terça-feira, 27 de junho de 2017

Crescendo cada vez mais na pele da passional Bibi, Juliana Paes brilha em "A Força do Querer"

Um dos vários acertos de "A Força do Querer" é a escolha das três protagonistas. Todas foram muito bem selecionadas por Glória Perez, que escreveu o perfil mais adequado para cada uma. Tanto que Paolla Oliveira, Isis Valverde e Juliana Paes estão brilhando com mérito. Outro êxito foi a sábia ideia da alternância de protagonismo, dando espaço para cada uma se destacar, tendo o seu momento. Primeiro foi Ritinha, responsável pelos conflitos das primeiras semanas, depois veio a policial Jeiza, e agora chegou a vez de Bibi.


A personagem, inspirada em um caso real, ficou 'adormecida' no início da novela. Suas aparições se resumiam em momentos melosos com Rubinho (Emílio Dantas), homem metido a malandro com quem se casou ---- e teve um filho, André (João Bravo) ----, após ter abandonado o advogado Caio (Rodrigo Lombardi) no primeiro capítulo. Os poucos conflitos do núcleo tinham como base a implicância de Aurora (Elizângela), que nunca aceitou o novo genro, principalmente por causa da vida de dificuldades que eles passavam.

Agora, com a prisão de Rubinho por tráfico de drogas, Bibi começou a crescer na trama, destacando o conhecido talento de Juliana Paes. A obsessão daquela mulher pelo marido tem ficado a cada dia pior, a ponto dela passar por cima de qualquer um para conseguir livrá-lo da cadeia.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Bom ator, Fábio Assunção merece respeito e precisa aceitar ajuda

O ator Fábio Assunção foi preso em flagrante no último sábado (24/06), na cidade de Arcoverde (sertão de Pernambuco), sob acusação de dano qualificado ao patrimônio público, desacato a autoridade, desobediência e resistência a prisão. Ele pagou fiança e foi liberado. As imagens divulgadas na internet mostraram o intérprete com o nariz sangrando, bêbado e completamente alterado, esbanjando agressividade.


A 'espetacularização' das imagens do estado degradante do ator mostra que a sociedade está realmente doente. O deboche de várias pessoas, inclusive das que estavam ao redor do ator no local, comprova que muitas vezes o sucesso desperta ódio e inveja a ponto de torcer para o naufrágio de quem conseguiu chegar a um patamar de prestígio. Triste isso. Mas, é fato que não foi a primeira vez que o profissional se envolveu em polêmicas. Sua carreira está marcada por várias situações em torno da dependência química.

Em 2008, o ator foi escalado para viver o malandro Dodi, em "A Favorita" (de João Emanuel Carneiro), mas desistiu do papel e a suspeita na época era justamente o vício em drogas. No mesmo ano, em "Negócio da China", novela das seis de Miguel Falabella, ele ganhou o mocinho Heitor.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Reprise de "Por Amor" no Viva relembra a essência de Manoel Carlos

"Por Amor" foi um dos maiores sucessos do consagrado Manoel Carlos e deixou sua marca na história da teledramaturgia. Qualquer telespectador que ama novelas lembra o enredo desse folhetim tão envolvente do autor. A trama foi reprisada no "Vale A Pena Ver De Novo" entre julho de 2002 e janeiro de 2003, repetindo o êxito com o público. Já em 2010, pouco tempo depois da inauguração do Viva, foi a vez de ser reexibida no canal a cabo. Agora, passados sete anos, a produção vem sendo reprisada novamente pelo mesmo Viva.


Inicialmente, essa re-reprise foi bastante questionada pelos telespectadores do canal, que acharam um absurdo passar mais uma vez uma obra que já tinha ido ao ar anos antes, tendo tantos outros folhetins antigos disponíveis. De fato, a decisão do Viva surpreendeu. Porém, embora realmente reprisar uma trama já reexibida seja discutível, "Por Amor" é um produto que nunca se esgota. Maneco esteve inspiradíssimo e esse foi um de seus melhores e mais aclamados trabalhos. Tanto que a qualidade do conjunto pode ser mais uma vez observada com clareza.

