segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"Criança Esperança" se encontrou no seu novo formato

Em 2015, o "Criança Esperança" mudou o seu formato e abandonou aquele esquema de shows no estilo do conhecido "Show da Virada", exibido todo dia 31 de dezembro. As apresentações frias e repetitivas cederam espaço para matérias sobre questões sociais, mescladas com números musicais inspirados e interações com os artistas que atendem os telefonemas dos telespectadores. Desde então, o programa se encontrou e a edição de 2017 só comprovou isso.


Flávio Canto, Leandra Leal, Dira Paes e Lázaro Ramos se firmaram como comandantes da atração e mais uma vez foram muito bem, sabendo conduzir o formato com competência, mesmo não sendo apresentadores (com exceção do Flávio, que esteve no "Esporte Espetacular"). Em uma hora e meia aproximadamente, o público acompanhou apresentações musicais arrepiantes, relatos importantes sobre racismo, preconceito e desigualdade social, interações divertidas com a bancada dos atores e alertas sobre a importância dessa doação.

Foi um ótimo programa, sendo necessário destacar o número musical de Silvero Pereira (uma das revelações de "A Força do Querer", atual sucesso das nove) e Sandy, cantando "Somos Quem Podemos Ser", bela canção que virou hit com a banda Engenheiros do Hawaii. Um dos mais lindos momentos da atração, que também contou com Luan Santana cantando com Ana Vilela a sensível "Trem-Bala", em uma outra grande apresentação.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sucesso da reprise de "Tieta" no Viva reforça as qualidades de um clássico da teledramaturgia

Na última segunda-feira (14/08), a estreia de "Tieta" completou 28 anos. O Viva começou a reprisá-la no dia 1º de maio e desde então tem feito a alegria dos telespectadores. A trama de Aguinaldo Silva, escrita com Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn ---- dirigida pelo saudoso Paulo Ubiratan ----, era uma das mais pedidas pelo público do canal a cabo. E a prova da longa espera dos noveleiros saudosistas é o resultado da audiência: é o maior sucesso do canal, desde a sua inauguração, em 2010. Mas, basta rever esse delicioso folhetim para constatar os vários motivos desse êxito.


A novela foi um marco da teledramaturgia e um dos maiores sucessos da Globo ---- exibida entre agosto de 1989 e março de 1990 ----, consagrando Aguinaldo Silva como novelista. O enredo foi uma livre adaptação do romance "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, publicado em 1977. Mas, apenas o mote inicial e o perfil dos personagens foram utilizados com fidelidade, pois a liberdade dos autores foi total, transformando o conjunto em um folhetim original, repleto de tiradas cômicas e situações polêmicas, onde a onda do politicamente correto ainda não existia.

O foco principal é um dos maiores clichês da ficção: a vingança. No primeiro capítulo, Tieta, vivida por Cláudia Ohana, é escorraçada de casa pelo pai, o conservador José Esteves (Sebastião Vasconcelos), que não tolera o comportamento 'libertino' da protagonista e ainda é influenciado pelas intrigas da outra filha, a amargurada Perpétua.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Agatha Moreira se destaca com a derrocada de Domitila em "Novo Mundo"

A atual novela das seis da Globo está a pouco menos de dois meses de seu final. E um dos momentos mais aguardados da trama foi finalmente ao ar nesta quarta-feira (16/08): a queda de Domitila (Agatha Moreira). A amante de Dom Pedro (Caio Castro), conhecida nos livros de História como a Marquesa de Santos, acabou mais vilanizada pelos autores Alessandro Marson e Thereza Falcão, privilegiando o bom folhetim, criando assim uma maior rivalidade com a doce princesa Leopoldina (Letícia Colin). A estratégia se mostrou um acerto e o desmascaramento da personagem destacou a atriz.


Inicialmente, Domitila parecia uma vítima sofredora, padecendo com as agressões do marido violento (Felício - Bruce Gomlesvky) e sofrendo nas mãos da irmã, a interesseira Benedita (Larissa Bracher). O início de seu  romance com Chalaça (Rômulo Estrela), por sinal, rendia cenas delicadas para o casal. Entretanto, aos poucos, a verdadeira face da mulher foi sendo exposta para o público através de atitudes egoístas e traiçoeiras. O lado maquiavélico se firmou desde que ela adotou como principal meta a sua aproximação de Dom Pedro, com o intuito de se livrar do marido e conseguir a guarda dos filhos.

