quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Megan, Davi e Manu de "Geração Brasil": um triângulo amoroso bastante equivocado

Triângulos amorosos fazem parte da teledramaturgia e são situações frequentes em todo folhetim. É praticamente impossível alguma novela não ter ao menos um. E as chances destes imbróglios amorosos ajudarem na movimentação história são grandes, tanto que os autores costumam recorrer a rompimentos, idas, vindas e troca de casais ao longo do desenvolvimento da trama. Mas é primordial que todo o conjunto esteja em harmonia para a estratégia dar certo, o que não tem acontecido em "Geração Brasil".


O triângulo Megan (Isabelle Drummond) - Davi (Humberto Carrão) - Manu (Chandelly Braz) começou de forma promissora, assim como toda a novela, vale ressaltar. Mas, à medida que os capítulos da novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira foram passando, ficou claro que os desdobramentos em cima desta história não foram acertados. O que poderia render ótimos conflitos, bons dramas e interessantes questionamentos, acabou virando uma mera superficialidade.

Davi é um típico nerd e iniciou a história tentando lançar seu projeto, um computador próprio chamado Júnior, que tem o objetivo de incluir digitalmente crianças carentes. Manu é uma nerd apaixonada por tecnologia que sabe tudo de computação, enquanto Megan é uma patricinha fútil e mimada.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os 25 anos de "Tieta", uma das novelas mais marcantes da teledramaturgia

No dia 14 de agosto, "Tieta" completou 25 anos de sua estreia. A novela escrita por Aguinaldo Silva e protagonizada por Betty Faria foi um marco na teledramaturgia e até hoje é lembrada pelos telespectadores, que transformaram esta obra em um estrondoso sucesso em 1989. A trama foi reprisada pelo "Vale a Pena Ver de Novo" entre 1994 e 1995, obtendo uma ótima audiência, matando as saudades do público.


A novela teve duas fases e a primeira contou com a participação de Cláudia Ohana vivendo a personagem-título. A história se inicia em Santana do Agreste, situada no nordeste brasileiro, com Tieta sendo expulsa de casa pelo pai (Zé Esteves - Sebastião Vasconcellos), que não tolerava o comportamento liberal da filha, tendo o apoio de Perpétua, sua outra filha, cuja personalidade era exatamente oposta.

A protagonista vai para São Paulo, enriquece, e volta 25 anos depois (coincidentemente, o mesmo tempo que se completa a estreia da novela) com o intuito de se vingar da família e de todos que a julgaram na época. Ela retorna, inclusive, na hora que está sendo rezada uma missa em sua memória, provocando um escândalo.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Elenco impecável engrandece "O Rebu"

As qualidades de "O Rebu" são inúmeras e quem acompanha a novela pode constatar isso em todos os capítulos. A trilha sonora é escolhida a dedo, os personagens transbordam ambiguidade, a direção é precisa, a fotografia escurecida é adequada, enfim, o que não falta é ponto positivo. Mas entre tantos acertos, é necessário fazer uma sucessão de elogios ao elenco que foi escalado para este remake.


Os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, e o diretor José Luiz Villamarim, conseguiram selecionar um time de ouro para esta tão primorosa obra. Os atores, incluindo os mais jovens e os mais experientes, são grandes profissionais e todos estão em estado de graça no remake. Além de ser fisgado pela história bem amarrada e que se passa em 24 horas, o telespectador se encontra hipnotizado pelas atuações desta respeitada seleção de apaixonados pelas artes dramáticas.

Patrícia Pillar e Sophie Charlotte honram a posição de protagonistas e estão fazendo uma ótima dupla. Os trabalhos mais recentes de Patrícia consistem em três grandiosas atuações: a inesquecível e demoníaca Flora, de "A Favorita"; a arrogante Constância, de "Lado a Lado"; e a problemática Isabel Favais, em "Amores Roubados".

