terça-feira, 21 de maio de 2013

Com ritmo ágil, bons personagens e história atraente, "Amor à Vida" estreia devolvendo qualidade ao horário nobre

"Hoje em dia o amor se manisfesta de muitas formas. Existe o amor na sua forma mais pura, mas também existe o amor ao poder, o amor ao dinheiro, o amor ao sucesso, o amor ao corpo, o amor ao belo, o amor ao sexo, o amor ao nada, o amor ao tudo. Mas no fundo, o que todos deveriam ter era amor à vida." Foi com esse texto que o 'teaser' da nova novela das nove foi apresentado ao público. E após o animador e movimentado primeiro capítulo de "Amor à Vida" (exibido nessa segunda-feira - 20/05), ficou bem claro que o título dessa trama não poderia ser outro. As variadas formas de amor e a diversidade das relações humanas é que irão movimentar essa história que marca a estreia de Walcyr Carrasco no horário nobre.


O  primeiro capítulo foi longo e recheado de acontecimentos. O autor realmente parece disposto a fisgar o telespectador pela quantidade de conflitos existentes em sua história. Apresentando um ritmo acelerado, mas sem ser corrido, a estreia contou com um número de situações que poderiam ter sido desenvolvidas em até uma semana, no mínimo. Logo no início, o público viu Paloma (Paolla Oliveira) viajando com a família em Machu Picchu, no Peru, para comemorar sua entrada na faculdade de medicina. Pouco tempo depois, há um forte desentendimento, e a mocinha acaba rompendo com seus familiares e fugindo com um aventureiro (Nino - Juliano Cazarré), por quem se apaixona. Depois de um breve envolvimento, ela descobre que está grávida. Só que seu recém-companheiro é preso pela polícia após ser flagrado traficando drogas pouco antes de embarcar no avião que levaria o casal de volta ao Brasil. Assustada, Paloma viaja sozinha e ao chegar conta para seu irmão Félix (Mateus Solano) que está grávida. Há uma passagem de tempo e o ponto chave da trama central é iniciado.

Bruno (Malvino Salvador), um jovem batalhador, vai do céu ao inferno: sua esposa (Luana - Gabriela Duarte) e seu filho morrem no parto. Enquanto essa tragédia atinge a vida desse personagem, Paloma se encontra desesperada em um banheiro de bar após brigar com Ninho --- que tinha acabado de sair da cadeia. Prestes a ter

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Balacobaco chega ao fim sem escapar do fracasso

Após muitos problemas iniciais e uma discreta reação da audiência nos últimos meses, chegou ao fim "Balacobaco", novela da Rede Record. Tendo estreado com a difícil missão de recuperar o ibope perdido pela esquecível "Máscaras" (de Lauro César Muniz), um dos maiores fracassos da emissora, a trama começou errando ao apresentar cenários exagerados, caricaturas sem um pingo de graça e diálogos despreocupados com a apresentação dos personagens, deixando o telespectador totalmente perdido.


Mirando no sucesso de "Cheias de Charme", a novela estreou em outubro de 2012, apostando no exagero. Porém, não levaram em consideração que o êxito da novela da Globo não estava baseado exclusivamente nas cores fortes e nas caricaturas, e sim na criatividade da trama envolvendo a ascensão das populares 'empreguetes' e no carisma de Chayene. Ou seja, esqueceram do conteúdo e o tiro acabou saindo pela culatra: o público rejeitou a confusa história de Gisele Joras.

Como a novela não estava conseguindo elevar a audiência da emissora, houve a necessidade de algumas mudanças. A trama ficou mais focada nos núcleos principais e o foco passou a ser as vilanias de Norberto, vilão vivido por Bruno Ferrari. Alguns exageros foram diminuídos e a comédia acabou ficando

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Massacrada pela crítica e ridicularizada pelo público, "Salve Jorge" fica marcada pelos equívocos e termina sem deixar saudades

Finalmente chegou ao fim, nessa sexta-feira (17/05), a novela do horário nobre mais criticada dos últimos tempos. Estreando em outubro de 2012 com a difícil e ingrata missão de suceder o fenômeno "Avenida Brasil", "Salve Jorge" iniciou seu ciclo de uma forma nada animadora: recheada de problemas, equívocos e repetições, a história derrubou a audiência do horário e sofreu uma forte rejeição. O tempo foi passando e os erros, ao invés de serem corrigidos, foram aumentando. O resultado final não poderia ter sido outro: a trama saiu de cena massacrada pela crítica, debochada pelo público e considerada o pior trabalho de Glória Perez.


