sexta-feira, 30 de agosto de 2019

"A Dona do Pedaço" prende público com uma sucessão de reviravoltas

A atual novela das nove vem fazendo a alegria da Globo. "A Dona do Pedaço", semana passada, quebrou o recorde de audiência semanal com 39,2 pontos de média. A emissora não alcançava esse índice desde a última semana de "O Outro Lado do Paraíso", em maio de 2018, outro fenômeno de Walcyr Carrasco. E o autor tem feito por merecer esses índices elevados. A história se desenvolve em ritmo ágil e praticamente todos os capítulos das últimas semanas vêm apresentando várias viradas e muitos acontecimentos.


Atualmente, quase todos os núcleos estão com conflitos em decorrência de recentes reviravoltas. O esperado flagra de Maria da Paz (Juliana Paes) em Régis (Reynaldo Gianecchini) e Josiane (Agatha Moreira) resultou no recorde de audiência da novela (45 pontos) e rendeu ótimas sequências posteriores. O choro desesperador da boleira da prisão destacou o talento de Juliana e a conversa reveladora entre mãe e filha, que resultou na expulsão de Maria de sua própria casa, proporcionou a aguardada catarse em que Jô tirou a máscara de filhinha inocente. As intérpretes brilharam.

Ou seja, após o flagrante da traição, a protagonista foi presa por ter atirado no então marido e assim que conseguiu um habeas corpus ---- por conta de Amadeu (Marcos Palmeira) ---- se viu expulsa de casa pela herdeira. Três viradas em apenas dois capítulos. Mas não era o bastante para Walcyr. Logo depois Maria se deparou com Jô em sua cadeira na fábrica, a patricinha não pensou duas vezes antes de também colocar para fora a mãe de sua empresa.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Multishow prova que os fãs de "Chaves" e "Chapolin" foram desrespeitados pelo SBT

No dia 21 de maio, o Multishow estreou "Chaves" e Chapolin" em sua programação. Algo que, teoricamente, não teria qualquer relevância. Afinal, as icônicas sérias mexicanas protagonizadas por Roberto Gómez Bolaños viraram uma espécie de marca do SBT, que começou a exibi-las em 1984 e nunca mais parou.  São anos de reprises e mais reprises. Porém, o canal a cabo conseguiu surpreender em vários aspectos, fazendo a alegria dos inúmeros fãs.


Além da boa qualidade de imagem e som, a emissora se preocupou em exibir as séries em ordem cronológica e conseguiu reunir os dubladores clássicos para algumas redublagens que foram necessárias em episódios que o SBT nunca se preocupou em exibir ---- obviamente, os profissionais já falecidos foram substituídos. Ainda deixou como opção o áudio original através de ícones disponibilizados pelas operadoras de canais pagos. E o melhor de tudo foi a compra de mais de cem capítulos inéditos, incluindo alguns considerados perdidos pelos fãs.

Não por acaso, "Chaves" e "Chapolin" entraram para o topo da lista de programas mais vistos do Multishow. E impressiona a quantidade de episódios que o SBT jamais exibiu. Claro que o anúncio de "cem episódios inéditos" adquiridos pelo canal despertou uma grande expectativa, mas havia a chance de a maioria deles serem da década de 90, quando Roberto chegou a regravar várias histórias com parte do elenco e todos bastante envelhecidos.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

"Bom Sucesso" é uma novela para assistir sorrindo

A atual novela das sete da Globo está há pouco mais de um mês no ar e já pode ser considerada um fenômeno de audiência. Com 30 pontos de média até agora ---- desde 2006 uma novela das 19h não superava essa marca no mesmo período ----, "Bom Sucesso" vem fazendo jus ao seu título e merece o prestígio dos telespectadores. A história escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, conquistou o público e as razões não são poucas, pelo menos até o momento. Resta torcer para que siga assim.


A premissa do folhetim até parece um pouco fúnebre ou dramática demais: a troca de exames entre um senhor milionário com um câncer terminal e uma humilde mulher trabalhadora do subúrbio  do Rio de Janeiro. Nada contra os dramas, por sinal. Porém, a faixa das 19h se caracterizou por obras mais leves e cômicas. Então, um enredo com uma história 'pesada' poderia afastar o telespectador. Mas os autores estão conduzindo essa temática em torno da chegada da morte com uma sensibilidade ímpar.

A relação de amizade entre Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antônio Fagundes) vem se mostrando a cada dia mais encantadora e a sintonia dos atores salta aos olhos. Rosane e Paulo ainda acertaram com a rapidez do término das confusões envolvendo a troca dos exames.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Fernanda Young deixa uma lacuna que não será preenchida

O ano de 2019 não anda nada fácil. Em meio a inúmeras grandes perdas no meio artístico, o Brasil perdeu Fernanda Young na madrugada do último sábado (24/08). A atriz, autora, apresentadora e escritora sofria de asma e sofreu uma parada cardíaca durante uma crise. Os médicos não conseguiram reanimá-la. Faleceu aos 49 anos. Foi enterrada na tarde de domingo, no cemitério de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.