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Super Chef Celebridades" reúne todos os ingredientes de um ótimo reality de culinária

O "Mais Você" estreou mais uma edição do "Super Chef Celebridades". Após as duas bem-sucedidas edições anteriores ----- adaptadas do formato norte-americano 'Top Chef' ----, o programa comandado por Ana Maria Braga apostou novamente nesta fórmula de sucesso, onde famosos se aventuram na culinária durante três semanas, em busca do prêmio de 50 mil reais para o grande chef de cozinha.


André Marques, Thaíssa Carvalho, Fábio Lago, Paula Barbosa, Jéssika Alves, Thiago Mendonça, Rodrigo Andrade e Roberta Rodrigues foram os escolhidos para esta terceira edição e mais uma vez a seleção foi muito acertada. Todos começaram se interessando pelas dicas dadas durante os workshops e o nível de competitividade está alto, como deve ser mesmo.

O grupo está muito entrosado e André Marques é o principal responsável pelo bom humor dos integrantes com suas tiradas. Já Paula Barbosa mostrou ter o gênio forte de Gina, sua ótima personagem em "Meu Pedacinho de Chão".

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Com bons personagens, atrativa trama e promissor elenco, "Malhação Sonhos" honra o universo adolescente

Com pouco mais de um mês no ar, a vigésima-segunda temporada de "Malhação" já pode ser considerada um grande acerto da Globo. A história apresentada pelos autores vem sendo bem desenvolvida, os personagens são bem construídos, os dramas e conflitos são verossímeis, a trilha sonora foi bem escolhida e os atores escalados, em sua grande maioria, estão dando conta do recado. Para melhorar ainda mais o quadro, a audiência vem correspondendo e as primeiras semanas já alcançaram uma média maior que a da fase passada, apelidada de 'Casa Cheia'.


Claro que ainda é muito cedo para qualquer constatação, uma vez que "Malhação Sonhos" ficará um ano no ar; porém, as qualidades estão cada vez mais evidentes. Rosane Svartman e Paulo Halm estão conseguindo atrair o telespectador com um enredo teoricamente simples, mas muito interessante justamente por causa da naturalidade dos acontecimentos que permeiam a história. Todos os personagens são explorados e têm seus dramas, evitando qualquer tipo de perfil avulso ou que prejudique o andamento do roteiro.

A ideia de mesclar música com esporte deu muito certo. A história foi enriquecida com dois ótimos panos de fundo, que além de servirem de ambiente para várias cenas, ainda são vitais para os conflitos dos perfis interpretados pelo elenco jovem e também pelo time de atores mais experiente.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Com uma história que foge do comum, "Animal" desperta interesse e mostra ousadia do GNT

O Canal GNT apostou em uma nova série, após o começo da terceira temporada de "Sessão de Terapia". No dia 6 de agosto, às 23h, estreou "Animal", superprodução do canal pago, em uma inédita parceria com a Globo ---- a emissora era detentora do projeto, mas como não tinha espaço em sua grade, optou em ceder para a Globosat. Desenvolvida pelo diretor Paulo Nascimento e protagonizada por Edson Celulari, a trama de suspense é recheada de mistérios, que começam a ser desvendados a partir do primeiro capítulo, com a volta de Dr. João Paulo Gil à sua cidade natal, após 50 anos.


Biólogo, Gil retorna à fictícia Monte Alegre com um objetivo: encontrar a cura da sua doença rara, a teriantropia ---- que existe de fato. A enfermidade é uma espécie de esquizofrenia, onde a pessoa acredita que tem características de um puma, chegando a desenvolver o olfato e a visão como se fosse mesmo o animal. E o problema também acaba deixando o doente com momentos de descontrole, onde a agressividade predomina, o transformando em um bicho. 

