segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Luz, Câmera, 50 Anos" inicia com pé direito as comemorações do cinquentenário da Globo

A Globo iniciou a comemoração do seu cinquentenário no dia 6 de janeiro, uma terça-feira. Com o "Luz, Câmera, 50 Anos", a emissora presenteou o telespectador reprisando várias séries e minisséries em formato de filme. Foram doze produções escolhidas: "O Canto da Sereia" (2013), "O Pagador de Promessas" (1988), "Força-Tarefa" (2009), "Maysa - quando fala o coração" (2009), "A Teia" (2014), "Ó Paí, ó" (2008), "Presença de Anita" (2001), "Dalva e Herivelto - uma canção de amor" (2010), "Dercy de Verdade" (2012), "Lampião e Maria Bonita" (1982), "As Noivas de Copacabana" (1992) e "Anos Dourados" (1986).


A Globo já fez algumas vezes este tipo de festival 'retrô' para comemorar aniversários, vide as reprises exibidas nos 15, 25, 30 e 35 anos de emissora. Sempre é uma boa pedida reprisar produções que marcaram a história da televisão e o telespectador saudoso costuma ansiar por estes momentos. O "Luz, Câmera, 50 Anos" foi um acerto e uma forma de começar o ano de 2015 com o pé direito. A estreia com "O Canto da Sereia", cuja protagonista era vivida por Isis Valverde, presenteou o público com a primorosa microssérie de George Moura, dirigida por José Luiz Villamarim, que contava a história de uma cantora de axé que morria assassinada em pleno trio elétrico.

Valeu muito a pena também rever logo no segundo dia a marcante "O Pagador de Promessas". Protagonizada por José Mayer, foi uma minissérie primorosa de Dias Gomes e o tema em torno da intolerância religiosa se mostrou extremamente atual.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"Malhação" chega ao capítulo 5000 com a ótima temporada escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm

Uma produção atingir a marca de 5000 capítulos é um feito e tanto. "Malhação" atingiu este respeitável número nesta quinta-feira (22/01), com mais um ótimo capítulo da temporada "Sonhos". Em abril, a novelinha adolescente fará 20 anos no ar e é gratificante ver uma trama tão longeva completar duas décadas com uma história tão bem construída quanto a atual.


Rosane Svartman e Paulo Halm estão conseguindo cativar o telespectador com uma trama que não perde o ritmo e se mantém atrativa a cada novo capítulo. Vale lembrar que a autora também conseguiu um ótimo resultado em 2012, com a "Malhação Intensa", temporada que recebeu merecidos elogios e apresentou vários personagens cativantes, como Bruno (Rodrigo Simas), Fatinha (Juliana Paiva), Lia (Alice Wegmann), Ju (Agatha Moreira), Gil (Daniel Blanco), Orelha (David Lucas), entre tantos outros.

Agora, com a "Malhação Sonhos", os autores mesclam bem os dramas adolescentes e os romances com conflitos mais densos, como o câncer de Lucrécia (Helena Fernandes), o assassinato de Alan (Diego Amaral) e a prisão de Bete (Edvana Carvalho). Há um rodízio de núcleos muito benéfico para o enredo, o que possibilita bons momentos para todo o elenco se destacar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Décima quinta edição do "Big Brother Brasil" apresenta perfis diversos, diminui o ritmo e tem boa estreia

A décima quinta edição do "Big Brother Brasil" estreou nesta terça-feira, dia 20 de janeiro. A temporada da espiadinha foi novamente aberta para os fãs do formato e também para os que sempre criticam o programa. Após um péssimo ano de 2014 ----- onde a audiência não foi satisfatória, o formato corrido do BBB Turbo foi um erro e a competição em busca do prêmio de R$ 1,5 milhão deixou muito a desejar -----, a equipe resolveu apostar em um clima retrô e investir em algumas mudanças das regras.


A casa está com um visual um pouco parecido com o que era nas primeiras edições. Segundo o que foi noticiado, também reeditarão provas clássicas de outros anos, assim como diminuirão o número de shows e saídas, privilégios que eram, de fato, mais escassos no início do programa. Houve também uma troca de diretor. Sai Boninho (que deixa a direção geral, mas continua envolvido com o reality) e entra Rodrigo Dourado, que já fazia parte da equipe.

