quarta-feira, 7 de outubro de 2020

"Sob Pressão - Plantão Covid" tem estreia arrebatadora e emocionante

A melhor série brasileira chegaria ao fim na terceira temporada. A Globo, sem nunca ter dado uma explicação convincente, encerraria "Sob Pressão" em 2019, em pleno auge da terceira temporada. Mas o sucesso foi tamanho e os pedidos do público tão incessantes que a emissora decidiu produzir mais duas temporadas. O irônico é que a produção parece ter previsto a pandemia do coronavírus. Afinal, a quarta temporada foi programada para 2021. Não haveria seriado em 2020. E caso houvesse, inevitavelmente, as gravações seriam canceladas. Mas, ainda assim, conseguiram produzir um especial para a abordagem do contágio do vírus: "Sob Pressão - Plantão Covid".


Com dois episódios especiais, a série retorna com o intuito de homenagear os profissionais da saúde que trabalham no combate ao coronavírus. Reconhecida por retratar com perfeição as questões da saúde pública do país, "Sob Pressão" tinha mesmo que voltar em meio ao turbulento período da pandemia para expor a dura rotina dos médicos e enfermeiros. A produção sempre mesclou ficção e realidade com maestria e agora não é diferente. As gravações ainda ficaram mais "facilitadas" uma vez que os perfis fictícios precisam mesmo usar roupas fechadas, máscaras e todos os elementos de segurança obrigatórios. Assim, personagens e atores ficam seguros.

Após um período em missão humanitária no interior do Brasil ---- foi assim que a terceira temporada se encerrou ----, Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Júlio Andrade) são convocados para voltar ao Rio de Janeiro. É urgente. A dupla de médicos é chamada às pressas pelo doutor Décio (Bruno Garcia) para trabalhar em um hospital de campanha montado para atender aos pacientes infectados pela Covid-19.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Carolina Castilho foi a melhor personagem de "Totalmente Demais"

A reprise de "Totalmente Demais" vem superando o sucesso da exibição original, entre 2015 e 2016. O êxito é fruto do ótimo trabalho de Rosane Svartman e Paulo Halm, que estrearam como novelistas da melhor forma possível na faixa das sete da Globo. Mas a reexibição tem comprovado a riqueza de Carolina Castilho, personagem lindamente interpretada por Juliana Paes e que teve um grande destaque na história. Era uma das quatro protagonistas, mas a melhor personagem do enredo.


Carolina sempre foi o perfil mais dúbio da história, passeando pela vilania e fragilidade o tempo todo. A até então diretora da Revista Totalmente Demais fez muitas armações para prejudicar Eliza no concurso com o intuito de ganhar a aposta feita com Arthur, herdando assim a empresa do seu grande amor. Porém, como o agenciador de modelos se 'apaixonou' pela mocinha, a personagem não interrompeu suas 'maldades', mesmo com o fim do concurso. A sua atitude mais condenável foi o plano elaborado com Rafael (Daniel Rocha), onde os dois doparam a menina para simular que a garota havia dormido com o fotógrafo. Ainda fizeram Leila (Carla Salle) de bode expiatório.

E Carol tinha o costume de esbanjar arrogância diante de seus funcionários, com exceção de Pietro (Marat Descartes), seu grande amigo. Também utiliza de ironias e deboches para enfrentar seus inimigos, como a colunista Lorena (Adriana Birolli). Analisando superficialmente, a poderosa mulher seria uma vilã. Mas nunca foi. Esse era apenas um lado seu, o que sempre era exposto como forma de defesa, principalmente diante de Arthur para não mostrar a mulher amorosa e frágil que guardava dentro de si.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Tudo sobre a coletiva online de "Sob Pressão - Plantão Covid"

 A Globo promoveu uma coletiva online, nesta terça-feira (29/09), sobre os dois episódios especiais de "Sob Pressão", gravados em plena pandemia do novo coronavírus e com o objetivo de homenagear os profissionais da saúde ---- que seguem se arriscando na linha de frente. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. A série é uma coprodução com a Conspiração Filmes e conta com a supervisão do médico Márcio Maranhão, direção de Andrucha Waddington e redação final de Lucas Paraizo. Os três participaram da coletiva, além de todos os atores do elenco, incluindo as novas aquisições do time. 

