sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"Vidas Brasileiras": o que esperar da próxima temporada de "Malhação"?

Substituir um sucesso é tão desafiador quanto entrar no lugar de um fracasso. Manter os altos índices de audiência de uma faixa é tão complicado quanto reerguer os números abaixo do esperado. Portanto, a missão de Patrícia Moretzohn não será nada fácil. "Malhação - Viva a Diferença" acaba no dia 6 de março e a temporada de Cao Hamburger, dirigida por Paulo Silvestrini, foi um sucesso de público e crítica. A autora agora precisará manter a qualidade do seriado adolescente com "Malhação - Vidas Brasileiras", dirigida por Natália Grimberg.


A ambientação volta para o Rio de Janeiro ---- a atual fase foi a primeira que migrou para São Paulo ---- e será baseada na produção canadense "30 Vies", premiada série que estreou em 2011 e teve 11 temporadas, completando 660 capítulos. É a primeira vez que "Malhação" não terá uma sinopse original. Chegou-se, inclusive, a especular o fim do título "Malhação", mas a força comercial do mesmo acabou recuando os interessados da Globo em encerrar o ciclo. E foi um acerto. Mudar depois de 25 temporadas seria desnecessário, gerando sempre comparações inevitáveis.

Outra novidade é o protagonismo da trama. Não serão os adolescentes e, sim, uma professora, a dedicada Gabriela, interpretada por Camila Morgado. Ela se envolverá com os conflitos dos alunos, agindo como uma espécie de 'anjo da guarda'. Mas também terá família, precisando lidar com seus próprios problemas.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Milton Cunha foi o nome do Carnaval da Globo em 2018

Ele é carnavalesco, cenógrafo e virou o principal comentarista de Carnaval da Globo. Milton Cunha comenta os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro na emissora desde 2013, quando foi contratado para a função. Ele chegou a integrar o juri do "Got Talent Brasil", fracassado formato da Record, em 2013, mas logo retornou para a líder, de onde não saiu mais. Em todo ano ele se sobressai nesta época, mas em 2018 houve um destaque bem maior.


Sempre com comentários bem embasados e muitas vezes divertidos, Milton virou uma referência de boas informações durante a transmissão dos desfiles. Não por acaso é a todo instante interpelado por Fátima Bernardes e Alex Escobar para tecer alguma opinião a respeito dos temas, alegorias e desempenhos das escolas. A liberdade é tanta, inclusive, que não é raro comentar mesmo sem ser 'convocado' pelos apresentadores. Pretinho da Serrinha, por exemplo, só fala quando chamado e acaba ofuscado.

Seu desempenho na hora da Apuração das Notas também merece menção, pois, mesmo falando bem menos, consegue informar e ainda profere algumas pérolas impagáveis, como "Tragam meus sais!", quando a disputa fica acirrada. Vale destacar que sua performance ao longo dos últimos anos tem sido tão elogiada e bem vista pelo público que o comentarista acabou ganhando um quadro no "RJ TV - Primeira Edição" --- telejornal local do Rio de Janeiro.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Vitória Strada é uma grata surpresa de "Tempo de Amar"

Em meio a tantas repetições de elenco, muitas vezes desgastando a imagem de vários atores, foi um prazer ver Jayme Monjardim apostar em dois rostos novos para protagonizar "Tempo de Amar". O diretor se mostrou corajoso. Pena que a aposta em Bruno Cabrerizo tenha sido equivocada, pois o rapaz ainda tem muito a aprender ---- inexpressivo, não convence na maioria das cenas. Entretanto, a escolha de Vitória Strada foi certeira.


A mocinha da novela de Alcides Nogueira (escrita com Bia Corrêa do Lago) é um papel muito complicado. Até mesmo uma intérprete mais experiente teria dificuldades de vivê-la. Afinal, Maria Vitória foi vítima de uma sucessão de desgraças nos primeiros meses de história, protagonizando inúmeras cenas de puro sofrimento e muito chororô. Um verdadeiro vale de lágrimas. O título do folhetim até deveria ter sido "Tempo de Chorar" durante essa época.

