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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "Vermelho Sangue", série do Globoplay

 O Globoplay promoveu nesta terça-feira, dia 15, a coletiva online da segunda temporada de 'Vermelho Sangue', série da plataforma de streaming, escrita por Rosane Svartman e Claudia Sardinha, dirigida por Patricia Pedrosa. Participaram as autoras, a diretora e os atores Pedro Alves, Alanis Guillen, Leticia Vieira e Alli Willow. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Letícia Vieira comentou sobre a nova fase de sua personagem: "Na primeira temporada tem a questão da Luna não saber muito quem ela é, ela se sente o único ser em comum. Aí se apaixona pela Flora e entra as questões românticas. Mas nessa segunda temporada a história da Luna vai para outras questões familiares e a descoberta dessa pai e como essa relação vai se dar entre os dois. Pela primeira vez ela se vê nele e o espelho traz conflitos e questionamentos. O pai será esse espelho de tudo o que ela quer ser, mas reprime. E tem romance também. A cena da transformação foi a mais difícil pra mim na primeira temporada. Lembro que quando acabou eu tava exausta. Fiquei tão nervosa que meu lábio começa a tremer. E o pai dela agora mostra o desconhecido esperado, um outro mundo. A mãe sempre privou ela de viver, ela não pode explorrar o lado dela de lobimoça. A chegada do pai mostra um outro lado, o pai é mais animal, tem uma relação forte com o cerrado".

Alanis Guillen falou sobre as gravações e o casal de Flora com Celina: "A gente gravou a primeira e a segunda juntas. Ambas são bem delineadas. Abrimos o set já com a cena do meio da segunda temporada. Com a personagem mais desenvolvida e profunda. O processo de criação de dar vida a ela e entendendo cada momento dela se deu no primeiro mês de preparação e entendendo e buscando a construção dessa personagem, mas é no set que a gente descobre mesmo. Foi no cena a cena e envolvida com a história que a gente foi se debruçando com essa equipe maravilhosa. No final da primeira a gente já entende o caminho que Flora e Celina tomam.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

"Dona de Mim" foi uma novela de 'quases'

 Após 218 capítulos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (09/01), "Dona de Mim", a novela das sete mais longa depois de "Caras e Bocas", trabalho bem-sucedido de Walcyr Carrasco, exibido em 2009. Escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, a trama fechou seu ciclo como um sucesso. Elevou em três pontos a média do folhetim anterior. A autora segue como a rainha do horário. No entanto, a produção teve uma repercussão bem abaixo dos seus fenômenos anteriores, vide "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso" (ambas escritas com Paulo Halm), além de "Vai na Fé". E foram muitas as críticas sobre o desenvolvimento da obra.


A premissa de "Dona de Mim" era excelente. Uma mulher que perdeu sua bebê com seis meses e foi parar como babá de uma menina que tinha o mesmo nome que ela daria para a filha. E o início da história arrebatou o público. Tudo agradou, até os núcleos paralelos, e o folhetim se mostrou promissor. A construção do vínculo entre Leona (Clara Moneke) e Sofia (Elis Cabral) esbanjou delicadeza, assim com todos os laços criado aos poucos da protagonista com a família Boaz.

No entanto, ao longo das semanas, havia aquela sensação de que faltava um algo a mais. Não tinha um arco narrativo mais sólido para Leona e a impressão era de que a obra ainda estava no preâmbulo. Havia uma dúvida sobre a hora em que a história se iniciaria de fato. E foi a partir daí que os 'quases' se estabeleceram na narrativa.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

"Dona de Mim" virou refém de decisões judiciais repetitivas e inverossímeis

 Embora "Dona de Mim" tenha começado como uma novela rica em camadas emocionais e temas sociais relevantes, é impossível ignorar o desvio narrativo que acabou reduzindo boa parte do enredo da trama de Rosane Svartman, dirigida por Allan Fiterman, à disputa de guarda de Sofia (Elis Cabral) e à curatela de Rosa (Suely Franco). A volta de Ellen (Camila Pitanga), a menos de um mês do final da produção, é mais uma prova de como o folhetim ficou refém do repetitivo recurso dramático, quase sempre dependente de decisões judiciais exageradas, repetitivas e inverossímeis.


