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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

"APCA" faz justiça e expõe o 2024 trágico para a teledramaturgia da Globo

 Em assembleia geral realizada no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo na noite de segunda-feira, dia 20, a APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes escolheu os melhores de 2024 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão. Mais uma vez a justiça prevaleceu e ainda expôs bem como foi o cenário da teledramaturgia ano passado na categoria de TV. 


A Globo sofreu um baque histórico porque perdeu a categoria Novela, após 31 anos de hegemonia, para "Pedaço de Mim", drama impecável de Ângela Chaves, produzido pela Netflix. A última derrota da líder tinha sido em 1994, quando o primoroso remake de "Éramos Seis", adaptado por Silvio de Abreu e Rubens Edwald Filho no SBT, venceu como o melhor folhetim. A derrocada comprovou o ano catastrófico que foi 2024 para a teledramaturgia da emissora. A vencedora concorreu com "No Rancho Fundo", o remake de "Renascer", "Volta por Cima" e "Garota do Momento". 

É importante ressaltar que "Volta por Cima" e "Garota do Momento" têm muitas qualidades, mas foram indicadas, mesmo recém-iniciadas na época da indicação, porque "Família é Tudo" e "Mania de Você" foram (são) péssimas. Vale destacar ainda que antes de "No Rancho Fundo" teve o remake fracassado de "Elas por Elas" e antes de "Família é Tudo" a problemática "Fuzuê". Ou seja, nem tinha opções disponíveis.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2024 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Andrea Beltrão.

Um dos maiores acertos de "No Rancho Fundo". Após seu grande desempenho como Rebeca, em "Um Lugar ao Sol", a atriz voltou às novelas em um papel totalmente diferente de tudo o que já tinha interpretado na carreira e honrou o protagonismo de Zefa Leonel, uma mulher batalhadora, forte, calejada da vida e matriarca de uma família unida. Sua presença engradeceu todos os capítulos e Mário Teixeira a valorizou do início ao fim com o melhor texto da novela. 



2- Duda Santos.

Que grata surpresa. Após sua estreia em "Travessia", com um papel muito pequeno, a atriz ganhou a protagonista da primeira fase do remake de "Renascer" e fez da Santinha o maior chamariz da história de Benedito Ruy Barbosa, adaptada por Bruno Luperi. A personagem conquistou logo de cara e sua química com Humberto Carrão foi arrebatadora. Agora, a intérprete brilha todos os dias como protagonista de "Garota do Momento", deliciosa novela das seis de Alessandra Poggi, onde emociona com sua Beatriz. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

"No Rancho Fundo" repetiu todos os erros de "Mar do Sertão"

 A novela das seis de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman, chegou ao fim nesta sexta-feira (01/11). "No Rancho Fundo" marcou o início de um novo planejamento da atual gestão de teledramaturgia da Globo, comandada por Amauri Soares, que planeja apostar em um novo segmento, além dos tradicionais remakes: o das continuações de novelas. Tanto que ano que vem será a vez da continuação de "Êta Mundo Bom!". Porém, pode ser uma ideia não muito promissora diante do resultado atual. O autor da trama que fechou seu ciclo hoje repetiu todos os erros de "Mar do Sertão". 

É verdade que "No Rancho Fundo" foi um sucesso de audiência e conseguiu reerguer os números da faixa das seis, após o imenso fiasco do remake de "Elas por Elas". Mas é importante ressaltar que uma parte do êxito se deve ao fenômeno "Alma Gêmea", que vem sendo reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo" e foi iniciado praticamente junto da produção das 18h. A história de Walcyr Carrasco é a melhor e mais exitosa da atual grade da Globo. O folhetim anterior herdava os péssimos índices da reprise fracassada de "Paraíso Tropical". Ainda assim, é inegável a boa aceitação da obra de Mário Teixeira, que até chegou a trabalhar com Walcyr em "O Cravo e a Rosa", de 2001.

