sábado, 20 de dezembro de 2014

"Dupla Identidade" foi uma excelente série de Glória Perez e destacou o talento de Bruno Gagliasso

Foram três meses de muita tensão, cenas fortes, ótimas interpretações e uma história de suspense da melhor qualidade. "Dupla Identidade" presenteou o telespectador com uma trama muito bem escrita por Glória Perez e dirigida brilhantemente por Mauro Mendonça Filho. A série chegou ao fim nesta sexta-feira (19/12), encerrando a sequência de assassinatos cruéis, cometidos pelo temido serial killer que protagonizou a história.


Ao longo dos episódios, o público foi vendo toda a trajetória de Edu (Bruno Gagliasso) e como o frio psicopata seduzia as mulheres para matá-las com requintes de crueldade. Paralelamente a isso, eram exibidas as investigações da polícia ---- encabeçadas por Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani) ----, a estratégia de um senador canalha (Oto - Aderbal Freire Filho) para se manter no poder e o amor doentio que Ray (Débora Falabella) tinha pelo assassino. Todas as situações estavam diretamente entrelaçadas, fazendo com que todas as peças da série se encaixassem.

Bruno Gagliasso interpretou com maestria o maníaco Eduardo Borges, um homem inteligente, acima de qualquer suspeita, que era formado em direito, estudante de psicologia, braço direito de Oto, e ainda trabalhava como voluntário em um grupo de apoio à vida. Foi, sem dúvida alguma, o seu melhor personagem em toda carreira e a dedicação que ele teve neste trabalho foi perceptível do primeiro ao último episódio da série.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"Amor & Sexo" mais uma vez conseguiu debater, brincar e entreter sem pudores

O que deveria ser a última temporada do "Amor & Sexo" chegou ao fim nesta quinta (18/12). Isso porque teoricamente a atração comandada por Fernanda Lima não passaria de 2014. Afinal, este ano já representa a sobrevida do programa que fecharia de vez seu ciclo em 2013. Porém, mais uma vez os índices de audiência foram satisfatórios, assim como a repercussão positiva. Ou seja, a nona temporada, ao que tudo indica, já está a caminho para 2015.


O "Amor & Sexo" novamente conseguiu divertir através de muitas situações hilárias e bate-papos descontraídos sobre vários temas atuais, sem nenhum tipo de pudor com assunto algum. Aliás, a oitava temporada foi muito mais voltada para as brincadeiras do que para os debates. Fernanda Lima colocou os convidados em várias provas um tanto quanto inusitadas, para não dizer constrangedoras, e eles encararam sem problemas. 

Os integrantes da bancada mais uma vez foram os responsáveis pelo desenvolvimento dos assuntos e pela interatividade com os convidados. E eles, como sempre, participaram das brincadeiras, principalmente Otaviano Costa e José Loreto, embora Mariana Santos e Xico Sá também tenham se aventurado nos desafios propostos pela apresentadora.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Sexo e as Negas" não mereceu as acusações de racismo, mas foi uma série desinteressante e esquecível

Foram três meses no ar e muitas acusações. "Sexo e as Negas" chegou ao fim nesta terça-feira (16/12) e ficará marcada como a produção responsável por uma sucessão de ataques injustos ao autor Miguel Falabella. Isso porque a história escrita por ele, e dirigida por Cininha de Paula, foi acusada por vários grupos e organizações de ser racista e tratar os negros de forma pejorativa. Mas quem viu a trama pôde constatar o quanto que estas acusações foram infundadas.


A história era uma espécie de paródia do conhecido seriado americano "Sexy and the City" e contou a história de quatro mulheres negras, moradoras da Cidade Alta, em Cordovil, que batalhavam para ganhar a vida e enfrentavam vários dilemas amorosos. As protagonistas Lia, Tilde, Zulma e Soraia foram muito bem interpretadas por Lilian Valeska, Corina Sabbas, Karin Hills e Maria Bia, que além de atuar também tinham que cantar, sempre nos finais dos episódios. As quatro se saíram muito bem. 