Todas as escolhas dos juízes foram repletas de absurdos. As decisões foram baseadas apenas em conveniências de roteiro para provocar aparentes viradas ou grandes movimentações na história. Mas foram apenas falsas reviravoltas porque o enredo andou em círculos ao longo dos meses, o que é uma pena. Vale lembrar que a primeira sentença foi a retirada do nome de Abel (Tony Ramos) da certidão de nascimento de Sofia porque o empresário sabia que não era o pai da menina, o que é até uma punição plausível diante do ato ilegal do personagem. Mas passar a guarda provisória para Vanderson (Armando Babaioff) só porque ele era o pai biológico foi um escárnio. Afinal, o vilão não tinha emprego e nem residência fixa, ainda tinha passagem pela polícia. 

Ao longo dos meses, as discussões sobre o futuro da criança dominaram a história, tendo sempre Leona (Clara Moneke) como ponto de apoio, o que é natural em se tratando da protagonista. A relação de cumplicidade das personagens é linda e o amor que as une genuíno. Por isso mesmo não havia a necessidade de um juiz colocá-las morando juntas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Tudo sobre a coletiva online de "Vermelho Sangue", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu na terça-feira retrasada, dia 23, a coletiva virtual de "Vermelho Sangue", a nova série da plataforma de streaming, escrita por Rosane Svartman e Claudia Sardinha. Participaram as autoras, a diretora Patrícia Pedrosa e os atores Alanis Guillen, Letícia Vieira, Pedro Alves, Laura Dutra, Bete Mendes, Rodrigo Lombardi, Heloísa Jorge, Alli Willow, Flávio Souza, Fafá Renó e Rogeann. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Rosane Svartman comentou sobre a ideia da série: "Durante centenas de anos essas histórias fantásticas falavam do espírito de sua época e com Vermelho Sangue não é diferente. Falamos até onde vai a ciência, valorizamos nossa biodiversidade, é uma série muito brasileira. Sempre falamos dos vampiros estrangeiros e agora são brasileiros e falamos de conflitos a nível pessoal. A pergunta da série é quem são realmente os monstros? A gente parte os conflitos a partir de suas personagens, que é a Luna e a Flora. O Globoplay fez uma encomenda de uma série de vampiros porque era algo que tinha boa audiência, como Vampire Diaries. E fizemos pesquisa na Serra da Canastra e vimos que lobisomem é algo que faz parte da nossa cultura. Aí pensamos que podia ser uma lobimoça no lugar do lobisomem e o logo ser o lobo-guará. Trouxemos um biólogo, o Rogério Cunha, para ajudar na pesquisa. Nós respeitamos o código do gênero fantástico, mas com uma cara brasileira. E temos uma qualidade internacional. A segunda temporada está prevista para 2026". 

Cláudia Sardinha complementou: "A Luna só quer ser normal e a Flora quer ser extraordinária. Já o Michel vai se aproximar estrategicamente da Luna e ela vai ficar dividida entre sua parte sobrenatural e a parte humana.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Abordagem da morte de Abel em "Dona de Mim" prova que a dor precisa ser sentida nas novelas

 Semana passada foi ao ar a sequência mais triste de "Dona de Mim", atual novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman: a morte de Abel, que marcou a despedida do grande Tony Ramos da trama das sete da Globo. Porém, a saída de um dos principais personagens do enredo não foi corrida e a autora soube aproveitar todos os desdobramentos dramáticos que um falecimento causa na vida de uma família. 


A sequência do acidente trágico teve efeitos especiais dignos e impactou o público. Não foi algo feito de qualquer maneira ou com gráficos toscos, como tem sido visto em vários folhetins recentes, vide "Família é Tudo" e "Vale Tudo", citando apenas alguns exemplos. E o principal foi o detalhamento do que aconteceu depois da morte de Abel e Rebeca  (Silvia Pfeifer). O desespero dos personagens diante do sumiço do empresário, a procura por notícias, as especulações a respeito, o telefonema avisando da descoberta do carro com o corpo da advogada, enfim, tudo foi dividido com o telespectador, o que rendeu cenas de intensa carga dramática. 

A cena do velório também foi aproveitada para destacar o talento os atores, especialmente Suely Franco, que protagonizou seus melhores momentos na trama através da profunda dor de uma mãe que enterrou um filho. Também foi interessante conhecer um pouco mais do ritual judaico, uma vez que Rosa rasgou o bolso da blusa de Jaques (Marcello Novaes), gesto que significa o coração dilacerado pela perda.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Tony Ramos fará muita falta em "Dona de Mim"

 Nesta terça (05/08), após alguns adiamentos e reedições de capítulos por conta da programação da Globo, que mexeu na grade para a transmissão de alguns jogos de futebol, foi exibido o capítulo que marcou a morte de Abel em "Dona de Mim". Quando a notícia saiu em vários sites houve uma imediata surpresa do público. A equipe da novela conseguiu segurar bem o segredo. No entanto, desde então as reclamações nas redes sociais são muitas, o que é compreensível. Tony Ramos enriquece qualquer elenco. 


