sexta-feira, 29 de maio de 2015

"Verdades Secretas": o que esperar da próxima novela das onze?

Após quatro remakes, a Globo decidiu colocar uma novela inédita na faixa das 23h. Para a missão, escalou Walcyr Carrasco, logo depois que o autor encerrou o sucesso "Amor à Vida", sua estreia no horário nobre. Ele ---- que escreveu o bem-sucedido remake de "Gabriela" no horário das onze em 2012 ---- aceitou o desafio, emendou mais um folhetim e ainda resolveu repetir a ótima parceria com o diretor Mauro Mendonça Filho. E foi assim que "Verdades Secretas", cuja estreia está marcada para o dia 8 de junho, foi surgindo.


A história ---- cujo clipe você pode conferir aqui ---- retratará o mundo das modelos e todo este universo 'fashion', cobiçado por inúmeras mulheres. Porém, o enredo focará em temas bastante pesados, como prostituição e drogas, expondo os perigos e armadilhas que cercam o 'glamour' de uma das profissões mais admiradas pelo sexo feminino. A ganância e o deslumbramento serão os maiores inimigos dos personagens, que se dividirão entre caçadores e presas, principalmente no núcleo principal.

Claro que a temática mais pesada desperta curiosidade, não só pelos conflitos promissores, como também pela coragem do autor em apostar em uma história forte, depois das reações negativas a alguns dramas apresentados na fracassada "Babilônia".

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Com um último episódio repleto de acontecimentos, "Revenge" encerra de forma primorosa a saga de Emily Thorne

A saga da vingança da loirinha mais temida dos Hamptons chegou ao fim após quatro anos de muitas reviravoltas, embates e mortes. "Revenge" fechou seu ciclo na quarta temporada, cujo último episódio foi exibido no dia 10 de maio nos E.U.A., e no dia 27 do mesmo mês no Brasil, transmitido pelo canal a cabo Sony. A trama estreou em setembro de 2011 e foi um dos maiores sucessos do canal americano ABC ----- obteve a maior audiência depois do fenômeno "Lost".


A história de Emily Thorne (Emily VanCamp) ---- que na verdade se chamava Amanda Clarke ----conquistou desde o primeiro episódio, e a saga desta destemida mulher, que buscava vingar a condenação injusta de seu pai, foi vista em mais de 35 países, se transformando em uma das séries de maior sucesso televisivo do mundo. Criada por Mike Kelley, a trama foi claramente baseada no clássico livro "O Conde de Monte Cristo" (fonte de inspiração de muitas novelas) e apresentou inúmeros elementos folhetinescos, o que pôde ajudar a explicar o êxito desta produção entre os telespectadores brasileiros.

O pai de Amanda foi condenado injustamente por terrorismo ---- graças a um plano do inescrupuloso Conrad Grayson (Henry Czerny) ----, sendo preso e depois 'assassinado' na prisão. Ela ainda acaba internada em um reformatório pela quase futura madrasta (esposa do canalha que armou todo este esquema).

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"A Usurpadora": sexta exibição, sexto sucesso

O SBT e a Televisa (principal cadeia mexicana de televisão) têm uma parceria antiga. A emissora de Silvio Santos já adquiriu e exibiu várias produções mexicanas ao longo dos anos ---- incluindo o clássico Chaves, obviamente ----, além de ter produzido alguns remakes de novelas do México. E um dos mais clássicos folhetins daquele país virou um verdadeiro tesouro para o canal do homem do baú. "A Usurpadora" foi exibida pela primeira vez no Brasil em 1999 e foi um fenômeno de audiência. Desde então, a trama vem sendo reprisada várias vezes, sempre obtendo um ótimo retorno do público.


A primeira reprise foi em 2000, menos de um ano depois da exibição original. O SBT depois passou a trama novamente em 2005, 2007 e entre dezembro de 2012 e maio de 2013. Todas as vezes conquistando expressivos números de audiência, para o terror das concorrentes Record, Band e Rede TV!, que perdiam quase sempre para a reexibição de uma produção comprada, enquanto gastavam dinheiro com produções próprias. E Silvio Santos resolveu trazer de volta este 'inimigo' da concorrência em 2015.