A seleção dos participantes foi outro ponto que despertou atenção. Saíram os malhados e as modelos saradas, cedendo espaço para pessoas 'normais', sem o padrão de beleza já amplamente visto ao longo de quatorze edições.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Segredo de Carlota e esgotamento das tramas paralelas deixam "Boogie Oogie" repetitiva

A atual novela das seis da Globo estreou em agosto e acabará em março. Ou seja, são oito meses no ar. Rui Vilhena começou sua trama com um ritmo ágil, exibindo uma sucessão de acontecimentos. E o autor seguiu assim por alguns meses. Porém, "Boogie Oogie" vem apresentando problemas em sua execução já há algum tempo. A repetição dos mesmos assuntos está cansativa e o roteiro parece não sair do lugar.


Inicialmente, a novela era voltada para a troca de bebês envolvendo Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin). Os desdobramentos sobre o crime cometido por Suzana (Alessandra Negrini) foram sendo abordados, prendendo a atenção, e o capítulo que exibiu a grande revelação, provocando uma reviravolta na vida dos personagens, proporcionou uma ótima virada na trama. Desde então, o enredo migrou para outro tema, que vem se perdurando até agora: o segredo de Carlota (Giulia Gam).

A principal vilã da história tem um passado nebuloso e várias pessoas querem descobri-lo, principalmente Vitória. A patricinha passa praticamente a novela inteira atrás deste mistério e só para de tocar no assunto quando tenta atrapalhar o romance de Sandra com Rafael (Marco Pigossi) ---- único casal atrativo do folhetim.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

João Lucas e Du: um ótimo casal de "Império"

Entre os casais de "Império", há um par que conseguiu despertar o interesse justamente por causa da cumplicidade do casal. A parceria entre João Lucas (Daniel Rocha) e Du (Josie Pessoa) se destaca em meio a pares que muitas vezes se perdem com histórias cansativas ou que não se desenvolvem a contento. O filho mais novo de José Alfredo (Alexandre Nero) e Maria Marta (Lilia Cabral) ganha atrativas nuances quando está ao lado de sua fiel companheira.


João Lucas sempre foi um rebelde sem causa e fazia de tudo para provocar os pais. Se sentia rejeitado  e sozinho (tendo um pouco de razão) naquela família tão preocupada em gerir os negócios para multiplicar todo o império que foi conquistado pelo poderoso comendador. Sua única companhia era Du, a melhor amiga e parceira de todas as horas. Ela, inclusive, sempre foi um anjo da guarda que o protegia das constantes encrencas que se metia.

A trama que os une é o clássico clichê --- que sempre funciona --- da amizade que se transforma em amor. Os dois têm um forte laço de amizade e apresentam similaridades, como a rebeldia e a forma como vivem, usando a liberdade como uma aliada. Tanto que formam uma dupla dinâmica e são confidentes um do outro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"O Rei do Gado": um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa

Um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa começou a ser reexibido no "Vale a Pena Ver de Novo" no dia 12 de janeiro. A Globo decidiu reprisar "O Rei do Gado" para comemorar os seus 50 anos e, embora tenha uma vasta lista de marcantes produções que merecem ser vistas novamente, acertou na escolha deste clássico da teledramaturgia. A trama já havia sido reprisada pela emissora em 1999 e a novela foi transmitida pelo Canal Viva em 2011.


A tradicional história do ódio entre duas famílias, cujo conflito é aumentado com o amor nascido entre seus herdeiros, foi abordada pelo autor e conquistou o público. A rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazi era o eixo central da primeira fase da trama (passada em 1943), que durou sete capítulos e foi impecável. Antônio Fagundes e Tarcísio Meira protagonizaram ótimos embates e os fazendeiros que se odiavam foram brilhantemente interpretados por eles.