A atual novela das sete ainda não engrenou. A história de Rosane Svartman está longe de ser um fracasso e elevou os índices da produção anterior, mas ainda não é um sucesso. E dá para entender porque o enredo ainda não fisgou de jeito o telespectador. Há uma impressão de um prólogo que nunca acaba. A trama parece que ainda não começou de fato, o que é um problema. Até mesmo sobre o que se trata o roteiro da obra é uma dúvida que naturalmente surge. A saga da Leona (Clara Moneke) se resume a que exatamente? Ela quer ser mãe de novo, após a perda de sua filha? Quer ficar com a Sofia (Elis Cabral) trabalhando de babá até o fim da vida? Quer fazer faculdade e ter um bom emprego? Quer tudo isso ao mesmo tempo? Enfim, são questionamentos pertinentes e que acabam enfraquecendo a narrativa. 

A família Boaz sempre foi o maior chamariz do folhetim, até porque é lá que Leona trabalha e criou um lindo vínculo com Sofia e todas aquelas pessoas que moram na mansão. Mas muitas situações que aconteciam ali passaram a andar em círculos e nem mesmo a chegada de Vanderson (Armando Babaioff) proporcionou uma reviravolta.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

"Dona de Mim" tem tudo para ser mais um sucesso de Rosane Svartman

 Não é segredo para ninguém que Rosane Svartman já ser firmou como uma grande autora de novelas. Até agora foram três folhetins de imenso sucesso ---- "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso", ambas com a parceria do igualmente talentoso Paulo Halm (que merece novos trabalhos na Globo), e "Vai na Fé", sua primeira trama como escritora solo. Todas na faixa das sete. "Dona de Mim" é sua quarta obra e estreou no dia 28 de abril, também no horário das 19h. 


A história teve uma estreia arrebatadora, recheada de emoções e conflitos que prenderam a atenção. No primeiro capítulo, Abel (Tony Ramos) e Filipa (Cláudia Abreu) estão prestes a se casar, em uma elegante celebração na mansão da família Boaz. Pegando todos de surpresa, a cerimônia é interrompida com a chegada de Ellen (Camila Pitanga), antiga funcionária da fábrica de lingeries da família, que enfrenta um câncer em fase terminal. A mulher surge em meio ao casamento para cobrar uma antiga dívida de vida com Abel: ela pede que ele assuma a paternidade de sua filha, uma linda criança que carrega nos braços.

Sem pensar duas vezes, o empresário se torna pai de Sofia (Elis Cabral),  isso abala sua relação com a esposa ao longo dos anos. Conforme vai crescendo, a menina fica cada vez mais sapeca, pregando peças em todas as babás que passam pela residência e não duram nem um mês no cargo. Até que Leona (Clara Moneke) entra na história.

quarta-feira, 30 de abril de 2025

"Dona de Mim": o que esperar da nova novela das sete?

 A felicidade sempre encontra um caminho e chega quando você menos espera. Essa é a mensagem que conduz ‘Dona de Mim’, nova novela das sete da TV Globo, que estreou nesta segunda-feira (28/04) e entrou no lugar da bem escrita "Volta por Cima". A novela marca a volta de Rosane Svartman ao horário, após o imenso sucesso de "Vai na Fé", exibida em 2022. 


A trama traz a história de Leona (Clara Moneke), que tem sua vida transformada pela relação com Sofia (Elis Cabral), uma menina de sete anos de quem passa a ser babá. Sofia é uma criança que perdeu a mãe ainda bebê e cresceu se sentindo sozinha na casa da família de seu pai, Abel (Tony Ramos). Cercada por adultos, ela vai descobrir em Leo a referência de que precisava. Na obra de Rosane Svartman, com direção artística de Allan Fiterman, o encontro entre as duas é o ponto de partida para uma jornada de afeto, cuidado, companheirismo e relações humanas.   