Gravada em Minas de Camaquã, interior do Rio Grande do Sul, a série começou de forma equivocada, com uma câmera de mão que tremia demais, provocando até um mal-estar em que estava assistindo. Claro que a situação foi proposital, mas o efeito causado não funcionou, pelo contrário, prejudicou o começo da trama.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Terceira temporada manteve as qualidades e os defeitos do "Na Moral"

A terceira temporada do "Na Moral" estreou no dia 3 de julho, quando o país ainda estava no clima de Copa do Mundo. O programa apresentado por Pedro Bial e dirigido por José Lavigne, claro, aproveitou o tema propício e logo começou falando sobre a 'Identidade Nacional', chamando, entre os convidados, o grande Tony Ramos, que deu uma aula de sabedoria. Ou seja, o começo do terceiro ano da atração foi promissor.


E as qualidades dos debates se mantiveram ao longo desta temporada, da mesma forma que nas duas anteriores. O "Na Moral" mostrou que continua com fôlego e as conversas ainda rendem bastante. Vale destacar a edição do dia 17 de julho, que foi exibida 'ao vivo', cujo tema era 'O Homem Digital'. O objetivo era debater sobre a internet e o quanto que as redes sociais tomam o tempo de cada pessoa. A conversa rendeu e o melhor momento foi quando Pedro Bial leu no ar as críticas que faziam a ele, aos convidados (o jornalista Arnaldo Jabor entre eles) e ao programa.

A situação foi inesperada e fez valer a interatividade 'verdadeira', ou seja, aquela onde se lê comentários aleatórios e não só os que elogiam. Foi um dos bons momentos desta temporada. Ainda foram exibidos ótimos debates sobre consumismo, maioridade penal (que sempre provoca polêmica),

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Após uma primeira fase impecável, história central segue sendo o grande atrativo de "Império"

A primeira fase de "Império" foi impecável. Marjorie Estiano, Vanessa Giácomo, Chay Suede e Regina Duarte foram os grandes destaques e engrandeceram os quatro primeiros capítulos. A história também prendeu a atenção. Entretanto, as dúvidas sobre o que viria na segunda fase se faziam presentes. A chance de provocar uma decepção, como ocorreu com "Em Família", era grande. Mas, passadas algumas semanas, é incontestável que a nova novela de Aguinaldo Silva continua bastante atrativa, principalmente em cima da trama central.


Toda a história que envolve o protagonista José Alfredo (Alexandre Nero) desperta interesse e os desdobramentos têm sido o grande ponto alto de "Império". Isso porque as duas grandes vilãs estão nele, assim como o ambíguo comendador e sua família milionária. Cora (Drica Moraes) e Maria Marta (Lilia Cabral) são as melhores personagens de longe, representando a maldade na pobreza e na riqueza, respectivamente. E as atrizes estão em estado de graça. Já o arrogante, grosseiro, infeliz e ambíguo personagem central está sendo brilhantemente interpretado pelo ator, que ganhou um papel grandioso.

A trama que ficou encaminhada na primeira fase, está sendo bem desenvolvida e ficou ainda melhor com o falecimento de Eliane (Malu Galli). Primeiramente, porque a cena proporcionou um momento extraordinário de Drica Moraes, que impressionou no momento que Cora constatou que sua irmã morreu e misturou alegria com tristeza, soltando um grito de choro, logo seguido de uma gargalhada diabólica.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"Sessão de Terapia" estreia terceira temporada com mesma qualidade e fôlego renovado

Com duas temporadas de sucesso, se firmando como a melhor série do Canal GNT e uma das melhores séries nacionais, "Sessão de Terapia" estreou sua terceira temporada no dia 4 de agosto, uma segunda-feira. Adaptada da produção israelense "Be Tipul", esta nova fase da trama seguirá um caminho independente, ao contrário do que ocorreu com as duas anteriores, já que a história original só teve duas temporadas.


