sexta-feira, 19 de julho de 2019

Agno é um dos personagens mais interessantes de "A Dona do Pedaço"

A atual novela das nove de Walcyr Carrasco está fazendo sucesso e o autor já conseguiu reerguer a audiência  da faixa nobre da Globo, após o fiasco de "O Sétimo Guardião". A explicação é simples: o autor criou um folhetim clássico repleto de clichês irresistíveis e muitas possibilidades de catarses aguardadas. Mas em meio a tantas histórias consideradas "tradicionais", houve uma surpresa no enredo: o personagem Agno, vivido por Malvino Salvador.


Inicialmente, o núcleo protagonizado pelo empresário não despertou atenção e ainda provocou a falsa sensação de repetição. Isso porque as cenas eram quase sempre iguais nas primeiras semanas da segunda fase: Agno se recusava a transar com a fogosa esposa, Lyris (Débora Evelyn), e a mulher se queixava com a mãe, Gladys (Nathalia Timberg), e o irmão, Régis (Reynaldo Gianecchini). Porém, aos poucos, o contexto foi apresentando novas possibilidades bastantes atrativas.

O ambicioso personagem é gay e trai a esposa com garotos de programa. Essa situação, vale lembrar, tinha tudo para cair no ridículo e lembrar o desnecessário núcleo de Samuel (Eriberto Leão), em "O Outro Lado do Paraíso", sucesso do ano passado do escritor. Mas não foi o caso.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Dandara Mariana roubou a cena em "Verão 90"

A atual novela das sete da Globo, em plena reta final, não tem história. É um amontoado de esquetes e situações bobas. Por isso fica difícil os atores se destacarem ao longo de "Verão 90". Os poucos conflitos existentes são descartáveis. São poucos os intérpretes que conseguem alguns bons momentos na trama de Izabel de Oliveira e Paula Amaral, dirigida por Jorge Fernando. E Dandara Mariana é uma dessas exceções.


A personagem com o mesmo nome da atriz começou pequena, mas foi ganhando destaque à medida que a novela avançava. A professora de lambada foi um dos poucos perfis da trama que teve um conflito relevante para chamar de seu: a chegada da fama somada ao machismo do namorado que virou marido. E a intérprete emprestou seu carisma ao papel. Seu crescimento na história não foi uma obra do acaso e, sim, fruto da competência de Dandara.

A escolha da música-tema também ajudou a sobressair o perfil, afinal, "Preta", de Beto Barbosa, é um clássico que até hoje faz sucesso. Houve até um exagero no número de vezes que canção tocou nos primeiros meses, principalmente nos sonhos bobos de Quinzinho (Caio Paduan), mas nada que tenha atrapalhado a personagem.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Tudo sobre a festa de "Bom Sucesso", próxima novela das sete

A Globo promoveu nesta segunda-feira (15/07), no Rio Scenarium, um dos principais redutos do samba carioca, no bairro da Lapa, a coletiva de "Bom Sucesso", próxima novela das sete, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios. Fui um dos convidados e conversei com vários nomes do bem escalado elenco, além dos autores e o diretor da trama que abordará o amor pela vida e as questões envolvendo a chegada da morte.


Paulo me contou que a novela surgiu após duas sinopses não aprovadas por Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora. As duas premissas, por sinal, foram elogiadas, mas Silvio deixou claro que a dupla podia fazer melhor. Assim surgiu a história envolvendo a troca de exames de Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antônio Fagundes) que tem tudo para emocionar o público. Ele ainda me disse que toda a sua equipe está trabalhando nesse projeto há um ano e já há uma frente de quase 50 capítulos. A sua empolgação era evidente.

Durante o evento foi exibido um clipe com imagens inéditas da novela e os autores reforçaram sobre o sentimento que querem despertar no público com esta história. "É sobre prestar atenção, mesmo diante de um cotidiano massacrante, nas coisas importantes que podem passar batido como um abraço em quem se ama, elogiar alguém, a troca e perceber o outro. Quando você começa a perceber essas pequenas coisas vive melhor, começa a abrir janelas.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Por que o público odiava tanto a Eduarda em "Por Amor"?

A reprise de "Por Amor", dirigida por Ricardo Waddington, vem fazendo um grande sucesso no "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo, e merece. É uma das novelas mais aclamadas de Manoel Carlos. Não por acaso virou um clássico da teledramaturgia. Mas a reexibição da trama sempre levanta um questionamento até hoje inexplicável: por que o público odiava tanto a Eduarda (Gabriela Duarte) e nunca se incomodou com o Marcelo (Fábio Assunção)?


As "Helenas" do Maneco até hoje são lembradas por noveleiros apaixonados e o escritor carrega essa peculiaridade em suas obras. Mas não é a única. Outra que virou uma espécie de DNA de seus folhetins foi a insuportabilidade das filhas dessas "Helenas". Porém, ao contrário das heroínas de mesmo nome, não virou uma regra. Só que as herdeiras mais marcantes são justamente as mais mimadas e sonsas, vide Joyce (Carla Marins), em ""História de Amor", e Camila, em "Laços de Família". Embora a novela tenha sido o maior fracasso do autor, Luiza (Bruna Marquezine), de "Em Família", também entrou no time. O questionável é justamente Eduarda estar na lista.