Com personagens femininas fortes, ‘Dona de Mim’ mistura comédia, drama, romance, aventura, suspense, disputas por poder e reviravoltas. A trama também aborda temas como o impacto social do esporte através do kickboxing, a voz jovem e urbana das batalhas de rima, a efervescência cultural e o forró da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro,

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Dona de Mim", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira de abril, dia 8, a primeira coletiva virtual de "Dona de Mim", próxima novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman. Participaram a autora e os atores Tony Ramos, Marcello Novaes, Rafael Vitti, Aline Borges, Clara Moneke, Cláudia Abreu, Suely Franco, Bel Lima, Flora Camolese, Juan Paiva, Luana Tanaka, Pedro Alves, Cris Larin, Gabriel Sanches e Marcos Pasquim. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Rosane Svartman comentou sobre sua nova protagonista: "Esse momento é muito especial. Tem uma diferença nessa protagonista das outras que já fiz, mas assim como a Sol, de Vai na Fé, ela também tem um trauma que é uma perda gestacional avançada. Ela desistiu do casamento, da faculdade de marketing... Essa novela é diferente das outras porque a protagonista já começa no buraco. As mocinhas mudaram muito ao longo do caminho e não há mais como objetivo principal um par romântico. A Léo tem a questão da correria. Ela quer ajudar os outros, mas se enrola. Esse é o diferencial dela. E amo triângulo amoroso. Faço sempre para que todos os romances aconteçam. Gosto de pensar o que a Leo vê no Samuel, no Davi e no Marlon, que não é a mesma coisa. A nossa missão como roteirista é abrir a alma junto com os personagens e enxergar com os olhos deles o que veem. Faço isso para valer e é muito bom ser uma novela aberta porque abre a possibilidade de irmos para um lado ou pro outro. A Leo tem o romance do passado que vem com muita dor e os jovens que ela encontra na mansão, que é o Samuel e Davi".

Cláudia Abreu falou de seu retorno aos folhetins: "Sempre achei novela das sete uma diversão. Tem cenas não tão longas, mas tem que contar muita coisa em menos tempo. Você é atriz em qualquer horário, mas cada horário tem sua linguagem. Há um ritmo diferente e tem sido muito bom fazer essa novela com o Tony Ramos. E com a Rosane que tem uma antena muito forte pra conectar tudo o que acontece na sociedade.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Sucesso de público e crítica, "Vai na Fé" chega ao fim consagrando Rosane Svartman

 Rosane Svartman sempre foi uma autora corajosa e apaixonada pela arte. É uma profissional que ama o que faz e sua paixão é vista em todos os seus trabalhos. Não por acaso, está sempre produzindo e 2023 tem sido um ano recompensador. "Vai na Fé" estreou em janeiro e em julho foi a vez da série "Vicky e a Musa", exclusiva do Globoplay, e do seu livro "A Telenovela e o futuro da televisão brasileira". Três grandes sucessos, sendo que o maior deles chegou ao fim nesta sexta-feira (11/08), após 179 capítulos repletos de emoção, música e personagens carismáticos. 


A novela foi um fenômeno de repercussão e elevou a audiência da faixa das sete em três pontos, após quase três anos de dificuldades por conta da pandemia do coronavírus e de novelas inéditas que não emplacaram. A missão de Rosane não era nada fácil, mas até o momento a autora desconhece o significado de fracasso. Com uma respeitada carreira no cinema, a sua estreia como autora na Globo foi em 2012, ao lado de Glória Barreto, com a até hoje lembrada "Malhação Intensa". Dois anos depois, permaneceu na faixa do seriado adolescente e iniciou sua vitoriosa parceria com Paulo Halm. A dupla lançou "Malhação Sonhos", outro sucesso. Em 2015, migraram para o horário das sete e escreveram "Totalmente Demais", uma das melhores novelas das 19h. Os dois seguiram juntos na mesma faixa em 2018/2019 e emplacaram mais um fenômeno: "Bom Sucesso". 

