sexta-feira, 18 de abril de 2014

Com poucas mudanças, última temporada de "A Grande Família" não empolga

A Globo confirmou: a décima-quarta temporada de "A Grande Família" será a última. Portanto, o ano de 2014 marcará o fim da série que está há 13 anos no ar. Na coletiva de imprensa do lançamento da última temporada, todos os atores se emocionaram e já começaram a sentir o peso da despedida. A emissora fez questão de enfatizar o encerramento da produção e fez uma boa propaganda em cima desta última safra de episódios. Mas após duas semanas no ar, ficou perceptível que a trama não sofrerá muitas alterações se comparada com as fases mais recentes.


O drama continuará tendo bem mais peso que o humor e a história insistirá no tom mais denso. Nenê (Marieta Severo) e Lineu (Marco Nanini) voltam para casa após uma longa viagem de barco e encontram tudo bagunçado. Agostinho (Pedro Cardoso) sofre um enfarte, se recupera e depois acaba afundando o barco dos sogros. Lineu não o perdoa e inicia uma rivalidade com o genro, mas a briga sofre uma pausa porque o picareta precisa passar por um cateterismo. Tuco (Lúcio Maura Filho) ainda diz estar deprimido, enquanto que Bebel (Guta Stresser) segue se preocupando com o marido. Esses dramas marcaram o começo da última fase, que ainda conta com a participação de Grazi Massafera interpretando a verdadeira mãe do menino (Lineuzinho) que a família adotou na temporada passada.

E de acordo com o que foi divulgado, a última temporada abusará dos flashbacks para relembrar vários momentos marcantes ao longo destes anos e as memórias contarão até com cenas inéditas, como o casamento de Lineu e Nenê em 1974 e o de Bebel (Guta Stresser) e Agostinho em 1994. A própria abertura, aliás, é uma bonita homenagem:

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Marcelo e Priscila: um casal que diverte em "Além do Horizonte"

Falta pouco para "Além do Horizonte" chegar ao fim e a problemática novela de Carlos Gregório e Marcos Berstein, além dos equívocos já mencionados, errou na formação dos casais da trama. Nenhum deu certo inicialmente e algumas mudanças foram necessárias. A principal delas foi a aproximação de Marlon (Rodrigo Simas) e Lili (Juliana Paiva), que viraram merecidamente o par protagonista da novela. Mas além desta medida, outra atitude dos autores foi louvável para melhorar o folhetim: a união de Marcelo e Priscila.


Igor Angelkorte e Laila Zaid mostraram química em cena e o bom entrosamento fez o par ganhar espaço na novela. E a situação acabou unindo o útil ao agradável, uma vez que a história ganhou um bom casal (além de Marlon e Lili) e a dupla ainda foi 'usada' para imprimir mais comicidade à obra, que andava pesada demais, focando somente no núcleo central.

Infelizmente, um contratempo atrapalhou um pouco a condução do romance: Laila Zaid contraiu pneumonia e precisou se ausentar das gravações por um tempo. Ou seja, Marcelo ficou avulso na história por

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Tapas & Beijos" apresenta claros sinais de esgotamento

Mais uma temporada de "Tapas & Beijos" entrou no ar. A boa audiência, como não poderia deixar de ser, foi a principal motivação da Globo para continuar investindo no seriado protagonizado por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão). Para trazer uma certa renovação na fase de 2014, algumas mudanças aconteceram: Sueli e Jorge (Fábio Assunção) agora moram juntos e o advogado picareta Tavares (Kiko Mascarenhas) virou mendigo. Já a abertura passou a ser cantada por Sidney Magal no lugar da banda Calypso. Entretanto, está cada vez mais difícil evitar o evidente desgaste do seriado.


As situações caíram na repetição e por mais que haja algum tipo de renovação envolvendo alguns personagens, a história parece ter se esgotado. Até mesmo as brigas (que sempre foram o ponto alto da série, por render momentos engraçados) ficaram cansativas e o roteiro, que havia se perdido em 2012, mas teve as origens retomadas em 2013, acabou preso em suas próprias limitações. Não é preciso assistir ao programa, por exemplo, para saber o que vai acontecer.

