terça-feira, 12 de outubro de 2021

Helena Rizzo foi uma escolha certeira para o "Masterchef BR"

 A versão nacional do "Masterchef" estreou na Band em 2014 e desde então virou um dos principais programas da emissora. É verdade que a audiência caiu muito ao longo dos anos e a repercussão já não chega nem perto do que era, mas ainda é um formato consagrado e bem aceito pelo público. Um dos maiores êxitos do formato era o trio de jurados. Mas Paola Carosella, justamente a integrante mais querida, pediu para sair do reality em janeiro deste ano. Uma situação que tinha tudo para afundar a competição de vez. No entanto, a Band conseguiu se sair muito bem da difícil situação com a entrada de Helena Rizzo.

 A substituta de Paola tinha que ser certeira. Não havia possibilidade para qualquer erro. A chef argentina estava no formato desde o início e tinha um entrosamento perfeito com Erick Jacquin e Henrique Fogaça. Era a que mais provocava medo e ao mesmo tempo admiração nos competidores. Como colocar outra pessoa do mesmo 'nível'? Afinal, além de competente e rígida nas análises, havia a necessidade de colocar alguém tão carismática quanto ela. Nem todo profissional se sai bem diante das câmeras, por melhor que seja. Trabalhar na televisão exige uma troca com a câmera que muitas vezes não se aprende. 

E Helena Rizzo se mostrou uma ótima escolha logo no primeiro programa da oitava temporada. Claro que havia o natural nervosismo, mas nada que tenha atrapalhado. Por incrível que pareça nem deu para sentir tanta falta de Paola.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

O que esperar de "Verdades Secretas 2", a primeira novela da Globoplay?

 Após muita especulação, a Globo finalmente anunciou a estreia da continuação do fenômeno "Verdades Secretas": 20 de outubro. "Verdades Secretas 2" estreará na Globoplay às 21h30 e terá o primeiro capítulo transmitido em uma live. A trama terá 50 capítulos e os 10 primeiros serão disponibilizados no serviço de streaming da emissora. As gravações ainda ocorrem e o término está previsto para novembro. Afinal, tudo vem sendo feito com os protocolos sanitários e os trabalhos precisaram ser interrompidos várias vezes. 

As informações sobre a nova trama ainda são escassas e o pouco do que se sabe é que Giovanna (Agatha Moreira) volta de Paris para encontrar o culpado pela morte do seu pai, o milionário Alex (Rodrigo Lombardi). Com a ajuda do detetive Cristiano (Romulo Estrela), a personagem tentará provar que Angel (Camila Queiroz) tem culpa no cartório. E segundo a sinopse, a protagonista estará viúva ---- ela se casou com Guilherme (Gabriel Leone) no final da história de 2015 ----, sem dinheiro e com um filho doente para criar. Acaba retornando ao mundo glamoroso da moda e da prostituição de luxo. 

O teaser de pouco mais de um minuto aumentou a expectativa pela produção, agora sob a direção de Amora Mautner, que trabalhou com Walcyr no sucesso "A Dona do Pedaço" (2019) e substitui Mauro Mendonça Filho. Será interessante ver as cenas de sexo ousadas dirigidas por uma mulher. Aliás, foi anunciado que são duas versões gravadas.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

"Dom" é uma ótima série da Amazon Prime Video

 A primeira série original brasileira da Amazon Prime Video foi uma grata surpresa. O serviço de streaming produziu com muita qualidade a história, baseada em fatos reais, de Pedro Dantas, jovem de classe média que se torna um dos bandidos mais perigosos do Rio de Janeiro e ganha o apelido de Pedro Dom. Como é um tipo bonito fisicamente, utiliza a imagem a seu favor e vira um chefe de quadrilha que aterroriza a classe alta da cidade nos anos 2000. Criada por Breno Silveira, a trama tem Gabriel Leone interpretando o protagonista e apresenta oito episódios muito bem desdobrados. 