A sexta exibição de "A Usurpadora" e quinta reprise entrou na grade no dia 30 de março, às 17h. Inicialmente, as previsões em torno da resposta do público eram receosas, afinal, passar seis vezes uma novela em menos de 20 anos é um exagero para qualquer emissora. Porém, a força da trama mexicana se fez novamente presente.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Segunda temporada de "Questão de Família" se mostra tão boa quanto a primeira

A estreia de "Questão de Família" em 2014 engrandeceu a grade do GNT. O canal a cabo conseguiu produzir outra excelente série, após as impecáveis "Sessão de Terapia" e "3 Teresas". Com roteiro de Sérgio Rezende (que dirige) e Rodrigo Lage (criador), a trama em torno de um juiz de vara de família, que também tem seus dilemas familiares para enfrentar, foi uma grata surpresa do ano passado, prendendo a atenção. E o êxito da produção implicou em uma continuação, que estreou no dia 1º de abril.


A segunda temporada está tão boa quanto a primeira. Os 13 episódios exibidos no ano passado deixaram o telespectador completamente envolvido com o enigma envolvendo o assassinado do Coronel Fernandes (Eduardo Galvão) e as investigações de Pedro (Eduardo Moscovis), que aparentemente tinham chegado ao fim com a confissão do irmão (Marcos - Iano Salomão) no desfecho daquela fase. Já nesta outra leva de capítulos, a história tem uma passagem de tempo equivalente a um ano e seu foco passa a ser voltado para o retorno de Márcia (Esther Góes), a mãe do protagonista, verdadeira assassina do pai dele.

A trama ficou ainda mais interessante e apresentou outros bons desdobramentos também na vida profissional de Pedro. O juiz ---- que tinha como rotina perseguir as partes cujos processos eram julgados por ele (com o intuito de ter certeza na hora das suas avaliações) ---- teve seu nada ético hábito descoberto graças ao poderoso Cássio (Fúlvio Stefanini, uma ótima aquisição desta temporada).

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elenco se destaca em "Amorteamo"

O capricho de "Amorteamo" impressiona. A série tem um figurino impecável, cenários repletos de detalhes que destacam bem o Recife do início do século XX, e a trilha sonora é um presente para os ouvidos. Mas além de todas estas incontestáveis qualidades, o elenco merece uma menção especial pelo belo trabalho apresentado nesta produção de apenas cinco capítulos, escrita por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes.


A série tem um tom mais teatral e até bem voltado para o expressionismo. Os atores conseguiram mergulhar na proposta da fantasia macabra, abordada de várias formas, e vêm se destacando à medida que a história sombria vai avançando. Logo na estreia, já foi possível ver que todo aquele universo fazia uma espécie de mescla entre o lúdico e o terror. Os intérpretes foram bastante exigidos e o trabalho de composição de todos merece muitos elogios.

Um dos principais destaques é Letícia Sabatella, que está perfeita vivendo sua sofrida Arlinda. A mulher que passou a viver nas sombras de um profundo sofrimento, depois que seu amante foi assassinado por seu marido, é um perfil muito intenso.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Mutilada, "Babilônia" perde ainda mais o rumo e fica pior do que já estava

A situação está a cada dia mais crítica para "Babilônia". A novela, que estreou em março, vem enfrentando uma forte rejeição da audiência e todas as alterações feitas na história até agora só conseguiram deixar tudo ainda pior. Os autores estão completamente perdidos na condução da trama, que, em virtude do péssimo Ibope, será encurtada em mais de três semanas ---- terminará com apenas 143 capítulos, mesmo número de "Em Família". Ou seja, prevista para acabar em setembro, a produção chegará ao fim em agosto, antecipando a estreia de "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro.


O primeiro capítulo da novela foi excelente e muito promissor, porém, não demorou muito para que a história começasse a apresentar vários problemas em torno do seu enredo e personagens. A falta de um fio condutor, perfis atrativos e situações que prendessem a atenção do telespectador foram as principais causas para o afastamento do público, que se desinteressou por tudo o que estava sendo contado. A evasão foi tão grande que a média de audiência do folhetim até agora é de 25,5 pontos, índice pífio, levando ainda em consideração o fracasso de "Em Família", que teve 30 de média. Vale lembrar, inclusive, que a trama perdeu várias vezes para "Alto Astral" e agora vem perdendo para "I love Paraisópolis", duas novelas das sete.