Mas não é culpa de Cláudio Paiva (roteirista), nem de Maurício Farias (diretor) e muito menos da equipe. O formato do "Tapas & Beijos" não permite que a história tome muitos rumos sem que automaticamente perca sua essência. É um roteiro que limita os personagens a viverem sempre os mesmos

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Em Família" se arrasta com capítulos tediosos e cenas irrelevantes

Logo na primeira semana de exibição, "Em Família" enfrentou dificuldades. A audiência não correspondeu e os índices preocupantes fizeram a Globo editar os capítulos com o objetivo de agilizar um pouco a história. A segunda fase da trama teria uma duração um pouco maior, mas acabou sendo encurtada; ou seja, Manoel Carlos perdeu a frente de capítulos que tinha e a terceira fase entrou no ar antes do tempo. Entretanto, ao longo das semanas ficou perceptível que o esforço da emissora havia sido em vão.


A terceira fase da novela não conseguiu empolgar e o ritmo arrastado da produção começou a incomodar. Os novos personagens chegaram a despertar interesse, mas a falta de acontecimentos foi um empecilho para atrair o telespectador. Esta soma de combinações negativas afetou consideravelmente "Em Família", que não tem apresentado sinal de melhora, apesar de já ter passado do capítulo 60.

A história não sai do lugar e a quantidade de cenas irrelevantes impressiona. Maneco é um autor que valoriza o cotidiano e todas as suas obras sempre têm essa característica. Os personagens falam sobre amenidades, o preço dos alimentos, comentam notícias da atualidade, batem papo em elevadores, vão à feira,

sábado, 12 de abril de 2014

História bem construída e promessa de bons conflitos marcam estreia de "O Caçador"

Um policial por vocação, agente da divisão anti-sequestro, filho mais velho de uma família de policiais, dedicado, honesto e cuja capacidade de encontrar criminosos é sua principal qualidade. Após ser traído pelo próprio pai, esse policial é preso injustamente. Três anos depois, ele sai da cadeia disposto a provar sua inocência e, expulso da polícia, acaba virando um caçador de recompensas. Essa é a história de André (Cauã Reymond), o protagonista de "O Caçador", série que estreou na Globo na última sexta-feira (11/04), depois do "Globo Repórter".


Classificado como um drama criminal, o seriado começou usando uma fórmula que já está um pouco repetitiva: a volta no tempo. Assim como aconteceu com "Amores Roubados" e "A Teia", a primeira cena foi do presente e depois foi explicado tudo o que aconteceu no passado para culminar na situação exibida, no caso, a saída de André da prisão. Mas apesar dessa repetição, o primeiro episódio conseguiu prender a atenção ao apresentar uma atraente história, repleta de meandros.

Além de ter sido traído pelo pai (Saulo - grande Jackson Antunes), que falece por causa de um câncer de pulmão, André tem uma forte rivalidade com o irmão (Alexandre - promissor Alejandro Claveaux), um policial que se torna delegado muito jovem e não acredita em sua inocência. Alexandre ainda é casado com

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Com Marcelo Adnet inspirado, "Tá no Ar: a TV na TV" diverte e mostra uma Globo que sabe rir de si mesma

A estreia de Marcelo Adnet na Globo foi frustrante. Após sair da MTV, o humorista foi para a principal emissora do país e acabou entrando em um projeto que não deu certo: "O Dentista Mascarado". A série escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young foi um fracasso e Adnet recebeu inúmeras críticas. Muitos, inclusive, disseram que dificilmente ele conseguiria emplacar algum projeto com a sua identidade na empresa. Entretanto, alguns meses depois, a chegada de "Tá no Ar: a TV na TV" marcou um recomeço na carreira do marido de Dani Calabresa, que durante o intervalo chegou a fazer paródias de clipes no "Fantástico". A atração, que estreou nessa quinta-feira (10/04), surpreendeu e trouxe para o telespectador um humor afiado que foca no meio televisivo e não poupa ninguém.


O programa começou quebrando todos os paradigmas da Rede Globo. Conhecida por ignorar a concorrência, a emissora só permitia que seus humorísticos fizessem piadas com os programas da própria empresa. Mas a regra que parecia inquebrável foi finalmente deixada de lado na nova atração. O "Tá no Ar" fez piada com Record, Band, Rede TV!, SBT, mercado publicitário e até com a própria Globo. Não escapou ninguém. Nem mesmo as pessoas que odeiam a líder e a acusam de manipulação.