A Helena vivida por Regina Duarte foi uma das melhores do escritor, levando em consideração que a grande atriz já havia interpretado outra Helena em "História de Amor", do mesmo Maneco, tão bem construída quanto ---- e outra em "Páginas da Vida". O título da obra, inclusive, foi claramente referente ao ato assustador da protagonista, que não titubeou em trocar o neto morto pelo seu filho vivo em uma das cenas mais marcantes e densas da teledramaturgia.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Renato Góes e Sophie Charlotte honram o protagonismo de "Os Dias Eram Assim"

A atual produção das onze (que a Globo teima em chamar de "supersérie", mas não passa de uma novela como todas as anteriores) tem qualidades, como a trilha sonora selecionada a dedo e o elenco recheado de talentos. Entretanto, o roteiro é o principal defeito. Há poucos conflitos e a história não se sustenta. O único drama do enredo é o romance dos mocinhos, que movem todos os demais personagens, direta ou indiretamente. E em virtude de tamanha importância, é vital elogiar o desempenho de Renato Góes e Sophie Charlotte.


Os dois estão irretocáveis, fazendo jus ao protagonismo da história. Renato e Alice são perfis bem construídos pelas autoras Alessandra Poggi e Angela Chaves, que se preocuparam em fugir do pedantismo de muitos mocinhos, inserindo uma firmeza admirável na postura de ambos, cujas características se mostram cativantes e humanas. Eles esbanjam integridade, mas não são chatos ou bonzinhos demais. Sabem se impor sempre que necessário e não abaixam a cabeça para ninguém. Posturas assim nas décadas de 70 e 80 (época de Ditadura, conservadorismo e repressão) demonstravam uma coragem bem maior do que hoje em dia.

Renato representa a classe média e Alice a elite, onde a família dele foi destruída emocionalmente pela dela. O pai da mocinha, em conluio com o noivo da mesma, obrigou a mãe do mocinho a compactuar com a falsa morte do rapaz com o objetivo de separá-lo da heroína em troca da 'proteção' de Gustavo (Gabriel Leone), que havia sido preso pelos militares.

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Malhação - Viva A Diferença" apresenta protagonistas bem construídas e cinco atrizes talentosas

No ar há pouco mais de um mês (estreou no dia 8 de maio), "Malhação - Viva a Diferença" já pode ser considerada um acerto. A temporada de Cao Hamburger, dirigida por Paulo Silvestrini, vem abordando temas importantes de forma séria e o enredo muito bem escrito pelo autor é repleto de qualidades. A audiência, por sinal, está correspondendo (a média está acima dos 20 pontos, excelente índice e o maior em dez anos de "Malhação"). E um dos muitos êxitos da atual fase é a escolha (e construção) das cinco protagonistas.


Keyla (Gabriela Medvedovski), Tina (Ana Hikari), Ellen (Heslaine Vieira), Lica (Manoela Aliperti) e Benê (Daphne Bozaski) são perfis cativantes e totalmente verossímeis, representando a adolescência de uma forma nada maniqueísta. Não há boazinha e nem malvada, há meninas em busca de seus desejos e com muitos dilemas, repletas de virtudes e defeitos. São todas cem por cento humanas, precisando lidar todos os dias com as diferenças que tinham tudo para separá-las, mas que só as unem mais.

Os perfis foram construídos com extrema habilidade pelo autor e a escalação podia colocar tudo a perder. Afinal, atrizes fracas não conseguiriam passar todas as nuances das protagonistas, aniquilando o DNA do roteiro dessa temporada. E o risco era elevado, pois "Malhação" lança talentos desde a sua estreia, em 1995. Ou seja, os escolhidos são sempre novatos, implicando em uma chance maior de tropeços.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Letícia Colin e Isabelle Drummond repetem a bem-sucedida parceria de "Sete Vidas" em "Novo Mundo"

"Novo Mundo" vem presenteando o telespectador com uma produção caprichada, bons personagens e história convidativa. Não por acaso vem fazendo sucesso. E um dos muitos acertos da novela escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, foi a escalação de duas atrizes talentosas: Letícia Colin e Isabelle Drummond. As intérpretes de Leopoldina e Anna Millman estão impecáveis desde o primeiro capítulo e ambas repetem a bem-sucedida parceria que tiveram na primorosa "Sete Vidas", trama das seis, de Lícia Manzo, exibida em 2015.


A princesa e sua professora de português são amigas e cúmplices. A relação próxima das duas foi evidenciada logo na estreia e os autores aproveitaram o dado histórico para beneficiar o folhetim. Afinal, segundo consta, Leopoldina realmente teve uma pessoa para auxiliá-la na língua e os responsáveis pela trama resolveram transformar essa mulher na mocinha do enredo e na confidente da personagem histórica. Deu certo. E uma das causas do êxito é, justamente, o elogiado trabalho anterior das intérpretes.