O bate-papo teve um luxuoso mediador: Márcio Gomes, um dos melhores jornalistas da Globo e que apresentou um programa sobre a pandemia, o "Combate ao Coronavírus", onde recebia diariamente dois médicos para debater as medidas protetivas e o perigo que essa doença representa. Márcio, Andrucha e Lucas responderam primeiramente aos vários bons questionamentos do jornalista e cerca de 40 minutos depois os convidados puderam perguntar para os atores sobre o desafio das gravações em plena pandemia. 

Júlio Andrade (Evandro), Marjorie Estiano (Carolina), Drica Moraes (Vera), Pablo Sanábio (Charles), Bruno Garcia (Décio), Josie Antello (Rosa) e Julia Shimura (Keiko) não esconderam o amor por esse trabalho, enquanto David Júnior e Roberta Rodrigues agradeceram a honra pela escalação para o especial.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

"Totalmente Demais" mostra a evolução dos autores em "Bom Sucesso"

A reprise de "Totalmente Demais" superou o sucesso da primeira exibição. A média está 3 pontos acima. É uma espécie de fenômeno do fenômeno. A produção marcou a estreia de Rosane Svartman e Paulo Halm como novelistas, após duas bem-sucedidas temporadas de "Malhação" (Intensa, de 2012, e "Sonhos", de 2014), da melhor forma possível. E a reexibição tem reforçado todas as qualidades da novela, elogiada pela crítica e fenômeno de audiência e repercussão entre 2015 e 2016. Porém, rever a história também ajuda a observar melhor a evolução dos autores em relação ao mais recente produto da dupla: "Bom Sucesso", encerrada no primeiro semestre deste ano, antes da pandemia do novo coronavírus.


A trama protagonizada por Eliza (Marina Ruy Barbosa), Jonatas (Felipe Simas), Carolina (Juliana Paes) e Arthur (Fábio Assunção) logo conquista o telespectador pelo carisma dos personagens e um desenvolvimento muito bem trabalhado pelos escritores. Os núcleos paralelos também não deixam a desejar em nada e complementam o enredo central através de situações que mesclam, com habilidade, humor e drama. Há ainda um importante rodízio de vilões, evitando o desgaste do roteiro, que já virou uma marca de Rosane e Paulo. O grande sucesso não foi por acaso.

Entretanto, uns pequenos tropeços de "Totalmente Demais" merecem ser citados e comparados com "Bom Sucesso". A passividade de Jonatas, por exemplo, é algo que incomoda em vários momentos. O mocinho caiu nas graças do público e o casal "Joliza" foi um marco da trama.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

"Laços de Família", "Totalmente Demais" e "A Força do Querer" expõem o amadurecimento cênico de Juliana Paes

 Após o imenso sucesso na pele de Maria da Paz, protagonista de "A Dona do Pedaço", em 2019, Juliana Paes planejou descansar a imagem em 2020. Recebeu até o apoio da Globo. Afinal, a boleira criada por Walcyr Carrasco foi um perfil muito marcante.  Só que nem precisava o planejamento porque ninguém esperava a chegada de uma pandemia mundial. A atriz ficaria longe do trabalho querendo ou não. Mas a interrupção das gravações por conta do coronavírus implicou em várias reprises e, ironicamente, Juliana está no ar em três delas. 

