sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"The Voice Brasil" estreia terceira temporada mantendo as qualidades e apresentando boas novidades

A terceira temporada do "The Voice Brasil" estreou nesta quinta-feira (18/09), no lugar de "A Grande Família", que chegou ao fim em definitivo. Após duas temporadas de sucesso, o programa, dirigido por Boninho, iniciou a terceira mantendo todas as qualidades vistas nas edições anteriores e com algumas boas novidades também.


Entre as novas ideias, está a 'Segunda Chance', que como o próprio nome diz, abre novamente uma oportunidade de um candidato reprovado nas audições anteriores ser escolhido por algum dos jurados. Outra novidade da edição é a 'Audição às cegas' para o público. Ou seja, o telespectador não conhece o participante e nem sabe da história de vida dele. A pessoa se apresenta escondida por uma cortina vermelha e quem está em casa tem a mesma sensação do juri: apenas ouvir e julgar a voz. Sem dúvida, foram duas novidades acertadas.

A entrada de Fernanda Souza como repórter, substituindo Miá Mello, também foi algo novo na terceira edição. A atriz, inclusive, se saiu bem e não fez feio ----- ela também apresenta um conteúdo on-line exclusivo, o "The Voice Web". Já o restante não foi alterado, até porque não se deve mexer em um formato que deu tão certo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

"A Fazenda" estreia sétima edição com algumas novidades e os erros de sempre

A sétima edição de "A Fazenda" estreou no último domingo (15/09), pontualmente às 22h. Todas as edições são repletas de subcelebridades, onde muitas estão mais para 'ex-famosas esquecidas', entretanto, os participantes da nova temporada são ainda menos conhecidos. Quase todos são figuras de pouca importância, onde somente alguns podem ser classificados como 'figuras públicas', vide o ex-atleta Robson Caetano e a ex-paquita Andréia Sorvetão.


Mas os demais participantes são praticamente anônimos. Como ocorre em toda edição, há uma ex-panicat, no caso Babi Rossi, e dois homens que se encaixam na categoria 'modelo/ator': Marlos Cruz e Diego Cristo. O empresário Oscar Maroni, a socialite Heloísa Faissol, a modelo Lorena Bueri, o cantor sertanejo Léo Rodriguez, a cantora Bruna Tang, o ex-integrante do 'Menudos' Roy Rossello, o ex-dublador do "Qual é a música?" Felipeh Campos, a MC Bruninha, a ex-Miss Brasil Debora Lyra, o vocalista da 'Banda Cine' Diego e a polêmica Cristina Mortágua compõem o resto do time selecionado.

A seleção de Rodrigo Carelli mostra que o diretor quer muito barraco. E tem chances de ter seu desejo realizado, uma vez que ficou explícito que a maioria não tem muita coisa a perder e muito menos uma 'imagem a zelar'.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Sexo e as Negas" tem uma proposta interessante, mas história e personagens deixam a desejar

Após muita polêmica levantada por questões envolvendo racismo ----- várias organizações enviaram manifestos à Globo questionando o título da produção e alegando preconceito racial na abordagem da mulher negra na sociedade -----, estreou nesta terça-feira (16/09), "Sexo e as Negas", nova série de Miguel Falabella, que faz uma paródia suburbana do seriado americano "Sexy and the City".


O universo das protagonistas é a Cidade Alta, em Cordovil, local onde Lia (Lilian Valeska), Zulma (Karin Hills), Soraia (Maria Bia) e Tilde (Corina Sabbas) moram e se divertem, enquanto não encontram um amor para chamar de seu. As quatro são amigas inseparáveis, trabalhadoras e sempre batem ponto no bar de Jesuína (Cláudia Jimenez) para colocar a conversa em dia e desabafar sobre os problemas.

Lia é a mais velha, tem 38 anos, uma filha de 21 e uma neta de 8. Vive às voltas com o ex-marido contraventor (Alaor, vivido por Marcos Breda) e apesar dos problemas tenta ser feliz. Zulma é liberal, trabalha como camareira no teatro e é braço-direito de uma atriz famosa (Leonor, interpretada por Bia Nunnes).