Antônio Mezenga e Giuseppe Berdinazi eram homens poderosos, determinados e extremamente passionais. Defendiam seus interesses com unhas e dentes e a principal razão da grande rivalidade entre eles era a faixa de terra que ficava na divisa das duas fazendas ----- cada um era dono de um cafezal. Mas os eternos rivais não contavam que seus filhos se apaixonassem.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cenas emocionantes marcam a abordagem do câncer de Lucrécia em "Malhação Sonhos"

Em outubro de 2014, "Malhação Sonhos" começou a abordar uma importante tema: o câncer de mama. Através da personagem Lucrécia (Helena Fernandes), a doença foi inserida na trama e a cena onde a mãe de Jade (Anaju Dorigon) apalpa os seios diante do espelho marcou pela ousadia dos autores, que acertaram em cheio com esta abordagem. Mas Rosane Svartman e Paulo Halm conseguiram surpreender novamente logo neste início de 2015.


A cena em que Jeff (Cadu Libonati) vai visitar sua professora da dança e descobre que ela está com câncer de mama foi sensível e retratou muito bem a emoção que várias pessoas enfrentam quando precisam contar que estão doentes. Já a sequência onde o garoto pede para sua amiga Sol (Jeniffer Nascimento) raspar sua cabeça, com o intuito de fazer uma homenagem a Lucrécia, primou pela delicadeza. Jeniffer emprestou mais uma vez sua linda voz para sua personagem e foi muito bonito ouvir Solange cantando 'Homem não chora', do Frejat, enquanto cortava os cabelos de Jefferson.

E os desdobramentos desta situação conseguiram ser ainda mais tocantes. Isso porque a turma da Ribalta resolveu homenagear a professora e vários meninos rasparam a cabeça, enquanto as meninas cobriram os cabelos com lenços. Lucrécia ficou surpresa e não segurou a emoção.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O talento de Lília Cabral e o merecido destaque de Maria Marta em "Império"

Ela é uma das melhores atrizes do país e novamente está se destacando no horário nobre da Globo. Na pele da ambiciosa Maria Marta, Lília Cabral tem brilhado em "Império" e sua personagem cresceu ainda mais após a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero). Ela tem protagonizado ótimas cenas e Aguinaldo Silva, que sempre a escala para suas novelas, a presenteou com um grande papel.


Apesar de Maria Marta ter sido uma promessa não cumprida ---- afinal, de acordo com as chamadas iniciais da trama ela seria a grade vilã da história ao lado de Cora (DricaMoraes/Marjorie Estiano) -----, a imperatriz vem sendo defendida com maestria por Lília e o autor imprimiu interessantes nuances no perfil. A personagem tem momentos de pura frieza, mas também expõe um lado emocional muito forte nos momentos de fraqueza. É um tipo complexo e longe de qualquer tipo de maniqueísmo.

Casou com José Alfredo por uma troca de interesses e ajudou o marido a construir seu tão cobiçado império. Porém, apesar deste início de relação um tanto quanto prático, a matriarca da família ama mesmo comendador e sua maior angústia é não ter este sentimento correspondido, principalmente depois que tramou um golpe para tirar Zé do comando da empresa com o intuito de colocar o filho José Pedro (Caio Blat) no lugar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O que a televisão reserva para o telespectador em 2015

O ano de 2014 ficou para trás e 2015 chegou com boas perspectivas para a televisão. A Globo comemora os seus 50 anos e está com produções que parecem promissoras, incluindo novelas e séries. A Band terá um "CQC" reformulado pela frente e investirá novamente no bem-sucedido "MasterChef". Já a Record prepara "Os Dez Mandamentos", primeira novela bíblica da emissora, e o SBT, ao que tudo indica, se preocupará com a estreia de "Cúmplices de um Resgate", substituta do sucesso "Chiquititas". Vamos aos principais produtos que estrearão no ano que se inicia:





"Felizes para sempre?": Microssérie escrita por Euclydes Marinho e dirigida por Fernando Meirelles, produzida pela O2 Filmes, que será exibida entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. A produção é uma releitura da minissérie "Quem ama não mata", que teve 20 capítulos, escrita pelo mesmo autor em 1982. A trama falará sobre política e relacionamentos, cujos dramas serão vivenciados por personagens interpretados por um grande elenco: Adriana Esteves, Maria Fernanda Cândido, João Miguel, Cássia Kiss, Carol Abras, Selma Egrei, Paolla Oliveira, Enrique Diaz, entre tantos outros. Promete.