Mas, na verdade, Domitila sempre quis uma vida luxuosa e a posição de princesa do Brasil. Tanto que assim que conseguiu a guarda das crianças, as internou em um colégio. Também não pensou duas vezes antes de trair Chalaça, fazendo o amante odiar seu até então melhor amigo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Química, personagens humanos e boas atuações fazem de 'Cabibi' e 'Jeizeca' os melhores casais de "A Força do Querer"

"A Força do Querer" segue fazendo sucesso e angariando merecidos elogios. Glória Perez tem conseguido prender o telespectador através de bons dramas e personagens bem construídos. Mas, curiosamente, não é um folhetim com muitos romances. São poucos os casais que protagonizam momentos românticos no enredo. Ainda assim, a autora criou dois pares muito interessantes e que se beneficiam da imensa química entre os atores: Jeiza (Paolla Oliveira) e Zeca (Marco Pigossi), e Caio (Rodrigo Lombardi) e Bibi (Juliana Paes).


O primeiro par arrebatou logo na primeira cena. O clássico jogo do "Gato e Rato" quase nunca falha na ficção. A ideia de juntar um sujeito machista com uma mulher empoderada foi uma ótima sacada da autora. O bronco Zeca é da fictícia Parazinho e teve uma criação em torno da 'valorização' da 'macheza', enxergando a mulher como uma figura frágil. Ou seja, algo inaceitável nos dias de hoje. Porém, o caminhoneiro é um sujeito íntegro. Mas, a passionalidade sempre foi seu maior defeito. Já Jeiza é uma mulher que luta MMA, trabalha como policial militar, sustenta a mãe e não aceita homem lhe impondo regras. Nada melhor, portanto, do que juntar esses opostos.

Glória fez exatamente isso logo no começo e acertou em cheio, deixando os dois como casal principal do enredo. Aliás, eles acabaram assumindo a função dos mocinhos da novela. Até porque Jeiza é a representação da heroína moderna, quase uma Mulher Maravilha. O início do relacionamento foi bastante conturbado em virtude do extremo machismo do rapaz, que não tolerava uma namorada lutadora e se indignava com a falta de tempo que ela tinha para o namoro por causa da profissão de PM.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Ótima como Sandra Helena, Nanda Costa rouba a cena em "Pega Pega"

A atual novela das sete da Globo é um sucesso. Porém, não tem feito por merecer os elevados números de audiência. A trama da estreante Cláudia Souto, dirigida por Luiz Henrique Rios, vem se mostrando boba, sem conflitos interessantes e com um enredo raso demais, recheado de perfis insossos. É um conjunto desanimador. Entretanto, uma personagem vem crescendo cada vez mais na novela e roubando todas as cenas: Sandra Helena (Nanda Costa).


O aumento da importância da periguete não é por acaso. Desde o início, Nanda Costa tem se destacado na trama, dando vida a um dos poucos perfis carismáticos do enredo. O crescimento de sua participação era uma questão de tempo. E agora a intérprete está no auge em virtude da herança que a camareira do Carioca Palace ganhou de uma hóspede, após um longo tempo de forte ligação afetiva que ambas tiveram. Com a morte de Dona Marieta (Camila Amado), a personagem ficou ainda mais milionária.

Afinal, Sandra Helena roubou 40 milhões de dólares da venda do hotel, juntamente com os parceiros Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins) e Agnaldo (João Baldasserini). Esse, inclusive, deveria ser o mote do enredo, mas acabou se diluindo rapidamente, deixando evidente a limitação da premissa elaborada pela autora.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Apagada em "Os Dias Eram Assim", Letícia Spiller não vem tendo sorte em seus últimos trabalhos na televisão

Ela surgiu na televisão em 1989 como paquita da Xuxa e ficou no programa até 1992. Depois desses quatro anos vivendo a Pituxa Pastel, a linda dançarina começou a se aventurar nas artes cênicas, até virar uma versátil atriz, cuja carreira se mostra estabilizada e bem-sucedida. A pessoa em questão é Letícia Spiller, uma profissional que conquistou seu espaço graças a muito trabalho e dedicação. A intérprete já fez 17 filmes, participou de vários seriados da Globo e "Os Dias Eram Assim" é sua 17ª novela.