Após acompanhar por muitos meses os movimentados capítulos de "Avenida Brasil", o público sentiu a mudança ao se deparar com os capítulos de "Salve Jorge" e foi inevitável não comparar. Porém, as comparações seriam facilmente esquecidas caso a novela tivesse empolgado através de sua história e de seus personagens, o que não aconteceu. Apresentando o tráfico de pessoas como tema central, a trama se perdeu em meio a situações totalmente inverossímeis, excesso de personagens, direção equivocada e núcleos paralelos irrelevantes.

Abordar o tráfico de mulheres foi um grande acerto da autora. Afinal, além de movimentar a história com um bom suspense, ainda serviria para alertar os telespectadores a respeito de um crime pouco conhecido. Entretanto, somente o segundo objetivo foi alcançado, uma vez que a condução dessa temática foi

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Amor à Vida: o que esperar da próxima novela das nove?

Falta pouco para Walcyr Carrasco estrear no horário nobre. E por tudo o que tem sido apresentado nas chamadas, há motivos de sobra para o telespectador se entusiasmar. A história central, onde o vilão rouba a filha da irmã e a descarta em uma caçamba de lixo, é forte e está recheada de personagens atraentes. As demais tramas exibidas até agora também não ficam muito atrás e parecem ser tão interessantes quanto a principal. Ao que tudo indica, um baita novelão está prestes a começar.


Absolutamente todas as chamadas de "Amor à Vida" estão convidativas. O elenco foi muito bem escalado, os personagens parecem promissores e a trilha, embora ainda seja cedo para avaliar, parece tão boa quanto a de "Sangue Bom". E vale ressaltar que chega a ser ousado ouvir a narração de José Wilker (que brilhou em "Gabriela" e provavelmente por isso foi convidado pelo autor - ou diretor - a participar das chamadas) ao invés da voz de Dirceu Rabelo, a 'voz padrão da Globo'.

A nova novela promete ser polêmica. Pela primeira vez será apresentado um vilão gay, que terá um casamento de fachada com uma modelo. Mateus Solano está com um papel que tem tudo para ser o mais marcante de

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Considerada a melhor produção de 2012, Avenida Brasil se destaca no Prêmio Contigo e mais uma vez sai consagrada de uma premiação

Após muitas premiações ---- incluindo "Prêmio Extra", "APCA", "Melhores do Ano" e "Troféu Imprensa" ----, pode-se dizer que foi realizada a última premiação em cima das produções do ano de 2012. O "Prêmio Contigo" foi realizado nessa segunda-feira, no Golden Room do luxuoso Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A décima-quinta edição desse já conhecido evento contou com a presença de atores, atrizes e diretores de várias emissoras. E, confirmando o que já era previsto, "Avenida Brasil" mais uma vez saiu consagrada.


Apresentado muito bem por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães, o evento fez uma justa homenagem ao casal mais querido da televisão brasileira: Glória Menezes e Tarcísio Meira. Os atores ainda falaram sobre a evolução da tevê e da teledramaturgia ao longo dos anos. Também ocorreu uma tocante menção aos grandes profissionais que se foram nos últimos meses, incluindo Cleyde Yáconis, Hebe Camargo, Marcos Paulo e Walmor Chagas. 