O elenco era predominantemente negro e foi ótimo ver tantos atores que precisavam desta oportunidade valorizados pelo autor. Aliás, Miguel sempre costuma escalar muitos negros para suas novelas e séries, o que apenas reforça a injustiça das acusações feitas contra ele. Na série, houve uma preocupação em retratar vários problemas enfrentados por mulheres independentes e negras.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"MasterChef": o maior êxito da Band em 2014

A Band comprou um formato que faz sucesso em muitos países e estreou a versão nacional do "MasterChef" (formato originalmente britânico) no dia 3 de setembro. O alto investimento da emissora na produção ficou claro logo no primeiro programa e o começo da competição agradou. Ao longo das semanas, a disputa foi ficando mais interessante e atrativa. Agora, após 17 episódios e pouco mais de três meses no ar, pode-se dizer que este programa foi o maior êxito de 2014 do canal.


Comandado por Ana Paula Padrão, a competição de culinária apresentou várias provas muito bem elaboradas e os participantes selecionados foram ganhando torcida, graças aos diferentes tipos de temperamento, o que é vital em qualquer bom reality. Houve brigas, amizades bacanas, momentos de emoção, eliminações dolorosas, classificações sofridas, enfim, todos os ingredientes de uma boa disputa estiveram presentes do início ao fim da atração.

A argentina Paola Carosella, o brasileiro Henrique Fogaça e o francês Erick Jacquin começaram pecando pelo exagero nas broncas, mas ao longo do programa, os três foram se enturmando e os jurados se transformaram em um dos muitos pontos altos do "MasterChef" nacional.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"Amores Roubados", "O Caçador", "O Rebu" e "Dupla Identidade" enriqueceram a faixa das 23h da Globo

Com o ano de 2014 perto de seu fim, é possível constatar que a Globo conseguiu engrandecer sua faixa das 23h com produções que foram verdadeiros presentes para o público. Logo no início do ano, em janeiro, a emissora exibiu a elogiada "Amores Roubados", que deu um bom retorno na audiência. Depois, estreou a ótima série policial "O Caçador", que saiu do ar cedendo lugar para a impecável novela "O Rebu", exibida quatro dias por semana. E, agora, "Dupla Identidade" fecha este ciclo de tramas tão bem elaboradas.


"Amores Roubados" começou sendo exibida logo após a novela das nove, mas com a estreia do "Big Brother Brasil", passou a ir ao ar depois das 23h. Com isso, obviamente, os números do Ibope sofreram uma queda, mas a qualidade não. Escrita por George Moura e dirigida por José Luiz Villamarim, a história de um rapaz que se apaixonava pela filha de um homem poderoso conseguiu prender a atenção e ainda retratou muito bem um lado do nordeste pouco conhecido: o dos ricos empreendedores, através do empresário Jaime Favais (Murilo Benício).

Ambientada em Pernambuco e inspirada no livro "A Emparedada da Rua Nova", a produção contou com um elenco enxuto e de muita qualidade ----- Isis Valverde, Patrícia Pillar, Osmar Prado, Irandhir Santos, Dira Paes, entre outros.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A saída de Drica Moraes, o talento de Marjorie Estiano e a polêmica substituição em "Império"

A equipe de "Império" passou por um momento tenso na primeira semana de dezembro. O terror de todo novelista aconteceu com Aguinaldo Silva: uma de suas principais atrizes precisou se afastar da novela por problemas de saúde. A grande Drica Moraes --- que já havia desmaiado algumas semanas antes nas gravações --- precisou ser afastada após apresentar um quadro de labirintite e quando voltou a trabalhar estava afônica, sem poder gravar. O médico, então, recomendou o seu afastamento e todos, obviamente, concordaram. Mas para evitar um desastre na novela, o autor resolveu rapidamente o problema trazendo Marjorie Estiano de volta.


