sexta-feira, 20 de julho de 2018

Mistério em torno das herdeiras movimenta reta final de "Deus Salve o Rei"

"Deus Salve o Rei" está em plena reta final e Daniel Adjafre reservou bons enigmas para as últimas semanas de novela, despertando a curiosidade do público. Não por acaso, os índices de audiência aumentaram e o folhetim chegou a picos de 30 pontos recentemente. A trama, dirigida por Fabrício Mamberti, agora ficou voltada para o passado de três personagens: Catarina (Bruna Marquezine), Amália (Marina Ruy Barbosa) e Brice (Bia Arantes). Passado que implica em grandes viradas no enredo.


 A identidade da filha de Brice passou a ser um dos trunfos do roteiro e a procura da bruxa por sua herdeira proporcionou boas cenas para Bia Arantes, que emociona nos momentos de dor da personagem até então maquiavélica. Esse sofrimento serviu para humanizar a parceira de Selena (Marina Moschen) e Agnes (Mel Maia). Havia uma intencional dúvida em torno de Amália e Catarina. Quem seria a filha da bruxa? E quem seria o pai? O questionamento sobre o amor do passado da feiticeira também gerou outro possível conflito, pois o canalha Otávio (Alexandre Borges) passou a mencionar com mais frequência a filha que perdeu anos atrás.

Seria ele o homem com quem a bruxa se relacionou? Mas então Catarina não poderia ser a filha, pois teve relações sexuais com o rei e engravidou. Para uma novela das sete, uma situação pesada demais. Ou seja, tudo indicava que Amália era a herdeira.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

"The Voice Brasil" estreia sétima temporada tentando fugir do evidente desgaste

O "The Voice Brasil" já apresenta um inevitável esgotamento há alguns anos. A partir da terceira temporada, a percepção em torno do desgaste do formato começou a surgir. E desde então há uma decrescente desanimadora. Tanto no nível dos candidatos, quanto na mesmice do juri. Nem mesmo a entrada da carismática Ivete Sangalo ano passado conseguiu uma reformulação atrativa. No entanto, a estreia da sétima temporada nesta terça-feira (17/07) provocou uma boa impressão.


Uma novidade foi apresentada ao público: agora há o botão do bloqueio na fase da Audição às Cegas. Ou seja, um jurado pode impedir que algum colega escolha um determinado participante assim que ele vira a cadeira. A medida apimenta a disputa e Lulu Santos já usou a estratégia ao impedir Carlinhos Brown de 'querer' um candidato. Porém, nem adiantou, pois o mesmo preferiu Ivete. Mas serviu para 'estrear' a funcionalidade. Tomara que ao menos renda alguns bons momentos durante as audições.

Outra tentativa de sair da mesmice é o aumento da quantidade de cantores em cada time. Agora são 18 nomes para cada jurado ---- antes eram 12. Essa elevação significativa é resultado de mais uma alteração: o "The Voice Brasil" passa a ser exibido duas vezes por semana. Além das quintas, o reality também ganhou as terças. As versões transmitidas em outros países, aliás, sempre tiveram dois programas por semana.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Trama densa e entrega do elenco foram as marcas de "Onde Nascem os Fortes"

A supersérie da Globo (nomenclatura adotada pela emissora ano passado para classificar produções das onze) estreou no dia 23 de abril e marcou a volta da bem-sucedida parceria dos talentosos George Moura e Sérgio Goldenberg. Os autores das aclamadas minisséries "O Canto da Sereia" (2013) e "Amores Roubados" (2014) e do primoroso remake de "O Rebu" (2014) retornaram em grande estilo na faixa que os consagraram. "Onde Nascem os Fortes", dirigida brilhantemente por José Luiz Villamarim e Walter Carvalho (outros grandes parceiros dos escritores nos três trabalhos anteriores), esbanjou qualidades do início ao fim.


A história em torno do misterioso desaparecimento de Nonato (Marco Pigossi), irmão gêmeo da protagonista Maria (Alice Wegmann), na fictícia Sertão ----- local repleto de figuras obscuras e complexas ----- foi desmembrado habilmente ao longo dos meses e os escritores presentearam o público com uma produção refinada, onde a entrega do elenco e o enredo denso foram as principais marcas. Aos poucos, foi possível observar que o sumiço do rapaz que provocou uma briga com o poderoso Pedro Gouveia (Alexandre Nero) era apenas a ponta do fio de um novelo bem mais espesso e embaraçado.