"Luz, câmera 50 anos": Para comemorar seu cinquentenário, a Globo resolveu transformar em filmes várias minisséries e séries da emissora. Serão 12 produções adaptadas: "As Noivas de Copacabana", "Anos Dourados", "Presença de Anita", "A Teia", "Dercy de Verdade", "Ó Paí, ó", "Maysa - quando fala o coração", "O Pagador de Promessas", "Dalva & Herivelto - uma canção de amor", "Lampião e Maria Bonita", "Força-Tarefa" e "O Canto da Sereia", esta última que marca o início do especial. É uma ideia muito interessante em cima de tramas de sucesso, mas não será fácil condensá-las em forma de longa-metragem e algumas escolhas foram equivocadas, vide as recentes "Força-Tarefa" e "A Teia", além da fraca "Ó Paí, ó". 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os destaques do ano

O ano de 2014 teve equívocos, mas os acertos foram muitos. Várias produções se destacaram neste ano e mereceram uma sucessão de elogios. A audiência nem sempre correspondeu, o que foi uma lástima, entretanto, números e qualidade muitas vezes não andam juntos. Vale a pena relembrar todos os destaques e novamente aplaudir o trabalho que foi apresentado ao público.





"O Rebu": A melhor novela de 2014. George Moura e Sérgio Goldenberg fizeram um remake repleto de qualidades e conseguiram impressionar. Dirigida brilhantemente por José Luiz Villamarim e com primorosa fotografia de Walter Carvalho, a trama contou com um elenco estelar e personagens que transbordaram complexidades e dubiedades. A história ---- que teve um ótimo texto e uma trilha sonora impecável ---- em torno do assassinato de Bruno Ferraz se mostrou muito bem amarrada e a grande quantidade de cenas densas norteou o folhetim de apenas 36 capítulos, que era apresentado em três tempos (noite da festa, manhã do dia seguinte e flashbacks). O suspense esteve presente do início ao fim.



"Amores Roubados": Antes de impressionar com o remake de "O Rebu", a mesma equipe apresentou uma microssérie primorosa. Escrita por George Moura e dirigida por José Luiz Villamarim, a trama teve dez capítulos e prendeu o público com um enredo cheio de suspense e romance. O elenco repleto de grandes nomes deu vida a vários personagens muito bem delineados e a história era baseada no livro "A Emparedada da Rua Nova". Depois de terem apresentado a maravilhosa "O Canto da Sereia" em 2013, o autor, o diretor e a equipe conseguiram novamente fazer uma produção de alto nível. O ano televisivo de 2014 foi iniciado em grande estilo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os melhores atores e as melhores atrizes do ano

O ano de 2014 foi repleto de grandes atuações e foram muitos os atores e as atrizes que se destacaram positivamente. Em 2013, coloquei todos estes grandes profissionais das artes cênicas na lista dos destaques do ano. Porém, para não misturar muitas categorias e deixar a postagem longa demais, optei em dividir, deixando um texto para citar os atores/atrizes e outro somente para as produções. Cabe ao leitor concordar, discordar ou acrescentar mais nomes.





Melhor Atriz (1): Patrícia Pillar.
A atriz impressionou com sua atuação na minissérie "Amores Roubados", onde interpretou a problemática Isabel Favais, e brilhou protagonizando o remake de "O Rebu". A sofisticada empresária Angela Mahler foi lindamente vivida pela atriz e a complexa personagem proporcionou para Patrícia cenas fortes e intensas. Ela se destacou do início ao fim, fez uma ótima parceria com Sophie Charlotte e ainda foi a protagonista da cena mais surpreendente do último capítulo: a sequência onde Angela é assassinada enquanto está sozinha e deprimida em sua mansão. 