A filha de José Augusto (Tony Ramos) engravidou do então amor de sua vida e acabou colocada em um convento tradicional de Portugal pelo pai, perdendo contato com Inácio, que viajou para o Rio de Janeiro. Ela ainda teve sua filha retirada de seus braços poucas semanas depois de ter parido e logo depois escapou das freiras, conseguindo viajar para ir atrás de seu amado.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Abuso sexual em "O Outro Lado do Paraíso" destaca a entrega de Bella Piero e levanta um tema de grande importância

A pedofilia é um dos crimes mais asquerosos do ser humano. Um adulto explorar uma criança indefesa para seus desejos sexuais enoja qualquer um e a questão em torno do abuso sexual também acaba sendo debatida. Portanto, abordar um tema delicado como esse em uma novela não é nada fácil. Walcyr Carrasco, todavia, resolveu arriscar e inseriu esse contexto em um núcleo de "O Outro Lado do Paraíso". E agora, que essa situação ganhou destaque, é possível afirmar que a coragem do autor foi um acerto.


A trama da introspectiva Laura (Bella Piero) foi colocada de forma sutil na primeira fase, pois a atriz era uma criança (a talentosa Luísa Bastos). O olhar de ódio que a menina lançava para o padrasto Vinícius (Flávio Tolezani) era impressionante e ela não tolerava chamá-lo de pai. Dez anos se passaram e o núcleo ficou em terceiro plano, enquanto os demais se desenvolviam. Cada etapa da vingança de Clara (Bianca Bin) destaca um enredo paralelo da novela e agora chegou a vez desse.

A mocinha se vingou de Gael (Sérgio Guizé), o mandando para cadeia por violência doméstica; de Samuel (Eriberto Leão), expondo sua homossexualidade (sempre reprimida por ele); e a próxima revanche é a destruição de Vinícius. Para isso, a mocinha tem investigado a vida do delegado e acabou se deparando com Laura, desconfiando de sua tristeza profunda.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

"Malhação - Viva a Diferença" retrata homofobia com muita coragem

Em plena reta final (acaba no dia 5 de março), "Malhação - Viva a Diferença", dirigida por Paulo Silvestrini, não cansa de surpreender o público. O autor Cao Hamburger segue explorando os ótimos conflitos da trama de forma competente e agora mergulhou em outro tema de imensa importância e quase nunca abordado no seriado adolescente: a homofobia.


A entrada do irmão de Keyla (Gabriela Medvedovski) no enredo serviu para inserir essa questão, pois o menino não tem problema algum de se assumir gay. Fala com naturalidade e sem nenhuma vergonha, como realmente tem que ser. Esse jeito dele, inclusive, até resultou em momentos cômicos, como a hora em que Roney (Lúcio Mauro Filho) soube pelo filho que não existia nenhuma 'namoradinha' e sim um namorado. Era o início da abordagem em torno da homossexualidade do menino.

Mas o drama de Gabriel (Luis Galves) começou mesmo na escola, despertando a fúria de um grupo de alunos preconceituosos, que se indignaram quando o viram se assumir gay durante um debate em sala de aula ---- promovido pelo professor Bóris (Mouhamed Harfouch) ----, levantando a temática do preconceito.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

No ar em "Carinha de Anjo" e "Deus Salve o Rei", Bia Arantes tem sua versatilidade explorada

Em virtude das constantes repetições de elenco em novelas, acaba sendo natural ver determinado ator ou atriz em mais de uma produção no ar. Ainda mais com tantas tramas sendo reprisadas. No entanto, Bia Arantes se enquadra em um raro exemplo: ela está no ar em dois folhetins inéditos, em emissoras diferentes, e protagonizando um deles. É a doce Cecília em "Carinha de Anjo", no SBT, e a misteriosa Brice, em "Deus Salve o Rei", na Globo. 


A novela infantil do SBT é um dos maiores sucessos da emissora, mantendo uma média de 10,4 pontos, deixando a Record em terceiro lugar. Já está no capítulo 318 e seu encerramento está previsto para maio. Ou seja, ainda tem muitos outros pela frente. Há mais de um ano no ar, a trama escrita por Leonor Corrêa está toda gravada e encerrou os trabalhos da equipe no final de 2017. Bia ganhou de presente a mocinha do enredo e se destacou logo no início, fazendo jus ao protagonismo. 

