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sexta-feira, 28 de março de 2025

Maior fracasso da história da Globo, "Mania de Você" foi uma novela catastrófica

 Nesta sexta-feira (28/03), para o alívio dos telespectadores, do elenco e da Globo, chegou ao fim "Mania de Você", o maior fracasso de público e crítica do horário nobre da emissora. A novela de João Emanuel Carneiro, dirigida por Carlos Araújo, foi uma das piores já escritas na história da teledramaturgia e se mostrou uma avalanche de equívocos, onde absolutamente nada se salvou. É um caso que jamais será esquecido e servirá para análises futuras do quão catastrófica foi essa produção. 

Um dos graves problemas da obra foi o péssimo desenvolvimento do amor dos mocinhos, agravado ainda mais com os vários cortes na primeira fase, realizados através da intervenção de Amauri Soares, atual todo poderoso do setor de teledramaturgia da Globo, que só enfia os pés pelas mãos desde que assumiu o cargo. O amor avassalador que Viola (Gabz) e Rudá (Nicolas Prattes) sentiam um pelo outro teve um desenvolvimento sem qualquer cuidado. Amor à primeira vista de mocinhos quase sempre fracassa nos tempos atuais, ainda mais quando a relação tem como consequência uma dupla traição, sofrida por Luma (Agatha Moreira) e Mavi (Chay Suede).

Viola traiu Luma, tendo um caso com o namorado da amiga e sem nunca ter apresentado qualquer tipo de remorso, uma vez que a traiu novamente depois que foi perdoada. Rudá nunca demonstrou qualquer cuidado com Luma, mesmo diante de uma relação que teve seu início ainda na infância. Tanto que a traía várias vezes sem peso algum na consciência. E nem a passagem de tempo serviu para amadurecer o personagem.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Virada em "Mania de Você" deixou a novela ainda pior

 A atual novela das nove já é considerado um caso perdido. A dois meses de seu fim, "Mania de Você" mergulhou em um buraco sem fundo e não há boia de salvação. Mas João Emanuel Carneiro tentou uma última cartada com uma nova virada no capítulo 100, exibido recentemente, utilizando o clichê que ele tanto gosta: a vingança. Mas é impressionante como a sua obra não consegue apresentar nada que empolgue ou surpreenda positivamente. A trama, que já estava muito ruim, conseguiu ficar pior. 


A novela está cercada de situações absurdas e não há credibilidade em absolutamente nenhum conflito. A virada até poderia marcar uma nova fase e corrigir alguns erros, mas as soluções encontradas pelo autor deixaram o conjunto da obra catastrófico. É até desanimadora a constatação diante de um elenco tão talentoso e que vem fazendo o que pode. Tudo o que vem acontecendo após a falsa morte de Viola (Gabz) beira o inacreditável, até mesmo em uma ficção. Afinal, todo folhetim tem suas licenças poéticas e algumas cenas que desafiam a lógica, mas o que tem sido visto em "Mania de Você" deixa qualquer telespectador incrédulo e irritado. 

A mocinha ser dada como morta e voltar para se vingar é um clássico e a premissa costuma atrair a atenção do público por ser um recurso quase sempre irresistível. Só que a sequência da 'morte' de Viola se mostrou constrangedora, tanto na execução quanto no texto. Mavi (Chay Suede) sabotou um helicóptero para matar Volney (Paulo Rocha), só que foi o fruto de sua obsessão que entrou na aeronave para fugir do vilão, que a perseguia.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Todos os casais de "Mania de Você" são péssimos e mal construídos

 A atual novela das nove da Globo está em uma situação catastrófica. A virada que João Emanuel Carneiro criou em "Mania de Você" diminuiu ainda mais a audiência, ao invés de aumentar, e a rejeição do público só cresce. Mas basta assistir ao enredo do autor para entender todos os motivos que vêm levando o público a se afastar cada vez mais da trama. E entre os inúmeros equívocos da narrativa está o da construção dos casais. Não há um par sequer que salve. 


Um dos graves problemas da obra foi o péssimo desenvolvimento do amor dos mocinhos, agravado ainda mais com os vários cortes realizados através da intervenção de Amauri Soares, atual todo poderoso do setor de teledramaturgia da Globo, que só enfia os pés pelas mãos desde que assumiu o cargo. É impossível comprar o amor avassalador que Viola (Gabz) e Rudá (Nicolas Prattes) sentem um pelo outro porque nunca houve um desenvolvimento crível do sentimento que surgiu entre eles. 