Letícia viveu seu auge na pele da Babalu em "Quatro por Quatro" (1994), divertindo com a deslumbrante mulher que encantou Raí (Marcello Novaes), e emocionou quando viveu a Giovanna Berdinazzi na primeira fase de "O Rei do Gado" (1996). Também mostrou talento na fracassada "Suave Veneno" (1998), se destacando com a caricata vilã Maria Regina. Fez muito bem a mocinha Diana, de "Sabor da Paixão" (2002), e brilhou com a interesseira Viviane em "Senhora do Destino" (2004), folhetim reprisado atualmente no "Vale a Pena Ver De Novo".

Entretanto, a atriz não vem tendo sorte em seus últimos trabalhos na televisão. Desde 2007 que Letícia vem ganhando personagens desinteressantes e em novelas ruins. Em "Duas Caras" interpretou Maria Eva, perfil pouco consistente na problemática história de Aguinaldo Silva.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Com relacionamentos para todos os gostos, "Novo Mundo" é repleta de casais cativantes

Além de mesclar a História do Brasil com um típico folhetim bem construído, "Novo Mundo", atual sucesso das 18h, conseguiu reunir uma seleção de casais cativantes. Os autores Alessandro Marson e Thereza Falcão, junto com o diretor Vinícius Coimbra, acertaram em cheio na escalação do elenco e na junção dos atores, criando pares repletos de química e com enredos bastante convidativos. Há relações para todos os gostos, começando pelas mais dramáticas e chegando até as mais leves ou cômicas.


O casal protagonista desperta torcida e os autores foram espertos na escolha de Isabelle Drummond e Chay Suede, aproveitando a química que os dois tiveram na primeira fase de "A Lei do Amor". Agora, pelo menos, o telespectador pode acompanhar a linda sintonia dos atores em uma novela inteira e não apenas em cinco capítulos, como na obra anterior. Anna e Joaquim enfrentam vários empecilhos típicos de mocinhos e recentemente protagonizaram uma ótima cena, quando os heróis fugiram em um balão, levando os filhos. Agora, ambos estão novamente nas mãos do vilão Thomas.

Outro par que funcionou desde o início foi o formado por Jacira (Giullia Buscacio) e Piatã (Rodrigo Simas). O romance dos índios começou com o típico jogo de gato e rato, até resultar em um lindo sentimento que os uniu para sempre. A construção da proximidade deles se mostrou cuidadosa, explorando a força da mulher e a fragilidade do homem.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Deliciosa participação em "A Força do Querer" expõe o talento multifacetado de Fafá de Belém

Recentemente, o elenco "A Força do Querer" ganhou uma integrante e tanto. Fafá de Belém entrou na a convite de Glória Perez, ganhando de presente da autora nada menos do que a mãe de Zeca (Marco Pigossi), o mocinho do atual sucesso das nove. Sem dúvida, é uma responsabilidade grande. Mas ela se intimidou com isso? Claro que não. Pelo contrário, topou o desafio e mergulhou de cabeça para viver Mere Star, ex-esposa de Abel (Tonico Pereira), que saiu no mundo para virar uma cantora famosa.


A personagem entrou no enredo semana passada e provocou uma boa movimentação na trama, que segue muito bem conduzida pela autora. Mere se interessou pelo ônibus "Balada Jeiza" e resolveu fazer seu show no veículo, entrando em contato com Jeiza (Paolla Oliveira) para confirmar sua presença. Sem imaginar que o veículo era de Zeca, a personagem acabou se apresentando e fazendo um imenso sucesso. Todos se encantaram por ela, menos Abel, que lembrou da 'falecida' e até desmaiou.

Mas de nada adiantou a implicância do pai de Zeca. Mere e ele acabaram se esbarrando na festa julina do bairro, implicando em um acerto de contas. Além de ter colocado o ex contra a parede, a cantora ainda descobriu que o seu Zequinha era o rapaz por quem ela já havia simpatizado.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Evaristo Costa fará muita falta no "Jornal Hoje"

Na última quinta-feira (27/07), houve a concretização de uma notícia que nenhum telespectador queria acreditar: a saída de Evaristo Costa do "Jornal Hoje." Após 14 anos apresentando o telejornal ao lado da querida Sandra Annenberg, formando uma das melhores duplas do jornalismo brasileiro, o jornalista resolveu não renovar seu contrato com a Globo, alegando a necessidade de parar por um tempo para um ano sabático com a família fora do país. Menos de duas semanas depois que essa informação foi divulgada, todos acabaram surpreendidos com ele se despedindo da colega de bancada e do público.