Mas, é preciso sempre ressaltar, que audiência nem sempre implica em qualidade. Há várias produções que fracassaram primorosas (vide "Lado a Lado" e "Meu Pedacinho de Chão"), assim como alguns sucessos passaram longe de serem considerados bons (como "Caminho das Índias" e "Fina Estampa"). Só que no caso de "Babilônia" os baixos índices refletem, sim, o problemático enredo de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Após sucesso em 2014, "MasterChef" estreia segunda temporada promissora

Após a bem sucedida primeira temporada, exibida no ano passado, a Band fez questão de manter o "MasterChef" em sua grade. Afinal, foi a segunda maior audiência da emissora em 2014, perdendo apenas para os jogos da Copa do Mundo. O formato originalmente britânico, que faz sucesso em vários países, emplacou também no Brasil graças ao atrativo formato e ao investimento da Bandeirantes, que se preocupou em apresentar um produto de qualidade para o telespectador.


A segunda temporada estreou nesta terça (19/05), às 22h35 --- na verdade houve uma espera pelo término do capítulo de "Babilônia", na Globo ---, mesmo dia e horário que o ano passado. Ana Paula Padrão segue apresentando as provas e interagindo com alguns candidatos, enquanto Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin continuam afiadíssimos analisando os pratos de cada um. Obviamente, o tempo que estão juntos facilitou e muito o entrosamento do trio, que está ainda mais à vontade em 2015.

Os chefs conseguiram mesclar dureza com ironias e, como ocorreu em 2014, monopolizaram a atenção do programa. E este protagonismo da argentina, do brasileiro e do francês não deverá ser muito diferente até o último episódio da competição, o que é ótimo para os fãs do formato. Ter jurados de personalidade forte e que dão identidade a um reality de culinária é sempre vital para o êxito da atração.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

"Fera Radical": um grande sucesso de Walther Negrão

Exibida entre 28 de março e 18 de novembro de 1988, "Fera Radical" foi um grande sucesso de Walter Negrão. A novela das seis caiu no gosto popular com uma clássica história de vingança, tema muito usado em folhetins, filmes e livros. A trama foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 16 de dezembro de 1991 e 8 de maio de 1992, além de ter ido ao ar duas vezes no quadro "Novelão da Semana", do "Vídeo Show".


Protagonizada por Malu Mader, a novela conta a história de Cláudia, uma mulher que jura vingar o massacre sofrido por sua família. Uma casa incendiada, gritos, pavor e correria: esta mescla de momentos aterrorizantes vivem atormentando a mocinha (belíssima jovem moradora de Ipanema, Rio de Janeiro), que volta à pequena Rio Novo, fictícia cidade onde sua família foi dizimada, para descobrir os culpados e destruir a vida dos responsáveis pelo trauma que sofreu há 15 anos.

Uma trama clássica que prendeu a atenção do telespectador; afinal, é sempre atrativo acompanhar a saga de uma pessoa em busca de justiça. Quase todas as produções que se utilizam deste recurso são bem-sucedidas, caso desenvolvam o enredo com competência, obviamente. E foi o caso de "Fera Radical".

terça-feira, 19 de maio de 2015

Comemorando 50 anos, Globo foi bem presenteada com "O Rei do Gado", "Malhação Sonhos", "Sete Vidas" e "Alto Astral"

A Globo não tem motivos para comemorar os seus 50 anos no horário nobre. "Babilônia segue com uma audiência preocupante e está cheia de problemas de desenvolvimento. No entanto, este importante 2015 para a emissora tem sido bastante promissor na faixa das 16h30 às 20h30. "O Rei do Gado" no "Vale a Pena Ver de Novo", "Malhação Sonhos", "Sete Vidas" e "Alto Astral" (esta recém terminada) vêm garantindo bons índices e todas são produções de muita qualidade.


A reprise de um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa foi um grande presente para a grade vespertina da Globo. A audiência da reexibição de "Cobras & Lagartos", trama anterior, foi desastrosa e oscilava entre 9 e 12 pontos, números nada atrativos para os padrões da líder. Mas, a trama em torno da inesquecível rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazzi ---- somada ao ótimo elenco composto de nomes como Raul Cortez, Antônio Fagundes, Patrícia Pillar, Ana Rosa, Carlos Vereza, entre outros ---- elevou o Ibope, e desde então o folhetim vem obtendo índices em torno dos 17 pontos, com pequenas variáveis.