Para piorar, tudo o que envolve o casal central é baseado em traições e falhas de caráter. Viola traiu sua então melhor amiga, Luma (Agatha Moreira), tendo um caso com o namorado da amiga e sem nunca ter apresentado qualquer tipo de remorso, uma vez que a traiu novamente depois que foi perdoada. Rudá nunca demonstrou qualquer cuidado com Luma, mesmo diante de uma relação que teve seu início ainda na infância. Tanto que a traía várias vezes sem peso algum na consciência.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

"Mania de Você" tem início repleto de acontecimentos e cortes vergonhosos da Globo

 A primeira semana da nova novela das nove da Globo, escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo, causou a melhor das impressões. "Mania de Você" apresentou uma trama central repleta de personagens dúbios e um clima de tensão constante no ar, somados a uma avalanche de acontecimentos, o que também causou uma sensação de correria desnecessária. Ao mesmo tempo, cortes abruptos da emissora foram percebidos pelo público em diversos momentos, o que atrapalhou bastante a verossimilhança de muitas situações. 


No primeiro capítulo da trama, Viola (Gabz) e Luma (Agatha Moreira) nascem no mesmo dia, em situações completamente diferentes e em meio a acontecimentos que marcam suas vidas para sempre. Enquanto Viola é encontrada recém-nascida por Marcel (Bukassa Kabengele), em uma barca, após ter sido abandonada por sua mãe, Luma fica órfã dos pais nos primeiros momentos de sua vida. Filha de Cecília (Simone Spoladore), que morre no parto após seu nascimento, a pequena acaba perdendo seu verdadeiro pai, Alfredo (Fábio Assunção), vítima de um ardiloso plano de Molina (Rodrigo Lombardi), atual marido de sua mãe, e sua amante, Mércia (Adriana Esteves).

Anos se passam e as duas, já mulheres, vivem suas vidas em mundos completamente opostos. Herdeira da Zontex, uma grande empresa de cibersegurança, Luma ganha de Molina, quem ela acredita ser seu pai, um curso de culinária em Paris.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

"Mania de Você": o que esperar da nova novela das nove?

 Duas mulheres de mundos diferentes, nascidas no mesmo dia, têm seus destinos entrelaçados por acaso, anos depois, com consequências que mudam a trajetória de suas vidas para sempre. A conexão entre elas – imediata, forte e genuína – mostra que o que as une vai além da data de aniversário, e será capaz ainda de separá-las, a ponto de uma passar a viver o sonho – ou o pesadelo – da outra. Reviravoltas inesperadas, transformação e novos começos dão o ritmo da nova novela das nove da Globo, "Mania de Você", criada e escrita por João Emanuel Carneiro, com direção artística de Carlos Araujo, que estreou nesta segunda-feira, substituindo o sonolento remake de "Renascer".


No interesse comum pela arte de cozinhar, Viola (Gabz) e Luma (Agatha Moreira) misturam seus gostos e sabores em uma receita que inclui amizade e rivalidade. Unidas pelo acaso, elas e seus namorados, respectivamente Mavi (Chay Suede) e Rudá (Nicolas Prattes), vão protagonizar uma saga em que cada encontro pode ser o ingrediente secreto para uma transformação inesperada.  E no caminho de Viola e Luma, pessoas de caráter duvidoso e com muita sede de poder levam essa história para rumos surpreendentes, como Molina (Rodrigo Lombardi), Mércia (Adriana Esteves), e o próprio Mavi.  

 É no cenário deslumbrante de Angra dos Reis, Costa Verde do Rio de Janeiro, que Viola (Gabz) e Luma (Agatha Moreira) se tornam grandes amigas e principais rivais. A relação de amizade e disputa começa com a mudança de Viola para o litoral fluminense ao lado do namorado Mavi (Chay Suede), que decide ir morar na Ilha do Corvo após receber uma proposta de emprego do milionário empresário do ramo de cibersegurança Molina (Rodrigo Lombardi), patrão de sua mãe, Mércia (Adriana Esteves).

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Mania de Você", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 6, a coletiva virtual de "Mania de Você", nova novela das nove escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo. Participaram o autor e os atores Rodrigo Lombardi, Chay Suede, Nicolas Prattes, Agatha Moreira, Gabz, Bukassa Kabengele, Antônio Saboya, Jaffar Babirra, Ângelo Antônio, Ana Beatriz Nogueira e Adriana Esteves. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


João Emanuel Carneiro falou sobre a chegada de sua trama praiana, após três folhetins rurais, sendo dois remakes: "Alternar coisas é sempre bom. Foram remakes rurais no horário e agora é uma história inquieta que vai mudando rapidamente. Uma história de gente jovem, o que gosto porque o jovem está aberto a tudo. Novela das 21 horas é sempre uma pressão danada e já estou acostumado. A Gabz eu vi em um teste e fiquei fascinado. Vi que era ela nossa Viola. Me interessa contar a vida dos jovens porque são páginas em branco, mas a história não é necessariamente jovem. É sobre paixões e obsessões amorosas", resumiu o autor. 

