segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os destaques do ano

Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2018, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Orgulho e Paixão".
A melhor novela de 2018 com louvor. Marcos Berstein estreou como autor solo com o pé direito, após um trabalho criticado em parceria com Carlos Gregório, quando escreveu a ousada "Além do Horizonte", em 2013. A novela das seis, baseada em vários livros de sucesso da escritora Jane Austen, foi irretocável. Foram vários casais apaixonantes, um elenco muito bem escalado, personagens construídos com excelência e uma trilha sonora de qualidade. A trama ainda abordou temas importantes, como violência contra a mulher, racismo e homossexualidade, mesmo ambientada em 1910. Vale citar também os lindos musicais e o destaque de vários atores, como Gabriela Duarte, Ary Fontoura, Agatha Moreira, Rodrigo Simas, Nathalia Dill, Alessandra Negrini, Natália do Vale, entre tantos mais. O colorido Vale do Café deixou muita saudade.



"Malhação - Viva a Diferença".
Após duas temporadas repletas de erros escritas por Emanuel Jacobina, Cao Hamburger veio para devolver a qualidade ao longevo seriado adolescente. Com uma direção ótima de Paulo Silvestrini, a trama abordou diversos temas pertinentes com propriedade e presenteou o público com personagens humanos, cheios de qualidades e defeitos. O universo adolescente foi retratado com total realismo, vide festas regadas a drogas e bebidas alcoólicas, além de conflitos verossímeis em torno dos jovens. A história ainda teve o diferencial de não ter sido focada em casais e, sim, na força da amizade do quinteto central, representado por Lica, Tina, Keyla, Ellen e Benê. Mas também houve espaço para bons romances, todos repletos de sensibilidade e química ("Gunê", "Keyto", "Tinderson", "Jotellen", "Limantha", por exemplo). E as cinco atrizes que protagonizaram foram selecionadas a dedo: Manoela Aliperti, Ana Hikari, Gabriela Medvedovski, Heslaine Vieira e Daphne Bozaski deram um show. Pena que a temporada substituta tenha descido tanto o nível.


domingo, 30 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Com mais de cento e vinte cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.



Melhores Atrizes:



1- Fernanda Montenegro.
A vidente Mercedes foi uma das principais personagens de "O Outro Lado do Paraíso" e valeu muito acompanhar a valorização de uma das maiores atrizes brasileiras no fenômeno de Walcyr Carrasco. Fernanda protagonizou várias cenas emocionantes na trama e ainda formou um lindo casal com o também grande Lima Duarte.


2- Marieta Severo.
Sophia foi uma vilã que fez jus ao seu posto em "O Outro Lado do Paraíso". Após a bem-sucedida parceria com Walcyr em "Verdades Secretas", a atriz repetiu o sucesso ao lado do autor e deu show na pele da ambiciosa mulher que matava seus inimigos a tesouradas. Uma de suas melhores cenas, vale lembrar, foi o AVC sofrido pela víbora em pleno julgamento. O trabalho corporal da veterana impressionou.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e mais uma vez o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, séries e minisséries emocionaram, impactaram ou divertiram ao longo de 2018. E muitas sequências merecem menção para relembrar o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.





Emília conhece o mar em "Entre Irmãs":
A Globo transformou o ótimo filme em minissérie e uma das mais belas cenas é o momento em que a sofrida e ingênua Emília se depara com o mar graças a Lindalva, mulher moderna com quem teve um rápido relacionamento e conheceu o sexo com amor. Marjorie Estiano nem precisou de falas para expor a emoção da personagem. Letícia Colin ótima também.



Luzia e Emília se reencontram e se despedem em "Entre Irmãs":
Após uma dolorosa separação anos atrás, as sofridas irmãs se reencontraram e Vitrola --- que havia fugido com os cangaceiros e se tornado a líder deles, após a morte de seu amor --- deixou seu filho para a irmã cuidar, já sabendo que dificilmente sobreviveria ao confronto contra a guarda. Que show de Nanda Costa e Marjorie Estiano. Emoção à flor da pele.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os melhores casais do ano

Ao contrário de todos os sites e blogs, que optam em apenas selecionar os destaques e os piores do ano, o De Olho Nos Detalhes também engloba outra categorias nas listas de retrospectivas. E um dos diferenciais do meu modesto espaço é listar os melhores pares românticos das tramas. Em 2018, tivemos casais apaixonantes em vários horários, mas "Orgulho e Paixão" foi a novela que mais contou com romances cheios de química. Mas outras faixas também tiveram sua fatia de romantismo. Vamos ao casais.





Ernesto e Ema ("Orgulho e Paixão"):
O romance do italiano desbocado com a sua Baronesinha não estava previsto no roteiro da primorosa novela de Marcos Berstein. Na verdade, até estava. Mas seria apenas um rápido conflito para par "oficial": Jorge (Murilo Rosa) e Ema. Todavia, a relação cheia de tapas e beijos conquistou o público e o casal virou um dos trunfos da história, dividindo o protagonismo com os irmãs Benedito. Rodrigo Simas e Agatha Moreira transbordaram química e a música "Ficar", de Anavitória, combinou lindamente com o par.



Clara e Patrick ("O Outro Lado do Paraíso"):
A novela de Walcyr Carrasco foi o maior fenômeno do ano e a cumplicidade da mocinha vingativa com o seu advogado logo despertou torcida por um romance. Os laços cada vez mais fortes acabaram virando uma linda história de amor, após muitas vinganças e planos contra os seus inimigos. O autor adiou o quanto pôde a primeira transa do par e só a exibiu no último capítulo. Mas a espera valeu a pena e a sequência protagonizada por Thiago Fragoso e Bianca Bin elevou a temperatura do final da trama.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os piores do ano

As retrospectivas de fim de ano viraram uma tradição e esse blog tem o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de triste perdas do meio artístico em 2018, chegou a hora de das listas de piores, melhores casais, atores e cenas. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Em comparação com 2017, tivemos até menos produções citadas. Todavia, isso se deve ao fato do ano ter sido marcado pela Copa do Mundo e Eleições, o que implicou em menos produtos levados ao ar em virtude das respectivas coberturas. Mas, ainda assim, vamos aos selecionados.




"Malhação - Vidas Brasileiras":
Patrícia Moretzohn resolveu adaptar o formato da série canadense "30 Vies", mudando o protagonismo do enredo a cada 15 dias, mas não funcionou. O esquema adotado pela autora deixou todos os dramas superficiais e aniquilou qualquer possibilidade do público se envolver com os enredos, ainda mais exibindo conflitos que eram solucionados magicamente em menos de dez dias. O elenco escalado também deixa a desejar e vale lamentar uma atriz talentosa como Camila Morgado em um perfil central tão desinteressante quanto a professora Gabriela. A péssima audiência reflete o que vem sendo apresentado para os telespectadores. Várias vezes já perdeu a liderança para o sensacionalista "Cidade Alerta", da Record, fato que nunca havia ocorrido antes.



"Segundo Sol":
Após a equivocada "A Regra do Jogo", João Emanuel Carneiro tinha a missão de reverter a má impressão da sua novela exibida em 2015 e trazer de volta a empolgação do público, vista em seus folhetins anteriores, como "Da Cor do Pecado", "A Favorita" e "Avenida Brasil". Porém, o autor conseguiu o efeito contrário: escreveu sua pior trama. A ideia era contar a vida de um cantor de axé decadente, Beto Falcão, mas o enredo se voltou para o drama repetitivo de Luzia, uma das mocinhas mais imbecis e passivas dos últimos anos. A história andou em círculos e apenas a primeira fase despertou atenção. A segunda se mostrou um erro do início ao fim e a audiência foi apenas morna (33 pontos de média, seis a menos que "O Outro Lado do Paraíso" e igual a de "Império", de 2014). Nem mesmo a reta final empolgou. Destaque apenas para o bom desempenho do elenco, entre eles Adriana Esteves, Kelzy Ecard, Claudia Di Moura, Giovanna Lancellotti, Letícia Colin, Chay Suede, Deborah Secco, Vladimir Brichta, entre outros.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os artistas que deixaram saudades

O ano de 2018 foi marcado pela derrota do Brasil na Copa do Mundo e eleições dominadas pelo clima de guerra entre os eleitores. As famigeradas "Fake News" também estiveram no centro das atenções. Um ano bem turbulento e recheado de tensão. Sabe-se lá o que se espera de 2019, mas as perspectivas não são das melhores. Além de tudo isso, o país ainda perdeu muitas figuras de imenso talento e queridas do grande público. É hora de lembrar essas tristes perdas.