Em "Sete Vidas", as duas eram Elisa e Júlia. Primas que se consideravam irmãs. As meninas também eram confidentes no enredo envolvente e delicado de Lícia Manzo, protagonizando inúmeras cenas emocionantes e complicadas dramaticamente. O desempenho delas foi admirável, imprimindo toda a carga necessária em cada conflito dos perfis. Até porque as novelas da autora têm muito mais texto do que 'ação'.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"Edifício Paraíso": uma boa série do GNT

Após a exibição da terceira temporada de "Questão de Família" (seguiu ótima) e "Os Homens são de Marte" (já cansativa), o GNT estreou, na primeira segunda-feira de junho (05/06), "Edifício Paraíso", nova série do canal a cabo escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young. A produção tem 15 episódios, todos já disponíveis no GNT Play, e é exibida diariamente, ao contrário das duas outras recém-terminadas (exibidas semanalmente).


A premissa é criativa. Aborda a discussão de cinco casais vizinhos, com cada par morando em um andar no tal edifício que corresponde ao título. A briga de um começa depois que eles escutam o barraco de outro e por aí vai. Outra particularidade da série é o tempo: tudo se passa em uma noite. Ou seja, o relógio é mostrado para o telespectador sempre que um embate cede lugar ao outro. Por isso mesmo o cenário da história é o apartamento de cada morador.

Os personagens são bem construídos e as relações provocam identificação pela similaridade dos temas explorados em cada "DR" (discussão de relacionamento). Todo mundo já viveu alguma daquelas situações, por mais que o texto ferino dos autores ---- responsáveis pelos ótimos "Os Normais", "Os Aspones", "Separação?!", "Como Aproveitar o Fim do Mundo", "Macho Man", entre outros ---- esteja presente sempre.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ótimos em "A Força do Querer", Dan Stulbach e Maria Fernanda Cândido voltaram às novelas em grande estilo

Ele estava longe das novelas há seis anos e ela não participava de um folhetim inteiro há 13 anos (as fracas "Fina Estampa" e "Como Uma Onda" foram as últimas de cada um, respectivamente). Agora, Dan Stulbach e Maria Fernanda Cândido estão de volta na ótima "A Força do Querer", escrita por Glória Perez e dirigida por Rogério Gomes, em pleno horário nobre da Globo, e fazendo uma dobradinha merecedora de muitos elogios.


A autora os presenteou com perfis densos e bem construídos. Eugênio e Joyce são casados, mas enfrentam problemas nessa relação e também com os dois filhos. Ele é um sujeito íntegro e doce, enquanto ela é uma mulher autoritária e fútil. As diferenças sempre estiveram presentes, mas o relacionamento conseguia uma harmonia. De uns anos para cá, todavia, essas questões começaram a afastá-los. Tanto que o marido vem mergulhando mais no trabalho e a esposa vem se dedicando cada vez mais a controlar a vida de Ruy (Fiuk) e Ivana (Carol Duarte).

O relacionamento sofreu um abalo maior com a chegada de Irene (Débora Falabella), oportunista que tenta dar um golpe em Eugênio. O contexto, por sinal, lembra muito o triângulo protagonizado por Alexandre Borges (Raul Cadore), Débora Bloch (Silvia) e Letícia Sabatella (Yvone) em "Caminho das Índias", da mesma autora. Porém, a trama atual vem sendo bem melhor desenvolvida, além dos perfis serem bem mais atrativos.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

"A Favorita": a novela mais ousada de João Emanuel Carneiro

João Emanuel Carneiro ainda não tem muitas produções como autor titular na televisão. São cinco novelas e uma série. Levando em consideração os autores mais experientes, é uma lista pequena. Entretanto, sua carreira já é repleta de sucessos. Pode-se constatar, inclusive, que "A Regra do Jogo", seu folhetim mais recente, é a sua pior produção até agora (mesmo tendo sido uma novela regular), comparando com seus bons trabalhos anteriores. E, entre todas as suas histórias já produzidas, não há dúvidas de que a mais ousada e bem escrita foi "A Favorita", exibida em 2008, que completou nove anos no último dia 2.