É verdade que no início de "Por Amor" a personagem faz jus ao título e se encaixa nos demais perfis citados. A filha de Helena (Regina Duarte) é uma mimada que não tolera ser contrariada e tem um ciúme doentio de Marcelo. Grita com qualquer um que a enfrente e ainda maltrata o pai alcoólatra, Orestes (Paulo José).

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Alice Wegmann comprova seu talento como vilã em "Órfãos da Terra"

A atual novela das seis da Globo teve um início excelente, mas perdeu o rumo ao longo dos meses e os problemas no roteiro ficaram evidentes com a passagem de tempo de três anos. "Órfãos da Terra" apresentou uma queda de qualidade visível e todas as críticas que o folhetim vem recebendo são justas. No entanto, o bem escalado elenco sempre fez o que pôde (e ainda faz) para interpretar com talento os personagens da história de Duca Rachid e Thelma Guedes. Alice Wegmann é um bom exemplo.


A atriz brilhou  nas primeiras semanas da novela e protagonizou a cena mais impactante até então, quando Dalila se desesperou com o assassinato da mãe, Soraya (Letícia Sabatella), que acabou morta por Aziz Abdallah (Herson Capri). Foi comovente e assustador ver o pânico da personagem diante daquela barbárie. Alice deu um show. Todavia, a filha do grande vilão da história perdeu a força com a morte do pai e seu plano de vingança ficou bem sem sentido. Não empolgou. Ainda assim, Alice seguiu convincente na pele da perigosa menina que adotou o nome falso de Basma.

E após um longo período de puro marasmo, "Órfãos da Terra" finalmente apresentou uma sequência digna de elogios no capítulo desta quarta-feira (10/07), onde a intérprete pôde mais uma vez demonstrar seu imenso talento e relembrar a boa impressão causada nas primeiras semanas de novela.

terça-feira, 9 de julho de 2019

"Bom Sucesso": o que esperar da próxima novela das sete?

A estreia de Rosane Svartman e Paulo Halm no mundo das novelas não poderia ter sido melhor. Após bem-sucedidas parcerias em "Malhação", os autores fizeram um imenso sucesso com "Totalmente Demais", entre 2015 e 2016. O folhetim foi um fenômeno de audiência e repercussão, repetindo o êxito no mercado internacional ----- foi, inclusive, indicada ao Emmy. Três anos se passaram e agora a dupla está de volta com "Bom Sucesso", nova trama das sete que estreia no dia 29 de julho.


Os escritores também repetem a parceria com Luiz Henrique Rios, que dirigiu os trabalhos anteriores, e o time de colaboradores ---- Claudia Sardinha, Felipe Cabral, Fabricio Santiago, Charles Peixoto e Isabel Aquino . Ou seja, a equipe vitoriosa segue a mesma. E, ironicamente, quebrando um ciclo iniciado por eles. Isso porque "Totalmente Demais" foi a primeira novela das sete que exibiu seu último capítulo em uma segunda-feira. A razão foi a emenda de um feriado na sexta, que interferia na audiência. Porém, depois a Globo resolveu seguir esse padrão às 18h e às 19h. Agora acabou. O folhetim estreia em uma segunda e acabará na tradicional sexta.

A missão de Rosane e Paulo, inclusive, será manter ou aumentar os bons índices da reta final de "Verão 90". Todavia, a proposta dos autores é completamente diferente do atual pastelão de Izabel de Oliveira e Paula Amaral. A nova história é uma comédia dramática, assim como foi "Totalmente Demais". O conflito central envolve o importante debate sobre a forma como cada um encara a morte, que é a única certeza da vida.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Marjorie Estiano e Júlio Andrade emocionam em "Sob Pressão"

Difícil iniciar um texto a respeito de "Sob Pressão", melhor produção atual da Globo, sem repetir os já amplamente conhecidos elogios aos vários fatores que fazem da série um sucesso: direção maravilhosa de Andrucha Waddington, entrega do elenco, grandes personagens, roteiro irretocável de Lucas Paraizo e equipe, fotografia, enfim. Mas o post, agora, é para enaltecer uma dupla que sempre deu show na trama e emocionou no episódio exibido nesta quinta-feira (04/06): Marjorie Estiano e Júlio Andrade.


O episódio duplo exibido na quarta-feira passada, sendo o décimo em plano-sequência, tirou o fôlego e apresentou uma adrenalina impressionante. O choque do caos da saúde pública com a catástrofe da segurança pública foi exposto com maestria. De aplaudir de pé. Não por acaso registrou o recorde de audiência da terceira temporada: 24 pontos. E a trama se encerrou com o angustiante gancho de Carolina desesperada com o silêncio do aparelho de ultrassom na hora que verificou o estado de seu filho, depois que levou uma forte pancada na barriga durante o tiroteio no hospital.

Infelizmente, o décimo primeiro episódio mostrou que a médica mais querida da ficção perdeu o bebê que esperava de Evandro. Mas a trágica consequência da tensão no São Tomé Apóstolo resultou em uma sucessão de cenas tensas e emocionantes.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

"Aruanas" une ficção e realidade de forma brilhante

Após a estreia da comédia romântica "Shippados", no dia 8 de junho, na Globo Play, a Globo lançou outra série no seu serviço de streaming, menos de um mês depois da trama protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich. Mas a nova produção nada tem a ver com a anterior. A temporada completa de "Aruanas" (com dez episódios) foi disponibilizada no aplicativo no dia 29 de junho, embora tenha sido anunciada para o dia 2 de julho. E a emissora ainda exibiu o primeiro episódio em sua grade na "Sessão Globo Play", nesta quarta-feira (03/07), logo depois de "Cine Holliúdy".


