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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Manuela Dias aniquila a força do embate entre Raquel e Fátima em "Vale Tudo"

 Nesta quinta-feira (28/08), foi ao ar em "Vale Tudo" uma das cenas mais aguardadas pelo público em 1988: o momento em que Maria de Fátima (Bella Campos) bate na porta da casa da mãe e pede ajuda, exatamente como Raquel (Taís Araújo) disse que aconteceria no dia do rompimento entre as duas. A cena da obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères é de lavar a alma. Só que não teve o mínimo impacto no remake e não por culpa das atrizes, mas do contexto criado por Manuela Dias na nova versão, que esvaziou todo o simbolismo da sequência. 

Há 37 anos, a cena foi ao ar dentro de um contexto que honrou a essência da novela. A pergunta 'Vale a pena ser honesto no Brasil?' foi respondida especificamente nesta sequência, bem antes do final da obra. Raquel estava milionária graças ao sucesso de seu restaurante, fruto de seu trabalho ao lado do melhor amigo Poliana (Pedro Paulo Rangel). Não precisou passar a perna em ninguém, dar golpes, mentir, nada. Enriqueceu com a sua luta. Ainda que seja uma utopia diante de tantas desigualdades no país e da narrativa errônea em torno da meritocracia, uma vez que a oportunidade nunca é igual para todos, foi um momento catártico. 

Raquel se negou a ajudar a filha e a expulsou seu seu apartamento de luxo em 1988. E na trama original, vale lembrar, Fátima já tinha parido e estava com uma criança nos braços para cuidar sozinha. A profecia daquela mãe se cumpriu depois da antológica cena em que Raquel rasgou o vestido de noiva de Fátima e disse em alto e bom som que sua queda era certa e nunca mais contaria com ela para nada.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Vale Tudo", o novo remake das nove

 A Globo promoveu na terça-feira retrasada, dia 11, a segunda coletiva virtual de "Vale Tudo". Participaram os atores Cauã Reymond, Debora Bloch, Paolla Oliveira, Carolina Dieckmann, Pedro Waddington, Edvana Carvalho, Ramille, Ricardo Teodoro, Malu Galli, Luis Lobianco, Alice Wegmann, Humberto Carrão, Samuel Melo, Rhaisa Batista, Luis Melo e Bella Campos. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Cauã Reymond falou como enxerga o futuro romance de seu personagem com a Odete: "Nunca parei pra pensar nisso. Tive o cuidado de ver um pouco a versão anterior, mas não quis ver muito porque como a Débora falou muito bem estamos fazendo um clássico e é um novo texto e uma nova 'Vale Tudo'. Se a gente fizer a metade do sucesso que ela fez, ficarei mito feliz. Não fiz ainda cenas com a Odete e estou na fase do plano com a Maria de Fátima pra ela conquistar o Afonso. Estou torcendo pra encontrar com a Débora que admiro muito, mas nunca contracenamos".

Debora Bloch comentou se assistiu ao produto original, como é sua parceria com Malu Galli e como enxerga a Odete em 2025: "Eu na época eu vi a novela um pouco porque estava no teatro, mas não via todo dia. Depois comecei a rever e achei que aquilo não estava me ajudando e achei melhor concentrar no texto da nova versão e concentrar na minha Odete. A novela virou um clássico e sempre que se remonta um clássico os atores vão dar a sua leitura daquele clássico, acrescentar seu repertório. Eu já assistia Malu no teatro e depois a gente fez a minissérie 'Queridos Amigos', onde ficamos amigas, e depois 'Sete Vidas'. Fizemos duas amigas na série e depois irmãs na novela. A gente se dá bem em cena, temos um jogo bom juntas, mas agora é uma relação diferente dessas irmãs.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Vai na Fé", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 15, a primeira coletiva online de "Vai na Fé", a nova novela das sete, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Paulo Silvestrini, que estreia em janeiro de 2023. Participaram a autora, o diretor e os atores Sheron Menezzes, Carolina Dieckmann, Bella Campos, Samuel de Assis, Carla Cristina Cardoso, Zecarlos Machado, Claudia Ohana, Che Moais e Elisa Lucinda, além da produtora Mariana Pinheiro. Fui um dos convidados e conto tudo sobre o bate-papo. 

Carolina Dieckmann comentou sobre sua volta às novelas: "O que me fez voltar foi a possibilidade de fazer um trabalho que me encantou. Paulo me falou um pouco da Lumiar e comentou que o marido dela tiraria um ano sabático e meu marido também estava tirando um ano sabático. Aquilo para mim já deu um estalo. E a personagem nunca quis ser mãe. E ela vai ter uma situação com a mãe envolvendo uma doença, nem sei se poderia dar esse spoiler, mas que também me tocou muito. É uma advogada criminalista. Está sendo um desafio passar confiança nesse papel", se animou a atriz.

Sheron Menezzes falou sobre sua primeira protagonista e dos desafios além da atuação: "Dançar e cantar são coisas que eu amo fazer, mas morro de vergonha. Venho de um trabalho que também tive que cantar e dançar. Eu adoro isso. Tenho gostado muito e me descoberto. Tenho entendido que consigo fazer. Cada cena passa por cima de algo que mexe comigo. Antes não fazia por medo e agora tenho que fazer por trabalho.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Bella Campos foi uma grata revelação de "Pantanal"

 Não é exagero afirmar que o cancelamento de "Malhação" provoca uma queda brusca no lançamento de talentos no mercado. O longevo seriado adolescente da Globo era a porta de entrada de muitos novatos. A maior prova disso é Bella Campos. A atriz tinha sido escolhida para protagonizar "Malhação - Transformação", temporada escrita por Priscila Steinmann que foi descontinuada pela emissora. A intérprete, então, fez teste para o remake de "Pantanal" e passou. Foi um dos destaques na pele da Muda. 

Ou seja, a atriz que brilhou na trama adaptada por Bruno Luperi não deixa de ter sido lançada em "Malhação". Mesmo com uma temporada que sequer foi ao ar. Bella ganhou uma personagem que seria complicada até para uma profissional experiente. Ruth chegou na história para se vingar de Juma e Maria Marruá (Alanis Guillen e Juliana Paes) por conta da tragédia que viveu na infância, quando seu pai acabou brutalmente assassinado por Gil (Enrique Diaz), pai de Juma e marido de Maria. Como foi logo ameaçada com uma arma, ficou sem falar e as duas acharam que era muda. Acabou interpretando esse papel. 

A própria Bella declarou em entrevistas que o processo inicial foi complicado e acabou estabelecendo um método de estudo para o papel. A atriz inventava o texto de Muda em sua mente, de acordo com o que era falado em cena pelos demais personagens, para poder imprimir expressões faciais convincentes. E deu muito certo. O risco de cair na caricatura ou até em uma artificialidade era alto. Afinal, representar uma menina que fingia não falar e mantinha uma feição séria quase o tempo todo não era uma tarefa das mais simples.