A amorosa Cecília era a noviça mais amada pelas crianças e criava Dulce Maria (Lorena Queiroz) como filha. Com o tempo, acabou se envolvendo com Gustavo (Carlo Porto), pai da menina que tanto ama, e largou a vida que havia escolhido para ela. Desistiu de ser freira e resolveu ser feliz ao lado da ''carinha de anjo'' e do seu amor.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Clara e Patrick esbanjam química em "O Outro Lado do Paraíso"

O atual fenômeno das nove da Globo conquistou o público com a saga de Clara (Bianca Bin), comprovando que os telespectadores dificilmente resistem a um bom enredo de vingança. Porém, toda boa novela também precisa de romance e a vida amorosa da mocinha vingativa nunca foi favorável em "O Outro Lado do Paraíso". Quase se relacionou com Renato (Rafael Cardoso) na primeira fase, mas acabou casada com Gael (Sérgio Guizé), homem violento e inconsequente. A dúvida em torno do par romântico da protagonista se fazia presente em uma parcela da audiência. Ela teria um amor, afinal? Mas a chegada de Patrick (Thiago Fragoso) cessou qualquer incerteza.


É importante ressaltar que o personagem sempre esteve na sinopse da trama. Walcyr Carrasco já tinha a sua carta na manga e a usou na hora certa, assim que Clara iniciou sua retomada, após ter escapado do hospício. O íntegro sobrinho de Beatriz (Nathália Timberg) é um clássico herói romântico e virou o braço direito da mocinha, agindo como parceiro nos planos e usando sua capacidade como advogado para colocá-a sempre um passo a frente de seus inimigos. Também foi uma peça fundamental na riqueza da protagonista, ajudando a vender todas as pinturas valiosas que a finada tia deixou para sua discípula e amiga.

A sintonia entre Thiago Fragoso e Bianca Bin se fez presente desde a primeira cena deles juntos. Não demorou para uma torcida pelo casal surgir. Porém, o autor usou esse trunfo a seu favor e adiou o quanto pôde o primeiro beijo dos personagens.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Irretocável como Benê, Daphne Bozaski é o grande destaque de "Malhação - Viva a Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" vem fazendo um justo sucesso de público e crítica. As razões para tamanho êxito são muitas e uma delas é a escolha certeira do time de protagonistas. Tanto na escalação das atrizes, quanto na construção das cinco personagens. O autor Cao Hamburger e o diretor Paulo Silvestrini foram muito felizes. Entretanto, embora todas as meninas sejam apaixonantes, recheadas de qualidades e defeitos, há uma que sempre se destacou em virtude da sua 'diferença', que acaba sendo mais visível: a fofa Benê.


Daphne Bozaski está simplesmente perfeita na composição primorosa de sua personagem, que tinha o sério risco de virar uma caricatura pouco crível. Afinal, a menina doce, extremamente carente e com aspecto de nerd sofre de Síndrome de Asperger, um grau mais leve de autismo. Esse transtorno neurobiológico é pouco conhecido e o autor acertou em cheio quando o colocou em uma de suas protagonistas. Embora ainda não tenha sido falado claramente na trama, o problema vem sendo exposto através das atitudes da menina.

Benedita tem problemas de convívio social e sempre foi uma pessoa solitária. Tudo mudou quando conheceu Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Tina (Ana Hikari) no metrô, fazendo questão de adicioná-las no WhatsApp, organizando um novo quinteto que se tornou inseparável. Contudo, as dificuldades da frágil menina sempre se mostraram presentes, apesar dessa evolução em torno de um maior vínculo de amizade.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Record é a única culpada pelo atual fracasso de sua teledramaturgia

Na última sexta (26/01), chegou ao fim "Belaventura", trama medieval de Gustavo Reiz, ocupando a faixa das sete. A trama teve seis pontos de média geral, um índice pífio. Mas não foi o único fracasso da Record no atual período. A reprise de "Os Dez Mandamentos" também amarga baixos índices e a novela "Apocalipse" faz jus ao seu título, sendo uma verdadeira catástrofe nos números do Ibope. Entretanto, tudo isso tem uma única culpada: a própria emissora.


