segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Regeneração de Waguinho foi lindamente construída em "Bom Sucesso"

Rosane Svartman e Paulo Halm são autores que apostam em novos atores. Estão sempre lançando talentos, desde a bem-sucedida "Malhação Intensa", em 2012 --- quando Rosane escreveu ao lado de Glória Barreto e teve Paulo como um dos colaboradores ---, e "Malhação Sonhos", em 2014. Agora, com "Bom Sucesso", atual novela das sete, escalaram vários novos nomes que vêm brilhando na história. E um desses intérpretes é o talentoso Lucas Leto, que ganhou um dos melhores personagens da produção: Waguinho.


O ator não poderia ter estreado com um papel melhor. O personagem tem um desenvolvimento impecável na novela de sucesso e todo o processo de regeneração do menino, que teve um início bastante problemático, vem sendo conduzido de forma brilhante. O público tem acompanhado a evolução de um garoto que caiu no mundo do crime graças ao vício em drogas. Uma trajetória que tinha tudo para terminar de forma trágica. Mas a famigerada segunda chance foi a opção dos escritores, que conseguiram deixar todo o processo crível.

Waguinho era um aluno revoltado e não gostava de estudar. Seu lado mais humano era visto através da amizade com Luan (Igor Fernandez). Porém, o início do namoro de seu melhor amigo com Alice (Bruna Inocência) o abalou emocionalmente e seu vício em drogas foi agravado. Quando se endividou com traficantes, acabou obrigado a virar cúmplice dos criminosos.

sábado, 18 de janeiro de 2020

"Bom Sucesso" ousa com capítulo tenso e emocionante em pleno sábado

Todo novelista costuma poupar maiores acontecimentos nos capítulos exibidos aos sábados. Afinal, é um dia que a audiência cai consideravelmente por conta dos passeios familiares e folgas de muitos trabalhadores. Normalmente, o gancho tem mais relevância porque a continuação vai ao ar na segunda-feira. Porém, há exceções, claro. Alguns folhetins já exibiram boas viradas em finais de semana. E os autores de "Bom Sucesso" fizeram exatamente isso neste sábado (18/01).


O capítulo foi irretocável. Parecia até o último. Rosane Svartman e Paulo Halm, juntamente com seus fiéis colaboradores, provocaram uma avalanche de emoções do primeiro ao último minuto. Teve tensão em nível máximo, uma catarse cinematográfica, além de momentos de ação, tristeza e sensibilidade, incluindo até especulações sobre o real destino de personagens. Os intervalos comerciais serviram para o telespectador recuperar o fôlego ou enxugar as lágrimas dependendo do bloco.

O incêndio que Diogo (Armando Babioff) causou na Prado Monteiro elevou a adrenalina da reta final e implicou em uma sucessão de cenas impactantes. Enlouquecido e já sem nada a perder, o vilão encurralou todos os funcionários da editora com uma arma apontada, enquanto o fogo devorava todo o acervo do lugar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Assim como "Espelho da Vida", "Bom Sucesso" acertou com a construção do amor dos mocinhos

Não há novela que consiga escapar dos clichês tão comuns ao gênero. Mesmo o folhetim mais ousado ou "inovador" acaba apresentando várias situações já vistas pelos telespectadores. Inevitável. E um dos contextos mais presentes nas histórias é o amor à primeira vista, quase sempre perto do final do primeiro capítulo. O problema é o alto risco do público rejeitar o par em virtude da pressa do escritor. Só mesmo quando a química dos atores é arrebatadora para evitar uma não identificação de quem assiste. O recurso era bem mais comum em produções antigas, mas ainda resiste. Por isso é tão bom quando autores fogem desse padrão. "Espelho da Vida" e "Bom Sucesso" foram ótimos exemplos.