Tônia Carrero (1922 - 2018):
A respeitada atriz estava afastada da televisão desde 2004, quando participou de "Senhora do Destino", e enfrentava uma hidrocefalia. Faleceu em março, aos 95 anos, vítima de uma parada cardíaca enquanto realizava um procedimento cirúrgico. Ela já não falava e nem se locomovia há um certo tempo.





Eloísa Mafalda (1924 - 2018):
A querida intérprete não fazia mais novelas desde 2002, época em que esteve no elenco de "O Beijo do Vampiro". A atriz resolveu se afastar porque não conseguia mais decorar textos e foi morar com a filha em um sítio em Petrópolis, onde cuidava de suas plantas. Faleceu em maio, vítima de insuficiência respiratória, deixando muitos fãs de luto.


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Feliz Natal!





Quero desejar aos leitores um Natal cheio de paz, saúde, luz e realizações. Agradeço a presença constante de todos no blog. Não só aqueles que comentam os textos, como também os que apenas leem as postagens. Esse espaço (bem simples, por sinal) não existiria sem vocês e foi criado exatamente para isso. Não recebo ajuda de ninguém para mantê-lo e conto só com os que acessam essa página mesmo. Que o espírito natalino se mantenha vivo sempre, pois nunca precisamos tanto dele quanto nos últimos tempos. Felicidades a todos!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Tudo sobre a coletiva da última temporada do "Tá no Ar: a TV na TV"

A Globo promoveu, na quarta-feira retrasada (12/12), uma coletiva da sexta e última temporada do "Tá no Ar: a TV na TV" nos Estúdios Globo, em Curicica, Rio de Janeiro. Fui um dos convidados e todos os presentes aguardavam em uma sala reservada para a imprensa os atores, que apareciam a cada intervalo de gravações. Não foi uma reunião com o elenco, pois todos estavam gravando vários quadros. Então, foi adotado um esquema de revezamento. Um ator era entrevistado por vez, durante uns 30 minutos. Foi assim ao longo do dia.


Todos participaram do encontro e a primeira entrevistada foi Luana Martau, que não escondeu a tristeza pelo fim do programa. Ela ainda falou do bom momento que viveu ao lado dos colegas e até comentou sobre a reprise de "Cordel Encantado" (2011) no "Vale a Pena Ver de Novo", sua segunda novela na Globo. Na pele da mimada Lady Carlota, aprendeu muito com Débora Bloch e Luis Fernando Guimarães, seus maiores companheiros de cena. E os dois eram figuras importantes do inesquecível "TV Pirata"(1988/1992), formato que já tinha muito do "Tá no Ar".

Márcio Vito foi o segundo entrevistado e também comentou sobre o sucesso da atração. Ainda fez uma observação sobre o atual momento político do país, respondendo a uma pergunta sobre o futuro do humor durante o novo governo. Welder Rodrigues chegou depois e esbanjou simpatia. Sua gargalhada deliciosa contagiou a todos e o clima de descontração foi a marca de sua entrevista.

sábado, 22 de dezembro de 2018

As teorias sobre "Espelho da Vida"

A atual novela das seis não é um estouro de audiência. Aliás, pelo contrário. Os índices deixam bastante a desejar e estão bem abaixo do esperado. Mas, "Espelho da Vida" tem reagido aos poucos no Ibope e há perspectiva de melhora ano que vem. Afinal, a trama de Elizabeth Jhin é muito bem amarrada e os vários mistérios em torno da história despertam imensa curiosidade no público. Esse conjunto de enigmas tem proporcionado várias teorias dos telespectadores, gerando repercussão e debates nas redes sociais.


Não é incomum que uma novela com audiência modesta provoque grande repercussão. Um bom caso foi a primorosa "A Vida da Gente", de 2011. O enredo de Lícia Manzo não registrava números extraordinários (embora tenha passado longe de um fracasso), mas os debates sobre os rumos de Manu (Marjorie Estiano), Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo (Rafael Cardoso) eram intensos. Também não é raro uma produção de Ibope excelente não despertar qualquer tipo de "burburinho" ---- "Pega Pega", por exemplo, exibida ano passado, teve uma das maiores médias da faixa das sete, mas ninguém falava sobre a trama.

O folhetim das seis tem telespectadores apaixonados. Quem assiste todos os dias realmente está envolvido com o roteiro de Elizabeth e não são poucas as teorias que se proliferam no Twitter, Facebook, Instagram e afins, provocando discussões acaloradas ----- várias vezes resultando em brigas, inclusive.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Globo foi a culpada pelo fracasso de "Os Melhores Anos das Nossas Vidas"

O programa comandado por Lázaro Ramos, que se baseia em uma nostálgica "batalha" de gerações, estreou em outubro e chegou ao fim nesta quinta (20/12), após dez episódios. A atração foi um fracasso. Lutou para manter a liderança várias vezes e em outras tantas perdia para "A Fazenda", da Record", e "A Praça é Nossa", do SBT. Em alguns momentos ficava até em terceiro lugar. Mas a culpa do fiasco é exclusivamente da própria Globo.


Apesar da apresentação engessada de Lázaro e de algumas escolhas equivocadas para a defesa de décadas ---- Marcos Veras e Marco Luque nem eram nascidos nos anos 60 e 70 ----, a atração era gostosa de se acompanhar. É sempre agradável lembrar das modas, dos brinquedos, dos desenhos, das músicas, dos fatos importantes e dos costumes de cada período. Tanto para quem viveu quanto para quem apenas ouviu falar. E o formato é interessante.

Todavia, a emissora jamais poderia colocar um programa tão leve como esse às 23h30, muitas vezes indo ao ar depois da meia noite. Para culminar, depois de "Carcereiros", uma série pesada sobre o caótico sistema prisional brasileiro.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

"O Sétimo Guardião" parece que ainda não começou

O primeiro capítulo de "O Sétimo Guardião" não deixou o telespectador piscar. Repleto de acontecimentos, proporcionou cenas aterrorizantes e a estreia foi bem movimentada. O mocinho estava prestes a se casar, mas abandonou a noiva no dia do casamento por influência do misterioso gato Léon e foi em direção a Serro Azul. A mãe não aceitou a situação e mandou seu capanga atrás do filho. O homem perseguiu o herdeiro da patroa, mas o rapaz sofreu um grave acidente. Achando que a vítima já estava morta, o braço direito da vilã a enterrou. Mas ele estava vivo e a mocinha mediúnica acabou guiada pelo gato até o seu futuro amor. Ela o desenterrou e o salvou. Ótimo início. Porém, a partir do segundo capítulo tudo mudou.


Parecia outra novela. O ritmo se tornou vagaroso, a aproximação dos protagonistas ficou artificial e poucos conflitos despertaram real interesse. O mistério em torno dos sete guardiões da fonte milagrosa da cidade interiorana não desperta maior atenção pelo fato de todos já terem sido apresentados na estreia ----- fica difícil comprar uma escolha sem o menor critério. Aliás, todos protegem o lugar muito mal, já que Valentina (Lília Cabral) a encontrou assim que chegou à cidade e já levou Olavo (Tony Ramos) até lá. Para culminar, os dramas pessoais dos perfis ainda não provocou desdobramentos promissores.

Até o momento foram raras cenas interessantes. A novela parece não andar. Ou causa a impressão de não ter uma história sólida para um bom desenvolvimento. O romance meloso de Luz e Gabriel não desperta torcida e a química entre Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso é nula. A relação foi mal construída.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Melhor série de 2017, "Sob Pressão" manteve o posto com louvor em 2018

Maior surpresa da Globo ano passado, "Sob Pressão" arrebatou telespectadores e crítica com a rotina dos médicos Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) em um hospital público. A série foi uma adaptação muito bem-sucedida da emissora, que pela primeira vez não dividiu o filme homônimo --- baseado no livro de Márcio Maranhão ("Sob Pressão - A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro") --- em quatro ou cinco partes, como costuma fazer quando transforma um longa em seriado.


