terça-feira, 24 de maio de 2016

Na pele da complexa Carolina, Juliana Paes vive seu melhor momento em "Totalmente Demais"

A reta final do atual fenômeno das sete tem sido tão atrativa quanto foi toda a trajetória do folhetim de Rosane Svartman e Paulo Halm. E as últimas semanas da novela têm servido para destacar o quarteto central da história, composto por Jonatas (Felipe Simas), Eliza (Marina Ruy Barbosa), Arthur (Fábio Assunção) e Carolina (Juliana Paes). Os dramas e relacionamentos dos personagens estão ainda mais em vigor, valorizando o talento os atores. Mas Juliana Paes tem sido a mais exigida, pois o seu papel é o mais complexo de todos. E esse aumento de destaque tem servido para evidenciar o grande momento profissional da atriz.


Carolina sempre foi o perfil mais dúbio da história, passeando pela vilania e fragilidade o tempo todo. A até então diretora da Revista Totalmente Demais fez muitas armações para prejudicar Eliza no concurso com o intuito de ganhar a aposta feita com Arthur, herdando assim a empresa do seu grande amor. Porém, como o agenciador de modelos se apaixonou pela mocinha, a personagem não interrompeu suas 'maldades', mesmo com o fim do concurso. A sua atitude mais condenável foi o plano elaborado com Rafael (Daniel Rocha), onde os dois doparam a menina para simular que a mesma havia dormido com o fotógrafo. Ela ainda fez Leila (Carla Salle) de bode expiatório.

E Carol tinha o costume de esbanjar arrogância diante de seus funcionários, com exceção de Pietro (Marat Descartes), seu grande amigo. Também utiliza de ironias e deboches para enfrentar seus inimigos, como a colunista Lorena (Adriana Birolli), por exemplo. Ou seja, analisando superficialmente, a poderosa mulher seria uma vilã. Mas nunca foi. Esse era apenas um lado seu, o que sempre era exposto como forma de defesa, principalmente diante de Arthur para não mostrar a mulher amorosa e frágil que guardava dentro de si.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Os vencedores da 58ª edição de um obsoleto "Troféu Imprensa"

A 58ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (22/05), tendo Silvio Santos como o grande protagonista, fazendo jus aos anos anteriores da premiação, que contou com praticamente o mesmo time de jurados já conhecidos das outras edições: Sônia Abrão, Leão Lobo, Décio Piccinini, Flávio Ricco, Ricardo Feltrin, José Armando Vanucci, Cristina Padiglioni, Nelson Rubens, entre outros. O esquema de votação seguiu da mesma forma equivocada (selecionando apenas cinco jurados por categoria) e a escolha dos finalistas se mostra a cada ano mais absurda por conta do método utilizado (votos pela internet).


Portanto, fica claro o quanto que a premiação perdeu a sua relevância ao longo do tempo, não conseguindo evoluir e ficando estagnada. Até porque uma das poucas mudanças feitas durante os últimos dez anos, por exemplo, foi justamente a seleção dos finalistas por escolha popular, conseguindo deixar o conjunto ainda pior e mais injusto. Afinal, é natural que o produto ou o artista que tenha fãs mais dedicados seja beneficiado com larga vantagem. E é exatamente isso que acontece. Vide, por exemplo, Alexandre Nero ter como concorrentes na categoria de Melhor Ator Caio Castro e Guilherme Winter (cujos desempenhos foram apenas medianos).

Ou seja, embora costume ser considerado mais justo por abranger todas as emissoras, o "Troféu Imprensa" insiste em manter falhas nas votações que já deveriam ter sido corrigidas há tempos. E outro fato que comprova a obsolescência da premiação é a categoria Melhor Programa Infantil. Todas as emissoras abertas já extinguiram seus eventos infantis e a única emissora que ainda mantém é justamente o SBT. Não por acaso o "Bom Dia e Cia" ganhou a estatueta mais uma vez, pois seus concorrentes eram de bem menos relevância ---- "Mundo Disney" (formato comprado de fora pelo mesmo SBT) e o ótimo "Cocoricó" (que deixou de ser produzido há um bom tempo) .

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Terceira temporada do "SuperStar" deixa muito a desejar

O "SuperStar" estreou em 2014 e não demorou muito para ficar desacreditado. Isso porque, exibido logo após o "Fantástico", a atração não foi um sucesso de audiência e perdia várias vezes para o "Programa Silvio Santos", do SBT. Entretanto, independente dos números, o formato funcionou no quesito entretenimento e ainda alcançou um feito que o "The Voice Brasil" nunca conseguiu: lançar vários talentos no mercado musical. E, apesar de alguns erros pontuais, o programa se firmou na grade da Globo com méritos. Mas, infelizmente, a terceira temporada não se mostrou muito atrativa.


