sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Cid Moreira: um dos maiores ícones do jornalismo brasileiro

 Nesta quinta-feira, dia 3, o Brasil perdeu uma das figuras mais emblemáticas da história do jornalismo. Cid Moreira faleceu, aos 97 anos, completados no último domingo (29/09). Ele estava internado no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, desde o dia 4 de setembro, quando deu entrada com uma insuficiência renal crônica (antes vinha tratando de uma pneumonia em casa). O quadro piorou e Cid morreu de falência múltipla dos órgãos. 


O jornalista iniciou a carreira na rádio em 1944, depois de ser descoberto por um amigo que o incentivou a fazer um teste de locução na Rádio Difusora de Taubaté. Nos anos seguintes, entre 1944 e 1949, narrou comerciais até se mudar para São Paulo, onde trabalhou na Rádio Bandeirantes e na Propago Publicidade. Em 1951, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Foi lá que começou a ter suas primeiras experiências na televisão até 1956, apresentando comerciais ao vivo na TV Rio. Sua estreia como locutor de noticiários aconteceu em 1963, no "Jornal da Vanguarda", da TV Rio, o que marcou seu início de carreira no jornalismo televisivo. Nos anos seguintes, trabalhou nesse mesmo programa em várias emissoras, como Tupi, Globo, Excelsior e Continental. 

Em 1969, Cid voltou à Globo para substituir Luis Jatobá no "Jornal da Globo", que ia ao ar às 19h45. No mesmo ano, foi escalado para a equipe do então recém-lançado "Jornal Nacional", o primeiro telejornal transmitido em rede no Brasil. A estreia ocorreu em setembro de 1969, e Cid dividiu a bancada com Hilton Gomes.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

"Pra Sempre Paquitas" faz jus ao sucesso que tem feito

 Entre os anos 1980 e 2000, se tornar uma paquita e estar ao lado da Xuxa era o sonho de quase toda menina no Brasil, se estendendo para as Américas. Mais que sucesso nos programas de televisão, elas ganharam destaque no cinema e na música, sendo uma das primeiras girl bands do país. Após a grande repercussão de "Xuxa - o documentário", disponibilizado ano passado, o Globoplay resolveu produzir o "Pra Sempre Paquitas", que estreou no dia 16 de setembro e desde então virou o produto mais consumido da plataforma de streaming. 


O documentário mergulha na vida e na carreira das eternas companheiras de palco da Rainha dos Baixinhos, resgatando histórias de amizade e união, as paixões, os sonhos, as experiências, os bastidores das gravações, as decepções, desentendimentos, os traumas e os diferentes pontos de vista. Tudo começou no Clube da Criança, na TV Manchete, com Andrea Veiga e Heloísa Morgado. O grupo cresceu na TV Globo, na geração "Xou da Xuxa", no programa de mesmo nome, e em 1986, a entrada de Ana Paula Guimarães, Andréa Faria, Andrea Veiga e Luise Wischermann marcou oficialmente o início das Paquitas. O primeiro episódio foca na primeira formação e envolve o telespectador, que se motiva a seguir acompanhando a saga. 

No ano seguinte, em 1987, o grupo teve novidades em sua composição. Já em 1989, o lançamento de um LP icônico, com o hit de grande sucesso ‘Fada Madrinha’, consagrou as paquitas também como grupo musical, quebrando recordes de venda de discos e viajando o Brasil com shows.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "Rensga Hits"

 O Globoplay promoveu na sexta-feira retrasada, dia 20, a coletiva virtual da segunda temporada de "Rensga Hits". Participaram a produtora Mayra Lucas, a diretora Natalia Warth, além dos atores Leonardo Bittencourt, Alice Wegmann, Lorena Comparatto, Deborah Secco, Julia Gomes, Jeniffer Dias, Lúcia Veríssimo, Laura Simões, Jean Pedro, Guida Vianna e Fabiana Karla. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 

Alice Wegmann falou sobre a experiência de protagonizar a série: "A música é a arte que mais me toca e mais me emociona e nunca tinha feito isso no audiovisual. Fui fazer um teste e foi um desafio me colocar nesse lugar em que me via tão vulnerável. A gente é ator e não cantor, mas estamos cantando agora... Quer dizer, alguns de nós são cantores, mas eu não. Foi desafiador, mas é uma série que fala com nosso coração. São histórias que contamos que ficam lindas musicadas. A gente viu uma primeira temporada em que todas as pessoas de todas as classes sociais conseguiram assistir. A gente vai ter um clipe do hit da segunda temporada que é 'Detox de Macho' porque gravamos com carro conversível, vários dançarinos, as duas vestidas de noiva, enfim". 