Dirigido novamente por Selton Mello, o novo ciclo de episódios é 100% brasileiro, com personagens desenvolvidos pela roteirista Jaqueline Vargas. E de acordo com o que foi visto na primeira semana de exibição, a identidade nacional se faz presente, já que muitos clichês novelísticos passaram a fazer parte da trama. Isso porque há temas clássicos de novelas como alcoolismo, violência contra a mulher, drogas, um homossexual reprimido, enfim. No entanto, a qualidade da produção não é afetada.

A série continua intensa e com histórias bem envolventes, onde os conflitos do protagonista Theo (Zécarlos Machado) seguem sendo o foco principal. Aliás, a segunda temporada, embora tenha sido baseada no formato israelense, foi bastante modificada em virtude do psicólogo, que teve os dramas bem aprofundados, como a morte do pai e o suicídio de um de seus pacientes.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Marco Nanini e Marieta Severo: uma dupla de talento

Eles têm uma amizade de 41 anos, são grandes atores, têm diversas peças de teatro, filmes e novelas no currículo, e ambos terminam em 2014 uma parceria iniciada em 2001 na série "A Grande Família". Marco Nanini e Marieta Severo são duas figuras queridas pelo público e amplamente elogiadas pela crítica. É sempre um prazer vê-los em cena, juntos ou separados. Portanto, não há dúvidas de que eles formam uma dupla que transborda talento.


Marco Nanini é um dos grandes atores do país e Marieta Severo uma das mais respeitadas atrizes brasileiras. Os dois, além de terem esta qualidade em comum, também são apaixonados pelo mundo das artes dramáticas. Os dois são multifacetados e investem muito no teatro. Ele é diretor teatral, dramaturgo, produtor teatral e fundou o Galpão Gamboa (junto com Fernando Libonati) ---- instituição que trabalha com inserção social através de distribuição de ingressos para espetáculos e contratação de jovens para área de figurino, cenografia e afins ----, enquanto que ela criou o Teatro Poeira, em parceria com sua grande amiga Andreia Beltrão.

Nanini atuou em mais de 35 peças teatrais e tem mais de 20 filmes no currículo. Marieta tem mais de 25 peças e mais de 30 filmes. Na televisão, ambos também têm uma carreira extensa. São muitas novelas e vários personagens bem interpretados.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"O Rebu": uma produção de qualidade inquestionável

A estreia de "O Rebu" foi empolgante. Repleta de luxo, com um grande elenco, personagens ambíguos, trilha sonora impecável, trama instigante e fotografia lindíssima, a novela causou uma ótima primeira impressão em seu primeiro capítulo. E, após algumas semanas no ar, pode-se constatar com bastante tranquilidade que o remake escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg é um produto de qualidade inquestionável.


Dirigida por José Luiz Villamarim, a novela tem apresentado uma sucessão de cenas tensas e muito bem interpretadas, onde se observa claramente a competência do diretor extraindo tudo o que pode deste tão bem escalado elenco. Passada em 24 horas ----- a noite da festa e a manhã seguinte ----- e repleta de flashbacks reveladores, a história é muito mais do que o mistério que cerca o assassinato de Bruno (Daniel de Oliveira). E todos os seus meandros vão sendo apresentados ao público aos poucos, através dos podres dos convidados.

Isso porque todos os personagens têm falhas de caráter e telhado de vidro. Não há ninguém confiável. A novela é engrandecida com vários tipos complexos e ambíguos, onde não se sabe quem tem mais ou menos motivos para temer as investigações da polícia. O único fato concreto é que não há santo na história e nem aquele típico mocinho ou mocinha de folhetim.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Mussum: 20 anos sem um dos melhores humoristas do país

Na última terça-feira de julho (29/07), completou-se 20 anos da morte de Mussum em decorrência de complicações após um transplante de coração, em São Paulo. O mais querido dos trapalhões ainda é muito lembrado nas redes sociais graças aos memes (imagens, frases e vídeos que ganham grande popularidade) multiplicados constantemente na internet.