Gabz comentou como será a relação de Viola com Luma e sobre sua estreia protagonizando uma novela: "São duas mulheres de realidades muito diferentes, mas são determinadas e apaixonadas, o que deixa tudo muito intenso. A gente têm uma química muito forte, a gente se dá bem. Elas querem ter tudo. E contracenar é muito importante nessa novela porque nossos personagens existem em função do outro. Viola teve uma vida difícil, mas não necessariamente sofrida. Ela foi adotada pelo Marcel, interpretado pelo Bukassa Kabengele, e recebeu muito afeto. Ela é criada em uma comunidade circense, onde aprende sobre cozinha e é apaixonada.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Decepcionante, segunda parte de "Todas as Flores" foi repleta de absurdos

 A segunda parte de "Todas as Flores" estreou no início de abril e teve como maior missão manter o interesse do público pela história, que fez um grande sucesso ano passado. Novela exclusiva do Globoplay, a trama de João Emanuel Carneiro teve sua exibição interrompida para não concorrer com o "BBB 23". E o autor se saiu bem diante do hiato. Afinal, a continuação manteve a história em primeiro lugar de produtos mais consumidos do streaming da Globo. Todo mundo queria saber o que aconteceria com os personagens principais. Porém, os 40 capítulos restantes, de um total de 85, ficaram muito aquém dos 45 anteriores. 


É preciso ressaltar que o enredo já tinha sido prejudicado com a passagem de tempo na reta final da primeira parte. O avanço dos meses destruiu a lógica da narrativa, principalmente em torno da gravidez de Maíra (Sophie Charlotte) e Jéssica (Duda Batsow). As duas engravidaram praticamente no mesmo momento, mas a protagonista pariu assim que o tempo passou, enquanto a irmã de Diego (Nicolas Prattes) só teve seu filho na parte de 2023. E o concurso do Garoto Rhodes ficou ainda mais interminável do que já era diante da cronologia apresentada. A própria fuga de Diego, que quase foi preso por Luis Felipe (Cássio Gabus Mendes), se mostrou ridícula porque o rapaz entrou em um VLT (Veículo Leve sob Trilhos), que não passa dos vinte quilômetros por hora, no Centro do Rio de Janeiro. Mas eram situações que dariam para relevar diante do conjunto da obra. 

O problema é que os defeitos foram agravados na segunda parte. Os maiores equívocos, que se resumiam a núcleos secundários repetitivos e sem a menor graça (o ponto fraco do autor em toda novela sua), tomaram conta da trama central.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Apesar dos furos, primeira parte de "Todas as Flores" se mostrou um novelão

 A primeira parte da nova novela do Globoplay chegou ao fim na quarta-feira passada (14) com a disponibilização do último bloco de cinco capítulos. Escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo, "Todas as Flores" é uma novela que não se envergonha de ser novela. Nada de sequências que parecem série ou enredos mirabolantes, a trama é um folhetim que reúne todos os elementos que costumam fazer sucesso no gênero. A produção será dividida em duas partes por causa da estreia do "BBB 23" em janeiro. A primeira tem 45 capítulos, enquanto a segunda tem 40 e começa a ser disponibilizada em abril do ano que vem (o texto tem spoiler).


"Todas as Flores" é um conto de fadas moderno, um thriller contemporâneo regado por histórias de amor, vingança e redenção. Maíra (Sophie Charlotte), uma jovem perfumista com deficiência visual, foi criada pelo pai em Pirenópolis, em Goiás, acreditando que a mãe tivesse morrido. Uma mentira que seu pai contou para proteger a filha do desprezo da mãe, que a rejeitou quando nasceu. Muitos anos depois, Maíra se depara com uma desconhecida a sua porta. É Zoé (Regina Casé), sua mãe. Sem revelar sua verdadeira intenção, Zoé reaparece pedindo perdão à filha por tê-la abandonado. Como em um sonho que se transforma em pesadelo, Maíra vivencia as mais fortes emoções de sua vida. No mesmo dia em que descobre que sua mãe está viva, seu pai morre, assassinado por Zoé. Sem desconfiar de nada, Maíra embarca para o Rio de Janeiro, onde será usada pela mãe para garantir a sobrevivência de sua irmã caçula, Vanessa (Letícia Colin). E o que seria um recomeço feliz ao lado da sua família se transforma em uma longa e perigosa jornada para Maíra. 