Após duas ótimas temporadas ---- embora com alguns problemas no juri, pois Ivete Sangalo, Fábio Jr. e Dinho Ouro Preto foram muito bonzinhos na primeira temporada e a presença de Thiaguinho na segunda foi um equívoco completo ----, a atração não vem apresentando uma competição interessante neste terceiro ano. Ao contrário dos anos anteriores, não houve uma quantidade boa de bandas promissoras. Poucas se destacaram realmente e não há uma franca favorita. Isso até poderia ser bom se fosse por causa do alto nível, mas é justamente ao contrário. São muitas bandas parecidas e sem identidade.

O nível da competição caiu e as rodadas não empolgam, principalmente se comparadas com as duas outras temporadas. Claro que há alguns grupos bons e de talento, porém, não são o bastante para deixar o programa realmente convidativo. Tanto que a produção inseriu uma novidade nessa edição, com a atração já em andamento (ou seja, evidentemente criada de última hora): a presença de uma banda convidada, encabeçada por algum ator ou atriz que tem também uma carreira musical.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Glória Menezes e Reginaldo Faria formaram uma ótima dupla em "Totalmente Demais"

Os dois são grandes atores e a junção deles em "Totalmente Demais" só poderia resultar em algo ótimo. E foi o que aconteceu de fato. Glória Menezes e Reginaldo Faria formaram uma dupla perfeita no atual fenômeno das sete que está perto do seu fim. Na pele dos interesseiros Stelinha e Maurice, pais do bon vivant Arthur (Fábio Assunção), os intérpretes foram os responsáveis por alguns dos melhores e mais divertidos momentos da trama. Porém, nem sempre estiveram juntos em cena. A dobradinha aconteceu apenas na reta final.


Stelinha entrou na história em janeiro e não demorou para roubar a cena. A perua, que tinha horror a pobre, se destacou assim que chegou, protagonizando cenas impagáveis. A personagem veio de Paris com o objetivo de dar aulas de etiqueta para Eliza (Marina Ruy Barbosa), cumprindo sua missão com louvor, apesar das constantes reclamações em virtude da convivência com uma 'mendiga'. O sucesso da mãe de Arthur foi imenso e sua participação foi crescendo a cada capítulo, honrando o talento de Glória Menezes, que divertia em todas as situações propostas pelos autores Rosane Svartman e Paulo Halm.

Entretanto, a atriz estava sendo muito exigida e acabou se afastando por um tempo para descansar ---- algo previamente concordado com a equipe, que já havia feito essa promessa. A sua saída temporária foi explicada com o retorno de Stelinha para Paris, após um desentendimento com Arthur. E, como essa ausência já estava prevista, os escritores tinham uma carta na manga, que era justamente a chegada de Maurice, o pai galinha do agenciador de modelos.

terça-feira, 17 de maio de 2016

"Haja Coração": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão da próxima produção do horário das sete é complicadíssima: manter a boa audiência de "Totalmente Demais" e prender o público que ficará de luto com o fim de um dos maiores fenômenos da faixa. Alcançar os mesmos números impressionantes da trama de Rosane Svartman e Paulo Halm será quase impossível, porém, há chances de ao menos manter um bom resultado. Substituir um imenso sucesso é tão difícil quanto entrar no lugar de um imenso fracasso. Mas, deixando todas essas questões de números de lado, Daniel Ortiz tem tudo para contar uma boa história com a sua "Haja Coração" ---- cujo clipe pode ser visto aqui.


A nova novela é uma espécie de releitura de "Sassaricando", uma das tramas de sucesso de Silvio de Abreu, exibida entre 1987 e 1988 no mesmo horário das sete. Porém, segundo o próprio autor, o folhetim não é considerado um remake, tanto que o título foi mudado. Embora siga a premissa da obra original, a história terá vários novos personagens e situações distintas. Haverá até perfis de outras novelas, como a Shirley, inesquecível personagem manca de "Torre de Babel" (também de Silvio de Abreu), vivida por Karina Barum na época (1997). Agora a menina será interpretada por Sabrina Petraglia.

Só que, embora a classificação de remake seja rejeitada, o grande chamariz da nova produção é a Tancinha, um dos tipos mais icônicos da carreira de Cláudia Raia. Até hoje a personagem ingênua, burra, e com um sotaque paulista carregadíssimo, é lembrada pelo público e virou um dos clássicos da teledramaturgia. A cena marcante da mulher xucra na feira anunciando 'seus melão' é inesquecível. Agora, o perfil está nas mãos da linda e talentosa Mariana Ximenes.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Rodízio de apresentadores no "Vídeo Show" não disfarça o equívoco na escolha de Maíra Charken

O "Vídeo Show" enfrentava um período de calmaria, após um longo tempo encarando momentos turbulentos com constantes reformulações fracassadas. E o motivo para tamanha 'perfeição' era a sintonia plena entre Monica Iozzi e Otaviano Costa, que se destacaram assim que assumiram a bancada da atração e seguiram assim até o final da parceria, dado com a saída da apresentadora para trilhar seu caminho de atriz ---- ela ficou quase um ano apresentando ao lado do colega e amigo. A partir de então, Joaquim Lopes assumiu o lugar temporariamente por uns meses até ceder o lugar para Maíra Charken, que seria a substituta de Iozzi. Seria. Não é mais.