O autor de "No Rancho Fundo" sabe criar personagens carismáticos, escalar um ótimo elenco e tem um texto excelente. Esse conjunto ajuda a explicar a trajetória bem-sucedida. Porém, baseado em seus trabalhos anteriores, Mário ainda estava devendo uma trama desenvolvida com competência. E infelizmente seguiu devendo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Andrea Beltrão e Alexandre Nero brilharam em "No Rancho Fundo"

 A atual novela das seis, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman, tem no elenco a sua maior qualidade. "No Rancho Fundo" apresenta vários atores talentosos, incluindo muitos nomes que estão estreando na televisão. O autor também acertou quando colocou o peso dos personagens mais importantes nos profissionais mais experientes. Embora a trama seja protagonizada por mocinhos defendidos por dois novatos, o enredo está todo voltado para Zefa e Tico Leonel, interpretados por Andrea Beltrão e Alexandre Nero. 


Zefa Leonel é a figura central da produção das seis. Todos os conflitos passam por ela e havia a necessidade de uma veterana no papel. Felizmente, ao contrário do que tem acontecido em tantos folhetins, houve a preocupação na escolha da atriz. É verdade que o acaso também ajudou Mário Teixeira. Andrea estava reservada por Lícia Manzo para o elenco de "O País de Alice", novela que a autora preparava para a faixa das 18h e acabou cancelada abruptamente por Amauri Soares e José Luiz Villamarim, responsáveis pelo setor de teledramaturgia da Globo, que consideraram o enredo elitista. Mariana Lima, que agora brilha como Tia Salete, foi outro nome transferido de uma produção para outra. 

A atriz vem honrando a importância de sua personagem em "No Rancho Fundo" e fica perceptível o cuidado maior do autor até no texto de Zefa Leonel, que chega a ser mais rebuscado, engrandecendo ainda mais a interpretação irretocável de Andrea Beltrão. A matriarca da família Leonel é uma mulher íntegra, vivida, humana, extremamente rígida e fiel cuidadora dos seus.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

"No Rancho Fundo": o que esperar da nova novela das seis?

 A Globo estreou nesta segunda-feira (15/04) a segunda continuação de uma novela sua. O primeiro caso foi com "Verdades Secretas 2", mas a trama de Walcyr Carrasco foi direcionada apenas para o Globoplay. O segundo foi com "Nos Tempos do Imperador", uma sequência de "Novo Mundo". Por mais que os responsáveis neguem, "No Rancho Fundo" é, sim, uma espécie de segunda parte de "Mar do Sertão", trama de sucesso exibida entre 2022 e 2023 na faixa das seis. Tanto que há uma aposta na produção por ser considerada algo mais 'seguro' para levantar os índices do horário, após o fracasso do remake de "Elas por Elas". 


A história tem todos os clichês que costumam funcionar e deram certo em "Mar do Sertão". Na beira do riacho, Quinota (Larissa Bocchino), moça de Lasca Fogo, um pequeno distrito fictício do Cariri, sonha em encontrar Marcelo Gouveia (José Loreto), que ela acredita ser seu grande amor. Enquanto Quinota nasceu e foi criada em meio às galinhas, Marcelo viveu em Lapão da Beirada, a parte urbana da região sertaneja. Dois universos distintos que se caracterizam pelo contraste, onde a cultura e as tradições se misturam e desempenham papel fundamental na identidade do sertão brasileiro. 