A surpresa se deu, claro, pelo fato da Globo nem ter esperado o contrato do jornalista acabar (em setembro), além de uma natural esperança das notícias dessa saída serem inverídicas. Mas, infelizmente, não eram. O seu último 'boa tarde' na bancada do jornal veio no meio de uma mensagem final sucinta: "A edição do Jornal Hoje dessa quinta-feira, 27 de julho, fica por aqui e eu também me despeço do Jornal Hoje e de todos vocês. Essa foi minha última apresentação de tantas, ao longo dos 14 anos que estive com vocês. Muito obrigado pelo carinho nesse tempo todo e até breve. Obrigado também, Sandra, pela parceria."

Depois, o jornalista ainda gravou um vídeo e postou na internet, fazendo uma outra despedida, também curta. Toda a repercussão que essa saída provocou não foi exagerada ou gratuita. É apenas fruto do grande trabalho de Evaristo ao longo de 14 anos ocupando um dos maiores postos do jornalismo da Globo, no terceiro maior jornal da emissora e do país.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

"MasterChef" é o melhor reality culinário do país

O "MasterChef" estreou no Brasil no dia 2 de setembro de 2014 e desde então já apresentou quatro temporadas com participantes amadores, uma com crianças e outra com profissionais (tendo uma segunda já prestes a estrear). O programa não demorou para se tornar um imenso sucesso e o maior êxito da Band dos últimos anos. Se firmou como o melhor reality culinário do país com larga vantagem, tendo ainda atingido a marca de 100 edições na atual temporada, no último dia 11 de julho.


O primeiro programa marcou 3,6 pontos de audiência, ficando em quarto lugar. Para o padrão da Band não é ruim. Mas, aos poucos, o formato foi conquistando cada vez mais admiradores até atingir picos de 9 pontos, brigando pela vice-liderança com Record e SBT, conseguindo algumas vezes ultrapassar até a Globo, se mantendo no topo por até meia hora. É um resultado extraordinário que nem os mais otimistas esperavam. Tanto que a emissora transformou a atração em sua galinha dos ovos de ouro.

A Bandeirantes não para de emendar temporadas desde que estreou o formato ---- baseado no original de mesmo nome da BBC, no Reino Unido ---- em 2014. Essa atitude costuma arruinar qualquer produção, por mais vitoriosa que seja. Afinal há um natural desgaste e a melhor estratégia é sempre deixar um gostinho de quero mais para o ano seguinte.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

"Belaventura" é um conto de fadas despretensioso e bem apresentado

A Record estreou a sua nova novela das sete na terça passada (25/07), substituindo a terceira reprise do remake de "A Escrava Isaura", que, ironicamente, vinha marcando mais audiência que a inédita "O Rico e Lázaro", exibida logo depois. "Belaventura" é uma história escrita por Gustavo Reiz, responsável pela ótima "Escrava Mãe", que inaugurou essa nova faixa de teledramaturgia da emissora em 2016, e dirigida por Ivan Zettel.


O enredo se passa no final da Idade Média, por volta do século XV, e, segundo o próprio autor, é um romance de capa e espada. Ambientada na fictícia e linda região conhecida como Belaventura, a história é um típico conto de fadas, com direito a reis, rainhas, príncipes e plebeias. Tanto que o casal protagonista representa vários clássicos da Disney, como "Cinderela". O príncipe Enrico (Bernardo Velasco) e a camponesa Pietra (Rayanne Morais) se apaixonam na infância, mas, 15 anos depois, vivem esse amor em segredo por ele ser herdeiro do trono e ela uma simples plebeia.