A intérprete da Cora na primeira fase de "Império" foi chamada às pressas pela produção e topou na hora. Só pediu para enviarem os capítulos. O resultado de todo este imbróglio foi a gravação de uma cena em tempo recorde, onde a atriz conseguiu decorar o texto em menos de 24h e ainda incorporou a vilã com todos os trejeitos de Drica Moraes. Marjorie conseguiu o que parecia impossível: apagar completamente a personagem que viveu nos primeiros capítulos da trama e imprimir um novo tom interpretativo, muito mais condizente com o que a sua parceira estava fazendo até se afastar das gravações.

O resultado ficou impecável e a cena onde Cora se humilha pelo amor de José Alfredo (Alexandre Nero) foi brilhantemente defendida pela atriz. Suas expressões faciais e corporais, tanto na hora que Cora tira o véu que cobria seu rosto, quanto no momento que bebe e se insinua para o comendador, foram precisas e evidenciaram o imenso talento desta profissional, que foi elogiada por Aguinaldo e Rogério Gomes.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"A Fazenda" termina sua sétima temporada com um vencedor inesperado e sem motivos para comemorar

Após ter ficado praticamente quatro meses no ar, chegou ao fim, nesta quarta-feira (10/12), a sétima edição de "A Fazenda". O reality da Record, que sempre conta com a presença de inúmeras subcelebridades, apresentou desta vez vários participantes que eram ainda menos 'conhecidos'. O intuito era justamente colocar gente que não tinha uma imagem a zelar para aumentar as chances dos barracos. E a estratégia deu certo, havendo uma divisão entre 'vilões' e 'mocinhos'.


A guerra entre os participantes movimentou a edição e serviu para entreter quem gosta deste tipo de programa. Lorena Bueri e Diego Cristo foram, sem dúvida, os responsáveis pelas maiores brigas e discussões. Os dois, inclusive, muitas vezes tentavam imitar alguns participantes polêmicos das edições passadas, vide Andressa Urach e Theo Becker. Mas o casal ---- eles chegaram até a se envolver ---- serviu para tirar o reality do marasmo.

Bruna Tang e Felipeh Campos foram outros 'polêmicos' que provocaram muitos barracos. Considerados 'vilões', eles formaram uma dupla que destilava veneno sobre tudo e todos. Felipeh, aliás, provocou um grande mal-estar ao demonstrar um claro preconceito contra Pepê e Neném, tanto social quanto envolvendo a sexualidade delas ---- sendo que ele é gay.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Laços de Família": a envolvente e dramática novela de Manoel Carlos

Após o sucesso de "Por Amor", Manoel Carlos precisava encarar dois difíceis desafios: emplacar uma outra grande novela no horário nobre e ainda substituir o fenômeno "Terra Nostra", de Benedito Ruy Barbosa, que estava no ar até o final de maio. Mas a missão foi cumprida com louvor através da envolvente e bem escrita "Laços de Família", folhetim que estreou no dia 5 de junho e ficou no ar até dia 2 de fevereiro de 2001, tendo 209 capítulos.


Dirigida por Ricardo Waddington, a novela conta a história do amor incondicional que uma mãe tem por sua filha. Esta mãe é, claro, mais uma Helena do autor e foi interpretada muito bem por Vera Fisher. Já a filha, a mimada Camila, foi vivida por Carolina Dieckmann. A trama, ambientada no bairro do Leblon, começa às vésperas do Réveillon de 2000, com um pequeno acidente de trânsito envolvendo a protagonista e Edu (Reynaldo Gianecchini estreando na televisão), um médico recém-formado. Os dois têm uma discussão, mas depois acabam vivendo um intenso romance, que sofreu forte rejeição da tia do rapaz (Alma - Marieta Severo) por causa da diferença de idade ---- ele era vinte anos mais novo que ela.

