sexta-feira, 17 de abril de 2015

Melhor programa de humor da atualidade, "Tá no Ar: a TV na TV" novamente divertiu através do deboche e da crítica inteligente

Após uma bem-sucedida temporada em 2014, o "Tá no Ar: a TV na TV" voltou a marcar presença na grade da Globo em 2015 e conseguiu repetir todas as qualidades vistas no ano passado. A segunda temporada, que estreou em fevereiro, foi encerrada nesta quinta (16/04) com mais um impagável episódio, repleto de esquetes inspiradas e politicamente incorretas. A atração realmente se firmou como um respiro no tão desgastado humor nacional.


Sem se preocupar com os moralistas de plantão, a equipe mais uma vez surpreendeu com sátiras que primavam pela crítica e pelo deboche desenfreado, onde ninguém escapava. Nem mesmo os anunciantes e muito menos a Globo. Sobrou até para o próprio programa, quando foi feita uma imitação da clássica Velha Surda em uma rápida esquete, fazendo uma homenagem ao saudoso Roni Rios e rindo deles mesmos, uma vez que o "Tá no Ar" perdeu algumas vezes na disputa de audiência para "A Praça é Nossa", do SBT.

Outra sacada de mestre da atração foi a piada feita em cima das entrevistas sensacionalistas do Gugu, na Record. Jorge Beviláqua (Welder Rodrigues hilário), apresentador do "Jardim Urgente", fez uma entrevista exclusiva com uma menina (interpretada por Giovanna Rispoli) que tinha matado aula.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pedro e Júlia: um casal que transborda sensibilidade em "Sete Vidas"

O que fazer quando você se encontra apaixonado por um(a) irmão/irmã? Luta contra este sentimento? Ignora o incesto e busca a sua felicidade? Foge? Sem dúvida, são questionamentos nada fáceis e muito dolorosos. Mas e quando você descobre que o objeto do seu desejo na verdade não tem vínculo sanguíneo algum com a sua pessoa e que tudo não passou de uma grande mentira do passado? É a hora de finalmente se entregar ao amor ou o tempo passou e já é tarde demais? Estas são algumas questões que envolvem o lindo casal Pedro (Jayme Matarazzo) e Júlia (Isabelle Drummond), em "Sete Vidas".


Lícia Manzo tem uma facilidade gigantesca para emocionar através de envolventes histórias. A série "Tudo Novo de Novo" e a novela "A Vida da Gente" comprovam este fato e agora a autora conseguiu novamente sensibilizar através da impecável "Sete Vidas". E entre os vários acertos da trama está este casal. Pedro e Júlia se apaixonaram assim que se encontraram em uma manifestação, mas logo depois se deram conta que eram os meios-irmãos (filhos de Miguel - Domingos Montagner) que tinham marcado um encontro pelo telefone. A partir desta constrangedora constatação, o par passou a lutar contra a atração e o forte sentimento que os unia.

Em meio a algumas passagens de tempo, um beijo incontrolável foi o responsável pelo afastamento da dupla. Júlia agilizou seu casamento com Edgar (Fernando Belo) e Pedro viajou para Fernando de Noronha para estudar, mas encontrou Taís (Maria Flor) e se envolveu com ela. Ficou perceptível que os dois estavam seguindo a vida, apesar do vazio que sentiam em virtude desta relação interrompida.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Os vencedores da 57ª edição do "Troféu Imprensa"

A 57ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (12/04) e mais uma vez teve a espontaneidade de Silvio Santos como ponto alto. Apesar de muito gripado, o melhor apresentador do país fez seus deboches e conduziu a premiação com a sua conhecida competência, proferindo uma sucessão de pérolas. Não estava tão inspirado como nos outros anos (por questões óbvias), mas valeu mesmo assim. Já o time de jurados mais uma vez foi composto por figuras que sempre marcam presença, como Sônia Abrão, Leão Lobo, Décio Piccinini, Flávio Ricco, Ricardo Feltrin, entre outros.