Porém, claro, o foco principal foi a entrega dos troféus. Até porque, na premiação da Contigo, eram seis indicados por cada categoria, o que representava uma maior justiça na seleção dos melhores do ano. Talvez por ter atrasado mais de uma hora, todos os vencedores eram anunciados sem maiores enrolações ---- sempre

terça-feira, 14 de maio de 2013

Lívia Marini: a vilã rejeitada de Salve Jorge

"Salve Jorge" está em sua última semana de exibição. Na reta final da novela, o único real atrativo é a ida de Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) para a Turquia. A periguete do Complexo do Alemão foi enganada e também caiu nas mãos dos traficantes, o que está rendendo boas cenas e uma interpretação magistral de Roberta Rodrigues. Porém, as demais situações continuam sem atrativos. Investigações da Polícia Federal que se arrastam, núcleos avulsos que só agora começam a se desenvolver, cenas repetitivas e que nada acrescentam, erros de continuidade, enfim. E todos esses problemas estão sendo apenas corroborados nesses momentos 'decisivos', inclusive a nulidade do que foi a suposta grande vilã da história: Lívia Marini.


A personagem despertou rejeição do público poucos dias depois da estreia da novela. E não porque era má e sim por causa das expressões robóticas de Cláudia Raia. Para piorar a situação, a grande vilã aparecia muito pouco 'em ação' e ficava boa parte do tempo fazendo cara de paisagem através de suas feições engessadas. Ainda estava sendo ofuscada por sua comparsa, a cínica Wanda, vivida pela ótima Totia Meirelles, que protagonizava todas as grandes maldades da história. O tempo foi passando e as críticas aumentando. Até que Glória Perez resolveu colocar Lívia com a 'mão na massa', digamos assim.

A chefe do tráfico de pessoas passou a ir pessoalmente verificar a mercadoria (no caso, bebês que seriam comprados e revendidos). Porém, a artificialidade da atriz continuava presente e o próprio contexto das situações apresentadas soavam falsas e inverossímeis. Afinal, Lívia se envolver diretamente

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"As Canalhas", "3 Teresas" e "Surtadas na Yoga": três ótimas estreias do GNT

O Multishow sempre foi o canal fechado que mais se arriscava na produção de seriados. O último grande sucesso da emissora foi "Oscar Freire 279", protagonizada por Lívia de Bueno. Ano passado foi a vez do GNT começar a apostar nesse 'ramo' com a elogiada "Sessão de Terapia". Em 2013, a emissora está apostando em mais formatos. Após a estreia de "Copa Hotel" --- que entrou na grade recentemente ---, o GNT, "estimulado" pela nova lei que impõe uma cota de produtos nacionais em todos os canais a cabo, lançou mais três novas séries em sua programação: "As Canalhas", "3 Teresas" e "Surtadas na Yoga". Pelos respectivos primeiros episódios, é possível afirmar que o público está muito bem servido.


"As Canalhas", que estreou na segunda-feira, às 23h, logo depois de "Copa Hotel", é baseado no livro "Canalhas, substantivo masculino", de Martha Mendonça, e fala da canalhice feminina, tendo uma nova mulher protagonizando cada episódio. A primeira a aparecer foi Amélia (Mônica Martelli), que teve um caso com o namorado adolescente da filha (Olívia Torres) por um bom tempo. O episódio foi despretensioso, atraente (apesar  do clichê) e quando chegou ao fim nem deu pra sentir o tempo passar. Com roteiro de Anna Muylaert e Carolina Castro, a série, que conta com Zezeh Barbosa e Elke Maravilha no elenco fixo, tem como cenário principal um salão de beleza onde as mulheres contam (olhando para a câmera, como se ela fosse uma funcionária do salão lhes atendendo enquanto ouve) suas aventuras nada politicamente corretas. Apesar de não ter nada de novo, é uma comédia que consegue entreter. 

Na quarta-feira (08/05), mais duas produções estrearam. A primeira, indo ao ar às 22h30, com direção de Luiz Villaça e produção da Bossa Nova Filmes, "3 Teresas" apresentou um excelente e promissor episódio, já podendo ser considerada a melhor estreia do GNT. Teresa (Denisa Fraga) é uma mulher recém-separada do

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Capítulos movimentados e ótimas cenas marcam a semana de Flor do Caribe

Os capítulos mais recentes de "Flor do Caribe" foram muito movimentados. O novo sequestro de Cassiano (Henri Castelli) deu início a uma nova reviravolta na trama e acabou presenteando o telespectador com excelentes cenas e ótimas atuações. A sensação é de estar assistindo ao final de uma novela, afinal, tantos conflitos têm sido apresentados e segredos revelados que é até estranho constatar que a história está apenas no começo.