"Malhação Sonhos", por sua vez, também conseguiu aumentar os números da fraca temporada anterior chamada de 'Casa Cheia'. Rosane Svartman e Paulo Halm vêm conduzindo a história com competência. Eles evitam qualquer tipo de enrolação, procurando sempre manter o enredo movimentado (mesclam momentos cômicos com dramáticos muito bem), e ainda fazem uma boa inserção de pequenos números musicais em algumas cenas.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Encontro dos sete irmãos em um parque de diversões emociona e proporciona uma das cenas mais lindas de "Sete Vidas"

A sensibilidade de "Sete Vidas" pôde ser sentida logo na estreia da novela e quem acompanhou a série "Tudo Novo de Novo" e a novela "A Vida da Gente" não ficou surpreso com esta facilidade que Lícia Manzo tem de emocionar. Mas, ainda assim, a autora conseguiu surpreender com a tocante sequência do reencontro dos sete irmãos em um parque de diversões, exibida no capítulo de quinta- feira (14/05) desta semana ----- o vídeo pode ser assistido aqui.


Antes da reaproximação, houve um sério desentendimento entre eles. Isso porque Laila (Maria Eduarda de Carvalho) falsificou a carteira de identidade de Bernardo (Ghilherme Lobo) para 'ajudá-lo' a arrumar um emprego, uma vez que ele só tem 16 anos. Júlia (Isabelle Drummond) e Felipe (Michel Noher) não aprovaram, mas foram cúmplices do plano. Só que Marlene (Cyria Coentro), mãe do garoto, descobriu, brigou com o filho e ainda contou para Pedro (Jayme Matarazzo), que se indignou ---- aumentando ainda mais a raiva que o mesmo vem sentindo de tudo e de todos. Para culminar, Bernardo ainda desapareceu por um tempo, causando preocupação e despertando a indignação de Luiz (Thiago Rodrigues).

O resultado foi uma briga generalizada entre os irmãos, com direito a uma sucessão de verdades vomitadas por Laila, atingindo principalmente o malandro Durval (Cláudio Jaborandy). Esta cena, aliás, foi uma das melhores da novela, evidenciando bem a preciosidade do drama familiar que a autora inseriu em seu folhetim. Depois de tantos desencontros e muita procura, parecia que a reunião de todos aqueles parentes terminaria com um drástico rompimento e inúmeras feridas emocionais.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Novo "Zorra" agrada, extingue o formato desgastado e reformulação devolve graça ao programa

O "Zorra Total" estreou em março de 1999 e inicialmente era apresentado às quintas-feiras, até ser substituído pelo já extinto jornalístico "Linha Direta", migrando para os sábados, onde se estabeleceu. A fórmula do humor popularesco e repleto de bordões sempre foi a grande identidade deste programa, permanecendo assim por quase 16 anos e recebendo um ótimo retorno da audiência. Várias expressões e personagens emplacaram e caíram no gosto popular ao longo deste tempo. Porém, no dia 9 de maio de 2015 uma nova fase foi iniciada em um dos humorísticos mais longevos da Globo.


Saiu Maurício Sherman, que dirigiu a atração por 15 anos, e entraram Maurício Farias e Marcius Melhem, dois dos responsáveis pelo excelente "Tá no Ar: a TV na TV" ---- este que conta também com a colaboração de Marcelo Adnet. E o DNA do elogiado humorístico, que estreou em 2014, já pôde ser visto no novo "Zorra", que agora conta com esquetes bem mais rápidas (que também se assemelham a programas como o "Viva o Gordo", por exemplo) e quadros sem personagens fixos. Os bordões foram abolidos, assim como as gostosas presentes em vários momentos. As claques (risos e aplausos programados), outra característica do antigo formato, também acabaram.

Mas apesar destas alterações drásticas, vários atores do "Zorra Total" foram mantidos no elenco. Nomes como Antônio Pedro, Tony Tornado, Fabiana Karla, Rodrigo Sant`anna, Thalita Carauta, Mariana Santos, Nelson Freitas, Paulo Silvino, Agildo Ribeiro, Nizo Neto, Sebastião Vasconcellos, Tadeu Mello, entre outros, seguem na atração, que também ganhou novos integrantes:

terça-feira, 12 de maio de 2015

"I love Paraisópolis" investe no exagero e na história clássica para atrair o público

Após a bem sucedida "Alto Astral", que conquistou o telespectador com uma trama despretensiosa (mesclando espiritismo com comédia romântica e utilizando vários clichês), o horário das sete da Globo agora passa a contar uma história cujo foco central é uma das maiores favelas de São Paulo. "I love Paraisópolis" estreou nesta segunda (11/05) com a missão de manter os bons índices conquistados pela novela anterior e, ao que tudo indica, também apostará no folhetim clássico para agradar o telespectador, investindo bastante nas tintas fortes.