Logo no primeiro capítulo ficou claro que o juiz Ramiro (Fábio Assunção) tinha relação no desaparecimento do rapaz em virtude da sua rivalidade com Pedro. No entanto, os escritores resolveram desenvolver a trama em etapas. A primeira foi voltada para a incansável saga de Maria em busca dos responsáveis pelo sumiço de Nonato, declarando guerra a Pedro e deixando a mãe, Cássia (Patrícia Pillar), desesperada.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Capítulo 100 de "Orgulho e Paixão" promove uma sucessão de ótimas cenas

A atual trama das seis da Globo faz por merecer todos os elogios e segue com um impressionante fôlego. "Orgulho e Paixão", dirigida por Fred Mayrink, vem sendo conduzida com habilidade por Marcos Berstein, que parece saber de todo o potencial de seu enredo e não poupa história. Tanto que o capítulo 100, exibido nesta sexta-feira (13/07), apresentou uma nova sucessão de acontecimentos e presenteou o público com cenas ótimas.


E todos os recentes conflitos acabaram ocasionados por Lady Margareth, uma vilã deliciosamente odiável e brilhantemente defendida por Natália do Vale. A sua entrada deixou a novela ainda melhor. O momento em que Olegário (Joaquim Lopes) desmascarou Susana (Alessandra Negrini) e Petúlia (Grace Gianoukas) diante de Julieta (Gabriela Duarte), Darcy (Thiago Lacerda), Charlotte (Isabella Santoni) e Aurélio (Marcelo Faria) primou pela entrega dos atores, promovendo uma nova virada no enredo.

Além de ter revelado todas as armações da vilã, Olegário ainda confirmou todo o seu passado de falcatruas, rompendo de vez a parceria com a ex-mulher. Alessandra Negrini protagonizou sua melhor cena na trama até agora e Gabriela Duarte novamente brilhou quando Julieta expulsou a antiga amiga de sua casa.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Canal Viva acerta ao homenagear os 30 anos de "Vale Tudo"

Recentemente, o Viva gerou a indignação dos telespectadores quando retalhou "Bebê a Bordo" por causa da baixa audiência. A maior identidade do canal a cabo era a reprise na íntegra de todas as novelas. A promessa foi quebrada na trama de Carlos Lombardi. Com o claro objetivo de "compensar" essa atitude lamentável, a emissora resolveu reprisar pela segunda vez o fenômeno "Vale Tudo", um dos folhetins mais aclamados da teledramaturgia, em comemoração aos 30 anos da produção.


Não por acaso, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasseres fez um grande sucesso no Viva em 2010, época da primeira reexibição. O intuito é reerguer a audiência e tentar se redimir com o público, prometendo nunca mais cortar a reprise de qualquer folhetim. O telespectador, claro, segue desconfiado, mas a missão de elevar os índices já foi realizada. Desde 18 de junho, dia da estreia, a novela é líder entre os canais a cabo na faixa de 00h30, conseguindo atingir bem mais pessoas, uma vez que a quantidade de assinantes atualmente é muito maior. E o êxito não surpreende em nada.

"Vale Tudo" é uma produção atemporal, infelizmente, e repetirá o sucesso sempre que for reprisada. Poucas novelas conseguem esse feito. A história retrata com maestria a corrupção do Brasil e a hipocrisia da sociedade diante de um mal que parece imortal. A própria música de abertura ---- "Brasil" ---- virou um marco na voz de Gal Costa, embora a versão original de Cazuza também seja lembrada.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Após destaque em "Gabriela", Giovanna Lancellotti volta a ser valorizada em "Segundo Sol"

Quando estreou na televisão, em 2011, na fraca "Insensato Coração", em pleno horário nobre da Globo, Giovanna Lancellotti demonstrou potencial de sobra para voos maiores. Ela convenceu na pele da doce Cecília em uma novela cujos defeitos foram bem maiores que os acertos. Era um papel pequeno, mas foi uma ótima estreia. Um ano depois, ironicamente, a atriz interpretou o que viria a ser a melhor personagem de sua carreira até então: a sofrida Lindinalva, no remake de "Gabriela". E estava apenas em seu segundo trabalho. Mas bastou para provar que tinha chegado para ficar.