Começando pelo folhetim que substituiu a re-reprise de "Escrava Isaura". O enredo de Gustavo teve um começo promissor, mas aos poucos o autor foi se perdendo. A trama tinha poucos acontecimentos e não prendia o telespectador. Para culminar, o casal protagonista teve dois atores limitados: Bernardo Velasco e Rayane Moraes, que não transmitiam emoção. O elenco, por sinal, deixou bastante a desejar com raras exceções (Helena Fernandes, por exemplo, que deu show como a grande vilã Marión).

Ficou claro que o escritor não esteve inspirado, não conseguindo repetir o êxito de "Escrava Mãe" (2016). Todavia, a novela ainda conseguia se manter com uns 9 pontos de audiência. Bem longe do que a emissora pretendia e marcando menos do que a re-reprise que a antecedeu, mas, ainda assim, uma média razoável para a faixa das sete. O naufrágio de "Belaventura" se deu quando a Record resolveu reprisar "Os Dez Mandamentos" na faixa das seis, tentando copiar a Globo com três novelas no ar.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vitória Strada e Andreia Horta se destacaram com a surra da mocinha na vilã em "Tempo de Amar"

Não adianta reclamar. O clichê seguirá vivo na ficção e fazendo parte de todos os folhetins, marcando presença também em filmes e peças teatrais. A própria vida às vezes é um clichê. E quando bem trabalhado, esse elemento deixa qualquer produção convidativa. "Tempo de Amar", por exemplo, é uma trama tradicional e não poderia fugir da clássica surra da mocinha na vilã. O capítulo do último sábado (27/01) exibiu esse aguardado momento, honrando a longa espera do público.


O folhetim das seis da Globo, escrito por Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago, é muito lento. O telespectador pode se dar ao luxo de não assisti-la por umas duas semanas que não perde nada. Por isso mesmo até agora Inácio (Bruno Cabrerizo) e Maria Vitória (Vitória Strada) não se reencontraram. Ou seja, natural, portanto, o acerto de contas entre mocinha e vilã ter demorado quatro meses  ---- assim como o desmascaramento da víbora. Mas a cena cumpriu tudo o que havia prometido, destacando a entrega das atrizes.

Foi um momento de lavar a alma do público, como costuma realmente ocorrer durante surras em novelas. Na vida real, a violência merece ser condenada, mas na ficção todo mundo pode torcer para esse tipo de catarse. A mocinha fez questão de expor todo o seu nojo pela canalhice da então amiga, que escondeu Inácio o quanto pôde, fingindo que o rapaz estava morto.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Valorizada como merece, Glória Pires emociona em "O Outro Lado do Paraíso"

Uma das qualidades de "O Outro Lado do Paraíso" é a valorização dos veteranos. Vários grandes nomes estão recebendo a importância que merecem na trama de Walcyr Carrasco, repleta de atores talentosos. E uma delas é Glória Pires, que interpreta um dos principais perfis do atual sucesso das nove da Globo e ganhou muitas cenas fortes nos capítulos mais recentes da história dirigida por Mauro Mendonça Filho.


Elizabeth sempre teve sua trajetória explorada paralelamente ao enredo de Clara (Bianca Bin), havendo uma espécie de alternância de protagonismo dependendo do período do folhetim. Não por acaso ela é a mãe da mocinha vingativa e descobriu isso recentemente, pouco antes de assumir o assassinato de Laerte (Raphael Vianna) com o intuito de salvar a filha, achando que a mesma tinha matado o homem. Essa declaração de culpa, por sinal, iniciou a grande virada na trama da personagem, após um longo período vivendo com o falso nome de Duda, fugindo das ameaças do sogro Natanael (Juca de Oliveira).