Optaram pelo desenvolvimento do enredo, expondo com muito mais detalhes os inúmeros problemas da saúde pública do Brasil e conseguindo explorar os dramas dos protagonistas, que foram exibidos superficialmente no filme. O sucesso foi tanto que a segunda temporada logo recebeu sinal verde para ser produzida e o resultado pôde ser acompanhado ao longo das últimas 11 semanas. A trama, de Jorge Furtado, dirigida por Andrucha Waddington e com redação final de Lucas Paraizo, ficou ainda melhor e mais impactante, repleta de tensão, emoção e sensibilidade.

Foram 11 episódios irretocáveis. Houve uma preocupação em seguir desenvolvendo a relação dos protagonistas ---- que se casaram em uma cerimônia que não durou nem dois minutos porque logo foram chamados para um atendimento ----, emocionar com novos casos médicos importantes e expor um novo drama do sistema precário de saúde: a corrupção. Fernanda Torres e Humberto Carrão entraram para o elenco e seus personagens foram o retrato da podridão do país.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Érika Januza, Pâmela Tomé e Mariana Ferrão foram as grandes injustiçadas da "Dança dos Famosos" de 2018

A décima quinta temporada da "Dança dos Famosos" estreou no dia 19 de agosto e chegou ao fim neste domingo, dia . O quadro segue como maior chamariz do "Domingão do Faustão" e a edição de 2018 contou com um time feminino fortíssimo, enquanto o masculino deixou bem mais a desejar. E uma característica deste ano, infelizmente, foi a injustiça com mais de um candidato, prejudicando a grande final, que acabou não contando com os três melhores e premiando quem não merecia.


Érika Januza foi a única que fez realmente por merecer a sua presença na grande final. Com todo respeito ao processo evolutivo de Dani Calabresa e Leo Jaime, os dois nunca chegaram a dançar melhor que Mariana Ferrão e Pâmela Tomé, as duas francas favoritas ao lado de Érika. Mas, infelizmente, as participantes acabaram prejudicadas por notas injustas de parte do juri e, surpreendentemente, pelas avaliações da plateia do programa.

Pâmela sempre esteve nas primeiras posições e liderou o ranking várias vezes. Era uma pessoa praticamente certa para disputar o prêmio, até porque nunca fez uma apresentação que tenha deixado a desejar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Vários personagens se perderam em "O Tempo Não Para"

Mário Teixeira conseguiu criar um folhetim criativo e com uma proposta ousada em torno o descongelamento de uma família de 1886 em pleno 2018. "O Tempo Não Para" começou muito bem explorando o ótimo recurso dos protagonistas precisando se acostumar com os novos tempos, se chocando com cada modernidade. E, além deles, os personagens secundários também eram promissores. Todavia, o fôlego do contexto dos congelados se esgotou. Ainda assim, a trama segue agradável e os protagonistas têm grande destaque. Mas, infelizmente, vários perfis dos outros núcleos se perderam.


O que se observa na novela, dirigida por Leonardo Nogueira, é a dificuldade que o autor tem em desenvolver ou destacar os personagens que não fazem parte do núcleo principal. A produção tem um elenco numeroso e já é um desafio valorizar tantos nomes escalados. Para piorar, alguns perfis que pareciam animadores (e com tudo para momentos de destaque) foram sumindo do enredo gradativamente. Mário prefere focar apenas na trama central, mesmo quando não há conflitos relevantes sendo desenvolvidos. Com isso, infelizmente, perde o conjunto do roteiro, os atores e o próprio público.

Amadeu (Luiz Fernando Guimarães), por exemplo, começou com um propósito bem criativo. O vilão sofre de uma doença incurável e precisa usar um tubo de oxigênio o tempo todo. Com a notícia do descongelamento de uma família de 1886, se animou com a possibilidade de poder se congelar até a medicina descobrir a cura de sua enfermidade. Para isso, fez questão de se aproximar da família Sabino Machado e virou grande amigo de Dom Sabino (Edson Celulari).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

"APCA" premia ótimas produções e faz jus ao talento de Marjorie Estiano e Fábio Assunção

O Troféu APCA de 2018 cometeu várias injustiças, isso é fato. A Associação Paulista de Críticos de Artes ignorou a elogiada "Orgulho e Paixão", a melhor novela do ano, e não selecionou ninguém do elenco para o prêmio de Melhor Ator ou Melhor Atriz ---- Gabriela Duarte tinha que estar. Também ignorou a produção na categoria de Melhor Dramaturgia. Lamentável. No entanto, a premiação honrou o trabalho de grandes intérpretes e premiou ótimas produções.


Marjorie Estiano foi a vencedora da categoria de Melhor Atriz e sua entrega visceral em "Sob Pressão" merece todo o reconhecimento. A complexa Carolina é uma personagem fascinante e vem sendo defendida com uma dedicação impressionante. A médica da melhor série da Globo protagoniza uma sucessão de cenas intensas e pesadas. Troféu merecido para Marjorie, que concorreu com as igualmente talentosas Alice Wegmann ("Onde Nascem os Fortes"), Letícia Colin, Adriana Esteves (ambas por "Segundo Sol") e Patrícia Pillar ("Onde Nascem os Fortes").

Fábio Assunção venceu como Melhor Ator e a escolha foi muito justa. Seu trabalho em "Onde Nascem os Fortes" foi espetacular. O intérprete viveu um de seus melhores momentos na carreira na pele do implacável e monstruoso Ramiro, todo poderoso do Sertão. Dava até medo do olhar diabólico do vilão que matava qualquer um que atrapalhasse seu caminho.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

"Espelho da Vida" ganha ritmo e enredo desperta cada vez mais interesse

A atual novela das seis sempre demonstrou potencial. Todos os enigmas que permeiam a trama central despertam interesse e promovem várias teorias entre os telespectadores. Sinal que o enredo construído por Elizabeth Jhin atrai. O maior problema do folhetim é justamente o ritmo arrastado que impede o desenvolvimento do roteiro. Porém, parece que a autora e a equipe do diretor Pedro Vasconcellos resolveram ouvir as críticas. "Espelho da Vida" ganhou dinamismo nos capítulos mais recentes.


A história ganhou um novo tom de delicadeza através dos encontros dos espíritos André (Emiliano Queiroz) e Vicente (Reginaldo Faria), que têm conversado sobre a vida de Cris (Vitória Strada) de forma enigmática, mas com pistas sobre o que está por vir. As cenas irrelevantes do núcleo do cinema perderam o espaço e o foco passou a ser quase integralmente o enredo principal. As cenas da última semana, por exemplo, engrandeceram a produção e já houve uma resposta da audiência, ainda que não muito expressiva.

O desaparecimento de Priscila (Clara Galinari), que se chocou com o fato de Alain (João Vicente de Castro) ser seu pai, promoveu uma sucessão de acontecimentos atrativos, destacando o elenco e movimentando a novela. A pequena Clara é uma grata revelação mirim e emocionou com o desespero da menina, que não suporta o ex da mãe com motivos de sobra.

domingo, 9 de dezembro de 2018

"Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" não existiram para o "Melhores do Ano"

A vigésima terceira edição do "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo (09/12) e nesta premiação sempre há muitas injustiças. Principalmente porque são apenas três indicados por cada categoria, limitando bastante a seleção. Ainda ocorre um claro favorecimento em torno das novelas das nove. Porém, o evento de 2018 já pode ser considerado um dos mais injustos do "Domingão do Faustão".


A premiação simplesmente ignorou a existência de "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para", duas novelas elogiadas por público e crítica. No caso da trama das 18h, a produção foi um sucesso e obteve ótimos índices de audiência, mesmo recebendo em baixa da fracassada temporada de "Malhação". Marcos Berstein estreou com o pé direito em seu primeiro trabalho como autor solo e a história baseada em vários livros de Jane Austen foi a melhor novela de 2018, sem qualquer exagero. Personagens bem construídos, casais apaixonantes, elenco entregue e trilha inspirada.