Nascido no dia 7 de abril de 1941, Antônio Carlos Bernardes Gomes teve origem humilde ---- nasceu no Morro da Cachoeirinha, no Lins de Vasconcellos, zona norte do Rio de Janeiro ----, trabalhou como mecânico, serviu o exército por oito anos e integrou o grupo musical "Os Originais do Samba" antes de se aventurar no humor, onde ficou imortalizado. Estreou no humorístico "Bairro Feliz" (Globo - 1965) para substituir um humorista que não havia comparecido e ganhou o apelido de Muçum (peixe preto) do saudoso Grande Otelo. Somente em 1973 entrou para "Os Trapalhões", que na época era um trio, já que o também saudoso Zacarias só entrou em 1974. E não demorou muito para o grupo virar mania nacional.

Foram muitos anos de sucesso e Mussum sempre foi o trapalhão mais querido. O humor politicamente incorreto que cercava o personagem divertia sem provocar polêmicas inúteis e todos os quadros abusavam do escracho, onde quase sempre a bebida alcoólica era usada como 'fiel escudeira' do amigo de Didi, Dedé e Zacarias.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Com uma trilha sonora memorável, "Boogie Oogie" estreia com muitos clichês e uma boa dose de saudosismo

Saiu de cena o mundo lúdico de "Meu Pedacinho de Chão" e entrou no lugar a discoteca, febre nos anos 70. Dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, "Boogie Oogie" estreou, nesta segunda (04/08), trazendo um clima de muito saudosismo ao horário das seis e exibindo um amaranhado de típicos clichês folhetinescos. Ao contrário da antecessora, que era marcada pela contemplação, a nova novela começou com um ritmo ágil, com o intuito de apresentar a trama principal e as secundárias para o telespectador, sem maiores enrolações.


O primeiro capítulo iniciou exibindo a cena do acidente de avião sofrido por Rafael (Marco Pigossi), no Rio de Janeiro, que perde o controle do monomotor e acaba caindo em pleno Elevado da Perimetral (demolido recentemente). A tragédia é o ponto de união da trama central, já que o noivo da mocinha Sandra (Isis Valverde) ---- que estava indo se casar ---- socorre o rapaz, o salva, mas acaba morrendo. Ao contar a triste notícia na igreja, o rapaz se sentirá culpado e balançado emocionalmente. A partir desta ironia do destino, o casal protagonista será formado e o enredo principal desvendado. A sequência da queda da aeronave foi primorosa e os efeitos especiais da explosão impressionaram.

Porém, foi equivocado começar o capítulo com uma cena do futuro, para depois voltar ao passado e contar o que havia ocorrido um dia antes. Parece que virou uma regra a utilização deste recurso em folhetins. Todos agora usam esta fórmula, que já está ficando batida.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Altas Horas" homenageia os anos 90 e proporciona uma gostosa nostalgia ao telespectador

O "Altas Horas" deste sábado (04/08) foi temático. O programa comandado por Serginho Groisman foi dedicado aos anos 90, lembrando de tudo o que marcou aquela época, nem tão distante e nem tão próxima. Para isso, Maitê Proença, Tande, Bianca Rinaldi e Fábio Assunção foram convidados para uma compacta retrospectiva a respeito de suas carreiras e vários cantores que fizeram sucesso na época também marcaram presença.


Foi um ótimo programa. Maitê relembrou do tempo que era considerada a musa do momento, Tande da conquista história das olimpíadas de Barcelona em 1992, Bianca do fenômeno das paquitas da Xuxa e Fábio do início de sua carreira, marcada pelo sucesso da novela "Vamp". O clima de nostalgia, obviamente, esteve presente do início ao fim da atração, que ainda contou com a presença de vários músicos.