Marcelo Adnet, Marcius Melhem (ambos também roteiristas e redatores finais), Luana Martau (que recentemente participou de "Joia Rara"), Verônica Debom, Renata Gaspar, Márcio Vito, Welder Rodrigues, Carol Portes, Danton Mello e Georgiana Góes protagonizaram várias esquetes que ridicularizavam o meio televisivo e

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Questão de Família": mais uma interessante série do GNT

Para substituir "Amor Veríssimo" (que começou interessante, mas ficou tediosa e encerrou sem empolgar), o GNT lançou outra série em sua grade, que estreou nessa quarta-feira (09/04), às 22h30m. "Questão de Família" é protagonizada por Eduardo Moscovis e escrita por Rodrigo Lages e Sérgio Rezende (diretor de filmes como "Salve Geral" e "Zuzu Angel" ----- e que enfrenta seu primeiro trabalho de ficção na televisão).


Chamada anteriormente de "Assunto de Família" (e depois alterada devido a problemas com o registro do nome), a trama conta a história de Pedro Fernandes (Du Moscovis), um juiz de vara de família que tem que dar conta dos casos dos outros e dos próprios. Tem duas filhas, é separado e sua família está longe de ser 'tranquila'. O protagonista foi abandonado pela mãe (Márcia - Juliana Martins) ainda criança por causa das agressões que a mulher sofria do marido, seu pai (Coronel Fernandes - Eduardo Galvão) ficou internado à beira da morte e depois faleceu - com a suspeita de ter sido assassinado -, e seu irmão (Marcos - Iano Salomão) é viciado em drogas e está sendo tratado em uma clínica cara, paga por Pedro. Ou seja, a série, apesar de ter muitas cenas de tribunal, não prioriza os problemas dos julgados e sim do julgador. O juiz é o foco da trama.

Os episódios terão uma mesma estrutura: começam apresentando algum trecho da vida do juiz, exibem a abertura de um caso no tribunal, encerram com o veredito de Pedro sobre o caso em questão e mostram mais algum acontecimento envolvendo o protagonista fora de seu ambiente de trabalho. Na estreia,

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Apesar de alguns tropeços, "SuperStar" tem uma boa estreia

Mirando no sucesso do "The Voice Brasil", a Globo estreou no último domingo (06/04) mais um reality musical, onde o vencedor ganha um contrato com uma gravadora e um prêmio em dinheiro (no caso 500 mil reais). Após uma intensa divulgação na grade da emissora, o "SuperStar" entrou para ocupar a complicada faixa pós-Fantástico, que enfrenta uma pesada concorrência do "Programa Silvio Santos", no SBT, e do "Pânico na Band".


Apesar de alguns problemas iniciais, a atração teve uma boa estreia. A equipe escolhida para fazer parte do programa foi o maior acerto. Dinho Ouro Preto, Ivete Sangalo e Fábio Jr. formaram um ótimo trio de jurados e, embora um tenha atropelado o outro em alguns momentos, com o tempo o entrosamento ficará ainda mais evidente. Fernanda Lima atuou como apresentadora principal e novamente conseguiu mostrar a razão de ter virado uma das queridinhas da Globo. Já André Marques e Fernanda Paes Leme se saíram muito bem ao ajudar a apresentadora no comando do programa. Todos formaram um bom time.

Já os tropeços ficaram por conta dos competidores e do esquema de votação. O reality é uma competição de bandas, onde os candidatos se apresentam atrás de um telão e são aprovados caso esse telão suba, graças aos votos do público e da aprovação dos jurados. Porém, o telespectador tem um poder bem maior que o juri.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Com um tom lúdico e ousado, "Meu Pedacinho de Chão" tem uma estreia de encher os olhos

A estreia de "Meu pedacinho de Chão" cumpriu o que as chamadas do remake haviam prometido: uma história repleta de fantasia e cores começou a ser apresentada ao público, onde o universo lúdico é o grande protagonista. O primeiro capítulo ainda deixou bem claro que a trama tem muito mais características do diretor Luiz Fernando Carvalho do que do autor Benedito Ruy Barbosa. E foi perceptível a tentativa de ousar e arriscar uma nova forma de exibir um folhetim.