Elizabeth Jhin construiu o amor dos mocinhos de forma corajosa na maravilhosa novela das seis da Globo encerrada no primeiro semestre de 2019. A autora apresentou a mocinha Cris Valência (Vitória Strada) em um relacionamento estável com Alain Dutra (João Vicente de Castro) e só depois foi expondo o nascimento do amor infinito de Júlia Castelo e Danilo Breton (Rafael Cardoso), em 1930, através das viagens no tempo promovidas pelo espelho da falecida. A protagonista descobriu que era a reencarnação da enigmática mulher e viajou até o passado para descobrir o verdadeiro responsável pelo assassinato de sua vida passada. Acabou revivendo o amor que sempre terminou com um final trágico em todas as encarnações.

A autora, no entanto, só inseriu o mocinho no presente na reta final de "Espelho da Vida". A expectativa do público ficou tão alta que a trama, com uma audiência inicialmente problemática, teve uma elevação e tanto nos números do Ibope.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Tudo sobre a festa de "Salve-se Quem Puder", próxima novela das sete

A sensação de atravessar uma ventania que atingiu a marca de 60 quilômetros por hora em plena cidade cenográfica de "Salve-se Quem Puder", nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, foi vivenciada por jornalistas, blogueiros e influenciadores assim que chegamos ao local para a coletiva de imprensa da próxima novela das sete da Globo, realizada na noite da última terça-feira (14/01). Foi um susto muito divertido que marcou o início do evento que a emissora promoveu.


Para entrar no clima da novela, que terá um furacão logo nos primeiros capítulos, e participar dessa inusitada experiência, a ação contou com um imenso ventilador, com potência de um motor V8, e a fumaça cenográfica, que remetem ao tornado que atinge Cancún na história de Daniel Ortiz e que marca o início da trama, ajudando a provocar uma reviravolta na trajetória das protagonistas interpretadas por Juliana Paiva, Vitória Strada e Deborah Secco.

Depois de resistirmos à ventania, fomos para o Empório Delícia, o complexo gastronômico administrado por Helena, personagem de Flávia Alessandra. Com aproximadamente mil metros quadrados, o espaço possui um amplo mezanino e é claramente inspirado nos grandes centros gastronômicos do Brasil e do exterior.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Atentado contra Paloma resulta em arrepiante sequência de "Bom Sucesso"

A atual novela das sete está em sua penúltima semana e Rosane Svartman e Paulo Halm guardaram importantes reviravoltas. Quem acompanha o ótimo trabalho da dupla ao longo da carreira já sabe que os autores sempre promovem uma reta final tensa e até sombria em suas histórias. Há quem goste e quem reclame, mas o fato é que as tramas ganham muito com isso. Vide o atentado contra Paloma (Grazi Massafera), exibido nesta segunda-feira (13/01) em "Bom Sucesso".


Diogo (Armando Babaioff) teve um retorno aterrorizante, após quase duas semanas sumido por conta da boa virada envolvendo o canalha Elias (Marcelo Faria). O grande vilão da novela de sucesso da Globo voltou para se vingar de todos que atrapalharam seu planos, como Marcos (Rômulo Estrela), Nana (Fabiula Nascimento), Alberto (Antônio Fagundes), Gisele (Sheron Menezzes) e Paloma. E todos os clichês de um clássico folhetim foram usados contra o mocinho, por exemplo, que foi flagrado na cama com uma falsa amante e ainda acabou preso porque plantaram drogas em seu bar. Já a irmã do rapaz perdeu o filho em uma triste cena e chegou a vez da mocinha.

O advogado mandou Peçanha (Walter Breda) assassinar Paloma e o policial corrupto tentou fazer o serviço em plena quadra da "Unidos de Bonsucesso", bem no instante em que a costureira sambava com os colegas de agremiação em um lindo ensaio.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Fabíula Nascimento se destaca na pele de Nana, a personagem mais complexa de "Bom Sucesso"

Nada contra o maniqueísmo na ficção. O vilão muito malvado ou a mocinha muito boazinha faz parte de qualquer trama. É um clichê típico. E, se bem conduzido, conquista facilmente os telespectadores. Todavia, os personagens mais complexos, que costumam apresentar várias facetas ao longo de uma história, também são tão atrativos quanto, embora nem todos os autores tenham facilidade de explorá-los. Em "Bom Sucesso", por exemplo, há um perfil que transborda densidade e vem se destacando desde o início da ótima novela das sete da Globo: Nana (Fabíula Nascimento).