Criada e escrita por Mário Teixeira com direção artística de Allan Fiterman, "No Rancho Fundo" é uma comédia romântica contemporânea e narra a trajetória dos Leonel Limoeiro, conduzidos pelo braço forte e coração aberto da matriarca Zefa Leonel (Andrea Beltrão), a líder da família do interior que precisa lidar com o choque entre o lugar onde vivem e a cidade.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Tudo sobre a coletiva online de "No Rancho Fundo", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu nesta segunda-feira, dia 1º, a coletiva online de "No Rancho Fundo", a próxima novela das seis escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman. Participaram o autor, o diretor e os atores Alexandre Nero, Andrea Beltrão, Mariana Lima, Larissa Bocchino, Túlio Starling, Welder Rodrigues, Titina Medeiros, Igor Jansen, Clara Moneke, Haroldo Guimarães, Rhaisa Batista, Eduardo Moscovis, Valdineia Soriano, Luisa Arraes, José Loreto, Iris Broken, Debora Bloch, Thardelly Lima, Leandro Daniel, entre outros. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Mário Teixeira explicou sua nova trama: "Essa novela é um retrato do Brasil e decidi fazer essa história a partir de uma família. Essa família representa muito bem um microcosmo da família brasileira. Os pais tiveram a grandeza de adotar várias crianças, o que é comum no nordeste. Esse elo familiar que a história tem com a realidade tem a ver com nosso sonho de ver as coisas dando certo. O diferencial dessa novela é que é uma produção das seis e a forma de contar. Esses arquétipos representam o nosso imaginário e são símbolos muito fortes. Os romances em si, apesar de serem mergulhos existenciais, todos eles se inserem no nosso imaginário. O que há em comum nas novelas é o amor, o ódio e a vontade de ser feliz. E em uma novela os atores são o diferencial. A ideia de trazer personagens de 'Mar do Sertão' surgiu junto com o Allan. Gosto de Balzac e ele faz isso: cruza perfis de uma história para outra. Essa é a melhor novela que já escrevi. São quase 30 páginas por dia e queria dizer que o processo está passando quase em branco para mim porque tem sido prazeroso demais". 

Allan Fiterman acrescentou: "Fico feliz em fazer essa novela de novo com o Mário. A família principal é a mais simples da novela e a mais rica em valores. Vamos ver essa família seguindo junto e transcendendo da pobreza para a riqueza. Apesar de termos dez personagens de 'Mar do Sertão' é uma história totalmente nova.

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

"Falas da Vida" destaca o talento de Andrea Beltrão e Zezé Motta

 O especial "Falas da Vida", exibido nesta segunda-feira, dia 2, é mais uma parte do Projeto Falas, que em 2023 preenche a grade da Globo com o subtítulo 'História Impossíveis' através de episódios temáticos em homenagem a datas importantes, como o Dia Internacional da Mulher ("Falas Femininas"), Dia dos Povos Indígenas ("Falas da Terra"), Dia do Orgulho LGBTQIA+ ("Falas de Orgulho"). O especial protagonizado por Zezé Motta e Andre Beltrão foi em virtude do Dia Nacional do Idoso e o Dia Internacional da Terceira Idade, comemorado em 1º de outubro. 


"Como será amanhã? Responda quem puder. O que irá acontecer? O meu destino será como Deus quiser". Na letra da música, uma lista de perguntas que ganham mais e mais significados à medida que o tempo passa. Especialmente às vésperas do aniversário. E não é um aniversário qualquer: são sessenta anos. Assim se sente Meire (Andrea Beltrão), uma motorista de aplicativo, em uma noite de trabalho que reserva surpresas e muitas reflexões a partir do encontro com outras mulheres, principalmente Bex (Zezé Motta), uma passageira misteriosa, que guia Meire por caminhos desconhecidos, questiionando sua forma de enxergar o agora e o seu futuro. 

São as angústias de Meira, mas poderiam ser de tantas outras brasileiras. Tendência presente no Brasil  em diversos países, o envelhecimento é abordado no especial em uma narrativa de ficção a partir de questões atuais.

sexta-feira, 18 de março de 2022

Irretocável como Rebeca em "Um Lugar ao Sol", Andréa Beltrão voltou às novelas em grande estilo

 A atual novela das nove está a poucos capítulos de seu fim e Lícia Manzo vem conduzindo seu enredo com competência. "Um Lugar ao Sol" é uma novela repleta de tipos reais, onde todos estão certos e errados ao mesmo tempo. Todos os perfis cometem atitudes condenáveis o tempo inteiro. E uma das personagens que mais tem se destacado na trama, através de vários sentimentos e angústias, é Rebeca, interpretada com brilhantismo por Andréa Beltrão. 