"Vai na Fé" marcou a estreia de Rosane como autora solo. E foi um trabalho muito bem-sucedido. O folhetim conseguiu ser tão bom quanto os dois anteriores, tanto na potência do enredo quanto no desenvolvimento da história dos protagonistas, que formaram o primeiro casal de mocinhos negros na história da teledramaturgia ----- importante lembrar que nos poucos casos anteriores sempre havia um casal branco para dividir o protagonismo e eram sempre eles que ganhavam mais destaque.

quarta-feira, 19 de julho de 2023

"Vicky e a Musa" é mais um acerto de Rosane Svartman

 Em meio ao sucesso de "Vai na Fé", que se encaminha para a reta final, Rosane Svartman lançou seu novo livro, "A Telenovela e o Futuro da Televisão Brasileira", e uma nova série, exclusiva do Globoplay, que teve os três primeiros episódios exibidos na faixa da "Sessão da Tarde", na Globo, nesta quarta-feira, dia 19, mesma data que ficou disponível na plataforma de streaming. "Vicky e a Musa" traz de volta a autora para o universo adolescente que a consagrou no filme "Desenrola" e em duas bem-sucedidas temporadas de "Malhação" ("Intensa" e "Sonhos"). 


A história é simples e encantadora. A amizade de Vicky (Cecília Chancez) e Luara (Tabatha Almeida) sempre correu em sintonia e foi baseada na cumplicidade e alegria das duas, mas esse vínculo está enfrentando momentos turbulentos. Sob a direção artística de Marcus Figueiredo e de gênero de José Luis Villamarim, a série musical traz cenas lúdicas com a participação de personagens da mitologia grega.

 No primeiro musical criado pelos Estúdios Globo, Vicky é uma estudante cheia de sonhos, moradora de Canto Belo que sempre foi apaixonada por música e dança e tenta entender seu lugar no mundo com a chegada da adolescência. A menina tem estado triste, pois sua melhor amiga Luara passou a ignorá-la após a morte da mãe durante a pandemia da Covid-19.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Com "Vai na Fé", Rosane Svartman trouxe de volta a essência de um bom folhetim

 A atual novela das sete da Globo não para de receber elogios desde que estreou, em janeiro. Já são cinco meses no ar e não há qualquer sinal de esgotamento do enredo. Pelo contrário, não falta conflito. Todos os capítulos são dinâmicos e com acontecimentos que mexem na narrativa. "Vai na Fé", dirigida por Paulo Silvestrini, reúne todas as qualidades de uma boa história e uma das principais é a essência do folhetim. Rosane Svartman trouxe de volta características que andaram (e andam) em falta na teledramaturgia da emissora.


As quatro novelas recentes da Globo ("Cara e Coragem", "Mar do Sertão", "Amor Perfeito" e "Travessia) fracassaram no desenvolvimento e na estruturação do roteiro. E, ironicamente, as quatro apresentaram problemas semelhantes: história que não tem fôlego para ficar no ar por seis meses e um início corrido para causar uma falsa impressão de agilidade. "Cara e Coragem", de Cláudia Souto, teve quase 200 capítulos com um enredo que não duraria nem cinco semanas. Para culminar, a autora 'matou' Clarice (Taís Araújo) no terceiro capítulo da novela, o que impediu que o público criasse qualquer vínculo com ela. Ainda foi um equívoco a obra ter ficado voltada apenas para a resolução de um crime que ninguém se importava porque mal conhecia a vítima. E a pressa nem se justificou porque foi uma falsa morte e a história ficou andando em círculos o tempo todo. Os três vilões ainda se mostraram desinteressantes e até inofensivos. 

"Travessia" apresentou um conjunto de erros praticamente igual. Débora (Grazi Massafera) vivia uma relação infeliz com Guerra (Humberto Martins), engravidou do amante, foi descoberta pelo marido, meses se passaram, sofreu um acidente de carro e morreu. Isso tudo na estreia da novela de Glória Perez. O telespectador não teve tempo de criar empatia e muito menos ódio por ninguém. Foi tudo jogado de qualquer maneira para provocar a sensação de um capítulo ágil e dinâmico.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

"Vai na Fé": uma novela abençoada

 A atual novela das sete da Globo está a cada dia melhor. Rosane Svartman e sua equipe de roteiristas estão conseguindo contar uma história sem correria, ao mesmo tempo que nada arrastada. "Vai na Fé" vem angariando elogios desde a estreia e virou rotina enaltecer a trama dirigida por Paulo Silvestrini. Porém, há um outro fator que tem deixado o conjunto ainda melhor: situações na ficção iguais a acontecimentos que vêm sendo notícia na vida real. 


Claro que toda obra aberta é desenvolvida de acordo com a resposta do público e não por acaso todos os folhetins que foram ao ar inteiramente gravados, na época da pandemia, enfrentaram dificuldades. Mas em "Vai na Fé" não tem sido necessário mexer no desenvolvimento do enredo por conta de possíveis rejeições do telespectador. Tudo vem sendo bem aceito e os personagens caíram na boca do povo. E por isso mesmo o excesso de 'coincidências' entre ficção e realidade tem despertado atenção. 