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Penúltimo e último capítulos de "O Rebu" honraram todas as qualidades da melhor novela de 2014

O remake de "O Rebu" chegou ao fim na última sexta-feira (12/09) e saiu de cena de forma primorosa. Todos os capítulos da trama de George Moura e Sérgio Goldenberg foram repletos de bons embates, uma boa dose de mistério e um nível de tensão alto. Mas o penúltimo e o último capítulos desta tão instigante obra conseguiram superar todos os outros, encerrando esta produção da melhor forma possível.


Os autores surpreenderam o telespectador ao revelar já no penúltimo capítulo a tão aguardada cena do Bruno (Daniel de Oliveira) levando uma pancada na cabeça e sendo trancado no freezer. Ao invés de esperar o último dia para expor toda a situação do crime, como costuma ocorrer na maioria dos folhetins que usam o recurso do 'Quem matou?', optaram em dividir a revelação em duas partes excepcionais e impactantes.

A primeira parte foi em cima da mensagem de texto que Bruno enviou para Kiko (Pablo Sanábio), pedindo socorro e contando que Duda tinha lhe prendido no freezer, descoberta por Rosa (Dira Paes) e Pedroso (Marcos Palmeira). Esta informação serviu de pretexto para a exibição de uma das cenas mais fortes do remake.

sábado, 13 de setembro de 2014

Com fortes cenas e grandes interpretações, "O Rebu" chega ao fim considerada uma das novelas mais caprichadas da Globo

Após 36 capítulos de muito luxo, qualidade, fortes embates, grandiosas interpretações e uma intensa investigação policial, chegou ao fim "O Rebu", uma das mais caprichadas novelas já produzidas pela Globo. O remake baseado na obra de Bráulio Pedroso impressionou logo no primeiro capítulo e manteve a boa impressão durante toda a sua exibição, prendendo o telespectador através de uma trama instigante, bem entrelaçada e repleta de tipos ambíguos.


Escrita primorosamente por Sérgio Goldenberg e George Moura, a novela teve uma direção impecável de José Luiz Villamarim e uma fotografia de encher os olhos de Walter Carvalho ---- mesma competente equipe de "O Canto da Sereia" e "Amores Roubados". Todo este belo conjunto foi acrescido de uma gama de personagens cheios de nuances e de um elenco maravilhoso. Para culminar, a trilha sonora era repleta de clássicos nacionais e internacionais. Com tantas qualidades reunidas, ficou difícil não se encantar por esta produção, que engrandeceu o horário das onze.

Aos poucos, foi sendo possível perceber que a história era muito mais que um simples 'Quem matou?'. Os autores fizeram questão de construir um enredo riquíssimo, inserindo fortes dramas na vida de todos os personagens, valorizando automaticamente a interpretação dos atores que fizeram parte deste tão bem escalado time.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Com um final repleto de emoção e metalinguagem, "A Grande Família" fecha seu ciclo em grande estilo. Adeus, família Silva!

Uma das séries mais longevas da Globo chegou ao fim. Depois de ter ficado quase 14 anos no ar (13 anos e seis meses mais exatamente), "A Grande Família" se despediu do público nesta quinta-feira (11/09), fechando seu ciclo definitivamente e com sensação de dever cumprido. Foram 489 episódios, inúmeras participações especiais, algumas perdas irreparáveis e muitas histórias em cima da família muito unida e muito ouriçada.


A série original foi exibida entre 1972 e 1975. A versão atual estreou em março de 2001 e o intuito da Globo era apenas fazer um especial de 12 episódios em homenagem ao formato do passado. Porém, o sucesso foi tanto que o término foi sendo adiado e mais episódios eram encomendados. O resultado todos já sabem: quase 14 anos no ar e sempre no mesmo horário, às quintas-feiras, logo após a novela das nove. Um êxito e tanto.

Os personagens originais foram criados por Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa e todos os perfis se mostraram atemporais justamente por causa da fácil identificação. Os personagens estão presentes nos lares de vários brasileiros de tão reais que são e a versão de 2001, comandada por Cláudio Paiva,

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Band acerta ao produzir a versão nacional do "MasterChef"

Apostando em um formato consagrado e exibido em inúmeros países, a Band estreou no dia 3 de setembro, uma terça-feira, o "MasterChef", versão brasileira de um reality que se propõe a achar um novo chef entre cozinheiros amadores e anônimos, que participam de várias provas ao longo de 17 episódios. O vencedor vai ganhar um carro, R$ 150 mil e uma bolsa de estudos de três meses na Le Cordon Bleu, respeitada escola de gastronomia de Paris.