A história começou logo após um galo de latão cantar. E tudo é contado sob a ótica de duas crianças ----- Serelepe e Pituquinha (Tomás Sampaio e Geytsa Garcia, gratas surpresas) ----, o que justifica o tom infantil da trama. Os poucos personagens (ao todo serão cerca de 20, um elenco bastante enxuto) foram apresentados de forma bem didática no início do capítulo, para o enredo começar a ser desenvolvido de uma forma bastante poética.

O telespectador viu que a Vila de Santa Fé é comandada pelo tenebroso Coronel Epaminondas (Osmar Prado), que inicia um embate com Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) porque o caipira resolveu ceder parte de sua terra para a construção de uma escola. Escola essa onde a professora Juliana (Bruna Linzmeyer) dará aulas.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Morte de José Wilker choca e deixa o mundo das artes dramáticas mais pobre

Na madrugada do último sábado (05/04), José Wilker sofreu um infarto fulminante e faleceu enquanto dormia no apartamento da namorada. A morte do ator, que tinha 66 anos e faria 67 em agosto, chocou o país e entristeceu a todos. Após a morte do grande Paulo Goulart, o mundo das artes dramáticas ficou ainda mais pobre com mais essa perda. E uma perda muito precoce.


José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte e virou um dos mais respeitados atores do país. Com mais de 40 produções televisivas (novelas, minisséries e séries) no currículo, várias peças teatrais e mais de 60 filmes, o ator ficou marcado por vários personagens emblemáticos e sua presença engrandecia qualquer obra. Após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça 'O Arquiteto e o Imperador da Assíria', Zé foi convidado por Dias Gomes para participar de "Bandeira 2", sua primeira novela. A partir de então, não parou mais. Marcou presença em "O Bofe" (1972), "Cavalo de Aço" (1973), "Os Ossos do Barão" (1973), "Corrida do Ouro" (1974) e "A Cartomante" (1974), até ganhar um grande papel em "Gabriela" (1975), quando interpretou o Mundinho Falcão, um dos grandes personagens da trama de Jorge Amado.

Em 1976, brilhou na novela "Anjo Mau" vivendo o mocinho Rodrigo ---- iniciando uma longeva parceria com Susana Vieira, que interpretou a babá Nice, seu par romântico (que se repetiria em outras produções, como "A Próxima Vítima" e "Senhora do Destino") ---- e fez um estrondoso sucesso no cinema quando deu vida ao Vadinho, de "Dona Flor e seus dois maridos", uma das maiores bilheterias do cinema nacional.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": o que esperar da próxima novela das seis?

De acordo com o que tem sido exibido nas chamadas, a substituta de "Joia Rara" terá a marca do diretor Luiz Fernando Carvalho. "Meu Pedacinho de Chão" é mais um remake de Benedito Ruy Barbosa, mas dessa vez a história será totalmente lúdica e claramente inspirada no filme "Alice no país das maravilhas", ao contrário da obra original exibida em 1971.


A ideia de ousar tanto foi obviamente do diretor, que costuma usar esse mesmo artifício em suas produções, vide "Hoje é dia de Maria", "A Pedra do Reino" e "Alexandre e outros Heróis", por exemplo. E é justamente essa peculiaridade que tem despertado interesse em cima da nova novela das seis.

Benedito Ruy Barbosa há muito tempo tem optado pelos remakes de suas próprias novelas, o que demonstra uma acomodação do autor. E suas obras sempre apresentam tramas centrais parecidas: o vilão é sempre um fazendeiro rico

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"A Teia": uma série que esbanjou qualidade

A série de Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, dirigida por Rogério Gomes, apresentou seu último episódio nessa terça-feira (01/04). Prevista inicialmente para estrear em 2013, a produção só foi ao ar no início desse ano. E ao longo das semanas, uma história bem entrelaçada, com instigantes personagens, cenas eletrizantes, ótimos atores e repleta de tensão foi apresentada ao público.


Entretanto, apesar de todas as qualidades apresentadas, a história confundiu o telespectador com o excesso de informações e uma correria desnecessária nos primeiros episódios. A questão cronológica mais atrapalhou que ajudou, uma vez que os flashbacks eram inseridos com o objetivo de explicar o contexto de algumas situações, mas acabavam deixando vários fios soltos. E, para deixar o ritmo mais frenético, algumas cenas ficaram rápidas demais, impedindo uma maior compreensão dos fatos. 