Os autores Alcides Nogueira e Mário Teixeira abordam neste novo trabalho o tradicional embate dos ricos contra os pobres e vice-versa. A comunidade de Paraisópolis ---- que fica perto do bairro de classe média alta do Morumbi ---- será o principal ponto de conflito e é lá que moram as protagonistas: Marizete (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck). Mari foi criada pela família da amiga-irmã depois que sua mãe morreu no parto, uma vez que Eva (Soraya Ravenle) nutria uma grande amizade pela falecida. Ela e Jurandir (Alexandre Borges) são pais de Pandora (apelidada de Danda) e sempre trataram as duas com o mesmo carinho.

Já o mocinho é Benjamin (Maurício Destri), um rapaz rico e premiado arquiteto, morador do Morumbi, que volta de Nova York com o objetivo de realizar o seu projeto de reurbanizar Paraisópolis. Porém, sua ambiciosa mãe ---- Soraya (Letícia Spiller), casada com o inescrupuloso Gabo (Henri Castelli), irmão do seu falecido marido ---- não aceita a ideia do filho e tem um verdadeiro horror ao lugar.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cenas bem produzidas, trama sombria e proposta ousada marcam a estreia de "Amorteamo"

"Uma história de amor e morte em que a noiva abandonada se entrega à sorte de um coração quebrado. A mãe que vê seu bastardo com um homem amargurado vivendo na escuridão. E os mortos voltam à vida com sede de vingança e explicação." Substituindo a impecável "Os Experientes" na grade da Globo e tendo estes enfoques como base, estreou nesta sexta (08/05) uma nova série que mescla terror e paixão. "Amorteamo" ---- cujo título provoca uma inspirada junção de amor e morte, deixando a cargo de quem lê a sua preferência ---- é uma criação de Cláudio Paiva, Guel Arraes e Newton Moreno, com direção de Flávia Lacerda.


A produção é uma grande ousadia da emissora, uma vez que envereda por um caminho até então pouco explorado em tramas nacionais. A história ----- ambientada em Recife, no início do século XX ----- é focada em dois triângulos amorosos bastante macabros: o primeiro entre Aragão (Jackson Antunes), Arlinda (Letícia Sabatella) e Chico (Daniel de Oliveira), e o segundo entre Gabriel (Johnny Massaro), Malvina (Marina Ruy Barbosa) e Lena (Arianne Botelho). A paixão, a traição, a morte e a tragédia estão presentes em todas estas relações conflituadas e completamente intrincadas. 

Gabriel é fruto da traição de Arlinda com Chico, que foi assassinado por Aragão assim que infidelidade da esposa foi descoberta pelo violento marido. O rapaz, cujo lado fúnebre se evidencia, foi criado pelo padrasto, mas nunca entendeu o ódio que o 'pai' sente por ele, pois desconhece toda a tragédia familiar.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Com muitos clichês e despretensiosa história, "Alto Astral" conquistou a audiência e cumpriu sua missão

O objetivo do estreante Daniel Ortiz era bem complicado: reerguer o horário das sete, afundado pelo fracasso "Geração Brasil", que conseguiu piorar ainda mais a audiência da faixa após a problemática "Além do Horizonte". O autor, supervisionado por Silvio de Abreu, resolveu apostar em uma trama simples para conquistar o público e, com a sua trama encerrada depois de seis meses no ar ---- cujo último capítulo foi exibido nesta sexta (08/05) ----, pode-se afirmar com convicção que a missão foi devidamente cumprida.


A novela foi baseada na sinopse original da saudosa Andrea Maltarolli (falecida em 2009) e mesclou muito bem espiritismo, comédia e drama. Ao contrário das duas obras anteriores, a trama não tinha pretensão alguma, tanto que apostou no folhetim tradicional que lembrou bastante, inclusive, as produções das 19h da década de 90. A história tinha a cara da faixa e não demorou muito para a audiência crescer, aumentando os índices preocupantes do horário ---- a reta final, aliás, elevou ainda mais os números, chegando a surpreendentes picos acima dos 30 pontos, marcando algumas vezes uma maior média que "Babilônia".