A novela marcou a teledramaturgia porque começou a ser exibida para o público sem as 'determinações' clássicas a respeito de quem era mocinha e quem era vilã. O telespectador não ficou na condição privilegiada de saber o contexto do enredo, muito pelo contrário, ele simplesmente passou a fazer parte daquela trama, podendo ser enganado ou não pelas duas principais personagens. Eram duas versões de uma mesma história e a pergunta exposta no teaser era: "Quem está falando a verdade?". Um dos atrativos era justamente bancar o detetive, analisando o comportamento dos perfis.

O público se viu na mesma condição dos personagens, não podendo, portanto, julgar quem acreditava ou não acreditava em quem. Afinal, o telespectador ficou tão em dúvida quanto várias figuras pertencentes ao enredo tão bem trabalhado pelo autor. Porém, João, muito inteligentemente, soube induzir com competência, abusando de esteriótipos clássicos em folhetins.

terça-feira, 6 de junho de 2017

"Pega Pega" tem estreia tímida e pouco convidativa

Saiu de cena um romance musical, escrito pela estreante Maria Helena Nascimento, e entrou no lugar uma comédia policial, também de uma autora novata. "Rock Story" foi um êxito e a missão de Claudia Souto é manter o bom nível do horário das sete da Globo com "Pega Pega", uma trama que falará de ética com muito humor, apresentando como foco central um roubo milionário praticado por   quatro pessoas que nunca cometeram um crime antes.


A autora trabalhou como roteirista de programas como "TV Colosso", "Casseta e Planeta: Urgente", "Sai de Baixo", entre outros. Também foi colaboradora de Walcyr Carrasco em "Sete Pecados", "Caras & Bocas" e "Morde & Assopra", além de ter feito parte da equipe de roteiristas de "Alto Astral", trama de Daniel Ortiz. A responsabilidade de conduzir um enredo de sua própria autoria, dirigido por Luiz Henrique Rios (responsável por "Malhação Sonhos" e "Totalmente Demais"), é grande e agora ela terá que mostrar seu talento A sinopse, por sinal, é arriscada.

Explorar o roubo de um hotel é uma ótima premissa, mas será que tem estrutura para se sustentar por tantos meses? Só o tempo irá dizer e o primeiro capítulo terminou com um gancho que expõe o começo desse plano. Malagueta (Marcelo Serrado) chamou Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini) para o roubo dos 40 milhões de dólares que serão usados como pagamento na venda do Hotel Carioca Palace, onde o quarteto trabalha.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mesclando música e romance, "Rock Story" cumpriu sua missão com louvor

A estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo na Globo foi a melhor possível. A sua primeira novela --- após 20 anos de casa e de ter trabalhado como colaboradora de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, entre outros --- ousou ao quebrar a sequência de comédias românticas que a faixa das sete vinha exibindo com êxito e conseguiu conquistar o público com uma história simples, mas repleta de histórias convidativas e bons personagens. O resultado foi um folhetim gostoso de ser acompanhado, cujos deslizes (observados principalmente nos dois últimos meses) ficaram menores que os acertos.


A trama, que teve uma ótima direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, apresentou a música como protagonista e usou o rock como elemento diferenciador. Afinal, o gênero tem cada vez menos espaço nas rádios e na televisão em virtude da dominação quase total do sertanejo, funk e afins. Portanto, tê-o como foco em um enredo foi muito benéfico e a ideia de contar a trajetória de um roqueiro decadente não poderia ter sido melhor. Gui Santiago foi um protagonista apaixonante e a escolha de Vladimir Brichta --- marcando seu retorno às novelas após 12 anos ---- se mostrou de uma precisão cirúrgica.

O ator deu um show vivendo um perfil nada politicamente correto e cheio de defeitos. Não foi difícil torcer por ele de imediato. Nathalia Dill, por sua vez, novamente se destacou e convenceu na pele da destemida Júlia, tendo uma clara sintonia com Vladimir. Ela ainda brilhou vivendo a gêmea Lorena e é uma pena que a irmã malvada da mocinha não tenha sido bem aproveitada pela autora.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Na pele da emponderada Jeiza, Paolla Oliveira se sobressai em "A Força do Querer"

"A Força do Querer" vem apresentando um ótimo início. Glória Perez está conseguindo despertar a atenção do público com uma trama concisa e bem estruturada, cujos conflitos vêm sendo conduzidos com competência, ao menos até agora. E um dos acertos da novela é a escolha das protagonistas, pois os três perfis femininos são fortes e ganharam intérpretes talentosas. Bibi (Juliana Paes), Ritinha (Isis Valverde) e Jeiza movem o enredo. E Paolla Oliveira tem se sobressaído em virtude do bom destaque da policial emponderada no folhetim dirigido por Rogério Gomes.