Mas esses erros foram corrigidos com o tempo. Tanto que a série passou a exibir um resumo de tudo o que tinha acontecido nos episódios anteriores, lembrando as produções americanas, como "Revenge". Entretanto, apesar de terem se preocupado com essa questão e consertado para a boa compreensão do público,

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Big Brother Brasil 14" não disse a que veio

A décima-quarta edição do BBB chegou ao fim sem muitos motivos para comemorar. Embora a seleção dos participantes tenha causado uma boa impressão no início, com o tempo o público foi percebendo que vários deles não eram merecedores de torcida e pouco acrescentaram ao jogo. Para piorar a situação, ter colocado 20 pessoas dentro da casa foi um equívoco e o BBB Turbo, que eliminou vários no começo do programa com o intuito de deixar as primeiras semanas mais agitadas, não deu certo. A estratégia prejudicou o reality e o telespectador nem conseguiu conhecer direito os primeiros eliminados. Depois, o ritmo seguiu o mesmo de edições passadas, mas com várias pessoas que optaram por um jogo rasteiro, onde o se julgava o adversário sem olhar para suas próprias atitudes.


A final composta por três mulheres foi inédita na história do reality e contou com três pessoas que jogaram de todas as formas para alcançar esse objetivo, expondo a 'essência' dessa edição. Angela (a vice-colocada) usou o jogo da vitimização e conseguiu eliminar todos os seus inimigos, e Vanessa (a campeã) e Clara fizeram um casal e usaram a estratégia do oportunismo, onde ambas mudavam de opinião a respeito dos outros quando era conveniente. Três estrategistas natas.

O último programa dessa edição contou com um show de Gaby Amarantos que deixou a desejar e toda a retrospectiva apresentada serviu para reforçar o quanto que o "BBB 14" decepcionou. Foram poucos os grandes momentos exibidos, até porque nem tinha muito o que mostrar. O próprio Big Fone, um dos principais

terça-feira, 1 de abril de 2014

"Divertics" não conseguiu divertir

A Globo tentou apresentar uma nova proposta com o "Divertics", que se encerrou no último domingo (30/03), após 18 programas. A ideia era exibir esquetes de humor mescladas com apresentações circenses, interação da plateia e improvisos dos atores. Sem dúvida foi uma proposta promissora, entretanto, o resultado não foi o esperado.


A plateia, por vezes, soava forçada, várias esquetes deixaram a desejar e, apesar do grande elenco escalado, o riso não vinha fácil. Era perceptível que algumas situações apresentavam um humor mais característico de internet (vide o canal "Porta dos Fundos") e outras apelavam para o estilo mais popularesco. Ou seja, tentaram unir todos os tipos de público em uma só atração; atitude mais do que válida, só que infelizmente sem causar o efeito desejado.

Rafael Infante, Maria Clara Gueiros, Roberta Rodrigues, Nando Cunha, Luis Fernando Guimarães, Ellen Roche, David Lucas e Marianna Armellini são ótimos e fizeram bem o que era proposto, ainda que várias esquetes não tenham funcionado. Mas quem se destacou mesmo foi Leandro Hassum. O humorista conseguiu divertir até mesmo em situações sem um pingo de comicidade graças ao seu talento

sexta-feira, 28 de março de 2014

"Malhação", "Joia Rara", "Além do Horizonte", "Em Família" e a fraca atual fase da Globo

A atual fase da Globo não anda nada boa. Seus quatro principais produtos de teledramaturgia estão com os números de audiência abaixo do esperado e as produções têm deixado muito a desejar. Nem sempre Ibope alto significa qualidade, tanto que "Lado a Lado", "Guerra dos Sexos" e "Sangue Bom" ---- três fracassos que não mereceram os índices baixos --- são exemplos relativamente recentes que comprovam esse fato. Porém, a novelinha adolescente e as três novelas atuais têm pecado em vários pontos, diminuindo qualquer chance da situação ser revertida e fazendo por merecer os números indesejados.


"Malhação" já começou equivocada ao priorizar uma história infantilizada, onde o colégio ficava em segundo plano. Os adolescentes não apresentaram conflitos atraentes e o foco era somente os dilemas amorosos dos personagens. Após uma temporada muito bem escrita, onde vários tipos emplacaram, como a periguete Fatinha (Juliana Paiva), foi impossível não fazer uma comparação e perceber que o nível caiu muito. Embora a audiência da atual fase tenha melhorado em virtude do término do horário de verão, a trama em si continua fraca e desinteressante.