A nova apresentadora assumiu a função em março, mas não durou nem dois meses completos fixa na bancada. O programa adotou, repentinamente, um esquema de revezamento, alternando os escolhidos para o comando da atração. Não foi dada maior satisfação para o público. As repórteres Giovanna Ewbank e Alinne Prado passaram a dividir a apresentação com Otaviano ou Joaquim Lopes. Não há uma ordem a ser seguida. Até mesmo o recém-contratado Rafael Cortez (ex-"CQC", da Band) já esteve algumas vezes apresentando o "Vídeo Show". Ainda houve a contratação de Susana Vieira, que passou a integrar o time e já estreou apresentando ao lado de Otaviano ---- ela, até segunda ordem, aparece na bancada toda quinta-feira.

Ficou claro que o rodízio foi uma espécie de disfarce da produção para diminuir a participação de Maíra. Como haveria uma grande estardalhaço na imprensa caso a apresentadora fosse retirada de uma vez, resolveram adorar essa tática. Entretanto, não funcionou, pois a repercussão foi a mesma. Até porque foi algo muito perceptível.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Brilhando em "Velho Chico", Irandhir Santos é um ator que sempre se destaca

A nova fase de "Velho Chico" vem enfrentando sérias dificuldades. A passagem de tempo ficou confusa e algumas escalações foram bem equivocadas, o que prejudicou o conjunto da obra. A crise de identidade se faz presente o tempo todo e autoria e direção parecem não se comunicar. São vários os equívocos. Porém, apesar dos evidentes problemas (inclusive de audiência), a trama (que se passa em 2016, por mais que não pareça) vem se beneficiando com algumas ótimas atuações. Uma delas é a de Irandhir Santos, que vive o irmão de Santo (Domingos Montagner).


Bento foi um personagem relativamente apagado na primeira fase da trama de Benedito Ruy Barbosa, escrita por Bruno Luperi (a filha Edmara Barbosa abandonou a produção). Entretanto, na segunda, o personagem ganhou uma grande importância e tem se mostrado um dos melhores perfis desta nova etapa do enredo da novela das nove. Vereador íntegro e apaixonado pela terra, o homem com aparência de sofrido nunca esqueceu a morte do pai Belmiro (Chico Diaz) e entra em conflito com seu irmão justamente em relação aos 'métodos' que ambos usam para tentar fazer justiça. Ele quer a morte de todos os responsáveis, já Santo não quer sujar as mãos de sangue.

Mas, ao mesmo tempo que parece um ser cego de ódio, o personagem também tem um lado doce que é mais exposto quando está perto de Beatriz (Dira Paes), professora que luta pelo direito das crianças e dos trabalhadores da região. Bento teve um encantamento imediato por aquela mulher que tem ideais bem parecidos com os dele.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Jonatas e Eliza, Carolina e Arthur, Germano e Lili: três pares distintos, três ótimos casais de "Totalmente Demais"

Rosane Svartman e Paulo Halm são escritores que sabem criar casais. Na temporada de 2012 de "Malhação" ("Intensa"), eles criaram (juntamente com Glória Barreto) o casal Bruno (Rodrigo Simas) e Fatinha (Juliana Paiva), até hoje lembrado pela imensa química. Ju (Agatha Moreira) e Gil (Daniel Blanco) formaram outro par atrativo na época. Dois anos depois, quando desenvolveram a "Malhação Sonhos", eles novamente acertaram em cheio: Pedro (Rafael Vitti) e Karina (Isabella Santoni), Duca (Arthur Aguiar) e Bianca (Bruna Hamu), e Cobra (Felipe Simas) e Jade (Anaju Dorigon) foram alguns dos muitos romances acertados da trama. Pois agora, em "Totalmente Demais", a dupla mais uma vez se mostrou inspirada.


A novela das sete é um imenso sucesso de audiência, fazendo jus ao reconhecimento do público. Toda a história é bem trabalhada e elaborada, onde há vários personagens complexos e com boas nuances. O enredo nunca cai no esgotamento, havendo sempre um rodízio de núcleos. Mas, uma das principais qualidades da produção é a grande quantidade de bons casais, fazendo o telespectador torcer por aqueles romances cheios de obstáculos a serem vencidos. Os três principais pares da novela são defendidos com maestria pelos atores e as histórias cativam, não apenas pela química dos intérpretes, como também pelos dramas vividos por aqueles perfis tão humanos.