O papel é desafiador em virtude da quantidade de reviravoltas ao longo da novela e a escolha de Glória foi muito acertada, após tantos tipos apagados que a atriz viveu nos últimos anos. Ela primeiramente se destacou quando Elizabeth se viu em uma armadilha do sogro, podendo ser acusada de assassinato, após ter presenciado a brusca queda de Renan (Marcello Novaes), seu então amante.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

"Brasil a Bordo" é um amontoado de bobagens nada engraçadas

Prevista para estrear em 2017, "Brasil a Bordo" acabou adiada em virtude do trágico acidente envolvendo o avião que levava o time da Chapecoense, ocorrido no final de 2016 ----- afinal, explora uma companhia aérea. Ano passado, porém, a Globo disponibilizou os doze episódios da trama na Globo Play e só agora, dia 25, a emissora estreou a produção em sua grade, logo após o "Big Brother Brasil 18".


A história é simples: a Piorá Linhas Aéreas é uma empresa prestes a falir que consegue a autorização de um juiz para continuar funcionando, desde que passe o poder a um conselho de funcionários. A dona do 'negócio' é a plastificada e fútil Berna (Arlete Salles) e seu marido, o bon vivant Otávio (Luis Gustavo), era o presidente da companhia. A família chegou a viver tempos de luxo no passado, mas agora precisa lidar com contensão de custos (vide a mansão caindo aos pedaços e com reformas inacabadas).

Quase todos os funcionários são integrantes da própria família, como os cunhados Vadeco (Miguel Falabella) e Durval (Marcos Caruso), os comandantes do único avião da empresa. Os dois são separados e moradores da mansão. Um vive buscando cinquentonas na internet e o outro dorme com uma boneca inflável.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

"Tá no Ar: a TV na TV" continua inteligente, afiado e atual

O "Tá no Ar: a TV na TV" foi uma grata surpresa de 2014, revolucionando o humor nacional, sem exagero. Não demorou para se firmar como o melhor humorístico do país. Porém, o medo do desgaste era uma constante. Será que o programa resistiria a mais temporadas? Mas resistiu. E com louvor. Tanto que a quinta estreou nesta terça (23/01), logo após a décima oitava edição do "Big Brother Brasil", expondo tudo o que o formato tem de melhor.


A atração idealizada por Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias segue recheado de tiradas geniais, mesclando humor e crítica na medida certa. Quadros vitoriosos como o "Jardim Urgente", "Militante revoltado" e a "Balada Vip" continuam como peças fundamentais do humorístico, mas as esquetes rápidas, muitas vezes durando menos de um minuto, se mantêm como o grande diferencial do formato, que exige atenção do telespectador para não perder nenhuma piada.

O esquema de 'zapear canais' continua divertindo e agora adaptaram para o serviço de 'streaming', colocando telas parecidas com Globo Play ou Netflix na hora de selecionar determinado programa. Mas o deboche em torno da programação de todas as emissoras segue firme e forte, proporcionando momento hilários.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Após edição problemática do ano passado, "Big Brother Brasil 18" terá que reconquistar o público

A décima sétima edição do "Big Brother Brasil" foi traumática. A primeira temporada sem Pedro Bial no comando foi catastrófica. O favorecimento descarado do casal Emilly e Marcos ficou visível e as suspeitas em torno da credibilidade do programa aumentaram, principalmente quando houve a polêmica da agressão que resultou na expulsão de Marcos. Após vários protestos do público, até a polícia foi na casa e só aí ele foi retirado da competição. E a declaração de Emilly no confessionário nunca foi divulgada. Para culminar, a audiência deixou muito a desejar e a ausência de Maurício Ricardo fazendo divertidas charges também foi sentida. Enfim, um ano para ser enterrado.


Agora, na temporada de 2018 a missão do reality mais longevo do Brasil é reconquistar os fãs do formato, naturalmente desanimados em virtude de tudo o que aconteceu em 2017, incluindo o poder que os 'fandons' passaram a ter (ainda mais), não refletindo a vontade da maioria. E a tentativa de trazer de volta os telespectadores já se mostra visível no "Pay Per View", por exemplo. Pela primeira vez os assinantes poderão ouvir as broncas que a produção dará nos participantes. Isso nunca aconteceu antes e o áudio era sempre cortado na hora. Outra novidade é a câmera exclusiva no confessionário. O público também não conseguia acessar essa parte da casa e se conseguisse não haveria a tal polêmica sobre a declaração de Emilly ano passado.