A campanha da série teve uma divulgação histórica, pois houve um lançamento simultâneo no Brasil e em mais de 150 países. Isso porque a temática é de interesse mundial: três amigas de infância são envolvidas em uma organização não governamental que investiga crimes ambientais na Amazônia. E esse conhecido lugar é "apenas" o pulmão do mundo. Sem ele tudo entra em colapso, embora muitos governantes não se importem em preservá-lo. O próprio título da produção explica a vida do trio protagonista. "Aruanas" é uma palavra de origem tupi que significa "Sentinelas da natureza".

Ativismo, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas fazem parte do DNA da história, que prende o telespectador logo no primeiro episódio através de um thriller ambiental muito bem estruturado. O clima de suspense não demora a aparecer, fisgando o telespectador.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Até quando autores usarão a falsa acusação de assédio em suas novelas?

"A Dona do Pedaço", trama de sucesso de Walcyr Carrasco no horário nobre da Globo, exibiu uma cena no mínimo questionável no capítulo desta terça-feira (02/07): Kim (Monica Iozzi) fingiu ter sido agarrada por Márcio (Anderson Di Rizzi) para se vingar do desprezo do homem que tanto cobiça. O intuito de Walcyr Carrasco era provocar risos através da situação. Porém, não teve graça. E o mais grave é que o fato não é exclusividade da atual novela.


A produção anterior, a fracassada e péssima "O Sétimo Guardião", de Aguinaldo Silva, também usou o artifício. Marilda (Letícia Spiller), com medo de descobrirem sua traição, fingiu que foi atacada por Fabim (Marcello Melo Jr.). O pedreiro, que tinha um caso com ela, tentou se defender, em vão. O objetivo era causar comicidade e ainda, indiretamente, defender José Mayer, que acabou demitido da Globo depois que foi acusado por uma ex-funcionária da emissora de assédio. Afinal, o autor sempre foi muito amigo do ator.

Por mais incrível que pareça, o folhetim que antecedeu "O Sétimo Guardião" foi outro que exibiu a mesma situação. Já perto da reta final, a equivocada e esquecível "Segundo Sol" apresentou uma sequência em que Rochelle (Giovanna Lancellotti) se agrediu com o intuito de incriminar Roberval (Fabrício Boliveira).

terça-feira, 2 de julho de 2019

Marina Moschen e Sérgio Malheiros foram esquecidos em "Verão 90"

A atual novela das sete da Globo está em plena reta final e não funcionou. Foram muitos os erros de "Verão 90" e Izabel de Oliveira e Paula Amaral pecaram principalmente na total ausência de história. Não havia um fio condutor para estruturar o enredo e tudo se perdeu em esquetes avulsas. Os problemas foram tantos que afetaram até mesmo os poucos acertos da produção, como o casal Larissa e Diego.


Marina Moschen e Sérgio Malheiros se destacaram logo no início do folhetim e o desenvolvimento do par, até então, estava muito interessante. Ao contrário da pressa em torno do casal Manu (Isabell Drummond) e João (Rafael Vitti), que se apaixonaram e ficaram juntos rapidamente, houve uma boa condução do nascimento do amor entre a patricinha e o menino mais humilde. O clichê que raramente falha na teledramaturgia.

O primeiro encontro se deu por conta de um gesto racista da menina --- ela achou, por segundos, que ele havia furtado sua bolsa --- e a situação, obviamente, rendeu um embate. Aos poucos, no entanto, os dois foram se conhecendo melhor e partiu dela a atitude de se desculpar para iniciar uma aproximação.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

"Sob Pressão" consegue se superar com plano-sequência de tirar o fôlego

A melhor série da Globo está em sua última temporada, o que vem despertando uma justificável indignação no público. Afinal, "Sob Pressão" tem fôlego de sobra para muitos anos e não falta temática importante para ser abordada na história tão bem dirigida por Andrucha Waddington e escrita por Lucas Paraizo e equipe. Exibida às quintas-feiras em seu terceiro ano, a produção foi transmitida excepcionalmente pela Globo nesta quarta-feira (26/06) em um episódio duplo.


E impressiona como o seriado consegue se superar a todo instante. Quando o telespectador acha que não tem como melhorar, o roteiro apresenta uma nova virada de tirar o fôlego. O décimo episódio da terceira temporada já pode ser considerado um dos melhores de toda a série. A convergência do caos da saúde pública com a falta de segurança do Rio de Janeiro (que é um reflexo do Brasil como um todo) resultou em uma catástrofe no hospital São Tomé Apóstolo e o realismo das cenas impactou do início ao fim.

A falência do poder público foi exposto através das mazelas que mais atormentam a vida da população. Os dois fatores, ironicamente, ainda expõem um trauma em comum do brasileiro: o medo de morrer (ou doente negligenciado em um hospital público ou com um tiro dado por bandido, miliciano ou policial).