A história foi muito corrida no primeiro capítulo. Houve um atropelo de acontecimentos desnecessário, até para uma novela mais curta. Tudo o que foi exibido poderia ser desmembrado em até três capítulos sem provocar um clima arrastado.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Reprise de "A Favorita" reforçou a potência da trama central e os vários problemas dos núcleos secundários

 A reprise de "A Favorita" no "Vale a Pena Ver de Novo" está em plena reta final. A decisão da Globo de reprisá-la surpreendeu muita gente, afinal, a novela de João Emanuel Carneiro tem cenas fortes. Infelizmente, a suspeita do público foi confirmada. A reprise foi mutilada. Mas houve uma preocupação em cortar muito mais os núcleos paralelos do que o central. Até as cenas icônicas pesadas foram exibidas na íntegra, como o assassinato de Salvatore e de Gonçalo, mas várias cenas com frases irônicas da grande vilã foram eliminadas. Uma pena. E, apesar das edições grosseiras, a reexibição confirmou o que todos já sabiam: a potente trama central fez a história entrar para a galeria de grandes produções da teledramaturgia, enquanto quase todos os núcleos paralelos merecem o esquecimento. 

  A novela foi emblemática porque começou a ser exibida para o público sem as 'determinações' clássicas a respeito de quem era mocinha e quem era vilã. O telespectador não ficou na condição privilegiada de saber o contexto do enredo, muito pelo contrário, ele simplesmente passou a fazer parte daquela trama, podendo ser enganado ou não pelas duas principais personagens. Eram duas versões de uma mesma história e a pergunta exposta no teaser chamava atenção: "Quem está falando a verdade?". Um dos atrativos era justamente bancar o detetive, analisando o comportamento dos perfis.

O público se viu na mesma condição dos personagens, não podendo julgar quem acreditava ou não em quem. Afinal, o telespectador ficou tão em dúvida quanto várias figuras pertencentes ao enredo tão bem trabalhado pelo autor. Porém, João, muito inteligentemente, soube induzir com competência, abusando de estereótipos clássicos em folhetins.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

"Todas as Flores": o que esperar da nova novela do Globoplay?

 A nova novela de João Emanuel Carneiro estava prevista para substituir o remake de "Pantanal" e tinha o título de "Olho por Olho". No entanto, em uma mudança de planos, a Globo resolveu transferir a trama para o Globoplay e assim sair na frente da HBO Max, serviço de streaming da HBO que planejava lançar um folhetim em breve (agora o projeto está suspenso). Com a alteração, a história ficou mais curta: 85 capítulos. E haverá um pausa no final do ano por causa da estreia do "BBB 23" em janeiro. A primeira parte ficará com 45 capítulos. Para não dividir as atenções, a plataforma exibirá os 40 restantes a partir de abril, após o término do reality. 


Uma das premissas de "Todas as Flores" é evidenciar o paradoxo entre 'essência' e 'aparência'. O bairro da Gamboa e a empresa Rhodes & Co. Tailleur são os principais universos que representam esse antagonismo ao transitar por mundos que contrastam o 'ser' (uma vida simples, desprovida de ganância ou posses) e o 'ter' (uma vida de status social, riqueza e consumo), respectivamente. A novela conta com muitas locações reais no bairro da Gamboa, que fica localizado na região portuária do Rio de Janeiro e é um dos principais redutos do samba carioca. Entre as locações do bairro e arredores que podem ser vistas na novela, destacam-se a Pedra do Sal, o Largo São Francisco da Prainha, a Ladeira da Conceição e o Porto Maravilha. 

A equipe da novela usou como referência os casarões antigos do bairro, com fachadas pequenas e interiores compridos, para reproduzir o interior dos lares de Judite (Mariana Nunes) e Seu Darci (Xande de Pilares) nos Estúdios Globo. Diversos elementos que compõem a personalidade ou profissão dos personagens estão espalhados pelos cenários como parte do trabalho da produção de arte assinada por Moa Batsow.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Tudo sobre a terceira coletiva online de "Todas as Flores", a nova novela do Globoplay

 A Globo promoveu na última sexta-feira, dia 14, a terceira coletiva online de "Todas as Flores", nova novela do Globoplay, escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo. Participaram do encontro virtual o autor, a assistente de direção Nathalia Santos e os atrizes Regina Casé, Letícia Colin, Mariana Nunes e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conto sobre tudo o que rolou no bate-papo. 