Em menos de duas semanas, o telespectador presenciou Hélio (Raphael Vianna) ser desmascarado por sua mãe (Cyria Coentro), que descobriu que o filho foi o verdadeiro responsável pelo atropelamento que acabou levando Donato (Luiz Carlos Vasconcelos) para a cadeia. Aliás, a cena foi lindíssima e os dois veteranos deram uma aula de atuação. Raphael também convenceu e merece elogios. Mas, pouco tempo depois dessa importante revelação, Ester (Grazi Massafera) descobriu que Alberto (Igor Ricki) foi o verdadeiro culpado pelo sumiço de Cassiano anos atrás graças ao golpe dos falsos diamantes. A mocinha imediatamente fez questão de confrontar o vilão e mostrou que já sabia de tudo.

Após tantos segredos sendo revelados, ainda houve tempo para, no capítulo seguinte, Alberto mandar sequestrar o mocinho novamente, para o desespero da esposa. Uma cena muito bem produzida de perseguição foi exibida, onde os sequestradores levaram Cassiano preso em um avião, enquanto os amigos

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Grande Família perde a identidade

Todo final de ano é a mesma coisa: começam a surgir boatos a respeito do término de "A Grande Família". E as especulações acabam sempre após uma notícia que já virou corriqueira: 'a série da Família Silva emplacará mais uma temporada'. Pois a verdade é que, em meio a tantos questionamentos, o seriado está em sua décima-terceira temporada e já tem a décima-quarta confirmada para 2014. O motivo para essa longa duração não deixa de ser a boa audiência que história ainda consegue; entretanto, a trama vem se desgastando a cada ano e atualmente enfrenta sua pior fase.


Em 2012, a série já tinha apresentado vários sinais de desgaste. Mesmo tendo situações ousadas e que buscavam uma renovação (como a maior inserção do drama, novas participações e reformulação na vida dos personagens), ficou claro que as alternativas usadas pelos roteiristas não foram suficientes para manter o fôlego dos conflitos de Lineu e companhia. Aliás, essas mudanças até pioraram a situação, que acabaram se agravando em 2013.

Se no ano passado havia uma mescla de drama com comicidade, o que já não tinha sido uma boa combinação, atualmente o lado cômico da trama tem ficado quase que esquecido. Se não fosse a existência do Paulão (Evandro Mesquita) nem dava para dizer que "A Grande Família" era uma série de humor. Os problemas

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mesmo tentando voltar às origens, Tapas & Beijos não consegue evitar o desgaste

Após uma primeira temporada excelente, "Tapas & Beijos" acabou perdendo sua identidade em seu segundo ano de exibição. Em 2012, a série se perdeu ao priorizar quase que exclusivamente o relacionamento do quarteto amoroso protagonizado por Sueli (Andrea Beltrão), Jorge (Fábio Assunção), Fátima (Fernanda Torres) e Armane (Vladimir Brichta), deixando os demais de lado e praticamente anulando o cenário principal: a loja de vestido de noiva de Djalma (Otávio Muller). A terceira temporada, que entrou no ar há poucos meses, tentou consertar o equívoco cometido no ano anterior, porém, apesar do visível esforço, a trama de Cláudio Paiva, dirigida por Maurício Farias, não tem conseguido evitar o desgaste.


O fato de Fátima e Sueli terem voltado a morar juntas demonstra a tentativa dos roteiristas de fazer a série retornar às origens. Porém, o resultado dessa medida não causou o efeito desejado simplesmente por uma razão: o drama das personagens continua exatamente o mesmo. As brigas de Fátima com Armane e de Sueli com Jorge estão repetitivas. Mesmo estando separados, os casais ainda apresentam os mesmos conflitos da época em que estavam juntos, ou seja, situações que já deram o que tinham que dar há muito tempo.