Fruto de mais uma parceria entre a Record e a produtora Casablanca, a novela se mostra bem cuidada, tanto nos cenários quanto nos figurinos. Lembra a produção de "Escrava Mãe", que rendeu merecidos elogios. Ficou perceptível a qualidade logo no primeiro capítulo, que se mostrou bem realizado e com os mocinhos ainda crianças. A passagem de tempo ocorreu perto do final da estreia.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

"Chiquititas": os 20 anos de um fenômeno

"Mexe, mexe, mexe com as mãos (pequeninas)... Mexe, mexe, mexe com os pés (pequeninas)..." Quem nunca se viu cantando essa música em 1997? Era o início de uma novela que viraria um fenômeno entre as crianças e os adolescentes, provocando uma sucessão de produtos derivados da história infanto-juvenil, como álbuns, cards, bonecas, enfim. No dia 28 de julho daquele ano, o SBT colocava no ar a trama, produzida em parceria com o canal argentino Telefé e adaptada da original argentina, de mesmo título. Há exatos 20 anos.


Escrita pela autora argentina Cris Morena, com colaboração de roteiristas brasileiros, a produção substituiu "Maria do Bairro" e conseguiu manter os ótimos índices da faixa do canal de Silvio Santos com louvor. A verdade é que ninguém imaginou o sucesso que a trama faria. Nem mesmo os mais otimistas executivos do SBT. Mas o êxito do projeto fez com que a história tivesse cinco temporadas, chegando ao fim apenas em 2001. Ou seja, ficou nada menos que cinco anos no ar. E a fase mais lembrada é, sem dúvida, a primeira.

A história de Mili (Fernanda Souza), Pata (Aretha Oliveira), Vivi (Renata Del Blanco), Cris (Francis Helena), Mosca (Pierre Bittencourt), Bia (Gisele Frade), Tati (Ana Olivia Seripieri) e cia marcou época, chegando a picos de 22 pontos, índice altíssimo para os padrões do SBT. O enredo era tipicamente folhetinesco e envolveu o público logo no começo.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Aniversário de Dedé primou pela sensibilidade em "A Força do Querer"

Nesta quarta-feira (26/07), "A Força do Querer" apresentou uma cena inesperada e que emocionou o telespectador, expondo a sensibilidade de Glória Perez e a dedicação dos atores envolvidos. O aniversário de Dedé (João Bravo) tinha tudo para ser um acontecimento irrelevante na história, servindo apenas para preencher o tempo do capítulo ---- recurso utilizado por todo escritor de obra longa. Mas a situação rendeu além do que se imaginava.


O filho de Bibi (Juliana Paes) estava todo empolgado com sua festa e fez questão de convidar todos os amiguinhos do bairro. O instante mais meigo foi quando o garoto deu o convite para Heleninha (Totia Meirelles), pedindo para ela entregar para o Goku ---- cosplay (fantasia característica de personagens da cultura pop japonesa) preferido de Yuri (Drico Alves). Os demais conflitos do capítulo foram ocorrendo naturalmente, enquanto o menino esperava seus convidados. Mas ninguém veio.

Bibi e Aurora (Elizângela) tentaram confortar a criança até quando deu, mas a agora bandida resolveu contar a verdade depois que procurou os amigos do filho para chamá-los novamente: ninguém foi porque todos têm medo do pai dele. Dedé ficou ainda mais triste, ganhando um abraço apertado da mãe. Juliana Paes e Elizângela emocionaram, juntamente com João Bravo, uma grata revelação mirim.

terça-feira, 25 de julho de 2017

"Sob Pressão" tem tudo para ser a melhor série do ano

A Globo, inteligentemente, exibiu "Sob Pressão" na "Tela Quente" duas semanas antes de estrear a série derivada do elogiado filme, dirigido por Andrucha Waddington, exibido em 2016 nos cinemas. A história é baseada no livro "Sob Pressão - A rotina de um médico brasileiro", de Márcio Maranhão. O longa impressionou pelo realismo e contou com um grande elenco, como Júlio Andrade, Marjorie Estiano, Andrea Beltrão, Ícaro Silva e Stepan Necerssian. A trama foi inicialmente pensada para um seriado, mas, ironicamente, acabou virando filme. E, após os elogios ao produto, resolveram criar a série ---- em coprodução com a Conspiração ----, que estreou nesta terça-feira (25/07), uma semana depois de já estar disponível no Globo Play.