Helena é uma empresária bem-sucedida, de 45 anos --- que tem outro filho além de Camila (um rapaz íntegro chamado Fred - Luigi Barricelli) ---, sócia de uma clínica de estética, e tem a fiel escudeira Yvete (Soraya Ravenle) como melhor amiga e confidente.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Com "Amores Roubados" e "O Rebu" se destacando, 58ª edição da "APCA" faz justiça na premiação dos melhores de 2014

Na primeira segunda feira de dezembro (dia 1º), foi realizada a tradicional assembleia da Associação Paulista de Críticos de Artes, mais conhecida como "APCA", que reuniu mais de 50 críticos do Sindicado dos Jornalistas do Estado de São Paulo para escolher os melhores em várias categorias, como Arquitetura, Cinema, Artes Visuais, Música Popular, Literatura, Dança, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.


E na categoria Televisão (sem excluir as demais, vale ressaltar), tanto os finalistas quanto os vencedores foram merecidos. A 58ª edição da "APCA" honrou as qualidades de várias produções e o trabalho de talentosos atores que brilharam em 2014. "Amores Roubados" e "O Rebu" foram as grandes premiadas e, curiosamente, ambas foram encabeçadas pela mesma equipe, que inclusive contou com a participação de alguns atores nas duas produções.

"Amores Roubados" ganhou na categoria "Dramaturgia" e o troféu foi muito justo. A minissérie de George Moura, com direção de José Luiz Villamarim, fez um grande sucesso e arrebatou público e crítica com uma história que mesclava suspense e muito drama.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

"Hora Um" se torna uma ótima opção de telejornal para o início das manhãs

Com o intuito de aumentar a audiência da faixa, que andava em baixa com o "Globo Rural" ---- que agora passa a ir ao ar somente aos domingos ----, a Globo estreou o "Hora Um", no dia 1º de dezembro, das 5h da manhã às 6h. O novo telejornal da emissora tem uma hora de duração e seu principal objetivo, como o próprio slogan diz, é informar os brasileiros que estão acordando da vez mais cedo para trabalhar.


Apresentado por Monalisa Perrone, o telejornal faz um apanhado das notícias já exibidas nos jornais noturnos do dia anterior, mas apresenta também novas informações, além de cobrir o trânsito, muitas vezes ainda sem grandes engarrafamentos em virtude do horário. A âncora também lê as manchetes dos principais jornais do país, fazendo lembrar o que sempre costuma ocorrer nas rádios, com o locutor lendo para os ouvintes os assuntos do dia.

A repetição de notícias é uma das características do "Hora Um", até mesmo em virtude do tempo que fica no ar. A cada 15 ou 20 minutos, a jornalista noticia e faz um resumo rápido de tudo o que foi apresentado no jornal, sem esconder do público que aquilo já foi exibido.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Mas tinha que ser o Chaves?

O responsável pelo sorriso de milhares de pessoas se foi na última sexta-feira, dia 28 de novembro. Roberto Gómez  Bolaños faleceu no México, aos 85 anos, vítima de uma parada cardíaca. O criador dos fenômenos "Chaves" e "Chapolin" sofria de insuficiência respiratória, que vinha se agravando desde 2009. Após várias longas internações, o comediante, escritor, ator, compositor, dramaturgo e diretor pôde descansar em paz.


Roberto morreu em casa, em Cancún, para onde se mudou há poucos anos, já que a altitude elevada da Cidade do México agravava seu problema de saúde. Ele deixou 6 filhos e uma legião de fãs. Era casado com Florinda Meza (intérprete da inesquecível Dona Florinda) e, assim como todos os atores do seriado "Chaves", tinha um carinho enorme pelo Brasil. Tanto que, por ironia do destino, seu último tweet em sua conta no Twitter foi para uma fã brasileira dizendo 'Todo mi amor para Brasil.'.

Conhecido como 'Chespirito' (pequeno Shakespeare em espanhol) ---- apelido dado a ele pelo diretor de cinema Agustín P. Delgado -----, Roberto Bolaños criou o atrapalhado herói Chapolin Colorado (El Chapulín Colorado) em 1970, que era apresentando dentro do seu programa (Programa do Chespirito).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Record acertou com a série "Conselho Tutelar"

Após a ótima "Plano Alto", minissérie que apresentou uma atrativa trama política, a Record estreou, nesta segunda (1/12), uma série que narra o cotidiano de profissionais que lidam com situações onde as crianças são as vítimas. "Conselho Tutelar" é uma produção que usa uma ideia aparentemente simples para atrair o telespectador através de dramas inspirados em casos reais.