A atriz estava afastada das novelas desde 2001, quando esteve em "As Filhas da Mãe", trama das sete de Silvio de Abreu. Depois foram várias séries ao longo dos anos, onde fez mais sucesso no humor, como em "A Grande Família" e "Tapas & Beijos". Após 20 anos longe dos folhetins, Andréa ganhou uma personagem cheia de camadas e bons conflitos. Fica difícil imaginar outra intérprete no papel, que parece escrito sob medida por Lícia. Embora seja um perfil coadjuvante, há muito destaque. 

Rebeca é uma ex-modelo que enfrenta o peso da idade. Aos 50 anos, a personagem já não recebe quase convites de trabalho e em vários momentos é reforçado como o mercado da moda costuma descartar mulheres mais velhas. Para culminar, a filha de Santiago (José de Abreu) enfrenta a inveja velada das irmãs, Nicole (Ana Baird) e Bárbara (Alinne Moraes), que nunca aceitaram vê-la como a preferida do pai.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Repleta de bons ganchos, "Um Lugar ao Sol" merece mais prestígio da Globo e do telespectador

 A estreia de Lícia Manzo no horário nobre, após as primorosas "A Vida da Gente" e "Sete Vidas", vem sendo o melhor dos presentes. "Um Lugar ao Sol" está no ar há menos de um mês, mas a autora já conseguiu apresentar sua história central com bastante habilidade e, aos poucos, os núcleos paralelos vão surgindo e, também, com vários conflitos bem construídos. Não há cena desnecessária. Tudo tem um sentido ou uma razão para estar ali. 


Impressiona como Lícia vem desenvolvendo seu roteiro sem enrolação ou pontas soltas. Todos os núcleos têm uma ligação e as peças acabam se encaixando mais cedo ou mais tarde. A autora está conseguindo contar sua história com dinamismo, apresentando capítulos repletos de acontecimentos e encerrados sempre com ganchos de tirar o fôlego. Como a produção terá apenas 107 capítulos, há uma maior facilidade para evitar a chamada barriga (período de enrolação). Mas, ao mesmo tempo, havia o risco de uma pressa que atrapalharia o entendimento e a densidade do enredo, o que não tem acontecido. 

A escritora está mostrando um novo lado até então desconhecido do público que acompanhou suas duas novelas anteriores. Isso porque as já citadas "A Vida da Gente" e "Sete Vidas" não eram folhetins de grandes viradas ou ganchos impactantes. Eram folhetins que retratavam o cotidiano de uma forma delicada e envolvente.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Andrea Beltrão honra a memória de "Hebe" e série merece ser apreciada

O filme "Hebe - A Estrela do Brasil", com Andrea Beltrão no papel título, foi lançado em setembro de 2019, mas não foi um sucesso de bilheteria. O longa, escrito por Carolina Kotsho e dirigido por Maurício Farias, amargou duras críticas e até o filho da saudosa comunicadora, Marcello Camargo, reprovou a obra. Muitos colocaram a cobertura superficial da carreira de Hebe como uma das graves falhas. Mas a Globo guardou cenas extras para uma série exclusiva da Globoplay, seu serviço de streaming, lançada em dezembro de 2019. E o resultado ficou muito melhor. Agora o canal estreou, nesta quinta-feira (30/07), o formato na televisão aberta com episódios semanais (são dez ao todo).