Por ironia do destino, a história exibiu uma de suas sequências mais emocionantes na mesma semana em que houve um caso escandaloso de intolerância religiosa no "BBB 23". Cristian, Key e Gustavo transbordaram preconceito e ignorância por conta da fé de Fred Nicácio.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

"Vai na Fé" apresenta história solar e promissora

 A nova novela das sete, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Paulo Silvestrini, estreou nesta segunda-feira, dia 16. É o primeiro folhetim que a talentosa autora escreve sem a parceria de Paulo Halm, após o fenômenos "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso". "Vai na Fé" tem a missão de reerguer a faixa depois do fracasso de "Cara e Coragem". Pelo que tem sido exibido até agora não será muito difícil. Repleta de personagens carismáticos e com um enredo típico de uma boa teledramaturgia, a produção já começou dando a melhor das impressões.


“Vai na fé! Vai dar certo!”. E é acreditando nisso que Sol (Sheron Menezzes) levanta todos os dias antes das seis da manhã para trabalhar. Mulher de fé, mãe, guerreira, moradora de Piedade, bairro tradicional da Zona Norte do Rio de Janeiro, vendedora de quentinhas no Centro da cidade. Sol é como milhões de brasileiros que sonham, lutam e correm atrás. Ao lado de Sol nas batalhas do dia a dia está sua família, formada pela mãe Marlene (Elisa Lucinda), o marido Carlão (Che Moais) e as filhas Duda (Manu Estevão) e Jenifer (Bella Campos), a primeira universitária dessa família multigeracional. Sol canta no coral da igreja desde a infância. Na juventude, sem que os pais soubessem, ela frequentava os bailes funks que marcaram os anos 2000 e era conhecida como a princesa do baile, a gata das gatas! Hoje a família passa por dificuldades financeiras, com Carlão desempregado desde a pandemia. E é nesse momento que o acaso a faz parar nos palcos.

Logo no fim do primeiro capítulo, Sol recebe um convite para trabalhar com Lui Lorenzo (José Loreto), um cantor pop e conquistador. Essa reviravolta na vida de Sol faz com que ela reencontre Benjamin (Samuel de Assis), sua paixão na juventude, e Theo (Emilio Dantas), de quem guarda más lembranças. Casado com Clara (Regiane Alves), Théo é um empresário de sucesso que esconde negócios escusos, sem que ninguém desconfie.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

"Vai na Fé": o que esperar da nova novela das sete?

A nova novela de Rosane Svartman marca a sua estreia como autora 'solo', embora mantenha um ótimo time de roteiristas. A escritora emplacou o sucesso "Malhação - Intensa como a vida" ao lado de Glória Barreto, em 2012; a até hoje lembrada "Malhação - Sonhos" ao lado de Paulo Halm, em 2014, e os fenômenos "Totalmente Demais" (2016) e "Bom Sucesso" (2019) também junto com o parceiro Paulo. Agora, com "Vai na Fé", folhetim que estreou nesta segunda-feira (16), um novo desafio começa. 


A história tem boas camadas. Bruna (Carla Cristina Cardoso) e Sol (Sheron Menezzes) são amigas desde a juventude, vizinhas em Piedade. Bruna conhece bem a amiga e está sempre ao seu lado. Teve a filha Kate (Clara Moneke), que cria sozinha, um pouco depois do nascimento de Jenifer. Com elas, o perrengue não é diferente, e Bruna se desdobra para sustentar a casa. Mas, ao contrário de Jenifer, Kate não se rende aos estudos e se aproxima de pessoas como Hugo (MC Cabelinho), um ex-namorado que escolheu entrar para o crime organizado.