Melhor Atriz (2): Sophie Charlotte.
Depois de ter se destacado em 2013, na pele da dúbia Amora Campana, em "Sangue Bom", a atriz ganhou mais uma ótima personagem em "O Rebu". A controversa Duda ganhou uma intérprete à sua altura e Sophie brilhou logo na estreia, quando a menina canta Sua Estupidez, enquanto chora a dor da perda do seu 'amado'. Ela ainda foi muito exigida na reta final, uma vez que foi a sua personagem que bateu na cabeça de Bruno e o trancou no freezer. Esta foi uma das cenas mais fortes do remake e a atriz se entregou por completo. E para fechar o ano com chave de ouro, cantou a mesma música no especial de fim de ano do Roberto Carlos, emocionando o público.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os melhores casais do ano

O ano de 2014 não foi muito feliz para as novelas. O número de fracassos foi maior que o número de êxitos ----- situação bem semelhante ocorreu em 2013, vale lembrar. Porém, os pares românticos, como não poderia deixar de ser, estiveram presentes em várias delas e muitos conquistaram o público. Alguns, inclusive, ainda estão no ar e repletos de cenas românticas para evidenciar bastante a boa química existente entre eles. Assim como ocorreu no ano passado, fiz uma seleção dos melhores casais da ficção.





Pedro e Karina ("Malhação Sonhos"):
A atual temporada está repleta de ótimos casais e este é um deles. Rafael Vitti e Isabella Santoni são gratas revelações e a química que têm em cena é nítida. O Exibido e a Esquentadinha formam um par apaixonante e a relação é claramente inspirada na ' A Megera Domada', que também serviu de inspiração para Petruchio (Eduardo Moscovis) e Catarina (Adrina Esteves) em "O Cravo e a Rosa". Karina sofre de problemas de autoestima e Pedro é um verdadeiro trapalhão. Os dois combinam muito e fazem um sucesso merecido.



Gina e Ferdinando ("Meu Pedacinho de Chão"):
O improvável casal foi ganhando destaque no remake de Benedito Ruy Barbosa, e o mundo encantado criado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho fez este par parecer com os contos da Disney. Entretanto, Gina era uma mulher briguenta e nada parecida com as princesas clássicas. Mas no final da história, ela acabou sendo conquistada de vez pelo seu 'príncipe' Nando e se desarmou por completo. Johnny Massaro e Paula Barbosa formaram um lindo casal e os atores brilharam.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Edição de 2014 do "Melhores do Ano" foi marcada pela ausência de muitos destaques

A última edição do "Melhores do Ano" foi em março deste ano. Em virtude das comemorações dos 50 anos que a Globo completará em 2015, a premiação do "Domingão do Faustão" de 2014 foi adiantada para dezembro. E no último domingo, dia 28, o público pôde conhecer os vitoriosos das várias categorias em um programa já previamente gravado ----- tanto que as informações já haviam sido vazadas dias antes.


As indicações deste ano foi uma das mais injustas do "Melhores do Ano". Muitos nomes foram lamentavelmente esquecidos e outros, que não mereciam tanto, foram colocados no lugar. Entretanto, muitas vitórias foram justas. Na categoria de Melhor Ator ganhou o ótimo Alexandre Nero, que está impecável na pele do comendador José Alfredo em "Império". Ele concorreu com Murilo Benício e Osmar Prado, que também brilharam em "Geração Brasil" e "Meu Pedacinho de Chão". Mas, o esquecimento de Tony Ramos (que deu um show em "O Rebu" e completou 50 anos de carreira em 2014) foi lamentável.

Na categoria de Melhor Atriz quem ganhou foi Cláudia Abreu. A atriz é sempre maravilhosa, entretanto, Pâmela Parker, de "Geração Brasil", está longe de ser uma de suas melhores personagens, pelo contrário. Mas este troféu acabou sendo uma justiça tardia, afinal, ela brilhou absoluta como Chayene, em "Geração Brasil", e acabou não ganhando prêmio algum na época por causa do fenômeno "Avenida Brasil", que destinou todas as estatuetas para Adriana Esteves (merecidamente).

sábado, 27 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os piores do ano

Mais um ano vai chegando ao fim e as tradicionais retrospectivas são praticamente uma obrigação. Assim como tem ocorrido todos os anos, este blog fará uma lista com os piores e melhores de 2014. Primeiramente, os piores produtos televisivos serão listados. Curiosamente, alguns dos selecionados em 2013 continuam na lista deste ano, o que apenas comprova que os problemas vistos anteriormente não foram resolvidos. Porém, algumas 'novidades' surgiram para incrementar esta triste seleção. Cabe ao leitor concordar, discordar ou acrescentar mais produções.