É impossível manter o fôlego de uma série que já está no ar há dois anos e que ainda vai permanecer por, no mínimo, oito meses, apresentando situações que já foram amplamente exploradas. Além de fazer exatamente isso em cima do quarteto central, "Tapas & Beijos" ainda deixou seus demais personagens

terça-feira, 7 de maio de 2013

Copa Hotel: elenco e enredo compensam os pontos negativos da nova série do GNT

Após o bem-sucedido projeto que levou a excelente "Sessão de Terapia" ao ar (que, devido ao sucesso, terá uma segunda temporada ainda esse ano) e também por causa da nova lei que obriga os canais fechados a terem em sua programação uma "cota" de produtos nacionais, o GNT resolveu apostar na produção de várias séries. Assim sendo, estreou no dia 22 abril, às 22h30, mais um seriado da emissora: "Copa Hotel".


A série conta a história de Fred (Miguel Thiré), um fotojornalista que, após passar mais de uma década em Londres, volta ao Rio de Janeiro para a missa de sétimo dia do pai. Assim que chega de viagem ---- além de se assustar com o atual momento, onde a cidade se prepara para a Copa do Mundo e Olimpíadas ----,  conhece o "Copa Hotel", um estabelecimento 'caindo aos pedaços' e inundado em dívidas que foi herdado por ele. Apesar de não entender nada do assunto, decide administrar o local mesmo contrariando os familiares, que querem a venda do imóvel devido à valorização do terreno de Copacabana. Em meio a esse conflito, o jornalista ainda acaba se envolvendo com duas mulheres: Maria (Maria Ribeiro), médica que ele conheceu na missa do pai, e Antônia (Fernanda Nobre), uma hóspede de seu hotel.

Com três episódios já exibidos, pode-se dizer que a fotografia da produção deixa bastante a desejar. As imagens são de péssima qualidade e o telespectador tem a sensação de estar vendo algo da década de 80. E se o intuito foi justamente dar o ar de envelhecimento nas imagens por causa do principal cenário onde

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Reprise de "A Favorita" mata as saudades do público, marca a volta do Novelão da Semana e levanta a audiência do Vídeo Show

Estranhamente, após completar 30 anos de existência, o "Vídeo Show" resolveu abolir o quadro que mais estava fazendo sucesso no programa desde que foi colocado no ar: o "Novelão da Semana". Sem nenhuma explicação, eliminaram o compacto das novelas que costumava ser exibido durante uma ou duas semanas. Porém, provavelmente por causa das reclamações dos telespectadores ou então devido a algumas derrotas no ibope para o apelativo "Balanço Geral" da Record, o sumiço não durou muito. Na semana passada, o quadro voltou ao ar exibindo o primeiro sucesso de João Emanuel Carneiro no horário nobre: "A Favorita".


A escolha foi mais do que acertada e isso se refletiu nos índices de audiência. O "Vídeo Show" tem marcado nos últimos dias em torno dos 9/10 pontos, mas com a exibição dessa marcante trama no "Novelão da Semana", o programa chegou a atingir picos de 15 pontos enquanto o quadro ia ao ar. E não é muito difícil saber os motivos que levaram a isso.

A novela revolucionou o horário nobre ao apresentar para o telespectador um enredo onde não havia uma vilã declarada, apenas duas mulheres defendendo seus pontos de vista e contando diferentes histórias a respeito de um assassinato. Logo no início, o público se encantou com Flora (Patrícia Pillar), afinal,

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Após uma estreia promissora,"O Dentista Mascarado" decepciona e se transforma em um grande equívoco