 Em um dia de trabalho no Centro, um cliente encomenda várias quentinhas para serem entregues em uma casa de show próxima. Sol é encarregada para a tarefa. Ao chegar lá, vê no palco Lui Lorenzo (José Loreto), cantor pop conhecido. Para a surpresa de Sol, Vitinho (Luis Lobianco), um amigo de longa data com quem perdeu contato, trabalha na produção do cantor. Na juventude, nos anos 2000, os dois, junto com Bruna, faziam sucesso nos bailes funks da Zona Norte do Rio de Janeiro, eram chamados o 'Trio do Poder'.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Tudo sobre a festa de lançamento de "Vai na Fé", a próxima novela das sete

 Nas tramas e núcleos de "Vai na Fé", a próxima novela das sete da TV Globo, não faltam otimismo, esperança e fé, além de muita música. Para celebrar o lançamento da obra, que estreia na próxima segunda, dia 16, elenco, autores e a direção da novela se reuniram na noite desta terça-feira, dia 10, no Teatro Rival, no centro do Rio de Janeiro. A escolha do espaço tem uma razão: lá foram gravadas cenas do show de Lui Lorenzo, cantor pop vivido por José Loreto, que subiu ao palco e apresentou em primeira mão para os convidados alguns dos seus hits. Estive lá e conto como foi a ótima festa.


A autora Rosane Svartman e o diretor artístico Paulo Silvestrini deram as boas-vindas aos convidados e chamaram ao palco o time de roteiristas, pesquisadora, diretores e produção. Rosane destacou que as temáticas da novela vêm sendo construídas a muitas mãos, com uma equipe diversa de autores e pesquisadores. “É muito emocionante estarmos todos aqui reunidos, estamos celebrando a construção de um universo, de pessoas, lugares, histórias e precisamos de muita gente para construir isso. São muitos os envolvidos e o que me emociona é que tudo começa na página em branco e dela chegamos a milhões de pessoas. Uma novela fala para uma país, estamos construindo um universo e uma história para toda uma nação.", disse a autora, apresentando seu time: Mário Viana, Pedro Alvarenga, Renata Corrêa, Renata Sofia e Fabricio Santiago, além da pesquisadora Paula Teixeira. O diretor Paulo Silvestrini também vibrou ao falar sobre sua equipe. “Me sinto muito honrado por ter conseguido reunir um time com essa excelência, estamos pulsando na mesma frequência. Somos um time obstinado, acredito que vocês poderão ver essa unidade da nossa novela no ar. Todos vibramos na mesma sintonia e acreditamos nos mesmos valores”. Com ele, estavam o diretor geral Cristiano Marques e os diretores Isabella Teixeira, Juh Almeida, Augusto Lana e Matheus Senra; e Mariana Pinheiro, gerente de produção da novela.

Um clipe da novela foi exibido para os convidados, dando um gostinho do que vem por aí. Sheron Menezzes, protagonista da trama na pele de Sol falou sobre sua expectativa com a estreia. "As pessoas podem esperar uma novela de conforto. Acredito que todos irão se sentir muito bem vendo a trama", disse a atriz.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Vai na Fé", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na sexta-feira passada (06), a segunda coletiva online de "Vai na Fé", a nova novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Paulo Silvestrini. Participaram a autora e os atores José Loreto, Regiane Alves, Letícia Salles, Mel Maia, Jean Paulo Campos, Marcos Veras, Luis Lobianco, Emílio Dantas e Renata Sorrah. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


José Loreto comentou sobre o preparo para viver um cantor: "Eu fiz uma preparação. Antes de começar a pandemia ia fazer um filme sobre Sidney Magal. Fiquei me preparando dois anos e parei por causa da pandemia. Fui fazer 'Pantanal', mas eu sabia que em algum lugar ia usar essa minha preparação. Então minha maior preparação foi um filme que não fiz. E a música sempre teve na minha vida desde os 15 anos, mas era muito amador. Agora tenho que cantar e dançar. Está sendo um tesão os desafios que o Lui Lorenzo estão me dando. O desafio me fez emendar a novela com 'Pantanal'. Se preparem que vai ser sucesso", se animou o ator. 

Marcos Veras também falou sobre a emenda de novelas: "Terminei uma novela em julho que foi 'Além da Ilusão' e em setembro já estava na preparação. E o cabelo grande foi uma grande mudança para o personagem porque nunca tive um cabelo tão grande.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Vai na Fé", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 15, a primeira coletiva online de "Vai na Fé", a nova novela das sete, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Paulo Silvestrini, que estreia em janeiro de 2023. Participaram a autora, o diretor e os atores Sheron Menezzes, Carolina Dieckmann, Bella Campos, Samuel de Assis, Carla Cristina Cardoso, Zecarlos Machado, Claudia Ohana, Che Moais e Elisa Lucinda, além da produtora Mariana Pinheiro. Fui um dos convidados e conto tudo sobre o bate-papo. 