A personagem vem se mostrando a mais atrativa do trio. Mulher bem-sucedida no trabalho, dona de si e imponente, Jeiza se destaca como policial e é tratada como líder na sua equipe. Corajosa, a PM não pensa duas vezes antes de prender algum bandido ou ajudar alguém. Mas sua firmeza não a faz antipática ou fria. Ela se mostra bem-humorada e debochada na sua vida 'normal' e vive uma relação de cumplicidade com a mãe, Cândida (Gisele Fróes). Para fechar esse bom conjunto, a mulher ainda luta MMA e é uma campeã nata, amedrontando suas adversárias no ringue.

Portanto, se nota que o perfil é repleto de atrativos. E, claro, o fato de ser linda deixa a situação ainda mais interessante, pois é um 'padrão' que costuma despertar estranhamento diante da profissão ou da luta. Afinal, mulheres belas são sempre taxadas pela sociedade como modelos ou pessoas fúteis.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Isabelle Drummond, Nathalia Dill e Sophie Charlotte: três talentos da mesma geração

Elas são talentosas, carismáticas, lindas e muito requisitadas pelos autores da Globo. Uma estreou criança na televisão e hoje tem 23 anos. As outras tiveram a oportunidade de suas vidas na mesma temporada de "Malhação" e têm 31 e 28 anos. Atualmente as três estão no ar em diferentes horários e vivendo mocinhas destemidas. O trio em questão é composto por Isabelle Drummond, Nathalia Dill e Sophie Charlotte, que estão brilhando em "Novo Mundo", "Rock Story" e "Os Dias Eram Assim", respectivamente.


As três foram gratas revelações e se firmaram na carreira graças ao talento e dedicação. Não é exagero afirmar que alcançaram a importância de primeiro time da emissora. Claro que estão muito longe de qualquer posição de igualdade com os veteranos por razões óbvias, mas viraram opções certeiras quando se pensa na escalação de atrizes jovens para papéis de destaque, refletindo um incontestável prestígio na empresa onde trabalham. E basta acompanhar o desempenho de cada uma para constatar que isso tudo é fruto de merecimento.

Isabelle Drummond vive atualmente a doce Anna Milmann, a mocinha da recém-iniciada novela das seis. A atriz está irretocável na pele da professora de português da princesa Leopoldina, repetindo a bem-sucedida parceria de "Sete Vidas" com Letícia Colin. As duas emocionaram na trama de Lícia Manzo e agora se destacam no folhetim dos estreantes Alessandro Marson e Thereza Falcão.

terça-feira, 30 de maio de 2017

O que há de errado em "Os Dias Eram Assim?"

A nova novela das onze da Globo, agora chamada de "supersérie", estreou no dia 17 de abril, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. A trama das estreantes Angela Chaves e Alessandra Poggi, dirigida por Carlos Araújo, teve um início promissor. E a obra tem várias qualidades, como o elenco recheado de talentos, a trilha sonora de qualidade ímpar, a química dos mocinhos e a reconstituição de época perfeita. Então, afinal, o que há de errado com a produção? Por que a audiência está tão baixa? Por que a repercussão é nula? Por que o nível de desinteresse se mostra tão grande?


Audiência e qualidade nem sempre caminham juntas, nunca é demais ressaltar. Porém, no caso da atual trama, os números abaixo do esperado estão fazendo jus ao que é exibido. Como mencionado, não há nada de equivocado nos quesitos enumerados, pelo contrário. Tudo foi pensado muito bem para esse produto. A escalação do elenco não poderia ter sido melhor, a escolha das músicas foi precisa e todo o trabalho da produção de arte em torno dos cenários e figurinos dos anos 70/80 (época do enredo que tem a Ditadura Militar como pano de fundo) é perceptível. A questão é que se esqueceram de um 'detalhe' que é primordial: o roteiro.

A história das autoras tem um potencial enorme que não é explorado: a Ditadura. A situação política do país é tratada de forma rasa e extremamente maniqueísta. O obstáculo para o romance dos mocinhos, por exemplo, poderia ser usado em qualquer novela. O poderoso Arnaldo (Antônio Calloni) era apoiador do regime militar e muito conservador.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Guilherme Piva e Vivianne Pasmanter formam uma dupla impagável em "Novo Mundo"

A trama dos estreantes Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, vem se mostrando uma caprichada produção. "Novo Mundo" tem todos os elementos fundamentais para um bom folhetim das seis, mesclando bem aventura, romance e contextos históricos. O humor não é um dos focos principais do enredo, ficando em segundo plano. Entretanto, a comédia também faz por merecer elogios, imprimindo um toque mais leve essencial para uma história que apresenta tantas situações melodramáticas. E o maior acerto da comicidade da novela é a dupla formada por Guilherme Piva e Vivianne Pasmanter.


