quinta-feira, 31 de julho de 2014

"Boogie Oogie": o que esperar da próxima novela das seis?

A próxima novela das seis da Globo, que substituirá a lúdica "Meu Pedacinho de Chão", será de um estreante: Rui Vilhena. Argumentista português, o autor ---- que nasceu em Moçambique e passou a infância e adolescência no Rio e em Niterói ---- escreveu várias novelas para a RTP (empresa estatal portuguesa que inclui rádio e televisão públicas) e foi convidado por Aguinaldo Silva para ser um de seus colaboradores em "Fina Estampa" (2011). Após esta experiência, Rui acabou ganhando a chance de lançar um folhetim seu na emissora. A partir de então, nasceu "Boogie Oogie".


A história será passada na década de 70, trazendo de volta a discoteca, que fez tanto sucesso na época de "Dancin `Days". Aliás, esta característica acabou provocando comparações com a novela da Record, "Pecado Mortal", de Carlos Lombardi, recém-terminada, que também abordou a década em questão. Mas polêmicas à parte, a trama se beneficiará muito do período que usará como pano de fundo, uma vez que a trilha sonora marcou muitas gerações, assim como a moda, costumes, enfim.

Porém, as limitações da Classificação Indicativa atrapalharão a veracidade da obra. O uso de drogas (comum nos anos 70), por exemplo, não será mostrado, assim como bebidas alcoólicas e cigarro. As imposições do Ministério da Justiça, lamentavelmente, continuam prejudicando a produção de vários folhetins e agora não será diferente.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os vencedores da 16ª edição do "Prêmio Contigo"

A décima-sexta edição do "Prêmio Contigo!" de Televisão aconteceu nesta segunda-feira (29/07), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Encerrando a leva de prêmios das produções referentes ao ano de 2013 ---- embora tenha contado também com algumas indicações de 2014 ----, a premiação da revista mais uma vez esbanjou luxo e reuniu vários artistas do cenário nacional. Não houve muita surpresa entre os vencedores e a maioria das escolhas foi justa.


Ao contrário do que ocorreu nos anos anteriores, não houve transmissão do evento pela internet, o que prejudicou o acompanhamento do grande público. No entanto, através de várias fotos e divulgação dos premiados, o telespectador foi informado sobre tudo o que ocorria na festa. Apresentado por Taís Araújo e Lázaro Ramos, a premiação começou com a categoria Melhor Atriz Coadjuvante. E, mais uma vez, Elizabeth Savalla saiu vencedora pela sua brilhante atuação em "Amor à Vida", na pele da ex-chacrete Márcia. Ela disputou com Bruna Linzmeyer ("Amor à Vida"), Carla Cabral ("Pecado Mortal"), Giovanna Antonelli ("Em Família"), Tainá Muller ("Em Família") e Mariana Rios ("Além do Horizonte").

A segunda categoria foi Melhor Ator Coadjuvante. E Thiago Fragoso faturou graças ao seu Carneirinho, de "Amor à Vida". Niko foi um personagem ótimo, protagonizou ao lado de Félix um beijo histórico, e o ator o defendeu com competência, tendo novamente seu talento reconhecido.

terça-feira, 29 de julho de 2014

"Geração Brasil": uma novela com muito concurso e pouca história

Acabou a Copa do Mundo e a novela já está praticamente na metade. Não há mais desculpa. "Geração Brasil", infelizmente, não conseguiu se sustentar por muito tempo. Após uma estreia empolgante, a trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira começou a apresentar claros problemas no enredo, ou melhor, na falta dele. E à medida que os capítulos foram sendo exibidos, principalmente depois do período conturbado da Copa, foi possível constatar que há história de menos e concursos demais.


Isso porque até agora não houve uma trama ou um conflito que prenda a atenção do telespectador. O único personagem que apresenta algum drama é Jonas Marra (Murilo Benício). O protagonista é uma espécie de Steve Jobs brasileiro, construiu um império da tecnologia e descobriu que tem um aneurisma inoperável que pode matá-lo a qualquer momento. Porém, o personagem não se desenvolve e fica preso a situações repetitivas, como suas eternas discussões com a mãe (Gláucia Beatriz - Renata Sorrah) e idas e vindas com Pâmela (Cláudia Abreu), por exemplo.

Já os demais personagens (e são muitos, pois é elenco é grande) ficam soltos na novela, sem muita função. Manuela (Chandelly Braz) e Davi (Humberto Carrão) formam o casal protagonista mas não há conflitos na relação e nada que desperte algum interesse. Megan (Isabelle Drummond) tem como única função correr atrás de Davi e provocar sua rival.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O talento de Osmar Prado

Osmar Prado é um dos grandes atores do país. Com uma carreira sólida no teatro, no cinema e na televisão, o ator tem bons motivos para comemorar o ano de 2014. Após se curar de um câncer nas amídalas, ele simplesmente voltou ao trabalho com todas as forças e foi escalado para duas produções que souberam aproveitar seu talento: "Amores Roubados" e "Meu Pedacinho de Chão".