Mas nenhum ator foi indicado para o "Melhores do Ano". E o maior absurdo, sem dúvida, foi a não indicação de Gabriela Duarte como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz deu um banho de interpretação na pele da complexa Julieta e protagonizou inúmeras cenas dramáticas. Sua entrega saltou aos olhos. Não por acaso virou um dos muitos trunfos do folhetim das seis.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Tudo sobre a coletiva de "10 Segundos para Vencer" e "Elis - Viver é melhor que sonhar"

A Globo já vem adotando uma espécie de tradição em torno de alguns filmes: a emissora costuma selecionar alguns longas da Globo Filmes e os transforma em séries de quatro a cinco capítulos, as exibindo normalmente no início do ano. Os dramas são sempre os escolhidos. É um claro corte de custos, afinal, gasta-se bem menos do que produzindo uma microssérie original. Em 2019, serão logo dois filmes adaptados entre 8 e 14 de janeiro: "10 Segundos para Vencer" e "Elis - Viver é melhor que sonhar".


As duas produções serão exibidas em sequência, logo após a novela "O Sétimo Guardião", e a emissora promoveu uma coletiva das tramas na última quarta-feira (05/12), na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, Rio de Janeiro. Fui um dos convidados e a apresentação das séries contou com a presença de parte do elenco e autores. O evento começou com "10 Segundos para Vencer" e finalizou com "Elis - Viver é melhor que sonhar".

Os atores Daniel de Oliveira, Sandra Corveloni e Osmar Prado marcaram presença, além do diretor José Alvarenga Jr. e do roteirista Thomas Stavros. O filme, coprodução da Globo Filmes e Tambelini Filmes, contou a história do icônico Éder Jofre, lutador de boxe bicampeão mundial e recebeu elogios da crítica.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Por que "Orgulho e Paixão" foi ignorada no "Melhores do Ano" e na "APCA"?

Escolhas são sempre muito subjetivas. Afinal, cada um tem sua opinião e gosto pessoal. Por isso mesmo, as premiações sempre rendem polêmicas e injustiças. Dificilmente alguma sai ilesa de reclamações. Tanto que muitas vezes críticos discordam uns dos outros e até da opinião do público. Entretanto, independente da análise de cada um, é fato que "Orgulho e Paixão" foi uma novela bastante injustiçada em várias premiações deste final de ano, principalmente no "Melhores do Ano" e na "APCA".


E o grave problema nem foi perder em várias categorias, afinal, isso acaba fazendo parte, concorde-se ou não. Mas, sim, ter sido completamente ignorada. O caso mais gritante foi o "Melhores do Ano", do "Domingão do Faustão". Já conhecido por premiar apenas produtos e atores da Globo (o que é natural), o evento simplesmente considerou que a trama de Marcos Berstein, baseada em vários sucessos da escritora inglesa Jane Austen, não existiu em 2018. Se o enredo tivesse fracassado em audiência ou repercussão, até daria para entender. Mas o folhetim foi um sucesso de público e crítica.

Infelizmente, de uns anos para cá, o esquecimento das novelas das seis e das sete virou uma espécie de ''padrão" da premiação criada em 1995. Ainda assim, havia uma 'tentativa de disfarce', como por exemplo a indicação de um ator ou atriz em apenas uma ou duas categorias. Eram indicações quase sempre sem chances de vitória, mas, ao menos, a trama era lembrada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Tudo sobre a primeira apresentação de "Verão 90", próxima novela das sete

A primeira coletiva para a apresentação de "Verão 90", próxima novela das sete da Globo, que estreia no final de janeiro de 2019, foi realizada na última sexta-feira (30/11), em um hotel no Leblon, Rio de Janeiro. As autoras Izabel de Oliveira e Paula Amaral estiveram presentes, assim como os diretores Jorge Fernando e Marcelo Zambelli, e os atores Isabelle Drummond, Rafael Vitti, Jesuíta Barbosa, Cláudia Raia e Dira Paes.


O apresentador Zeca Camargo também participou, mas apenas para contar um pouco sobre os anos 90, época do auge da MTV, onde esteve presente por muitos anos. Como o novo folhetim terá a década de 90 como ambiente para o enredo e focará bastante no meio musical, a presença de Zeca fez bastante sentido. Fui um dos convidados da coletiva e a animação pelo projeto era visível no rosto de todos. A expectativa é alta e realmente parece que teremos uma boa novela logo no início do ano que vem.

O diretor Jorge Fernando fez questão de descontrair os convidados e mostrou que está plenamente recuperado do AVC que sofreu há dois anos. Os colegas também fizeram questão de homenageá-lo em vários momentos. Ele, aliás, deixou claro que o intuito da novela é brincar com os anos 90 e não fazer um retrato fiel do período.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Talentosa, Fernanda Torres mostra outra faceta em "Sob Pressão"

As qualidades de "Sob Pressão" são visíveis em cada episódio e o sucesso de público e crítica da série é mais do que merecido. Além de todos os ponto positivos já abordados neste blog, é preciso citar mais um da segunda temporada: a entrada de Fernanda Torres em um papel dramático, após longos anos fazendo apenas comédia na televisão.


A Dra. Renata entrou na trama no quarto episódio como uma gestora experiente que estava apenas fazendo uma supervisão de rotina no Hospital público conhecido como Macedão, administrado por Samuel (Stepan Nercessian). No capítulo seguinte, entretanto, uma reviravolta ocorreu: a personagem tomou o lugar de Samuel graças a um acordo político que prometia benefícios financeiros ao hospital, desde que uma pessoa de confiança do prefeito tivesse um bom cargo no local.

Aos poucos, Renata foi expondo sua frieza em torno da rotina dos médicos, sempre fazendo questão de priorizar a burocracia ao invés do atendimento de emergência em vários casos considerados "polêmicos".

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Morte de Egídio promove ótimas cenas em "O Sétimo Guardião

A nova novela das nove ainda está em seu início e nem completou um mês no ar. Após um primeiro capítulo eletrizante e repleto de acontecimentos, Aguinaldo Silva tirou o pé do acelerador e deixou sua trama fluir mais lentamente. Foram duas semanas sem momentos muito interessantes. A sensação de ritmo arrastado se fez presente, não dá para negar. No entanto, o autor promoveu uma boa virada em seu enredo com a morte de Egídio (Antônio Calloni), logo no dia seguinte da chegada de Valentina Marsalla (Lília Cabral) a Serro Azul.


O reencontro do guardião-mor da fonte mágica com a sua ex-noiva resultou na ótima atuação de Antônio Calloni e Lília Cabral. Os experientes atores imprimiram o tom dramático que a cena exigia e fica até difícil encarar Valentina como uma grande vilã depois de tudo o que sofreu no passado. A discussão entre eles deixou claro que a poderosa mulher nunca superou o abandono de seu amor, principalmente pela ausência total de maiores explicações. Ela ainda contou que Gabriel (Bruno Gagliasso) era filho deles, para o choque de Egídio, que se arrependeu imediatamente de ter atendido ao "pedido" do gato Léon para ser um dos guardiões anos atrás.

O bom, embora breve, embate era apenas a primeira cena merecedora de elogios do capítulo. Sampaio (Marcello Novaes, muito bem como vilão) também estava na casa e ajudou Valentina a ir atrás do pai de seu filho e a vilã acabou descobrindo a fonte na passagem secreta. Desesperado com o flagra da ex, Egídio subiu a escadaria e a impediu de descer.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Sucesso de "Malhação - Viva a Diferença" ainda rende frutos para a Globo

O sucesso de "Malhação - Viva a Diferença" ainda rende frutos. A temporada de maior audiência do seriado adolescente desde 2009 chegou ao fim em março, com 21 pontos de média, e deixou um gosto de quero mais. Isso porque, embora neguem, a trama foi encurtada pela Globo em um mês por causa da Copa do Mundo. A história muito bem escrita por Cao Hamburger conquistou o público com a saga de cinco garotas totalmente diferentes que criaram um vínculo de amizade lindo. A produção foi indicada ao Emmy Internacional Kids em outubro e a boa notícia é que agora vai virar série.


Vários veículos divulgaram a boa nova na segunda feira (26/11). O autor está trabalhando nos episódios de um revival chamado "As Five", como ficaram conhecidas as protagonistas Benê (Daphne Bozaski), Lica (Manoela Aliperti), Tina (Ana Hikari), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Ellen (Heslaine Vieira). As gravações devem começar no próximo trimestre e a série será exibida primeiro na plataforma Globo Play, serviço de streaming da emissora. Depois fará parte da programação da tevê aberta, ao que tudo indica ainda em 2019.

