sexta-feira, 20 de setembro de 2019

"Espelho da Vida" e "Órfãos da Terra" comprovam que audiência e repercussão nem sempre caminham juntas

Há diferentes tipos de sucesso. O mais observado é o de audiência. Quando uma produção atinge elevados índices no Ibope é sinal de êxito para qualquer emissora. Afinal é isso que se tanto busca. No entanto, os números nem sempre vêm acompanhados de repercussão. Ou seja, um produto bem-sucedido pode apresentar controvérsias. E uma ótima análise comparativa pode ser feita entre "Espelho da Vida" e "Órfãos da Terra", dois folhetins da faixa das 18h da Globo.


A história de Elizabeth Jhin começou lenta, mas engrenou a partir do final do segundo mês e surpreendeu o público de várias maneiras. A narrativa ousada da autora (expondo seu enredo através da concomitância entre passado e presente em uma viagem temporal) trouxe uma bem-vinda novidade para um formato tão longevo. Ainda conseguiu abordar o espiritismo de forma criativa e emocionante. As viagens protagonizadas por Cris (Vitória Strada) para investigar o mistério em torno do assassinato de sua vida passada, Júlia Castelo, proporcionaram momentos sensíveis e impactantes. 

Porém, a coragem da escritora teve um preço: o estranhamento de parte do público nos primeiros meses. A fantasia dentro de um universo aparentemente real não foi bem digerida, assim como a falta de maiores explicações. Mas mesmo assim Elizabeth não recuou e fez apenas alguns cortes em cenas desnecessárias de núcleos paralelos para o roteiro se desenvolver mais rapidamente. Funcionou. A audiência foi aumentando e comprando a trama sobre reencarnação e viagem no tempo. Todavia, a repercussão da produção sempre foi alta. Mesmo no início turbulento.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Bia Arantes e Anaju Dorigon têm uma ótima sintonia em "Órfãos da Terra"

Impressionante como nada sobrou do primeiro mês de "Órfãos da Terra". Aquele novelão escrito por Duca Rachid e Thelma Guedes, dirigido por Gustavo Fernandez, se dissolveu diante dos olhos do público. A trama está em plena reta final totalmente sem história, andando em círculos, e com personagens sem função. Porém, em meio a tantos defeitos evidentes, um único acerto surgiu em virtude da perda de rumo das autoras: o romance de Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anaju Dorigon).


As personagens se perderam no enredo, assim como todos os demais. Valéria era uma vilã que se casou com o pai do ex-namorado para aproveitar a fortuna do empresário, mas três anos se passaram e nada aconteceu. Nenhum golpe foi dado ou vilania praticada. Inclusive, o núcleo mal aparecia. Já Camila sempre foi uma interesseira que renegava a família, mas passou os mesmos três anos trabalhando conformada como camareira em um hotel. Preferiu isso do que ficar em casa sem fazer nada. Postura estranha para um perfil sem  caráter.

As duas participavam da mesma cena muito raramente. Mas a sintonia das atrizes era clara. Até que as autoras resolveram estreitar a amizade das quase vilãs perto da reta final da história. Camila, inclusive, fez as pazes com a família e se tornou uma boa pessoa.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Tudo sobre a festa de "Éramos Seis", próxima novela das seis

Um chá da tarde em uma casa construída em 1920, ao som de uma trilha sonora contemporânea em ritmo de swing. Foi nessa atmosfera do início do século passado que aconteceu o evento de lançamento de "Éramos Seis", próxima novela das seis da Globo, na tarde de segunda-feira (16/09), na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio de Janeiro. Fui um dos convidados e conto agora tudo o que aconteceu na maravilhosa festa promovida pela emissora.


O som do evento ficou a cargo da banda "Clusters Sisters" (revelada no extinto programa "Super Star"), que, em uma deliciosa apresentação ao vivo, cantou sucessos como "Bad Romance", "Mercy" e "Bang", com arranjos adaptados ao estilo musical do período retratado na novela. O espaço, que mantém intacta a arquitetura no estilo neoclássico francês comum às casas mais sofisticadas da época, recebeu elenco, equipe e imprensa. A escolha do local não foi aleatória, pois o folhetim começa sua trama na década de 1920, passa a maior parte de sua história na década de 1930 e finaliza nos anos 1940. A talentosa banda, além de estar na trilha da produção, será uma das atrações do cabaré frequentado por Júlio (Antônio Calloni) e Almeida (Ricardo Pereira).

Para o diretor artístico, Carlos Araújo, o evento trouxe os componentes principais que envolvem a história de Lola (Gloria Pires) e sua família. "Essa novela é muito emotiva, é afeto, e, com ela, a gente quer mostrar a beleza da vida, do que é viver, acordar, dizer bom dia e "Éramos Seis" é isso. Tivemos aqui um pedacinho do que vem por aí", finalizou.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Nathalia Dill se destaca como Fabiana em "A Dona do Pedaço"

O sonho de qualquer atriz ou ator é interpretar um tipo totalmente diferente de seu trabalho anterior. Ainda mais quando o intervalo entre uma produção e outra é relativamente curto. Afinal, nada melhor para mostrar talento e versatilidade do que interpretar personagens tão distintos em um breve espaço de tempo. Pois Nathalia Dill pode dizer que conseguiu essa sorte na sua já tão bem-sucedida carreira.


A atriz brilhou como Elisabeta na impecável "Orgulho e Paixão", deliciosa novela das seis de Marcos Berstein, exibida ano passado, baseada em vários clássicos da escritora Jane Austen. A mocinha era uma típica heroína e sempre procurava defender seus amigos e lutava pelo que acreditava. Seu romance com Darcy (Thiago Lacerda) também funcionou, assim como o entrosamento com as irmãs e a melhor amiga Ema (Agatha Moreira). Era um prazer vê-la em cena tão à vontade. Não é exagero afirmar que foi sua melhor mocinha até o momento ---- a quinta na carreira.

Menos de um ano depois, Nathalia ganhou de Walcyr Carrasco a dissimulada Fabiana, em "A Dona do Pedaço", ex-noviça que passa por cima de qualquer um para atingir seus objetivos e consegue dar golpes até em pessoas tão canalhas quanto ela. Tudo para se dar bem e ter a vida que sempre julgou merecer. O fato de ter sido criada em um convento, como ama dizer o tempo todo, apenas expõe a hipocrisia que transborda a todo instante.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Iza no "The Voice Brasil" foi um sopro de novidade em um desgastado formato

Até os maiores fãs do "The Voice Brasil" hão de concordar que o reality musical da Globo não repercute como antigamente. Há pelo menos uns três anos que o programa vem deixando a desejar e as razões são de conhecimento geral: o natural desgaste do formato, a falta de renovação total dos técnicos e participantes que não ficarão marcados no mercado musical, por mais talentosos que sejam. Todavia, a entrada de Iza na oitava temporada representou um sopro de novidade.


Muitos questionaram a entrada da cantora em virtude de sua curta carreira --- foi lançada oficialmente pela Warner Music no mercado em 2016 e estourou de fato em 2017. Então como colocar como "técnica" uma cantora que ainda nem tem cinco anos trajetória? Afinal, Ivete Sangalo, Lulu Santos e Carlinhos Brown apresentam um vasto currículo musical, além de Michel Teló, que, embora seja mais novo, também começou cedo no grupo Tradição. Porém, essa questão se mostra insignificante.

Primeiramente, a experiência dos técnicos pouco conta na hora das avaliações e o medo do diretor Boninho em renovar o time implicou na repetição das análises dos cantores. Muitas vezes são redundantes e acabam dizendo a mesma coisa para vários candidatos ---- "Sua voz é linda" ou "Como é afinada" são apenas alguns exemplos.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

As Helenas de Manoel Carlos

Uma das marcas de Manoel Carlos é, sem dúvida, a presença de uma personagem chamada Helena em suas obras. A primeira novela do autor, curiosamente, se chamava "Helena" (1952 - TV Paulista) e era baseada no romance homônimo de Machado de Assis. Mas ainda não tinha relação alguma com as nove mulheres que viriam a marcar presença em seus futuros folhetins. Atualmente a reprise de "Por Amor", em exibição no "Vale a Pena Ver de Novo", tem feito um imenso sucesso com a história da complexa Helena vivida por Regina Duarte. Mas esse mundo das personagens de mesmo nome do escritor deixou sua marca da teledramaturgia.


A primeira Helena foi em "Baila Comigo" (1981). Vivida brilhantemente pela grande Lilian Lemmertz, a personagem deu à luz gêmeos (vividos por Tony Ramos), mas não pôde criá-los ao lado do pai (Joaquim Gama - Raul Cortez). Para 'resolver' a dura questão, entregou um deles a Joaquim e o outro criou com seu marido, Plínio Miranda (Fernando Torres). O forte enredo dramático proporcionou grandes cenas para todos os atores envolvidos, incluindo, claro, a saudosa Lilian. Não por acaso, o forte papel presenteou a atriz com inúmeros elogios à sua atuação.

Após este seu bem-sucedido trabalho, Maneco escreveu duas novelas que não contaram com uma Helena: a conturbada "Sol de Verão" (1982) e "Novo Amor" (1986 - Rede Manchete). Mas foi a partir de "Felicidade" que o autor passou a inserir a sua controversa protagonista em todas as suas histórias.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Até quando o beijo gay será um tabu na teledramaturgia?