Uma estratégia inteligente do autor foi a inserção espaçada de novos personagens, já anunciados como presentes na trama nos créditos da abertura. Alguns, inclusive, tiveram a entrada antecipada em virtude da cobrança do público. Todos, de uma forma ou de outra, provocaram viradas na trama.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Chapa Quente" não honra o horário herdado de "A Grande Família"

Estreou, no dia 9 de abril, uma nova série de Cláudio Paiva ---- que já escreve a bem-sucedida "Tapas & Beijos" ----, cuja dura missão é ficar no horário que foi da longeva e querida "A Grande Família", produção que também contou com a colaboração do roteirista por um bom tempo. Dirigido por José Alvarenga Jr. e com previsão de 25 episódios, "Chapa Quente" é o novo seriado semanal da Globo que aposta em algo bem popular para agradar o público.


A história se passa em São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro com pouco mais de um milhão de habitantes. Segundo Cláudio, a escolha deste local foi (além dele ter nascido em Niterói) em virtude do descaso que Estado tem pela região desde sempre. O cenário principal é o "Marlene`s", salão de cabeleireiro da Marlene (Ingrid Guimarães), onde trabalham o ferino cabeleireiro Fran (Tiago Abravanel) e a manicure Josy (Renata Gaspar), que por sua vez é noiva de um traficante chamado Godzilla (Paulo Américo).

Marlene ainda é casada com o vagabundo Genésio (Leandro Hassum), um desempregado que é sustentado pela esposa e costuma passar as tardes bebendo no bar da Creuza (Ana Baird). Ele ainda tem como melhor amigo o picareta Marreta (Paulinho Serra), com quem faz alguns bicos que nunca dão certo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

"I love Paraisópolis": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão de "Alto Astral" era elevar os índices preocupantes do horário das sete, após o retumbante fracasso de "Geração Brasil", que obteve a pior média da faixa. E, contrariando todas as expectativas, o estreante autor Daniel Ortiz conseguiu cumprir o objetivo. Agora, a próxima novela das sete precisará manter os bons índices ou aumentá-los. Esta é a responsabilidade de "I Love Paraisópolis" ---- cujo clipe você pode ver aqui.


Escrita por Alcides Nogueira (responsável pelos ótimos remakes "Ciranda de Pedra" e "O Astro, citando apenas alguns de seus trabalhos) e Mário Teixeira, a novela terá a favela de Paraisópolis ---- que fica a poucos metros do luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo ---- como cenário principal. A mocinha Mari, vivida por Bruna Marquezine, mora na comunidade e é irmã de criação de Danda (Tatá Werneck).

As duas vivem juntas porque os pais de Danda ---- Eva (Soraya Ravenle) e Jurandir (Alexandre Borges) ---- criaram Mari, depois que a mãe da menina (grande amiga de Eva)  morreu no parto. As duas têm uma relação de amizade muito forte e sonham com uma vida melhor.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Reta final de "Alto Astral" surpreende com ritmo ágil e sucessão de acontecimentos

A atual novela das sete da Globo chegará ao fim nesta sexta-feira (08/05). E a reta final de "Alto Astral" vem presenteando o telespectador com vários acontecimentos, conseguindo, inclusive, um excelente retorno da audiência ----- a trama já chegou a picos de 30 pontos, índice não alcançado há mais de dois anos. Daniel Ortiz planejou muito bem as últimas semanas de sua história e o resultado é um conjunto de bons embates e ótimas interpretações.


O autor guardou as principais revelações para estes derradeiros momentos e acertou, pois conseguiu prender a atenção do público. Porém, é verdade que ele poderia ter desenvolvido algumas situações antes, como a falsa-doença da Úrsula (Silvia Pfeifer), por exemplo, que demorou demais para ser descoberta e ficou estagnada por um certo tempo. Só que estes detalhes ficaram pequenos diante da ótima reta final apresentada, repleta de boas cenas. 