A nova produção vai mostrar as vidas das cinco garotas após uma passagem de tempo. Anos depois e já jovens adultas, elas vão se reencontrar no enterro de Mitsuko (Lina Agifu), mãe de Tina, e terão que reaprender a conviver porque suas vidas mudaram muito. Vale lembrar que no final de "Viva a Diferença", as meninas reafirmaram o pacto de amizade que as uniram na temporada, mas seguiram rumos distintos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Tudo sobre a coletiva de "Tá Brincando!", novo programa de Otaviano Costa

A hora de Otaviano Costa ter seu próprio programa na Globo finalmente chegou. Após um longo período no "Vídeo Show", o apresentador ganhou o "Tá Brincando!". Atração estreará no dia 5 de janeiro, na faixa ocupada hoje pelo "Só Toca Pop", nas tardes de sábado, e será uma disputa entre várias gerações. A emissora fez uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (21/11) e fui um dos convidados.


Os jornalistas e blogueiros ficaram na plateia, esperando a chegada do apresentador e equipe. Durante esse pequeno intervalo de tempo, foi possível admirar o belo cenário, cheio de luzes e tecnologia. Ficou visível que houve uma preocupação em apresentar algo grandioso. A mesa de sinuca diferenciada, por exemplo ---- exibida na primeira foto ----, impressionou. Mas é apenas um dos muitos elementos da nova atração.

Um breve clipe do programa foi exibido e o maior foco será a força dos idosos, que enfrentarão adversários bem mais jovens em várias provas e mostrarão que a experiência muitas vezes faz a diferença. Embora o intuito seja a mescla de gerações, os protagonistas são os "vovôs" e "vovós", muitos deles atletas profissionais, artistas consagrados ou intelectuais.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Diferente de "Espelho da Vida", "Malhação - Vidas Brasileiras" merece a baixa audiência

A atual temporada de "Malhação" teve um início desanimador e foi só piorando ao longo dos meses, infelizmente. A história de Patrícia Moretzohn, baseada no formato de "30 Vies", uma produção canadense, não deu certo por várias razões e uma delas é a superficialidade do desenvolvimento dos conflitos dos personagens. Mas o que antes era observado apenas no conjunto da obra, agora também é visto na resposta da audiência: os números nunca foram satisfatórios e vêm caindo cada vez mais.


Pela primeira vez na história, o seriado adolescente, no ar há 23 anos, ficou duas vezes na vice-liderança, perdendo para o sensacionalista "Cidade Alerta", da Record, na semana passada. A trama vem penando para conseguir em torno de 14 pontos de audiência, o que já é um índice preocupante. A sua média geral já está com quatro pontos a menos que "Malhação - Viva a Diferença", sucesso de público e crítica de Cao Hamburger. Embora 16 pontos de média não seja catastrófico, esse número pode diminuir até o ano que vem se continuar lutando para não perder a liderança para a concorrência.

Para culminar, esse fiasco acaba afundando "Espelho da Vida", que vem obtendo índices bem abaixo das expectativas. Aliás, a novela de Elizabeth Jhin também ficou atrás do mesmo "Cidade Alerta" duas vezes e vem preocupando a Globo.

domingo, 25 de novembro de 2018

"Pais de Primeira" é uma série despretensiosa e agradável

Com o fim do "Popstar", a faixa vespertina dominical da Globo, antes do futebol e da "Temperatura Máxima", ficou vaga. Para preencher esse espaço, a emissora lançou mais uma temporada da "Escolinha do Professor Raimundo" (exibida no canal Viva meses antes) e estreou uma nova série: "Pais de Primeira". A história, escrita por Antônio Prata e dirigida por Luiz Henrique Rios, conta a saga de um casal que precisa lidar com todas as ''novidades" que a chegada de um bebê proporciona.


George Sauma e Renata Gaspar protagonizam a trama dando vida a Pedro e Taís, casal que está junto há seis anos. Ele é um rapaz sem muitas ambições que pede demissão do emprego para realizar o sonho: lançar uma banda com o amigo de infância (Pedro - Alejandro Claveaux). Ela é uma workaholic e recebe a notícia que está grávida em uma reunião com clientes da incubadora de start-ups em que trabalha. A inicial felicidade da personagem logo cede lugar para uma sucessão de preocupações, incluindo a demissão do marido, que não sabia de nada antes de tomar tal atitude.

Para culminar, Taís ainda se vê diante de vários palpiteiros de plantão que passam a invadir a privacidade do casal a todo instante. São eles: os próprios pais, Silvia (Heloísa Périssé) e Luis Fernando (Nelson Freitas); os sogros, Augusto (Daniel Dantas) e Rosa (Marisa Orth); e a cunhada, Patrícia (Monique Alfradique), que tem uma vida típica de comercial de margarina com Fred (Rodrigo Ferrarini).

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Nicolas Prattes e Juliana Paiva honram o posto de mocinhos de "O Tempo Não Para"

A atual novela das sete segue agradável, apesar da evidente queda de ritmo e da questão envolvendo os congelados ter perdido o fôlego. "O Tempo Não Para", que chega ao seu centésimo capítulo, consegue se sustentar bem pelos diálogos inspirados de Mário Teixeira e alguns conflitos momentâneos que entretêm despretensiosamente. Já o romance de Samuca (Nicolas Prattes) e Marocas (Juliana Paiva) sempre foi um dos pontos altos da história, dirigida por Leonardo Nogueira.


O casal funciona e logo no primeiro capítulo ficou claro que o autor tinha acertado na escalação. Não se sabia, porém, se o desenvolvimento da relação seria bem realizado. Mas acabou sendo. Apesar do estranhamento inicial em torno das características do mocinho (um rapaz extremamente jovem ser um empresário bem-sucedido, dono de uma grande empresa, por exemplo), o seu encantamento por Marocas fez todo sentido. Afinal, nada mais fascinante do que uma menina de 1886, descongelada em 2018, que redescobre o mundo sem abrir mão de seus valores. Qualquer um em seu lugar se apaixonaria.

É preciso citar essa observação porque paixões súbitas em novelas andam cada vez mais catastróficas. Todos os casais recentes que se apaixonaram à primeira vista logo no primeiro capítulo não funcionaram ao longo da novela, vide Luiza (Camila Queiroz) e Eric (Mateus Solano), em "Pega Pega", ou Luzia (Giovanna Antonelli) e Beto (Emílio Dantas), em "Segundo Sol", por exemplo. O que costuma dar certo é o sentimento surgindo aos poucos e normalmente depois de algum embate, como em "Orgulho & Paixão".

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

"Lady Night" é Tatá Werneck em sua melhor forma

A estreia do "Lady Night" no primeiro semestre de 2017 foi um sucesso. O programa criado por Tatá Werneck logo virou o maior êxito do Multishow em anos. O êxito foi tanto que a atração voltou no segundo semestre, repetindo todos os acertos e conquistando ainda mais público no canal a cabo. Como não poderia deixar de ser, a terceira temporada se confirmou e estreou na segunda-feira da semana passada, dia 12 de novembro.


Nada mudou no programa. E nem deveria, afinal, tudo deu certo. Tatá continua genial nos improvisos e seu desempenho seguindo o roteiro do formato (muitas vezes lendo um texto pronto) é tão natural que fica difícil perceber algo "ensaiado". O formato dinâmico do talk-show mantém a atenção de quem assiste e faz o tempo passar mais rápido. Até parece que a atração é bem curtinha, mas tem cerca de 50 minutos. A humorista consegue mesclar quadros rápidos, boas conversas e várias tiradas com uma agilidade invejável.