O sucesso foi tanto que a personagem ---- inexistente na obra de Jorge Amado ---- virou a mocinha da adaptação de Walcyr Carrasco, formando um lindo par com Marco Pigossi (Juvenal), e ofuscou a própria Gabriela (Juliana Paes). Giovanna protagonizou uma sucessão de cenas dramáticas e muito pesadas, expondo uma entrega admirável. Após esse intenso trabalho, portanto, a intérprete seria ainda mais valorizada nas próximas novelas ou séries, seguindo a lógica. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Giovanna ganhou a promissora Bélgica em "Alto Astral" (2014), mas a vilã não teve grande relevância no enredo de Daniel Ortiz, embora seu núcleo tenha rendido alguns bons momentos.

No ano seguinte, então, o caso foi ainda pior. João Emanuel Carneiro a escalou para viver Luana na controversa "A Regra do Jogo". A personagem pertencia a um dos piores núcleos do folhetim, pois a família falida de Feliciano (Marcos Caruso) era uma tentativa fracassada de repetir o sucesso da família de Tufão (Murilo Benício) em "Avenida Brasil".

domingo, 8 de julho de 2018

Apesar dos exageros, "Show dos Famosos" virou um bom quadro do "Domingão do Faustão"

Baseado no formato original "Your Face Sounds Familiar", o "Domingão do Faustão" estreou o "Show dos Famosos" em  2017 e ficou claro que o quadro era uma boa ideia mal executada. Apesar das várias críticas a respeito das caracterizações exageradas e muitas vezes nada parecidas com os artistas homenageados, o programa insistiu na proposta e exibiu a segunda temporada em 2018, que chegou ao fim neste domingo (08/07). E pode-se constatar que, entre erros e acertos, o show funciona como entretenimento e apresentou uma sensível melhora.


Basicamente, todo o esquema da primeira temporada foi mantido. Oito participantes participaram da disputa e quatro se apresentaram em cada domingo. Porém, ao contrário do ano passado, não houve vencedor em cada rodada. Ou seja, quem se saía melhor e ocupava o primeiro lugar no dia da sua apresentação não levava troféu. A não eliminação, todavia, se manteve, implicando em uma acumulação de pontos. Silvero Pereira, Naiara Azevedo, Sandra de Sá, Paulo Ricardo, Helga Nemeczyk, Mumuzinho, Tiago Abravanel e Alessandra Maestrini foram os selecionados da segunda edição e vários deles fizeram bonito.

Alessandra foi a que mais se destacou na voz, fazendo jus ao seu reconhecido trabalho em musicais. Sua potência vocal impressionou, mas infelizmente não conseguiu ser finalista. Tiago honrou o que se esperava dele e chegou à final com méritos, embora tenha tropeçado em algumas apresentações. Mumuzinho foi outro grande competidor e a imitação da maravilhosa Alcione o transformou em favorito.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Globo abusa da imagem de Tiago Leifert

A Globo parece gostar bastante do Tiago Leifert. A emissora o presenteou simplesmente com quatro programas e só não conseguiu emplacá-lo em cinco porque não havia possibilidade de conciliação do trabalho. Atualmente, o apresentador pode ser visto quase diariamente no "Central da Copa", iniciado em 14 de junho, junto com a Copa do Mundo de 2018. O jornalista tem um incontestável carisma e sabe comandar um programa ao vivo como poucos, mas a pergunta é: essa "overdose" é realmente necessária?


Tiago estreou no canal a cabo SporTV em 2006, como repórter, e migrou definitivamente para a Globo em 2009, onde passou a apresentar o "Globo Esporte SP". Ficou na atração esportiva até 2015 e inseriu um novo jeito de comandar um programa de esportes. O tom mais sério e sóbrio foi deixado de lado, enquanto a descontração virou a protagonista. Deu tão certo que virou uma espécie de "regra" em todo formato, se estendendo para outros estados. Não por acaso, deixou de vez o jornalismo, indo para o entretenimento em 2012. Virou o apresentador do "The Voice Brasil", que iniciava sua primeira temporada.

Sua desenvoltura caiu como uma luva na competição musical e de lá não saiu mais. Leifert acabou virando peça fundamental no comando da disputa de vozes, sempre interagindo bem com os jurados e público. Em 2015, chegou a substituir Fátima Bernardes durante suas férias, fazendo dupla com Ana Furtado no "Encontro".

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Alice Wegmann vive seu melhor momento em "Onde Nascem os Fortes"

Que "Malhação" é um celeiro de talentos já é sabido há tempos. O seriado adolescente lançou muito ator talentoso no mercado e segue apresentando novos rostos que emplacam na carreira. A recém-terminada "Viva a Diferença", por exemplo, foi protagonizada por cinco meninas ótimas. Toda temporada revela bons nomes. Algumas mais e outras menos. Alice Wegmann é uma dessas gratas revelações e atualmente protagoniza com extremo brilhantismo "Onde Nascem os Fortes", trama das 23h, classificada pela Globo como supersérie.