"Dom" tem um formato inicialmente confuso, mas que logo se estabelece de forma mais clara para o telespectador. Há três narrativas quase simultâneas: a da infância de Pedro Dantas, a transformação do jovem rebelde em bandido e o passado do pai de Dom, Victor Dantas, vivido por Flávio Tolezani. Ironicamente, a história mais interessante é a do pai do protagonista. A principal razão é o tom 'novelesco' dado para o homem que era mergulhador e se viu no meio de uma guerra entre policiais e traficantes.

A filha de Victor, irmã de Dom, Érika Grandinetti, deu uma declaração sobre a dor que vem sentindo diante da história contada pela série. Isso porque, segundo ela, o pai retratado da obra nunca existiu. A família está até processando a Amazon Prime Vídeo.

domingo, 3 de outubro de 2021

"Zig Zag Arena" mostra que nem toda boa ideia funciona na prática

 Ao invés de substituir o "The Voice Kids" na grade vespertina com mais filmes, a Globo resolveu dar um novo programa para Fernanda Gentil aos domingos. Com isso, acabou subitamente com o "Se Joga" aos sábados, que já tinha retornado em 2021 de uma forma bem pouco planejada, após uma avalanche de críticas ao fracassado formato diário da atração (em 2019/início de 2020), que logo acabou com a chegada da pandemia do novo coronavírus. O novo desafio da apresentadora tem o estranho nome de "Zig Zag Arena". 

O programa é quase uma espécie de "Olimpíadas do Faustão" (quadro de sucesso e até hoje lembrado do "Domingão" na década de 90) modernizado através de muitas luzes e tecnologia. O palco de 1500 m², inspirado em um gigantesco e multicolorido tabuleiro de pinball ---- há o objetivo de relembrar várias brincadeiras da infância ----, conta com um campo de camas elásticas, além de escorregas e muitos obstáculos. É um cenário luxuoso e que custou um bom investimento da Globo, deixando claro que a intenção da emissora é emplacar mesmo o formato. 

As partidas acontecem em três fases: "Pique-Pega", "Megaball" e "Tudo ou Nada". Assim como no mundo dos esportes, todas as etapas são narradas por um profissional. Everaldo Marques, conhecido no canal pago SporTV e que caiu nas graças do grande público com suas recentes narrações das Olimpíadas de Tokyo, é o escalado para observar cada lance e transmitir toda a energia para o telespectador.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A Globo cometerá mesmo a estupidez de acabar com "Malhação"?

 A colunista Patricia Kogut noticiou nesta terça-feira, dia 28, em seu blog do Jornal O Globo, que a nova temporada de "Malhação", já em processo de escalação e com vários capítulos prontos, foi cancelada pela Globo. E, com isso, uma nova grade seria criada. Decretou-se o fim do seriado adolescente. A produção é uma das mais longevas da emissora. Estreou em 24 de abril de 1995. Está há mais de 25 anos no ar. Um fechamento de ciclo desta forma, pela porta dos fundos, se mostra um desrespeito com o público e vários profissionais. 

É verdade que a Globo estava totalmente perdida sobre o que fazer com a faixa das 17h45 desde o início da pandemia do novo coronavírus, expondo o amadorismo da nova gestão do setor de teledramaturgia, agora sob o comando de José Luiz Villamarim e Ricardo Waddington. A chegada do vírus ao Brasil, aliás, implicou no encurtamento da temporada escrita por Emanoel Jacobina, ainda na gestão de Silvio de Abreu. A trama precisou ser concluída às pressas e o resultado foi um completo equívoco. Vários finais não foram gravados, o maior mistério da história --- o motivo do sequestro de Rita (Alanis Guillen) --- não foi revelado, os mocinhos narraram os desfechos dos personagens e ainda misturaram realidade e ficção falando da pandemia. Ficou tudo péssimo. Mas era uma emergência, a segurança prevaleceu.