"Em Família": A última novela de Manoel Carlos foi uma grande decepção e um fracasso de audiência (pior ibope do horário nobre). Excesso de personagens sem função, atores que foram escalados e nem entraram, ritmo arrastado, ausência de bons conflitos, trama cansativa, clima tenso nos bastidores, enfim, não faltaram problemas na história. O folhetim ainda enfrentou duras críticas em virtude da discrepância na idade dos personagens, como por exemplo, Natália do Vale ser mãe de Júlia Lemmertz sem nem ao menos passar por um processo de envelhecimento. A novela ainda pecou pela falta de bons pares românticos e pela ausência de um bom vilão, uma vez que a ferina Shirley (Vivianne Pasmanter) ficou apenas na promessa. Infelizmente, Maneco (um novelista que já escreveu inúmeros sucessos) se despediu da pior forma possível.



"Geração Brasil": Após o sucesso de "Cheias de Charme", a expectativa era alta para a nova novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Mas após um começo promissor, a trama dos autores foi se perdendo gradativamente, até virar um completo equívoco. A história envolvendo tecnologia tinha uma boa premissa, porém, com o tempo, foi ficando nítido que não havia um fio condutor e nem conflitos atrativos. Os personagens ficaram sem rumo, vários casais foram mal desenvolvidos, atores foram subaproveitados e a novela que parecia ótima na verdade se revelou uma produção fraquíssima. A rejeição do público foi tão alta que a média geral conseguiu ficar um ponto abaixo de "Além do Horizonte", até então considerada o menor índice do horário. Um folhetim para ser esquecido.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"The Voice Brasil" não empolgou e terceira temporada deixou muito a desejar

Após um início promissor, a terceira temporada do "The Voice Brasil" chegou ao fim sendo considerada a mais fraca, em comparação com as ótimas duas anteriores. A competição iniciou apresentando novidades interessantes, como a 'Segunda Chance' (quando um candidato reprovado anteriormente volta) e a 'Audição às cegas' (quando uma cortina impedia o público de ver o participante se apresentando), mas ao longo das semanas o baixo nível da disputa enfraqueceu a atração.


Foram poucos os candidatos que conseguiram atrair alguma atenção por causa do talento vocal ou da performance no palco. A grande maioria representava um 'mais do mesmo' que deixava a competição entediante e pouco atrativa. Tanto que pela primeira vez não houve o surgimento de favoritos. E poderia ser até um ponto a favor, afinal, não ter ideia de quem vai ganhar é sempre bom. Porém, isso só ocorreu por causa dos vários candidatos que não conseguiram cativar. Foi uma grande quantidade.

Claro que muitos cantores talentosos fizeram parte desta edição, porém, os que se sobressaíram perante dos demais foram poucos. Em meio a tantos perfis parecidos e sem maiores atrativos, pode-se dizer que a drag queen Deena Love, a adolescente Nonô Lellis, o talentoso Lui Medeiros e o deficiente visual Edu Camargo se destacaram e foram as gratas surpresas da temporada.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Roberto Carlos Especial" consegue sair da mesmice e participação de Sophie Charlotte emociona

O tradicional "Roberto Carlos Especial" completou 40 anos de Globo em 2014. E para quem estava cansado do festival de mesmice que virou o show do rei, não teve do que reclamar do especial deste ano. Várias músicas que não costumam fazer parte do repertório do cantor estiveram presentes e os convidados deixaram o show ainda melhor. E em meio a todas as participações, uma em especial se destacou fazendo uma linda apresentação: Sophie Charlotte.