A atriz é até um caso "atípico". Isso porque sua primeira aparição foi na fase de 2010, escrita por Emanuel Jacobina, onde interpretou a simpática Andréia, uma menina que entrou na metade da história e não teve muita importância. Em 2011, por sua vez, Alice conseguiu mostrar um pouco mais do seu talento na primorosa "A Vida da Gente", novela das seis de Lícia Manzo. Ela emocionou vivendo a tenista Sofia. Também era um perfil secundário, mas proporcionou bons momentos para a intérprete. Até que, em 2012, Alice voltou para "Malhação", interpretando Lia, uma das protagonistas do enredo de Rosane Svartman e Glória Barreto. Ou seja, esteve duas vezes no seriado adolescente.

A marrenta roqueira foi defendida com muita competência pela atriz, que ainda fez uma deliciosa parceria com Agatha Moreira, intérprete da doce Ju, outra boa revelação da fase e que atualmente se destaca como Ema em "Orgulho e Paixão". Lia foi o divisor de águas na carreira de Alice. A personagem era um dos trunfos da "Malhação Intensa" e o sucesso dessa temporada ajudou a projetá-la para voos mais altos.

terça-feira, 3 de julho de 2018

"Malhação - Vidas Brasileiras" falha na construção de todos os casais

A atual temporada de "Malhação" já merece ser considerada uma das piores da história do seriado adolescente. A tentativa de copiar o esquema da trama canadense "30 Vies", que apresentava um novo enredo a cada quinze capítulos, não deu certo e fica impossível o público ter qualquer empatia pelos personagens. O resultado é uma história rasa, forçada e desinteressante. Para culminar, a autora ainda fracassou na construção de absolutamente todos os casais de "Vidas Brasileiras".


Na verdade, a ausência de romances bem construídos é consequência de um roteiro limitado. Não há qualquer personagem carismático na trama, o que nunca aconteceu em 26 temporadas. Mesmo nas fases mais fracas, havia pelo menos um casal atrativo ou um perfil que roubava a cena. Não há nada disso agora. Então, é até compreensível a inexistência de pares que despertem algum tipo de torcida ou empatia.

Os protagonistas, por exemplo, formam um casal que provoca tédio. A intrometida professora Gabriela (Camila Morgado) e o apático Rafael (Carmo Dalla Vechia) sempre foram apaixonados, mas nunca conseguiram firmar a relação por conta de imprevistos do cotidiano. Os dois seguiram suas vidas e se reencontraram no início da história.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

"Orgulho e Paixão" fica ainda melhor com a entrada de Natália do Vale

Uma das muitas qualidades de "Orgulho e Paixão" é o seu bom ritmo. O autor está sempre promovendo conflitos e acontecimentos na trama, evitando qualquer barriga ---- período onde nada de relevante ocorre. Como há vários casais atrativos no enredo e muitos personagens bem construídos, Marcos Bernstein consegue extrair o melhor desse bom conjunto até com certa facilidade. E agora o escritor inseriu uma grande vilã na história, o que resultou em uma ótima virada.


Lady Margareth Williamson é a irmã de Lorde Williamson (Tarcísio Meira) e a escolhida para representá-la foi Natália do Vale. A personagem chegou para tumultuar a relação de Darcy (Thiago Lacerda) e Elisabeta (Nathalia Dill), que estava até então harmoniosa em virtude da descoberta das cartas falsas usadas por Susana (Alessandra Negrini) para separá-los. A arrogante mulher trouxe sua filha, Briana (Bruna Spínola), para oficializar o casamento com o sobrinho, se aproveitando de um "acordo familiar" feito anos atrás. 

A tia do mocinho mal chegou e já movimentou a novela com sua empáfia, recheada de frases preconceituosas sobre o Brasil. Não esperou para intimar Darcy a casar com Briana e nem se preocupou em desprezar Charlotte (Isabella Santoni), lembrando da má reputação da sobrinha por causa do relacionamento com Uirapuru (Bruno Gissoni).

quinta-feira, 28 de junho de 2018

"Lia" é uma boa produção da Record

"Apocalipse" foi um dos maiores fracassos da Record. Repleta de problemas, incluindo a intervenção da filha de Edir Macedo no roteiro (desagradando a autora Vivian de Oliveira), a novela fez jus ao seu título. Realmente representou um cataclismo na programação da emissora, perdendo constantemente de "Carinha de Anjo" e depois de "As Aventuras de Poliana", do SBT, amargando um incômodo terceiro lugar de audiência. Foi o folhetim bíblico menos visto do canal, que demorou demais para escolher uma trama substituta, expondo a surpresa com o fiasco da história que custou uma fortuna em efeitos especiais e escalação de mais de 100 atores. A saída, então, foi a produção de uma minissérie.