Jonatas (Felipe Simas) e Eliza (Marina Ruy Barbosa), por exemplo, representam o casal de mocinhos clássico. A menina arredia contou com a ajuda do 'empresário das ruas' que lhe ensinou a vender flores para sobreviver, enquanto a apoiava em busca do seu sonho de seguir a carreira de modelo (para ganhar dinheiro e trazer sua família para perto dela).

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Canal Viva relembra a época da Vagabanda e acerta ao reprisar uma das melhores temporadas de "Malhação"

A décima primeira temporada de "Malhação" é até hoje uma das mais lembradas. Isso porque foi a fase de maior sucesso do seriado adolescente, chegando a alcançar 42 pontos de média, índice que hoje em dia nem novela das nove tem conseguido. Exibida entre 19 de janeiro de 2004 e 14 de janeiro de 2005, a trama de Paula Amaral, Ricardo Hoftetter e Izabel de Oliveira, dirigida por Roberto Vaz e Mário Márcio Bandarra, marcou época. Portanto, nada mais acertado do que o Viva reprisá-la ---- o canal a cabo, da Globosat, vem exibindo a história desde outubro de 2015, substituindo a décima temporada (ou seja, seguindo a ordem normal da série).


O enredo central não fica devendo aos bons folhetins. Tem muito drama, música e um toque de humor. A trama gira em torno do romance de Gustavo (Guilherme Berenguer) e Letícia (Juliana Didone), onde o principal empecilho da relação é justamente uma situação complicada: o rapaz se envolveu em uma brincadeira perigosa, que resultou no grave acidente de Fabrício (Pedro Necerssian), menino que entra em coma após uma queda provocada pelo empurrão de Catraca (João Velho). A questão é que o irmão de Letícia (Cadu - Bruno Ferrari) também estava no grupo e só ele foi para a cadeia, justamente por ser o mais pobre. Gustavo escapa da prisão graças ao pai, um influente advogado (Marcelo - Eduardo Lago), e tem a pena revertida em serviços comunitários.

O casal ainda precisa lidar com as armações de Catraca e Natasha (Marjorie Estiano), integrantes da banda de Gustavo: a inesquecível Vagabanda. Aliás, essa foi a primeira temporada de "Malhação" que contou com uma banda e deu tão certo que acabou virando rotina as próximas fases também contarem com grupos musicais. No entanto, nenhum outro chegou perto do sucesso e repercussão do trio.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Composto por personagens divertidos e ótimos atores, núcleo da fazenda é o melhor de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" tem sido um fenômeno de audiência e Walcyr Carrasco está trazendo de volta para o horário todas as suas fórmulas de sucesso que o consagraram na faixa das seis ---- após quase onze anos 'afastado', enquanto escrevia para a faixa das sete, nove e onze. Uma característica que o autor sempre fez questão de manter em seus folhetins de final de tarde era a presença de uma fazenda, repleta de caipiras. Agora, portanto, não é diferente. E o núcleo da fazenda de Cunegundes (Elizabeth Savalla) é justamente o melhor da atual trama do escritor.


Essa parte da novela funciona quase de maneira independente, uma vez que todos os personagens se complementam e vivem praticamente isolados da cidade grande em uma fazenda caindo aos pedaços. O núcleo é um grande acerto da história e poderia até virar uma série com tranquilidade. A história é baseada no conto "O Comprador de Fazendas", de Monteiro Lobato. Tanto que o enredo que move os personagens é basicamente vender aquele casarão velho, fazendo de tudo para atingir o objetivo. E, no início do folhetim, todos acabaram caindo na lábia de um vigarista, Romeu (Klebber Toledo), que fingiu ser rico e se aproveitou da hospedagem gratuita por um bom tempo.

Mas, aos poucos, o autor foi inserindo novos conflitos e situações, deixando o núcleo ainda melhor. Todos os personagens da fazenda são atrativos e o humor está sempre presente. Os perfis foram inicialmente apresentados ao público através da ligação com o protagonista Candinho (Sérgio Guizé), uma vez que o menino foi criado pela família após ter sido encontrado no rio.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Morte de Sofia e sequestro de Eliza proporcionam ótimas cenas em "Totalmente Demais"

A volta de Sofia (Priscila Steinman) movimentou "Totalmente Demais" e promoveu uma atrativa virada na história de Rosane Svartman e Paulo Halm. A sociopata foi responsável por vários momentos tensos na novela das sete e o encerramento do ciclo dessa personagem proporcionou impactantes cenas, implicando em uma sucessão de ótimos acontecimentos que prenderam o público diante da televisão. A morte da vilã e o sequestro de Eliza (Marina Ruy Barbosa) resultaram em sequências dignas de último capítulo.


Na última quinta-feira (28/04), a trama chegou ao seu ápice de tensão quando Sofia levou a irmã para jantar com o intuito de dopá-la, sequestrá-la e matá-la com a ajuda de Jacaré (Sérgio Malheiros). Enquanto o plano da sociopata seguia, Cassandra (Juliana Paiva) desmascarava a cunhada com a ajuda da irmã Débora (Olívia Torres), que confirmou todas as acusações da atrapalhada personagem através do resultado do teste, feito na comida servida pela víbora no último jantar familiar ---- ela dopou a mãe, o pai, o irmão e os empregados da casa para roubar as joias guardadas no cofre da família.