"Joia Rara" está em plena reta final, mas lamentavelmente a história não foi bem conduzida e Duca Rachid e Thelma Guedes acabaram deixando vários personagens sem função e a trama ficou voltada para as fugas de Manfred (Carmo Dalla Vechia) e os constantes sequestros praticados pelo vilão. O resultado

quinta-feira, 27 de março de 2014

Manfred de "Joia Rara": um vilão cansativo em uma novela repetitiva

"Joia Rara" está em plena reta final e todos os equívocos na condução do Manfred (Carmo Dalla Vechia) ficaram ainda mais evidentes nas últimas semanas de novela. O vilão é o único responsável pela aparente movimentação da história, que na verdade tem andado em círculos há meses. E essa sensação de que a trama não sai do lugar é reforçada pela repetição de fórmulas já usadas pelas autoras em "Cordel Encantado".


Manfred inicialmente era um sujeito frio, que tinha inveja de Franz (Bruno Gagliasso), e acatava todas as ordens de Ernest Hauser (José de Abreu), o até então grande vilão da história. Mas com o passar do tempo, Thelma Guedes e Duca Rachid resolveram transformá-lo em um lunático obcecado pela Amélia (Bianca Bin) e pelo suposto pai que o renegava. A partir dessa mudança, o personagem virou um novo Timóteo (Bruno Gagliasso), o grande vilão de "Cordel Encantado" que também havia ficado louco.

E para culminar, os demais núcleos foram perdendo a importância e a obra acabou voltada exclusivamente para as grandes maldades de Manfred, que eram quase todas sequestros. Outra similaridade com a história de sucesso das autoras exibida em 2011 ----- Timóteo sequestrou Açucena várias vezes e

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mariana Xavier e Luciana Paes divertem e Yanna Lavigne emociona em "Além do Horizonte"

A novela das sete apresentou muitos equívocos, mas foi acertando alguns pontos ao longo dos meses. Nem todos ficaram bons, mas entre as mudanças positivas feitas na história, há as três irmãs de Tapiré. Ana Rita (Mariana Xavier), Ana Fátima (Yanna Lavigne) e Ana Selma (Luciana Paes) ganharam um bom destaque em "Além do Horizonte e enquanto uma emociona, as outras duas divertem quem assiste.


Inicialmente, o trio não era valorizado e ficava avulso no núcleo de Tapiré. Apareciam pouco e nas poucas cenas que tinham não conseguiam se destacar devido aos diálogos repetitivos, além das situações desinteressantes. Mas a ida das irmãs para o Rio de Janeiro provocou uma agradável virada na história delas. 

A boa sintonia entre as atrizes pôde ser vista com mais clareza, longe de um núcleo que nunca chegou a empolgar, e as três fizeram boas cenas. Mas Ana Fátima não ficou muito tempo longe de casa e acabou voltando para Tapiré. No entanto, o retorno não atrapalhou Yanna Lavigne, que conseguiu mostrar seu talento

terça-feira, 25 de março de 2014

Andreia Horta, Paulo Vilhena e João Miguel se destacam em "A Teia"

Antes mesmo de estrear, já era possível perceber que "A Teia" teria um ótimo elenco. Os nomes divulgados pela emissora nas chamadas despertaram interesse e a única dúvida mesmo ficava por conta da escalação de Paulo Vilhena. Mas depois de alguns episódios, ficou claro que o ator se entregou mesmo ao papel. E além dele, Andreia Horta e João Miguel completam a lista dos destaques da série.


O trio protagonista tem brilhado em todas as cenas. Cenas essas marcadas pelo drama e pela ação. Marco Aurélio Baroni é um bandido extremamente frio e é apaixonado por Celeste, uma ex-prostitua que tem uma filha com outro marginal. Já Jorge Macedo é um delegado federal que sempre foca em suas missões e tenta prender Baroni e sua quadrilha a qualquer custo. Os três personagens movem toda a história e os atores têm honrado a confiança dos autores Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani.