A nova série de Fernanda Young e Alexandre Machado estava cercada de expectativas. Não por causa dos autores, já conhecidos pelo humor ácido desde "Os Normais", mas sim porque a produção marcava a volta de Marcelo Adnet à Globo. E logo no primeiro capítulo não faltaram críticas em cima do suposto subaproveitamento do humorista em "O Dentista Mascarado". Muitos queriam que o ator improvisasse ou então fizesse sua legião de imitações, o que seria inadmissível em um projeto dramatúrgico, cuja autoria não é dele. Porém, deixando essa questão um pouco de lado, é fato que muitas dessas críticas feitas em cima da série (incluindo da participação de Adnet) foram bem injustas, levando em consideração o primeiro capítulo. A estreia foi promissora e o projeto tinha tudo para dar certo. Mas, lamentavelmente, contrariando a boa impressão do primeiro episódio, o que tem sido visto ao longo das semanas é uma queda gritante de qualidade.


Todas as ferrenhas críticas feitas desde o início da série estão tendo um grande respaldo graças aos últimos episódios exibidos. Ao contrário da estreia, que apresentou ótimas situações, piadas inspiradas e um enredo animador, os demais capítulos acabaram mostrando que tudo não passou de uma mera ilusão. O Dr. Paladino, junto de sua atrapalhada equipe, deveria trabalhar como dentista de dia e combater o crime à noite, enquanto que toda essa dinâmica teria que ser recheada de situações cômicas e muita ação. Mas não é nada disso que o telespectador tem visto.

Durante todos os episódios, os personagens ficam conversando e especulando sobre fatos já ocorridos, além de planejarem sobre o que farão em seguida; tudo em meio a muitas piadas bobas e excesso de escatologia. E quando a turma parte para a ação de fato, o tal crime ou mistério é resolvido em menos de

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bruno e Fatinha: o casal sensação da Malhação

A atual temporada de "Malhação" tem apresentado muitos romances, conflitos e dilemas desde que estreou em 2012. Muitos casais se formaram e se separaram. Os meses foram se passando e a história central acabou tomando novos rumos. Atualmente o romance entre Lia (Alice Wegmann) e Vitor (Guilherme Leicam) está em crise devido ao envolvimento do irmão do mocinho, Sal (Pedro Cassiano), com traficantes de ecstasy ---- um clima de suspense que enriqueceu a trama da novelinha. É bom lembrar que esse par foi formado justamente porque o personagem Dinho (Guilherme Prates) não tinha agradado. Porém, mesmo com a mudança de protagonista e entrada de um clima policialesco, não é essa situação que tem despertado mais atenção do público e sim as constantes crises do casal Bruno e Fatinha, interpretados por Rodrigo Simas e Juliana Paiva.


Quem acompanha a atual temporada sabe que Juliana Paiva se destacou logo no primeiro capítulo, mostrando que seria o grande trunfo da história. E realmente a boa impressão se confirmou pouco tempos depois. Fatinha é uma periguete que transborda simpatia e a atriz tem aproveitado o grande papel que tem em mãos. Rodrigo Simas começou meio apagado e o Bruno parecia avulso na história. Aos poucos, o irmão da Ju (Agatha Moreira) foi tendo mais importância. Só que o destaque mesmo começou no momento em que ele e Maria de Fátima dos Prazeres se encontraram: a partir daí os personagens foram crescendo juntos e telespectador começou a acompanhar um divertido jogo de gato e rato.

No início a relação era muito conturbada e Fatinha provocava Bruno de todas as formas. Mas quando finalmente o casal resolveu se juntar de fato, aconteceu uma aparente harmonia. Harmonia essa que terminou quando o rapaz passou a sentir vergonha do jeito da namorada, passando a evitá-la diante dos amigos e

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Walter Negrão mostra em Flor do Caribe que conseguiu aprender com seus erros

É normal dizer que os erros ensinam mais que os acertos. Afinal, quando uma pessoa enxerga seus equívocos, procura não cometê-los no futuro, mudando seu jeito de agir e se aperfeiçoando. No ramo da teledramaturgia, atores, atrizes, diretores e autores também erram profissionalmente como qualquer ser humano que se preza. Porém, não são todos que conseguem admitir seus tropeços e, infelizmente, muitos preferem insistir errando. Só que, por outro lado, é muito bom ver quando um profissional resolve acordar, conseguindo renovar seu trabalho. Toda essa introdução tem o objetivo de citar o caso de Walter Negrão em "Flor do Caribe".