Protagonizada por Sereno (Roberto Bomtempo) ----- um conselheiro tutelar experiente, íntegro e dedicado, que precisa lidar com as puxadas jornadas de trabalho e suas funções de pai (um clichê) ---- e César (Paulo Vilela) ---- conselheiro recém-eleito que passa a formar uma dupla com Sereno ----, a série gira em torno da luta que estes dois enfrentam diariamente para salvar crianças que precisam de ajuda e ainda driblar os empecilhos que a justiça coloca em seus caminhos, através das figuras de um juiz (Brito - Paulo Gorgulho) e de um promotor (André - Petrônio Gontijo).

Os dois protagonistas trabalham em um escritório improvisado, de estrutura precária, e ainda têm como colegas de trabalho a solícita psicóloga Esther (Andrea Neves) e a preguiçosa assistente social Lidia (Gaby Haviaras). A intenção da história é claramente tratar os conselheiros como verdadeiros heróis (pecando pelo exagero), defensores dos fracos e oprimidos, enquanto o judiciário é colocado como o 'inimigo'.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Quatro por Quatro": o sucesso mais lembrado de Carlos Lombardi

No dia 24 de outubro de 2014, a estreia de "Quatro por Quatro" completou vinte anos. A novela das sete que conquistou o público ficou marcada como uma das melhores tramas do horário e é a produção mais lembrada de Carlos Lombardi. A história, repleta de tiradas sarcásticas e sexuais ----- uma das marcas registradas do autor -----, apresentou 233 capítulos (o folhetim foi esticado pela Globo devido ao êxito) e fez um imenso sucesso do início ao fim, ficando nove meses no ar.


A missão da novela não era fácil. Afinal, estava substituindo o fenômeno "A Viagem", um folhetim que entrou na lista das melhores produções da Globo e foi um sucesso absoluto de audiência. Mas a bem escrita história de Carlos Lombardi soube conquistar o telespectador justamente através da comédia, gênero que foi pouco abordado na obra anterior. Com personagens populares e uma típica trama de vingança, a produção apresentou um conjunto de acertos.

As quatro protagonistas ------ brilhantemente interpretadas por Betty Lago, Elizabeth Savalla, Letícia Spiller e Cristiana Oliveira ----- tinham como objetivo a revanche. Humilhadas pelos seus respectivos homens, as mulheres se unem utilizando o lema 'Uma por todas, todas por uma".

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

"Eu que amo tanto" foi uma excelente produção no formato errado

Chegou ao fim neste domingo, "Eu que amo tanto", produção de quatro episódios, que retratou a vida de quatro mulheres que amavam demais. A série, exibida no "Fantástico" e dirigida por Amora Mautner e Joana Jabace, teve clima se superprodução e foi baseada no livro homônimo de Marília Gabriela. O último episódio, protagonizado por Carolina Dieckmann, fechou em grande estilo um ciclo de histórias que tiveram como principal ingrediente a passionalidade.


Escrita por Euclydes Marinho (autor da minissérie "Felizes para Sempre", que estreia em janeiro de 2015), a série foi repleta de qualidades e todas as quatro histórias foram ricas. O capítulo de estreia, estrelado por Mariana Ximenes, contou o drama de Leididai, uma mulher que se apaixonou por um violento presidiário (Osmarino - Márcio Garcia) e perdeu o controle de sua vida. A trama abusou das cenas pesadas, vide o momento que a personagem é revistada nua no presídio, e contou com uma atuação exemplar da atriz, que mais uma vez arrancou merecidos elogios pelo seu trabalho.