Lorena Comparatto complementou: "Nossa série é muito especial. Fiquei receosa porque nunca fiz uma série de canto. Canto desde criança, mas nunca profissionalmente. Meu receio foi homenagear mulheres tão maravilhosas que são os astros do sertanejo. A gente teve o acompanhamento da Gi Mattos, que é coach de artistas como Maraia e Maraisa. Acompanha artistas diariamente e passou a nos acompanhar também. Tivemos, então, o suporte dela, o que foi importante.

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

"Volta por Cima": o que esperar da nova novela das sete?

 Sai de cena a novela que contou a história de uma família rica paulistana ---- que ficou pobre após o sumiço da avó e precisou realizar uma missão para ganhar a herança ---- e entra no lugar um enredo sobre uma família suburbana do Rio de Janeiro, que encara logo no início uma perda trágica e se vê desamparada, ao mesmo tempo que nem imagina que ganhou na loteria. "Volta por Cima" substitui "Família é Tudo" na faixa das sete da Globo e marca a volta de Claudia Souto ao horário, após o fracasso de "Cara e Coragem", exibida em 2022. 


O novo folhetim conta a história de duas pessoas. A de Madalena (Jéssica Ellen), a Madá, uma jovem mulher batalhadora que teve que adiar seus sonhos pessoais para ajudar a sustentar a família. Apesar das dificuldades, ela não esmorece diante das lutas diárias e vislumbra no empreendedorismo um futuro mais próspero. E a de Jorge, conhecido como Jão (Fabrício Boliveira), um jovem que começou como trocador de ônibus, se esforçou para conquistar o sonhado diploma de Administração e agora almeja um cargo melhor na empresa, mas é preterido pela indicação de um amigo da mulher do patrão. Madalenas e Jãos existem aos milhares no Brasil: pessoas que buscam diariamente uma vida melhor para si e suas famílias e precisam “se virar” diante dos desafios que o destino traz.                         

Na trama, os protagonistas Madá e Jão, se aproximam em função de uma fatalidade que muda para sempre a vida da família de Madalena. Seu pai, o motorista de ônibus Lindomar (MV Bill), está prestes a se aposentar. Mas, no seu último dia de trabalho, um acidente o impede de gozar de um prêmio milionário. A história ganha outros contornos quando Osmar (Milhem Cortaz), o tio folgado de Madá, descobre sobre o bilhete premiado e faz de tudo para abocanhar o dinheiro a fim de se safar de uma dívida de vida ou morte.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Daniel Ortiz foi o maior inimigo de "Família é Tudo"

 O início de "Família é Tudo" foi dos mais promissores. A novela marcava a volta de Daniel Ortiz ao horário das sete, após o êxito de "Salve-se Quem Puder", apesar do hiato provocado pela pandemia. E substituindo "Fuzuê", o maior fracasso da faixa, o que aumentou a expectativa para um novo folhetim que reerguesse a audiência e reconquistasse o público. A missão do autor tinha tudo para um desfecho vitorioso porque a sinopse era criativa, os personagens carismáticos e os futuros conflitos bastante interessantes. Mas a novela, que chegou ao fim nesta sexta (27/09), após 177 capítulos, virou um amontoado de situações mal executadas, tanto no roteiro quanto na direção. 


A história tinha a essência de uma deliciosa novela das sete. Frida (Arlete Salles) organiza um cruzeiro para celebrar seu aniversário e o de sua irmã gêmea, Catarina (Arlete Salles). O objetivo era unir seus cinco netos. Porém, em meio a rusgas e armações, os cinco convidados esperados não compareceram e ela embarcou apenas com a irmã e o sobrinho, Hans (Raphael Logam). Mas um acidente em pleno alto mar resultou em um misterioso sumiço. Ao ser dada como morta, Frida surpreendeu a todos com seu testamento. Com diferentes motivações e liderados por Vênus (Nathalia Dill), os irmãos Mancini encararam uma missão que transformou suas vidas: além de morar juntos, a despeito das diferenças entre si, começaram a trabalhar para reconstruir o lugar que marcou o início da gravadora da família, criada por sua avó. A meta era: ao final de um ano, se o desempenho dos irmãos não for satisfatório (ou seja, gerar um lucro de quatro vezes o valor que vão receber para investir no local) eles não ganham nada e a herança a que teriam direito será entregue ao sobrinho ambicioso que, junto com a mãe, Catarina, nunca mediu esforço para atrapalhar a relação entre avó e netos.  