Todos os acontecimentos estiveram voltados para Sofia, que encerrou o capítulo sequestrando a irmã com a ajuda do comparsa, enquanto todos já haviam constatado que a menina era uma mau-caráter. O capítulo em questão, inclusive, quebrou o recorde de audiência da novela, atingindo 35 pontos em São Paulo e 39 pontos no Rio de Janeiro, índices impressionantes e que não eram obtidos desde 2012 ---- época de "Cheias de Charme", outro fenômeno das sete.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Velho Chico" e o mundo das artes cênicas perdem muito com a morte de Umberto Magnani

Nesta quarta-feira (27/04), faleceu Umberto Magnani. O ator ---- que completou 75 anos justamente no dia que sofreu um AVE (Acidente Vascular Encefálico) hemorrágico (25 de abril) enquanto esperava as gravações de "Velho Chico" ---- é mais um grande nome que se vai, deixando o mundo das artes cênicas mais triste. Ele estava brilhando como o padre Romão na atual trama das nove e esteve presente nas duas fases do folhetim de Benedito Ruy Barbosa, escrito por Bruno Luperi e dirigido por Luiz Fernando Carvalho. Foi um dos poucos do elenco, inclusive, que continuou após a passagem de tempo ---- além dele somente Selma Egrei e Gésio Amadeu, coincidentemente seu grande amigo pessoal e que o acudiu na hora do mal súbito, permaneceram.


O intérprete (que ficou dois dias em coma) era um dos grandes destaques de "Velho Chico" e seu personagem transbordava emoção. Sempre tentando apaziguar os ânimos daquelas pessoas que protagonizavam vários embates, motivados pela rivalidade familiar e disputa por terras, o padre --- um costume nas obras de Benedito --- era uma espécie de 'coringa', pois estava presente em todos os núcleos. Ele fez ótimas cenas ao lado de Selma Egrei, Cyria Coentro, Rodrigo Santoro, entre tantos outros. Recentemente, emocionou ao lado de Domingos Montagner em uma sequência na igreja, onde Santo é acalmado pelo padre. Agora, após essa inesperada e triste morte, Carlos Vereza foi chamado para substituí-lo à altura.

"Velho Chico" perdeu um grande ator, mas não só a novela. O universo das artes cênicas ficou mais vazio sem uma figura dedicada ao ofício, que sempre esteve trabalhando, tanto no teatro, quanto no cinema ou na televisão. Também ficou marcado como produtor de espetáculos consagrados e sua última peça, onde atuou ao lado de Suely Franco, foi "Elza & Fred" em 2015.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Segunda temporada de "Os Dez Mandamentos" é bem menos atrativa que a primeira

Entre março e novembro de 2015, a Record exibiu a sua novela de maior sucesso: "Os Dez Mandamentos". O primeiro folhetim bíblico da emissora superou as expectativas até dos mais otimistas e chegou a vencer a Globo algumas vezes, algo impensável. Claro que o imenso êxito fez o canal esticar a trama. Porém, não foi só isso. Antes da produção de "A Terra Prometida", que inicialmente seria a segunda novela bíblica e seguiria a cronologia da passagem da Bíblia, fizeram uma segunda temporada de "Os Dez Mandamentos", que estreou na primeira segunda-feira de abril (04/04).


A nova 'temporada' terá cerca de 60 capítulos e a autora Vivian de Oliveira começou apresentando a história do ponto que havia parado no último capítulo, exibido em novembro do ano passado. Aliás, o grande final da novela foi uma decepção, pois não mostraram a conclusão em torno da saga de Moisés (Guilherme Winter) com os tão falados mandamentos de Deus e era o mínimo que se esperava, após tanta espera --- até mesmo para honrar o título do folhetim. Entretanto, problemas à parte, os desdobramentos foram expostos logo na estreia e já haviam sido mostrados no filme lançado pela Record com o intuito de aproveitar ainda mais o sucesso da novela.

O enredo, agora, mostra a união dos hebreus em busca do objetivo de chegar a Canaã. Não há mais o chamariz das pragas e dos efeitos especiais para atrair o público. Será apenas a história mesmo a responsável pelo interesse do telespectador, que já está acompanhando a saga pelo deserto. E os vilões Ramsés (Sérgio Marone) e Nefertari (Camila Rodrigues) também não fazem mais parte da trama, que continua com a maioria do elenco.

terça-feira, 26 de abril de 2016

"Êta Mundo Bom!" e "Totalmente Demais": dois fenômenos de audiência, dois grandes acertos

Os dois maiores sucessos da Globo em 2016, levando em consideração audiência e repercussão, são "Êta Mundo Bom!" e "Totalmente Demais". A novela das seis e a trama das sete são verdadeiros fenômenos de popularidade e há tempos a emissora não obtinha tanto retorno nos respectivos horários. Conquistaram realmente o telespectador. Apesar de precipitado, vale colocar que as produções dificilmente serão superadas esse ano (talvez nem tão cedo), ao que tudo indica. E os folhetins fazem jus ao resultado obtido perante o público.