É verdade que como longa-metragem a trama peca na narrativa, que algumas vezes se torna confusa e até cansativa pela não-linearidade, e no final há uma sensação de faltar algo a mais. Claro que seria impossível elucubrar a vida inteira da rainha da televisão brasileira em pouco mais de uma hora de meia, mas poderiam ter aproveitado mais figuras importantes na vida da comunicadora, como Silvio Santos (apenas uma rápida aparição) e Ana Maria Braga (com quem firmou um importante vínculo por conta do câncer que ambas tiveram), que nem aparece. Mas todas essas questões somem ou se tornam ínfimas na série. Afinal, é um formato que propicia uma abordagem menos detalhista e mais breve. Exibir a produção semanalmente ainda deixa um gostinho de quero mais aos que não viram no cinema.

A série passeia por uma parte da trajetória de Hebe e a revela como autora da própria história, mostrando a todo o Brasil como a menina pobre do interior ignorou os olhares tortos, de quem não entendia sua coragem, para estar inteira e ter o direito de ser mulher, artista, mãe e de ter voz e ser feliz sem ter que fazer concessões.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encerrando um ciclo vitorioso, "Tapas e Beijos" sai de cena na hora certa

Foram quase cinco anos no ar, levando em consideração os 'períodos de férias da grade', quando não foi exibido. "Tapas & Beijos" estreou em abril de 2011 e chegou ao fim nesta terça-feira (15/09/2015), fechando um vitorioso ciclo. O roteirista Cláudio Paiva, o diretor Maurício Farias e equipe conseguiram produzir um seriado de comédia que emplacou logo no início e conseguiu manter os bons índices ao longo de toda sua trajetória. Entretanto, já estava na hora encerrar a produção.


A história protagonizada por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) teve um ótimo início e não foi difícil cativar o público. As melhores amigas (que dividiam um apartamento no Méier) sonhavam em se casar, mas nunca encontravam o homem ideal e, para aumentar a frustração compartilhada, ainda trabalhavam em uma loja (localizada em Copacabana) que vendia e alugava vestidos de noiva ---- comandada por Djalma (Otávio Muller). As desventuras da dupla divertiam e a boa sintonia entre as atrizes foi um dos acertos da série.

Ao longo do tempo, os coadjuvantes foram ganhando mais importância na trama, o que contribuiu para o fôlego do enredo. Tipos como Jurandir (Érico Brás), Seu Chalita (Flávio Migliaccio), Armane (Vladimir Brichta), Tavares (Kiko Mascarenhas, que interpretou um Santo Antônio imaginário no primeiro ano), Djalma e Flavinha (Fernanda de Freitas) cresceram, ficando tão atrativos quanto as protagonistas.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Tapas & Beijos" apresenta claros sinais de esgotamento

Mais uma temporada de "Tapas & Beijos" entrou no ar. A boa audiência, como não poderia deixar de ser, foi a principal motivação da Globo para continuar investindo no seriado protagonizado por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão). Para trazer uma certa renovação na fase de 2014, algumas mudanças aconteceram: Sueli e Jorge (Fábio Assunção) agora moram juntos e o advogado picareta Tavares (Kiko Mascarenhas) virou mendigo. Já a abertura passou a ser cantada por Sidney Magal no lugar da banda Calypso. Entretanto, está cada vez mais difícil evitar o evidente desgaste do seriado.


As situações caíram na repetição e por mais que haja algum tipo de renovação envolvendo alguns personagens, a história parece ter se esgotado. Até mesmo as brigas (que sempre foram o ponto alto da série, por render momentos engraçados) ficaram cansativas e o roteiro, que havia se perdido em 2012, mas teve as origens retomadas em 2013, acabou preso em suas próprias limitações. Não é preciso assistir ao programa, por exemplo, para saber o que vai acontecer.