O segundo episódio exibiu a trágica vida de Sandra, uma viúva que não se lembrava mais do amor até conhecer Miguel (Tarcísio Filho), um fotógrafo que tem um tórrido envolvimento com ela, mas passa a desprezá-la após constatar seu ciúme doentio. O desfecho desta trama surpreendeu, uma vez que a protagonista mata o rapaz com uma tesourada na barriga em plena delegacia e acaba presa em flagrante.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Justa vitória de Marcello Melo Jr. marca a final da décima primeira edição da "Dança dos Famosos"

Neste último domingo de novembro (30/11), foi exibida a grande final da "Dança dos Famosos" no "Domingão do Faustão". Após muitas rodadas e várias eliminações, a competição chegou ao fim com a merecida vitória de Marcello Melo Jr., o franco favorito desde a primeira apresentação. A décima primeira edição, em relação ao nível dos participantes, foi inferior a de 2013, que consagrou merecidamente Carol Castro. Neste ano, foram poucos os que conseguiram se sobressair com grandes apresentações. Mas ainda assim, o quadro novamente conseguiu despertar atenção.


Anderson Di Rizzi, Anitta, Bruno Gissoni, Giba, Giovanna Ewbank, Juliana Paiva, Lucas Lucco, Lucélia Santos, Marcello Melo Jr., Miele, Paloma Bernardi e Vanessa Gerbelli foram os escolhidos da edição de 2014, que começou a ser exibida no dia 27 de julho, ficando quatro meses no ar. Logo de início foi possível constatar a superioridade de Marcello, que já mostrava um incrível domínio para a dança. Enquanto os adversários enfrentavam uma natural dificuldade nas primeiras apresentações, ele ia crescendo a cada rodada. 

A atriz Lucélia Santos foi uma grata surpresa e sua desenvoltura divertia os jurados e o público. Ela foi a terceira eliminada, mas sua participação marcou. O mesmo não pode-se dizer do grande Miele (o segundo eliminado ---- saiu porque sofreu uma fratura nos treinos), que enfrentou muitas dificuldades e não conseguiu dançar bem.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Morte de Alan emociona, proporciona grandes cenas e promove uma ótima virada em "Malhação Sonhos"

A atual temporada de "Malhação" estreou de forma promissora e a boa impressão se manteve ao longo dos meses. A história escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luis Henrique Rios, consegue mesclar todos os bons elementos de uma produção de qualidade e a boa aceitação que a trama vem tendo é mais do que merecida. Após presentear o público com vários conflitos atrativos e muito romance, a novelinha passou a focar mais no suspense e sofreu uma grande virada no capítulo 95 (exibido na última segunda-feira - 24/11), que foi responsável por uma sucessão de ótimas cenas.


Todo o mistério em torno da volta de Alan (Diego Amaral), irmão de Duca (Arthur Aguiar) que todos acreditavam estar morto, começou a ser aprofundado, mergulhando a história central em um clima de tensão bastante ousado para o horário. O rapaz se fingiu de morto para reunir um dossiê contra Lobão (Marcelo Faria) e Heideguer (Odilon Wagner) e voltou com o intuito de denunciá-los. Os meandros desta trama foram sendo exibidos aos poucos até resultarem no ápice da adrenalina vista no capítulo da virada.

Após chantagear Nat (Maria Joana), ex de Alan, Heideguer consegue pistas do local onde Duca e o irmão iriam se encontrar. O vilão arma um plano para pegar os dois, mas Lobão acaba descobrindo a verdadeira identidade de Natália, sua então namorada ----- ao ver as mensagens que ela trocou com o neto de Dona Dalva (Iná de Carvalho) ----- e faz questão de também ir ao lugar do encontro para se vingar do rapaz.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"As Meninas do Jô": um quadro que debate política de forma descontraída e informativa

O "Programa do Jô", por ser um talk-show (o primeiro formato nacional, vale lembrar ----- que acabou sendo o precursor dos atuais "Agora é Tarde" e "The Noite"), não tem como se inovar. Portanto, é perfeitamente compreensível que a atração comandada há mais de vinte anos (incluindo o "Jô Soares Onze e Meia, do SBT) não tenha sofrido grandes mudanças. Porém, o quadro semanal apelidado de "As Meninas do Jô" foi uma excelente ideia e engrandeceu o formato.