Apresentado por Ana Paula Padrão, o programa conta com os experientes chefs Henrique Fogaça (brasileiro que atua no 'Sal Gastronomia'), Erick Jacquin (francês que atua no 'Tarta&Co') e Paolla Carosella (argentina que atua no 'Arturito') na equipe de jurados, responsáveis pela experimentação dos pratos e orientadores das provas.

Inicialmente foram 300 candidatos, onde foram aprovados 50, para iniciar de fato a competição. A primeira fase consistia em cada candidato montar um prato, já previamente feito, em apenas alguns minutos e explicar o que era.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

"Chocolate com Pimenta": um delicioso sucesso de Walcyr Carrasco

Exibida entre 8 de setembro de 2003 e 7 de maio de 2004, "Chocolate com Pimenta" foi um dos grandes sucessos de Walcyr Carrasco no horário das seis e sua estreia completou 11 anos recentemente. A novela obteve tanto êxito quanto "O Cravo e a Rosa" e "Alma Gêmea", outras duas produções do autor que foram estrondosos sucessos às 18h. A trama que tinha uma fábrica de chocolates como foco principal conquistou o público e já chegou a ser reprisada duas vezes no "Vale a Pena Ver de Novo" ----- em 2006 e 2012.


Walcyr escreveu uma deliciosa comédia romântica passada em 1920, onde a protagonista era uma mocinha humilde, ingênua e desengonçada que vai morar na cidade de Ventura com uma parte da família que não conhece, após perder o pai assassinado por grileiros no sul do país. Família esta composta por caipiras que moram em uma fazenda. Não demora muito para ela se sentir acolhida. Entretanto, seu estilo brejeiro provoca repulsa nos moradores preconceituosos do lugar.

Interpretada lindamente por Mariana Ximenes, Ana Francisca, mesmo com seu jeito nada feminino e visual risível, despertou atenção do galanteador Danilo (Murilo Benício) ---- sobrinho do prefeito (Vivaldo - Fúlvio Stefanini) ----, o homem mais cobiçado da cidade, alvo de várias meninas do colégio onde estudava.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O talento de Cássia Kiss

Tem alguns atores que engrandecem qualquer produção. Isso ocorre devido ao imenso talento, ao prestígio que conquistam com o tempo de carreira e aos grandes trabalhos que já fizeram na teledramaturgia. E Cássia Kiss está neste seleto time de estrelas. O folhetim, série, espetáculo ou minissérie que pode contar com sua presença é automaticamente acrescido de um 'bônus' e tanto. Portanto, é óbvio que sua participação na impecável "O Rebu" deixou esta obra ainda melhor.


Cássia ganhou a enigmática e intensa Gilda, advogada e braço-direito de Angela Mahler (Patrícia Pillar), uma personagem repleta de nuances e ambiguidade. Todas as cenas exigem uma expressão corporal intensa da atriz, que se dedica ao extremo e se destaca com louvor. A esposa de Bernardo (José de Abreu) é uma mulher ressentida, arrogante, infeliz e firme. Ao longo da novela, por exemplo, dá para contar nos dedos de uma só mão quantas vezes ela sorriu.

Vivendo um casamento de aparências, a advogada tinha um caso com Bruno (Daniel de Oliveira) e este parecia ser sua única válvula de escape. Com o passar dos capítulos, o drama pessoal da personagem foi sendo exposto, principalmente a partir da chegada dos filhos Michel e Valentina (Olívia Torres).

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Chiquititas" chega ao capítulo 300 com bons motivos para comemorar

O SBT resolveu apostar no remake de "Chiquititas" para tentar manter a audiência conquistada pelo remake de "Carrossel". E assim que estreou esta sua produção, no dia 15 de julho de 2013, ficou claro que a emissora tinha investido muito mais na nova trama e que o reconhecimento do público infantil viria mais cedo ou mais tarde. Pois acabou vindo muito cedo, se mantendo até hoje, com a novela chegando ao capítulo 300.