"Laços de Família" (recém iniciada no "Vale a Pena Ver de Novo"), "Totalmente Demais" (em plena reta final) e "A Força do Querer" (estreia da semana passada) representam três fases distintas da carreira de Juliana. A trama de Manoel Carlos, exibida em 2000, contou com uma atriz insegura e crua: era o seu primeiro papel na televisão. No folhetim das 19h escrito por Rosane Svartman e Paulo Halm, exibido entre 2015 e 2016, a intérprete ganhou sua primeira vilã. E vilã com conflitos de mocinha, repleta de boas camadas. Já em "A Força do Querer", de 2017, viveu sua personagem mais emblemática. 

As reprises simultâneas têm exposto a versatilidade e o amadurecimento cênico de Juliana Paes. A coincidência vem servindo para o telespectador comprovar o talento de uma profissional que foi aprendendo na televisão, que completou 70 anos no dia 18 de setembro.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

"Amor e Sorte" foi uma grata surpresa em tempos tão difíceis para o setor cultural

"Todos dizem eu te amo, mas é em momentos adversos que o amor é posto à prova. Entre quatro paredes, ou algumas a mais, a quarentena trouxe para as pessoas rotinas e vivências nunca Antes experimentadas. Muitos de nós se viram diante de conflitos internos, mas também externos, principalmente com as pessoas isoladas por tempo indeterminado". Essa foi a premissa de "Amor e Sorte", série criada por Jorge Furtado, e exibida em quatro deliciosos episódios na Globo. O último foi ao ar nesta terça-feira.


Cada história era independente e protagonizada por uma dupla diferente. Para a segurança dos envolvidos, em plena pandemia do novo coronavírus (que não acabou, importante lembrar), os dois personagens de cada trama eram interpretados por atores que já moram juntos. Ou porque são família, como Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, ou porque são casados/namoram, vide Lázaro Ramos e Taís Araújo, Fabíula Nascimento e Emílio Dantas, e Luisa Arraes e Caio Blat. A direção de Patrícia Pedrosa e Ricardo Spencer foi realizada remotamente (em vídeo-chamadas) e todos os intérpretes também atuaram como diretores, cenógrafos, iluminadores, enfim.

O único episódio que contou com uma produção mais "caprichada" foi o "Gilda e Lúcia" em virtude da condição favorável de Fernandona e Fernanda: as duas estavam em um sítio da família na Serra com um espaço amplo e morando com outras pessoas especialistas no setor audiovisual.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

De forma nada convencional, "Criança Esperança" cumpriu seu papel em plena pandemia

 Como comemorar os 35 anos de um programa tão importante para a televisão brasileira e para as crianças necessitadas em plena pandemia? O "Criança Esperança" comemorou da forma que foi possível e se saiu muito bem. Nesta segunda-feira (28/09), foi ao ar a edição histórica da atração beneficente, mas sem aglomerações, inúmeras participações presenciais e doações do público. Tinha tudo para causar estranheza ou ser um fiasco. Felizmente funcionou. 

Tudo foi diferente na edição de 2020. Começando pelo cancelamento das doações do público. Em virtude da crise econômica sem precedentes que o país atravessa, a Globo preferiu não pedir dinheiro para seus telespectadores e, sim, vídeos sobre esperança. Desta vez, o foco foi a doação feita por empresas ao invés do tradicional 0500. As pessoas físicas mandaram gravações curtas com mensagens motivacionais. O resultado ficou bonito de se ver. 

Comandado ao vivo, dos Estúdios Globo, por Fátima Bernardes, Luis Roberto, Tiago Leifert, Jéssica Ellen, Luciano Huck e Maju Coutinho, o programa contou com apresentações produzidas remotamente, como as de Ludmilla, Luan Santana, Zé Neto e Cristiano, Ivete Sangalo, Iza e Alcione.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Globoplay aposta em "Making Five" para a divulgação de "As Five"

 Uma das maiores apostas da Globoplay, serviço de streaming da Globo, é "As Five", série derivada da bem-sucedida temporada "Malhação - Viva a Diferença", reprisada atualmente por conta da pandemia do novo coronavírus. Tanto que o mistério em torno da estreia foi mantido por muito tempo. Só em julho revelaram a data: 12 de novembro. Mas antes fizeram muitos enigmas sobre o famigerado dia para render engajamento com os fãs. Agora outra estratégia de marketing foi criada através de uma espécie de spin-off chamado "Making Five". 