Licurgo e Germana são os perfis mais engraçados do enredo, representando a picaretagem que costuma despertar risos na ficção. Os dois são donos de uma taberna caindo aos pedaços e nunca estão preocupados em atender bem os poucos clientes que chegam, pelo contrário, vivem tratando todo mundo mal. Ainda servem pombas assadas fingindo que são frangos. A cozinha do lugar, por sinal, é um nojo. Tudo que os cerca desperta asco. Rabugentos e sujos (no sentido figurado e literal), estão sempre pensando em alguma forma de obter vantagem em cima dos outros. Claro que quase nunca os planos dão certo, resultando em situações divertidíssimas.

Os personagens são pequenos, mas se destacam sempre que aparecem, valorizando o talento dos atores que estão formando uma dupla maravilhosa. Eles são os responsáveis pelo principal alívio cômico do folhetim, sendo necessário elogiar o texto dos autores, sempre recheado de pérolas que na boca dos atores ficam ainda mais inspiradas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

"Rock Story" acabou antes de chegar ao fim

A atual novela das sete está em plena reta final e deixará saudades. Foi uma produção gostosa e marcou a estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo com o pé direito, sendo necessário elogiar ainda a direção de Maria de Médicis e Dennis Carvalho. Todos os elogios feitos foram mais do que merecidos. Entretanto, o folhetim teve deslizes que vêm sendo observados com mais clareza nessas últimas semanas. E a comprovação é o fato do enredo já ter sido praticamente concluído, sobrando poucos acontecimentos relevantes.


Todos os conflitos principais da trama foram finalizados. Gui Santiago (Vladimir Brichta) conseguiu recuperar a sua música "Sonha Comigo", voltando ao mercado musical e prejudicando o empresário Lázaro (João Vicente de Castro), que precisou devolver a mansão do cantor e ainda pagar uma indenização gorda. A banda criada pelo protagonista, a 4.4, também emplacou, colocando os meninos no auge. E Júlia (Nathalia Dill) teve a sua inocência provada, além de ter se casado com o roqueiro em uma linda cerimônia. Aliás, a mocinha foi absolvida porque a sua irmã gêmea, Lorena, confessou tudo pouco antes de morrer.

Para culminar, Diana (Alinne Moraes) viu a filha Chiara (Lara Cariello) ir morar com o ex em virtude da sua irresponsabilidade na criação da menina. Gordo (Herson Capri) está feliz com Eva (Alexandra Richter), após a internação de Nanda (Kizi Vaz). Léo Régis (Rafael Vitti) deixou de perseguir Gui e agora vive a sua vida com a família e a nova namorada Stefany (Giovana Cordeiro). Yasmin (Marina Moschen) e Zac (Nicolas Prattes) finalmente fizeram as pazes e estão bem. Ou seja, sobrou pouca situação para ser explorada pela autora.

terça-feira, 23 de maio de 2017

"Pega Pega": o que esperar da próxima novela das sete?

A estreante Maria Helena Nascimento fez um ótimo trabalho com "Rock Story". A primeira novela da autora teve evidentes deslizes, mas o saldo geral foi extremamente positivo e a trama agradou. Fará falta. Agora, ela passará o bastão para outra colega que está escrevendo seu primeiro folhetim: Claudia Souto. A novata foi colaboradora de Walcyr Carrasco, além de outros autores, e inicia sua nova fase com "Pega Pega", produção que se classifica como uma comédia policial, dirigida por Luiz Henrique Rios, cujo clipe pode ser conferido aqui.


Chamada inicialmente de "Pega Ladrão", a novela teve seu título mudado pela Globo em virtude do atual momento do país. Constatou-se que não seria apropriado um nome assim em meio a tantos casos de corrupção no país. A questão é que o novo nome é horrível. E o anterior (embora também estranho) valeria justamente por causa da atual situação do Brasil. Ou seja, deveriam ter usado para fazer uma interessante analogia ao triste mundo real atual. "Pega Pega" resulta em algo tosco ou boboca. Não é um bom chamariz. Mas, deixando isso de lado, o enredo tem um bom mote central.

