segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com uma bem elaborada trama, "Dupla Identidade" tem ótima e promissora estreia

Após uma sucessão de chamadas atrativas e bem feitas, estreou, nesta sexta-feira (19/09), "Dupla Identidade", a nova série de Glória Perez. Dirigida por Mauro Mendonça Filho, a trama conta a história de um serial killer com sede de sangue e que é um homem acima de qualquer suspeita. Um enredo incomum no universo brasileiro, embora "As Noivas de Copacabana" (1992) tenha sido uma produção inesquecível e muito marcante.


Escalado para viver o assassino, após o próprio ator ter lutado pelo papel e ter feito testes para interpretá-lo, Bruno Gagliasso impressionou logo na estreia. Ele está impecável na pele do galanteador homem que manipula os outros com grande facilidade e demonstra uma absurda frieza quando elimina suas vítimas, sempre mulheres escolhidas de forma aleatória. Seu olhar diabólico, ao mesmo tempo parecendo um animal selvagem em busca da presa, assusta e impacta.

A ideia da autora de colocar o personagem como um homem inteligente, simpático, sedutor e solidário foi uma sacada de mestre, afinal, é um tipo acima de qualquer suspeita. Eduardo Borges é formado em direito e estudante de psicologia, que trabalha no escritório de advocacia de Assis (Gláucio Gomes) e se aproxima do senador Oto Veiga (Aderbal Freire Filho) para experimentar também o poder político.
Tudo o que faz é pensado e calculado. Enquanto alguns pensam que o manipulam, na verdade é ele quem está no controle.

E para completar sua máscara social, Edu reserva um dia por semana para trabalhar como voluntário em um grupo de apoio à vida, atendendo ligações de pessoas depressivas em busca de ajuda. Ou seja, ele tenta evitar que pessoas se matem através de conselhos de autoajuda. Uma grande ironia. Bruno Gagliasso está vivendo um tipo que tem tudo para ser o melhor de sua carreira, sem dúvida alguma.

O serial killer ainda começa a se envolver com Ray (Débora Falabella, também impecável), uma mulher que sofre do Transtorno de Borderline ---- doença que deixa as emoções a flor da pele, onde a pessoa deposita no outro todos os seus sentimentos e apresenta constantes mudanças de estado emocional -----, que se apaixona imediatamente por ele. É uma relação perfeita, pois o personagem domina a mulher por completo e tem prazer de estar com ela e tê-la em suas mãos.

O início deste relacionamento já começou a ser abordado no primeiro episódio, ao mesmo tempo que as investigações da polícia, pois Edu já começa a trama matando com toques de crueldade uma mulher (Yanna Lavigne) com quem encontra na rua, de madrugada. A cena do assassinato, inclusive, foi muito bem feita, principalmente o clima sombrio criado na situação, com um vento forte e folhas das árvores caindo.

Marcello Novaes está ótimo vivendo o delegado honesto e incorruptível Dias, enquanto que Luana Piovani pecou pelo exagero com sua investigadora Vera. Já Aderbal Freire Filho foi outro acerto do elenco, assim como Marisa Orth, vivendo Sylvia, esposa do político, e totalmente voltada para o drama, sem nenhum viés cômico. A atriz pôde mostrar sua versatilidade e já se destacou.

"Dupla Identidade" teve uma ótima e promissora estreia. Cumpriu com louvor tudo o que as bem elaboradas chamadas tinham apresentado ao público antes do início da produção. Resta torcer para que o nível se mantenha assim até o último episódio ---- serão 13 ao todo. Capacidade para isso há e de sobra.

55 comentários:

Anônimo disse...

Pode ser boa essa serie mas não tenho paciência mais pra TV atualmente. Sergio, fale sobre Historia de Amor que esta tendo um ibope estrondoso no viva, o que você acha dessa novela? Pra mim é a melhor disparado do Manoel Carlos de todas que já vi e a maioria concorda numa enquete que um site fez.

Ana Carolina disse...

Sérgio, achei a série boa mas esperava mais. Porém vou continuar acompanhando pq nem tem muito mais coisa pra ver atualmente na tv depois de O Rebu. Débora e Bruno estão mt bem.

Rafael disse...

Me surpreendi positivamente com a série até pq nunca gostei da Glória commo escritora. Mas dessa vez ela parece inspirada. Basta não começar a viajar na maionese como costuma fazer em suas novelas... Concordo com a crítica.