Na última sexta-feira (05/09), a história adaptada por Íris Abravanel e dirigida por Reynaldo Boury, alcançou a marca de 300 capítulos com todos os motivos para comemorar. Com uma média de 11 pontos, a trama consegue a vice-liderança com folga e está estabilizada na grade do SBT. Aliás, a média de dois dígitos vem sendo cobiçada pela Record há anos, sem sucesso. Suas últimas novelas não têm conseguido passar dos 6 pontos.

Mas a emissora de Silvio Santos parece ter encontrado a fórmula para um bom Ibope: apostar em produtos de qualidade para as crianças, que não tinham absolutamente nada para assistir no horário das 20h30.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

"O Rebu": quem matou Bruno Ferraz?

O mistério de um assassinato sempre desperta interesse em novelas. Algumas tramas tem este recurso como foco central e outras usam o 'Quem matou?' na reta final para dar uma movimentada a mais. No caso de "O Rebu", o crime é o grande protagonista da história e também responsável pela exposição do passado nebuloso de todos os personagens. Com a trama em plena reta final, as investigações da polícia estão cada vez mais avançadas, mas o enigma em torno do criminoso é difícil de ser desvendado.


George Moura e Sérgio Goldenberg desenvolveram muito bem a história e todas as cenas da novela são necessárias para que as peças deste tão complicado quebra-cabeças sejam montadas. E como todos os personagens são ambíguos e complexos, é humanamente impossível descartar qualquer um como o assassino. Mas, obviamente, as pistas que estão sendo deixadas desde o primeiro capítulo ajudam a eliminar alguns perfis e focar mais em outros, ainda que não exista santo na história.

Na versão original, a identidade do corpo só foi desvendada após cinquenta capítulos. A partir de então, começou-se a investigação em torno do responsável pela morte. Já no remake, logo na estreia foi mostrado que Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira) tinha sido a vítima. Porém, a novela é tão bem emaranhada de subtramas, que há muitos outros mistérios em torno do crime.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Murilo Benício, Cláudia Abreu, Isabelle Drummond e Luís Miranda: quatro destaques de "Geração Brasil"

Entre os muitos problemas de "Geração Brasil", o elenco com certeza não está na categoria de equívocos. Pelo contrário, é um dos poucos acertos da trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Foram selecionados muitos atores talentosos, embora tenha havido um exagero na repetição do elenco de "Cheias de Charme". Ter 'panelinha' é natural, mas neste caso exageraram. Porém, o time é ótimo e há quatro nomes que se destacam no núcleo principal: Murilo Benício, Cláudia Abreu, Isabelle Drummond e Luís Miranda.


Embora a trama não tenha sido bem desenvolvida e os personagens tenham se perdido ao longo da novela, os quatro atores tem conseguido brilhar nas vezes que são exigidos e comprovam o quanto são talentosos. Jonas Marra, Pâmela Parker, Megan Lily e Dorothy Benson formam um ótimo quarteto e a Família Marra é muito bem defendida por eles. Os autores, inclusive, deveriam ter explorado bem mais todas as situações que cercam estes perfis em benefício dos intérpretes, o que lamentavelmente não aconteceu e nem vem acontecendo.

Após ter brilhado como o inesquecível Tufão, de "Avenida Brasil", e ter interpretado brilhantemente o empresário Jaime Favais, em "Amores Roubados", Murilo Benício se destaca vivendo um poderoso empresário que transborda ambiguidade.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Os 20 anos do "Castelo Rá-Tim-Bum"

Uma das melhores e mais bem-sucedidas atrações infantis completou 20 anos no dia 9 de maio de 2014. É o "Castelo-Rá-Tim-Bum, programa educativo que foi produzido pela TV Cultura (em parceria com Siesp, Sesi e Senai) e transmitido pela mesma emissora ---- que completou 45 anos no dia 15 de junho. Deixou de ser produzido em 1997, mas, entre uma pausa e outra, ainda é reprisado até hoje ---- tem sido exibido atualmente, inclusive, obtendo ótimos índices de audiência. É quase um "Chaves" (série mexicana até hoje exibida pelo SBT) brasileiro, fazendo uma comparação em termos de longevidade na grade e guardando as devidas proporções.