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Letícia Sabatella brilhou em "Carcereiros"

A primeira temporada de "Carcereiros" foi exibida na Globo Play, serviço de streaming da Globo, em 2017 e somente no ano passado a emissora colocou a trama em sua grade ---- dividida em duas partes por causa da Copa do Mundo. A trama envolvendo o protagonista Adriano (Rodrigo Lombardi) não tinha um arco dramático interessante. Sua relação com Janaína (Mariana Nunes) e os conflitos com a filha (Livia - Giovanna Rispoli) eram poucos explorados e raramente despertavam atenção. Os enredos em cima dos presidiários normalmente tinham início, meio e fim em cada episódio. Mas a entrada de Letícia Sabatella mudou isso.


A série --- escrita por Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Denisson Ramalho (com colaboração de Marcelo Starobinas) --- começou a costurar os episódios graças à chegada de Érika, esposa de um detendo, que se envolveu amorosamente com Adriano. O carcereiro e a misteriosa mulher se apaixonaram e o caso acabou sendo descoberto pelo violento preso que conseguiu planejar uma armadilha para assassinar o protagonista. Porém, a personagem matou o então marido e salvou a vida de seu novo amor. O crime, obviamente, a colocou na cadeia e o fato transformou a vida de Adriano.

O mote da segunda temporada foi justamente a mudança de posição do protagonista. O carcereiro que sempre revistou os visitantes e não se intimidava com os presidiários precisou deixar o orgulho de lado durante as revistas humilhantes realizadas. Também passou a enfrentar os olhares desconfiados das carcereiras durante as visitas ao seu amor.

terça-feira, 25 de junho de 2019

O que "Órfãos da Terra" e "Verão 90" têm em comum?

A novela das seis e a trama das sete da Globo são completamente diferentes. Uma tem o drama como foco central e a outra é marcada pelo pastelão em esquetes soltas. A coincidência fica apenas a respeito da autoria: ambas são escritas por duas mulheres. Então como é possível elaborar um texto sobre a similaridade das duas produções? Infelizmente, os dois folhetins se parecem no equívoco da condução de suas histórias, ou falta delas.


O roteiro de Duca Rachid e Thelma Guedes começou arrebatador. A trama em torno dos refugiados e os conflitos do casal Jamil (Renato Góes) e Laila (Julia Dalavia) despertaram interesse, além da narrativa ágil e da riqueza de possibilidades em cima a vilania de Aziz Abdallah (Herson Capri) e sua filha Dalila (Alice Wegmann). Parecia um novelão, ainda com uma direção primorosa de Gustavo Ferdández. E foi assim em toda a primeira fase.

Todavia, as autoras queimaram a largada. Apressaram demais a condução do enredo e não tinham cartas na manga para manter o telespectador entusiasmado depois das viradas iniciais. O assassinato do grande vilão foi o maior erro da dupla. Primeiro, porque o mistério a respeito do famigerado "quem matou?" foi deixado de lado e o crime ficou gratuito.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

"Shippados" mescla humor e melancolia com habilidade

A Globo segue investindo em seu serviço de streaming e estreou exclusivamente na Globo Play, no dia 7 de junho, "Shippados", nova série de Alexandre Machado e Fernanda Young. Mas, com o intuito de atrair mais público e interessados para a história protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich, exibiu o primeiro episódio (de um total de 12) na última terça-feira (18/09), logo após o jogo da Copa América entre Brasil e Venezuela.


A trama marca a volta dos autores da inesquecível "Os Normais" (2001/2003) e das ótimas "Os Aspones" (2004), "Minha Nada Mole Vida" (2006), "Separação?!" (2010), "Macho Man" (2011), "Como Aproveitar o Fim do Mundo" (2012), "Surtadas na Yoga" (2014/2014), "Odeio Segundas" (2015) e "Edifício Paraíso" (2017) ---- as três últimas no canal a cabo GNT. Claro que a inspirada dupla teve também séries fracassadas, vide a cansativa "O Sistema" (2007), a péssima "O Dentista Mascarado" (2013) e a equivocada "Vade Retro" (2017).

Como os erros foram bem menos numerosos que os acertos, é evidente que os escritores têm um currículo televisivo admirável e "Shippados" já pode entrar para a lista de seriados bem-sucedidos. A história protagonizada por Rita e Enzo ---- o 'shipper' 'Rizo' não é obra do acaso ---- mistura momentos essencialmente cômicos com outros depressivos de forma hábil e inteligente.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

"MasterChef" beneficiou o telespectador aos domingos

A sexta temporada do "MasterChef" estreou no dia 24 de março na Band. O reality culinário segue como o único trunfo da emissora que há um bom tempo amarga péssimos índices de audiências com quase todos os seus programas e recém-lançamentos, como o conhecido "O Aprendiz" e o novo matinal "Aqui na Band". Porém, o desgaste do formato foi inevitável em virtude da exibição de duas temporadas por ano (uma com amadores e outra com profissionais).


Por isso mesmo a Band resolveu exibir a temporada de 2019 com amadores aos domingos, às 20h. O intuito era ''oxigenar" um pouco o programa em um dia cuja concorrência já está estabelecida e em um horário mais "familiar". Afinal, o antigo horário, às terças, sempre foi motivo de controvérsia, pois nunca tinha um padrão ---- às vezes começava às 22h30 e em outras às 22h50 ---- e terminava por volta da uma da manhã. Embora tivesse índices de audiência satisfatórios (em alguns dias chegava a ficar em segundo lugar por alguns minutos), era péssimo para o público que trabalha no dia seguinte.