Após se equivocar completamente com "Araguaia", em 2011, o autor parece ter corrigido quase todos seus erros na atual novela das seis. Na sua trama anterior, Walter optou por uma história pouco atraente, cujo tema principal era baseado em feitiços indígenas, que evoluía lentamente. Além de não se sentir atraído pela trama, o telespectador ainda via diversos personagens desnecessários e que pouco acrescentavam. E para piorar, os papéis centrais também sofriam pela falta de uma bom enredo. O resultado foi um vilão (Max - Lima Duarte) que não funcionou e um casal protagonista (Manuela/Milena Toscano e Solano/Murilo Rosa) que deu errado. A novela terminou sem empolgar e com um clima de monotonia que reinou do início ao fim. Porém, agora, com seu novo trabalho, Walter Negrão mostra que aprendeu com seus deslizes.

"Flor do Caribe" estreou transmitindo a falsa impressão de que nada havia mudado na cabeça do criador da fraca "Araguaia". Capítulo lento, história batida, vilão caricato e casal protagonista meloso. É bem verdade que todo esse conjunto se manteve até a fuga de Cassiano (Henri Castelli), porém, depois do

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Com um elenco jovem e uma história envolvente, Sangue Bom estreia recheada de atrativos

Seis protagonistas. Seis jovens. Seis pessoas que apresentam diferentes estilos de vida. Seis histórias que se cruzam. O ter, o ser, o aparecer, o invejar e o amar. A obsessão pela fama, a cobiça pelo luxo e o desprezo pelo lixo. Tendo esse universo como principal premissa, estreou nessa segunda-feira (29/04), a nova novela das sete: "Sangue Bom". Escrita por Maria Adelaide Amaral em parceria com Vincent Villari, a trama tem como principal objetivo recuperar o ibope do horário após os baixos índices obtidos por "Guerra dos Sexos". E por tudo o que foi visto no primeiro capítulo, essa recuperação de fato ocorrerá e o objetivo será alcançado.


A novela logo começou exibindo lindas imagens e se preocupou em apresentar todos os protagonistas da história sem grandes enrolações. Com uma direção impecável de Denis Carvalho, todas as apresentações, aliás, foram feitas de forma sutil; o que acabou gerando um excelente resultado, pois o telespectador se sentiu mais acolhido na história e a sensação de já conhecer todo mundo se fez presente. Bento (Marco Pigossi), Giane (Isabelle Drummond), Amora (Sophie Charlotte), Fabinho (Humberto Carrão), Maurício (Jayme Matarazzo) e Malu (Fernanda Vasconcellos) formam o sexteto central da história e ao longo da trama irão protagonizar clássicos conflitos amorosos. Afinal, de acordo com a sinopse, Giane ama Bento, que ama Amora, que é noiva de Maurício, que é o grande amor de Malu; enquanto que Fabinho só ama a si próprio.

Mas, pelo pouco do que foi exibido no primeiro capítulo, ficou bem explícito que não será só a trama dos protagonistas a responsável por segurar o público diante da televisão. Giulia Gam, após ter uma personagem totalmente inútil em "Amor Eterno Amor", ganhou o melhor papel da novela e que faz jus ao seu

domingo, 28 de abril de 2013

Troféu Imprensa: uma premiação que perdeu o prestígio e estagnou nos anos 90

Nesse domingo foi ao ar a 55ª edição do "Troféu Imprensa", premiação criada pelo saudoso Plácido Manaia Nunes em 1958, cujos direitos foram cedidos ao Silvio Santos em 1970. Esse evento, onde jurados analisam e votam nas melhores produções televisivas e nos artistas mais talentosos, sempre foi muito respeitada. Porém, já tem algum tempo que esse prestígio foi perdido. Isso porque há anos temos um festival de indicações equivocadas, análises de grande parte do juri que pouco acrescentam e muitas vezes injustos vencedores. Para culminar, o programa tem apresentado pouquíssimas mudanças desde que estreou na tevê. E, pelo que foi visto no programa de 2013, tudo continua exatamente igual.