A história de Nino (Cássio Scapin), um aprendiz de feiticeiro solitário, de 300 anos, que vive em um grande castelo no meio da cidade com seus tios (Morgana - Rosi Campos e Victor - Sérgio Mamberti), serve de pano de fundo para vários momentos didáticos, que contribuem para a educação das crianças e ainda por cima entretém, evitando qualquer tipo de situação que possa parecer entendiante para os pequenos. Na trama, o protagonista conhece Biba (Cinthya Raquel), Zeca (Fred Allain) e Pedro (Luciano Amaral) e passa a se divertir com os amigos todas as vezes que eles o visitam.

Entre os personagens interpretados pelos atores, há vários fantoches que viraram clássicos do programa. Vide a cobra Celeste, o Mau e o Godofredo, a gralha Adelaide, o Porteiro, o Relógio falante, o gato bibliotecário, o ratinho (de massa de modelar que ama tomar banho), João de Barro e as Patativas (que tocam cada dia um instrumento novo),

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Patrícia Pillar e Sophie Charlotte: uma ótima parceria de "O Rebu"

Entre os muitos pontos positivos de "O Rebu", está a possibilidade de todos os atores do primoroso elenco se destacarem através de fortes cenas e ótimos embates. Mas entre os acertos dos autores George Moura e Sérgio Goldenberg, está a mudança de sexo dos protagonistas no remake. O intuito foi adequar o folhetim ao espaço que a mulher conquistou na sociedade. Isso proporcionou uma nova exploração da trama, dando uma releitura especial. E a escalação de Patrícia Pillar e Sophie Charlotte implicou em uma parceria de muito êxito.


Na versão original, escrita por Bráulio Pedroso, o personagem central, e dono da mansão onde ocorreu o famoso rebu, era Conrad Mahler, interpretado pelo saudoso Ziembinski, que vivia um romance com Cauê, vivido por Buza Ferraz, também já falecido. Na época, a censura obrigou deixar claro na trama que era uma relação de pai com o filho adotivo, embora ficasse claro que havia uma relação homossexual.

No remake, dirigido por José Luiz Villamarim, os autores transformaram o ricaço em uma empresária elegante e milionária, que tem um relacionamento conturbado com sua filha 'de coração'. Os dois homens viraram duas mulheres lindas e classudas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Com ritmo ágil e trilha sonora de qualidade, "Boogie Oogie" reúne vários atrativos de uma boa novela

Assim que "Boogie Oogie" estreou, ficou explícito que seria um festival de clichês. Porém, inicialmente, a história foi deixada em segundo plano, pois o foco maior ficou por conta da década de 70, época escolhida para ser o pano de fundo da trama, e da trilha sonora impecavelmente escolhida. Mas, agora, já com algumas semanas no ar, é possível constatar que o folhetim de Rui Vilhena tem um enredo tão atrativo quanto a escolha das músicas e do ano de 1978.


O excesso de temas batidos não é um problema, uma vez que toda novela tem clichês. Basta serem bem desenvolvidos e contados. E o autor tem conseguido atrair a atenção através de vários ganchos interessantes, além de imprimir um bom ritmo à história. Todo este bom conjunto é somado ao elenco talentoso, que interpreta muito bem vários personagens cativantes.

Rui Vilhena parece não temer que sua trama se esgote e segue desenrolando o conteúdo, sem guardar por muito tempo seus trunfos, imprimindo um bom ritmo à novela. Tanto que a trama principal, da troca de bebês, já foi descoberta pelo mocinho (Rafael - Marco Pigossi),

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Vivendo sua primeira vilã, Juliana Silveira se destaca em "Vitória"

A audiência de "Vitória" não é nada animadora e a Record segue preocupada com os cinco pontos de média que a trama de Cristianne Fridmann vem marcando. Mas a emissora tem sua parcela de culpa, pois colocá-la para concorrer com a principal novela da Globo é um erro. A trama em si, verdade seja dita, não é tão atrativa quanto prometia nos primeiros capítulos. Entretanto, a produção tem sido muito benéfica para uma atriz que mostrou talento desde que surgiu na televisão: Juliana Silveira.


A atriz ganhou sua primeira vilã e está aproveitando a chance dada pela autora. Ela interpreta Priscila, uma mulher que persegue gays, judeus e negros. Líder de um grupo neonazista, a personagem é linda, elegante, culta e usa de extrema violência para impor sua ideologia, sem despertar suspeitas. Isso porque, ironicamente, a mulher tem doutorado em história e ainda é dona de uma escola particular. A bela sacada de Cristianne contribuiu para deixar este perfil interessante, além de cercá-lo com uma vida hipócrita, que nada tem a ver com sua conduta real.

