grande sacada desta produção e o roteiro consegue prender a atenção do telespectador justamente por causa da simplicidade daquela trama de tão fácil identificação. O cotidiano, repleto de problemas comuns a qualquer família, é um dos trunfos da série.

Teresinha (Cláudia Mello), Teresa (Denise Fraga) e Tetê (Manoela Aliperti) moram em uma casa simples, fazem parte da classe média do país, têm personalidades completamente distintas e se desentendem o tempo todo. Entretanto, apesar das brigas, não conseguem viver longe uma da outra e se amam acima de tudo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"3 Teresas": uma grata surpresa do GNT

Para cumprir a lei de audiovisual que obriga os canais a cabo a oferecerem conteúdo nacional no horário nobre, o GNT estreou um pacote de séries próprias há quase dois meses. Começou com "Copa Hotel" e depois, quase que simultaneamente, iniciou "As Canalhas", "Surtadas na Yoga" e "3 Teresas". A primeira ficou devendo, a segunda alterou altos e baixos, e a terceira conseguiu divertir; porém, não há dúvidas que a quarta foi a melhor estreia do canal.


A série sobre a convivência de três gerações de mulheres da mesma família em uma casa --- que funcionou como uma quarta protagonista --- conquistou pela simplicidade da história. Teresa (Denise Fraga), Teresinha (Cláudia Mello) e Tetê (Manoela Aliperti) se amam e enfrentam inúmeros problemas do cotidiano, que quase sempre causam desentendimentos entre elas. Porém, os desentendimentos acabam as unindo cada vez mais. As três têm visões bem diferentes a respeito da solução dos percalços mas, apesar de sempre baterem de frente, se apoiam apesar de tudo.

Todos os episódios misturaram humor e drama, mas ambos foram inseridos de uma forma leve, evitando situações muito carregadas. Apesar de não ter apresentado ganchos que motivassem o telespectador, a série conseguiu conquistar justamente pelo carisma das três personagens e pela despretensiosa