Sophie Charlotte contou um pouco sobre a sua protagonista: "Minha personagem vive em harmonia com o pai. Tem deficiência visual, estudou e é formada em farmácia. Sonha em ser perfumista, profissão do pai (vivido por Chico Diaz). A vida dela é transformada com a chegada da mãe. A Maíra achou que ela tinha falecido quando era bebê. No mesmo dia que aparece o pai da Maíra falece. Ela então resolve ir pro Rio de Janeiro conhecer a irmã, Vanessa, e inicia sua jornada. A Letícia ser minha irmã foi um presentaço. A gente precisa de muita confiança e parceria para enfrentar situações de risco como é o caso das personagens. Tenho pela Letícia um afeto. Maíra chega nessa relação de coração aberto e aos poucos vai vendo que não é aquilo que ela esperava. É uma relação muito complexa. Há uma atração que as une e vivências de vida que as repelem. Maíra ainda acaba se apaixonando pelo noivo da irmã, o que gera um combustível para a Vanessa. A Maíra tem sido de uma transformação imensa na minha vida. Ter entrado em contato com pessoas com deficiência visual tem sido uma transformação para sempre. É um divisor na minha vida. Consegui entender a importância da luta contra o capacitismo. A Maíra convive com uma deficiência, mas isso não a define", observou a atriz.

Letícia Colin comentou sobre a parceria com a colega que interpreta sua irmã e a conduta de sua vilã: "A Sophie é um luxo. Uma colega dessas. Fico emocionada em ouvir a Sophie falando. Isso me faz lembrar o dia que vi a Maíra dela nascendo. Tive a honra de ver uma das primeiras vezes que a Maíra surgiu. O trabalho da Sophie é um primor. É incrível ver o comprometimento dela com essa obra. O trabalho dela é arrebatador.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Nova aquisição da Globoplay, "A Favorita" vale a pena ver de novo

A Globoplay está cada vez mais empenhada em ampliar seu catálogo para atrair mais assinantes. Como a gravação de novas séries está interrompida por conta da pandemia do coronavírus, o serviço de streaming da Globo insere a partir de hoje, dia 25, uma lista de novelas que fizeram sucesso e são até hoje lembradas. Entre as escolhidas estão "Dancin`Days" (1978), "Baila Comigo" (1981), "Tieta" (1989), "Guerra dos Sexos" (1983), "Roque Santeiro" (1985), "Vale Tudo" (1988), "Vamp" (1991), "A Próxima Vítima" (1995), "Explode Coração" (1995), "Torre de Babel" (1998) e "Laços de Família" (2000). Há vários outros títulos escolhidos ainda sem previsão de estreia. O investimento contabiliza cerca de 50 produções em processo de resgate, sendo 21  liberados para publicação. Aliás, todos os folhetins já reexibidos pelo Canal Viva serão inseridos. E a primeira produção que inaugura esse projeto, hoje (dia 25), é "A Favorita" (2008).


É a primeira oportunidade do telespectador assistir ao folhetim em HD, já que em 2008 a maioria das televisões no Brasil não tinha resolução em alta definição. A novela marcou a teledramaturgia porque começou a ser exibida para o público sem as 'determinações' clássicas a respeito de quem era mocinha e quem era vilã. O telespectador não ficou na condição privilegiada de saber o contexto do enredo, muito pelo contrário, ele simplesmente passou a fazer parte daquela trama, podendo ser enganado ou não pelas duas principais personagens. Eram duas versões de uma mesma história e a pergunta exposta no teaser chamava atenção: "Quem está falando a verdade?". Um dos atrativos era justamente bancar o detetive, analisando o comportamento dos perfis.

O público se viu na mesma condição dos personagens, não podendo julgar quem acreditava ou não em quem. Afinal, o telespectador ficou tão em dúvida quanto várias figuras pertencentes ao enredo tão bem trabalhado pelo autor. Porém, João, muito inteligentemente, soube induzir com competência, abusando de esteriótipos clássicos em folhetins.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Sucesso da reprise de "Avenida Brasil" não é uma surpresa

O sucesso da reprise de "Por Amor" no "Vale a Pena Ver de Novo" deixou a Globo repleta de dúvidas. Os elevados números alcançados pela trama clássica de Manoel Carlos precisavam ser mantidos, mas a escolha da substituta acabou virando uma novela. Chegaram a bater o martelo sobre "Eta Mundo Bom!", fenômeno de Walcyr Carrasco, e até chamadas gravaram com Sérgio Guizé, que viveu Candinho. Mas parte da cúpula da empresa voltou atrás e selecionou "Avenida Brasil", um dos maiores fenômenos de todos os tempos. Era a aposta no garantido. E deu certo.