O título do texto parece bem ultrapassado. Afinal, essa inútil polêmica em torno do beijo entre iguais foi desfeita em 2013 com o inesquecível desfecho de Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em "Amor à Vida". A novela de imenso sucesso de Walcyr Carrasco entrou para a história da teledramaturgia e abriu as portas para outros romances homoafetivos com direito a beijo. O próprio termo "beijo gay" nem vale mais ser usado. É só beijo e pronto. No entanto, um retrocesso aconteceu em "Órfãos da Terra".


Duca Rachid e Thelma Guedes estão totalmente perdidas na história atual das seis e é uma lástima que a produção tenha se perdido por completo. Em meio a tantos equívocos, todavia, surgiu um acerto: o romance de Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anaju Dorigon). As patricinhas interesseiras tiveram a amizade estreitada e o envolvimento das duas virou amor. A construção foi rasa porque as autoras claramente inventaram a situação de última hora, mas funcionou e o público das redes sociais comprou o par.

A novela que nunca teve repercussão, apesar da ótima audiência, começou a despertar um pequeno burburinho nas redes somente por conta do futuro casal lésbico. As demais situações deixaram de interessar há tempos. E o próprio GShow, site de entretenimento da Globo, chegou a divulgar uma entrevista com Bia Arantes a respeito do beijo que as personagens dariam.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Kaysar Dadour é uma boa surpresa de "Órfãos da Terra"

A presença de Kaysar Dadour na décima oitava edição do "Big Brother Brasil" foi marcante. O participante logo caiu nas graças do público com suas brincadeiras e a forma peculiar que falava português, com um forte sotaque sírio (sempre usando o termo "caraca" em todas as frases). Era um dos favoritos para ganhar e sua história de vida cativou os telespectadores (queria trazer sua família para o Brasil e livrá-los da guerra na Síria). Ele foi o vice-campeão, mas conseguiu algo que quase todos os ex-BBBs sonham: trabalhar como ator na Globo.


A emissora resolveu investir no rapaz em virtude de seu incontestável carisma e o enredo de "Órfãos da Terra" parecia perfeito para sua estreia em novelas. Afinal, Duca Rachid e Thelma Guedes criaram uma trama que aborda o tema dos refugiados e a família da mocinha morava na Síria. Todos acabaram vindo para o Brasil, após um violento bombardeio que vitimou milhares. Kaysar deu várias entrevistas confirmando como o roteiro lembra um pouco a sua vida. Mas, ironicamente, o seu personagem é oposto de sua pessoa.

Fauze era o mais fiel capanga do poderoso Aziz Abdallah (Herson Capri) e fazia absolutamente tudo o que o patrão ordenava. Agressivo e frio, o homem assustava suas vítimas até pelo olhar intimidador. E estrear em um papel que não tem nada a ver com sua personalidade é ótimo para Kaysar mostrar seu talento.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

"Malhação - Toda Forma de Amar" chega ao capítulo 100 com trama estagnada

A atual temporada de "Malhação" está surfando na onda de ótimas audiências da Globo nos últimos meses. "Malhação - Toda Forma de Amar" está até agora com média de 18 pontos, um ótimo índice, e um ponto a mais que a péssima fase anterior. E Emanuel Jacobina fez por merecer a aceitação do público, após duas tramas sofríveis do seriado adolescente escritas por ele em sequência entre 2015 e 2016 ("Seu Lugar no Mundo" e "Pro Dia Nascer Feliz"). Todavia, a produção chegou ao centésimo capítulo nesta segunda-feira (02/08) com o roteiro estagnado.


A história teve um início promissor e quase todos os personagens cativam de alguma forma, assim como seus respectivos conflitos. O mote central, inclusive, se baseia no clichê da mãe biológica lutando pela guarda da filha com a família adotiva. É uma temática que costuma conquistar o telespectador e a saga de Rita (Alanis Guillen) desperta interesse, assim como sua relação de discussões e beijos com Filipe (Pedro Novaes), filho da mulher que adotou a menina que a adolescente pariu.

As paralelas também têm várias qualidades, vide o mistério em torno do assassinato de Zé Carlos (Peter Brandão), o romance mais 'bruto' de Anjinha (Carol Dallarosa) e Cleber (Gabriel Santana), as tiradas de Thiago (Danilo Maia) e seu novo relacionamento com Jaqueline (Gabz), o triângulo cômico protagonizado por Carla (Mariana Santos),

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

"A Dona do Pedaço" prende público com uma sucessão de reviravoltas

A atual novela das nove vem fazendo a alegria da Globo. "A Dona do Pedaço", semana passada, quebrou o recorde de audiência semanal com 39,2 pontos de média. A emissora não alcançava esse índice desde a última semana de "O Outro Lado do Paraíso", em maio de 2018, outro fenômeno de Walcyr Carrasco. E o autor tem feito por merecer esses índices elevados. A história se desenvolve em ritmo ágil e praticamente todos os capítulos das últimas semanas vêm apresentando várias viradas e muitos acontecimentos.


Atualmente, quase todos os núcleos estão com conflitos em decorrência de recentes reviravoltas. O esperado flagra de Maria da Paz (Juliana Paes) em Régis (Reynaldo Gianecchini) e Josiane (Agatha Moreira) resultou no recorde de audiência da novela (45 pontos) e rendeu ótimas sequências posteriores. O choro desesperador da boleira da prisão destacou o talento de Juliana e a conversa reveladora entre mãe e filha, que resultou na expulsão de Maria de sua própria casa, proporcionou a aguardada catarse em que Jô tirou a máscara de filhinha inocente. As intérpretes brilharam.

Ou seja, após o flagrante da traição, a protagonista foi presa por ter atirado no então marido e assim que conseguiu um habeas corpus ---- por conta de Amadeu (Marcos Palmeira) ---- se viu expulsa de casa pela herdeira. Três viradas em apenas dois capítulos. Mas não era o bastante para Walcyr. Logo depois Maria se deparou com Jô em sua cadeira na fábrica, a patricinha não pensou duas vezes antes de também colocar para fora a mãe de sua empresa.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Multishow prova que os fãs de "Chaves" e "Chapolin" foram desrespeitados pelo SBT

No dia 21 de maio, o Multishow estreou "Chaves" e Chapolin" em sua programação. Algo que, teoricamente, não teria qualquer relevância. Afinal, as icônicas sérias mexicanas protagonizadas por Roberto Gómez Bolaños viraram uma espécie de marca do SBT, que começou a exibi-las em 1984 e nunca mais parou.  São anos de reprises e mais reprises. Porém, o canal a cabo conseguiu surpreender em vários aspectos, fazendo a alegria dos inúmeros fãs.


Além da boa qualidade de imagem e som, a emissora se preocupou em exibir as séries em ordem cronológica e conseguiu reunir os dubladores clássicos para algumas redublagens que foram necessárias em episódios que o SBT nunca se preocupou em exibir ---- obviamente, os profissionais já falecidos foram substituídos. Ainda deixou como opção o áudio original através de ícones disponibilizados pelas operadoras de canais pagos. E o melhor de tudo foi a compra de mais de cem capítulos inéditos, incluindo alguns considerados perdidos pelos fãs.

Não por acaso, "Chaves" e "Chapolin" entraram para o topo da lista de programas mais vistos do Multishow. E impressiona a quantidade de episódios que o SBT jamais exibiu. Claro que o anúncio de "cem episódios inéditos" adquiridos pelo canal despertou uma grande expectativa, mas havia a chance de a maioria deles serem da década de 90, quando Roberto chegou a regravar várias histórias com parte do elenco e todos bastante envelhecidos.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

"Bom Sucesso" é uma novela para assistir sorrindo

A atual novela das sete da Globo está há pouco mais de um mês no ar e já pode ser considerada um fenômeno de audiência. Com 30 pontos de média até agora ---- desde 2006 uma novela das 19h não superava essa marca no mesmo período ----, "Bom Sucesso" vem fazendo jus ao seu título e merece o prestígio dos telespectadores. A história escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, conquistou o público e as razões não são poucas, pelo menos até o momento. Resta torcer para que siga assim.


A premissa do folhetim até parece um pouco fúnebre ou dramática demais: a troca de exames entre um senhor milionário com um câncer terminal e uma humilde mulher trabalhadora do subúrbio  do Rio de Janeiro. Nada contra os dramas, por sinal. Porém, a faixa das 19h se caracterizou por obras mais leves e cômicas. Então, um enredo com uma história 'pesada' poderia afastar o telespectador. Mas os autores estão conduzindo essa temática em torno da chegada da morte com uma sensibilidade ímpar.

A relação de amizade entre Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antônio Fagundes) vem se mostrando a cada dia mais encantadora e a sintonia dos atores salta aos olhos. Rosane e Paulo ainda acertaram com a rapidez do término das confusões envolvendo a troca dos exames.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Fernanda Young deixa uma lacuna que não será preenchida

O ano de 2019 não anda nada fácil. Em meio a inúmeras grandes perdas no meio artístico, o Brasil perdeu Fernanda Young na madrugada do último sábado (24/08). A atriz, autora, apresentadora e escritora sofria de asma e sofreu uma parada cardíaca durante uma crise. Os médicos não conseguiram reanimá-la. Faleceu aos 49 anos. Foi enterrada na tarde de domingo, no cemitério de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.


A morte inesperada de uma mulher tão jovem chocou todos os fãs e a classe artística. Fernanda deixou o marido, Alexandre Machado, e quatro filhos: as gêmeas Cecília Maddona e Estela May, de 19 anos; Catarina Lakshimi, de 10 anos e John Gopala, também de dez anos. Os nomes de seus herdeiros, por sinal, já deixam claro que Fernanda não era uma pessoa qualquer. Sarcástica, de opiniões firmes e multifacetada, a profissional, que se saía bem em todas as áreas que se dedicava, se consagrou como autora.

Ela e o marido são responsáveis por várias séries de imenso sucesso na televisão, sendo "Os Normais" a mais lembrada até hoje. A trama protagonizada por Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) conquistou o público e durou menos no ar do que se imagina: apenas dois anos (2001/2003). Mas originou dois filmes que repetiram o sucesso.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Reprise de "Por Amor" expõe a mudança de comportamento da sociedade

Normalmente, quando a reprise de uma novela faz sucesso é natural afirmar que a história é atemporal. Ou seja, funciona bem em qualquer época e por isso sempre cai nas graças dos público. É o caso de "Vale Tudo", por exemplo. O fenômeno de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasséres caiu na boca do povo em 1988 e até hoje é lembrada. Também teve um grande êxito nas três vezes que foi reexibida ---- em 1992, no "Vale a Pena Ver de Novo", e em 2010 e 2018 no Canal Viva. E realmente o enredo segue atual. A corrupção no Brasil pouco mudou. Todavia, "Por Amor", exibida em 1997, tem uma história que é vista de forma bem diferente hoje em dia.


A novela é um dos melhores trabalhos de Manoel Carlos e tudo o que o autor melhor desenvolve está ali: o cotidiano da classe média alta do Leblon, os tradicionais barracos familiares, uma Helena que faz tudo pela filha, uma vilã elegante e debochada, enfim. Não por acaso tem feito um grande sucesso no "Vale a Pena Ver de Novo", desde que começou a ser reprisada no dia 29 de abril, substituindo "Cordel Encantado". Também teve uma ótima audiência nas duas vezes que foi reprisada no Canal Viva, em 2010 e 2017. O bom retorno do público é muito merecido. É um novelão da melhor qualidade.

Mas é preciso ressaltar os vários conflitos da história que eram normais na época e atualmente não são mais tolerados. O próprio texto, sempre elogiado pelo refinamento de Maneco, contém declarações que hoje soam absurdas. Um bom exemplo foi até cortado na reprise da Globo provavelmente porque a cúpula da emissora achou não apropriado para os dias atuais. Mas deveriam ter exibido justamente para comprovar como a sociedade evoluiu com o tempo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Quinta temporada da "Escolinha do Professor Raimundo" acerta com homenagem aos veteranos

A estreia da primeira temporada da nova "Escolinha do Professor Raimundo" foi em novembro de 2015, no Canal Viva. O remake foi para prestar uma justa homenagem ao inesquecível humorístico comandado por Chico Anysio. O sucesso foi tamanho que a Globo acabou transmitindo a temporada em sua grade e o projeto está até hoje no ar em uma esquema de parceria entre a tevê aberta e a cabo. Tanto que quinta temporada estreou no início de julho no Viva e começou a ser exibida no final do mesmo mês na Globo.


O programa original surgiu no rádio, em 1950, e depois foi para as TVs Rio, Excelsior e Tupi. Sua estreia na Globo foi em 1990, ficando no ar até 1995, e voltando em 1999 como quadro do antigo "Zorra Total". A atração de sucesso começou a ser reprisada no Viva em 2010, assim que o canal foi inaugurado, e as reprises obtiveram um ótimo retorno de audiência. Assim como era com a "Escolinha" original, o remake é dirigido por Cininha de Paula e o principal personagem, que serve de escada para os demais, é interpretado muito bem por Bruno Mazzeo.

O elenco, escolhido, por sinal, se destacou desde o primeiro momento, confirmando o êxito na escalação. Embora todos tenham imprimido tons um pouco diferentes (nem poderia ser completamente igual), os alunos mantêm o DNA que consagrou tantos perfis icônicos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Juliana Paes se entrega e emociona no flagra mais esperado de "A Dona do Pedaço"

A surra mais esperada de "A Dona do Pedaço" (de Maria da Paz na filha) lavou a alma do público, rendeu recorde de audiência (41 pontos) e destacou o talento de Juliana Paes e Agatha Moreira. Porém, Walcyr Carrasco ainda tinha outra aguardada catarse de sua novela na manga: o flagra de Maria da Paz em Jo e Régis (Reynaldo Gianecchini). A cena era ansiada pelos telespectadores há muito tempo e o autor usou o mesmo ''esquema" da outra sequência impactante ---- encerrou com o gancho do capítulo de sábado e finalizou no início do de segunda-feira (19/08).


O flagrante de traição é um dos maiores clichês da teledramaturgia e sempre costuma render boas cenas. A situação do atual folhetim das nove da Globo, inclusive, lembrou a antológica cena de "Verdades Secretas" (2015), do mesmo autor, quando Carolina (Drica Moraes) flagrou a filha Angel (Camila Queiroz) na cama com Alex (Rodrigo Lombardi), seu então marido. As duas mulheres traídas abusaram da ingenuidade (ou burrice) ao longo das histórias, despertaram a torcida de quem assistia e também seguravam um revólver na hora do aguardado momento. A diferença foi o desfecho.

Maria da Paz não se suicidou como Carolina. A protagonista da trama pela primeira vez assumiu o DNA da sua família de matadores e atirou no marido, iniciando uma nova virada na trama de sucesso do escritor. Após ter sido alertada por Rock (Caio Castro) e tentado fugir da verdade mais uma vez, a boleira ficou com a desconfiança em seus pensamentos e a quase revelação de Teo (Rainer Cadete) foi o ponto final na cegueira completa da personagem.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

"O Cravo e a Rosa" repetiu o sucesso no Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar "O Cravo e a Rosa" no dia 25 de março. Desde então, a novela, que marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo, em 26 de junho de 2000, vem fazendo um imenso sucesso. Registra, inclusive, segundo dados oficiais, a maior audiência da história do canal a cabo, que surgiu em 2010. Nem mesmo as reexibições de "Vale Tudo" e Tieta", até então recordistas na média geral da emissora, conseguiram um feito igual. Isso apenas comprova a força que o autor tem com o público.


E o folhetim é realmente irresistível. Não por acaso está na lista das melhores tramas do Walcyr. A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920. Portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Mariana Santos está ótima em "Malhação - Toda Forma de Amar"

Entre 2006 e 2015, o grande público pôde conhecer Mariana Santos. A atriz integrava o elenco do antigo "Zorra Total" (hoje apenas "Zorra"), humorístico da Globo exibido aos sábados. Embora tenha interpretado várias personagens no programa ao longo dos anos, ganhou destaque como a tagarela Dirce e o bordão "Você fala demais, Aderbal" fez um imenso sucesso. Hoje, ótima como Carla em "Malhação - Toda Forma de Amar", a intérprete expõe sua versatilidade e prova que merecia oportunidades como essa há um bom tempo.


Carla é uma perfil com boas camadas e tem momentos de drama e comédia. Ou seja, um prato cheio para a atriz mostrar do que é capaz. A dona da lanchonete "Baixadas" é mãe de Thiago (Danilo Maia) e Raíssa (Dora de Assis). Criou os filhos praticamente sozinha porque o marido acabou assassinado em uma tentativa de assalto. Em virtude da tragédia, é uma mãe superprotetora. Ainda transborda empatia, pois abrigou Rita (Alanis Guillen) em sua casa e a ajudou em um momento difícil. O quarteto acabou virando uma família unida.

A personagem ainda protagoniza um divertido triângulo amoroso com Madureira (Henri Castelli) e Marco Rodrigo (Júlio Machado). A amizade colorida com o responsável pela ONG "Boa Luta" rende boas cenas e as brigas com o policial sempre provocam risadas.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Aziz foi assassinado em "Órfãos da Terra" e ninguém se importa

A atual novela das seis da Globo começou muito empolgante e elogiada por público e crítica. Isso já é sabido. Todavia, também é de conhecimento geral que "Órfãos da Terra" se perdeu completamente e não apresenta mais qualquer atrativo ou resquício do que era em seu primeiro mês. A verdade é que a história morreu junto com Aziz Abdallah (Herson Capri). E o mais estranho é justamente a razão dessa morte. Afinal, por que mataram o maior vilão do enredo se nem um mistério em torno do crime foi criado?


A identidade do assassino não é revelada, mas parece um mero detalhe a ser descoberto na última semana  de folhetim. Ninguém se importa com o crime e as investigações simplesmente acabaram. Não se toca mais no assunto e nem o famigerado recurso do "quem matou" vem sendo explorado por Duca Rachid e Thelma Guedes. Esse fato, inclusive, poderia até ser uma atitude ousada das autoras. Afinal, fugiram de um dos grandes clichês da teledramaturgia. Mas não é o caso. Isso porque ambas seguem abusando do artifício dos vários sequestros para o roteiro se movimentar.

E se o recurso do mistério em torno de um assassinato não seria usado, fica difícil compreender o objetivo da retirada de um personagem de vital importância para a novela. Evitar que o sheik poderoso caísse na armadilha da repetição de sequestros (como ocorre com todos os vilões das escritoras, vide "Cama de Gato", "O Profeta", "Cordel Encantado" e "Joia Rara") com certeza não foi, pois essa missão ficou para a filha, Dalila (Alice Wegmann).

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

"Bom Sucesso" ensina que mocinhos não precisam se apaixonar no primeiro capítulo

A nova novela das sete da Globo mal começou e já vem alcançando elevados índices de audiência. Já chegou a 34 pontos de média e segue acima dos 30 pontos quase diariamente. "Bom Sucesso" marca a volta de Rosane Svartman e Paulo Halm ao horário das sete, após o fenômeno "Totalmente Demais", em 2016. E os autores começaram a nova história, dirigida com brilhantismo por Luiz Henrique Rios, inspirados. Tanto que um dos acertos é a apresentação dos mocinhos.


Paloma (Grazi Massafera) teve seu passado com o ex-namorado Ramon (David Junior) contado nos três primeiros capítulos e o rompimento do casal, em virtude da viagem do rapaz para os Estados Unidos, desencadeou uma sucessão de problemas para a heroína, que se viu abandonada com uma filha para criar. Ele foi em busca de seu sonho de ser um jogador de basquete e ela perdeu o direito de sonhar. O tempo passou e a adolescente virou uma batalhadora mulher que teve mais dois filhos com outro rapaz. Porém, o sentimento pelo ex nunca se apagou, apesar da profunda mágoa.

 Já Marcos (Rômulo Estrela) teve sua história contada com mais detalhes no quarto e quinto capítulos. O conflito com o intransigente pai (Alberto - Antônio Fagundes), dono da editora Prado Monteiro, e seu estilo de vida despreocupado foram as principais características expostas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Os 90 anos de Nathalia Timberg

No dia 5 de agosto de 1929 nascia uma das maiores atrizes do país. Nascia Nathalia Timberg, uma profissional respeitada pelo público e pela crítica, que completou 90 anos de vida e 65 anos de carreira, em 2019, na última segunda-feira. Um feito que merece ser comemorado de todas as formas possíveis, como vem ocorrendo com muito merecimento.


O Gshow, site de entretenimento da Globo, fez uma justa homenagem através de um lindo ensaio fotográfico com a atriz que há anos brilha na televisão e no teatro. Nathalia também fez uma pequena festa para celebrar seus 90 aninhos e vários grandes nomes marcaram presença, como Rosamaria Murtinho, Mauro Mendonça, Regina Duarte, Antônio Fagundes, Suzana Faini, entre outros.

Ou seja, uma leva de justas homenagens tem sido feita a uma das maiores atrizes do Brasil, cujo papel atual na televisão é a preconceituosa Gladys, em "A Dona do Pedaço", trama das nove de Walcyr Carrasco, onde vem brilhando ao lado de Deborah Evelyn, Reynaldo Gianechini, Mel Maia e Malvino Salvador.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Juliana Paes e Agatha Moreira brilham na surra mais aguardada de "A Dona do Pedaço"

Walcyr Carrasco é um autor que sabe promover catarses em suas novelas. Aliás, é um dos mestres no assunto. Isso porque há uma preocupação em colocar todos os núcleos com possibilidades de viradas ao longo da trama com o claro intuito de empolgar o público e alcançar ainda mais audiência. Não por acaso emplaca tantos sucessos. Com "A Dona do Pedaço" não é diferente. Um dos momentos mais esperados do folhetim das nove era a surra que Maria da Paz (Juliana Paes) daria na filha assim que descobrisse o caráter da patricinha.


O público já estava cansado de ver a protagonista sendo feita de idiota por Josiane (Agatha Moreira) e a expectativa pelo desmascaramento da vilã aumentava a cada semana. Claro que o intuito da demora foi deixar o telespectador cada vez mais sedento pela cena em questão. No entanto, é inegável que a burrice de Maria dá nos nervos, ainda mais quando ignora os conselhos do contador Márcio (Anderson Di Rizzi) ou na hora que cede a todos os caprichos da filha mimada. Ao menos o carisma da atriz deixa a personagem agradável e os toques de comicidade do perfil promovem uma identificação de quem assiste. A boleira é amada, não sofreu rejeição da audiência.

E o autor reservou para o capítulo do último sábado (03/08) o gancho com a primeira parte da séria briga entre mãe e filha. Márcio descobriu o golpe de Josiane através da designer Sthepanie (Malu Galli) e contou para Maria, que mandou a patricinha ir para casa imediatamente. Jô assim que chegou em casa foi confrontada por uma mulher enfurecida.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Término do "Vídeo Show" não beneficiou a Globo em nada

A Globo anunciou o fim do "Vídeo Show" no dia 8 de janeiro. E a atração saiu do ar no dia 11, dois dias depois, em uma sexta-feira. Decisão tomada de última hora, sem aviso com antecedência aos responsáveis pela produção e nenhuma satisfação para o público. Um programa que estreou no dia 20 de março de 1983 e completaria 36 anos. Um dos mais longevos do canal. Passados sete meses do cancelamento, é possível afirmar com convicção que foi um erro gigantesco da emissora. Para não dizer amador.


É preciso lembrar a burrice da atitude dias antes da estreia da décima nona edição do "Big Brother Brasil". Embora a temporada tenha sido um completo fracasso com razão, os índices do programa sempre aumentavam quando exibiam imagens ao vivo da casa ou quando entrevistavam algum eliminado. Era o momento de aproveitar um produto que inevitavelmente rende assunto na internet. O pior é que a atração foi encerrada sem qualquer substituição. Simplesmente anteciparam a exibição da "Sessão da Tarde" e começaram a reprisar dois episódios de "A Grande Família" antes do "Vale A Pena Ver de Novo". "Planejamento" que não condiz com o famigerado padrão Globo.

Para culminar, a emissora resolveu inserir as coberturas das festas de lançamentos de séries e novelas no "Mais Você". Além de evidenciar o 'remendo' de última hora, Ana Maria Braga e Louro José não se mostram nada confortáveis na hora da apresentação das reportagens, o que é compreensível.

terça-feira, 30 de julho de 2019

"Bom Sucesso" tem estreia leve e despretensiosa

"Você pode passar por bons momentos. Pode passar por alegrias. Pode passar por obstáculos. O que você não pode é deixar a vida passar em branco. O maior sucesso da vida é ter sucesso em viver". O teaser de "Bom Sucesso" expôs com simplicidade a premissa da nova novela das sete, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, que estreou nesta segunda-feira (29/07), na Globo, com a missão de manter ou elevar ainda mais os bons índices de "Verão 90".


A proposta da nova trama em nada se parece com a produção anterior, voltada exclusivamente para o escapismo através de inúmeras esquetes e ausência de conflitos relevantes. O folhetim dirigido pelo competente Luiz Henrique Rios tem uma história para contar e uma reflexão a fazer. Muito mais do que dias de vida, é preciso saber aproveitar cada oportunidade que essa jornada nos permite. Viver não é simplesmente existir. É bem mais. E os autores querem levantar essa questão com leveza e sensibilidade, além, claro, de boas doses de humor.

É a volta da clássica comédia romântica ao horário, após o fenômeno "Totalmente Demais", escrito pela mesma dupla em 2016, que fez a alegria da emissora com grande audiência e ótima repercussão. Agora, no entanto, não é sobre a saga de uma jovem pobre que vira uma modelo famosa.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Quarta temporada do "Lady Night" mostrou uma Tatá Werneck bem-humorada e sensível

O "Lady Night" estreou no primeiro semestre de 2017 e não demorou a virar a atração de maior sucesso do Multishow. O programa comandado por Tatá Werneck se transformou em um dos maiores trunfos do canal a cabo e a quarta temporada estreou no dia 15 de julho, chegando ao fim nesta segunda-feira (29/07). O talk-show está tão em alta, vale ressaltar, que começou a ser exibido na Globo. A previsão era reprisar as três temporadas anteriores de janeiro a abril, mas o êxito foi tamanho que a emissora esticou para agosto.


Ironicamente, a humorista quase "concorreu" com ela mesma às quintas-feiras. O quase é porque no canal a cabo a atração foi ao ar às 22h30 e na emissora aberta vai sempre por volta das 23h30. Mas essa "overdose" de Tatá é fruto do talento da apresentadora. Mestre do improviso, a âncora do talk-show domina o formato com habilidade e ainda consegue extrair declarações bem incomuns de seus convidados. A descontração dos entrevistados ocorre justamente em virtude do bom humor de Tatá, que muitas vezes consegue driblar possíveis constrangimentos com um invejável jogo de cintura.

A quarta temporada, todavia, apresentou um clima um pouco diferente. Como está grávida de sete meses de Rafael Vitti e nunca escondeu o sonho de ser mãe, a apresentadora está com a sensibilidade à flor da pele. Ou seja, vários momentos emocionantes ocorreram ao longo dos episódios.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Repleta de tramas bobas, "Verão 90" foi uma novela descartável

Izabel de Oliveira e Paula Amaral vinham de dois extremos. As autoras experimentaram o sucesso com o fenômeno "Cheias de Charme", em 2012, e enfrentaram o imenso fracasso com "Geração Brasil" (2014) --- até hoje a pior audiência da faixa das 19h. Izabel, no caso dividiu a autoria das duas tramas com Filipe Miguez. Paula era colaboradora de ambas. Agora experimentaram um trabalho realmente juntas com "Verão 90", que chegou ao fim nesta sexta-feira (26/07). E infelizmente o saldo não foi nada positivo.


É verdade que para a Globo não houve problema algum. Afinal, a novela teve uma boa audiência, embora tenha passado longe de um fenômeno. A média geral foi de 26 pontos, a mesma de "Deus Salve o Rei" e "Rock Story", dois folhetins com desempenhos medianos em nível de repercussão. Mas ultrapassou a média de "O Tempo Não Para", que a antecedeu, em dois pontos. Pena que os números não refletiram a qualidade da produção. A dupla apelou para o saudosismo do público através de referências aos anos 90 (muitas delas equivocadas e mais propícias aos anos 80, vale lembrar) com o intuito de disfarçar a ausência de enredo.

"Verão 90" iniciou apresentando a história de três crianças que fizeram um imenso sucesso com o grupo "Patotinha Mágica" e acabaram se separando por brigas familiares. O trio central era Manuzita (Isabelle Drummnd), João (Rafael Vitti) e Jerônimo (Jesuíta Barbosa). João e Manu sempre foram apaixonados, enquanto Jerônimo tinha sérios desvios de caráter e nutria uma inveja do irmão. A premissa do folhetim era essa, mas as autoras não conseguiram sustentar o contexto nem por um mês.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

"Sob Pressão" é a melhor série que a Globo já produziu

Após 14 episódios irretocáveis, "Sob Pressão" chegou ao fim nesta quinta-feira (25/07). A melhor produção da Globo em anos fechou o ciclo da terceira temporada com muitas brechas para uma quarta, que já foi anunciada pela Globo para 2021 (infelizmente um ano de hiato). Esse terceiro ano conseguiu ser ainda melhor que os dois anteriores e comprovou que há fôlego de sobra para muito mais histórias. Afinal, infelizmente, o caos da saúde pública no Brasil rende conflitos infinitos. E o enredo conseguiu expor todas as mazelas nacionais com impressionante realismo em uma hábil mescla com dramaturgia de qualidade.


A trama do terceiro ano teve como espinha dorsal a relação de Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano). Os protagonistas enfrentaram a rotina da vida de casados, as divergências sobre ter ou não um filho, e a dolorosa perda do bebê em virtude de um grave acidente sofrido pela médica, durante uma invasão de milicianos ao hospital São Tomé Apóstolo. Aliás, a reconstrução da rotina dos personagens também foi um ponto muito bem abordado. Todos precisaram recomeçar depois do fechamento do precário hospital Macedão por conta da corrupção exposta na segunda temporada. E encontraram uma nova oportunidade no hospital católico comandado pela Irmã Graça (Joana Fomm).

Alguns personagens saíram e outros entraram. Os talentosos Orã Figueiredo (Dr. Amir) e Heloísa Jorge (Enfª Jaqueline) deixaram a produção e foram substituídos pelos igualmente competentes Marcelo Batista (Dr. Gustavo) e Jana Guinond (Enfª Simone). Já a entrada de Drica Moraes como a infectologista Vera foi um dos maiores êxitos da terceira temporada.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Com primeira briga entre Vivi Guedes e Fabiana, Paolla Oliveira e Nathalia Dill se destacam em "A Dona do Pedaço"

Walcyr Carrasco vem conduzindo "A Dona do Pedaço" sem atropelos, mas também sem a famigerada enrolação. Em toda semana há acontecimentos relevantes e ainda guarda bons momentos catárticos para os próximos meses --- vide a aguardada surra de Josiane (Agatha Moreira), a descoberta da "profissão" de Chiclete (Sérgio Guizé) e do caso de Régis (Reynaldo Gianecchini) com a enteada, enfim. Todavia, o autor já exibiu a primeira briga entre Vivi Guedes (Paolla Oliveira) e Fabiana (Nathalia Dill).


E a cena foi ótima. Tudo aconteceu porque a ex-noviça se apresentou como nova sócia da empresa de Otávio (José de Abreu), graças ao plano de Agno (Malvino Salvador) para ficar com uma maior parte do negócio e de quebra prejudicar a esposa na hora do divórcio. A justificativa sobre a origem do dinheiro para o investimento, obviamente, gerou suspeitas. Afinal, difícil acreditar em uma herança deixada pela madre superiora que cuidou de Fabiana. Vivi não engoliu e confrontou a irmã, que pela primeira vez tirou a máscara de boa moça.

A personagem interpretada com competência por Nathalia fez questão de vomitar toda a inveja que nutre pela vida de riqueza da irmã e ainda desabafar sobre a forma como Vivi a tratou desde que soube sobre o parentesco ---- a deixando em um quartinho simplório, por exemplo. A influenciadora digital se chocou com as palavras e a acusou de invejosa.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Agno é um dos personagens mais interessantes de "A Dona do Pedaço"

A atual novela das nove de Walcyr Carrasco está fazendo sucesso e o autor já conseguiu reerguer a audiência  da faixa nobre da Globo, após o fiasco de "O Sétimo Guardião". A explicação é simples: o autor criou um folhetim clássico repleto de clichês irresistíveis e muitas possibilidades de catarses aguardadas. Mas em meio a tantas histórias consideradas "tradicionais", houve uma surpresa no enredo: o personagem Agno, vivido por Malvino Salvador.


Inicialmente, o núcleo protagonizado pelo empresário não despertou atenção e ainda provocou a falsa sensação de repetição. Isso porque as cenas eram quase sempre iguais nas primeiras semanas da segunda fase: Agno se recusava a transar com a fogosa esposa, Lyris (Débora Evelyn), e a mulher se queixava com a mãe, Gladys (Nathalia Timberg), e o irmão, Régis (Reynaldo Gianecchini). Porém, aos poucos, o contexto foi apresentando novas possibilidades bastantes atrativas.

O ambicioso personagem é gay e trai a esposa com garotos de programa. Essa situação, vale lembrar, tinha tudo para cair no ridículo e lembrar o desnecessário núcleo de Samuel (Eriberto Leão), em "O Outro Lado do Paraíso", sucesso do ano passado do escritor. Mas não foi o caso.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Dandara Mariana roubou a cena em "Verão 90"

A atual novela das sete da Globo, em plena reta final, não tem história. É um amontoado de esquetes e situações bobas. Por isso fica difícil os atores se destacarem ao longo de "Verão 90". Os poucos conflitos existentes são descartáveis. São poucos os intérpretes que conseguem alguns bons momentos na trama de Izabel de Oliveira e Paula Amaral, dirigida por Jorge Fernando. E Dandara Mariana é uma dessas exceções.


A personagem com o mesmo nome da atriz começou pequena, mas foi ganhando destaque à medida que a novela avançava. A professora de lambada foi um dos poucos perfis da trama que teve um conflito relevante para chamar de seu: a chegada da fama somada ao machismo do namorado que virou marido. E a intérprete emprestou seu carisma ao papel. Seu crescimento na história não foi uma obra do acaso e, sim, fruto da competência de Dandara.

A escolha da música-tema também ajudou a sobressair o perfil, afinal, "Preta", de Beto Barbosa, é um clássico que até hoje faz sucesso. Houve até um exagero no número de vezes que canção tocou nos primeiros meses, principalmente nos sonhos bobos de Quinzinho (Caio Paduan), mas nada que tenha atrapalhado a personagem.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Tudo sobre a festa de "Bom Sucesso", próxima novela das sete

A Globo promoveu nesta segunda-feira (15/07), no Rio Scenarium, um dos principais redutos do samba carioca, no bairro da Lapa, a coletiva de "Bom Sucesso", próxima novela das sete, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios. Fui um dos convidados e conversei com vários nomes do bem escalado elenco, além dos autores e o diretor da trama que abordará o amor pela vida e as questões envolvendo a chegada da morte.


Paulo me contou que a novela surgiu após duas sinopses não aprovadas por Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora. As duas premissas, por sinal, foram elogiadas, mas Silvio deixou claro que a dupla podia fazer melhor. Assim surgiu a história envolvendo a troca de exames de Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antônio Fagundes) que tem tudo para emocionar o público. Ele ainda me disse que toda a sua equipe está trabalhando nesse projeto há um ano e já há uma frente de quase 50 capítulos. A sua empolgação era evidente.

Durante o evento foi exibido um clipe com imagens inéditas da novela e os autores reforçaram sobre o sentimento que querem despertar no público com esta história. "É sobre prestar atenção, mesmo diante de um cotidiano massacrante, nas coisas importantes que podem passar batido como um abraço em quem se ama, elogiar alguém, a troca e perceber o outro. Quando você começa a perceber essas pequenas coisas vive melhor, começa a abrir janelas.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Por que o público odiava tanto a Eduarda em "Por Amor"?

A reprise de "Por Amor", dirigida por Ricardo Waddington, vem fazendo um grande sucesso no "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo, e merece. É uma das novelas mais aclamadas de Manoel Carlos. Não por acaso virou um clássico da teledramaturgia. Mas a reexibição da trama sempre levanta um questionamento até hoje inexplicável: por que o público odiava tanto a Eduarda (Gabriela Duarte) e nunca se incomodou com o Marcelo (Fábio Assunção)?


As "Helenas" do Maneco até hoje são lembradas por noveleiros apaixonados e o escritor carrega essa peculiaridade em suas obras. Mas não é a única. Outra que virou uma espécie de DNA de seus folhetins foi a insuportabilidade das filhas dessas "Helenas". Porém, ao contrário das heroínas de mesmo nome, não virou uma regra. Só que as herdeiras mais marcantes são justamente as mais mimadas e sonsas, vide Joyce (Carla Marins), em ""História de Amor", e Camila, em "Laços de Família". Embora a novela tenha sido o maior fracasso do autor, Luiza (Bruna Marquezine), de "Em Família", também entrou no time. O questionável é justamente Eduarda estar na lista.

É verdade que no início de "Por Amor" a personagem faz jus ao título e se encaixa nos demais perfis citados. A filha de Helena (Regina Duarte) é uma mimada que não tolera ser contrariada e tem um ciúme doentio de Marcelo. Grita com qualquer um que a enfrente e ainda maltrata o pai alcoólatra, Orestes (Paulo José).

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Alice Wegmann comprova seu talento como vilã em "Órfãos da Terra"

A atual novela das seis da Globo teve um início excelente, mas perdeu o rumo ao longo dos meses e os problemas no roteiro ficaram evidentes com a passagem de tempo de três anos. "Órfãos da Terra" apresentou uma queda de qualidade visível e todas as críticas que o folhetim vem recebendo são justas. No entanto, o bem escalado elenco sempre fez o que pôde (e ainda faz) para interpretar com talento os personagens da história de Duca Rachid e Thelma Guedes. Alice Wegmann é um bom exemplo.


A atriz brilhou  nas primeiras semanas da novela e protagonizou a cena mais impactante até então, quando Dalila se desesperou com o assassinato da mãe, Soraya (Letícia Sabatella), que acabou morta por Aziz Abdallah (Herson Capri). Foi comovente e assustador ver o pânico da personagem diante daquela barbárie. Alice deu um show. Todavia, a filha do grande vilão da história perdeu a força com a morte do pai e seu plano de vingança ficou bem sem sentido. Não empolgou. Ainda assim, Alice seguiu convincente na pele da perigosa menina que adotou o nome falso de Basma.

E após um longo período de puro marasmo, "Órfãos da Terra" finalmente apresentou uma sequência digna de elogios no capítulo desta quarta-feira (10/07), onde a intérprete pôde mais uma vez demonstrar seu imenso talento e relembrar a boa impressão causada nas primeiras semanas de novela.

terça-feira, 9 de julho de 2019

"Bom Sucesso": o que esperar da próxima novela das sete?

A estreia de Rosane Svartman e Paulo Halm no mundo das novelas não poderia ter sido melhor. Após bem-sucedidas parcerias em "Malhação", os autores fizeram um imenso sucesso com "Totalmente Demais", entre 2015 e 2016. O folhetim foi um fenômeno de audiência e repercussão, repetindo o êxito no mercado internacional ----- foi, inclusive, indicada ao Emmy. Três anos se passaram e agora a dupla está de volta com "Bom Sucesso", nova trama das sete que estreia no dia 29 de julho.


Os escritores também repetem a parceria com Luiz Henrique Rios, que dirigiu os trabalhos anteriores, e o time de colaboradores ---- Claudia Sardinha, Felipe Cabral, Fabricio Santiago, Charles Peixoto e Isabel Aquino . Ou seja, a equipe vitoriosa segue a mesma. E, ironicamente, quebrando um ciclo iniciado por eles. Isso porque "Totalmente Demais" foi a primeira novela das sete que exibiu seu último capítulo em uma segunda-feira. A razão foi a emenda de um feriado na sexta, que interferia na audiência. Porém, depois a Globo resolveu seguir esse padrão às 18h e às 19h. Agora acabou. O folhetim estreia em uma segunda e acabará na tradicional sexta.

A missão de Rosane e Paulo, inclusive, será manter ou aumentar os bons índices da reta final de "Verão 90". Todavia, a proposta dos autores é completamente diferente do atual pastelão de Izabel de Oliveira e Paula Amaral. A nova história é uma comédia dramática, assim como foi "Totalmente Demais". O conflito central envolve o importante debate sobre a forma como cada um encara a morte, que é a única certeza da vida.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Marjorie Estiano e Júlio Andrade emocionam em "Sob Pressão"

Difícil iniciar um texto a respeito de "Sob Pressão", melhor produção atual da Globo, sem repetir os já amplamente conhecidos elogios aos vários fatores que fazem da série um sucesso: direção maravilhosa de Andrucha Waddington, entrega do elenco, grandes personagens, roteiro irretocável de Lucas Paraizo e equipe, fotografia, enfim. Mas o post, agora, é para enaltecer uma dupla que sempre deu show na trama e emocionou no episódio exibido nesta quinta-feira (04/06): Marjorie Estiano e Júlio Andrade.


O episódio duplo exibido na quarta-feira passada, sendo o décimo em plano-sequência, tirou o fôlego e apresentou uma adrenalina impressionante. O choque do caos da saúde pública com a catástrofe da segurança pública foi exposto com maestria. De aplaudir de pé. Não por acaso registrou o recorde de audiência da terceira temporada: 24 pontos. E a trama se encerrou com o angustiante gancho de Carolina desesperada com o silêncio do aparelho de ultrassom na hora que verificou o estado de seu filho, depois que levou uma forte pancada na barriga durante o tiroteio no hospital.

Infelizmente, o décimo primeiro episódio mostrou que a médica mais querida da ficção perdeu o bebê que esperava de Evandro. Mas a trágica consequência da tensão no São Tomé Apóstolo resultou em uma sucessão de cenas tensas e emocionantes.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

"Aruanas" une ficção e realidade de forma brilhante

Após a estreia da comédia romântica "Shippados", no dia 8 de junho, na Globo Play, a Globo lançou outra série no seu serviço de streaming, menos de um mês depois da trama protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich. Mas a nova produção nada tem a ver com a anterior. A temporada completa de "Aruanas" (com dez episódios) foi disponibilizada no aplicativo no dia 29 de junho, embora tenha sido anunciada para o dia 2 de julho. E a emissora ainda exibiu o primeiro episódio em sua grade na "Sessão Globo Play", nesta quarta-feira (03/07), logo depois de "Cine Holliúdy".


A campanha da série teve uma divulgação histórica, pois houve um lançamento simultâneo no Brasil e em mais de 150 países. Isso porque a temática é de interesse mundial: três amigas de infância são envolvidas em uma organização não governamental que investiga crimes ambientais na Amazônia. E esse conhecido lugar é "apenas" o pulmão do mundo. Sem ele tudo entra em colapso, embora muitos governantes não se importem em preservá-lo. O próprio título da produção explica a vida do trio protagonista. "Aruanas" é uma palavra de origem tupi que significa "Sentinelas da natureza".

Ativismo, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas fazem parte do DNA da história, que prende o telespectador logo no primeiro episódio através de um thriller ambiental muito bem estruturado. O clima de suspense não demora a aparecer, fisgando o telespectador.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Até quando autores usarão a falsa acusação de assédio em suas novelas?

"A Dona do Pedaço", trama de sucesso de Walcyr Carrasco no horário nobre da Globo, exibiu uma cena no mínimo questionável no capítulo desta terça-feira (02/07): Kim (Monica Iozzi) fingiu ter sido agarrada por Márcio (Anderson Di Rizzi) para se vingar do desprezo do homem que tanto cobiça. O intuito de Walcyr Carrasco era provocar risos através da situação. Porém, não teve graça. E o mais grave é que o fato não é exclusividade da atual novela.


A produção anterior, a fracassada e péssima "O Sétimo Guardião", de Aguinaldo Silva, também usou o artifício. Marilda (Letícia Spiller), com medo de descobrirem sua traição, fingiu que foi atacada por Fabim (Marcello Melo Jr.). O pedreiro, que tinha um caso com ela, tentou se defender, em vão. O objetivo era causar comicidade e ainda, indiretamente, defender José Mayer, que acabou demitido da Globo depois que foi acusado por uma ex-funcionária da emissora de assédio. Afinal, o autor sempre foi muito amigo do ator.

Por mais incrível que pareça, o folhetim que antecedeu "O Sétimo Guardião" foi outro que exibiu a mesma situação. Já perto da reta final, a equivocada e esquecível "Segundo Sol" apresentou uma sequência em que Rochelle (Giovanna Lancellotti) se agrediu com o intuito de incriminar Roberval (Fabrício Boliveira).

terça-feira, 2 de julho de 2019

Marina Moschen e Sérgio Malheiros foram esquecidos em "Verão 90"

A atual novela das sete da Globo está em plena reta final e não funcionou. Foram muitos os erros de "Verão 90" e Izabel de Oliveira e Paula Amaral pecaram principalmente na total ausência de história. Não havia um fio condutor para estruturar o enredo e tudo se perdeu em esquetes avulsas. Os problemas foram tantos que afetaram até mesmo os poucos acertos da produção, como o casal Larissa e Diego.


Marina Moschen e Sérgio Malheiros se destacaram logo no início do folhetim e o desenvolvimento do par, até então, estava muito interessante. Ao contrário da pressa em torno do casal Manu (Isabell Drummond) e João (Rafael Vitti), que se apaixonaram e ficaram juntos rapidamente, houve uma boa condução do nascimento do amor entre a patricinha e o menino mais humilde. O clichê que raramente falha na teledramaturgia.

O primeiro encontro se deu por conta de um gesto racista da menina --- ela achou, por segundos, que ele havia furtado sua bolsa --- e a situação, obviamente, rendeu um embate. Aos poucos, no entanto, os dois foram se conhecendo melhor e partiu dela a atitude de se desculpar para iniciar uma aproximação.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

"Sob Pressão" consegue se superar com plano-sequência de tirar o fôlego

A melhor série da Globo está em sua última temporada, o que vem despertando uma justificável indignação no público. Afinal, "Sob Pressão" tem fôlego de sobra para muitos anos e não falta temática importante para ser abordada na história tão bem dirigida por Andrucha Waddington e escrita por Lucas Paraizo e equipe. Exibida às quintas-feiras em seu terceiro ano, a produção foi transmitida excepcionalmente pela Globo nesta quarta-feira (26/06) em um episódio duplo.


E impressiona como o seriado consegue se superar a todo instante. Quando o telespectador acha que não tem como melhorar, o roteiro apresenta uma nova virada de tirar o fôlego. O décimo episódio da terceira temporada já pode ser considerado um dos melhores de toda a série. A convergência do caos da saúde pública com a falta de segurança do Rio de Janeiro (que é um reflexo do Brasil como um todo) resultou em uma catástrofe no hospital São Tomé Apóstolo e o realismo das cenas impactou do início ao fim.

A falência do poder público foi exposto através das mazelas que mais atormentam a vida da população. Os dois fatores, ironicamente, ainda expõem um trauma em comum do brasileiro: o medo de morrer (ou doente negligenciado em um hospital público ou com um tiro dado por bandido, miliciano ou policial).

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Letícia Sabatella brilhou em "Carcereiros"

A primeira temporada de "Carcereiros" foi exibida na Globo Play, serviço de streaming da Globo, em 2017 e somente no ano passado a emissora colocou a trama em sua grade ---- dividida em duas partes por causa da Copa do Mundo. A trama envolvendo o protagonista Adriano (Rodrigo Lombardi) não tinha um arco dramático interessante. Sua relação com Janaína (Mariana Nunes) e os conflitos com a filha (Livia - Giovanna Rispoli) eram poucos explorados e raramente despertavam atenção. Os enredos em cima dos presidiários normalmente tinham início, meio e fim em cada episódio. Mas a entrada de Letícia Sabatella mudou isso.


A série --- escrita por Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Denisson Ramalho (com colaboração de Marcelo Starobinas) --- começou a costurar os episódios graças à chegada de Érika, esposa de um detendo, que se envolveu amorosamente com Adriano. O carcereiro e a misteriosa mulher se apaixonaram e o caso acabou sendo descoberto pelo violento preso que conseguiu planejar uma armadilha para assassinar o protagonista. Porém, a personagem matou o então marido e salvou a vida de seu novo amor. O crime, obviamente, a colocou na cadeia e o fato transformou a vida de Adriano.

O mote da segunda temporada foi justamente a mudança de posição do protagonista. O carcereiro que sempre revistou os visitantes e não se intimidava com os presidiários precisou deixar o orgulho de lado durante as revistas humilhantes realizadas. Também passou a enfrentar os olhares desconfiados das carcereiras durante as visitas ao seu amor.

terça-feira, 25 de junho de 2019

O que "Órfãos da Terra" e "Verão 90" têm em comum?

A novela das seis e a trama das sete da Globo são completamente diferentes. Uma tem o drama como foco central e a outra é marcada pelo pastelão em esquetes soltas. A coincidência fica apenas a respeito da autoria: ambas são escritas por duas mulheres. Então como é possível elaborar um texto sobre a similaridade das duas produções? Infelizmente, os dois folhetins se parecem no equívoco da condução de suas histórias, ou falta delas.


O roteiro de Duca Rachid e Thelma Guedes começou arrebatador. A trama em torno dos refugiados e os conflitos do casal Jamil (Renato Góes) e Laila (Julia Dalavia) despertaram interesse, além da narrativa ágil e da riqueza de possibilidades em cima a vilania de Aziz Abdallah (Herson Capri) e sua filha Dalila (Alice Wegmann). Parecia um novelão, ainda com uma direção primorosa de Gustavo Ferdández. E foi assim em toda a primeira fase.

Todavia, as autoras queimaram a largada. Apressaram demais a condução do enredo e não tinham cartas na manga para manter o telespectador entusiasmado depois das viradas iniciais. O assassinato do grande vilão foi o maior erro da dupla. Primeiro, porque o mistério a respeito do famigerado "quem matou?" foi deixado de lado e o crime ficou gratuito.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

"Shippados" mescla humor e melancolia com habilidade

A Globo segue investindo em seu serviço de streaming e estreou exclusivamente na Globo Play, no dia 7 de junho, "Shippados", nova série de Alexandre Machado e Fernanda Young. Mas, com o intuito de atrair mais público e interessados para a história protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich, exibiu o primeiro episódio (de um total de 12) na última terça-feira (18/09), logo após o jogo da Copa América entre Brasil e Venezuela.


A trama marca a volta dos autores da inesquecível "Os Normais" (2001/2003) e das ótimas "Os Aspones" (2004), "Minha Nada Mole Vida" (2006), "Separação?!" (2010), "Macho Man" (2011), "Como Aproveitar o Fim do Mundo" (2012), "Surtadas na Yoga" (2014/2014), "Odeio Segundas" (2015) e "Edifício Paraíso" (2017) ---- as três últimas no canal a cabo GNT. Claro que a inspirada dupla teve também séries fracassadas, vide a cansativa "O Sistema" (2007), a péssima "O Dentista Mascarado" (2013) e a equivocada "Vade Retro" (2017).

Como os erros foram bem menos numerosos que os acertos, é evidente que os escritores têm um currículo televisivo admirável e "Shippados" já pode entrar para a lista de seriados bem-sucedidos. A história protagonizada por Rita e Enzo ---- o 'shipper' 'Rizo' não é obra do acaso ---- mistura momentos essencialmente cômicos com outros depressivos de forma hábil e inteligente.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

"MasterChef" beneficiou o telespectador aos domingos

A sexta temporada do "MasterChef" estreou no dia 24 de março na Band. O reality culinário segue como o único trunfo da emissora que há um bom tempo amarga péssimos índices de audiências com quase todos os seus programas e recém-lançamentos, como o conhecido "O Aprendiz" e o novo matinal "Aqui na Band". Porém, o desgaste do formato foi inevitável em virtude da exibição de duas temporadas por ano (uma com amadores e outra com profissionais).


Por isso mesmo a Band resolveu exibir a temporada de 2019 com amadores aos domingos, às 20h. O intuito era ''oxigenar" um pouco o programa em um dia cuja concorrência já está estabelecida e em um horário mais "familiar". Afinal, o antigo horário, às terças, sempre foi motivo de controvérsia, pois nunca tinha um padrão ---- às vezes começava às 22h30 e em outras às 22h50 ---- e terminava por volta da uma da manhã. Embora tivesse índices de audiência satisfatórios (em alguns dias chegava a ficar em segundo lugar por alguns minutos), era péssimo para o público que trabalha no dia seguinte.

E, infelizmente, o desgaste do formato já impedia que momentos gloriosos de vice-liderança ocorressem nas últimas temporadas. Agora, pelo menos, o reality sempre começa às 20h e chega ao fim às 22h. Parece estranho, mas as longas duas horas de duração passam bem mais rápido no novo horário.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Mocinhos de "Órfãos da Terra" perderam o brilho e a relevância

Nunca foi fácil criar mocinhos que conquistem o público. Um dos maiores desafios dos autores, principalmente nos últimos anos, é criar personagens cativantes e um casal principal que tenha química e uma boa trajetória. Duca Rachid e Thelma Guedes, por exemplo, iniciaram "Órfãos da Terra" com protagonistas ótimos. Jamil (Renato Góes) e Laila (Julia Dalavia) tiveram sintonia, os perfis eram convidativos e a saga do par prometia. Porém, tudo se perdeu com a morte do vilão e a passagem de tempo.


O risco do amor à primeira vista é sempre alto na teledramaturgia --- deixando de lado os enredos espíritas onde isso é fundamental. Vale muito mais a pena a construção do casal ao longo dos capítulos. No entanto, em algumas situações o clichê funciona em virtude da química dos atores. Jamil e Laila se apaixonaram subitamente logo na estreia da novela. As autoras, todavia, foram inteligentes, pois se apoiaram na química já vista entre os atores na primeira fase de "Velho Chico" (2015). E deu certo. 

Apesar da rapidez na junção do casal, a trama que os cercava era interessante e a sintonia dos atores se fazia presente em todas as cenas. O assustador Aziz Abdallah (Herson Capri) como grande empecilho para a concretização desse amor era outro irresistível clichê que marcava o par.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Drica Moraes engrandece elenco de "Sob Pressão"

A série de maior sucesso e aceitação da Globo dos últimos anos, "Sob Pressão", tem uma sucessão de qualidades amplamente abordadas ao longo de três temporadas. A ótima adaptação do filme homônimo ---- baseado no livro de Márcio Maranhão ("Sob Pressão - A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro") ---- segue com fôlego de sobra na terceira temporada e um dos novos acertos da produção foi a entrada de Drica Moraes.


A grande atriz fez uma pequena participação em "Mister Brau", em 2018, mas a última trama que contou com sua presença do início ao fim foi "A Fórmula", seriado de comédia romântica despretensiosa, exibido em 2017. A última novela de Drica foi o fenômeno "Verdades Secretas", exibida em 2015, onde viveu a traída Carolina e protagonizou cenas impactantes na reta final. Nada melhor, portanto, do que vê-la de volta à tevê em mais uma produção elogiada por público e crítica.

Vera é uma infectologista chamada para integrar a equipe de Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) no hospital São Tomé Apóstolo, local onde os dedicados médicos passaram a trabalhar depois do fechamento do Macedão em virtude da corrupção desenfreada. Inicialmente, a personagem não aparece muito.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Danilo Maia se destaca em "Malhação - Toda Forma de Amar"

A atual temporada de "Malhação", dirigida por Adriano Melo, tem agradado. A história de Emanuel Jacobina se mostra repleta de dramas envolventes, casais bem construídos e ótimos personagens. O elenco é outro acerto e vários nomes vêm se sobressaindo na trama, entre boas revelações e atores mais experientes. Tanto que uma das gratas surpresas de "Malhação - Toda Forma de Amar" é Danilo Maia.


O intérprete do debochado Thiago não demorou para virar um dos destaques do elenco. Ele ganhou um dos melhores personagens da história e está sabendo aproveitar a oportunidade dada pelo autor. O menino é filho da autoritária Carla (Mariana Santos) e irmão da tímida Raíssa (Dora de Assis). Seu maior trauma é a perda do pai, assassinado durante um assalto, anos atrás. Essa questão foi mais exposta quando a lanchonete da mãe foi assaltada e o rapaz decidiu comprar uma arma para se defender. A abordagem em torno da posse de armas, por sinal, merece elogios. Trataram bem do controverso tema.

Embora tenha um drama considerado pesado, o personagem funciona na maior parte do tempo como alívio cômico. Isso porque vive levando bronca de Carla (que sempre chama sua atenção aos berros) e ama implicar com a irmã.

terça-feira, 11 de junho de 2019

"A Dona do Pedaço" apresenta segunda fase promissora

A atual novela das nove da Globo está há menos de um mês no ar, mas já pode ser considerada um sucesso. "A Dona do Pedaço" elevou significativamente a audiência do horário nobre da Globo ---- já chegou a marcar 37 pontos de média, índice que o fracasso anterior jamais conseguiu ---- e Walcyr Carrasco vem apresentando um folhetim com todos os clichês que costumam ser infalíveis para uma boa história.


A segunda fase, recém-iniciada, marcou uma boa virada na trama e também mudou o clima do enredo. A sangrenta guerra entre a família Ramirez e os Matheus saiu de cena e cedeu o lugar para uma novela solar e mais leve. O autor, por sinal, foi inteligente quando apresentou a primeira fase em apenas uma semana, evitando o desgaste visto no início de "O Outro Lado do Paraíso", cuja primeira parte durou um mês. E ainda expôs todo o contexto envolvendo a protagonista de forma clara e ágil ---- aproveitou ainda o talento de Fernanda Montenegro em uma sequência de assassinato triplo já antológica.

O enriquecimento de Maria da Paz (Juliana Paes) ---- que abriu uma rede de confeitarias e passou a fazer um imenso sucesso com seus bolos ---- foi o elemento que marcou a passagem de 20 anos e a entrada de novos personagens. O elenco ficou bem mais numeroso.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

"Assédio" é uma série forte e necessária

A Globo já está há um certo tempo investindo no seu serviço de streaming com o intuito de concorrer com a popular Netflix. Claro que ainda falta para se equiparar com a rival que vem apostando cada vez mais no mercado brasileiro, contratando, inclusive, atores da emissora, como Marco Pigossi e Emanuelle Araújo, por exemplo. No entanto, é visível o empenho da líder em engrandecer a Globo Play com produções de qualidade inquestionável. Uma delas foi "Assédio", série de dez episódios que foi disponibilizada no aplicativo no dia 21 de setembro de 2018 e teve o primeiro episódio exibido em outubro na tevê aberta com o intuito de estimular o público a seguir vendo na internet. Menos de um ano depois, a emissora começou a exibi-la a partir do dia 3 de maio, após o "Globo Repórter".


A produção baseada no livro "A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Viladarga, é um primor e despertou um grande burburinho mesmo estando disponível apenas na internet. Portanto, era mesmo uma questão de tempo a Globo colocá-la em sua grade. E como pela primeira vez ---- desde que começou a exibir (em 2011) novelas que viraram "superséries" ----, não houve produção de uma trama na faixa das 23h ---- em virtude do mau planejamento de Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia ----, o canal aproveitou a qualidade desse produto para disponibilizá-lo para o grande público. Resolveu um problema sem precisar de investimento.

Escrita por Maria Camargo, mesma autora que adaptou lindamente o livro "Dois Irmãos", em 2017, e dirigida por Amora Mautner, a trama impacta do início ao fim. A história é conhecida e praticamente todos os brasileiros sabem sobre o escândalo do médico especialista em reprodução humana que abusou sexualmente de inúmeras pacientes.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Band não deve se intimidar com a baixa audiência de "O Aprendiz"

O reality de negócios estreou no Brasil em 2004, na Record, baseado no formato original norte-americano ("The Apprentice"). Comandado por Roberto Justus, a atração fez um grande sucesso e ficou no ar até 2009. Foram seis edições ---- "O Aprendiz" 1, 2 e 3; "O Aprendiz 4 - O Sócio"; "O Aprendiz 5 - O Sócio"; "O Aprendiz 6 - Universitário". Já em 2010 começou a ser apresentado por João Dória e teve apenas duas edições: "Aprendiz Universitário" e "Aprendiz Empreendedor", sem o mesmo êxito. Com a volta de Justus, em 2013, mais duas temporadas foram ao ar: "Aprendiz - O Retorno" e "Aprendiz Celebridades".


Infelizmente, a produção acabou cancelada porque Roberto foi se aventurar em outros realities. Virou apresentador do "Power Couple" e "A Fazenda", ambos também na Record. Porém, seu desempenho foi um fiasco. Robótico e muitas vezes perdido no comando, Justus acabou massacrado pela crítica e nunca teve o respeito dos participantes. Parecia um peixe fora d`água. Depois que se desligou em definitivo da emissora do bispo Edir Macedo, resolveu levar o formato que o consagrou para a Band e estreou mais uma edição de "O Aprendiz", em março. 

A temporada está ótima e conta com a presença de influenciadores digitais. Todas as qualidades do formato seguem presentes e fica evidente que Roberto Justus nunca deveria ter saído da apresentação desse programa. É a sua área e onde tem segurança de sobra.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Construção do relacionamento dos mocinhos é o principal acerto de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A nova temporada de "Malhação" estreou em 16 de abril, ou seja, está há pouco menos de dois meses no ar. Embora ainda esteja no início, a trama vem despertando atenção em virtude dos bons conflitos apresentados por Emanuel Jacobina até então. São vários personagens carismáticos e bem construídos, convidativos dramas e lindos pares que começam a ser formados. A melhor construção, por sinal, vem sendo a do casal de mocinhos.


Filipe (Pedro Novaes) e Rita (Alanis Guillen) se conhecem por causa de Nina, a filha da mocinha que é adotada pelos pais do mocinho. O pai da garota colocou o neto para a adoção e Rita nem conseguiu pegar na filha depois que pariu. Ela nem sabia que a criança estava viva e só descobriu a verdade no dia da missa de sétimo dia do pai, mais de um ano depois do nascimento do bebê. Tudo isso foi contado no primeiro capítulo e desde então o público vem acompanhando os desdobamentos desse clichê tão comum na teledramaturgia.

O autor não teve pressa na junção do casal. Eles mal se olharam nas vezes que se viram diante da tensão de todo o contexto: Rita sempre agia com destempero diante da filha e recebia como troco o enfrentamento de Lígia (Paloma Duarte), Joaquim (Joaquim Lopes) e Lara (Rosanne Mulholhand). O único que aparentava uma certa empatia por aquela mãe desesperada era Filipe.