Mais uma diferença da atual edição é o esquema de votação. Cada votante precisa se cadastrar no site para votar, porém, conseguirá votar várias vezes como sempre. Resta saber como essa alteração reduzirá o impacto de quem aluga "Lan House" ou "Call Center"  em votações. Porém, não deixa de ser ao menos uma tentativa da produção.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"Treze Dias Longe do Sol" explorou o melhor e o pior do ser humano com habilidade

Após "O Canto da Sereia" (2013), "Amores Roubados" (2014), "Felizes para Sempre?" (2015), "Ligações Perigosas" (2016) e "Dois Irmãos" (2017), a Globo apresentou mais uma excelente minissérie abrindo a sua programação do ano. "Treze Dias Longe do Sol" se mostrou uma trama muito bem realizada, expondo o talento de Elena Soarez e Luciano Moura como roteiristas. Uma das principais qualidades do enredo foi a habilidade em explorar o melhor e o pior do ser humano, ainda mais em um período com tanta podridão no Brasil.


A história de dez capítulos, dirigida por Luciano Moura, mesclou suspense e drama de forma competente, tendo como foco o clima angustiante que toda a situação envolvendo o desmoronamento de um prédio provocou, tanto nas pessoas que ficaram 'longe do sol', quanto nas demais que tentaram lidar com as consequências do desastre ocasionado por ganância e irresponsabilidade. Todos se viram diante de situações limítrofes, tendo seus lados bons e maus totalmente expostos através do desespero.

O desabamento do edifício comercial 'transforma' o subsolo do estacionamento em uma espécie de presídio mortal para os sete sobreviventes, que precisam lidar com todas as adversidades possíveis para se manterem vivos, precisando ainda da esperança de alguém vir resgatá-los. Ao longo da história, o público acompanha o pânico, o desespero e os períodos de tristeza profunda daqueles personagens.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Núcleo do salão de "O Outro Lado do Paraíso" não tem função e nem graça

A trama de Walcyr Carrasco vem fazendo um imenso sucesso no horário nobre, alegrando a Globo. Os índices estão altíssimos e a saga da vingança da Clara (Bianca Bin) está empolgando o público. Toda vez que a mocinha dá o troco em algum inimigo a audiência explode ainda mais, chegando até a picos de 45 pontos. Porém, há um núcleo na história que destoa desse convidativo enredo criado pelo autor: o do salão de beleza.


Inicialmente, o local era administrado por Nicácio (Fábio Lago) e tinha apenas dois personagens: ele e a manicure Ivanilda (Telma Souza). O salão servia para a integração de vários perfis, incluindo os centrais, como Clara e até Sophia (Marieta Severo). Com a mudança de fase, chegou Odair (Felipe Titto), um assistente que provoca 'suspiros' em todos, e o estabelecimento acabou tendo Nádia (Eliane Giardini) como sócia. O autor ainda inseriu um perfil que nem estava na sinopse: o afetado Marcel (Andy Gerker), contratado pela esposa de Gustavo (Luis Melo) para rivalizar com Nick.

Ou seja, o núcleo acabou perdendo o objetivo inicial, virando um parte cômica totalmente dispensável. Sempre houve comicidade durante as conversas no salão, afinal, é um lugar onde fofocas sempre acontecem. Mas, depois das reclamações do famigerado 'grupo de discussão' a respeito da falta de 'leveza' da trama, o autor exagerou na dose.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Débora Bloch é o grande destaque de "Treze Dias Longe do Sol"

Em uma minissérie com um elenco tão bem escalado, é até injusto mencionar apenas um ator. Porém, é inegável que Débora Bloch é o grande nome de "Treze Dias Longe do Sol", trama escrita por Elena Soárez e Luciano Moura, exibida pela Globo logo após "O Outro Lado do Paraíso", cujo enredo sufoca quem assiste, em virtude de todos os desdobramentos angustiantes ao longo dos capítulos.