Infelizmente, as injustiças viraram rotina no "Troféu Imprensa", uma vez que o esquema de votação para a classificação dos três finalistas é feita exclusivamente pela internet e o vitorioso de cada categoria é escolhido por cinco jurados, selecionados aleatoriamente. Esta soma de fatores acaba implicando em um festival de erros que já deveria ter sido solucionado. Mas em todo ano as mesmas situações são repetidas e nada é feito para mudar, o que deixa a premiação cada vez mais enfraquecida.

Porém, apesar do equívoco em várias indicações, alguns vencedores mereceram ganhar o troféu e, como programa de entretenimento, o formato ainda consegue prender a atenção. As gratas surpresas deste ano foram Marcos Caruso e Mariana Ximenes, que estiveram no palco com Silvio.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O show de Beatriz Segall e a ótima estreia de "Os Experientes"

A velhice não é o fim da vida, mas uma parte dela. E, assim como a juventude, merece ser valorizada. A idade não mostra somente os sinais da passagem do tempo, ela também expõe a experiência e toda a vivência da pessoa. Portanto, nada melhor do que criar uma série para contar algumas histórias onde os personagens mais velhos são os protagonistas. Tendo esta proposta como base, Fernando Meirelles e seu filho, Quico Meirelles, criaram "Os Experientes, que estreou na segunda sexta-feira de abril (10/04).


A série é fruto de mais uma parceria bem-sucedida da Globo com a O2 Filmes e roteirizada por Antônio Prata e Márcio Alemão Delgado. Foi produzida entre novembro e dezembro de 2013, sendo finalizada no início de 2014, mas só foi ao ar em abril de 2015. A justificativa da Globo era a falta de espaço na grade, porém, depois do primeiro episódio primoroso, fica difícil compreender a razão desta demora em estrear o produto. Porque o capricho da produção ficou evidente logo nos primeiros minutos de exibição.

Serão apenas quatro episódios dissociados e todos debatem sobre o envelhecer, destacando como a sociedade se comporta diante dos mais idosos. Os atores veteranos são as grandes estrelas. A estreia foi protagonizada pela talentosa Beatriz Segall, que viveu a perspicaz Yolanda, uma senhorinha sequestrada dentro de um banco durante um assalto.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Após período turbulento, "Vídeo Show" tenta voltar aos bons tempos e acerta com as novas mudanças

Há tempos que o "Vídeo Show" enfrenta uma maré turbulenta. Todas as alterações feitas no programa ao longo destes anos não surtiram o efeito esperado e só pioraram o que já estava ruim. Porém, uma luz no fim do túnel pôde a ser vista na estreia de uma nova fase da atração, que começou a ser exibida nesta segunda-feira (09/04). O formato sofreu novas mudanças e desta vez parece que as medidas tomadas deixaram o conjunto bem mais atrativo.


Zeca Camargo (que definitivamente não se deu bem na atração) foi desligado e efetivaram Otaviano Costa na apresentação --- que já vinha ocupando este posto há uns meses. Mas, agora há uma bancada, igual a dos telejornais da emissora, onde ele comanda o programa ao lado de Monica Iozzi, uma das melhores surpresas desta nova fase. Ela também virou apresentadora fixa e, por tudo o que vem mostrando, ficará muito tempo no posto.

Outra mudança foi a volta do 'ao vivo', experiência testada (sem sucesso) na época que André Marques, Ana Furtado, Fiorella Matheis, Geovanna Tominaga e Luigi Baricelli apresentaram a atração. Com este formato de telejornal e tendo dois 'âncoras' que se saem bem no improviso, transmitir o conteúdo em tempo real foi um acerto e tanto.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cláudia Raia se destaca merecidamente em "Alto Astral"

Logo na estreia de "Alto Astral", foi possível prever que Cláudia Raia roubaria a cena. Com a novela entrando em sua reta final, pode-se confirmar com tranquilidade o acerto desta previsão. Samantha Paranormal foi escrita sob medida para a atriz e virou o principal alívio cômico do folhetim, escrito por Daniel Ortiz e dirigido por Jorge Fernando.