A Record resolveu produzir apressadamente "Lia", que terá apenas 15 capítulos, servindo como tapa-buraco da grade enquanto as gravações iniciais da novela "Jesus" não são concluídas. A trama estreou nesta terça-feira (26/06), na mesma faixa de "Apocalipse". Escrita por Paula Richard e dirigida por Juan Pablo Pires, a trama conta a vida da bondosa Lia (Bruna Pazinato), jovem batalhadora que nunca deixou de acreditar no amor, mesmo diante de todos os percalços. É a primeira história bíblica da emissora vista sob o ponto de vista de uma mulher, embora se passe 2000 anos antes de Cristo.

A protagonista cresceu cuidando da irmã Raquel (Graziela Schmitt), desde a morte da mãe, e sofreu várias humilhações da madrasta Laila (Suzana Alves). Lia se apaixona por Jacó (Felipe Cardoso), mas o rapaz só tem olhos para sua irmã, que só se preocupa com riquezas e ama seduzir homens. No entanto, Raquel cede aos cortejos de Jacó somente para fazer a irmã sofrer e a relação das duas fica cada vez mais conturbada.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Chay Suede faz jus ao destaque de Ícaro em "Segundo Sol"

João Emanuel Carneiro vem destacando bastante o elenco jovem na segunda fase de sua novela. Tanto que ocorreu uma clara diminuída no foco do trio Beto (Emílio Dantas), Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves), enquanto o triângulo amoroso protagonizado por Rosa (Letícia Colin), Ícaro (Chay Suede) e Valentim (Danilo Mesquita) cresceu em "Segundo Sol". E Chay tem conseguido aproveitar muito bem esse crescimento, honrando a confiança do autor na pele de um perfil repleto de complexidade.


O filho de Luzia é um rapaz revoltado, prepotente e marrento, cuja principal defesa é enfrentamento direto, elevando o tom de voz em qualquer início de discussão. Se revoltou com o assassinato do pai, nunca perdoou o 'abandono da mãe' e não esquece a dolorosa separação da irmã, Manuela (Luisa Arraes), provocado por sua tia, que deixou a menina com uma família rica e ficou com o sobrinho. Mas toda essa sua agressividade com o mundo é uma camuflagem de sua constante mágoa com tudo o que aconteceu em sua vida.

A fragilidade do personagem se expõe principalmente quando bebe e perde o controle do seu choro, agindo quase como uma criança. Ícaro, todavia, também tem um lado cômico e até sarcástico. Esse outro lado se evidencia quando está com Rosa, menina por quem se apaixonou perdidamente. O casal de garotos de programa transborda química e protagoniza cenas com muitas trocas de ironias. Isso vale para os momentos bons e ruins, aliás.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Irretocável na pele de Julieta, Gabriela Duarte emociona em "Orgulho e Paixão"

Antes de "Orgulho e Paixão", a última novela que havia contado com a presença de Gabriela Duarte do início ao fim era "Passione", ótima trama de Silvio de Abreu, exibida em 2010, onde a atriz viveu a perua Jéssica, seu primeiro perfil cômico da carreira. Ela se destacou, ganhando na época merecidos elogios. Depois desse trabalho, a intérprete fez apenas participações ao longo de dez anos, vide o primeiro capítulo de "Amor à Vida" (2013) e a primeira fase de "A Lei do Amor" (2016). Agora, felizmente, o público tem sido presenteado com o seu talento desde o começo do agradável folhetim das seis da Globo.


É uma volta às novelas em grande estilo. Isso porque a atriz ganhou o perfil mais complexo da história de Marcos Berstein, dirigida por Fred Mayrink e baseada em vários romances de sucesso da escritora inglesa Jane Austen. Julieta Bittencourt é uma poderosa viúva que ficou conhecida na região como a Rainha do Café, em virtude do império que construiu graças ao seu empenho feroz nos negócios. Sua postura fria e arrogante é sempre intimidadora, deixando todos ao seu redor retraídos e submetidos aos seus desmandos. Porém, não é uma vilã e nem uma pessoa com caráter desvirtuado. Pelo contrário, é íntegra e tem um passado sofrido.