A empresária bem-sucedida parecia uma típica mulher arrogante e preconceituosa em virtude da grosseria cometida com Paloma (Grazi Massafera) logo na primeira semana de trama. A costureira tinha acabado de descobrir um câncer terminal ---- exame de Alberto (Antônio Fagundes), na verdade --- e não conseguiu atender a cliente. Nana se indignou e a tratou feito um lixo. A mocinha, claro, não deixou barato, rasgou o vestido da mulher e desde então viraram ''inimigas". Mas essa inimizade partiu bem mais da filha de Alberto, que nunca engoliu o que aconteceu e muito menos aceitou ver a moça que a enfrentou trabalhando como acompanhante do pai.

No entanto, Nana não foi nem de longe uma vilã. É uma pessoa amargurada pela vida e que jamais compreendeu a relação distante que sempre teve com Alberto. Sua ligação com Cecília, a mãe falecida, era muito forte, mas com o pai era diferente. Viciado em trabalho, o dono da Editora Prado Monteiro nunca teve tempo para a filha e sua predileção pelo filho Marcos (Rômulo Estrela) se evidenciava a todo instante. É bom ressaltar que nada disso foi mostrado, apenas contado pelos personagens.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Núcleo de Itapetininga emociona e diverte em "Éramos Seis"

O núcleo cômico em novela sempre provoca controvérsia. Há os que defendem a obrigatoriedade em qualquer folhetim e os que acham uma inutilidade criada apenas para preencher o tempo dos capítulos. Não existe consenso. O fato é que esse tipo de núcleo às vezes funciona e outras não. Há escritor que simplesmente não se dá bem com comédia. Depende da inspiração de cada autor. Já o caso de "Éramos Seis", atual novela das seis da Globo, é de total êxito.


O núcleo de Itapetininga virou um dos trunfos da trama de Angela Chaves, baseado no romance de Maria José Dupré e no remake exibido pelo SBT em 1994. Assim como na maioria dos núcleos cômicos de qualquer novela, a história dos personagens fica quase totalmente deslocada do enredo central. É praticamente um folhetim paralelo. Mas, no caso, não há demérito porque a narrativa não é quebrada e nem prejudica o andamento dos conflitos. Até ajuda a imprimir um clima um pouco mais leve em uma produção marcada pela tristeza.

No início da história, a casa de Maria (Denise Weinberg) mal aparecia e servia apenas de pano de fundo para Olga (Maria Eduarda de Carvalho) e Clotilde (Simone Spoladore). Quando as duas foram para São Paulo morar com a irmã Lola (Glória Pires), então, o núcleo praticamente desapareceu. Mas, aos poucos, o enredo foi enriquecendo e ganhando importância.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O que a televisão reserva para o telespectador em 2020?

Embora todo mundo espere e torça, o ano de 2020 não será muito diferente de 2019 em relação ao momento que o país vive. Portanto, a televisão terá que manter cautela e não abusar muito dos gastos excessivos. Porém, apesar das dificuldades, todas as emissoras conseguiram apresentar produtos de qualidade no ano que passou. E, por tudo o que vem sendo anunciado e noticiado, a Globo seguirá como a maior investidora, por razões óbvias, e as demais economizarão bastante nos próximos doze meses. Ou seja, é provável que a líder domine ainda mais em 2020, principalmente por estar ousando em produções exclusivas da Globo Play. Vejamos o que o público pode esperar.







"Salve-se Quem Puder":
A missão de Daniel Ortiz será complicada, pois substituir o fenômeno "Bom Sucesso" no horário das sete da Globo é um desafio e tanto. Porém, o autor apostará na comédia farsesca para agradar o público. Embora a premissa da história, dirigida por Fred Mayrink, pareça séria ---- as três protagonistas (vividas por Juliana Paiva, Vitória Strada e Deborah Secco) se conhecem e logo precisam mudar de identidade ao presenciarem o assassinato de um juiz ----, o conjunto será baseado em elementos clássicos de folhetim das 19h. O carisma do trio central, pelo menos, o escritor já garantiu. 






