Faleceu em casa, por volta das 8h50 deste domingo (10/12), Eva Todor, aos 98 anos. A atriz não resistiu a uma pneumonia e enfrentava o Mal de Parkinson há alguns anos. Ela estava afastada das novelas desde "Salve Jorge", em 2012, quando fez uma pequena participação na trama de Glória Perez. Sua última aparição pública foi em novembro de 2014, quando recebeu uma merecida homenagem de colegas no Teatro Leblon. Era uma figura amada por todos. Com mais de 80 anos de carreira, a veterana será sempre lembrada como a avó que todos queriam ter.

Filha de uma estilista e de um comerciante de tecidos, Eva era húngara e iniciou a carreira artística ainda menina, chegando a dançar na Ópera Real de Budapeste. Estreou como atriz na peça "Quanto Vale Uma Mulher", em 1934, e deslanchou de vez através do teatro de revista. Em 1940, já tinha sua própria Companhia de Teatro chamada "Eva e Seus Artistas" e ganhou até Getúlio Vargas como admirador, facilitando o processo para conseguir a identidade nacional. Em 1950, ganhou um programa na TV Tupi, cujo título era "As Aventuras de Eva". Sua veia cômica ganhou mais força na atração e viria a ser uma de suas maiores características ao longo da trajetória televisiva.
A primeira novela que contou com a intérprete foi "E Nós Aonde Vamos?", da Tupi, em 1970. Depois, em 1975, chegou a participar da versão censurada de "Roque Santeiro", vivendo Ambrosina Abelha, mas a personagem não voltou na trama clássica que teve Regina Duarte como Porcina. Sua grande estreia na teledramaturgia foi em "Locomotivas", história de Cassiano Gabus Mendes, onde viveu a inesquecível Kiki Blanche, fazendo um imenso sucesso em 1977.