Logo nos primeiros capítulos, a personagem matou um flanelinha e explodiu um ônibus que transportava nordestinos. A trama é forte e, segundo pesquisas divulgadas, despertou rejeição do público, entretanto, a ideia da autora foi válida e bem ousada, principalmente em um folhetim.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"A Viagem": uma novela que nunca se desgasta

A versão original de "A Viagem" foi exibida entre 1975 e 1976 pela extinta TV Tupi. A novela de Ivani Ribeiro fez muito sucesso, o que motivou a Globo a fazer um remake da produção em 1994, sendo escrito, inclusive, pela mesma Ivani. Mas nem os profissionais mais otimistas da emissora poderiam imaginar que esta produção fosse fazer tanto sucesso e muito menos que viraria um clássico. Mas virou e o folhetim novamente obtém ótimos índices de audiência, agora no Canal Viva, que está reprisando a história ---- que completou 20 anos de estreia ----, cujo tema principal é o espiritismo.


A novela está sendo exibida às 14h30, no lugar de "A Próxima Vítima", grande trama de Silvio de Abreu. E embora algumas críticas tenham surgido no início, já que muitos telespectadores queriam rever alguma obra nunca antes reprisada, os índices de audiência do canal pago estão ótimos. E isso explica um pouco o fenômeno que foi este folhetim e ainda comprova que é uma produção que nunca se esgota.

Afinal, "A Viagem" já foi reprisada duas vezes pelo "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo. A primeira reprise foi ao ar em 1997, substituindo "Mulheres de Areia", e a segunda foi em 2006, no lugar de "Força de um Desejo". E nas duas vezes foi um sucesso.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Os 50 anos de carreira do grande Tony Ramos

Antônio de Carvalho Barbosa nasceu no dia 25 de agosto de 1948, em Arapongas, interior do Paraná. Neste dia, o Brasil ganhava aquele que viria a ser um dos maiores atores do país e que completaria 50 anos de carreira em plena forma, brilhando no remake de "O Rebu" na pele do canalha Carlos Braga, seu, coincidentemente, quinquagésimo trabalho na Rede Globo de Televisão. É claro que esta introdução é sobre o grande e respeitado Tony Ramos, que completou 66 anos nesta segunda-feira.


Tony é um profissional multifacetado e completamente dedicado ao trabalho. Apaixonado pela sua profissão, o ator costuma mergulhar fundo no universo dos seus personagens e sempre os defende com maestria. Para culminar, ainda é uma figura conhecida pela sua simpatia e humildade, que sempre lhe acompanharam ao longo da carreira. Além de um grande intérprete, ele também é um querido colega, de acordo com todo o meio artístico, que tem a opinião compartilhada, inclusive, pela imprensa, que o trata com muito carinho e respeito.

Unanimidade entre os colegas de profissão e com uma carreira sólida no teatro, no cinema e na televisão, Tony Ramos tem sido bastante homenageado em virtude desta data tão comemorativa. Afinal, foram muitos trabalhos bem-sucedidos ao longo destes 50 anos de interpretação e várias conquistas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Apelação, baixaria e sensacionalismo compõem o "Tá na Tela"

Após uma saída tumultuada da Record (saiu da emissora alguns meses depois de ter renovado seu contrato), Luiz Bacci estreou na Band, no dia 4 de agosto, seu mais novo programa: o "Tá na Tela". O sonho do repórter, que já teve uma passagem pelo SBT, em ter um programa de auditório foi realizado pela Bandeirantes, que exibe a atração de segunda a sexta. Porém, o que se viu foi um 'mais do mesmo' no pior sentido da expressão.


O primeiro programa explorou o tom policialesco, exibindo matérias de violência, além de abordar também uma cirurgia espiritual, cujas imagens provocaram nojo em quem assistia. Mas, aos poucos, a abordagem em cima de crimes foi diminuída, devido ao mal-estar causado entre o "Tá na Tela" e o "Brasil Urgente", comandado por José Luiz Datena, que vai ao ar logo depois. As duas atrações estavam muito parecidas.