É sempre importante ressaltar que audiência e qualidade nem sempre andam juntas. Uma trama fracassada pode ser primorosa, ao mesmo tempo que um folhetim péssimo pode ser um sucesso. Entretanto, o caso das duas produções citadas reflete um conjunto de acertos, implicando ainda em ótimos resultados nos números do Ibope. São duas novelas escapistas, que priorizam situações tipicamente folhetinescas e muitas vezes tendo a leveza como ponto principal. Também se caracterizam pela despretensiosidade, onde não há a preocupação de inovar nada. São novelas que honram a condição de novelas.

Após 11 anos afastado do horário das seis, Walcyr Carrasco voltou para a faixa que o consagrou na Globo com os fenômenos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea". Depois de ter emplacado o maior sucesso da emissora em 2015, a novela das 23h "Verdades Secretas", o autor pediu para retornar às 18h e teve seu pedido atendido. Pois em menos de quatro meses no ar, o escritor conseguiu emplacar mais um estrondoso sucesso para chamar de seu.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Marco Ricca se mostra como um dos grandes acertos de "Liberdade Liberdade"

"Liberdade Liberdade" ainda está em seu início. Há vários capítulos pela frente e muita história para ser contada. Porém, mesmo antes de sequer completar um mês no ar, já é possível observar o acerto da escalação do elenco. São muitos atores se destacando, incluindo a protagonista Andreia Horta, na pele da revolucionária Joaquina. E, entre os muitos nomes merecedores de elogios desse ótimo time selecionado, é preciso aplaudir um profissional que sempre brilha em seus trabalhos e não tem feito diferente agora: Marco Ricca.


O ator tem sido um dos grandes destaques da novela escrita por Mário Teixeira, baseada no argumento de Márcia Prates, e dirigida por Vinícius Coimbra. Na pele do perigoso Mão de Luva, Marco mostra o quão é talentoso e sua composição do bandido é primorosa. Ele adotou um sotaque mineirês bem acentuado, o que ajudou a expor ainda mais o jeito malandro do trambiqueiro. Aliás, é um dos poucos atores do elenco que tem mostrado o jeito de falar do povo de Minas Gerais, ainda que de forma mais caricata. E foi uma ideia de gênio, pois coube perfeitamente no papel.

Mão de Luva foi o responsável por um dos momentos mais tensos da rápida primeira fase, quando sequestrou Joaquina (Mel Maia) e quase matou Raposo (Dalton Vigh), após uma emboscada preparada junto com sua gangue. Ironicamente, após a passagem de tempo, a mesma situação ocorreu mais duas vezes. O bandido tentou saquear a carruagem que trazia Joaquina, Raposo, André (Caio Blat) e Bertolezza (Shreon Menezzes), mas não obteve êxito.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"Sangue Bom" e "Totalmente Demais" têm algo em comum: a complexidade de Amora e Carolina

Nada é mais rico para um ator do que um personagem complexo. E para o enredo também. Um perfil que tem momentos de vilania e outros de fragilidade emocional enriquece a história, destacando o talento do intérprete e a boa construção do roteiro. É bem mais interessante não poder classificar um tipo como vilão ou mocinho. Mas o texto não é sobre Romero (Alexandre Nero), da recém-terminada "A Regra do Jogo". E, sim, sobre a similaridade de dois papéis ambíguos fascinantes, presentes em duas novelas das sete ótimas: a Amora Campana, de "Sangue Bom", e a Carolina Castilho, de "Totalmente Demais".


A personagem da excelente novela escrita por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, em 2013, era uma it-girl arrogante, que teve uma infância difícil até ser adotada pela esnobe Bárbara Ellen (Giulia Gam). Amora Campana (Sophie Charlotte) acabou 'moldada' pela mãe e virou uma mulher influente no mundo da moda, aparentemente forte, e que não media as consequências para alcançar seus objetivos, passando por cima de qualquer um. Sua grande fragilidade era seu imenso amor, desde criança, por Bento (Marco Pigossi), um sujeito que era exatamente o seu oposto ---- humilde e avesso à fama.