O intuito nada mais é do que debater sobre política e os rumos do país. Cristiana Lôbo, Lilian Witte Fibe, Ana Maria Tahan e Cristina Serra entendem do assunto e expõem seus respectivos pontos de vista com competência, assim como o próprio Jô, que participa ativamente da conversa. Já a inteligente Lúcia Hippólito havia se afastado do programa por causa de uma grave de doença que afetou muito sua saúde (Síndrome de Guillain-Barré); porém, a jornalista ----- ainda em recuperação, mas bem melhor ---- voltou ao quadro, engrandecendo o time.

Aliás, Lúcia retornou junto com o quadro, que precisou ser interrompido durante o período eleitoral. Infelizmente, há uma lei no país que proíbe que se fale dos candidatos em programas de entretenimento nos canais abertos em época de eleições.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"Senhora do Destino": o último grande sucesso de Aguinaldo Silva

Exibida entre 28 de junho de 2004 e 11 de março de 2005, "Senhora do Destino" foi um fenômeno de audiência e arrebatou o público com uma história tipicamente folhetinesca. A missão de Aguinaldo Silva não era nada fácil: substituir "Celebridade", sucesso de Gilberto Braga no horário nobre da Globo. Mas o autor não só manteve os bons índices, como também lançou personagens tão marcantes quanto os da produção de seu colega e terminou sua obra com números elevadíssimos no Ibope.


Dividida em duas fases, a história começa em 1968, período da ditadura militar.  Nesta primeira parte, a trama se resumiu na vida de três mulheres: a corajosa jornalista Josefa (Marília Gabriela) ---- inimiga mortal da ditadura, que sofre perseguição da censura ----, a lutadora Maria do Carmo (Carolina Dieckmann) ---- nordestina que vem para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor para seus cinco filhos ----- e Nazaré Tedesco (Adriana Esteves) ---- prostituta gananciosa que procura mudar sua vida a qualquer custo.

A trama se desenrola em torno do sequestro do bebê da protagonista. Justamente no dia da decretação do AI-5, Maria do Carmo, assim que chega ao Rio, se vê no centro de uma imensa confusão que ocorria nas ruas do Centro da Cidade, com militares agredindo manifestantes e invadindo sedes de jornais oposicionistas, como o Diário de Notícias, chefiado por Josefa.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Totalmente entregue, Marjorie Estiano expõe o seu já conhecido talento em "Eu que amo tanto"

Após se destacar na primeira fase de "Império", interpretando magnificamente a então diabólica Cora, Marjorie Estiano voltou a brilhar em mais um trabalho na televisão. No terceiro episódio de "Eu que amo tanto", série do Fantástico, a atriz esbanjou o seu já conhecido talento na pele da destemperada Angélica, uma oficial do Corpo de Bombeiros que larga o marido e os dois filhos para viver uma relação homossexual.


Na história, a personagem tinha um casamento estável, morno e cômodo. Ao largar tudo para mergulhar em uma relação com uma outra mulher, Angélica se arrisca e ao mesmo tempo teme perder a sua nova parceira, no caso Cristiane, uma motorista de ônibus interpretada por Paula Burlamaqui. E é este temor que faz surgir um ciúme doentio e incontrolável, que deixa a protagonista completamente descompensada e agressiva.

A trama foi muito bem elaborada e a entrega de Marjorie Estiano impressionou. Todas as cenas de briga foram brilhantemente interpretadas por ela, que se doou por completo. Logo no início do episódio, já houve uma cena da personagem surtando no supermercado.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Performance no comando do "Mais Você" comprovou que a saída de André Marques do "Vídeo Show" foi um erro

Ana Maria Braga se ausentou do "Mais Você" no início do mês. Ela levou parte da produção para gravar matérias no Walt Disney World, em Orlando (EUA), em comemoração aos 15 anos de programa. Para não exibir reprises, a apresentadora escolheu André Marques para substituí-la. E foi esta substituição a responsável pela comprovação da competência do ex-apresentador do "Vídeo Show". Ele ficou no comando da atração por duas semanas e não fez feio.