O sucesso do "Lady Night", claro, facilitou bastante a seleção dos convidados. Antes era Tatá que procurava seus entrevistados, mas depois não faltou famoso procurando a produção para participar do programa. A terceira temporada conta com nomes como Juliana Paes, Grazi Massafera, Caetano Veloso, Bruno Gagliasso, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Angélica, Lázaro Ramos, Rubinho Barrichello, Eliana, entre outros.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Original, "Ilha de Ferro" mescla tensão e dramas pessoais incômodos

Apostando cada vez mais em seu serviço de streaming, com o claro intuito de concorrer com a Netflix, a Globo lançou uma nova série na Globo Play: "Ilha de Ferro". A trama, criada por Max Mallmann (falecido em 2016) e Adriana Lunardi, dirigida por Afonso Poyart, Guga Sander e Roberta Richard, estreou na plataforma no dia 14 de novembro. Todos os 12 episódios da primeira temporada já estão disponíveis. E a emissora exibiu o primeiro episódio na faixa da "Tela Quente", nesta segunda-feira (19/11), copiando a estratégia usada em "Assédio" ---- outra produção voltada exclusivamente para a internet.


O objetivo, obviamente, é despertar a curiosidade do público e aumentar a quantidade de assinantes da Globo Play, o que fazem muito bem. A série tem uma qualidade inquestionável e o primeiro episódio já engloba praticamente todos os conflitos que permearão o enredo. É uma trama onde a tensão predomina em virtude da complexidade dos protagonistas. Os personagens são construídos com muita riqueza, protagonizando situações de adrenalina extrema e tendo suas feridas físicas e emocionais expostas o tempo inteiro. Não é difícil se envolver com o drama daquelas pessoas, que muitas vezes não aparentam o que são.

A história conta a vida de Dante (Cauã Reymond), coordenador de uma plataforma de petróleo (a PLT-137), que sonha em se tornar gerente do local, mas vê seus planos naufragarem assim que Júlia (Maria Casadevall) chega e "toma" o seu lugar, nomeada pelo pai, Ministro de Minas e Energia.

domingo, 18 de novembro de 2018

Final do "Popstar" prova que segunda temporada foi melhor que a primeira e consagra o talento de Jeniffer Nascimento

A final do "Popstar" foi exibida na tarde deste domingo (18/11) e a qualidade das apresentações honrou o conjunto da segunda temporada, bem melhor que a primeira. Jeniffer Nascimento, Malu Rodrigues, Renata Capucci, Sérgio Guizé, João Côrtes e Mouhamed Harfouch conquistaram público e jurados. Todos se saíram bem, mas Jeniffer e Malu comprovaram que eram mesmo as melhores da disputa com larga vantagem. E o último programa consagrou o talento de Jeniffer, a grande favorita desde a estreia.


Fafá de Belém, Artur Xexéo, Marcos e Belucci, Manu Gavassi, Naiara Azevedo, Sandra de Sá, Toni Garrido, Di Ferrero e Preta Gil foram a última formação do juri de 2018 e as críticas não tiveram muita vez em virtude da final. Era mais um clima de "confraternização". Foram três "mini-fases" até a escolha do vencedor. João Côrtes não merecia ter ido para a última etapa no lugar de Malu Rodrigues, mas isso pouco importou. Jeniffer arrebatou e levou o prêmio com louvor.

A grande surpresa da edição foi Renata Capucci. Jornalista conhecida dos cariocas (foi durante muitos anos a melhor âncora fixa do "RJ TV"), Renata esbanjou coragem quando aceitou o convite para o programa. Afinal, todos os seus concorrentes, de uma forma ou de outra, exploram a imagem e têm facilidade em lidar com o público.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

"Espelho da Vida" é uma boa novela, mas precisa avançar

A atual novela das seis ainda nem chegou na metade. Há muito drama pela frente. Elizabeth Jhin novamente aposta em um enredo voltado para reencarnações e, após o êxito da elogiada "Além do Tempo", conseguiu elaborar um enredo central promissor. É o maior trunfo de seu folhetim. Tudo o que envolve o passado da enigmática Júlia Castelo (Vitória Strada) desperta atenção e curiosidade a respeito do desenrolar dos acontecimentos. Mas "Espelho da Vida" precisa avançar.


Todo novelista tem um estilo de narrativa e Elizabeth nunca foi caracterizada pela agilidade. Assim como Lícia Manzo e Manoel Carlos, citando apenas dois exemplos, a autora não tem pressa em contar sua história. No entanto, a novela que aborda uma misteriosa viagem no tempo vem pecando na excessiva falta de ritmo. Até o momento, cada semana apresenta apenas um acontecimento relevante e olhe lá. Normalmente, inclusive, é um gancho de um dia que se desdobra brevemente no no início do capítulo seguinte.

É muito pouco para fidelizar o telespectador. Até porque, inevitavelmente, ocorre uma comparação com o folhetim anterior, "Orgulho & Paixão", de Marcos Berstein, que tinha como principal qualidade o ritmo ágil e o dinamismo dos capítulos, sempre repletos de conflito. O público não podia se dar ao luxo de perder um ou dois dias de novela. Não por acaso fez um merecido sucesso.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Jeniffer Nascimento e Malu Rodrigues foram as vencedoras do "Popstar"

A segunda temporada do "Popstar" conseguiu ser melhor que a primeira. A estreia do formato, ano passado, foi cercada de compreensíveis desconfianças. Afinal, daria certo ver atores, atrizes e até jornalistas se apresentando como cantores no palco? Mas deu. Claro, alguns intérpretes dividem as artes cênicas com o meio musical ao longo da carreira e se saem bem melhor que os "amadores". No entanto, essa mistura de participantes funcionou. E as grandes vencedoras da edição de 2018 foram Jeniffer Nascimento e Malu Rodrigues.


Duas vencedoras? Sim. Pouco importa, nesse caso, o título de campeã da competição musical. As duas tiveram uma oportunidade maravilhosa. Além de talentosas atrizes, ambas têm uma trajetória na música, infelizmente, pouco conhecida para grande parte do público. Até porque o espaço no mercado musical segue dominado por sertanejos, gênero não explorado por elas. A primeira faz questão de valorizar o pop e a segunda a MPB. E como valorizam bem. Com vozes potentes e afinadas, as cantoras brilharam em todas as apresentações.

Jeniffer resolveu mostrar seu talento vocal no "Fábrica de Estrelas", reality do canal pago Multishow, em 2012. Foi uma das vencedoras e passou a integrar o grupo "Girls" ---- o intuito do programa era formar uma nova banda de mulheres. Infelizmente, no início de 2014 o grupo acabou desfeito. Porém, ficou evidente o quão promissora era a menina.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

"O Sétimo Guardião" faz boa estreia com toques de mistério e terror

"Existem lugares que guardam grandes histórias e histórias que guardam verdadeiros mistérios. Até quando você conseguiria guardar um segredo?" Esse é o principal questionamento de "O Sétimo Guardião", nova produção das nove. Após a problemática e decepcionante novela de João Emanuel Carneiro, a criticada "Segundo Sol", o horário nobre passa a contar com um folhetim de Aguinaldo Silva. Sai de cena uma história contada na Bahia e entra em seu lugar um enredo ambientado em Serro Azul, fictícia cidade interiorana --- cercada por montanhas que impedem sinal de celular e internet ---, onde tudo acontece.


O novo folhetim, que estreou nesta segunda-feira (12/11), marca a volta do autor ao realismo fantástico, estilo que virou uma de suas principais marcas como novelista. A cidade criada para ambientar a história é vizinha de Tubiacanca e Greenville, cenários de "Fera Ferida" e "A Indomada", respectivamente ---- duas produções de Aguinaldo. O intuito do escritor é justamente misturar as várias novelas fantasiosas que criou ao longo da carreira. É uma espécie de homenagem a si mesmo. Tanto que seu intuito era trazer vários personagens icônicos para a trama, como Nazaré. Mas, como Renata Sorrah não quis reviver a sua vilã inesquecível (decisão acertada, vale ressaltar), o autor acabou se contentando em escalar Paulo Betti e Luiza Tomé para relembrar o sucesso do casal Ypiranga e Scarlet, em "A Indomada" ---- eles aparecerão em breve.