A reprise estreou em outubro e desde então repete o sucesso da produção anterior e ainda conseguiu elevar mais a audiência. A média é de 17 pontos até então, chegando a picos de 23 em alguns capítulos mais bombásticos, como a recente virada no centésimo capítulo, quando Carminha (Adriana Esteves) descobriu que Nina (Débora Falabella) era Rita (Mel Maia) ou no momento da antológica frase "Me serve, vadia". João Emanuel Carneiro esteve no auge da inspiração em 2012 e sua história parou o Brasil, literalmente. As ruas ficaram vazias no dia do grande final. A produção representou uma quase raridade na teledramaturgia: aquele período onde tudo funciona.

"Avenida Brasil" foi a novela certa para o momento certo. Era o auge da ascensão da classe C e o excelente momento econômico do país era bem representado pela família de Tufão (Murilo Benício): várias pessoas humildes que ficaram com uma ótima condição financeira e mantiveram a essência da gritaria, da falta de bons modos, da espontaneidade, da alegria de viver, enfim.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Duramente criticada e com audiência abaixo das expectativas, "Segundo Sol" foi uma grande decepção

O fenômeno "Avenida Brasil", exibido em 2012, colocou João Emanuel Carneiro em um outro patamar. Após três novelas de grande sucesso ---- "Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos" e "A Favorita" ----, o autor conseguiu emplacar uma produção que parou o Brasil e virou um dos folhetins mais exportados da Globo. Parecia a consagração da sua carreira. Porém, a trama que marcou o duelo inesquecível de Carminha e Rita virou uma espécie de "maldição" para o escritor. Desde então, João não consegue mais desenvolver uma boa história que prenda o público. Fracassou com "A Regra do Jogo", em 2015, e agora produziu o seu pior enredo com "Segundo Sol", que chegou ao fim nesta sexta-feira (09/11).


A novela, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médici, parecia promissora no início, mesmo diante da avalanche de críticas (merecidas) em torno da ausência de atores negros em um enredo ambientado na Bahia. Afinal, a premissa em torno de um fracassado cantor de axé, que se transformava em ídolo nacional quando sua falsa morte era divulgada na imprensa, despertava interesse. Emílio Dantas logo se destacou na pele do carismático Beto Falcão. Porém, logo no segundo capítulo ficou claro que a história verdadeira da novela não era essa e ,sim, sobre Luzia (Giovanna Antonelli), marisqueira que se apaixonava à primeira vista pelo cantor e tinha sua vida arruinada pelas vilãs Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves).

Isso não seria um problema se a trama da personagem fosse atrativa e bem conduzida. Mas não foi. A mocinha sofreu o tempo todo e passou a novela inteira fugindo da polícia e das mulheres que a destruíram, enquanto Beto se anulou e teve sua importância bastante diminuída na história. Os ditos protagonistas eram tão burros e passivos que não havia como torcer por eles.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

"Segundo Sol" expõe a necessidade de João Emanuel Carneiro se renovar

A vida de um autor de novelas não é fácil, embora muito bem recompensada com gordos salários. Enquanto estão com alguma produção no ar, a vida dos escritores é voltada exclusivamente para a elaboração de capítulos e mais capítulos de trama. E, obviamente, quanto mais folhetins no currículo, maior a chance de ocorrer repetições de histórias. Até porque a tentação de usar novamente um recurso que funcionou anteriormente é imensa. Portanto, todos os autores acabam se repetindo. Inevitável. Mas o caso de João Emanuel Carneiro em "Segundo Sol" desperta uma certa preocupação. Afinal, ele tem ''apenas'' cinco novelas no currículo. Um pouco cedo para tamanha falta de criatividade.


Várias situações na atual novela das nove da Globo, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médicis, são parecidíssimas com outras produções do escritor e muitas com seu maior sucesso: o fenômeno "Avenida Brasil", de 2012. Mas com um impacto infinitamente menor. Tanto que todas as reviravoltas do folhetim até então não deixaram marcas ou promoveram cenas memoráveis. Pelo contrário, evidenciaram a falta de originalidade de João e a deficiência do enredo, que anda em círculos através de situações repetidas exaustivamente. A tradicional virada do capítulo 100 (ocorrida, na verdade, no 103) foi uma das principais 'provas'.