A personagem é uma vidente que usa seus dons mediúnicos para ganhar dinheiro. Assim como Caíque (Sérgio Guizé), ela também tem o dom de falar com espíritos; entretanto, ao contrário dele, não os vê, apenas escuta. Passou um bom tempo sem contato com o 'outro lado da vida' justamente por ter usado esta capacidade para obter lucro. Mas a chegada de Morgana (Simone Gutierrez), mais conhecida como A Voz, fez com que este dom da picareta retornasse.

Samantha é um perfil caricato e Cláudia está completamente à vontade na pele desta ambiciosa mulher, que mescla vilania e comicidade. A atriz imprimiu um tom exagerado, perfeitamente cabível neste tipo de papel, e, com o tempo, aperfeiçoou o jeito de falar da personagem com competência. Um dos acertos colocados no perfil foi a entonação do verbo saber, que quase sempre é inserido por ela a cada fim de frase ("Saaaaaabe").

quarta-feira, 8 de abril de 2015

"Big Brother Brasil 15" não foi o 'melhor BBB de todos os tempos'

As chamadas da décima quinta edição do reality mais popular do país prometia o 'melhor BBB de todos os tempos'. E a seleção dos participantes animou bastante justamente por ter fugido dos esteriótipos de todo ano. Claro que tinham os sarados e as belas, como ocorre sempre, mas desta vez havia um time bem mais heterogêneo. Entretanto, o "Big Brother Brasil" chegou ao fim com uma final que beirou o mais do mesmo e a temporada de 2015 deixou a desejar.


Logo nas primeiras semanas, a casa se dividiu em dois grupos e a rivalidade entre os participantes movimentou bem o jogo, que ficou bastante interessante. Vale destacar que esta situação ocorreu de forma espontânea, ou seja, não foi necessário a produção interferir com provas para provocar brigas ou algo do tipo. As inimizades e alianças surgiram rapidamente e deixaram a competição tensa, proporcionando bons momentos no reality.

Mas a direção de Rodrigo Dourado decepcionou. O diretor e sua equipe não conduziram bem o programa, que muitas vezes ficou tedioso ----- tanto que perto das semanas finais, Boninho voltou para assumir o comando. As alterações feitas não funcionaram, como por exemplo, colocar a tradicional festa dos sábados às sextas.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Rejeitada pelo público e com audiência preocupante, "Babilônia" precisa recomeçar

O primeiro capítulo de "Babilônia" foi promissor. O duelo das grandes vilãs foi o principal atrativo da novela, que ainda apresentou um lindo beijo de duas mulheres, que se amam há mais de 35 anos, logo na estreia. A história, a princípio, prometia grandes momentos. Porém, a trama tem apresentado deficiências ao longo dos capítulos e a rejeição do público não demorou a ser exposta através de uma queda contínua de audiência.


Os números têm assustado a direção da Globo e a média da novela já empatou algumas vezes com "Alto Astral" (trama das sete que vem obtendo bons índices), o que é considerado algo atípico e preocupante. "Em Família", o maior fracasso do horário nobre até então, teve 30 pontos de média geral e a atual trama tem conseguido entre 20 e 26 pontos, no máximo. E esta forte rejeição pode ser explicada por alguns fatores.

"Babilônia" até agora não começou a contar sua história. O que se vê é um amontoado de núcleos soltos e um enredo sem uma linha de direção. A ambição, de acordo com a sinopse, é o mote do folhetim. E realmente há uma grande quantidade de personagens ambiciosos. Entretanto, a ganância em si não é a responsável pela movimentação da novela.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Repleta de dramas envolventes, "Sete Vidas" é uma novela que merece ser contemplada

As chamadas iniciais já mostravam que a trama de Lícia Manzo seria recheada de densidade e delicadeza, o que foi confirmado no dia da estreia de "Sete Vidas". E, após algumas semanas de novela no ar, pode-se constatar que a história vem sendo muito bem desenvolvida pela autora. Repleto de dramas, o enredo envolve quem assiste e 'convida' a mergulhar naquele mundo vivido por tantos personagens cativantes.


Toda a trama em torno dos conflitos de Lígia (Débora Bloch) e Miguel (Domingos Montagner), e da aproximação dos filhos dele (oriundos de uma doação de sêmen), está sendo contada aos poucos e de forma detalhada. O mesmo vale para os núcleos paralelos, onde todos têm uma ligação direta ou indireta com o enredo principal. Mas não quer dizer que a novela esteja arrastada, tanto que já ocorreram inúmeros acontecimentos e várias passagens de tempo neste primeiro mês de folhetim.

A direção de Jayme Monjardim está em perfeita sintonia com a história de Lícia Manzo e a fotografia é de encher os olhos. O diretor, aliás, deixa o primoroso texto da autora ser a grande estrela de "Sete Vidas", focando também nos perfis construídos através de tomadas de câmera completas, exibindo os detalhes dos ambientes e a forma como cada um vive.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A crise e o amadorismo da Band

O ano de 2015 parecia promissor para a Band. A segunda temporada do bem-sucedido "MasterChef" devidamente encaminhada, o "CQC" reformulado, a aquisição de uma novela turca que tem feito sucesso em vários países ("Mil e uma noites"), "Agora é tarde" finalmente coma uma identidade própria; enfim, tudo parecia caminhar para bons resultados neste novo ano. Porém, o que se observa atualmente é uma crise de enorme proporções.


A emissora tem demitido vários funcionários e, por contensão de despesas, vários programas foram extintos sem explicações para o publico. A primeira atração eliminada da grade foi o "Tá na Tela", ainda em 2014. Após ter contratado a peso de ouro Luiz Bacci, a Band deu a ele um formato onde o sensacionalismo e a apelação eram os maiores ingredientes. Mas de nada adiantou o festival de baixaria, pois a audiência não correspondeu. Ou seja, não demorou muito para uma medida ser tomada: o produto foi simplesmente tirado do ar e o jornalista ficou sem função na nova casa.

A grande contratação virou uma dor de cabeça. O final desta infeliz história foi a volta de Bacci para a Record. Ele ficou apenas dez meses na Band e retornou para sua antiga emissora nesta semana, ganhando a metade do que recebia mensalmente. Sua mudança em 2014, definitivamente, não foi um bom negócio, nem para o apresentador, nem para a Bandeirantes e nem para o público.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

"A Gata Comeu": um dos maiores sucessos da saudosa Ivani Ribeiro

Exibida entre abril e outubro de 1985, "A Gata Comeu" foi mais um fenômeno da saudosa Ivani Ribeiro. A novela era um remake de "A Barba-Azul", trama escrita pela mesma autora em 1974, na Tupi. A trama, dirigida por Herval Rossano, foi um sucesso de audiência (média geral de 59 pontos, o maior índice do horário das 18h da Globo) e repetiu o êxito nas duas vezes que foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo": entre fevereiro e julho de 1989 e entre julho e dezembro de 2001.


A história primou pela simplicidade e não precisou de dramas muito rebuscados para conquistar o telespectador. Jô Penteado (Christiane Torloni) era uma patricinha mimada e voluntariosa que fazia seus namorados de gato e sapato. Ficou noiva sete vezes e, mesmo com tantos relacionamentos, nunca conseguiu se apaixonar de verdade. Mas tudo mudou quando ela conheceu Fábio (Nuno Leal Maia), um professor, viúvo e pai de dois filhos, cuja principal característica era o gênio forte. O tradicional clima de 'tapas e beijos' norteava a relação do casal protagonista.

Eles se aproximaram em uma excursão. Porém, a aproximação foi forçada. A lancha onde o grupo estava quebrou e todos ficaram em uma ilha deserta por dois meses, sendo, inclusive, dados como mortos. Este período, com os personagens centrais isolados do mundo, ficou marcado na memória dos telespectadores.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Mariza e Adrilles formaram a melhor dupla do "BBB 15"

Faltando poucos dias para o final do "Big Brother Brasil", pode-se constatar que a décima quinta edição não foi o 'melhor BBB de todos os tempos', como era anunciada antes de estrear. Porém, o reality teve o mérito de ter selecionado mais pessoas 'normais' e fora dos esteriótipos da atração. E dos escolhidos, dois se destacaram, formando uma dupla que foi a melhor do programa: Mariza e Adrilles.


Mariza, de 51 anos, e Adrilles, de 40, são os mais velhos desta edição e a identificação foi imediata. Inicialmente, os dois formaram um trio com Marco e tiveram uma briga logo nas primeiras semanas em virtude de todos os desdobramentos provocados pela liderança dela. Mas, alguns dias depois, voltaram a se aproximar e, após a eliminação de Marco, estabeleceram uma união que foi ótima de se ver.

A professora de artes plásticas e o poeta conversavam sobre inúmeros assuntos, inclusive a respeito de temas jamais imaginados em um BBB, vide os papos sobre psicanálise, Sigmund Freud, Fernando Pessoa, Lady Macbeth, política, questões sociais, as diferentes formas de poesia, enfim, o que não faltou foi diálogo enriquecedor. Como bem colocou o jornalista Maurício Stycer, o 'par' calou a boca de quem manda o telespectador do reality ler um livro.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Núcleo da família de Tina é um dos acertos de "Alto Astral"

A atual novela das sete tem conseguido bons números de audiência, comparada aos números obtidos pelas recentes antecessoras. Nesta terça, inclusive, houve algo raro: a trama marcou 25 pontos, apenas um a menos que "Babilônia", produção do horário nobre que vem enfrentando dificuldades no Ibope. Já na quarta as duas empataram. "Alto Astral" tem feito por merecer este retorno, uma vez que seu conjunto é muito harmônico. A trama está toda bem entrelaçada e não tem grandes pretensões. E entre os acertos da história, está o núcleo de Tina (Elizabeth Savalla).


Inicialmente, toda a história da família (cujos integrantes têm nomes de países) era voltada para a comicidade e servia para inserir leveza à trama. Porém, aos poucos, o autor Daniel Ortiz fez questão de expor os dramas daquelas pessoas, engrandecendo os personagens. Foi possível constatar que não seria apenas a comédia o pilar de sustentação do núcleo. Cada um dos filhos tem um conflito individual bem interessante (que vem sendo explorado com competência) e a revelação do segredo de Tina foi o mote para mergulhar a família em uma grave crise.

A matriarca tem uma vida dupla e na verdade é milionária. Porém, seu marido é um perigoso empresário (Pedro - Kadu Moliterno), metido em várias negociatas. Apesar de ser casada com ele há anos, estabeleceu um forte vínculo amoroso com Manoel e manteve a farsa por muito tempo.

quinta-feira, 26 de março de 2015

"Os Dez Mandamentos" tem um bom início e Record acerta ao investir em sua primeira novela bíblica

Para substituir "Vitória", folhetim de Cristianne Fridmann (com 208 capítulos) que não teve boa audiência e apresentou uma repercussão nula, a Record montou duas estratégias: mudar o horário de exibição da nova trama ---- para fugir da concorrência com a novela das nove da Globo ---- e apostar em uma obra bíblica, temática que a emissora costuma dominar com competência. Assim sendo, estreou nesta segunda (23/03), às 20h30, "Os Dez Mandamentos".


Dirigida por Alexandre Avancini e escrita por Vivian de Oliveira (autora que também foi responsável por "A História de Ester", "Rei Davi", "José do Egito" e foi uma das roteiristas de "Milagres de Jesus"), a novela conta a saga de Moisés, desde o seu nascimento, até a chegada de seu povo à Terra Prometida, passando pela fuga do Egito através do Mar Vermelho e o encontro com o Deus do Monte Sinai. Ou seja, parte da trama será semelhante (guardada as devidas proporções, obviamente) ao filme "Êxodo - Deuses e Reis", exibido recentemente nos cinemas. A equipe, inclusive, orientou o elenco a assistir ao longa.