Gilda é o perfil mais complexo da história e o mais atrativo. Sócia de Saulo (Selton Mello) no empreendimento em torno da construção do edifício comercial que desabou, a empresária demonstra uma frieza assustadora diante dos negócios e toda a sua conduta em torno do resultado trágico que a ambição do sócio ocasionou desperta nojo. Ela simplesmente ignora a dor das vítimas e só pensa em se safar das investigações da polícia, deixando de lado qualquer moralidade.

A influente mulher faz questão de incriminar um inocente ---- o passional Newton (Enrique Diaz) ----, sem pensar nas consequências, e ainda despacha todos os funcionários contratados irregularmente para evitar o flagra da imprensa.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Rosamaria Murtinho fez uma breve, mas marcante participação em "Deus Salve o Rei"

A nova novela das sete da Globo mal estreou, mas já é visível a qualidade dos figurinos e cenários, além da fotografia deslumbrante. "Deus Salve o Rei", escrita por Daniel Adjafre e dirigida por Fabrício Mamberti, ainda tem o trunfo de um bom elenco escalado, sendo necessário fazer uma menção especial nesse começo de história: a luxuosa participação de Rosamaria Murtinho interpretando a rainha Crisélia.


A grande atriz estava afastada das novelas desde "Amor à Vida", em 2013, quando viveu a interesseira Tamara. Esse retorno, cinco anos depois, foi mais do que bem-vindo, principalmente porque valorizou seu imenso talento. A rainha de Montemor foi uma das figuras centrais do início do enredo e peça fundamental da trama em torno dos herdeiros do trono, os príncipes Afonso (Rômulo Estrela) e Rodolfo (Johnny Massaro), netos da toda poderosa.

A personagem foi a primeira a aparecer na estreia da novela e seu discurso para os súditos, falando sobre a chegada da água em Montemor, expôs a altivez daquela forte mulher. Porém, logo a trama exibiu os delírios de Crisélia, que sofria de Mal de Alzheimer em uma época que a doença sequer era imaginada.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Mudança no júri deixou "The Voice Kids" ainda melhor

A terceira temporada do "The Voice Kids" estreou no dia 7 de janeiro e não poderia ter começado melhor. Marcou 20 pontos em São Paulo e 24 no Rio de Janeiro, índices dignos de horário nobre e que quebraram o recorde das duas temporadas anteriores. O prestígio do público faz jus ao formato, que segue com fôlego de sobra e ainda apresentou ótimas novidades em 2018.


Após o escândalo envolvendo Victor, acusado pela ex-esposa de tê-la agredido grávida, a dupla Victor e Léo acabou retirada do programa com razão. Ano passado, Léo ainda continuou sem o irmão, mas não havia como se manter agora. A escolha das substitutas não poderia ter sido melhor. Simone e Simaria nem pareciam estreantes na função e já começaram totalmente à vontade, esbanjando carisma e bom humor.

A dupla sertaneja feminina de sucesso mostrou que será um dos grandes trunfos da atual temporada, não somente pelas tiradas hilárias, como também pelos bons comentários a respeito das performances das crianças. Fica evidente que elas estão se divertindo e se emocionando com os pequenos.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"Treze Dias Longe do Sol" instiga e prende telespectador com um enredo sufocante

Coprodução da Globo com a O2 Filmes, "Treze Dias Longe do Sol" estreou nesta segunda-feira, dia 8, dois meses após já ter os seus dez capítulos disponibilizados na Globo Play ---- a emissora liberou a produção completa para assinantes da sua plataforma no dia 2 de novembro de 2017. A minissérie, escrita por Elena Soárez e Luciano Moura (dirigida pelo próprio Moura), conta uma instigante história em torno do desabamento de um prédio, dividindo o contexto entre os sobreviventes lutando pela vida nos escombros e os envolvidos no acidente tentando escapar da culpa.