"Big Brother Brasil":
A vigésima edição do BBB terá uma comemoração pelas vinte temporadas. Por isso mesmo, Boninho promete um reality "histórico". Resta saber se a promessa será cumprida de fato, afinal, o "BBB 19" foi o pior da história do programa, tanto no quesito participantes quanto no de audiência. Houve até uma especulação a respeito da entrada de pessoas "famosas" em 2020, como alguns Youtubers. Mas o diretor negou. Resta torcer ao menos para ser uma temporada minimamente aceitável e sem comentários desnecessários de Thiago Leifert.



terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: os destaques do ano

Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2019, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Espelho da Vida":
A novela de Elizabeth Jhin enfrentou dificuldades de audiência na faixa das 18h da Globo. E o início da trama se mostrou bastante arrastado. Porém, o enredo da autora sempre teve potencial e ganhou ritmo quando chegou quase na metade. O mistério que envolvia o assassinato de Júlia Castelo despertava interesse e as viagens no tempo da mocinha foram uma ousadia da escritora que funcionou. As relações entre os personagens estavam muito bem entrelaçadas e todos tinham alguma ligação com o passado. As várias teorias sobre os rumos do folhetim dominaram as redes sociais e a repercussão foi imensa. A trama foi a mais assistida da Globo Play enquanto esteve no ar e a terceira produção mais buscada pelo Google em 2019. Um feito e tanto. O final, então, foi repleto de adrenalina e cenas emocionantes. A produção foi um acerto. Vale destacar Vitória Strada, Alinne Moraes, Irene Ravache, Felipe Camargo, Rafael Cardoso, Clara Galinari, entre tantos outros bons nomes que deram um show.


"Bom Sucesso":
A atual novela das sete de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida com maestria por Luiz Henrique Rios, é um fenômeno de audiência e todo o sucesso é merecido. Os autores, responsáveis pelas também ótimas "Malhação - Intensa" (2012), "Malhação Sonhos" (2014) e "Totalmente Demais" (2016), emplacaram outro produto de qualidade e conquistaram o público com uma história deliciosa que aborda a literatura com delicadeza, apresenta personagens bem construídos, forma casais apaixonantes e ainda explora viradas que emocionam e tiram o fôlego com boas doses de tensão. Impossível não se envolver com Paloma (Grazi Massafera), Marcos (Romulo Estrela), Alberto (Antônio Fagundes), Nana (Fabiula Nascimento), entre tantos outros bons e bem interpretados perfis. É o melhor folhetim das 19h desde "Totalmente Demais", ironicamente, também escrito por eles.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Com mais de cento e trinta cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.



Melhores Atrizes:



1- Juliana Paes.
Após o imenso sucesso como Bibi Perigosa em "A Força do Querer", exibida em 2017, a atriz ganhou a Maria da Paz de Walcyr Carrasco. A boleira foi o centro das atenções de "A Dona do Pedaço" e Juliana protagonizou várias cenas dramáticas e cômicas com facilidade. Uma avalanche de emoções lindamente expostas por uma profissional cada vez mais reconhecida. O tipo mais popular de sua carreira, segundo a própria.



2- Grazi Massafera.
É inegável que a atriz teve uma virada na carreira em "Verdades Secretas", de 2015, quando impressionou o Brasil na pele da drogada Larissa. Depois teve um papel mais apagado em "O Outro Lado do Paraíso" e agora ganhou uma mocinha brilhantemente construída por Rosane Svartman e Paulo Halm em "Bom Sucesso". A ótima novela das sete vem sendo protagonizada com brilhantismo por uma atriz que empresta seu carisma a Paloma, uma costureira que ama os filhos e luta pelos seus.