A morte inesperada de uma mulher tão jovem chocou todos os fãs e a classe artística. Fernanda deixou o marido, Alexandre Machado, e quatro filhos: as gêmeas Cecília Maddona e Estela May, de 19 anos; Catarina Lakshimi, de 10 anos e John Gopala, também de dez anos. Os nomes de seus herdeiros, por sinal, já deixam claro que Fernanda não era uma pessoa qualquer. Sarcástica, de opiniões firmes e multifacetada, a profissional, que se saía bem em todas as áreas que se dedicava, se consagrou como autora.

Ela e o marido são responsáveis por várias séries de imenso sucesso na televisão, sendo "Os Normais" a mais lembrada até hoje. A trama protagonizada por Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) conquistou o público e durou menos no ar do que se imagina: apenas dois anos (2001/2003). Mas originou dois filmes que repetiram o sucesso.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Reprise de "Por Amor" expõe a mudança de comportamento da sociedade

Normalmente, quando a reprise de uma novela faz sucesso é natural afirmar que a história é atemporal. Ou seja, funciona bem em qualquer época e por isso sempre cai nas graças dos público. É o caso de "Vale Tudo", por exemplo. O fenômeno de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasséres caiu na boca do povo em 1988 e até hoje é lembrada. Também teve um grande êxito nas três vezes que foi reexibida ---- em 1992, no "Vale a Pena Ver de Novo", e em 2010 e 2018 no Canal Viva. E realmente o enredo segue atual. A corrupção no Brasil pouco mudou. Todavia, "Por Amor", exibida em 1997, tem uma história que é vista de forma bem diferente hoje em dia.


A novela é um dos melhores trabalhos de Manoel Carlos e tudo o que o autor melhor desenvolve está ali: o cotidiano da classe média alta do Leblon, os tradicionais barracos familiares, uma Helena que faz tudo pela filha, uma vilã elegante e debochada, enfim. Não por acaso tem feito um grande sucesso no "Vale a Pena Ver de Novo", desde que começou a ser reprisada no dia 29 de abril, substituindo "Cordel Encantado". Também teve uma ótima audiência nas duas vezes que foi reprisada no Canal Viva, em 2010 e 2017. O bom retorno do público é muito merecido. É um novelão da melhor qualidade.

Mas é preciso ressaltar os vários conflitos da história que eram normais na época e atualmente não são mais tolerados. O próprio texto, sempre elogiado pelo refinamento de Maneco, contém declarações que hoje soam absurdas. Um bom exemplo foi até cortado na reprise da Globo provavelmente porque a cúpula da emissora achou não apropriado para os dias atuais. Mas deveriam ter exibido justamente para comprovar como a sociedade evoluiu com o tempo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Quinta temporada da "Escolinha do Professor Raimundo" acerta com homenagem aos veteranos

A estreia da primeira temporada da nova "Escolinha do Professor Raimundo" foi em novembro de 2015, no Canal Viva. O remake foi para prestar uma justa homenagem ao inesquecível humorístico comandado por Chico Anysio. O sucesso foi tamanho que a Globo acabou transmitindo a temporada em sua grade e o projeto está até hoje no ar em uma esquema de parceria entre a tevê aberta e a cabo. Tanto que quinta temporada estreou no início de julho no Viva e começou a ser exibida no final do mesmo mês na Globo.


O programa original surgiu no rádio, em 1950, e depois foi para as TVs Rio, Excelsior e Tupi. Sua estreia na Globo foi em 1990, ficando no ar até 1995, e voltando em 1999 como quadro do antigo "Zorra Total". A atração de sucesso começou a ser reprisada no Viva em 2010, assim que o canal foi inaugurado, e as reprises obtiveram um ótimo retorno de audiência. Assim como era com a "Escolinha" original, o remake é dirigido por Cininha de Paula e o principal personagem, que serve de escada para os demais, é interpretado muito bem por Bruno Mazzeo.

O elenco, escolhido, por sinal, se destacou desde o primeiro momento, confirmando o êxito na escalação. Embora todos tenham imprimido tons um pouco diferentes (nem poderia ser completamente igual), os alunos mantêm o DNA que consagrou tantos perfis icônicos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Juliana Paes se entrega e emociona no flagra mais esperado de "A Dona do Pedaço"

A surra mais esperada de "A Dona do Pedaço" (de Maria da Paz na filha) lavou a alma do público, rendeu recorde de audiência (41 pontos) e destacou o talento de Juliana Paes e Agatha Moreira. Porém, Walcyr Carrasco ainda tinha outra aguardada catarse de sua novela na manga: o flagra de Maria da Paz em Jo e Régis (Reynaldo Gianecchini). A cena era ansiada pelos telespectadores há muito tempo e o autor usou o mesmo ''esquema" da outra sequência impactante ---- encerrou com o gancho do capítulo de sábado e finalizou no início do de segunda-feira (19/08).