Convidada por Roberto Carlos, a atriz fez um lindo dueto com ele e foi o momento mais tocante do show. Tudo começou quando Sophie ligou para o rei e pediu a sua autorização para cantar 'Sua Estupidez' no primeiro capítulo de "O Rebu", o que foi imediatamente aceito. O resultado foi uma linda cena na estreia do impecável remake de George Moura e Sérgio Goldenberg, onde Duda canta a música e se emociona diante dos convidados da festa. Somente no final foi descoberto que tudo aquilo tinha um porquê; afinal, era ela a responsável pela pancada na cabeça do namorado (Bruno - Daniel de Oliveira) e ainda o trancou no freezer depois da agressão, pensando que tinha assassinado o rapaz.

E esta ótima sequência da novela resultou no convite para Sophie participar do especial. Roberto Carlos cantou 'Sua Estupidez' com a atriz, que arrebatou a plateia com sua linda voz. Os dois emocionaram e foi um dos pontos altos do show.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal


Feliz Natal a todos os leitores que me acompanham! Aos que sempre fazem questão de presentear este blog com ótimos comentários e aos que preferem apenas ler as postagens, sem comentar. Que todos tenham muita paz, saúde, alegrias e realizações. Obrigado pela companhia diária e tudo de melhor para vocês!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Alto Astral" vem se mostrando uma novela agradável, despretensiosa e bem construída

Passado mais de um mês de sua estreia, já é possível constatar com maior tranquilidade que "Alto Astral" é uma novela que consegue reunir todos os elementos de uma tradicional trama das sete com muita competência. Despretensiosa, a história tem apresentado várias situações cômicas e românticas de uma forma simples e agradável, fazendo uma mistura bem harmônica.


Os capítulos vêm sendo muito bem construídos, apresentando bons ganchos a cada bloco e destacando todos os personagens de forma igualitária. Um bom facilitador é o elenco enxuto. O autor Daniel Ortiz foi inteligente ao optar por um número reduzido de atores no começo da trama para não provocar um excesso de informação, dispersando a atenção do público. Tanto que há vários perfis que aparecerão ao longo do folhetim. Aos poucos, novos tipos entrarão na história, aumentando os conflitos da novela, entre eles perfis interpretados por Maitê Proença, Mônica Iozzi e Totia Meirelles (que entrou recentemente).

Mas, neste início, o foco é praticamente voltado para o romance do casal protagonista e os conflitos individuais de Laura (Nathalia Dill) e Caíque (Sérgio Guizé), que implicam diretamente nos demais núcleos da trama, como o da picareta Samantha (Cláudia Raia), o do hospital do vilão Marcos (Thiago Lacerda) e o da família barraqueira de Tina (Elizabeth Savalla).

sábado, 20 de dezembro de 2014

"Dupla Identidade" foi uma excelente série de Glória Perez e destacou o talento de Bruno Gagliasso

Foram três meses de muita tensão, cenas fortes, ótimas interpretações e uma história de suspense da melhor qualidade. "Dupla Identidade" presenteou o telespectador com uma trama muito bem escrita por Glória Perez e dirigida brilhantemente por Mauro Mendonça Filho. A série chegou ao fim nesta sexta-feira (19/12), encerrando a sequência de assassinatos cruéis, cometidos pelo temido serial killer que protagonizou a história.


Ao longo dos episódios, o público foi vendo toda a trajetória de Edu (Bruno Gagliasso) e como o frio psicopata seduzia as mulheres para matá-las com requintes de crueldade. Paralelamente a isso, eram exibidas as investigações da polícia ---- encabeçadas por Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani) ----, a estratégia de um senador canalha (Oto - Aderbal Freire Filho) para se manter no poder e o amor doentio que Ray (Débora Falabella) tinha pelo assassino. Todas as situações estavam diretamente entrelaçadas, fazendo com que todas as peças da série se encaixassem.