Sidney Magal cantou o clássico 'Me chama que eu vou', tema de abertura de "Rainha da Sucata", e Gabriel - o pensador falou de suas músicas que eram febre. Já Buchecha (que fazia dupla com o falecido Claudinho) relembrou os bons tempos com seu funk que continua agradando.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": chegou ao fim um mundo mágico em forma de novela

O mundo encantado de "Meu Pedacinho de Chão" se despediu do telespectador nesta sexta-feira (01/08). O remake de Benedito Ruy Barbosa (a obra original é de 1972) foi transformado em uma linda fábula pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que se 'apossou' do folhetim, ousou ao apostar no tom lúdico e conseguiu deixar esta produção impecável esteticamente. Assim que estreou, a novela impressionou pelo capricho dos cenários e das cenas poéticas, que foram alguns dos pontos altos da história.


O diretor acertou em cheio ao apostar em uma linguagem mais teatral, fazendo jus ao colorido do figurino e aos naturais exageros fantasiosos da cidade cenográfica, onde os troncos das árvores eram de várias cores e os animais de brinquedo. Luiz Fernando Carvalho sempre foi ousado em seus trabalhos, mas muitas vezes esta sua ousadia prejudicava a produção em virtude dos excessos. As séries "A Pedra do Reino" e "Capitu" são alguns exemplos. Porém, neste remake, sua interferência funcionou como um atrativo e tanto dentro de um folhetim que pecou por não ter apresentado conflitos que despertassem interesse e movimentassem a história.

A novela tinha uma trama simples, poucos acontecimentos relevantes e várias situações já vistas em obras de Benedito: um padre simpático e comilão, dois fazendeiros poderosos que se detestam e acabam tendo que se entender porque seus respectivos filhos se apaixonam, um capataz que serve cegamente ao vilão,

quinta-feira, 31 de julho de 2014

"Boogie Oogie": o que esperar da próxima novela das seis?

A próxima novela das seis da Globo, que substituirá a lúdica "Meu Pedacinho de Chão", será de um estreante: Rui Vilhena. Argumentista português, o autor ---- que nasceu em Moçambique e passou a infância e adolescência no Rio e em Niterói ---- escreveu várias novelas para a RTP (empresa estatal portuguesa que inclui rádio e televisão públicas) e foi convidado por Aguinaldo Silva para ser um de seus colaboradores em "Fina Estampa" (2011). Após esta experiência, Rui acabou ganhando a chance de lançar um folhetim seu na emissora. A partir de então, nasceu "Boogie Oogie".


A história será passada na década de 70, trazendo de volta a discoteca, que fez tanto sucesso na época de "Dancin `Days". Aliás, esta característica acabou provocando comparações com a novela da Record, "Pecado Mortal", de Carlos Lombardi, recém-terminada, que também abordou a década em questão. Mas polêmicas à parte, a trama se beneficiará muito do período que usará como pano de fundo, uma vez que a trilha sonora marcou muitas gerações, assim como a moda, costumes, enfim.

Porém, as limitações da Classificação Indicativa atrapalharão a veracidade da obra. O uso de drogas (comum nos anos 70), por exemplo, não será mostrado, assim como bebidas alcoólicas e cigarro. As imposições do Ministério da Justiça, lamentavelmente, continuam prejudicando a produção de vários folhetins e agora não será diferente.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os vencedores da 16ª edição do "Prêmio Contigo"

A décima-sexta edição do "Prêmio Contigo!" de Televisão aconteceu nesta segunda-feira (29/07), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Encerrando a leva de prêmios das produções referentes ao ano de 2013 ---- embora tenha contado também com algumas indicações de 2014 ----, a premiação da revista mais uma vez esbanjou luxo e reuniu vários artistas do cenário nacional. Não houve muita surpresa entre os vencedores e a maioria das escolhas foi justa.