E, infelizmente, o desgaste do formato já impedia que momentos gloriosos de vice-liderança ocorressem nas últimas temporadas. Agora, pelo menos, o reality sempre começa às 20h e chega ao fim às 22h. Parece estranho, mas as longas duas horas de duração passam bem mais rápido no novo horário.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Mocinhos de "Órfãos da Terra" perderam o brilho e a relevância

Nunca foi fácil criar mocinhos que conquistem o público. Um dos maiores desafios dos autores, principalmente nos últimos anos, é criar personagens cativantes e um casal principal que tenha química e uma boa trajetória. Duca Rachid e Thelma Guedes, por exemplo, iniciaram "Órfãos da Terra" com protagonistas ótimos. Jamil (Renato Góes) e Laila (Julia Dalavia) tiveram sintonia, os perfis eram convidativos e a saga do par prometia. Porém, tudo se perdeu com a morte do vilão e a passagem de tempo.


O risco do amor à primeira vista é sempre alto na teledramaturgia --- deixando de lado os enredos espíritas onde isso é fundamental. Vale muito mais a pena a construção do casal ao longo dos capítulos. No entanto, em algumas situações o clichê funciona em virtude da química dos atores. Jamil e Laila se apaixonaram subitamente logo na estreia da novela. As autoras, todavia, foram inteligentes, pois se apoiaram na química já vista entre os atores na primeira fase de "Velho Chico" (2015). E deu certo. 

Apesar da rapidez na junção do casal, a trama que os cercava era interessante e a sintonia dos atores se fazia presente em todas as cenas. O assustador Aziz Abdallah (Herson Capri) como grande empecilho para a concretização desse amor era outro irresistível clichê que marcava o par.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Drica Moraes engrandece elenco de "Sob Pressão"

A série de maior sucesso e aceitação da Globo dos últimos anos, "Sob Pressão", tem uma sucessão de qualidades amplamente abordadas ao longo de três temporadas. A ótima adaptação do filme homônimo ---- baseado no livro de Márcio Maranhão ("Sob Pressão - A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro") ---- segue com fôlego de sobra na terceira temporada e um dos novos acertos da produção foi a entrada de Drica Moraes.


A grande atriz fez uma pequena participação em "Mister Brau", em 2018, mas a última trama que contou com sua presença do início ao fim foi "A Fórmula", seriado de comédia romântica despretensiosa, exibido em 2017. A última novela de Drica foi o fenômeno "Verdades Secretas", exibida em 2015, onde viveu a traída Carolina e protagonizou cenas impactantes na reta final. Nada melhor, portanto, do que vê-la de volta à tevê em mais uma produção elogiada por público e crítica.

Vera é uma infectologista chamada para integrar a equipe de Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) no hospital São Tomé Apóstolo, local onde os dedicados médicos passaram a trabalhar depois do fechamento do Macedão em virtude da corrupção desenfreada. Inicialmente, a personagem não aparece muito.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Danilo Maia se destaca em "Malhação - Toda Forma de Amar"

A atual temporada de "Malhação", dirigida por Adriano Melo, tem agradado. A história de Emanuel Jacobina se mostra repleta de dramas envolventes, casais bem construídos e ótimos personagens. O elenco é outro acerto e vários nomes vêm se sobressaindo na trama, entre boas revelações e atores mais experientes. Tanto que uma das gratas surpresas de "Malhação - Toda Forma de Amar" é Danilo Maia.


O intérprete do debochado Thiago não demorou para virar um dos destaques do elenco. Ele ganhou um dos melhores personagens da história e está sabendo aproveitar a oportunidade dada pelo autor. O menino é filho da autoritária Carla (Mariana Santos) e irmão da tímida Raíssa (Dora de Assis). Seu maior trauma é a perda do pai, assassinado durante um assalto, anos atrás. Essa questão foi mais exposta quando a lanchonete da mãe foi assaltada e o rapaz decidiu comprar uma arma para se defender. A abordagem em torno da posse de armas, por sinal, merece elogios. Trataram bem do controverso tema.

Embora tenha um drama considerado pesado, o personagem funciona na maior parte do tempo como alívio cômico. Isso porque vive levando bronca de Carla (que sempre chama sua atenção aos berros) e ama implicar com a irmã.

terça-feira, 11 de junho de 2019

"A Dona do Pedaço" apresenta segunda fase promissora

A atual novela das nove da Globo está há menos de um mês no ar, mas já pode ser considerada um sucesso. "A Dona do Pedaço" elevou significativamente a audiência do horário nobre da Globo ---- já chegou a marcar 37 pontos de média, índice que o fracasso anterior jamais conseguiu ---- e Walcyr Carrasco vem apresentando um folhetim com todos os clichês que costumam ser infalíveis para uma boa história.


A segunda fase, recém-iniciada, marcou uma boa virada na trama e também mudou o clima do enredo. A sangrenta guerra entre a família Ramirez e os Matheus saiu de cena e cedeu o lugar para uma novela solar e mais leve. O autor, por sinal, foi inteligente quando apresentou a primeira fase em apenas uma semana, evitando o desgaste visto no início de "O Outro Lado do Paraíso", cuja primeira parte durou um mês. E ainda expôs todo o contexto envolvendo a protagonista de forma clara e ágil ---- aproveitou ainda o talento de Fernanda Montenegro em uma sequência de assassinato triplo já antológica.

O enriquecimento de Maria da Paz (Juliana Paes) ---- que abriu uma rede de confeitarias e passou a fazer um imenso sucesso com seus bolos ---- foi o elemento que marcou a passagem de 20 anos e a entrada de novos personagens. O elenco ficou bem mais numeroso.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

"Assédio" é uma série forte e necessária

A Globo já está há um certo tempo investindo no seu serviço de streaming com o intuito de concorrer com a popular Netflix. Claro que ainda falta para se equiparar com a rival que vem apostando cada vez mais no mercado brasileiro, contratando, inclusive, atores da emissora, como Marco Pigossi e Emanuelle Araújo, por exemplo. No entanto, é visível o empenho da líder em engrandecer a Globo Play com produções de qualidade inquestionável. Uma delas foi "Assédio", série de dez episódios que foi disponibilizada no aplicativo no dia 21 de setembro de 2018 e teve o primeiro episódio exibido em outubro na tevê aberta com o intuito de estimular o público a seguir vendo na internet. Menos de um ano depois, a emissora começou a exibi-la a partir do dia 3 de maio, após o "Globo Repórter".


A produção baseada no livro "A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Viladarga, é um primor e despertou um grande burburinho mesmo estando disponível apenas na internet. Portanto, era mesmo uma questão de tempo a Globo colocá-la em sua grade. E como pela primeira vez ---- desde que começou a exibir (em 2011) novelas que viraram "superséries" ----, não houve produção de uma trama na faixa das 23h ---- em virtude do mau planejamento de Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia ----, o canal aproveitou a qualidade desse produto para disponibilizá-lo para o grande público. Resolveu um problema sem precisar de investimento.

Escrita por Maria Camargo, mesma autora que adaptou lindamente o livro "Dois Irmãos", em 2017, e dirigida por Amora Mautner, a trama impacta do início ao fim. A história é conhecida e praticamente todos os brasileiros sabem sobre o escândalo do médico especialista em reprodução humana que abusou sexualmente de inúmeras pacientes.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Band não deve se intimidar com a baixa audiência de "O Aprendiz"

O reality de negócios estreou no Brasil em 2004, na Record, baseado no formato original norte-americano ("The Apprentice"). Comandado por Roberto Justus, a atração fez um grande sucesso e ficou no ar até 2009. Foram seis edições ---- "O Aprendiz" 1, 2 e 3; "O Aprendiz 4 - O Sócio"; "O Aprendiz 5 - O Sócio"; "O Aprendiz 6 - Universitário". Já em 2010 começou a ser apresentado por João Dória e teve apenas duas edições: "Aprendiz Universitário" e "Aprendiz Empreendedor", sem o mesmo êxito. Com a volta de Justus, em 2013, mais duas temporadas foram ao ar: "Aprendiz - O Retorno" e "Aprendiz Celebridades".


Infelizmente, a produção acabou cancelada porque Roberto foi se aventurar em outros realities. Virou apresentador do "Power Couple" e "A Fazenda", ambos também na Record. Porém, seu desempenho foi um fiasco. Robótico e muitas vezes perdido no comando, Justus acabou massacrado pela crítica e nunca teve o respeito dos participantes. Parecia um peixe fora d`água. Depois que se desligou em definitivo da emissora do bispo Edir Macedo, resolveu levar o formato que o consagrou para a Band e estreou mais uma edição de "O Aprendiz", em março. 

A temporada está ótima e conta com a presença de influenciadores digitais. Todas as qualidades do formato seguem presentes e fica evidente que Roberto Justus nunca deveria ter saído da apresentação desse programa. É a sua área e onde tem segurança de sobra.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Construção do relacionamento dos mocinhos é o principal acerto de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A nova temporada de "Malhação" estreou em 16 de abril, ou seja, está há pouco menos de dois meses no ar. Embora ainda esteja no início, a trama vem despertando atenção em virtude dos bons conflitos apresentados por Emanuel Jacobina até então. São vários personagens carismáticos e bem construídos, convidativos dramas e lindos pares que começam a ser formados. A melhor construção, por sinal, vem sendo a do casal de mocinhos.


Filipe (Pedro Novaes) e Rita (Alanis Guillen) se conhecem por causa de Nina, a filha da mocinha que é adotada pelos pais do mocinho. O pai da garota colocou o neto para a adoção e Rita nem conseguiu pegar na filha depois que pariu. Ela nem sabia que a criança estava viva e só descobriu a verdade no dia da missa de sétimo dia do pai, mais de um ano depois do nascimento do bebê. Tudo isso foi contado no primeiro capítulo e desde então o público vem acompanhando os desdobamentos desse clichê tão comum na teledramaturgia.