A história principal é sobre um roubo milionário ao Carioca Palace, um hotel de luxo em plena decadência. O dono do estabelecimento é o bon vivant Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), que vende o lugar para o empresário Eric (Mateus Solano), sem o consentimento da neta Luíza (Camila Queiroz).

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Ótimo como Gui Santiago em "Rock Story", Vladimir Brichta fazia falta nas novelas

Ele estava afastado das novelas há 12 anos. Seu último trabalho em folhetins havia sido em "Belíssima", trama de Silvio de Abreu exibida em 2005. Depois de dois anos longe da televisão, o ator voltou no dominical "Sob Nova Direção" em uma breve participação e em 2008 protagonizou a série "Faça sua história", vivendo o taxista Valdir. Fez rir ao lado de Débora Bloch no seriado "Separação?!" (2010); esbanjou química com Alinne Moraes na microssérie "Amor em 4 Atos" (2011); divertiu na pele do safado Armane em "Tapas & Beijos" (onde ficou por 4 anos) e em 2016 deu show vivendo o traficante gente boa Celso na primorosa minissérie "Justiça". Agora, finalmente, Vladimir Brichta está de volta ao gênero mais amado pelos brasileiros e brilha em "Rock Story".


O ator é um dos mais talentosos da sua geração, levando ainda em consideração a dificuldade que a Globo (e todas as emissoras têm) em encontrar bons intérpretes considerados 'galãs' na faixa entre 30 e 50 anos, pois há vários canastras que acabam servindo de opção na falta de alguém melhor. Portanto, não é surpresa Vladimir ter sido escalado para protagonizar uma história nesse seu retorno aos folhetins. E é impressionante como Gui combinou bem com ele. Embora seja clichê fazer esse tipo de comentário quando se elogia um bom profissional da área, é nítido que o papel parece escrito sob medida. Difícil imaginar outro no lugar vivendo esse perfil sem soar caricato ou fora do tom.

Gui Santiago é um roqueiro que viveu o auge do sucesso na época em que o rock nacional tinha um alcance gigantesco e depois foi caindo no ostracismo. O cantor foi se envolvendo cada vez mais em brigas e escândalos, incluindo ainda um filho fora do casamento que ele teve com uma fã, ignorando todo o crescimento da criança e pagando apenas pensão.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Dancing Brasil" é um bom entretenimento

A estreia da Xuxa na Record foi desastrosa. Após quase 30 anos de Globo, apresentadora migrou para a concorrente em 2015 e recomeçou com o programa "Xuxa Meneghel" em agosto. A atração foi um equívoco e fracassou logo no início, deixando a emissora em terceiro lugar quase sempre. Ela, inclusive, já não fazia mais sucesso na líder, muitas vezes perdendo audiência para, ironicamente, a própria Record. A rainha dos baixinhos não conseguia mesmo voltar ao seu auge e a sua contratação pelo canal dos bispos chegou a ser considerada um erro pelos próprios responsáveis. Mas, ao menos agora, depois de mais de um ano fracassando, a apresentadora ganhou um bom formato: o "Dancing Brasil".


O novo programa nada mais é do que um formato estrangeiro de muito sucesso, exibido pela BBC na Inglaterra e pela ABC nos Estados Unidos: o "Dancing With the Stars". Embora muito parecido com a "Dança dos Famosos", quadro de maior sucesso do "Domingão do Faustão", a produção da Globo é baseada na versão britânica "Stricly Come Dancing". E basta ver a atração da Record para comprovar a diferença nas apresentações. Aliás, também basta assistir ao programa para perceber que Xuxa é uma mera coadjuvante, como já era de se esperar em um reality de dança. Ou seja, a emissora resolveu 'usar' a apresentadora em um produto consagrado internacionalmente ao invés de continuar insistindo com seu fracassado "Xuxa Meneghel". Foi uma boa ideia ao mesmo tempo que comprovou que o canal não sabe o que fazer com a sua contratada --- a peso de ouro, inclusive.