Já Carolina Castilho (Juliana Paes) é de origem pobre e nasceu no subúrbio. Mas, foi crescendo até virar a editora da redação da revista "Totalmente Demais", uma das mais influentes do mercado. Se transformou em uma mulher refinada e poderosa, que trata seus funcionários com extrema rigidez e transborda arrogância por onde passa.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Nova fase de "Velho Chico" enfrenta crise de identidade e ritmo arrastado

A segunda fase de "Velho Chico" começou a ser exibida no dia 11 de abril, após 24 capítulos ---- que primaram pela entrega do elenco, belas imagens e cenas emocionantes  ---- da primeira fase. E a sensação é uma só: a novela mudou radicalmente. Começando pelas atuações e indo para o contexto do enredo, o conjunto do folhetim de Benedito Ruy Barbosa ---- escrito por Bruno Luperi e Edmara Barbosa ---- está reiniciando praticamente do zero, após uma passagem de tempo de 28 anos. Apesar das tentativas, fica difícil observar uma continuidade na maioria das situações.


E por incrível que pareça, o grau de fantasia aumentou na mesma proporção que o grau de realismo. Isso porque as mazelas que envolvem o Rio São Francisco e todas as famílias da região começaram a ser retratadas, enquanto todas as consequências da passagem dos anos vêm se mostrando fantasiosas demais. É a primeira vez que há um choque maior entre o enredo do autor e a direção de Luiz Fernando Carvalho. Há uma certa incompatibilidade que pode ser observada ao longo dos capítulos, o que não ocorria na primeira fase ---- afinal, era ambientada nos anos 60, 70 e 80, épocas propícias para a exploração do lado lúdico do diretor.

Agora, teoricamente, a trama é ambientada em 2016. Porém, fica claro que, apesar de ter seguido uma cronologia até então, "Velho Chico" mergulhou em um universo paralelo atemporal, onde os anos se passaram, mas as únicas coisas que mudaram foram os personagens, claramente afetados pelo tempo. Os carros são antigos e o figurino é híbrido, onde há uma espécie de mistura das vestimentas das três décadas passadas.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sérgio Guizé e Eliane Giardini emocionam na cena mais aguardada de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" tem sido um grande fenômeno de audiência. Após o imenso sucesso de "Verdades Secretas" no ano passado, Walcyr Carrasco emplaca mais um grande êxito em sua carreira com a atual novela das seis. A trama tem quebrado recordes, conseguindo números impressionantes que nem os mais otimistas previam. E a história do autor tem muitos méritos para tal. Tanto que o público foi presenteado na última terça (13/04) com uma linda cena, onde Sérgio Guizé e Eliane Giardini brilharam absolutos.


Era justamente a sequência mais aguardada do folhetim: o encontro de mãe e filho. A dura saga de Candinho em busca de sua mãe, e de Anastácia procurando seu filho, começou a ser contada logo na estreia da produção. Era, inclusive, o eixo central do enredo. Tanto que, seguindo a lógica do desenvolvimento de uma novela longa (essa só termina em setembro), a esperada revelação só deveria acontecer lá para o meio da história. Porém, Walcyr mostrou que não está disposto a enrolar o telespectador e fez questão de presentear o público com o tocante momento bem antes da metade da sua novela. 

A cena fez jus à expectativa e a emoção foi a grande protagonista daquele instante tão delicado. Candinho e Anastácia já haviam se encontrado algumas vezes na igreja, onde trocavam rápidas palavras. E a sintonia entre os dois sempre esteve presente. Não só entre os personagens, como entre os atores também.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Volta de Sofia insere clima de tensão e movimenta "Totalmente Demais"

A atual novela das sete é um dos maiores acertos da Globo na faixa dos últimos anos. A estreia de Rosane Svartman e Paulo Halm como novelistas ---- após duas temporadas de sucesso de "Malhação" ("Intensa" - 2012 e "Sonhos" - 2014, que não deixam de ser novelas adolescentes) ---- não poderia ter sido melhor. O delicioso folhetim é um verdadeiro fenômeno de audiência. E os autores estão provando que têm muitas cartas na manga para continuar prendendo o telespectador diante da tevê. A volta da Sofia (Priscila Steinman) é uma das provas disso.


A novela chegou a sofrer algumas injustas críticas a respeito da 'dependência' do concurso da Garota Totalmente Demais. Porém, o enredo da novela nunca foi refém da competição, com exceção da trajetória da mocinha Eliza (Marina Ruy Barbosa), que obviamente era toda voltada para o tema. O concurso era apenas um bom pano de fundo para todos os desdobramentos. A comprovação foi a nova virada da produção com o retorno da filha de Germano (Humberto Martins) e Lili (Vivianne Pasmanter).

A personagem, sempre citada na história e sendo a 'responsável' pelos grandes problemas emocionais da família, forjou sua própria morte, enganando a todos. A menina sempre teve uma vida dupla e passou a vida enganando os pais. Seu grande prazer era a adrenalina do perigo, que fazia questão de passar ao furtar lojas mesmo sem qualquer necessidade financeira.

terça-feira, 12 de abril de 2016

"Liberdade, Liberdade" estreia com capricho, dados históricos e trama forte

"Liberdade. Liberdade que todos desejam, mas que pelo tão poucos lutam. Amor à liberdade que nos faz cruzar limites e pagar todos os preços por ela. Uns têm a liberdade no sonho, outros têm a liberdade no sangue." Baseada nessa premissa, divulgada no primeiro teaser da nova produção, estreou, nesta segunda (11/ 04), "Liberdade, Liberdade", nova novela das onze, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra, mesmo diretor da primorosa minissérie "Ligações Perigosas", exibida em janeiro deste ano.