Ainda que só agora o público tenha descoberto o estupro sofrido pela personagem, o autor já havia deixado sublinhado algumas vezes o quanto a firme mulher era maltratada pelo esposo. Logo no início da novela, cenas da personagem cuspindo no túmulo do marido foram exibidas, assim como confissões com um padre, onde confessava não ter conseguido se livrar do ódio pelo falecido.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Multishow presenteia público com valorização de "Chaves" e "Chapolin"

No ar há mais de 25 anos, o Multishow sempre foi um dos canais a cabo mais prestigiados pelo público. Desde a sua estreia, o canal sempre teve como foco a música, vide o sucesso do "TVZ" (programa de clipes que está no ar desde 1999). Porém, a emissora da Globosat já há alguns anos vem investindo bastante no humor e acabou virando um lugar cativo para inúmeros humoristas, incluindo Paulo Gustavo, Tom Cavalcante, entre outros. Vários humorísticos passaram a fazer parte da grade e o mais popular é o "Vai que Cola". Infelizmente, a maioria é bem fraca e tem pouca graça. O maior acerto é, sem dúvida, o "Lady Night", talk show comandado por Tatá Werneck. E, no dia 21 de maio, houve um novo investimento na comédia: a estreia de "Chaves" e "Chapolin".


Analisando friamente, parecia apenas uma tentativa do Multishow preencher sua grade com reprises que todos já viram trocentas vezes no SBT. Mas o canal conseguiu o que parecia impossível: presentear os fãs do seriado com a exibição dos episódios em ordem cronológica e ainda exibir várias esquetes inéditas com a dublagem original. Há anos os admiradores de "Chaves" e "Chapolin" pedem para a emissora de Silvio Santos passar os chamados "episódios perdidos" e nunca foram atendidos. O canal até chegou a transmitir, em 2012, alguns episódios chamados de "semelhantes", então inéditos, mas foram muito poucos e todos dublados sem as vozes de Nelson Machado, como Kiko, e Carlos Seild, como Seu Madruga.

O Multishow procurou fazer tudo o que os fãs sempre sonharam. Além de ter comprado o pacote da Televisa com todos os episódios de "Chaves" e "Chapolin", a emissora fez questão de contratar todos os atores originais para a dublagem das esquetes inéditas e também as que foram redubladas pelo SBT sem Nelson e Carlos.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Jesuíta Barbosa e Fábio Assunção brilham em "Onde Nascem os Fortes"

A atual produção das onze prima pela total entrega de seu elenco, dirigido brilhantemente por José Luiz Villamarim. Como há poucos atores escalados, todos conseguem se destacar em algum momento do enredo, ainda que uns mais que outros. "Onde Nascem os Fortes" tem uma história pesada, perceptível até na fotografia de Walter Carvalho, explorando sempre imagens mais empoeiradas, refletindo o estado de espírito sombrio daquelas pessoas. E dois atores têm ganhado mais importância à medida que o enredo avança: Jesuíta Barbosa e Fábio Assunção.


Ramirinho e Ramiro apareciam menos no início da trama, mais focada na rixa entre Maria (Alice Wegmann) e Pedro Gouveia (Alexandre Nero). Porém, os perfis eram promissores e já despertavam atenção. O reprimido menino que se transforma na misteriosa Shakira do Sertão à noite, protagonizando shows repletos de sensualidade, e o poderoso juiz que se interessou imediatamente por Cássia (Patrícia Pillar) e rivaliza com seu primo Pedro, foram muito bem construídos pelos autores George Moura e Sérgio Goldenberg.

A relação de pai e filho nunca foi boa. O rapaz não concordava em ser um empresário e era obrigado a aceitar as imposições de Ramiro, cujo plano sempre foi torná-lo um concorrente de Pedro Gouveia no mercado de Bentonita. Na última semana, Ramirinho finalmente teve coragem de se mostrar ao juiz. Isso porque acabou desmascarado pelo pai dias antes, que descobriu as suas constantes faltas no curso onde estava matriculado.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Antes improvável, romance de Ema e Ernesto vira um dos acertos de "Orgulho e Paixão"

Construir bons casais virou um grande desafio para os autores. Afinal, um par sem química e mal desenvolvido é sinônimo de telespectador desinteressado. Não dá para comprar uma relação com desdobramentos rasos e protagonizada por atores que não demonstram uma boa sintonia. Fica perceptível, portanto, a preocupação de Marcos Berstein com os pares de "Orgulho e Paixão", deliciosa novela das seis da Globo. Quase todos os casais se mostram atrativos e encantadores. Mas, curiosamente, o autor acabou criando um relacionamento improvável que virou um dos trunfos do atual folhetim.