Na microssérie exibida em janeiro deste ano, escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, dirigida por José Luiz Villamarim, Osmar deu vida ao poderoso e influente empresário Roberto Cavalcanti, que era traído por sua esposa Celeste. O ator deu um show de atuação na pele deste personagem e fez grandiosas cenas com Dira Paes, que interpretava sua mulher. Foram grandes momentos. E cerca de três meses depois, em abril, entrou na novela das seis, que já está perto de seu término.

Em "Meu Pedacinho de Chão", Osmar Prado pôde mais uma vez crescer em cena vivendo um poderoso coronel. No caso, o Coronel Epaminondas, que inicialmente aparentava ser o grande vilão da história, mas depois acabou virando apenas um velho reclamão e rabugento, com bons toques de comicidade.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Marjorie Estiano: o grande destaque da primeira fase de "Império"

A estreia de "Império" foi promissora. A primeira fase da novela já estava prometendo com atrativas chamadas e os quatro capítulos correspondentes honraram as qualidades apresentadas. Reginaldo Faria e Regina Duarte fizeram excelentes participações, Chay Suede convenceu na pele de José Alfredo jovem, enquanto que Vanessa Giácomo deu um show vivendo a doce e sofrida Eliane, não lembrando em nada a demoníaca Aline, de "Amor à Vida". Mas entre todas estas boas atuações, é preciso fazer jus ao desempenho grandioso de uma atriz que mais uma vez comprovou sua competência: Marjorie Estiano.


Escalada para viver a vilã Cora na primeira fase, Marjorie honrou a confiança de interpretar uma das personagens mais importantes da história de Aguinaldo Silva e que já está sendo interpretada pela grande Drica Moraes na segunda fase, iniciada nesta quinta-feira (24/07). Assim que surgiu no primeiro capítulo, a atriz já mostrou que roubaria a cena na pele de um perfil muito bem construído pelo autor. E de fato roubou.

Rancorosa, amargurada e fria, a personagem não pode ser classificada como uma simples vilã. Afinal, apesar de todas as características citadas e de ter arruinado o romance de Eliane com o cunhado José Pedro, a mulher mostrou uma preocupação extrema por sua irmã, a defendeu do agressivo marido (Evaldo - Thiago Martins) e,

quinta-feira, 24 de julho de 2014

"Meu Pedacinho de Chão" e a hipocrisia do Ministério da Justiça

Recentemente, foi noticiado em vários veículos da imprensa que o Ministério da Justiça passou a 'monitorar' "Meu Pedacinho de Chão", ameaçando proibi-la de ser classificada como 'Inadequada para menores de 10 anos', alterando para 'Inadequada para Menores de 12 anos', o que implicaria na proibição de sua exibição antes das 20h. A notícia é absurda por si só e acaba expondo a hipocrisia que reina nas vigilâncias em cima de atrações televisivas, que nada mais são do que uma espécie de censura disfarçada com um nome mais pomposo.


O argumento do Ministério da Justiça para a nova classificação do remake é a exibição de cenas de drogas lícitas (no caso o álcool). Isso porque há algumas sequências onde personagens, como Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) e Coronel Epaminondas (Osmar Prado), bebem cachaça enquanto conversam em casa ou no bar. A Globo se comprometeu a tomar 'cuidado' para evitar a reclassificação.

Mas de acordo com o histórico do Ministério, toda esta 'polêmica' não dará em nada, até porque o remake escrito por Benedito Ruy Barbosa e dirigido por Luiz Fernando Carvalho chegará ao fim em agosto. Então nem haverá tempo hábil para qualquer medida e ainda que houvesse, ela também não seria tomada.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Tudo Pela Audiência": um divertido deboche aos formatos apelativos da televisão brasileira

Apostando mais uma vez no humor, após o grande lançamento do sitcom "Vai que Cola" em 2013, o Multishow estreou um novo programa na terça-feira da semana passada (15/07): o "Tudo Pela Audiência". Comandado por Tatá Werneck e Fábio Porchat, a atração tem uma proposta muito criativa: expor todas as apelações que costumam permear os canais abertos, satirizando vários programas de auditório que usam todos os subterfúgios possíveis com o intuito de elevar os índices do Ibope.


A ideia é ótima e o título do programa é extremamente apropriado. Afinal, o que se vê na atração é realmente um conjunto de situações apelativas com a intenção de elevar a audiência. Mas este conjunto nada mais é do que uma soma de vários programas de auditório conhecidos do grande público e que lutam diariamente (ou semanalmente) por uns pontos a mais no Ibope. O intuito é debochar das fórmulas já desgastadas mas que, por incrível que pareça, ainda funcionam.