O folhetim foi ideia da autora Márcia Prates --- antes era colaboradora de várias produções e estrearia seu primeiro trabalho solo ---, que começou a desenvolver seu projeto com aprovação da emissora, até o surgimento de vários problemas em torno do texto e das situações históricas. Houve até a entrada de Euclydes Marinho como supervisor, que logo foi desligado, 'cedendo' lugar para Glória Perez, que também não durou muito na função. Após esse conjunto de contratempos, uma atitude mais drástica foi tomada: a responsável pelo enredo, então, acabou retirada do projeto, que passou para as mãos de Mário Teixeira. Ou seja, a elaboração desse folhetim foi bastante complicada.

Mas, após a exibição do caprichado primeiro capítulo, ficou evidente que os problemas ficaram apenas por trás das câmeras e já estão no passado. Baseada no livro "Joaquina, Filha do Tiradentes", da autora Maria José de Queiroz (lançado em 1987), a novela retrata inicialmente um Brasil do século XVIII e a saga de uma personagem bem desconhecida dos historiadores, mas que foi herdeira do mártir da Inconfidência Mineira, uma das figuras mais conhecidas e representativas do país.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Direção primorosa, linda fotografia e entrega do elenco marcaram a primeira fase de "Velho Chico"

A primeira fase de "Velho Chico" chegou ao fim no último sábado (09/04), com a rápida continuação do casamento de Tereza (Júlia Dalavia) e Carlos Eduardo (Rafael Vitti). Depois do desfecho dessa cena, foi exibido o desespero de Santo (Renato Góes) e um compacto com várias cenas sendo reprisadas. O capítulo, aliás, foi quase um "Vale a Pena Ver de Novo", onde os flashbacks reinaram. Não havia mais o que mostrar e optaram por uma espécie de retrospectiva. Mas, apesar desse encerramento decepcionante, a primeira etapa da novela foi marcada pela direção primorosa, belíssima fotografia e grandes atuações.


Foram 24 capítulos e três passagens de tempo. A primeira fase foi focada principalmente em duas sagas amorosas, que sofreram diferentes tipos de empecilhos. O romance de Afrânio (Rodrigo Santoro) e Iolanda (Carol Castro) foi abruptamente interrompido por causa da morte do pai do rapaz, o poderoso coronel Jacinto (Tarcísio Meira), fazendo o bom vivant voltar para sua terra (Grotas de São Francisco) e assumir o lugar do homem mais temido da região. Já a história de amor de Tereza e Santo (Renato Góes) foi justamente destruída por Afrânio, pai da garota, que era inimigo mortal dos familiares e amigos do mocinho. Conflitos amorosos dentro da mesma família.

O Rio São Francisco, que sempre foi classificado como o grande pano de fundo do enredo (vide o próprio título do folhetim), não teve muita importância. Serviu apenas como cenário para a primeira transa de Santo e Tereza, em um clipe lindíssimo repleto de belas imagens. Ao que tudo indica, na segunda fase o rio terá sua importância aumentada e servirá como base para muitos conflitos.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Tá no Ar: a TV na TV" se supera ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega

A terceira temporada do "Tá no Ar: a TV na TV" chegou ao fim na última terça (05/04), mesmo dia da final do "Big Brother Brasil 16". E o melhor humorístico do país mais uma vez apresentou uma sucessão de esquetes geniais, conseguindo fechar o terceiro ano com bastante fôlego para várias outras temporadas. O programa roteirizado por Marcius Melhem, Maurício Farias, Marcelo Adnet e equipe ainda se superou ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega, em uma esquete relembrando o sucesso da Velha Surda.


A atração fez história homenageando um dos formatos mais antigos do SBT ---- está no ar há 29 anos na emissora, desde que Silvio Santos comprou a produção em 1987 (antes já havia passado pela TV Paulista, TV Rio, Record, Band e Globo) ---- e celebrando a importância de uma figura tão querida pelos brasileiros. Foi uma das muitas ótimas ideias da produção do humorístico, que tem liberdade total para fazer o que quiser. Tanto que a Globo liberou o convite e o SBT concordou, expondo ainda um gesto de amizade e respeito entre os canais.

O quadro foi impagável. Marcius Melhem interpretou a Velha Surda com uma perfeição impressionante e por vários momentos houve a impressão de volta no tempo. A icônica personagem foi vivida com maestria pelo saudoso Roni Rios (falecido em 2001) e era uma das figuras mais conhecidas da praça. Ele com certeza ficaria orgulhoso do colega.