A relação de Ema (Agatha Moreira) e Ernesto (Rodrigo Simas) parecia absurda para o telespectador que é fã dos romances de Jane Austen. Isso porque a trama é baseada em vários livros de sucesso da autora, como "Orgulho e Preconceito" (1813), "Lady Suan (1971) e justamente "Emma" (1815). Na história da escritora, a personagem se envolve com Jorge (Murilo Rosa) e os conflitos são permeados pela dificuldade da jovem casamenteira ser bem-sucedida no amor, enfrentando vários obstáculos para conseguir ficar com seu amado, que na novela se casou com uma mulher adoentada (Amélia - Letícia Persiles).

Todavia, essa questão não foi muito bem abordada inicialmente e nem foi possível despertar uma torcida por esse casal no folhetim. Ao contrário do livro, Jorge se mostra um sujeito passivo e conformado, procurando desabafar com seu melhor amigo, Coronel Brandão (Malvino Salvador).

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Letícia Colin rouba a cena em "Segundo Sol"

"Segundo Sol" está apenas no começo, mas João Emanuel Carneiro não vem guardando trama. O autor vem proporcionando vários acontecimentos e muitos perfis já demonstram um ótimo potencial. Um deles é Rosa, prostituta interpretada por Letícia Colin. A personagem entrou na segunda fase da história, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médicis, e está sendo defendida com imenso brilhantismo pela intérprete, cujo último papel foi um verdadeiro divisor de águas na carreira.


Afinal, "Novo Mundo" foi exibida ano passado e ainda está fresca na memória do público. A excelente novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão proporcionou para atriz seu melhor momento na carreira. Ela simplesmente ganhou de presente dos autores a Princesa Leopoldina, esposa de Dom Pedro I (Caio Castro) teve um grande destaque no enredo, crescendo ainda mais graças ao talento de Letícia, que imprimiu um tom doce e até cômico para a imperatriz. Um perfil importante da história do Brasil que ficou bem mais conhecido graças a esse caprichado folhetim.

Um dos maiores acertos da composição da atriz foi o sotaque da princesa austríaca. O que poderia se tornar uma caricatura virou a característica mais cativante da personagem, que todas as vezes se preocupava em falar um bom português, mesmo tropeçando nas palavras em algumas situações.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

"Mister Brau" não tinha mais história para contar

A série escrita por Jorge Furtado tinha a difícil missão de substituir o sucesso "Tapas & Beijos", que ficou no ar por cinco anos. Mas "Mister Brau", dirigida por Maurício Farias, conseguiu manter os índices de audiência da faixa, presenteando o público com um texto repleto de bom humor e crítica social. A história de um casal de astros que sai de Madureira e se muda para um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, rendeu ótimos momentos e a série ainda merece reconhecimento por ter colocado dois negros como protagonistas, principalmente em meio ao polêmico elenco de "Segundo Sol", repleto de brancos em uma trama que se passa na Bahia.


Lázaro Ramos e Taís Araújo emprestaram o carisma deles para os personagens, honrando o protagonismo e sendo valorizados como merecem. A primeira temporada, exibida em 2015, esteve focada no preconceito dos vizinhos com os 'suburbanos' que subiram de vida, rendendo muitos conflitos hilários, mas também cheios de mensagens indiretas no texto a respeito de intolerância e racismo. Andreia (Fernanda de Freitas) era a maior representante do ódio ao casal, sempre brigando com o marido (Henrique - George Sauma), que ironicamente virou advogado de Brau, participando ativamente dos contratos de shows e afins.

O êxito da série implicou na segunda temporada em 2016, mantendo o foco nas trapalhadas protagonizadas por Brau e Michele, agora mais próximos dos vizinhos e precisando lidar com as consequências do sucesso. Outros personagens já presentes no enredo ganharam mais destaque, como Lima (Luís Miranda), Gomes (Kiko Mascarenhas) e a empregada Catarina (Cláudia Missura).

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Briga de Catarina e Amália destaca atrizes em "Deus Salve o Rei"

A melhora de "Deus Salve o Rei" é evidente desde que Afonso (Rômulo Estrela) assumiu o trono de Montemor. Mais dinâmica e com conflitos bem amarrados, a novela de Daniel Adjafre deixou para trás o período de marasmo, expondo a intervenção acertada de Ricardo Linhares. E nesta quinta-feira (07/06), a trama, dirigida por Fabrício Mamberti, exibiu a aguardada briga de Catarina (Bruna Marquezine) e Amália (Marina Ruy Barbosa).