A trama é viciante. Quem se aventurou pela Globo Play com certeza viu todos os capítulos em menos de uma semana. Os autores usaram habilmente tragédias reais provocadas por canalhice humana (como a queda do Edifício Palace II, em 1998, no Rio de Janeiro, por exemplo) para contar um enredo sombrio e sufocante, repleto de perfis dúbios e incrivelmente reais. O intuito é a exploração das reações mais radicais do ser humano frente aos seus limites em situações extremas, revelando não só o instinto de sobrevivência (literal ou não), como também o verdadeiro caráter de cada um.

No início do primeiro capítulo, há um elemento de tensão que acaba sendo o protagonista: o temporal que cai enquanto a obra do prédio (construído para ser um centro médico) é realizada. Enquanto a chuva desaba do céu, o engenheiro Saulo (Selton Mello) se preocupa com os atrasos da equipe e ainda precisa lidar com a fiscalização de sua ex-namorada, Marion (Carolina Dieckmann), filha do dono desse empreendimento ---- o médico Rupp (Lima Duarte).

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

De um capricho impressionante, "Deus Salve o Rei" tem belíssima estreia

"Desde sempre, uma escolha diz o que você vai ser e o que vai viver. Uma escolha diz o que você terá e o que não terá. Uma escolha diz o que virá para o seu destino e para o seu reino. Desde sempre, você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você". Baseada nesta premissa ---- narrada em um criativo teaser mesclando várias épocas ----, "Deus Salve o Rei" estreou nesta terça-feira (09/01), substituindo o sucesso "Pega Pega", após uma intensa divulgação da Globo através de inúmeras chamadas e ações em mídias sociais sobre a nova produção das sete.


A novela é escrita pelo estreante Daniel Adjafre (em seu primeiro folhetim como autor titular, após vários trabalhos como colaborador na televisão e filmes em seu currículo) e dirigida por Fabrício Mamberti, idealizadores do ousado projeto, que quebra uma longa sequência de enredos contemporâneos em uma faixa quase sempre destinada a comédias leves. A última produção de época das 19h foi a fracassada "Bang Bang", em 2005, que não deixou boas lembranças para a Globo. Talvez por isso mesmo a emissora tenha investido tanto em divulgação na nova empreitada, fazendo de tudo para o grande público ser conquistado pela história medieval.

Tanto que pela primeira vez várias ações com fãs foram realizadas, cerca de três meses antes da estreia, já com o intuito de promover o enredo e apresentar a sinopse, além dos trabalhos gráficos em torno dos efeitos especiais e afins. Outro evento inédito foi a pré-estreia de "Deus Salve o Rei" em vários cinemas ao redor do país, realizada na segunda-feira, dia 8, e exibida para convidados especiais.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Esquecível e boba, "Pega Pega" não honrou sua ótima audiência

A estreia de Claudia Souto como autora solo, após anos trabalhando como colaboradora de vários escritores ---- entre eles Walcyr Carrasco ----, fez a alegria da Globo no horário das sete. "Pega Pega" teve uma audiência acima de qualquer expectativa e terminou com uma média geral de 29 pontos, maior índice desde o fenômeno "Cheias de Charme" (2012). Um feito e tanto. Ou seja, o objetivo da emissora foi cumprido: lançar um novo roteirista, recebendo um bom retorno em faturamento. Porém, o enredo não honrou essa média elevada e a repercussão da trama foi baixa, não acompanhando os impressionantes números.


A história já começou equivocada com o amor súbito e pouco convincente de Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz). Os mocinhos se apaixonaram perdidamente no primeiro capítulo e ainda na estreia se declararam perdidamente loucos de amor, com direito a transa e passeio de helicóptero romântico. Impossível ter comprado o romance dessa forma tão rasa. O resultado dessa construção apressada foi o fracasso do par, que não teve química alguma e não demorou para perder importância no folhetim ao longo dos meses. Para culminar, os perfis também eram desinteressantes e insossos. 

Luiza, por exemplo, não teve um drama particular sequer. Seu único conflito foi a falência do avô, Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), depois que o Carioca Palace foi roubado durante a venda. Ainda assim nem era um problema dela e, sim, do avô. Suas brigas bestas com Eric também não acrescentaram em nada, dando a clara impressão de preenchimento de tempo dos capítulos.