Do elenco original, apenas três continuaram: Júlio Andrade (o médico Evandro) e Marjorie Estiano (a doutora Carolina), que protagonizam a história, além de Stepan Necerssian (o doutor Samuel, diretor do hospital). O contexto segue o mesmo do filme, pois o enredo proporciona conflitos infinitos. O trio se vê diante de uma rotina desumana na emergência de um hospital público, localizado no subúrbio do Rio de Janeiro. O maior vilão é a falta de recursos da saúde pública do país, resultando em equipamentos quebrados, ambiente caótico e condições deploráveis, onde a tensão é uma das principais 'personagens'.

Liderados pelo cirurgião Evandro, todos os médicos e enfermeiros do local precisam se virar para honrar a profissão e salvar vidas, enfrentando uma sucessão de problemas graves que nunca cessam. Uma hora falta luz, em outro momento o desfibrilador não funciona, não há leitos disponíveis, a fila de atendimento só aumenta, enfim...

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Surra na vilã em "A Força do Querer" prova que um bom clichê nunca se desgasta

Nesta segunda-feira (24/07), foi ao ar uma das cenas mais esperadas de "A Força do Querer": a surra que Joyce (Maria Fernanda Cândido) dá em Irene (Débora Falabella), após todos os desdobramentos envolvendo a traição de Eugênio (Dan Stulbach). O curioso é a situação não pertencer ao núcleo principal e, sim, ser oriunda de uma trama paralela da novela de Glória Perez. Toda a expectativa em torno desse momento, que deliciou o telespectador, como era de se imaginar, apenas prova que um bom clichê, quando bem trabalhado, nunca se desgasta.


A sequência fez valer a espera e a direção de Rogério Gomes mais uma vez expôs a competência do diretor e sua equipe. Irene foi atrás de Joyce no banheiro de um restaurante (outro elemento que virou um clássico desse tipo de embate) e provocou a inimiga, deixando a perua espumando de ódio. Tanto que refinada esposa de Eugênio, cuja elegância é uma de suas principais características, literalmente desceu do salto. Desceu e jogou na cara da vilã, que acabou atingida na boca. Mas ainda era apenas o começo, pois a cena teve um 'bônus': a presença de Ritinha (Isis Valverde).

A sereia ---- juntamente com a melhor amiga Marilda (Dandara Mariana) ---- não pensou duas vezes e defendeu a sogra, se atracando com Irene. A sequência ficou excelente, destacando Maria Fernanda Cândido, Débora Falabella e Isis Valverde, que mergulharam totalmente naquele clima de tensão e rivalidade.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Talentos de diferentes gerações, Manoela Aliperti e Malu Galli fazem uma ótima dupla em "Malhação - Viva A Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" está cada vez melhor. A temporada, escrita por Cao Hamburger e dirigida por Paulo Silvestrini, é um sucesso e basta assistir para comprovar o porquê dos elevados números de audiência (não obtidos desde 2009). O enredo vem sendo desenvolvido com competência, prendendo a atenção. E nos capítulos mais recentes uma dupla tem se destacado bastante: Manoela Aliperti e Malu Galli.


As duas vêm protagonizando cenas intensas, destacando a ótima cumplicidade entre as personagens. Lica é a mais rebelde e provocadora do quinteto central, sempre lutando pelo que acredita e enfrentando todos que tentam contê-la. Algumas vezes essas características se mostram positivas, mas em alguns momentos se tornam negativas, como costuma ocorrer com qualquer pessoa. Afinal, perfeição não existe. E Marta é a mãe da menina. Uma mulher de fibra que esbanja integridade.

Elas são parecidas e a relação nunca foi muito fácil. Afinal, a garota está em plena adolescência e ficou ainda mais arredia depois que descobriu o caso do pai, Edgar (Marcello Antony), com Malu (Daniela Galli), melhor amiga de Marta e mãe de Clara (Isabella Scherer), sua até então confidente. Lica, inclusive, soube da traição de anos antes da mãe.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

"Super Chef Celebridades" segue sendo um ótimo reality culinário

A sexta temporada do "Super Chef Celebridades" estreou no dia 26 de junho e chega ao fim nesta segunda-feira (24/07), após três semanas de muitos Workshops e provas gastronômicas. O reality culinário da Globo mais um vez provou que é o melhor quadro do "Mais Você" ---- e mais longo, pois sempre ocupa quase todo o tempo de programa ----, mesclando bem informação, disputa e divertimento.