Mas ao contrário do que se supunha, a mudança não ajudou a melhorar o programa em nada. Se antes o formato lembrava uma mistura de violência e apelação, agora acabou se transformando em uma espécie de 'Suspense Show', situação muito usada pelo João Kleber há anos na televisão.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Xana Summer em "Império": um ótimo trabalho de Aílton Graça

"Império" está há pouco mais de um mês no ar e a trama central é, de fato, seu pilar de sustentação. Mas além de Maria Marta (Lilia Cabral), José Alfredo (Alexandre Nero) e Cora (Drica Moraes), a novela de Aguinaldo Silva tem apresentado outros bons destaques, presentes nos núcleos secundários. E o principal deles é, sem dúvida, a Xana Summer.


Interpretado por Aílton Graça, o personagem ---- cujo nome verdadeiro é Adalberto Silva ---- se veste e se comporta como uma mulher e está presente no núcleo da vilã Cora, o que só aumenta o nível de interesse pela sua trama. Cabeleireiro, tem um salão de beleza e conta com a ajuda da manicure Naná (Viviane Araújo) para tocar o negócio. O tipo é extremamente caricato e bem diferente de Dorothy Benson (Luiz Miranda em "Geração Brasil"), que parece uma mulher de fato, fugindo de qualquer traço mais exagerado.

Xana é um tipo cativante e é impressionante como Aílton está bem no papel. O ator já teve sequências dramáticas, inseridas entre as inúmeras cômicas, e está à vontade em cena. Ele convence em todas as situações e os trejeitos da personagem não ficam nada forçados; pelo contrário, parecem algo natural e espontâneo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Megan, Davi e Manu de "Geração Brasil": um triângulo amoroso bastante equivocado

Triângulos amorosos fazem parte da teledramaturgia e são situações frequentes em todo folhetim. É praticamente impossível alguma novela não ter ao menos um. E as chances destes imbróglios amorosos ajudarem na movimentação história são grandes, tanto que os autores costumam recorrer a rompimentos, idas, vindas e troca de casais ao longo do desenvolvimento da trama. Mas é primordial que todo o conjunto esteja em harmonia para a estratégia dar certo, o que não tem acontecido em "Geração Brasil".


O triângulo Megan (Isabelle Drummond) - Davi (Humberto Carrão) - Manu (Chandelly Braz) começou de forma promissora, assim como toda a novela, vale ressaltar. Mas, à medida que os capítulos da novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira foram passando, ficou claro que os desdobramentos em cima desta história não foram acertados. O que poderia render ótimos conflitos, bons dramas e interessantes questionamentos, acabou virando uma mera superficialidade.

Davi é um típico nerd e iniciou a história tentando lançar seu projeto, um computador próprio chamado Júnior, que tem o objetivo de incluir digitalmente crianças carentes. Manu é uma nerd apaixonada por tecnologia que sabe tudo de computação, enquanto Megan é uma patricinha fútil e mimada.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os 25 anos de "Tieta", uma das novelas mais marcantes da teledramaturgia

No dia 14 de agosto, "Tieta" completou 25 anos de sua estreia. A novela escrita por Aguinaldo Silva e protagonizada por Betty Faria foi um marco na teledramaturgia e até hoje é lembrada pelos telespectadores, que transformaram esta obra em um estrondoso sucesso em 1989. A trama foi reprisada pelo "Vale a Pena Ver de Novo" entre 1994 e 1995, obtendo uma ótima audiência, matando as saudades do público.


A novela teve duas fases e a primeira contou com a participação de Cláudia Ohana vivendo a personagem-título. A história se inicia em Santana do Agreste, situada no nordeste brasileiro, com Tieta sendo expulsa de casa pelo pai (Zé Esteves - Sebastião Vasconcellos), que não tolerava o comportamento liberal da filha, tendo o apoio de Perpétua, sua outra filha, cuja personalidade era exatamente oposta.

A protagonista vai para São Paulo, enriquece, e volta 25 anos depois (coincidentemente, o mesmo tempo que se completa a estreia da novela) com o intuito de se vingar da família e de todos que a julgaram na época. Ela retorna, inclusive, na hora que está sendo rezada uma missa em sua memória, provocando um escândalo.