Mas não é culpa de Cláudio Paiva (roteirista), nem de Maurício Farias (diretor) e muito menos da equipe. O formato do "Tapas & Beijos" não permite que a história tome muitos rumos sem que automaticamente perca sua essência. É um roteiro que limita os personagens a viverem sempre os mesmos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mesmo tentando voltar às origens, Tapas & Beijos não consegue evitar o desgaste

Após uma primeira temporada excelente, "Tapas & Beijos" acabou perdendo sua identidade em seu segundo ano de exibição. Em 2012, a série se perdeu ao priorizar quase que exclusivamente o relacionamento do quarteto amoroso protagonizado por Sueli (Andrea Beltrão), Jorge (Fábio Assunção), Fátima (Fernanda Torres) e Armane (Vladimir Brichta), deixando os demais de lado e praticamente anulando o cenário principal: a loja de vestido de noiva de Djalma (Otávio Muller). A terceira temporada, que entrou no ar há poucos meses, tentou consertar o equívoco cometido no ano anterior, porém, apesar do visível esforço, a trama de Cláudio Paiva, dirigida por Maurício Farias, não tem conseguido evitar o desgaste.


O fato de Fátima e Sueli terem voltado a morar juntas demonstra a tentativa dos roteiristas de fazer a série retornar às origens. Porém, o resultado dessa medida não causou o efeito desejado simplesmente por uma razão: o drama das personagens continua exatamente o mesmo. As brigas de Fátima com Armane e de Sueli com Jorge estão repetitivas. Mesmo estando separados, os casais ainda apresentam os mesmos conflitos da época em que estavam juntos, ou seja, situações que já deram o que tinham que dar há muito tempo.

É impossível manter o fôlego de uma série que já está no ar há dois anos e que ainda vai permanecer por, no mínimo, oito meses, apresentando situações que já foram amplamente exploradas. Além de fazer exatamente isso em cima do quarteto central, "Tapas & Beijos" ainda deixou seus demais personagens

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tapas & Beijos perdeu sua identidade em 2012 e precisará reencontrá-la em 2013

A série de Cláudio Paiva agradou logo que foi exibida pela primeira vez, em 2011. Tanto que não demorou muito para que decidissem mantê-la na grade global por um longo tempo. Dirigida por Maurício Farias e protagonizada por Andrea Beltrão e Fernanda Torres, "Tapas & Beijos" ainda faz muito sucesso e já teve sua terceira temporada confirmada para o ano que vem. No entanto, pelo que foi visto em 2012, o seriado perdeu sua identidade e precisará de mudanças.


A história sempre se baseou na vida de duas solteironas que são vendedoras de uma loja de vestido de noivas. Ambas se envolviam em relacionamentos sem futuro e viviam frustradas, pois nunca conseguiam achar a alma gêmea; havendo assim um contraponto em relação ao fato de trabalharem em um local que se sustenta graças aos casamentos de terceiros. Porém, no final da primeira temporada, Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) se casaram com seus respectivos namorados. Assim, na segunda, em 2012, a série mudou o foco, e passou a retratar os conflitos da vida conjugal que ambas enfrentavam.

No início, parecia que haviam acertado em cheio ao apresentar essa novidade ao telespectador. No entanto, com o passar dos episódios, se pôde notar que as alterações não foram benéficas para a série. A entrada de Fábio Assunção (Jorge) foi ótima, mas, infelizmente, acabou ofuscando personagens que já tinham ocupado um considerável espaço na história; Seu Chalita e Jurandir. Flávio Migliaccio e Érico Brás viraram

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tapas & Beijos prova que merecia uma segunda temporada

Após uma estreia de sucesso ano passado, "Tapas & Beijos" voltou ao ar com o pé direito. Foi compreensível perceber o porquê dessa série ter agradado tanto o público e a crítica. Apesar de a história ser aparentemente simples, todas as situações apresentadas anteriormente conseguiram abrir um leque de novas possibilidades e que com certeza dará um bom fôlego nessa segunda temporada.