Mas a premissa mesmo da novela é sobre sete guardiães, cuja missão consiste em proteger uma fonte de água com propriedades curativas e rejuvenescedoras. Todos precisam manter a discrição do lugar e impedir que caia nas mãos de pessoas erradas. E os protetores têm uma vida comum.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Silvio Santos precisa aprender a hora de parar

O apresentador, empresário e comunicador Silvio Santos é um ídolo nacional. O povo ama. E há razão de sobra para isso, afinal, são 88 anos de vida e mais de 40 dedicados ao público através de icônicos programas de auditório, além de ter conseguido sua própria emissora, o SBT. No entanto, nos últimos anos, Silvio vem se destacando pelas suas declarações infelizes e piadas de quinta categoria. O que antes era engraçado, de uns tempos para cá ficou constrangedor. E a última temporada do Teleton apenas comprovou isso.


A vigésima primeira edição do programa que busca ajuda para a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), exibida no último sábado (10/11), contou com a presença de vários artistas --- alguns das emissoras concorrentes ---, como ocorre em todos os anos, e mais uma vez a meta foi atingida. A iniciativa é sempre muito importante. Todavia, a presença de Silvio Santos na parte final da atração acabou se tornando um momento de constrangimento ----- vale lembrar que anos atrás era justamente o maior trunfo do formato.

O que o apresentador fez com Cláudia Leitte foi um completo absurdo. Silvio simplesmente se recusou a abraçá-la porque a cantora poderia deixá-lo excitado. Ela não escondeu o desconforto com a situação, mas ele insistiu e chegou a repetir a frase várias vezes. Obviamente, era mais uma piada do comunicador. Mas não teve a menor graça. Para ninguém.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Duramente criticada e com audiência abaixo das expectativas, "Segundo Sol" foi uma grande decepção

O fenômeno "Avenida Brasil", exibido em 2012, colocou João Emanuel Carneiro em um outro patamar. Após três novelas de grande sucesso ---- "Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos" e "A Favorita" ----, o autor conseguiu emplacar uma produção que parou o Brasil e virou um dos folhetins mais exportados da Globo. Parecia a consagração da sua carreira. Porém, a trama que marcou o duelo inesquecível de Carminha e Rita virou uma espécie de "maldição" para o escritor. Desde então, João não consegue mais desenvolver uma boa história que prenda o público. Fracassou com "A Regra do Jogo", em 2015, e agora produziu o seu pior enredo com "Segundo Sol", que chegou ao fim nesta sexta-feira (09/11).


A novela, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médici, parecia promissora no início, mesmo diante da avalanche de críticas (merecidas) em torno da ausência de atores negros em um enredo ambientado na Bahia. Afinal, a premissa em torno de um fracassado cantor de axé, que se transformava em ídolo nacional quando sua falsa morte era divulgada na imprensa, despertava interesse. Emílio Dantas logo se destacou na pele do carismático Beto Falcão. Porém, logo no segundo capítulo ficou claro que a história verdadeira da novela não era essa e ,sim, sobre Luzia (Giovanna Antonelli), marisqueira que se apaixonava à primeira vista pelo cantor e tinha sua vida arruinada pelas vilãs Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves).

Isso não seria um problema se a trama da personagem fosse atrativa e bem conduzida. Mas não foi. A mocinha sofreu o tempo todo e passou a novela inteira fugindo da polícia e das mulheres que a destruíram, enquanto Beto se anulou e teve sua importância bastante diminuída na história. Os ditos protagonistas eram tão burros e passivos que não havia como torcer por eles.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Destaque em "Segundo Sol" e "Assédio", Adriana Esteves é uma atriz que sempre se sobressai

Enaltecer o trabalho de uma grande atriz é sempre necessário, mas, inevitavelmente, acaba caindo em uma espécie de "mais do mesmo". Difícil não cair na repetição de elogios, ainda que merecidos. É o  caso de Adriana Esteves, ótima em "Segundo Sol" e um dos destaques da série "Assédio", cujo primeiro episódio foi exibido recentemente na televisão com o intuito de divulgar a plataforma Globo Play.


A intérprete já é uma profissional consagrada e isso se deve ao longo caminho que vem percorrendo desde que estreou na Globo, como figurante em "Vale Tudo" (1988). Sua carreira começou de fato quando participou de um quadro no "Domingão do Faustão", em 1989, e ganhou a chance de participar de um folhetim com um papel para chamar de seu. E viveu a Tininha em "Top Model" (1989). No ano seguinte, surpreendeu em "Meu Bem, Meu Mal" na pele da Patrícia Melo, uma das personagens principais.

Mas em 1993 enfrentou seu pior momento: duramente criticada pela interpretação em "Renascer", a atriz chegou a entrar em depressão e cogitou desistir da carreira. Porém, seu desempenho na pele da sonsa Mariana não mereceu a quantidade de críticas da época. A verdade é que a personagem foi muito mal conduzida por Benedito Ruy Barbosa e gerou antipatia no público.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

"O Sétimo Guardião": o que esperar da próxima novela das nove?

A próxima produção da faixa nobre da Globo enfrentou uma saga digna de novela antes de ser confirmada como o novo folhetim das nove. Aliás, segue enfrentando. Isso porque um dos alunos de Aguinaldo Silva moveu uma ação contra o autor para ser reconhecido como coautor do enredo de "O Sétimo Guardião", que estreia no dia 12 de novembro. Silvio Cerceau alega que a história nasceu e tomou forma dentro da sala de aula ---- o novelista administra a Masterclass, um curso de roteiro para novos escritores.


A atitude do rapaz, obviamente, gerou uma polêmica que até hoje repercute e rende entraves na justiça. Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da Globo, resolveu arquivar a novela ano passado por conta dos possíveis desdobramentos desse processo. Afinal, haveria a chance até de proibir a exibição da trama. Porém, a emissora acabou se cercando de 'medidas protetivas' e se garantiu em torno de qualquer consequência jurídica. Então, a historia foi 'desengavetada'.

O problema é que Aguinaldo já estava produzindo outra novela e não queria retomar esse projeto de jeito nenhum. Outro impasse surgiu. Após um período de convencimento, o autor decidiu aceitar o pedido de Silvio de Abreu e arquivou seu novo projeto para voltar ao folhetim que com certeza rendeu um de seus maiores aborrecimentos na carreira. Detalhe que tudo isso aconteceu em 2017. Mas, ainda assim, a atual produção segue rendendo assunto em torno desse embate entre aluno e professor.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Nem o núcleo da família de Severo, trama mais atrativa de "Segundo Sol", escapou da perda de rumo do autor

"Segundo Sol" está em sua última semana e a trama de João Emanuel Carneiro apresentou um festival de equívocos. O autor enfiou os pés pelas mãos ao longo dos meses e acabou destruindo gradativamente uma trama que poderia ter sido ao menos mediana. Conhecido por criar enredos centrais ótimos e paralelos péssimos, o escritor inverteu a lógica no atual folhetim. Os secundários foram bem mais interessantes que o forçado drama dos pamonhas Luzia (Giovanna Antonelli) e Beto (Emílio Dantas). Ainda assim, só um núcleo realmente se sobressaiu positivamente na produção: o da família de Severo Athayde (Odilon Wagner).


Desde o início da história, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médici, as situações expostas em meios a barracos cheios de acusações e ofensas se mostraram atrativas em virtude das muitas falhas de caráter de todos os envolvidos. Os personagens despertaram atenção e os atores se destacaram rapidamente, comprovando o acerto da escalação. O corrupto Severo construiu uma família sem um pingo de carinho, cuja a maior identidade era a instabilidade emocional generalizada. Até mesmo a justa empregada Zefa (Claudia Di Moura) acabava responsável por muitas das desgraças que permeavam os moradores da mansão.

Severo sempre foi um sujeito sem escrúpulos e não se preocupou em assumir o filho negro que teve com a empregada. Roberval (Fabrício Boliveira) virou um sujeito vingativo e amargo quando descobriu toda a verdade. O empresário só quis assumir o filho branco, mas nunca deu um pingo de carinho a Edgar (Caco Ciocler) e sentia um prazer mórbido em humilhar o rapaz, que acabou virando um sujeito passivo e instável.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Coletiva de "O Sétimo Guardião" promove um delicioso passeio pelo mundo da fantasia

A Globo promoveu a coletiva de lançamento de "O Sétimo Guardião", nova novela das nove que estreia no dia 12 de novembro, nesta terça-feira (30/10), nos Estúdios Globo --- antigo Projac ---, e fui um dos convidados. A emissora proporcionou um grande passeio da imprensa pela impressionante cidade cenográfica da trama de Aguinaldo Silva e reuniu o elenco de peso da produção, dirigida por Rogério Gomes.