Bruno Gagliasso interpretou com maestria o maníaco Eduardo Borges, um homem inteligente, acima de qualquer suspeita, que era formado em direito, estudante de psicologia, braço direito de Oto, e ainda trabalhava como voluntário em um grupo de apoio à vida. Foi, sem dúvida alguma, o seu melhor personagem em toda carreira e a dedicação que ele teve neste trabalho foi perceptível do primeiro ao último episódio da série.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"Amor & Sexo" mais uma vez conseguiu debater, brincar e entreter sem pudores

O que deveria ser a última temporada do "Amor & Sexo" chegou ao fim nesta quinta (18/12). Isso porque teoricamente a atração comandada por Fernanda Lima não passaria de 2014. Afinal, este ano já representa a sobrevida do programa que fecharia de vez seu ciclo em 2013. Porém, mais uma vez os índices de audiência foram satisfatórios, assim como a repercussão positiva. Ou seja, a nona temporada, ao que tudo indica, já está a caminho para 2015.


O "Amor & Sexo" novamente conseguiu divertir através de muitas situações hilárias e bate-papos descontraídos sobre vários temas atuais, sem nenhum tipo de pudor com assunto algum. Aliás, a oitava temporada foi muito mais voltada para as brincadeiras do que para os debates. Fernanda Lima colocou os convidados em várias provas um tanto quanto inusitadas, para não dizer constrangedoras, e eles encararam sem problemas. 

Os integrantes da bancada mais uma vez foram os responsáveis pelo desenvolvimento dos assuntos e pela interatividade com os convidados. E eles, como sempre, participaram das brincadeiras, principalmente Otaviano Costa e José Loreto, embora Mariana Santos e Xico Sá também tenham se aventurado nos desafios propostos pela apresentadora.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Sexo e as Negas" não mereceu as acusações de racismo, mas foi uma série desinteressante e esquecível

Foram três meses no ar e muitas acusações. "Sexo e as Negas" chegou ao fim nesta terça-feira (16/12) e ficará marcada como a produção responsável por uma sucessão de ataques injustos ao autor Miguel Falabella. Isso porque a história escrita por ele, e dirigida por Cininha de Paula, foi acusada por vários grupos e organizações de ser racista e tratar os negros de forma pejorativa. Mas quem viu a trama pôde constatar o quanto que estas acusações foram infundadas.


A história era uma espécie de paródia do conhecido seriado americano "Sexy and the City" e contou a história de quatro mulheres negras, moradoras da Cidade Alta, em Cordovil, que batalhavam para ganhar a vida e enfrentavam vários dilemas amorosos. As protagonistas Lia, Tilde, Zulma e Soraia foram muito bem interpretadas por Lilian Valeska, Corina Sabbas, Karin Hills e Maria Bia, que além de atuar também tinham que cantar, sempre nos finais dos episódios. As quatro se saíram muito bem. 

O elenco era predominantemente negro e foi ótimo ver tantos atores que precisavam desta oportunidade valorizados pelo autor. Aliás, Miguel sempre costuma escalar muitos negros para suas novelas e séries, o que apenas reforça a injustiça das acusações feitas contra ele. Na série, houve uma preocupação em retratar vários problemas enfrentados por mulheres independentes e negras.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"MasterChef": o maior êxito da Band em 2014

A Band comprou um formato que faz sucesso em muitos países e estreou a versão nacional do "MasterChef" (formato originalmente britânico) no dia 3 de setembro. O alto investimento da emissora na produção ficou claro logo no primeiro programa e o começo da competição agradou. Ao longo das semanas, a disputa foi ficando mais interessante e atrativa. Agora, após 17 episódios e pouco mais de três meses no ar, pode-se dizer que este programa foi o maior êxito de 2014 do canal.


Comandado por Ana Paula Padrão, a competição de culinária apresentou várias provas muito bem elaboradas e os participantes selecionados foram ganhando torcida, graças aos diferentes tipos de temperamento, o que é vital em qualquer bom reality. Houve brigas, amizades bacanas, momentos de emoção, eliminações dolorosas, classificações sofridas, enfim, todos os ingredientes de uma boa disputa estiveram presentes do início ao fim da atração.

A argentina Paola Carosella, o brasileiro Henrique Fogaça e o francês Erick Jacquin começaram pecando pelo exagero nas broncas, mas ao longo do programa, os três foram se enturmando e os jurados se transformaram em um dos muitos pontos altos do "MasterChef" nacional.