Os fãs das cinco amigas terão a oportunidade de mergulhar no universo de Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaiene Vieira), Benê (Daphne Bozaski) e Tina (Ana Hikari) e de suas intérpretes através de "Making Five". O making of faz uma viagem ao passado mostrando a formação do grupo, a escolha das protagonistas e o sucesso por trás da série que ganhou o Emmy Kids Internacional em 2018. 

Dividido em quatro episódios ---- cada um com 25 minutos ----, "Making Five" tem direção artística de Fabrício Mamberti, que também é criador do projeto, ao lado de Marcel Souto Maior. A estreia na Globoplay é hoje, quinta-feira, dia 24.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

No ar em três reprises, Lavínia Vlasak merece mais espaço na Globo

 A pandemia do novo coronavírus implicou em um festival de reprises na programação de todos os canais. E o amontoado de reexibições acabou "beneficiando" uma profissional pouco valorizada: Lavínia Vlasak. A atriz está no ar em "Totalmente Demais", "Laços de Família" (em uma participação nos primeiros capítulos) e "Mulheres Apaixonadas". Duas reprises na Globo e uma no canal a cabo Viva.  

Lavínia estreou na televisão em "O Rei do Gado" (1996), onde viveu Lia Mezenga. Ainda muito crua, não teve um grande desempenho, mas também não chegou a comprometer. Aos poucos, foi sendo escalada para outras produções e sempre se mostrou esforçada. Fez participações no remake de "Anjo Mau" (1997), "Malhação" (1998), "Chiquinha Gonzaga" (1999) e "Força de um Desejo" (1999). 

Já em "Laços de Família" (2000) fez uma breve participação como Luiza, uma patricinha fútil e arrogante, namorada de Edu (Reynaldo Gianecchini). Logo na estreia protagoniza um barraco no meio da festa de formatura do rapaz.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Tudo sobre a coletiva online de "A Força do Querer"

 A Globo promoveu semana passada uma coletiva online sobre a volta de "A Força do Querer", melhor novela de Glória Perez e um grande sucesso de 2017. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o que foi falado no delicioso bate-papo com os atores. A trama substitui "Fina Estampa" (2011) no horário nobre da emissora e tem tudo para manter o êxito de audiência da faixa, embora seja uma reprise bem mais recente. A coletiva foi dividida em duas partes. 

A primeira parte das entrevistas foi realizada na terça-feira passada (15/09) ---- com a presença de Juliana Paes, Elizângela, Mariana Xavier e Dandara Mariana ---- e a segunda na quinta-feira (17/09) ---- com Paolla Oliveira, Emílio Dantas, Maria Fernanda Cândido, Dan Stulbach, Carol Duarte e Silvero Pereira. Todos comentaram da alegria desse trabalho com a história tão bem desenvolvida por Glória. E não negaram que o imenso sucesso ajudou a deixar o clima nos bastidores ainda melhor. Até porque foi um folhetim que funcionou desde o início e vários conflitos e personagens marcaram, vide Bibi Perigosa (Juliana Paes), policial Jeiza (Paolla Oliveira), sereia Ritinha (Isis Valverde), Ivana/Ivan (Carol Duarte), entre tantos outros. 

Perguntei aos atores uma cena mais difícil que protagonizaram na trama e uma mais leve ou divertida. A querida Elizângela, intérprete de Aurora, mãe de Bibi Perigosa, nem pensou duas vezes: "A da prisão. Aquele momento em que eu tive que bater na Juliana foi difícil. Apesar dos ensaios, não sabia como fazer na hora e foi algo bem dramático", disse a veterana que viveu um de seus maiores momentos na televisão. Juliana concordou com a amiga e ainda confessou que detesta cena de briga.