A nova história marca a volta do autor ao realismo fantástico, estilo que o consagrou em folhetins como "Tieta", "Pedra sobre Pedra", "A Indomada" e "Fera Ferida". Tanto que a fictícia Serro Azul é uma cidade interiorana vizinha de Greenville e Tubiacanga, locais cheios de tipos pitorescos criados por Aguinaldo que ficaram na memória do público justamente pelas duas últimas novelas citadas. E, propositalmente, é um lugar cercado por montanhas que impedem a chegada de internet e celular. Tudo para facilitar a vida do escritor, claro.

A equipe produziu casas lindas e simples, remetendo ao interior do país. A emissora, por sinal, apostou alto no enredo do autor. É a maior cidade cenográfica já produzida no Projac, com 18 mil metros quadrados. Tem bordel, delegacia, loja de produtos naturais, prefeitura com dois andares, igreja, vendinhas, hotel, enfim.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Marjorie Estiano impressiona com sua entrega em "Sob Pressão"

As qualidades de "Sob Pressão" são inúmeras e todas já foram detalhadas neste blog. A trama de Jorge Furtado, escrita por Lucas Paraizo e equipe, dirigida por Andrucha Waddington, é a melhor série da Globo em anos. O elenco repleto de talentos e com participações especiais luxuosas expõe a preocupação em engrandecer o enredo com atuações admiráveis. E Marjorie Estiano é um dos maiores destaques.


A atriz, ao lado do seu colega Júlio Andrade (Dr. Evandro), protagonizava o longa homônimo, baseado no livro "Sob Pressão - A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro", escrito por Márcio Maranhão. Ela e Júlio deram um show na pele do casal principal. Mas a série, que estreou em 2017, proporcionou um aprofundamento dos personagens bastante necessário para a compreensão em torno da difícil vida daqueles médicos tão íntegros. E o drama pessoal de Carolina serviu para extrair o melhor de sua intérprete.

Aos poucos, o público foi descobrindo que o trauma que implicava nas automutilações da doutora era a sua relação com o pai. José Luis (Luis Melo) abusava da filha e Carolina cresceu com essa ferida nunca cicatrizada. Com o intuito de "se punir", a personagem sempre acaba se machucando com um canivete (ou qualquer objeto cortante) depois que passa por qualquer tipo de estresse acima do "normal".

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Entrada de Renata Sorrah é o único ponto positivo da reta final de "Segundo Sol"

A trama de João Emanuel Carneiro está finalmente chegando ao fim e os defeitos do enredo são inúmeros. Tanto que a reta final de "Segundo Sol" vem apresentando poucas cenas atrativas e o contexto continua andando em círculos, por incrível que pareça --- vide, por exemplo, a pateta Luzia (Giovanna Antonelli) continuar presa e sem importância alguma para o folhetim. Todavia, o autor conseguiu um ponto positivo quando escalou Renata Sorrah para viver a mãe de Laureta (Adriana Esteves).


Dulce é uma senhora esquizofrênica que vive em uma casa imunda, cheia de lixo e repleta de galinhas tratadas como filhas. A mulher enlouqueceu depois que foi abandonada por Nestor (Francisco Cuoco), quando o então marido a traiu com Naná (Arlete Salles). Apesar do contexto totalmente inverossímil ---- afinal, se Laureta sempre odiou tanto assim a família de Naná não fez o menor sentido ter transformado Beto (Emílio Dantas) em ídolo e enriquecido todos que o cercavam ----, a personagem é ótima.

A entrada de Renata nem chegou a movimentar o enredo, entretanto, implicou no destaque da dupla Remy (Vladimir Brichta) e Laureta. A casa de Dulce serviu de esconderijo para os vilões e todas as cenas protagonizadas pelo trio são muito boas. Não chega a ser uma surpresa, afinal, são atores que esbanjam talento.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Solange Couto e Bia Montez formam uma ótima dupla em "O Tempo Não Para"

A atual novela das sete vem conseguindo agradar o público com um enredo leve e que rende inusitadas situações em torno da família de 1886 que descongelou em 2018. É verdade que "O Tempo Não Para" tem pecado pela ausência de bons conflitos e Mário Teixeira parece sem rumo em torno dos acontecimentos de sua história. A falta de ritmo já está incomodando. Porém, o folhetim ainda é agradável de se acompanhar e um dos êxitos do autor é dupla formada por Coronela e Januza, duas personagens que pareciam irrelevantes no começo.


Solange Couto e Bia Montez foram escalações certeiras. As duas logo demonstraram um entrosamento cênico e não demorou para a dupla protagonizar momentos engraçadíssimos. Embora se odeiem, uma não vive sem a outra e amam fofocar sobre a vida dos outros. Sempre falando mal, é claro. A equipe de cenografia, inclusive, merece elogios pela ótima ideia de colocar uma janela na cozinha, bem em frente ao refeitório dos clientes da pensão, remetendo aos velhos tempos das vizinhas futriqueiras.

Aliás, Coronela é dona da modesta pensão em São Paulo e Januza trabalha como escrava para a patroa, que lhe deve vários ordenados. A dona do estabelecimento se considera uma pessoa muito requintada e ama dinheiro. Tanto que faz de tudo para se aproveitar dos outros, como, por exemplo, vender lixo reciclável para Eliseu (Milton Gonçalves).

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Mocinha em "Sol Nascente" e "Segundo Sol", Giovanna Antonelli não merecia dois papéis tão ruins seguidos

O Sol do título não é a única similaridade entre "Sol Nascente" e "Segundo Sol" ---- a novela das seis encerrada em março de 2017 e o atual folhetim das nove em plena reta final. As duas tramas se mostraram enfadonhas, desinteressantes, repletas de personagens mal construídos e mocinhos sem química. Para o azar de Giovanna Antonelli, a atriz protagonizou as duas produções. Infelizmente, ganhou péssimas mocinhas em sequência.


A intérprete já é uma profissional consagrada e tem vários trabalhos elogiados em seu currículo. Não precisa mais provar nada a ninguém. Porém, é uma pena que tenha sido tão desvalorizada nas duas novelas citadas. E causa até estanhamento falar em subaproveitamento, afinal, são duas heroínas. O problema é que Alice e Luzia representaram absolutamente tudo o que não se espera de uma boa mocinha de novela: passividade, burrice, pouca importância para o andamento do roteiro e falta de química com seus pares.

Ironicamente, as duas ainda enfrentaram outro problema: a inverossimilhança a respeito de sua origem. A protagonista de "Sol Nascente" era filha adotiva de uma família japonesa, cujo patriarca era Kazuo, vivido por Luis Melo, que nunca foi japonês. Embora tenham reforçado várias vezes que a personagem era adotada, houve uma avalanche de críticas em torno da escalação dos atores. O mesmo ocorreu em "Segundo Sol", uma vez que uma inexistente Bahia majoritariamente branca acabou representada pela novela de João Emanuel Carneiro.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Marcos Mion é o primeiro apresentador de "A Fazenda"

A décima edição de "A Fazenda" estreou em 18 de setembro e novamente o público se viu diante de um elenco de subcelebridades que enfrentava o ostracismo e agora busca um retorno financeiro e midiático. A direção controversa de Rodrigo Carelli também segue a mesma. Nada de novo. Porém, a única novidade do reality foi justamente a grata surpresa do programa em 2018: a apresentação de Marcos Mion.


A primeira temporada teve seu início em maio de 2009 e contou com Britto Júnior como apresentador e o objetivo da Record era copiar a Globo, que havia colocado Pedro Bial para comandar o "Big Brother Brasil". Ou seja, o canal dos bispos resolveu fixar um jornalista da casa como elemento de ''prestígio'' para o reality show. Mas nunca funcionou. Engessado e artificial, o responsável em colocar "ordem" na bagunça era um péssimo condutor. E nem conseguia disfarçar o cronograma que era obrigado a seguir pelo diretor.

Britto comandou a atração por sete temporadas. E nunca se saiu bem. Também jamais conquistou o respeito dos participantes, que raramente obedeciam suas ordens ou se calavam diante de alguma bronca. Sua saída do reality, em 2014, não foi amistosa.