Anônimo disse...

CONCORDO, A SÉRIE É BOA E TAMBÉM ME EMPOLGUEI COM A ESTREIA. RESTA SABER SE MANTERÁ A BOA IMPRESSÃO.

Felipe disse...

Bruno Gagliasso dá medo nesse papel! Ele está muito bem mesmo e tinha medo que ele fosse falar pra dentro como havia fazendo nos seus últimos personagens mas ele se saiu muito bem. Os outros atroes aparecerem pouco então nem tem como saber, embora tenha achado a Luana exagerada também.

✿ chica disse...

Não consegui assistir, Sérgio! Deixo um abração, desejando uma linda primavera! chica

Amanda Ventura disse...

Estava apostando nesta série e a estreia correspondeu totalmente às minhas expectativas. Desde Donato Menezes de As Noivas de Copacabana não víamos um serial killer na tv brasileira.

O inédito agora é a figura da psicóloga forense, um tipo de personagem bastante comum em séries americanas e européias, e que a tv brasileira pegou emprestado.

Os dois protagonistas de Dupla Identidade, por sinal, me lembraram muito os da série britânica The Fall: um psicopata que se passa por cidadão acima de qualquer suspeita e faz trabalho voluntário aconselhando pessoas em crise e uma policial sensual especializada em mentes doentias, chamada especialmente para auxiliar no caso, e que no passado teve um romance com o responsável pela investigação.

Mesmo que os personagens não sejam lá muito originais, o enredo prende e dá vontade de assistir aos próximos capítulos. Principalmente pelo olhar assustador de Bruno Gagliasso no final, olhar de predador observando a presa, Promete.






Lucas disse...

Parece que a autora fugiu do seu jeito já conhecido de escrever: novelas temáticas. Isso é bom, na real eu nunca curti muito as novelas dela, a unica novela dela que acompanhei foi O Clone, mas torço por ela, parece que ela ta espiradona.

P.S. Anônimo, esquece cara, ele não vai escrever sobre Histórias de Amor, mas se fosse do WC ele já tinha dado sua opinião umas 7x, pra ter uma ideia o nosso critico chegou a desenterrar "Chocolate com pimenta" só para reafirmar que, na opinião dele o WC é o melhor autor de novelas do Brasil. Fazer o que, a imprensa é parcial, temos que nos acostumar =/

Anônimo disse...

Lucas, vc está errado. O Sérgio já escreveu sobre A Viagem, Tieta e também Chocolate com pimenta que foram ótimas novelas, qual o problema?

Andressa Mattos M. disse...

Sérgio, até me surpreendi com o fato dessa produção ser da Glória. Ela finalmente deixou de lado aquelas chatices de temas estrangeiros e dancinhas pra focar em algo de mais qualidade. Já que o tema dos comentários é Walcyr, ele elogiou a série no twitter dele. Eu acho que irei acompanhar mas não nego que O Rebu ainda ficará sem uma substituta. O vazio ainda está grande, amigo. Beijo.

Wallace disse...

Estreia foi boa mas não achei incrível. Vamos ver se me conquista nos próximos episódios. Me lembrou muito aquela Na Forma da Lei. A Luana até tá interpretando uma personagem igual.

juliana s disse...

Sérgio, eu adorei a série, tem tudo pra ser um sucesso. E com uma trilha sonora que faz as cenas ficarem ainda mais assustadoras.Eu acho que deveria passar um pouco mais cedo. bjos

Anônimo disse...

Nossa, Walcyr Carrasco é péssimo. O texto dele é pobre demais, os diálogos daquela novela Amor a Vida chegavam a ser constrangedores.

Anônimo disse...

Tb gostei dessa série! Gagliasso está perfeito. E 13 episódios é um bom número pra contar uma boa história.






Thamires

Lulu on the Sky disse...

Olá, Sérgio.
Gostei demais dessa série, só algumas atuações eu achei fracas como a da Luana Piovani e do Marcelo Novaes, quem sabe nos próximos episódios melhore.
Big beijos

Lulu on the Sky

MARILENE disse...

Sergio, gostei tanto das chamadas e, por uma distração, perdi o primeiro capítulo. Aliás, sua postagem é inspiradora e vou ficar mais atenta, para poder acompanhar a trama. Bjs.

Anônimo disse...