Aliás, a descoberta da farsa da vilã foi uma das situações mais aguardadas de "Alto Astral". E valeu a pena esperar. Daniel Ortiz escreveu uma sequência que deixou Christiane Torloni brilhar absoluta. Maria Inês descobriu, graças a Ricardo (Nando Rodrigues), que sua 'melhor amiga' nunca esteve doente e que tudo não passou de uma armação para impedi-la de ficar com Marcelo (Edson Celulari), seu grande amor.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Série impecável, "Os Experientes" valorizou os atores veteranos e comprovou que a velhice rende várias histórias primorosas

Foram apenas quatro episódios. "Os Experientes" estreou no dia 10 de abril e teve seu último episódio exibido no dia 1º de maio. A série foi produzida no final de dezembro de 2013 e início de 2014, mas só conseguiu espaço na grade da Globo em 2015. E é de se lamentar não só a demora da emissora para colocar este produto no ar, como também a curta temporada. Afinal, o seriado que colocou os mais velhos como protagonistas apresentou um conjunto de qualidades.


A produção expôs mais uma parceria de sucesso entre a Globo e a O2 Filmes (responsável pela coprodução), repetindo a competência vista em "Felizes para sempre?", minissérie do início do ano, citando apenas um exemplo mais recente. Dirigida por Fernando Meirelles e criada pelo seu filho, Quico Meirelles, a série (roteirizada por Antônio Prata, que escreveu o primeiro, e Márcio Alemão Delgado, escritor dos três restantes) apresentou quatro episódios independentes, colocando em evidência várias formas de lidar com a experiência de vida, e todos foram primorosos.

O primeiro contou com a luxuosa participação de Beatriz Segall vivendo a esperta Yolanda, senhorinha que se viu vítima de um assalto a banco e conseguiu ser mais inteligente que o assaltante e os policiais juntos. A atriz teve uma ótima parceria com João Cortês, ator conhecido pelos comerciais de celular que se mostrou uma grata surpresa.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Volta de Miguel provoca uma aguardada reviravolta em "Sete Vidas" e deixa a novela ainda mais atrativa

Entre as muitas qualidades de "Sete Vidas", o bom ritmo se configura como uma das principais. Lícia Manzo conta sua história sem qualquer tipo de enrolação, ao mesmo tempo que consegue valorizar cada diálogo, cada momento e cada situação vivida pelos seus personagens. Ou seja, é uma novela que não tem um ritmo alucinante, mas apresenta vários acontecimentos diariamente. E, com o folhetim chegando praticamente na metade (ficará cerca de quatro meses no ar), a grande virada da trama aconteceu recentemente com a volta de Miguel (Domingos Montagner).


A razão para este retorno foi alheia à sua vontade, afinal, era uma questão de vida ou morte. Mais um filho do protagonista foi 'achado' e o rapaz corria sério risco de falecer porque precisava urgentemente de um transplante de fígado. Graças ao esforço de sua mãe (Beatriz - grande Lígia Cortez), Felipe (Michel Noher) conheceu Pedro (Jayme Matarazzo), Júlia (Isabelle Drummond), Laila (Maria Eduarda de Carvalho), Bernardo (Ghilherme Lobo) e Luis (Thiago Rodrigues) e logo se afeiçoou a esta 'nova família'. Mas, após a felicidade de ter encontrado vários irmãos, a decepção se fez presente depois que nenhum foi compatível para a doação de parte do órgão. Foi o estopim para a chegada de Miguel.

O navegador, incentivado pelo melhor amigo Lauro (Leonardo Medeiros), deixou a covardia de lado e resolveu voltar para salvar a vida deste novo filho. O retorno do personagem mais importante da trama provocou a mais aguardada virada de "Sete Vidas" e proporcionou uma sucessão de cenas dramáticas, muito bem interpretadas por todos os integrantes do ótimo elenco.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Com merecidas homenagens e emocionantes lembranças, show dos 50 anos da Globo foi um belo espetáculo

Inaugurada no dia 26 de abril de 1965, às 11 horas, a Globo começou 2015 comemorando seu respeitável aniversário de 50 anos com o especial "Luz, Câmera, 50 Anos". Mas as grandes homenagens foram exibidas mesmo na penúltima semana de abril. Incluindo o show especial, gravado em dois dias (na quarta e na quinta) no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que foi exibido na noite deste sábado (25/04), um dia antes da data comemorativa 'oficial'.