O flagrante de traição é um dos maiores clichês da teledramaturgia e sempre costuma render boas cenas. A situação do atual folhetim das nove da Globo, inclusive, lembrou a antológica cena de "Verdades Secretas" (2015), do mesmo autor, quando Carolina (Drica Moraes) flagrou a filha Angel (Camila Queiroz) na cama com Alex (Rodrigo Lombardi), seu então marido. As duas mulheres traídas abusaram da ingenuidade (ou burrice) ao longo das histórias, despertaram a torcida de quem assistia e também seguravam um revólver na hora do aguardado momento. A diferença foi o desfecho.

Maria da Paz não se suicidou como Carolina. A protagonista da trama pela primeira vez assumiu o DNA da sua família de matadores e atirou no marido, iniciando uma nova virada na trama de sucesso do escritor. Após ter sido alertada por Rock (Caio Castro) e tentado fugir da verdade mais uma vez, a boleira ficou com a desconfiança em seus pensamentos e a quase revelação de Teo (Rainer Cadete) foi o ponto final na cegueira completa da personagem.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

"O Cravo e a Rosa" repetiu o sucesso no Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar "O Cravo e a Rosa" no dia 25 de março. Desde então, a novela, que marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo, em 26 de junho de 2000, vem fazendo um imenso sucesso. Registra, inclusive, segundo dados oficiais, a maior audiência da história do canal a cabo, que surgiu em 2010. Nem mesmo as reexibições de "Vale Tudo" e Tieta", até então recordistas na média geral da emissora, conseguiram um feito igual. Isso apenas comprova a força que o autor tem com o público.


E o folhetim é realmente irresistível. Não por acaso está na lista das melhores tramas do Walcyr. A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920. Portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Mariana Santos está ótima em "Malhação - Toda Forma de Amar"

Entre 2006 e 2015, o grande público pôde conhecer Mariana Santos. A atriz integrava o elenco do antigo "Zorra Total" (hoje apenas "Zorra"), humorístico da Globo exibido aos sábados. Embora tenha interpretado várias personagens no programa ao longo dos anos, ganhou destaque como a tagarela Dirce e o bordão "Você fala demais, Aderbal" fez um imenso sucesso. Hoje, ótima como Carla em "Malhação - Toda Forma de Amar", a intérprete expõe sua versatilidade e prova que merecia oportunidades como essa há um bom tempo.


Carla é uma perfil com boas camadas e tem momentos de drama e comédia. Ou seja, um prato cheio para a atriz mostrar do que é capaz. A dona da lanchonete "Baixadas" é mãe de Thiago (Danilo Maia) e Raíssa (Dora de Assis). Criou os filhos praticamente sozinha porque o marido acabou assassinado em uma tentativa de assalto. Em virtude da tragédia, é uma mãe superprotetora. Ainda transborda empatia, pois abrigou Rita (Alanis Guillen) em sua casa e a ajudou em um momento difícil. O quarteto acabou virando uma família unida.

A personagem ainda protagoniza um divertido triângulo amoroso com Madureira (Henri Castelli) e Marco Rodrigo (Júlio Machado). A amizade colorida com o responsável pela ONG "Boa Luta" rende boas cenas e as brigas com o policial sempre provocam risadas.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Aziz foi assassinado em "Órfãos da Terra" e ninguém se importa

A atual novela das seis da Globo começou muito empolgante e elogiada por público e crítica. Isso já é sabido. Todavia, também é de conhecimento geral que "Órfãos da Terra" se perdeu completamente e não apresenta mais qualquer atrativo ou resquício do que era em seu primeiro mês. A verdade é que a história morreu junto com Aziz Abdallah (Herson Capri). E o mais estranho é justamente a razão dessa morte. Afinal, por que mataram o maior vilão do enredo se nem um mistério em torno do crime foi criado?


A identidade do assassino não é revelada, mas parece um mero detalhe a ser descoberto na última semana  de folhetim. Ninguém se importa com o crime e as investigações simplesmente acabaram. Não se toca mais no assunto e nem o famigerado recurso do "quem matou" vem sendo explorado por Duca Rachid e Thelma Guedes. Esse fato, inclusive, poderia até ser uma atitude ousada das autoras. Afinal, fugiram de um dos grandes clichês da teledramaturgia. Mas não é o caso. Isso porque ambas seguem abusando do artifício dos vários sequestros para o roteiro se movimentar.

E se o recurso do mistério em torno de um assassinato não seria usado, fica difícil compreender o objetivo da retirada de um personagem de vital importância para a novela. Evitar que o sheik poderoso caísse na armadilha da repetição de sequestros (como ocorre com todos os vilões das escritoras, vide "Cama de Gato", "O Profeta", "Cordel Encantado" e "Joia Rara") com certeza não foi, pois essa missão ficou para a filha, Dalila (Alice Wegmann).