Ao contrário do que ocorreu nos anos anteriores, não houve transmissão do evento pela internet, o que prejudicou o acompanhamento do grande público. No entanto, através de várias fotos e divulgação dos premiados, o telespectador foi informado sobre tudo o que ocorria na festa. Apresentado por Taís Araújo e Lázaro Ramos, a premiação começou com a categoria Melhor Atriz Coadjuvante. E, mais uma vez, Elizabeth Savalla saiu vencedora pela sua brilhante atuação em "Amor à Vida", na pele da ex-chacrete Márcia. Ela disputou com Bruna Linzmeyer ("Amor à Vida"), Carla Cabral ("Pecado Mortal"), Giovanna Antonelli ("Em Família"), Tainá Muller ("Em Família") e Mariana Rios ("Além do Horizonte").

A segunda categoria foi Melhor Ator Coadjuvante. E Thiago Fragoso faturou graças ao seu Carneirinho, de "Amor à Vida". Niko foi um personagem ótimo, protagonizou ao lado de Félix um beijo histórico, e o ator o defendeu com competência, tendo novamente seu talento reconhecido.

terça-feira, 29 de julho de 2014

"Geração Brasil": uma novela com muito concurso e pouca história

Acabou a Copa do Mundo e a novela já está praticamente na metade. Não há mais desculpa. "Geração Brasil", infelizmente, não conseguiu se sustentar por muito tempo. Após uma estreia empolgante, a trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira começou a apresentar claros problemas no enredo, ou melhor, na falta dele. E à medida que os capítulos foram sendo exibidos, principalmente depois do período conturbado da Copa, foi possível constatar que há história de menos e concursos demais.


Isso porque até agora não houve uma trama ou um conflito que prenda a atenção do telespectador. O único personagem que apresenta algum drama é Jonas Marra (Murilo Benício). O protagonista é uma espécie de Steve Jobs brasileiro, construiu um império da tecnologia e descobriu que tem um aneurisma inoperável que pode matá-lo a qualquer momento. Porém, o personagem não se desenvolve e fica preso a situações repetitivas, como suas eternas discussões com a mãe (Gláucia Beatriz - Renata Sorrah) e idas e vindas com Pâmela (Cláudia Abreu), por exemplo.

Já os demais personagens (e são muitos, pois é elenco é grande) ficam soltos na novela, sem muita função. Manuela (Chandelly Braz) e Davi (Humberto Carrão) formam o casal protagonista mas não há conflitos na relação e nada que desperte algum interesse. Megan (Isabelle Drummond) tem como única função correr atrás de Davi e provocar sua rival.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O talento de Osmar Prado

Osmar Prado é um dos grandes atores do país. Com uma carreira sólida no teatro, no cinema e na televisão, o ator tem bons motivos para comemorar o ano de 2014. Após se curar de um câncer nas amídalas, ele simplesmente voltou ao trabalho com todas as forças e foi escalado para duas produções que souberam aproveitar seu talento: "Amores Roubados" e "Meu Pedacinho de Chão".


Na microssérie exibida em janeiro deste ano, escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, dirigida por José Luiz Villamarim, Osmar deu vida ao poderoso e influente empresário Roberto Cavalcanti, que era traído por sua esposa Celeste. O ator deu um show de atuação na pele deste personagem e fez grandiosas cenas com Dira Paes, que interpretava sua mulher. Foram grandes momentos. E cerca de três meses depois, em abril, entrou na novela das seis, que já está perto de seu término.

Em "Meu Pedacinho de Chão", Osmar Prado pôde mais uma vez crescer em cena vivendo um poderoso coronel. No caso, o Coronel Epaminondas, que inicialmente aparentava ser o grande vilão da história, mas depois acabou virando apenas um velho reclamão e rabugento, com bons toques de comicidade.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Marjorie Estiano: o grande destaque da primeira fase de "Império"

A estreia de "Império" foi promissora. A primeira fase da novela já estava prometendo com atrativas chamadas e os quatro capítulos correspondentes honraram as qualidades apresentadas. Reginaldo Faria e Regina Duarte fizeram excelentes participações, Chay Suede convenceu na pele de José Alfredo jovem, enquanto que Vanessa Giácomo deu um show vivendo a doce e sofrida Eliane, não lembrando em nada a demoníaca Aline, de "Amor à Vida". Mas entre todas estas boas atuações, é preciso fazer jus ao desempenho grandioso de uma atriz que mais uma vez comprovou sua competência: Marjorie Estiano.