Inicialmente, a história despertou atenção justamente por sua criativa premissa. E o andamento das situações foi encadeando uma sucessão de trapalhadas dignas de um gostoso filme da "Sessão da Tarde". Vênus, Electra (Juliana Paiva), Plutão (Isacque Lopes), Júpiter (Thiago Martins) e Andrômeda (Ramille) protagonizaram divertidas cenas no casarão abandonado, localizado na zona leste de São Paulo, que virou o novo lar obrigatório dos irmãos, que viviam discutindo e raramente chegavam a um acordo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Volta por Cima", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira passada, dia 17, a segunda coletiva virtual de "Volta por Cima", a próxima novela das sete escrita por Claudia Solto e dirigida por André Câmara. Participaram a autora, o diretor e os atores Fabrício Boliveira, Jéssica Ellen, Tereza Seiblitz, Amaury Lorenzo, Adanilo, Mari Aldeia, Tonico Pereira, Juliano Cazarré, Pri Helena, Iara Jamra, Isadora Cruz, Isabel Teixeira, Bia Santana, Rodrigo Garcia e Claudia Missura. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Claudia Souto comentou sobre a essência de sua nova produção: "Todos os personagens da novela vão enfrentar muitos obstáculos, mesmo os secundários. Todos os meus personagens têm histórias. A proposta é dar a volta por cima na vida. Mostrar para as pessoas de casa não desistirem. O ser humano tem necessidade de histórias. Através delas a gente vivencia coisas que não vivenciaríamos nas nossas vidas. Acho que cada personagem da minha história vai estar ensinado alguma coisa para quem está em casa". O diretor André Câmara acrescentou uma informação: "Vamos desconstruir esse universo dos Bate-Bolas porque até hoje muita gente tem medo. É um universo muito rico". 

Jéssica Ellen comentou sobre a sua mocinha e a representatividade na teledramaturgia atual: "A novela é muito humana. Atravessamos coisas que vivemos no nosso dia a dia, no nosso cotidiano. O nome da minha personagem tem o nome da minha avó materna, o que já a faz muito especial para mim. Roubei até umas características da minha avó e de uma prima para construir a Madalena, que começa a novela sem ter muito propósito, sem descobrir o real talento dela. Tem algo muito poderoso em fazer novela que é se comunicar com o país inteiro, que é uma responsabilidade muito grande.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Primeira fase de "Mania de Você" teve ritmo frenético, construções rasas e muitos cortes

 A primeira fase da nova novela das nove chegou ao fim nesta terça-feira, dia 24. João Emanuel Carneiro apresentou sua trama central com um ritmo frenético, o que causou uma sensação incômoda de correria e ainda agravada pelos inúmeros cortes realizados pela cúpula da Globo por conta da baixa audiência. O lado positivo foi a ótima direção de Carlos Araújo e o elenco que se entregou em sequências tensas e repletas de reviravoltas, mas o negativo foi uma superficialidade em várias situações consideradas importantes e passagens de tempo confusas. 


O melhor capítulo da primeira fase foi o da morte de Molina (Rodrigo Lombardi), impregnado com uma adrenalina que norteou todas as cenas até a catarse final, quando o poderoso empresário acabou misteriosamente assassinado. O primeiro ato foi uma encenação do vilão, que agradou Mércia (Adriana Esteves) com a desculpa de celebrar a relação dos dois. A governanta desconfiou das intenções do patrão e amante, mas ainda assim foi dopada por ele. Pouco antes de perder os sentidos, Mércia conseguiu enviar uma mensagem para Mavi (Chay Suede), que chegou à mansão do empresário na companhia de Luma (Agatha Moreira) a tempo de salvar a mãe. 

Quando voltou a si, Mércia afirmou que Molina tentou matá-la. Ainda fez revelações sobre o passado de Luma e Mavi, e confirmou que os dois não eram irmãos. Enquanto isso, Molina foi à Zontex e deletou todos os documentos comprometedores.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Ramille e Gabriel Godoy esbanjaram química como Andrômeda e Chicão em "Família é Tudo"

 A atual novela das sete, escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink, está em sua última semana e foram muitos os equívocos de "Família é Tudo". No entanto, a história também teve seus pontos positivos e um dos grandes destaques foi o casal formado por Andrômeda e Chicão, interpretados com talento por Ramille e Gabriel Godoy. 