Todavia, é assim que a emissora quer marcar o final de um produto tão vitorioso? Com um desfecho sem qualquer cuidado e com uma temporada que se perdeu pelo caminho? Ainda se aproveitar da paralisação das gravações por mais de um ano para expor a decisão? Parece uma decisão covarde e impensada.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Romance de Maria Isis e José Alfredo foi um dos muitos equívocos de "Império"

 Há reprises que envelhecem mal ou então despertam um novo olhar do público após anos da primeira exibição. O caso de "Império", novela de Aguinaldo Silva atualmente reprisada no horário nobre, não chega a ser um caso de enredo que tenha envelhecido mal. Porém, a relação entre José Alfredo (Alexandre Nero) e Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) provoca uma percepção que em 2014 muitos não tiveram ou ignoraram. 

O casal sempre foi tratado pelo autor como uma espécie de 'mocinhos', ainda que o comendador tenha passado longe do tipo heroico. Aliás, uma das qualidades da novela foi o protagonismo de um personagem com tantas camadas e com sérios desvios de caráter. Uma atitude ousada e válida, que fez muito sucesso. Mas o par formado por Zé Alfredo e Isis é problemático em vários aspectos. E vale ressaltar que o romance não teve uma grande aceitação na época, por mais que Aguinaldo tenha se esforçado. Grande parte do público ficou do lado de Maria Marta (Lília Cabral). Ou seja, a situação não envelheceu mal porque na época já não tinha obtido o êxito desejado. Mas os motivos da relação do personagem central com sua amante ter sido um erro não foram muito comentados. 

O fato é que o contexto peca logo no início quando apresenta Maria Ísis como uma garota que não faz nada da vida e vive em um apartamento de luxo bancado por um homem que tinha idade para ser seu pai. Nada contra relações com diferenças de idade, mas a situação desperta incômodo a partir do momento em que o comendador chama a amada de "sweet child" (doce criança).

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

"Segunda Chamada" conseguiu o que parecia impossível: uma segunda temporada melhor que a primeira

 A primeira temporada de "Segunda Chamada" foi exibida no segundo semestre de 2019. E foi um sucesso. Chamada de "Sob Pressão" da educação, a trama abordou com propriedade a precária situação das escolas públicas do país e como os adultos enfrentam ainda mais dificuldades para o estudo. O êxito garantiu a produção da segunda temporada para 2020, mas veio a pandemia do novo coronavírus. Após muitos adiamentos, a continuação foi finalizada em 2021 e com apenas seis episódios. A Globo ainda optou por exibi-la somente na Globoplay e a disponibilizou completa no dia 10 de setembro. 


Neste ano, o cenário do curso noturno para jovens e adultos da Escola Estadual Carolina Maria de Jesus é ainda mais preocupante do que o habitual e coloca em risco a própria existência do turno. As poucas matrículas não são suficientes para manter os portões abertos. O diretor Jaci (Paulo Gorgulho) não encontra solução para o problema e se vê obrigado a comunicar que não há mais nada a ser feito. Os professores se desanimam mais mais quando percebem que foram em vão os anos de luta contra a péssima infraestrutura, a falta de reconhecimento e o cansaço extremo em prol da educação. 

Para Lúcia (Deborah Bloch), todavia, a possibilidade de que o curso deixe de existir é inimaginável. A protagonista já tomava para si a responsabilidade de não perder um aluno sequer na temporada passada e agora sua missão se torna ainda maior.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Luis Gustavo amava divertir o público

 O meio artístico sofreu mais um duro baque no último domingo, dia 19. O amado Luis Gustavo faleceu aos 87 anos, após três anos lutando contra um câncer no intestino. O corpo do artista foi cremado na segunda-feira (20) em uma cerimônia restrita à família. Foi o sobrinho, o também ator Cássio Gabus Mendes, que anunciou o falecimento do tio. 