Escalada para viver a vilã Cora na primeira fase, Marjorie honrou a confiança de interpretar uma das personagens mais importantes da história de Aguinaldo Silva e que já está sendo interpretada pela grande Drica Moraes na segunda fase, iniciada nesta quinta-feira (24/07). Assim que surgiu no primeiro capítulo, a atriz já mostrou que roubaria a cena na pele de um perfil muito bem construído pelo autor. E de fato roubou.

Rancorosa, amargurada e fria, a personagem não pode ser classificada como uma simples vilã. Afinal, apesar de todas as características citadas e de ter arruinado o romance de Eliane com o cunhado José Pedro, a mulher mostrou uma preocupação extrema por sua irmã, a defendeu do agressivo marido (Evaldo - Thiago Martins) e,

quinta-feira, 24 de julho de 2014

"Meu Pedacinho de Chão" e a hipocrisia do Ministério da Justiça

Recentemente, foi noticiado em vários veículos da imprensa que o Ministério da Justiça passou a 'monitorar' "Meu Pedacinho de Chão", ameaçando proibi-la de ser classificada como 'Inadequada para menores de 10 anos', alterando para 'Inadequada para Menores de 12 anos', o que implicaria na proibição de sua exibição antes das 20h. A notícia é absurda por si só e acaba expondo a hipocrisia que reina nas vigilâncias em cima de atrações televisivas, que nada mais são do que uma espécie de censura disfarçada com um nome mais pomposo.


O argumento do Ministério da Justiça para a nova classificação do remake é a exibição de cenas de drogas lícitas (no caso o álcool). Isso porque há algumas sequências onde personagens, como Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) e Coronel Epaminondas (Osmar Prado), bebem cachaça enquanto conversam em casa ou no bar. A Globo se comprometeu a tomar 'cuidado' para evitar a reclassificação.

Mas de acordo com o histórico do Ministério, toda esta 'polêmica' não dará em nada, até porque o remake escrito por Benedito Ruy Barbosa e dirigido por Luiz Fernando Carvalho chegará ao fim em agosto. Então nem haverá tempo hábil para qualquer medida e ainda que houvesse, ela também não seria tomada.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Tudo Pela Audiência": um divertido deboche aos formatos apelativos da televisão brasileira

Apostando mais uma vez no humor, após o grande lançamento do sitcom "Vai que Cola" em 2013, o Multishow estreou um novo programa na terça-feira da semana passada (15/07): o "Tudo Pela Audiência". Comandado por Tatá Werneck e Fábio Porchat, a atração tem uma proposta muito criativa: expor todas as apelações que costumam permear os canais abertos, satirizando vários programas de auditório que usam todos os subterfúgios possíveis com o intuito de elevar os índices do Ibope.


A ideia é ótima e o título do programa é extremamente apropriado. Afinal, o que se vê na atração é realmente um conjunto de situações apelativas com a intenção de elevar a audiência. Mas este conjunto nada mais é do que uma soma de vários programas de auditório conhecidos do grande público e que lutam diariamente (ou semanalmente) por uns pontos a mais no Ibope. O intuito é debochar das fórmulas já desgastadas mas que, por incrível que pareça, ainda funcionam.

São vários quadros apresentados ao longo do programa, que tem uma hora de duração e é exibido de segunda a sábado, às 22h30. Entre eles, há o 'Pra quem você tira o pastel?" ----- quadro que faz uma sátira ao 'Pra quem você tira o Chapéu', do 'Programa Raul Gil', do SBT -----, onde o convidado escolhe um pastel (dentro de cada um há o nome de alguém ou alguma coisa, no mesmo esquema do quadro original), que está grudado no corpo de uma mulher com um biquíni minúsculo.