Gostei muito da estreia mas é precipitado falar qualquer coisa ainda. É cedo.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Também gostei muito da estreia e da atuação do Bruno Gagliasso. O olhar do personagem provoca calafrios. Fiquei pensando qual seria o destino da personagem Ray: será outra vítima do Edu ou ajudará a polícia a desmascará-lo? A direção das cenas foi perfeita.

Pedro Bertoldi disse...

Olá Sérgio,

Dupla Identidade apresentou um capítulo com muitas qualidades. O primeiro bloco iniciou muito bem a série, apesar da interpretação fraca e robótica de Luana Piovanni.
Glória parece ter aprendido com os erros de Salve Jorge, onde tentou incorporar uma trama policial (mas pecou pela falta de verossimilhança).
Em Dupla Identidade, a autora mostrou ainda que sabe diferir bem o formato de série com o de novela.
O capítulo foi ágil, teve nexo e a história está começando a se ligar.
Outro ponto positivo foi a relação política em pleno ano eleitoral. Isso mostra um amadurecimento da Globo que fugia desse assunto em anos de eleição.
Ponto pra autora que conseguiu prender atenção do público e mostrou que sabe muito bem criar uma boa e impressionante história.

Sérgio Santos disse...

Anônimo, a melhor do Maneco pra mim é Laços de Família empatada com Mulheres Apaixonadas. Mas tb acho essa ótima. E tem muita gente me pedindo pra escrever sobre História de Amor. Vou escrever e postarei nessa semana.

Sérgio Santos disse...

Que saudades de O Rebu, Ana. bjsss

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Rafael, e tb gostei.

Sérgio Santos disse...

Veremos, anônimo.

Sérgio Santos disse...

O Bruno está impecável mesmo, Felipe. Acho que tem tudo pra ser a melhor atuação dele na carreira. Achei Luana exagerada, mas pode melhorar.

Sérgio Santos disse...

Pra vc tb, Chica. bjs

Sérgio Santos disse...

Tb correspondeu as minhas, Amanda. A série é caprichada, está bem produzida e a trama despertou interesse, embora não seja original. E o Gagliasso está incrível mesmo. O elenco todo, aliás, Só achei mesmo a Piovani meio fora do tom, mas pode se recuperar a tempo.

E as expressões do Bruno estão assustadoras. Vamos ver os próximos episódios e que mantenham o nível. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Pelo visto vc só odeia mesmo o Walcyr, Lucas, o resto vc respeita mesmo que não goste do estilo. Eu nunca fui fã das tramas da Glória, mas essa série está mt boa. E vou escrever sobre HDA, não se preocupe. Mas se eu desenterrei A Viagem, Tieta, A Próxima Vítima e tantos outros sucessos pq não posso desenterrar o megassucesso Chocolate com Pimenta?

Sérgio Santos disse...

Anônimo, apenas te complementando, tb já escrevi sobre A Próxima Vítima e Mulheres Apaixonadas.

Sérgio Santos disse...

Andressa, eu vi o elogio do Walcyr à série. Ele e Glória são bem amigos. E a série é boa mesmo. Mas outra produção como O Rebu será difícil, foi a melhor do ano. Saudades. bjs

Sérgio Santos disse...

Wallace, entendo a comparação que vc fez com Na Forma da Lei, embora sejam tramas distintas. Mas vamos ver como os próximos episódios serão.

Sérgio Santos disse...

A trilha sonora tb foi mt boa, Juliana. Boa menção. Tb acho que deveria ir antes do Globo Repórter.

Sérgio Santos disse...

Constrangedor pra vc, anônimo, mas fez sucesso e tanto que vc tá aí falando da novela mesmo tendo acabado em janeiro. E olha que veio a péssima Em Família depois. Aliás, já que vc falou, não custa colocar que a novela já é uma das mais vendidas da Globo e faz sucesso por onde passa. Merecido.

Sérgio Santos disse...

Tb acho um bom número, Thamires. bjs

Sérgio Santos disse...

Tb gostei, Lulu, mas gostei do Marcello Novaes. Já a Luana achei exagerada. bjs

Sérgio Santos disse...

Tente dar uma olhada, Marilene. bjssss

Sérgio Santos disse...

Ok, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Pois é, Elvira, o destino da Ray é uma incógnita. Eu acho que ele não matará ela e nem a mesma o denunciará à polícia, caso descubra algo. A relação será bem doentia. O olhar do Bruno tá assustador mesmo. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Concordo com vc, Pedro. E em Salve Jorge tinha uma trama policial mesmo, mas foi tão pessimamente conduzida que não tinha como dar crédito. Mas agora parece que está tudo muito bem feito e escrito. Gostei bastante da estreia e a série promete. abçsssss

OX disse...