Luis Gustavo Blanco nasceu em Gotemburgo, na Suécia, em 2 de fevereiro de 1934. Começou a carreira na televisão como contrarregra, levado pelo cunhado, o autor Cassiano Gabus Mendes, para a extinta TV Tupi. Após alguns trabalhos como ator, entre 1953 e 1967, viu sua carreira deslanchar de vez em 1968, quando interpretou Beto Rockfeller, na novela de mesmo nome. A trama revolucionou a teledramaturgia com uma linguagem mais coloquial, sem o então tradicional exagero de um folhetim. O sucesso foi tanto que em 1973 o ator interpretou novamente o personagem em "A Volta de Beto Rockfeller", uma espécie de continuação da produção anterior. 

A estreia na Globo foi em 1976, na novela "Anjo Mau". Luis ainda interpretou muitos outros tipos que imenso sucesso. Em 1982, caiu na boca do povo e virou um dos maiores trunfos de "Elas por Elas", novela de Cassiano Gabus Mendes. O atrapalhado detetive Mário Fofoca entrou para a galeria de grandes personagens do ator, que vivenciou a mesma experiência que teve com Beto Rockfeller.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Após sucesso em "Novo Mundo", Vivianne Pasmanter e Guilherme Piva brilharam novamente em "Nos Tempos do Imperador"

 "Novo Mundo", exibida em 2017 e reprisada em 2020, retratou a saga de Dom Pedro I e Leopoldina através de uma boa mescla da história do Brasil com um ótimo folhetim. Iniciada em 1817, acabou encerrada pouco depois da independência do país, em 1822. Agora, com "Nos Tempos do Imperador", os autores Alessandro Marson e Thereza Falcão contam a trajetória de Dom Pedro II, a partir de 1856. É uma continuação. Os elementos que expõem a ligação das tramas são alguns personagens, entre eles Germana (Vivianne Pasmanter) e Licurgo (Guilherme Piva). 

Licurgo e Germana eram os perfis mais engraçados de "Novo Mundo". Representavam a picaretagem, popularizada no país com o termo 'jeitinho brasileiro'. Os dois eram donos de uma taberna caindo aos pedaços e nunca estavam preocupados em atender bem os poucos clientes que chegavam. Viviam tratando todo mundo mal. Ainda serviam pombas assadas fingindo que eram frangos. A cozinha do lugar era um nojo. Tudo que os cercava despertava asco. Rabugentos e sujos (no sentido figurado e literal), estavam sempre pensando em alguma forma de obter vantagem em cima dos outros. Mas os planos nunca davam certo.

Em "Nos Tempos do Imperador", os personagens ficaram ainda mais repugnantes. Com cerca de 80 anos, os personagens viraram aqueles velhinhos inconsequentes e transformaram a vida de Quinzinho (Augusto Madeira) em um inferno.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Crianças foram muito bem escolhidas em "Nos Tempos do Imperador"

 Na reta final de "Salve-se Quem Puder", foi colocado neste espaço uma análise sobre a importância da escalação acertada do elenco infantil de uma novela. É tão necessário quanto a seleção do time adulto de uma obra. E "Nos Tempos do Imperador" tem mostrado que houve um cuidado na escolha de cada nome. Todos têm brilhado na primeira fase da novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, que chega ao fim na próxima segunda-feira (20/09). 


Primeiramente, é preciso mencionar a semelhança física das crianças. Quase todas realmente se parecem com os colegas que estarão na segunda fase da novela, já adultos. João Victor Menezes vive Guebo, menino que sofre o pior trauma da vida de uma criança: o assassinato dos pais. Filho de Abena (Mary Sheyla) e Baltazar (Alan Rocha), entra em um estado de revolta quando descobre que as pessoas que mais amava foram vítimas da polícia. O menino está muito bem em cena e passará o bastão a Maicon Rodrigues com a passagem de tempo. 

Alana Cabral vive a sonhadora Zayla, menina que se encanta por Samuel (Michel Gomes) e planeja se casar com ele. Filha de Dom Olu (Rogério Brito) e Cândida (Dani Ornellas), a personagem vem sendo retratada como um perfil que terá traços de vilania.