Após um longo tempo de troca de ironias e provocações, as rivais finalmente partiram para o confronto direto. Afonso não conseguiu um empréstimo de Conselho de Cália porque os reis não aceitam seu casamento com uma plebeia e exigem que a majestade se case com Catarina. Como Montemor sofre uma grave crise financeira, o rapaz chegou a considerar essa possibilidade, mas Amália flagrou sua dúvida no exato momento em que conversava com seu conselheiro. Foi o bastante para dar um basta naquela situação, expulsando a rival do castelo.

No entanto, ao segurar Catarina pelo braço e arrastá-la para fora do palácio, diante do povo, a mocinha deu toda a munição que a vilã precisava. A rainha de Artena bancou a vítima e não revidou os ataques de Amália. Ainda fez questão de provocá-la em voz baixa, dizendo que Afonso seria dela, implicando em uma bofetada da inimiga, que partiu para cima a enchendo de tapas e puxões. Um barraco que mancharia a imagem de qualquer reino.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

"Mais Você" sabe prender o público com ótimos quadros

O "Mais Você" estreou em 1999 e marcou a transferência de Ana Maria Braga da Record para a Globo. O programa matinal chegou a mudar de horário algumas vezes ao longo de seus quase 19 anos de emissora (incluindo até um período na grade vespertina), mas se estabilizou e hoje é a maior audiência das manhãs da líder. A apresentadora e seu inseparável Louro José (Tom Veiga) têm um público fiel e a equipe da atração em nenhum momento se acomoda com isso, sempre procurando novidades para o formato.


Tanto que a produção conseguiu criar vários quadros ótimos que entram em esquema de rodízio, evitando maiores desgastes e preenchendo muito bem o tempo do programa. Não existe uma regra para a exibição de cada um, mas todos estão sempre lá, despertando a atenção do telespectador e divertindo Ana Maria. O curioso é que não foram criados ao mesmo tempo. As ideias é que funcionaram tão bem que acabaram se firmando na atração, sem haver a necessidade da extinção de um para a entrada de outro.

Um dos primeiros foi o "Super Chef", em 2008, com três temporadas. Em 2012, o formato começou a contar com artistas disputando o posto de melhor cozinheiro e passou a se chamar "Super Chef Celebridades". Até hoje o reality faz sucesso, ficando três semanas no ar. A sétima temporada estreia no segundo semestre desse ano.

terça-feira, 5 de junho de 2018

"Senhora do Destino" e "Celebridade" tiveram similaridades expostas no "Vale a Pena Ver de Novo"

A Globo resolveu reprisar dois sucessos do horário nobre em sequência no "Vale A Pena Ver de Novo": "Senhora do Destino" e "Celebridade" (na verdade três, pois agora ainda estreou "Belíssima"). A reapresentação da trama de Aguinaldo Silva rendeu ótimos índices de audiência em 2017, mas o mesmo não pode ser dito da reprise do enredo de Gilberto Braga em 2018. Porém, esse texto não é sobre números e, sim, sobre enredos de produções que viraram clássicos da teledramaturgia. A verdade é que essas duas reexibições ajudaram a comprovar uma situação observada em vários êxitos recentes da faixa nobre da emissora.


Que situação seria essa? Vilãs marcantes como Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) e Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu)? Protagonistas fortes como Maria do Carmo (Susana Vieira) e Maria Clara Diniz (Malu Mader)? Não, nada disso. As reprises deixaram evidente uma similaridade negativa entre elas: os fracos núcleos paralelos. Quando se lembra de um grande sucesso ou de um folhetim muito querido, é normal ressaltar as qualidades e minimizar (ou até apagar) os defeitos. Tanto que não faltam casos de novelas que perderam o encanto quando foram reexibidas pelo Viva --- canal a cabo da Globosat ---, por exemplo.

Muitas vezes o público (e até a crítica especializada) esquece a barriga --- período em que nada de relevante acontece --- na história, os conflitos chatos ou então os personagens desinteressantes do roteiro. É algo normal, diga-se. A memória em cima de um produto querido só detém os pontos positivos do mesmo. Isso vale até para situações vividas por cada um ----- todo mundo costuma dizer que "nos velhos tempos tal rotina era melhor", etc.