A essência do par é aquele clichê que raramente falha da teledramaturgia: a patricinha fresca se apaixonando por um sujeito bronco e pobre. Inúmeras novelas já exploraram esse tipo de romance, além de filmes, peças e livros. É um recurso irresistível para o público, que logo se afeiçoa aos personagens e cria expectativa para o início da relação. E Ortiz acertou bastante na condução do casal, que rapidamente virou um dos trunfos da produção das sete. 

Andrômeda se destacou logo no começo da novela por conta de seus exageros, tanto performáticos quanto vocais. A patricinha tem horror a tudo que é da baixa renda e viveu um inferno quando precisou morar e trabalhar na gravadora com os quatro irmãos para ter o direito ao recebimento da herança da avó.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Volta Por Cima", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quarta-feira (11/09) passada a primeira coletiva online de "Volta por Cima", a próxima novela das sete, escrita por Cláudia Souto e dirigida por André Câmara. Participaram a autora, o diretor e os atores Ailton Graça, Rodrigo Fagundes, Viviane Araújo, Drica Moraes, Fábio Lago, Jaqueline Sato, Valdineia Soriano, Milhem Cortaz, Juliano Cazarré, Allan Jeon, Lellê, Bia Guedes, Gabriela Dias e Betty Faria. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


André Câmara comentou sobre o enredo: "São histórias do povo. Nosso desafio é como contar essa história de forma leve, divertira e colorida. Isso está presente nas chamadas. A novela fala de sonhos, de propósitos, o desafio de todo brasileiro. Fazer essa novela é dar mais um passo na construção de um imaginário mais brasileiro, mais democrático. À medida que contamos histórias do povo brasileiro e a colocamos em primeiro plano, mostramos o que faz a roda girar. É sobre uma família dona de uma empresa de ônibus. Damos um passo grande na construção de um universo mais brasileiro, mas temos núcleos de humor também, enfim. Também tem muita música na novela", concluiu o diretor. 

Cláudia Souto falou como os telespectadores irão se identificar com sua novela: "O ponto de maior identificação com o público é que estamos mostrando histórias que poderiam acontecer com qualquer pessoa. A primeira identificação será essa de eu poderia estar nessa situação. Ao longo da novela terão acontecimentos muito impactantes, mas todos possíveis do dia a dia.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Daniel Ortiz destruiu o arco de Lupita em "Família é Tudo"

 A menos de duas semanas de seu fim, "Família é Tudo" ainda tem para concluir a vingança de Electra (Juliana Paiva) contra Jéssica (Rafa Kalimann), o mistério em torno da troca de identidade entre as gêmeas Frida e Catarina (Arlete Salles), a descoberta da vilanias de Hans (Raphael Logam) e a reconciliação de Tom (Renato Góes) e Vênus (Nathalia Dill). Uma boa quantidade de conflitos. Mas Daniel Ortiz acha que ainda tem tempo para estender o triângulo amoroso formado por Lupita (Daphne Bozaski), Júpiter (Thiago Martins) e Guto (Daniel Rangel). 


A obsessão do autor em triângulos é observada em todas as suas novelas, mas na atual houve o cúmulo do exagero. Praticamente todos os personagens viveram dilemas amorosos que nada acrescentaram ao roteiro e só serviram para demonstrar a fragilidade da história. Ao invés de focar na promissora trama envolvendo a missão dos netos em busca da herança da avó, que não morreu e estava apenas tentando unir a família, Ortiz preferiu focar em idas e vindas de casais. Tantas situações repetidas só resultaram no esgotamento da paciência do público, ao mesmo tempo que enfraqueceram qualquer construção minimamente bem-sucedida, como é o caso do arco dramático de Lupita. 

Em meio a tantos triângulos equivocados, o protagonizado pela personagem, muito bem interpretada por Daphne Bozaski, era o único realmente estruturado. Isso porque Lupita sempre demonstrou um amor platônico por Júpiter, que nunca a viu como mulher. Enquanto sofria pelo seu amado, a guatemalteca mal sabia que era fruto de uma paixão à primeira vista.