Luzia (Giovanna Antonelli), para não sair da rotina, caiu em outra armação dos vilões e foi se encontrar com Remy (Vladimir Brichta) para tentar descobrir o paradeiro da filha (que na verdade é filho). Ela acabou sendo vítima do famigerado golpe do "Boa noite Cinderela" e acordou ao lado do corpo do vilão, todo ensanguentado, e segurando uma faca banhada em sangue. A mocinha entrou em desespero e logo depois chegou Beto (Emílio Dantas), flagrando a cena macabra.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Após início promissor em "Segundo Sol", Rosa foi destruída por João Emanuel Carneiro

O início de "Segundo Sol" foi atrativo e parecia que João Emanuel Carneiro tinha criado um novelão dos bons. Um dos grandes destaques da trama era Rosa, uma menina que não levava desaforo para casa, interpretada brilhantemente por Letícia Colin. A personagem era um natural centro das atenções em qualquer cena que aparecia. Não demorou para a atriz virar um dos maiores destaques do folhetim e ofuscar Luzia (Giovanna Antonelli) ---- mocinha medrosa, burra e passiva ---, além de Beto Falcão (Emílio Dantas), mocinho que só teve destaque no primeiro capítulo.


A quantidade de conflitos que Rosa protagonizava enriquecia o roteiro, principalmente em virtude da complexidade do papel. Afinal, a garota virou prostituta de Laureta (Adriana Esteves) com o intuito de subir de vida e dar uma melhor condição para Nice (Kelzy Ecard), a sua sofrida mãe que era proibida de trabalhar pelo marido machista. Ela, por sinal, nunca teve medo do pai e sempre o enfrentou com deboche. Sua bonita relação com Maura (Nanda Costa) também se sobressaía, principalmente quando apoiou o relacionamento homossexual da irmã.

O romance com o marrento Ícaro (Chay Suede) era outro atrativo. A química entre os atores ficou explícita logo na primeira cena e as transas quentes dos personagens impulsionaram uma grande torcida pelo casal. Até mesmo as discussões eram interessantes, pois expunham a explosão de dois temperamentos fortes.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Com Maura e Ionan em "Segundo Sol", autor copia o que há de pior nas suas novelas passadas

Enquanto "Orgulho e Paixão" explora a homossexualidade de uma forma delicada e bem construída, "Segundo Sol" desce a ladeira através de um triângulo amoroso desenvolvido de forma totalmente equivocada por João Emanuel Carneiro. A atual novela do horário nobre da Globo vem se perdendo ao longo dos capítulos e agora o alvo da vez foi um dos núcleos secundários que aparentemente mais prometia no enredo, dirigido por Dennis Carvalho e Maria de Médici.


A condição sexual de Maura (Nanda Costa) sempre foi muito clara no folhetim e a retração da personagem era uma das suas principais características. Isso porque tinha medo de assumir o seu relacionamento com Selma (Carol Fazu). As duas tinham um caso e Selma traía o marido (que depois faleceu em um acidente) com a policial. Ou seja, o início dessa relação já não foi bem colocado pelo escritor ---- nem sequer foi exposto como se conheceram. Ainda assim, os perfis cresciam juntos e o momento em que o ''namoro" foi descoberto por Nice (Kelzy Ecard) resultou em uma ótima sequência dramática.

"Estou cansada de fingir ser normal", disse Maura em um diálogo emocionante com sua mãe. Vale lembrar ainda uma cena em que a policial falou com todas as letras para seu colega de farda --- e então melhor amigo --- Ionan (Armando Babaioff) que gostava era de mulher. Ou seja, nunca foi bissexual, ao contrário de Selma.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

"Segundo Sol" apresenta núcleos secundários mais atrativos que o principal

João Emanuel Carneiro ainda não tem um elevado número de novelas em seu currículo, mas várias características suas já ficaram evidentes em muitos trabalhos. Uma delas é a força do núcleo principal e a limitação dos núcleos paralelos. "Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos", "A Favorita", "A Regra do Jogo" e até mesmo a aclamada "Avenida Brasil" apresentaram tramas centrais muito bem estruturadas e atrativas, enquanto pecaram nas secundárias. Porém, ironicamente, o escritor quebrou o que parecia ser uma regra em "Segundo Sol".


O núcleo central envolvendo a trama de Beto Falcão (Emílio Dantas) e Luzia (Giovanna Antonelli) se mostra frágil, principalmente em torno da falsa morte do cantor e do conformismo da DJ. Os mocinhos acabam se comportando como dois covardes e as situações protagonizadas por eles não movem o enredo. Como até agora são passivos, viram peças pouco fundamentais na história. Claro que mais para frente é bem provável que tudo isso mude, mas o folhetim já passou do capítulo 70 e o que tem sido visto são conflitos muito mais convidativos nos núcleos paralelos, enquanto os mocinhos ficam se escondendo.

A família do corrupto Severo (Odilon Wagner), por exemplo, é a protagonista dos maiores barracos do roteiro e de muitas viradas de "Segundo Sol". O descontrole emocional de Edgar (Caco Ciocler), a submissão de Zefa (Cláudia Di Moura), a fragilidade de Karen (Maria Luisa Mendonça) e a crueldade de Rochelle (Giovanna Lancellotti) são bons ingredientes da problemática estrutura familiar, piorada ainda mais com a volta de um Roberval (Fabrício Boliveira) endinheirado procurando vingança.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

"Segundo Sol" apresentou primeira fase repleta de acontecimentos e com ótimas viradas

A nova novela de João Emanuel Carneiro tem a missão de manter os altíssimos índices de audiência de "O Outro Lado do Paraíso" e já começou corrigindo o erro da trama anterior, escrita por Walcyr Carrasco: uma primeira fase longa e lenta demais. O autor resolveu condensar a primeira fase de sua história em nove capítulos, ao contrário dos 30 da antecessora. Porém, resolveu apostar em uma avalanche de clichês, repetindo a estratégia de seu colega, que se saiu muito bem (vários elementos, por sinal, lembram a história passada). E todos foram expostos em ritmo ágil, não poupando trama e nem ganchos.


A trama abordou muito bem o drama de Luzia (Giovanna Antonelli) e a bagunça que Beto Falcão (Emílio Dantas) 'provocou' na vida de todo mundo, incluindo a sua. O curioso é que as chamadas da novela focavam no protagonismo do cantor de axé em decadência e mal citavam a mocinha --- provavelmente pelo receio de parecer com a saga de desgraças iniciais da Clara (Bianca Bin) do folhetim recém-terminado. Nessa primeira fase, entretanto, ela é a grande personagem central em virtude da avalanche de tragédias que despencaram na sua cabeça desde que conheceu Miguel ---- nome falso do rapaz, que se fingiu de morto, induzido pelos picaretas Remy (Vladimir Brichta) e Karola (Deborah Secco).

Foram várias situações que movimentaram esse início de enredo, incluindo falsa morte, gravidez relâmpago, assassinato, roubo de bebê, embate de mocinha e vilã, briga entre irmãos, prisão, armações, fim de um coma, fuga de presídio, entre outros mais.

terça-feira, 15 de maio de 2018

"Segundo Sol" tem estreia movimentada e embalada por nostálgica trilha sonora

"Tudo pode ser transformado. Tudo que se perdeu pode existir de novo. De outro jeito. Reinventado. Reconstruído de outra forma. Só depende de você. Só você pode dar uma nova chance para a sua vida". A premissa de "Segundo Sol", nova novela das nove, que estreou nesta segunda-feira (14/05), é bastante interessante. Mas não apenas porque pode render uma boa história e, sim, porque acaba servindo para o próprio autor. João Emanuel Carneiro foi o responsável pelo fenômeno "Avenida Brasil" (2012) e fracassou com "A Regra do Jogo" (2015), seu último trabalho na Globo. Ou seja, essa nova empreitada não deixa de ser uma nova chance para ele mostrar o quão é talentoso.


A última novela do escritor foi um tropeço em sua brilhante carreira e seu novo enredo tem tudo para conquistar o telespectador. João aposta agora no folhetim mais rasgado, deixando maiores complexidades de lado, com o claro objetivo de reconquistar o público. E sua estratégia se mostra bem correta, ainda mais substituindo o fenômeno "O Outro Lado do Paraíso", de Walcyr Carrasco, que arrebatou a audiência com um melodrama rasgado, repleto de clichês. Sai de cena o Jalapão e o lindo cenário de Tocantins, cedendo lugar para as belezas da Bahia. Ambientada em Salvador e na fictícia Boiporã, a trama traz duas fases separadas por 18 anos. A primeira se passa entre 1999, 2000 e 2001.

A vingança de Clara Tavares (Bianca Bin) é substituída pela saga de Beto Falcão (Emílio Dantas), cantor que estourou com o sucesso "Axé Pelô", em 1994, mas enfrenta a decadência no final dos anos 90, se dando conta da diminuição de seu cachê e precisando lidar com dívidas, contraídas pelo seu irmão, o 171 Remy (Vladimir Brichta).