A Record está apostando alto nesta nova produção. Cada capítulo custará R$ 700 mil e, ao todo, serão 150 capítulos exibidos. O alto investimento pôde ser observado no capricho dos cenários, figurinos e também nas locações escolhidas para algumas externas ----- vide as cenas gravadas no deserto do Atacama, no Chile, para retratar o famoso rio Nilo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Anjo Mau": a elogiada primeira novela de Maria Adelaide Amaral

Exibida entre setembro de 1997 e março de 1998, "Anjo Mau" teve 173 capítulos e foi um excelente remake escrito por Maria Adelaide Amaral, sua primeira novela como autora titular. Adaptação da obra original de Cassiano Gabus Mendes (1976), o folhetim teve supervisão de texto de Silvio de Abreu e foi dirigido por Denise Saraceni e Carlos Manga. A história foi brilhantemente protagonizada por Glória Pires e foi reprisada pela Globo entre agosto de 2003 e janeiro de 2004 no "Vale a Pena Ver de Novo", além de ter sido exibida também pelo Canal Viva entre julho de 2013 e março de 2014.


A história era em torno de uma moça dissimulada e gananciosa, ou seja, um tipo totalmente fora dos padrões da tradicional 'mocinha'. Inconformada com sua vida medíocre, Nice busca ascender socialmente e não mede esforços para atingir seu objetivo. Filha adotiva de Augusto (Cláudio Corrêa e Castro) e Alzira (Regina Dourado), e irmã de Luiz Carlos (Márcio Garcia), a mulher consegue emprego na mansão dos Medeiros, onde seu pai já trabalha como motorista há muitos anos. Ela ganha a vaga de babá do filho de Stella (Maria Madilha) e logo se interessa pelo irmão da patroa, Rodrigo (Kadu Moliterno).

Sonhando em ser a dona daquele casarão, Nice inicia um plano para conquistar o rapaz, sem se importar nas consequências. A babá descobre que a noiva de Rodrigo (a arrogante Paula, vivida por Alessandra Negrini) tem um com o irmão dele (Ricardo - Leonardo Brício) e arma para que o romance seja descoberto.

terça-feira, 24 de março de 2015

Oitava edição do "Prêmio Quem" de TV valoriza a qualidade de "Meu Pedacinho de Chão"

A cerimônia de entrega da oitava edição do "Prêmio Quem" aconteceu na noite da última quinta-feira (19/03). Foram várias categorias e muitos premiados. A categoria TV consagrou a elogiada "Meu Pedacinho de Chão" com três troféus, desbancando, inclusive, a favorita "Império", que levava vantagem por ter sido uma novela das nove, ainda por cima recém-terminada. A maioria dos vencedores foi justa e a reunião contou com a presença de vários indicados.


Na categoria Melhor Ator, ganhou o grande Irandhir Santos em virtude do seu impecável trabalho em "Meu Pedacinho de Chão". O Zelão foi um personagem cativante e o intérprete conquistou os telespectadores. Sua entrega era visível e absolutamente todas as suas cenas eram sensíveis, tendo a poesia como pano de fundo. O capataz virou o mocinho da história, dirigida brilhantemente por um inspirado Luiz Fernando Carvalho. Nada mais merecido do que Irandhir levar o troféu para casa e colocá-lo ao lado do outro que ganhou no prestigiado "APCA" (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

Cláudia Abreu faturou na categoria de Melhor Atriz. Ela esbanja talento e sempre se destaca quando está em alguma produção, entretanto, a Pâmela Parker, do fracasso "Geração Brasil", não foi um de seus grandes momentos na carreira.

sexta-feira, 20 de março de 2015

A desnecessária polêmica do beijo gay e a importância do casal Estela e Teresa em "Babilônia"

A estreia de "Babilônia" foi promissora e o grande trunfo da novela foi exposto logo nas primeiras cenas: a rivalidade entre as duas vilãs, Inês (Adriana Esteves) e Beatriz (Glória Pires). As sequências despertaram interesse assim que começaram a ser exibidas e não chegou a ser uma surpresa, levando em consideração o talento das atrizes. Porém, um outro momento também marcou o início da nova novela das nove: o bonito beijo do casal Estela e Teresa.


O par está junto há 35 anos e a cumplicidade ficou evidente desde a primeira cena. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga conseguiram criar um casal lindo e ainda escalaram duas das melhores atrizes brasileiras para interpretá-lo: Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro. Qualquer produção fica engrandecida quando tem duas intérpretes tão respeitadas em seu elenco. E colocá-las juntas em cena foi um acerto.

Amigas de longa data, elas transmitem com ainda mais facilidade o amor das personagens. A cena do primeiro beijo, exibida no capítulo de estreia, foi repleta de sensibilidade e as duas emocionaram. Estela e Teresa se declararam e comemoraram o tempo que estão juntas. Foi, inclusive, o primeiro casal mostrado na história. Mas, infelizmente, a sequência provocou 'polêmica' e críticas dos preconceituosos.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Em busca de audiência a qualquer custo, Gugu volta à TV sem novidades e abusa do sensacionalismo

Após um longo período no SBT, Gugu Liberato foi para a Record em 2009, onde estreou o "Programa do Gugu", que ficou no ar até 2013, quando saiu da grade da emissora no dia 9 de junho, depois de um rompimento de contrato nada amigável. O apresentador, então, ficou quase dois anos curtindo férias, enquanto recebia propostas para voltar. Band e SBT estavam interessadas, porém, por mais estranho que possa parecer, ele resolveu retornar justamente na empresa que encerrou sua atração sem grandes explicações. E esta nova 'saga' iniciou-se no dia 25 de fevereiro.


O programa não é mais dominical e terá um regime de temporadas. Gugu agora surge na tela da Record toda terça, quarta e quinta. Mas esta é a única mudança da atração. O apresentador voltou usando as mesmas armas em busca de audiência: sensacionalismo, números musicais e quadros cansativos no palco. Logo na estreia, inclusive, foi exibida a primeira parte de uma entrevista exclusiva com Suzane Von Richthofen, a criminosa que mandou matar os próprios pais.

Gugu tratou a assassina com benevolência e a conversa não acrescentou nada de novo ao crime já esclarecido. A 'reportagem' foi mostrada em várias partes para sustentar a audiência e, obviamente, a estratégia de conseguir bons índices a qualquer custo surtiu efeito. O programa chegou a liderar no Ibope e ficou na vice-liderança isolada na média geral.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Sequestro de Karina em "Malhação" e o mal do politicamente correto

Após uma sucessão de cenas fortes e muito dramáticas, "Malhação Sonhos" voltou a ficar mais leve e cômica. Depois que sua armação com Bianca (Bruna Hamu) veio à tona, Pedro (Rafael Vitti) foi humilhado por Karina (Isabella Santoni) e está fazendo de tudo para reconquistá-la. Claro que os planos são todos estapafúrdios, o que resulta em inúmeras trapalhadas, proporcionando cenas hilárias. Seu ato mais 'ousado' foi um sequestro, organizado por ele e sua trupe de amigos. E foi justamente esta situação que originou uma polêmica recentemente.


Todas as sequências envolvendo o rapto da esquentadinha foram repletas de comicidade e serviram para imprimir um pouco de humor novamente à temporada, após tantos momentos pesados exibidos nos primeiros capítulos de março. Mais uma vez, Rafael Vitti e Isabella Santoni transbordaram sintonia e, no fundo, Karina gostou da maluquice do Pedro, que foi 'ordenado' pelo melhor amigo João (Guilherme Hamacek), autor do plano. Porém, uma parcela do público parece que não entendeu muito bem a proposta.

Algumas pessoas se mostraram indignadas com as cenas e classificaram como um 'incentivo à violência contra a mulher'. Estes indivíduos ficaram 'chocados' com os momentos de agressividade e com o fato da menina ter sido 'coagida' pelo ex. Quem acompanha a atual temporada e sabe todo o contexto da trama, constata o ridículo destas reclamações.

terça-feira, 17 de março de 2015

Com bom ritmo, "Babilônia" faz ótima estreia e aposta no duelo de vilãs para prender o público

Aguinaldo Silva saiu de cena e cedeu lugar para três colegas. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga são os autores de "Babilônia", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (16/03) com missão de aumentar os índices de "Império", que podem ser considerados satisfatórios depois do fracasso de "Em Família" (aumentou a média em 3 pontos). Dirigida por Dennis Carvalho, a trama apresentou um atrativo e movimentado primeiro capítulo, despertando interesse pelo enredo que aborda os diferentes tipos de ambição.


