quarta-feira, 1 de julho de 2026

"Por Amor", "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas" formaram uma trilogia memorável de Manoel Carlos

Não é fácil um autor emplacar um sucesso atrás do outro. Afinal, após uma trama de grande êxito a expectativa para a próxima é ainda maior e muitas vezes a frustração vem. O escritor não consegue repetir o triunfo. Walcyr Carrasco é um dos poucos que consegue com certa facilidade e não por acaso virou o coringa da Globo. Mas é preciso relembrar a trilogia memorável de Manoel Carlos, que faleceu em janeiro deste ano, com "Por Amor" (1997), "Laços de Família" (2000) e "Mulheres Apaixonadas" (2003). 


As três novelas primaram pelo enredos bem estruturados e conflitos arrebatadores que caíram na boca do povo. O curioso foi a diferença das respectivas Helenas. As duas primeiras eram fortes, controversas, grandes protagonistas e ricas dramaturgicamente, enquanto a terceira acabou ofuscada por todas as tramas paralelas, muito mais convidativas. Mas o enredo fraco da Helena de Christiane Torloni não afetou a qualidade de "Mulheres Apaixonadas" e nem prejudicou a ótima audiência da época. Isso porque o conjunto conquistou o público de imediato. 

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. O ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz);