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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Tudo sobre a coletiva online de "Justiça 2", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu na primeira quarta-feira de abril, dia 3, a coletiva virtual de "Justiça 2", a nova série da plataforma de streaming. Participaram a autora Manuela Dias, o diretor Gustavo Fernández e os atores Murilo Benício, Leandra Leal, Paolla Oliveira, Nanda Costa, Belize Pombal, Juan Paiva, Leandra Leal, Alice Wegmann, Marco Ricca, Maria Padilha, Julia Lemmertz, Rita Assemany, Giovanni Venturini, Danton Mello, Gi Fernandes, Marcello Novaes, Tereza Seiblitz e Danton Mello. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Manuela Dias analisou sua obra: "Não é uma série focada nas questões judiciais, é focada no que a gente acredita o que é a justiça. A gente acredita tanto na justiça que quando a justiça na terra falha a gente acaba acreditando que uma justiça divina vai acontecer. E há crimes que não há reparação. Se você tem um carro roubado, ele pode ser recuperado. Mas, se você foi abusada, qual a reparação? A maior parte da série se passa em Ceilândia e é uma forma da gente abordar questões sociais ali. Foi maravilhoso gravar lá. A série restitui a humanidade a pessoas que são apagadas pela sociedade. São 28 episódios e as quatro histórias se entrelaçam".

Gustavo Fernández acrescentou: "A primeira ideia era gravar em uma cidade da Bahia, localizada no oeste, próximo da divisa com Maranhão, Piauí e Tocantins.

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Anjo Mau": a elogiada primeira novela de Maria Adelaide Amaral

Exibida entre setembro de 1997 e março de 1998, "Anjo Mau" teve 173 capítulos e foi um excelente remake escrito por Maria Adelaide Amaral, sua primeira novela como autora titular. Adaptação da obra original de Cassiano Gabus Mendes (1976), o folhetim teve supervisão de texto de Silvio de Abreu e foi dirigido por Denise Saraceni e Carlos Manga. A história foi brilhantemente protagonizada por Glória Pires e foi reprisada pela Globo entre agosto de 2003 e janeiro de 2004 no "Vale a Pena Ver de Novo", além de ter sido exibida também pelo Canal Viva entre julho de 2013 e março de 2014.


A história era em torno de uma moça dissimulada e gananciosa, ou seja, um tipo totalmente fora dos padrões da tradicional 'mocinha'. Inconformada com sua vida medíocre, Nice busca ascender socialmente e não mede esforços para atingir seu objetivo. Filha adotiva de Augusto (Cláudio Corrêa e Castro) e Alzira (Regina Dourado), e irmã de Luiz Carlos (Márcio Garcia), a mulher consegue emprego na mansão dos Medeiros, onde seu pai já trabalha como motorista há muitos anos. Ela ganha a vaga de babá do filho de Stella (Maria Madilha) e logo se interessa pelo irmão da patroa, Rodrigo (Kadu Moliterno).

Sonhando em ser a dona daquele casarão, Nice inicia um plano para conquistar o rapaz, sem se importar nas consequências. A babá descobre que a noiva de Rodrigo (a arrogante Paula, vivida por Alessandra Negrini) tem um com o irmão dele (Ricardo - Leonardo Brício) e arma para que o romance seja descoberto.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Mulheres Apaixonadas": a última grande novela de Manoel Carlos

Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" e "Viver a Vida", e agora com "Em Família" está em seu pior momento, escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia.


Após novelas excelentes, como "História de Amor", "Por Amor" e "Laços de Família", Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance lésbico de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); o preconceito de Paulinha (Ana Roberta Gualda); o agressivo psicopata

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Teatro Alheira em Lado a Lado: um núcleo injustiçado pelas críticas

Apesar da baixa audiência, "Lado a Lado" sempre foi uma novela muito elogiada, tanto pelo público quanto pela crítica. A boa atuação do elenco, o capricho do figurino, a produção, trilha sonora, enfim, os elogios costumam ser constantes a todo esse conjunto de acertos. Entretanto, há uma parte da novela que sempre foi alvo de várias críticas: o núcleo do teatro.


Tanto os críticos quanto parte dos telespectadores consideram a trama do teatro Alheira cansativa, chata e com um espaço desnecessário na história. Porém, há muita injustiça nessas avaliações. Abordar o teatro em uma novela é muito raro e os autores foram corajosos quando resolveram inserir esse assunto na trama. Juntar o meio teatral com o meio televisivo é muito válido, principalmente porque ainda há uma rivalidade inútil entre as duas produções. Enquanto o teatro é tratado como cultura para muitos, a telenovela é tratada como inutilidade.

João Ximenes Braga e Cláudia Lage deixaram a cargo desse núcleo a leveza da história. Se por um lado há um clima mais pesado na trama central, há humor de sobra nas confusões vividas por Diva, Quequé, Mário, Neusinha, Frederico e cia. Além dos problemas que envolvem o teatro e da dificuldade em montar