Os jurados são sempre os mesmos, com raríssimas mudanças. O esquema de votação --- que já deveria ter sido alterado há muito tempo ---- também não muda: onze pessoas para cinco votos por indicação, ou seja, muitos jurados não votam em várias categorias. E infelizmente, vários jornalistas exageram nas bajulações em cima do Silvio Santos e das atrações do SBT. Esse conjunto de situações deixa o programa cansativo e  o telespectador fica com a sensação de já ter visto tudo aquilo antes, uma vez que muitas das indicações são iguais e as próprias análises dos jurados se repetem. O cenário é praticamente o mesmo, assim como o posicionamento dos jornalistas que participam das votações. Quem assiste sente que está vivendo em plena década de 90. 

Porém, em meio a tanta mesmice, a única repetição prazerosa de se ver é a desenvoltura de Silvio Santos no palco. Ele é a alma do programa e consegue divertir com suas pérolas. É o maior comunicador do

sábado, 27 de abril de 2013

Embora rejeitada pelo público e pela crítica, Guerra dos Sexos termina com mais acertos do que erros

Chegou ao fim, nessa sexta-feira (24/09), o remake de "Guerra dos Sexos". Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando (os mesmos envolvidos na obra original), a novela estreou cercada de expectativas. Afinal, todos que acompanharam a primeira versão em 1983 gostariam de ver a nova roupagem da obra, assim como todos que não tiveram a oportunidade de assistir na época, queriam conhecer mais a história que revolucionou a teledramaturgia na década de 80. Entretanto, depois de alguns capítulos exibidos, a decepção foi grande. O público rejeitou, a crítica massacrou e o ibope foi muito baixo.


Pouco tempo depois de ter estreado, muitas críticas surgiram em cima da temática da novela. A guerra entre homens e mulheres foi considerada ultrapassada e muitos questionaram as poucas mudanças que o autor fez na trama. Vários atores também desagradaram pelo tom exagerado que colocaram nos personagens. Enfim, no início tudo parecia uma imensa catástrofe. Mas a verdade é que houve uma grande injustiça em cima desse remake. 

Silvio de Abreu realmente errou ao não inserir nenhum novo personagem na novela. E nas semanas iniciais a trama andava em círculos, não saía do lugar e cansava o público. Se em 1983 havia um ritmo mais moderado na teledramaturgia, o mesmo não se pode dizer nos tempos atuais. Agilidade agora é tudo na ficção. Porém,

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sangue Bom: o que esperar da próxima novela das sete?

Desde que as chamadas de "Sangue Bom", a nova novela das sete que estreia na próxima segunda-feira (29/04), começaram a ir ao ar, ficou claro para o telespectador que a trama apresentada será baseada no universo adolescente. Os seis protagonistas são jovens e todos, pelo menos de acordo com o que tem sido mostrado, terão dramas que se intercalarão ao longo do tempo. Com ares de comédia romântica, a história tem grandes chances de agradar.



As chamadas estão alegres e a trilha sonora apresentada até agora reflete bem esse universo adolescente: muitas bandas tocariam facilmente na "Malhação", por exemplo. Aliás, Maria Adelaide Amaral, a autora ao lado de Vincent Villari, ficou irritada quando um repórter perguntou se sua trama seria uma espécie de "Malhação", por ter tantos atores jovens em papéis importantes. Mas fica difícil não fazer uma comparação, afinal, a novelinha duradoura da Globo sempre teve um elenco repleto do adolescentes. Porém, deixando as polêmicas de lado, a trama tem potencial para ser um sucesso.

Só pelo pouco do que foi apresentado ao público, está bem explícito que vários personagens se destacarão e muitos atores brilharão com seus papéis. É o caso de Isabelle Drummond, por exemplo, que viverá uma personagem masculinizada. Após angariar elogios em todos os seus trabalhos, a atriz tem