São vários quadros apresentados ao longo do programa, que tem uma hora de duração e é exibido de segunda a sábado, às 22h30. Entre eles, há o 'Pra quem você tira o pastel?" ----- quadro que faz uma sátira ao 'Pra quem você tira o Chapéu', do 'Programa Raul Gil', do SBT -----, onde o convidado escolhe um pastel (dentro de cada um há o nome de alguém ou alguma coisa, no mesmo esquema do quadro original), que está grudado no corpo de uma mulher com um biquíni minúsculo.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Com trama central atraente e todos os ingredientes de uma boa novela, "Império" tem ótima estreia

A missão não é simples: elevar os baixos índices de audiência obtidos durante a exibição da problemática "Em Família" no horário nobre da Rede Globo. Porém, o primeiro capítulo de "Império", que estreou nesta segunda-feira (21/07), foi bastante animador e a história mostrou potencial para alcançar este árduo objetivo. A primeira fase (que terá quatro capítulos), passada na década de 80, começou a ser contada e todos os clichês de um bom folhetim estão presentes.


A novela começou com uma cena no Monte Roraima (localizada na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana), com José Alfredo (Alexandre Nero) mostrando para sua filha favorita (Maria Clara - Andreia Horta) um local que é sagrado para ele ---- pois lá está uma cruz com o nome de Sebastião Ferreira (Reginaldo Faria), o homem que lhe deu tudo na vida. Depois desta sequência, há uma ida ao passado ---- recurso que já virou um dos maiores clichês das novelas e minisséries da Globo ----, onde toda a trama do protagonista, que enriqueceu e virou o dono de uma grande rede de joalherias --- chamada Império ---, se inicia.

José Alfredo procura abrigo na casa do irmão Evaldo (Thiago Martins) e da cunhada Eliane (Vanessa Giácomo), no Rio de Janeiro, em busca de uma oportunidade na cidade grande. Mas ao invés de arrumar um emprego, ele acaba encontrando um amor. E a mulher amada é justamente a esposa de seu irmão, que corresponde ao sentimento.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Luiz Fernando Carvalho acerta novamente ao inserir a chegada do inverno em "Meu Pedacinho de Chão"

"Meu Pedacinho de Chão" não é uma novela movimentada, pelo contrário, há uma escassez de acontecimentos relevantes. O ritmo é muito devagar e a história contada não apresenta muitas possibilidades de conflitos. Portanto, provocar uma virada em uma trama deste tipo é praticamente impossível. Mas, surpreendendo a todos, Luiz Fernando Carvalho conseguiu dar um novo fôlego à novela com a chegada do inverno.


Em mais uma sequência de encher os olhos, o diretor apresentou para o telespectador uma sucessão de imagens lindíssimas, com a neve começando a cair, cobrindo toda a Vila de Santa Fé, para a surpresa e alegria dos personagens. Os flocos brancos vindos do céu, ao som de uma tocante trilha, eram pura poesia. E o bonito momento serviu para marcar uma espécie de nova fase da trama; só que ao invés de ocorrer alguma reviravolta no roteiro, houve uma drástica mudança em toda a estética da produção.

Toda a cidade cenográfica ficou coberta de neve e gelo (artificiais, obviamente), e todo o colorido forte cedeu espaço para cores mais suaves e gélidas. O mesmo aconteceu com o figurino dos personagens, que passaram a usar roupas ainda mais espalhafatosas e incrementadas, como se todos estivessem no Polo Norte.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Repleta de problemas, "Em Família" chega ao fim marcada como a pior novela de Manoel Carlos

Para o alívio da Globo e de muitos atores envolvidos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (18/07), "Em Família". A última novela de Manoel Carlos, lamentavelmente, não fez jus ao seu respeitado currículo, foi repleta de problemas, não conquistou o público, não repercutiu, e terminou sendo o pior Ibope da história do horário nobre da emissora (tendo uma média ainda pior do que o fracasso "Salve Jorge"). Sem dúvida, um trabalho para ser esquecido, mas que acaba ficando marcado como o pior folhetim de Maneco.


A história, que teve três fases, começou num ritmo muito arrastado, desanimando quem assistia. O equívoco da parceria Maneco/Jayme Monjardim voltou a ficar evidente. Mas a segunda fase ---- com o surto de Laerte, que enterrou Virgílio vivo, provocando uma virada na trama ---- apresentou bons conflitos, fortes cenas e despertou interesse em relação aos futuros acontecimentos que a novela apresentaria na terceira fase. Entretanto, assim que a terceira parte foi iniciada, vários problemas foram ficando bem claros. 

Além do ritmo ter voltado a ficar muito arrastado, a questão das idades dos personagens ficou inverossímil. Vanessa Gerbelli (Juliana) foi escalada para viver a tia de Júlia Lemmertz (Helena), que por sua vez era filha de Natália do Vale. Já Thiago Mendonça foi escolhido para viver Felipe, o irmão de Clara, um rapaz mais velho que Giovanna Antonelli, e Ana Beatriz Nogueira foi colocada como mãe de Gabriel Braga Nunes.