Carolina Dieckmann comentou sobre sua volta às novelas: "O que me fez voltar foi a possibilidade de fazer um trabalho que me encantou. Paulo me falou um pouco da Lumiar e comentou que o marido dela tiraria um ano sabático e meu marido também estava tirando um ano sabático. Aquilo para mim já deu um estalo. E a personagem nunca quis ser mãe. E ela vai ter uma situação com a mãe envolvendo uma doença, nem sei se poderia dar esse spoiler, mas que também me tocou muito. É uma advogada criminalista. Está sendo um desafio passar confiança nesse papel", se animou a atriz.

Sheron Menezzes falou sobre sua primeira protagonista e dos desafios além da atuação: "Dançar e cantar são coisas que eu amo fazer, mas morro de vergonha. Venho de um trabalho que também tive que cantar e dançar. Eu adoro isso. Tenho gostado muito e me descoberto. Tenho entendido que consigo fazer. Cada cena passa por cima de algo que mexe comigo. Antes não fazia por medo e agora tenho que fazer por trabalho.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Reprise de "Malhação Sonhos" ressaltou todas as qualidades da temporada que marcou o 1º êxito da dupla Paulo Halm e Rosane Svartman

 No dia 14 de julho de 2014 estreava "Malhação Sonhos", substituindo a fracassada "Malhação Casa Cheia", iniciada em 2013. A partir de então, o público começou a acompanhar uma trama adolescente repleta de tipos críveis, que precisavam enfrentar muitos dilemas e, apesar das inúmeras diferenças de personalidade, tinham algo em comum: todos sonhavam. O sonho era o que movia todos os personagens, sem exceção. A reprise, iniciada em 2021, chegou ao fim nesta sexta-feira, dia 28, fechando o ciclo do seriado adolescente na Globo. 


Escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, com direção de Luiz Henrique Rios e Marcus Figueiredo, a história prendeu a atenção desde o primeiro capítulo. Apesar de ser um seriado adolescente, esta temporada foi voltada para todas as idades, uma vez que abordou diversos assuntos com propriedade, sem subestimar o público. O sucesso alcançado fez jus ao conteúdo de qualidade que foi apresentado. Não ficou devendo a nenhuma ótima novela, cujos gastos de produção são bem maiores. E esta foi praticamente a mesma equipe responsável pela "Malhação Intensa", exibida em 2012/2013, que também conseguiu conquistar o telespectador através de um enredo bem escrito.

A saga de vários jovens que buscavam seus sonhos foi muito bem desenvolvida pelos autores, que conseguiram manter o ritmo da história, evitando maiores enrolações ou estagnação do roteiro. O esquema de rodízio em torno dos casais e dos dramas de cada núcleo foi uma das principais razões para o êxito na condução da história.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Reprise de "Malhação Sonhos" expõe a força de Rosane Svartman e Paulo Halm na Globo

 A Globo anunciou na primeira sexta-feira de dezembro (04/12) de 2020 a reprise de "Malhação Sonhos" como substituta da reprise de "Malhação - Viva a Diferença". Isso porque a emissora adiou a produção da nova temporada escrita por Priscila Steinman e Mária Prates, chamada de "Malhação - Transformação", em virtude da pandemia do novo coronavírus. A estreia foi nesta segunda, dia 25. E a escolha da bem-sucedida fase de 2014 expõe a valorização da dupla de autores formada por Rosane Svartman e Paulo Halm. 

O sucesso da parceria é observada em todos os trabalhos até o momento. Em 2012, Paulo era um dos colaboradores de "Malhação - Intensa", que foi escrita por Rosane e Glória Barreto. A temporada caiu na boca do povo e até hoje os telespectadores lembram da personagem mais querida do enredo: a periguete Fatinha, vivida por Juliana Paiva. A dupla se oficializou em "Malhação Sonhos", dois anos depois, e o êxito da história foi incontestável. Mesmo em um período ingrato para a audiência (2014 foi ano de Copa do Mundo e eleições), a fase teve uma enorme repercussão. 

Após duas temporadas bem-sucedidas de "Malhação", Rosane e Paulo foram "promovidos" pela Globo. A emissora os colocou como autores titulares da novela das sete. Porém, a dupla começou a trabalhar no novo enredo com "Malhação Sonhos" ainda no ar. Uma jornada desgastante. O esforço ao menos valeu a pena, afinal, resultou em "Totalmente Demais" (2015), fenômeno de audiência e repercussão.