Xuxa conta ainda com o 'auxílio' de Sérgio Marone que divide o comando da atração com ela, tendo a função de entrevistar os concorrentes. A presença dele, por sinal, se mostra um equívoco, pois suas perguntas são sempre irrelevantes e o ator se mostra artificial na posição de entrevistador.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Glória Perez acerta com o corajoso paralelo entre Ivana e Nonato em "A Força do Querer"

A atual novela das nove vem apresentando ótimos índices de audiência, fazendo por merecer esses bons números. A trama de Glória Perez está bem estruturada, com poucos personagens e dramas convidativos. A maior ousadia da autora é o drama de Ivana (Carol Duarte), uma menina que não se identifica com seu corpo e sofre diante da pressão da mãe e da sociedade. Essa situação é um dos principais acertos do folhetim, ganhando novos contornos através de um interessante paralelo criado com um outro personagem que vem crescendo: o Nonato (Silvero Pereira).


A questão do transgênero ser explorada em uma novela é um bom avanço e a escritora está sendo muito corajosa. O método escolhido por ela expõe a sua criatividade, além de servir como uma explicação objetiva, sem parecer didático ou piegas. Isso porque essa dualidade que começou a ser focalizada no enredo tem funcionado para destacar os dois perfis, ao mesmo tempo que expõe as diferenças que os separam, embora enfrentem o mesmo tipo de preconceito. O que o público vê é um homem muito bem resolvido com seu corpo e uma mulher que não se identifica com o seu reflexo no espelho.

Ivana sempre sofreu pressão da mãe, a fútil Joyce (Maria Fernanda Cândido), para que fosse quase um clone seu. Na breve primeira fase da novela, que durou apenas o primeiro bloco do primeiro capítulo, ficou explícita a intenção da perua para com sua filha, transformando a criança em uma cópia mirim de si mesma.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Ana Beatriz Nogueira rouba a cena em "Rock Story"

A atual novela das sete, em plena reta final, segue muito gostosa. Maria Helena Nascimento vem conduzindo sua primeira novela de forma competente e apresentando bons acontecimentos, apesar de alguns deslizes. Dirigida por Maria de Médicis e Dennis Carvalho, "Rock Story" merece os elogios que recebe desde a estreia. E uma das qualidades do folhetim é a escolha do elenco do núcleo principal. São vários bons nomes, mas quem vem roubando a cena mesmo é Ana Beatriz Nogueira.


Na pele da atrapalhada e superprotetora Néia, a atriz virou o grande destaque da novela e com muito mérito. A mãe de Léo Régis (Rafael Vitti) e Yasmin (Marina Moschen) protagoniza as cenas mais engraçadas da trama, sendo o principal alívio cômico do enredo, que, ao contrário dos folhetins anteriores, não tem a comédia como foco. A personagem prometia bons momentos desde a sua primeira aparição, mas cresceu além da conta muito em virtude do talento extraordinário da intérprete.

Néia foi gari no passado e abandonou a profissão depois do sucesso de Leonardo Régis, que lhe deu uma excelente condição financeira. Ela faz de tudo pelos filhos e esse excesso de 'cuidados' muitas vezes resulta em tiradas impagáveis, além de planos 'infalíveis' que sempre dão errado. É um perfil que provoca risos pelas atitudes e não pela caricatura.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Nelson Xavier era um ator dedicado e um profissional respeitado

O ator Nelson Xavier faleceu, aos 75 anos, na madrugada desta quarta-feira (10/05), em Uberlândia, Minas Gerais. Em 2014, durante o Festival de Gramado, ele contou que fez tratamento contra o câncer de próstata em 2004 e que estava livre da doença. Foi lá também que recebeu o prêmio de Melhor Ator com o filme "A Despedida", um de seus últimos trabalhos. A causa de sua morte foi o agravamento de uma doença pulmonar, após ter sido internado na última terça-feira. 


Profissional admirado por todos, Nelson era um ator que se dedicava de corpo e alma aos seus papéis. A maior prova disso é o fato de dois dos seus melhores trabalhos serem interpretando pessoas que realmente existiram. O desafio de viver perfis que fizeram parte da cultura nacional é um risco para qualquer ator e a chance de não convencer é sempre alta. Mas não foi problema para ele. Afinal, como esquecer o icônico Virgulino Ferreira da Silva na minissérie "Lampião e Maria Bonita", exibida na Globo em 1982? 

O Rei do Cangaço foi um divisor de águas na carreira do ator, mesmo já tendo uma longa jornada no cinema (começou em 1959 e fez 55 filmes no total). Na tevê era apenas seu terceiro trabalho. E marcou para sempre. Sua parceria com Tânia Alves (Maria Bonita) foi irretocável, destacando o lado mais 'sereno' de uma figura marcada pela imponência.