O autor não teve pressa na junção do casal. Eles mal se olharam nas vezes que se viram diante da tensão de todo o contexto: Rita sempre agia com destempero diante da filha e recebia como troco o enfrentamento de Lígia (Paloma Duarte), Joaquim (Joaquim Lopes) e Lara (Rosanne Mulholhand). O único que aparentava uma certa empatia por aquela mãe desesperada era Filipe.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Ótima em "Verão 90", Camila Queiroz é uma atriz que chegou para ficar

O sonho de todo ator é viver um vilão em virtude das maiores oportunidades cênicas. Afinal, o malvado movimenta o roteiro de quase toda novela, recebe um texto mais sarcástico e sem ele dificilmente há qualquer tipo de virada na história. Muitos intérpretes, inclusive, já estão há anos na carreira e até hoje não ganharam um papel assim. Mas Camila Queiroz teve sorte em "Verão 90", escrita por Izabel de Oliveira e Paula Amaral.


A atriz começou com o pé direito em "Verdades Secretas". Seu primeiro papel na carreira foi a enigmática Arlete/Angel, protagonista de "Verdades Secretas", fenômeno de audiência de Walcyr Carrasco na faixa das 23h. Era a mocinha do enredo. Porém, no último capítulo o autor expôs uma faceta sombria da personagem. Camila estreou muito bem e em uma de suas últimas cenas, com Angel dando um ligeiro sorriso macabro, demonstrou potencial para viver uma víbora futuramente.

E a oportunidade chegou até cedo, apenas quatro anos depois de sua estreia. Vanessa Dias é uma típica 171 que não mede esforços para atingir seus objetivos. É verdade que a personagem não chega perto de uma vilã assassina e sua índole não é totalmente ruim.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tudo sobre a coletiva da quinta temporada da nova "Escolinha do Professor Raimundo"

A Globo promoveu, nesta segunda-feira (27/05), uma coletiva para a divulgação da quinta temporada da nova versão da "Escolinha do Professor Raimundo". Durante uma gravação aberta à imprensa, o elenco e a diretora Cininha de Paula falaram sobre os desafios do programa que pelo quinto ano consecutivo retorna ao ar (primeiro pelo Canal Viva e depois pela Globo) com os personagens queridos de sempre e algumas novidades. Fui um dos convidados e conto para vocês tudo o que aconteceu.


Valeu muito a pena ter acompanhado a gravação de um episódio. A imprensa ficou na plateia junto com as tradicionais caravanas que costumam marcar presença nesses formatos e a animação do auditório com os atores contagia. Tanto que vários sobem para abraçar as pessoas e agradecer o carinho. Leandro Hassum, Bruno Mazzeo e Fabiana Karla foram alguns que fizeram questão de retribuir os afagos da plateia.

O entrosamento do elenco também foi evidente, assim como as brincadeiras entre eles. Parecem mesmo alunos de escola se provocando o tempo todo e proferindo várias piadas, muitas delas dignas de adolescentes. O clima, inclusive, lembra bastante o humorístico original, comandado por Chico Anysio, onde as sacanagens dos atores eram vistas em todos os programas.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Passagem de tempo deixou história de "Órfãos da Terra" bem menos crível

A atual novela das seis da Globo colhe merecidos elogios desde que estreou. "Órfãos da Terra" tem apresentado uma produção muito caprichada. Duca Rachid e Thelma Guedes logo arrebataram o público com grandes cenas e ótimas viradas em um atrativo enredo sobre refugiados. Todavia, as autoras aceleraram demais o ritmo nas primeiras semanas e agora o folhetim decaiu bastante , principalmente após uma questionável passagem de tempo que até agora não se mostrou apropriada.


Primeiramente, é preciso citar o alto risco que as escritoras correram quando resolveram matar Soraia e Aziz Abdallah logo no início. A saída de Letícia Sabatella e Herson Capri da trama foi uma grande perda, pois, além de atores excepcionais, ambos viviam os personagens mais interessantes da história. A sofrida mãe de Dalila (Alice Wegmann) ainda tinha muito a ser explorada e o grande vilão da novela era o sheik violento e assustador. É um fato que o roteiro foi ''abalado'' com essa dupla ausência e o telespectador percebeu.

Todavia, o objetivo sempre foi a 'promoção' de Dalila como a grande vilã. Então, era preciso apenas aguardar essa nova situação para uma melhor análise sobre a nova fase. O problema é que o contexto de "Órfãos da Terra" acabou perdendo bastante veracidade com a passagem de três anos.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Com uma participação marcante, Fernanda Montenegro roubou a cena na primeira fase de "A Dona do Pedaço"

Uma participação em poucos capítulos de uma novela ou série pode ser de grande importância ou simplesmente descartável para um ator. Tudo depende da valorização do autor, obviamente. E Walcyr Carrasco fez questão que a presença da maravilhosa Fernanda Montenegro na primeira fase de "A Dona do Pedaço", nova trama das nove da Globo, fosse muito marcante.


Dulce surgiu logo na primeira cena da novela e transpareceu ser uma senhora doce, adorável. O momento em que a avó ensinou a netinha a fazer bolos pareceu um comercial de margarina. "O segredo é o amor", disse a delicada senhora para a criança na hora de desvendar o 'mistério' daquele bolo tão gostoso. Todavia, foi apenas uma primeira impressão. Pouco tempo depois ficou claro que a matriarca dos Ramírez era um demônio de saias.