Após uma sucessão de atuações fracas ao longo da carreira, Paulo Vilhena acertou na composição do bandido que transborda agressividade. Baroni é um ciumento possessivo, passa por cima de quem for preciso para atingir seus objetivos e não demonstra um pingo de remorso. Um personagem engrandecedor

sexta-feira, 21 de março de 2014

Na pele do sofrido Virgílio, Humberto Martins convence em "Em Família"

"Em Família" continua com um ritmo lento e com poucos acontecimentos relevantes. Entretanto, a novela de Manoel Carlos tem conseguido destacar alguns atores. E um deles é Humberto Martins, que ganhou um personagem muito difícil e está lidando muito bem com as dificuldades do papel, aproveitando a oportunidade dada pelo autor para se sobressair.


Virgílio sempre foi apaixonado por Helena (Júlia Lemmertz) e aguentava o namoro dela com seu amigo Laerte (Gabriel Braga Nunes) calado, já que a submissão sempre foi uma de suas características. Esse triângulo foi mantido por anos, até que uma briga feia entre os dois provoca uma tragédia: Laerte quase mata Virgílio e ainda o enterra vivo. Depois desse crime, ele vai preso e o ex-amigo --- que fica com uma cicatriz no rosto devido ao ferimento causado por uma espora --- se casa com Helena. Anos se passam e a volta do ex-amigo causa uma crise na família.

Humberto ganhou o personagem mais complicado: um sujeito naturalmente apático, passivo e bonzinho até demais. A chance de ser visto como um completo idiota pelo público era alta e o ator não tinha uma missão fácil.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Rosi Campos e Nicette Bruno: duas grandes atrizes que não têm recebido o devido valor

As duas têm currículos respeitáveis e inúmeros trabalhos na televisão, no cinema e no teatro. Entretanto, Rosi Campos e Nicette Bruno não tiveram sorte em seus últimos papéis. Ambas foram desperdiçadas em "Salve Jorge" (2012), de Glória Perez, quando viveram respectivamente Cacilda e Leonor. As personagens não tinham importância na história ---- principalmente a de Rosi, que era apenas uma vizinha que mal falava ---- e terminaram a trama sem destaque algum. Coincidentemente, agora, elas enfrentam novamente o mesmo problema em "Joia Rara".


Rosi Campos vive Miquelina, esposa de Arlindo (Marcos Caruso), dono do Cabaré Pacheco Leão. Já Nicette Bruno interpreta Santinha, mãe de Miquelina, que inferniza a vida do genro. Inicialmente, a trama parecia promissora e tinha tudo para ser uma das melhores da novela. Afinal, o núcleo seria responsável pela comicidade da história e também pelos belos shows das vedetes. Mas, infelizmente, as autoras seguiram outros rumos em virtude dos baixos índices de audiência e transformaram a pensão de Dona Conceição (ótima Cláudia Missura) no principal núcleo cômico, diminuindo a importância do Cabaré.

Com isso, a história dessa família não foi desenvolvida como deveria e os personagens ficaram sem função por muito tempo. Rosi, Nicette e o próprio Caruso viraram meros figurantes que tinham apenas algumas falas e todas repetitivas, já que envolvia a constante discussão do trio. Recentemente, Duca Rachid e Thelma

quarta-feira, 19 de março de 2014

"Big Brother Brasil 14" e o telhado de vidro

O "BBB 14" tem sido marcado pelas polêmicas. Vários participantes já falaram muitas bobagens e agiram de forma equivocada no programa. Porém, recentemente, uma briga feia entre Cássio e Marcelo causou um grande estresse na casa e provocou um intenso debate nas redes sociais sobre o abuso de incapaz.


Tudo começou quando Angela se embebedou na festa de sábado (15/03). Ela havia planejado encher a cara com Clara e cumpriu o que havia prometido. Porém, o resultado foi catastrófico para quase todos os participantes. Marcelo, que também estava embriagado, resolveu sair da festa porque não estava se sentindo bem. Mas Angela foi atrás dele porque Cássio disse que ele estava com ciúmes de Diego. 

Ela insistiu para Marcelo voltar para a festa e ele acabou aceitando. Mas perdeu completamente a noção do bom senso ao insistir o tempo todo para ficar com Angela, mesmo a menina negando pela nonagésima vez. Ele mais uma vez achou que o fato dela ter ido atrás dele foi um 'sinal' de que havia uma