Sérgio, boa crítica. Achei a estreia mediana. Vi algumas falhas no roteiro que não gostei e achei o elenco irregular. Bruno e Debora estão muito bem mas não gostei do restante, tirando Marisa Orth. Vamos ver se me empolgo mais no segundo episódio. Verei na próxima sexta. Abraço.

Kellen Bittencourt ( Trilhamarupiara) disse...

Olá amigo, o Bruno está dando um show, logo de cara já me conquistou como telespectadora, esta série será ótima, assim como foi o Rebu! Abraçosss

Amanda Ventura disse...

Sérgio, também não gostei da atuação de Luana. Desde as chamadas da série as falas dela me pareceram decoradas e artificiais. Fica difícil não comparar com Gillian Anderson em The Fall, devido à semelhança entre as personagens.

Lucas disse...

Bah cara que bom que tu vai escrever sobre Histórias de Amor. Achei que teu lado brega estava te dominando, isso que dar ficar olhando WC e seus "sucessos".. rsr

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Interessei-me pela série tão logo vi as chamadas, mas a estreia me passou despercebida. Como pretendo ver, achei ótima a sua postagem, que me deu um excelente perfil da trama.

Abraço.

Anônimo disse...

Vi o primeiro episódio e alguns promos. É evidente plágio feito em cima da britânica "The Fall" em pelo menos 90% dos aspectos. Tudo muito pouco originalmente parecido. Num dos promos temos até o caderno com colagens e desenhos do assassino. Personagens, plot, caracterização e o gato x rato entre a personagem que Luana Piovani interpreta de maneira dura e com um texto que, na maior parte do tempo peca pela formalidade, didática e dureza. Convenhamos, policiais não falam assim. A falta de realidade também nos afasta da premissa, já que temos aqui tecnologia que não vimos nem nas investigações do original britânico. A própria delegacia é mais elaborada e irreal. A serie é de fato esteticamente bem realizada, mas devemos pensar: Em até que ponto isso não nos afasta da realidade. Vemos bossas como sombras conversando, cenas lúdicas que em nada ajudam no verdadeiro problema aqui, o conteúdo. Sugiro que os leitores assistam "The Fall". São 5 episódios enxutos, sem bossa desnecessária, roteiro sem mandrakismos (tivemos o relógio quebrado na hora do crime em dupla identidade, pelo amor de deus) e atuações excelentes como a de Gilian Anderson, que acho que Luana deveria ter assistido antes de aceitar o papel e passar essa vergonha. Esforço válido, mas resultado no geral, deplorável e previsível. Principalmente para quem viu "The Fall".

Carlos disse...

So vi a serie ontem no gshow e concordo com a Amanda e o anonimo ai de cima que é copia do The fall e tb achei a Luana pessima no papel.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Ox. Entendo seu ponto de vista. Vamos ver o segundo episódio então. abçsss

Sérgio Santos disse...

Kellen, o Bruno deu show logo de cara mesmo. Está ótimo. bjs

Sérgio Santos disse...

Pois é, Amanda, ela está exagerada no papel. Tomara que melhore. Eu nem tenho como comparar pq dessas séries só vejo Revenge mesmo. bjss

Sérgio Santos disse...

Já tá escrito, Lucas. E não precisa colocar sucessos entre aspas não pq todos os sucessos dele foram legítimos. Mas aproveite o texto de História de Amor que vc tanto gostou.

Sérgio Santos disse...

Que bom que a postagem ajudou, Vera. bjão!

Sérgio Santos disse...

Anônimo, não vi essa série, mas nada tenho contra atrações que se inspirem em outras séries. Sobre realidade, isso irá piorar pq li que a polícia terá um equipamento muito moderno e que nem existe no Brasil. Ou seja, vc irá gostar menos ainda. abçsss

Sérgio Santos disse...

Carlos, achei a Luana fraca tb. Mudando de assunto, senti falta do seu comentário sobre o fim de A Grande Família. abçs

Uma Interessante Vida disse...

A Globo acertou em cheio com essa minissérie... muito bem escrita... elenco bem selecionado... Fico feliz pela evolução. Assisti ao primeiro dia e verei hoje. bjs

Sérgio Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sérgio Santos disse...

Acertou mesmo, Barbie. bjsss