Diferentemente de atrações como o "MasterChef" ---- melhor atração do gênero no país ----, da Band, por exemplo, o reality não se resume apenas em uma disputa de melhor chef. Pelo menos desde que ganhou o subtítulo de "Celebridades". Isso porque Ana Maria Braga chegou a ter três temporadas com cozinheiros amadores (de 2009 a 2011), cujo objetivo era mesmo ser um profissional ---- foi o primeiro programa, inclusive, a ter algo assim no Brasil, bem antes de virar moda, preenchendo a grade de todas as emissoras. Mas, em 2012, os anônimos foram deixados de lado.

O intuito do quadro, então, passou a ser apenas um entretenimento para o público, aproveitando os Workshops para passar informações importantes sobre culinária e ainda utilizar a presença dos famosos para render uma competição divertida.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Com Elvira, seu melhor papel, Ingrid Guimarães prova sua versatilidade em "Novo Mundo"

Ela é uma comediante nata e já esteve em várias produções cômicas da Globo, além de ter virado um fenômeno nos cinemas, conseguindo milhões de telespectadores com seus filmes. Porém, já estava mais do que na hora de Ingrid Guimarães se desvencilhar um pouco dos vários perfis essencialmente cômicos que a 'perseguem'. A sua grande amiga e parceira de vários trabalhos, Heloísa Périssé, já havia conseguido, por exemplo. Agora chegou a vez dela em "Novo Mundo", ótima novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão.


A atriz participa muito mais de séries e programas humorísticos da Globo do que de novelas. Foram poucos folhetins e o último que contou com sua presença foi a deliciosa "Sangue Bom", em 2013, onde viveu a descompensada Tina, um dos perfis mais hilários da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Na atual produção das seis, quatro anos depois, ela ganhou um dos melhores perfis do enredo: Elvira Matamouros, trambiqueira que vive enfiando os pés pelas mãos e se julga uma grande atriz de teatro.

A personagem é completamente apaixonada por Joaquim (Chay Suede) e os dois viviam de pequenos golpes no início da trama. Ao longo da história, Elvira acabou se juntando aos interesseiros Germana (Vivianne Pasmanter) e Licurgo (Guilherme Piva), chegando até a adotar Quinzinho (Theo de Almeida Lopes), sobrinho do dono da Taberna dos Porcos que perdeu a mãe assim que nasceu. Foi com essa adoção, inclusive, que a 171 teve seu lado humano explorado.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Nova versão de "Os Trapalhões" no Viva provoca uma inevitável nostalgia

Trazer de volta algum clássico através de um remake muitas vezes é bastante arriscado. A memória afetiva é uma ferrenha inimiga de qualquer tentativa de mexer em um produto que marcou gerações. Isso ocorre com filmes, novelas, séries, enfim. Às vezes acaba sendo um fiasco mesmo, mas em outras até que funciona. Um caso recente que deu muito certo, por exemplo, foi a "Nova Escolinha do Professor Raimundo." E foi justamente com base nessa experiência bem-sucedida que resolveram criar a nova versão de "Os Trapalhões".


Com redação final de Péricles Barros, direção geral de Fred Mayrink, e supervisão de texto de Mauro Wilson, a produção conta com a presença de Renato Aragão e Dedé Santana, e nem poderia ser diferente. Os dois revivem os icônicos Didi e Dedé, personagens que consagraram suas carreiras. E para não criar a ideia de 'substitutos', o novo quarteto representa os sobrinhos deles. Didico (Lucas Veloso), Dedeco (Bruno Gissoni), Mussa (Mumuzinho) e Zaca (Gui Santana) são os atrapalhados do momento, relembrando a época desse sucesso.

No clipe apresentando à imprensa, no dia 11 de julho, nos Estúdios Globo, todos fizeram questão de reforçar que o programa é uma grande homenagem e os trapalhões são insubstituíveis. O clipe, com trechos de várias esquetes, provocou alguns risos tímidos dos jornalistas e blogueiros presentes, deixando claro que o conjunto é mais destinado às crianças mesmo. Embora classificado como um produto para toda a família, é um formato mais infantil.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

"Popstar" é um Karaokê com famosos bem produzido

Para substituir a bem-sucedida segunda temporada do "Tamanho Família", a Globo optou pela 'criação' de um novo formato, chamado de 'original' pela emissora: o "Popstar". Porém, o programa nada mais é do que uma derivação do "SuperStar", reality musical de bandas encerrado em 2016 e baseado em um formato israelense. Até o cenário é o mesmo, incluindo a apresentadora Fernanda Lima. Como a produção anterior não obteve boa audiência (embora tenha lançado ótimos grupos em três temporadas), optaram por uma dinâmica parecida, mas com famosos.