Mesmo ficando com a responsabilidade de apresentar um programa voltado para o público feminino e abordando temas que não domina, André Marques conseguiu se sair muito bem na função. Desenvolto e simpático, ele não procurou 'imitar' o modo de falar da Ana Maria e muito menos repetir os seus bordões (como "Acorda, menina!"). Apesar do natural nervosismo, apresentou bem as matérias e deixou os convidados à vontade, sem ser forçado.

Durante o período que comandou o "Mais Você", André entrevistou Cláudia Raia, Carmo Dalla Vechia e Andreia Horta. Mesmo precisando enfrentar muitas vezes temas bobos (no caso da Andreia teve que falar de 'joelhos'), o apresentador se mostrou seguro e soube lidar com imprevistos, comuns em atrações 'ao vivo'.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Na pele do poderoso José Alfredo, Alexandre Nero honra o posto de protagonista de "Império"

A estreia de Alexandre Nero na televisão foi tardia. Com 38 anos, em 2008, o ator caiu nas graças do público logo em sua primeira novela. Na pele do humilde verdureiro Vanderlei, Alexandre se destacou vivendo um dos personagens de menor importância de "A Favorita", primeira novela de João Emanuel Carneiro no horário nobre. Pois seis anos se passaram e hoje ele brilha vivendo o protagonista de "Império", na trama de Aguinaldo Silva.


José Alfredo é um personagem bem complexo e engrandecedor para qualquer ator. Após se apaixonar pela mulher do irmão, viu sua vida entrar em desgraça e acabou caindo nas armações de Cora (Marjorie Estiano), que fez de tudo para vê-lo longe da irmã e da casa de seu cunhado. Ao cair nas graças de um senhor milionário, o jovem viu seu destino mudar e enriqueceu ---- devido ao mercado negro de pedras preciosas ----, formando uma família que vive às voltas com o poder de seu tão cobiçado império.

O homem carinhoso da primeira fase deu origem a um sujeito amargo e agressivo, que foge do passado a qualquer custo. Tudo por causa da dor de um amor que não conseguiu se concretizar. Com a entrada de Cristina (Leandra Leal) em sua vida ---- filha dele com Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli) ----, o rico empresário entra em conflito consigo mesmo, uma vez que demonstra uma simpatia pela moça, enquanto enfrenta dificuldades de encarar todo o sofrimento que a figura daquela mulher representa.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Apesar dos erros pontuais, Canal Viva acerta com a volta do "Globo de Ouro"

O "Globo de Ouro" foi ao ar pela primeira vez em dezembro de 1972. O programa tinha o objetivo de trazer para a televisão bandas e cantores que dominavam as paradas de sucesso e contou com vários apresentadores. A atração acabou dando muito certo e, entre mudanças no horário de exibição e algumas pequenas pausas, o formato permaneceu no ar até dezembro de 1990 ---- totalizando 18 anos de exibição. Para matar a saudade do telespectador saudoso, o Canal Viva resolveu fazer uma reedição deste produto, que começou a ir ao ar nesta segunda (17/11).


Chamado de "Globo de Ouro Palco Viva", a atração estreou no dia 17 de novembro e ficará no ar até o dia 28 do mesmo mês. São dez programas que mesclam clássicos da época com músicas atuais, cantados por cantores que fizeram parte da história do programa, como Kátia Cega e Sidney Magal, e também por profissionais do atual mercado musical, como Anitta e Preta Gil, por exemplo.

As edições foram gravadas no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e a nova versão foi gravada em onze dias. A plateia tinha capacidade para 150 pessoas e o palco foi decorado com 40 bolas de acrílico (de gosto duvidoso, diga-se), penduradas por fios de nailon.