A história tem três mulheres como protagonistas. Glória Pires vive a poderosa e devoradora de homens Beatriz e Adriana Esteves interpreta a recalcada e infeliz Inês. As duas eram amigas de infância, mas a relação acaba com o tempo e as duas viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Já Camila Pitanga é Regina, o vértice deste triângulo feminino ----- afinal, o assassinato do pai dela é o ponto que entrelaça o trio. Ao contrário das outras duas, que transbordam ganância e veneno, a mulher batalha para sustentar a família e não passa por cima de ninguém para atingir seus objetivos. Ou seja, há uma mocinha e duas vilãs no núcleo central.

Através destas três mulheres, a ambição será mostrada das mais diversas formas e, de uma certa maneira, servirá de pano de fundo para basicamente todos os conflitos da nova novela. O primeiro capítulo priorizou o nascimento da rivalidade entre Beatriz e Inês, com a história começando a ser contada no ano de 2005.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sustentada pelo núcleo central e marcada por altos e baixos, "Império" foi uma novela apenas mediana

Foram 203 capítulos. "Império" estreou em julho de 2014 e chegou ao fim nesta sexta (13/03), encerrando a saga do comendador José Alfredo de Medeiros (Alexandre Nero), após quase oito meses de novela no ar. Aguinaldo Silva escreveu um folhetim clássico e muitas das situações apresentadas no núcleo central lembraram "Suave Veneno", produção que foi o seu maior fracasso na carreira. Mas desta vez o autor conseguiu conquistar a audiência e aumentou em três pontos a média geral do horário nobre, derrubado por "Em Família".


Apesar do êxito nos números do Ibope, a trama pode ser classificada apenas como regular. Não foi uma obra péssima e conseguiu ser bem melhor do que o último folhetim do autor ---- a fraca "Fina Estampa" ----, entretanto, esteve longe de ser uma novela ótima. A história teve muitos equívocos, mas o núcleo central sustentou bem "Império", sendo o seu maior acerto. A família Medeiros teve dois perfis de destaque muito complexos (Zé Alfredo e Maria Marta) e os embates pelo comando da empresa de jóias sempre eram atrativos.

O autor foi muito corajoso ao colocar um homem repleto de desvios de conduta e extremamente arrogante como protagonista, e ainda escolher Alexandre Nero para interpretá-lo. Toda a coragem valeu a pena, afinal, o comendador (um típico anti-herói) caiu nas graças do público, fez sucesso e o ator deu um verdadeiro show na pele do personagem que já é o melhor de sua carreira.

quinta-feira, 12 de março de 2015

"Babilônia": o que esperar da próxima novela das nove?

Gilberto Braga e Ricardo Linhares começaram uma parceria (como autores titulares) na ótima "Paraíso Tropical" (2007) e depois mantiveram a dupla na fraca "Insensato Coração" (2011). Eles, agora, ganharam mais uma companhia: João Ximenes Braga, um dos responsáveis pela caprichada "Lado a Lado" (2012) e antigo colaborador de Gilberto. Portanto, o trio será responsável pela nova trama das nove, cujo título é "Babilônia" ----- o clipe você pode conferir aqui.


Dirigida por Dennis Carvalho, a trama falará sobre diferentes tipos de ambição e terá três protagonistas: duas vilãs e uma mocinha. Glória Pires e Adriana Esteves serão Beatriz e Inês, respectivamente ------ as, até então, amigas de infância viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Tudo porque Inês sente inveja do sucesso e da riqueza da rival, que se casou com um poderoso empresário (Evandro - Cássio Gabus Mendes), dando um golpe do baú. Já Regina (vivida por Camila Pitanga) terá pavio curto e será uma típica mulher batalhadora, honesta, que luta para viver dignamente para sustentar sua família.

A história das três será entrelaçada por um crime: Beatriz matará o pai de Regina, incriminando Inês. A motivação da vilã milionária está diretamente ligada à 'amiga', uma vez que a mesma grava Beatriz traindo o marido com Cristóvão (Val Perré). A empresária mata o amante e ainda joga a culpa na pessoa que virou uma pedra em seu sapato.