Agora não há mais um telão subindo quando o juri e o público votam. O esquema mudou para 'estrelas'. São dez jurados por domingo, sendo sempre substituídos a cada rodada. Chamados de 'especialistas', eles dão uma estrela (apertando um botão, que nem no "The Voice") caso gostem da apresentação. Se oito jurados ou mais aprovarem a performance, o participante ganha uma estrela bônus que vale um ponto na média final. Há ainda uma plateia com 20 pessoas selecionadas que se localizam em cima de um painel luminoso. A cor desse painel muda de acordo com a nota deles.

Ou seja, é um sistema um pouco confuso inicialmente. Mas, aos poucos, acaba ficando mais compreensível. Dos 14 participantes escolhidos, pelo menos nove cantam profissionalmente, sendo alguns muito bem-sucedidos. Já outros estão ali claramente para preencher a 'cota' de famosos, pois não têm vocação alguma.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Valorizada como merece, Elizângela emociona em "A Força do Querer"

Em suas últimas novelas, Glória Perez vinha cometendo o mesmo erro: o elenco 'inchado'. A autora exagerava nas escalações e enchia as suas tramas de personagens, deixando sempre vários deles avulsos, desvalorizando atores, que acabavam fazendo figuração de luxo. "Salve Jorge" foi seu maior equívoco. Mas, em "A Força do Querer", ela acabou com isso. Aprendeu com os erros e as merecidas críticas. Agora são poucos perfis e o time coeso, onde todos têm espaço de destaque. A maior prova é Elizângela, que vem protagonizando grandes cenas.


Inicialmente, Aurora parecia uma figura sem muita importância. Mãe de Bibi (Juliana Paes), uma das protagonistas, a personagem aparecia apenas para implicar com o genro, Rubinho (Emílio Dantas), e condenar a separação da filha com Caio (Rodrigo Lombardi), o genro dos sonhos. Sua função, basicamente, era ser a 'orelha' dos desabafos da herdeira. Porém, com o destaque cada vez maior do núcleo, em virtude do rodízio do trio central ---- primeiro Ritinha (Isis Valverde), depois Jeiza (Paolla Oliveira) e agora Bibi ----, o perfil virou um dos vários êxitos do folhetim.

Não é exagero constatar que Aurora se transformou na maior sofredora da história desde que viu a filha se perder completamente em virtude de uma paixão cega e doentia. Ela nunca se conformou com a união de Bibi e Rubinho, mas acabou tolerando para não gerar brigas gratuitas.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Com trama fraca e conflitos bobos, "Pega Pega" ainda não disse a que veio

A atual novela das sete da Globo estreou no dia 6 de junho, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a emissora só tem motivos para comemorar. Isso porque a audiência está nas alturas, obtendo índices surpreendentes até para os mais otimistas, já marcando mais que a anterior, a ótima e elogiada "Rock Story". O telespectador parece que foi mesmo conquistado por "Pega Pega". Porém, a trama da estreante Claudia Souto, dirigida por Luiz Henrique Rios, não tem feito jus aos números expressivos.


A história até então não disse a que veio. Aliás, a estreia da produção já tinha se mostrado pouco convidativa e com dramas bastante rasos. O mote central é o roubo milionário do Hotel Carioca Palace, principal cenário da novela, praticado pelos funcionários do lugar --- todos ladrões de primeira viagem. Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini) toparam o plano mirabolante do primeiro e acabaram levando os 40 milhões de dólares oriundos da venda do hotel. Apesar do contexto nada crível, a licença poética é aceitável.

No entanto, essa foi a única situação atrativa do enredo até agora. E desde então nada mais tem despertado interesse, nem mesmo o quarteto de ladrões. Afinal, eles roubaram, mas e daí? Todos ficam apenas circulando entre os núcleos sem protagonizar nenhum conflito realmente bom.