Agora Fátima e Sueli estão casadas com seus respectivos maridos e não moram mais juntas, embora continuem sendo vizinhas. É óbvio que isso implicará em novos conflitos e já foi possível ver o que podemos esperar da nova fase que se inicia. Fernanda Torres e Andrea Beltrão continuam com uma sintonia perfeita e estão ótimas. É verdade que Fernanda não conseguiu se livrar da Vani, de "Os Normais", mas isso não atrapalha em nada. A dobradinha com Andrea deu muito certo. Vladimir Britcha (Armane) e Fabio Assunção (Jorge) também dão conta do recado e continuam rendendo bons momentos. Aliás, entrada do Fábio fez muito bem ao seriado. Malu Rodrigues (Bia), que entrou junto com o ator, aparentemente terá mais destaque. A filha de Jorge vai atrapalhar bastante o casamento do pai com Sueli; e , claro, utilizará Jurandir (Érico Brás), seu namorado, como arma. No primeiro episódio, já vimos a menina ficar com o ex-namorado da madrasta em seu quarto, deixando Jorge desesperado e atrapalhando a transa dele com Sueli.

Kiko Mascarenhas ganhou outro papel. Após ser muito mal aproveitado

domingo, 19 de junho de 2011

Tapas & Beijos se encontra

A nova série da Globo tinha a missão de ocupar o lugar do finado "Casseta e Planeta" (cujo texto sobre o término você pode conferir aqui http://t.co/30foccX ) que ocupava a faixa das 22 horas de terça-feira há mais de quinze anos. A audiência do antigo humorístico estava abaixo do esperado pela emissora e as piadas não tinham mais graça.Então, logo após o término de mais um "Big Brother Brasil", estreou a atração protagonizada por Fernanda Torres e Andrea Beltrão.

Nos primeiros programas, a série não havia dito a que veio. Víamos personagens soltos,sem nenhum tipo de entrosamento e a graça não aparecia em momento algum. A sensação, aliás, era de que já tínhamos visto aquilo em algum lugar. Nada ali empolgava.

Com o passar do tempo isso foi mudando e os atores (que não são muitos) começaram a criar um entrosamento que parecia inexistente nos primeiros episódios. Muito provavelmente isso se deve ao fato de que no início, assim como nós,espectadores, os envolvidos na atração também estavam conhecendo seus próprios papéis e ainda não tinham a intimidade cênica que se faz necessária em qualquer seriado,novela, filme ou peça teatral.

As histórias passaram a ficar mais engraçadas e interessante de serem acompanhadas. A trama se passa,basicamente, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e as protagonistas são duas vendedoras de uma loja para artigos de noivas que se localiza no bairro em questão. O dono do estabelecimento se chama Djalma(Otavio Muller) que é casado com uma de suas vendedoras chamada Flavinha (Fernanda de Freitas). Fernanda Torres e Andrea Beltrão interpretam as personagens centrais: Fátima e Sueli, respectivamente. Além de trabalharem na mesma loja, elas também moram juntas. Sueli tem um ex-marido (Jurandir, vivido pelo Érico Brás) que vive atrás dela. Ela também ainda gosta dele e as idas e vindas do "casal" são o principal dilema da personagem. É importante ressaltar que Marilda, vivida pela mesma atriz em "A Grande Família" tinha um perfil bem semelhante.
Fátima é namorada de um rapaz (Armane,Vladimir Brichta) que é casado e isso, obviamente, gera várias discussões e brigas entre eles. Para completar ainda temos o hilário Seu Chalita, libanês.dono de uma espécie de bar, e interpretado pelo sempre bom Flávio Migliaccio. Chalita vive correndo atrás das protagonistas. Ainda há a pequena participação do excelente ator Kiko Mascarenhas fazendo um Santo Antônio atrapalhado que dá conselhos a Sueli. É uma espécie de imaginação dela.

"Tapas & Beijos" começou devagar,quase parando, mas conseguiu engrenar e já superou a audiência dos "finados" cassetas no horário. A idéia é que a atração fique fixa na grade até o fim do ano e com grandes chances de uma outra temporada em 2012. Será que teremos um seriado com o mesmo fôlego que "A Grande Família" ainda tem e que irá ficar nos ar por mais de dez anos? Só o tempo dirá.