Resumir 50 anos de história em 90 minutos é humanamente impossível, portanto, é óbvio que muita coisa ficou de fora, tendo a ausência sentida pelo público. Vide os 20 anos de "Malhação", que merecia ter sido citado, assim como o marco da "TV Pirata", além de novelões como "A Próxima Vítima", "Escrava Isaura", "Mulheres de Areia", "Irmãos Coragem", "A Viagem", "Tieta", entre tantos outros estrondosos sucessos. Porém, apesar de vários programas, séries e folhetins terem ficado de fora (o que é compreensível, apesar de triste), o show foi muito caprichado e conseguiu homenagear a trajetória da emissora com competência.

O espetáculo foi dirigido por LP Simonetti e contou com cerca de 800 pessoas, entre artistas e equipe técnica. A plateia toda foi formada por funcionários da empresa escolhidos por sorteio, incluindo os atores/atrizes da casa, obviamente. Fátima Bernardes e Pedro Bial foram os encarregados para a apresentação e narração dos shows, que exibiram uma verdadeira viagem no tempo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Série do "Jornal Nacional" sobre os 50 anos do jornalismo da Globo mesclou bem comemoração e informação

Em meio aos especiais de comemoração dos 50 anos da Rede Globo, o "Jornal Nacional" apresentou uma ótima série (em cinco episódios), que relembrou a história do jornalismo da emissora e os fatos mais marcantes que aconteceram ao longo destes anos. O especial reuniu vários jornalistas renomados da empresa em uma mesa redonda para um debate sobre os acontecimentos, notícias e polêmicas das últimas décadas.


Mediado por William Bonner, o bate papo descontraído contou com a presença de Sandra Passarinho, Fátima Bernardes, Galvão Bueno, Glória Maria, Caco Barcellos, Ernesto Paglia, Orlando Moreira, Pedro Bial, Ilze Scamparini, Renato Machado, Tino Marcos, Heraldo Pereira, Marcelo Canellas, Francisco José, Luiz Fernando e André Luiz Azevedo. Ao todo, foram 16 profissionais que ajudaram a narrar os principais fatos da história, relembrando as matérias jornalísticas que fizeram ao longo dos anos de trabalho na Globo.

Os episódios, inseridos no "Jornal Nacional", tiveram 20 minutos e foram divididos em décadas. O primeiro capítulo abordou o período entre 1965 (ano da fundação da emissora) e 1974. O segundo exibiu fatos marcantes ocorridos entre 1975 e 1984, enquanto o terceiro relembrou principais notícias entre 1985 e 1994.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Os 20 anos de "Malhação", uma das produções mais longevas da Rede Globo

No dia 24 de abril de 1995, estreava na Globo o que viria a ser uma de suas produções mais longevas: "Malhação". Ao som de "Assim caminha a humanidade", cantada por Lulu Santos na abertura (que virou um dos maiores hits da trama), a história sobre os dramas adolescentes começou a ser contada tendo uma academia como pano de fundo, vide o título do seriado. Juliana Martins e Danton Mello formavam o casal protagonista (Bella e Héricles) e fizeram parte de um elenco que tinha nomes como Carolina Dieckmann, Silvia Pfeifer, Fernanda Rodrigues, Bruno de Lucca (uma criança ainda), Nair Bello, John Herbert, entre outros.


Os autores Emanoel Jacobina e Andrea Maltarolli (também autora da novela "Beleza Pura", falecida em 2009) foram os idealizadores deste tão bem-sucedido projeto voltado para os adolescentes ---- baseado também no boom de academias de ginástica na época ---- e escreveram várias temporadas, incluindo a primeira, em parceria com Patrícia Moretzohn e Marcia Prates. Emanoel, em entrevista ao Jornal Extra, declarou que "Malhação" nasceu em uma oficina de dramaturgia para formação de atores da Globo em 1994. O diretor Roberto Talma (que lamentavelmente faleceu nesta quinta), inclusive, foi quem teve a ideia de transformar algo informal em um seriado, depois que viu vários jovens frequentando uma academia construída perto da Globo.

E foi exatamente o que virou o formato: uma vitrine para novos talentos. Só que os novatos não eram mais vistos, e analisados, apenas pelos diretores da emissora, eram também observados pelo público. Logo na primeira temporada, aliás, surgiu uma das figuras mais marcantes e queridas do seriado: o Mocotó, vivido por um inexperiente André Marques.