A avó de Maria da Paz (Juliana Paes) sempre foi a maior incentivadora da guerra entre os Ramírez e os Matheus, além de participar ativamente dos ''pedidos" ---- mortes encomendadas ---- de vários donos de terras da região que pagavam um bom dinheiro pelos assassinatos dos inimigos. Autoritária e intimidadora, Dulce ainda ensinou os descendentes com o manuseio de armas.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Record volta a apostar em uma novela contemporânea com "Topíssima" e faz bem

Há cinco anos a Record não produzia uma novela não bíblica contemporânea. A última era "Vitória", de Cristianne Fridman, exibida em 2014. Ironicamente, a autora que marca essa volta aos folhetins atuais é a mesma Cristianne, que estreou "Topíssima", nesta terça-feira, dia 21, às 19h55, na faixa que exibia a reprise de "A Terra Prometida". A escritora, inclusive, também está no ar com outra produção inédita: "Jezabel", exibida logo após essa sua nova empreitada, às 20h45.


O novo folhetim enfrentou problemas antes da estreia. Isso porque Cristianne foi chamada pela Record, em 2017, para criar uma história para a faixa das sete. A sinopse foi aprovada em agosto e entraria no ar no primeiro semestre de 2018, substituindo "Belaventura". O título era "Rosa Choque" e só depois virou "Topíssima". Vários atores foram contratados pela emissora para a produção, mas tempos depois o projeto acabou cancelado em virtude do corte de custos. O canal manteria apenas a faixa das 20h45 com novelas inéditas e sempre bíblicas. A das sete seria preenchida com reprises.

Em novembro de 2018, a trama foi desengavetada pela emissora e a autora voltou a trabalhar na produção. Agora, em maio de 2019, finalmente foi ao ar. E já é possível observar vários elementos que Fridman adora: crimes, sequestros, mistérios envolvendo assassinatos e cenas de ação.

terça-feira, 21 de maio de 2019

"A Dona do Pedaço" estreia com todos os clichês de um bom folhetim

"Nem tente. Tente. É impossível. É possível. Não vai dar certo. Vai dar certo. A vida sempre tem um lado bom: se você olha pra ele, ele olha pra você". Baseada nessa premissa bastante simples e até parecida com os ensinamentos de Candinho (Sérgio Guizé), em "Êta Mundo Bom!" ----- "Tudo que acontece de ruim na vida da gente é pra meiorá" ----, a nova novela de Walcyr Carrasco promete apresentar para o público uma história de superação através de uma carismática protagonista. Sai de cena a sombria "O Sétimo Guardião" e entra a solar "A Dona do Pedaço", que estreou nesta segunda-feira (20/05), com a missão de reerguer a audiência da principal faixa da Globo.


É bem verdade que o início da história não teve nada de leve. A guerra entre os Matheus e os Ramírez foi exposta logo na estreia, após um bonito prólogo com Maria da Paz (Mirella Sabarense) aprendendo a fazer bolo com sua aparentemente delicada avó Dulce (Fernanda Montenegro). O autor começou seu enredo com um momento de delicadeza e depois se aprofundou na violência. Teve arma e tiro para tudo quanto era lado. O ódio entre as famílias é alimentado há séculos e sempre resulta em muitas mortes. Obviamente, a primeira tentativa de um acordo de paz se dá através dos mocinhos que se apaixonam à primeira vista. Típico contexto "Shakespeareano", vide o clássico Romeu e Julieta.

O primeiro capítulo teve uma avalanche de acontecimentos e houve uma certa pressa na construção do amor dos protagonistas. Não deu para comprar o amor arrebatador de Maria da Paz (Juliana Paes) e Amadeu (Marcos Palmeira). Eles se apaixonaram perdidamente e logo foram pedir uma trégua entre os familiares. Tudo muito rápido.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Fracassada e problemática, "O Sétimo Guardião" já foi tarde

A Globo viveu um grande pesadelo no horário nobre durante os quase sete meses que "O Sétimo Guardião" esteve no ar. E a emissora já estava 'traumatizada' com as igualmente equivocadas "Babilônia" (que afundou a faixa em 2015) e "A Lei do Amor" (2017). Mas impressionou o conjunto de equívocos do folhetim de Aguinaldo Silva e os vários problemas que ocorreram nos bastidores da produção. Não é exagero afirmar que absolutamente tudo deu errado. Não por acaso há uma sensação de alívio com o final da história, exibido nesta sexta-feira (17/05), tanto para os profissionais envolvidos quanto para o público.


O autor já enfrentava uma batalha judicial antes mesmo da estreia da novela. Isso porque um dos alunos de Aguinaldo (Silvio Cerceau) moveu uma ação contra ele exigindo a coautoria da trama. Pouco tempo depois, ainda conseguiu o apoio de outros colegas do curso administrado pelo escritor (o Master Class), que também exigiram reconhecimento ---- todos alegaram que criaram a sinopse junto com Aguinaldo em plena sala de aula. Em virtude da questão com a Justiça, o autor chegou a desistir de escrever "O Sétimo Guardião" e já trabalhava em outra sinopse. Mas Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia, acabou o convencendo a retomar o projeto.

Os dois, obviamente, devem ter se arrependido amargamente. Até porque o enredo que marcou a volta de Aguinaldo ao realismo fantástico ---- visto nos sucessos "Roque Santeiro"(1985), "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992) e "A Indomada" (1997) ---- só poderia ser um sucesso ou um fracasso. Não tinha possibilidade do meio termo em uma trama sobre uma fonte milagrosa e um gato preto que virava homem.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Tudo sobre a primeira apresentação de "Bom Sucesso", próxima novela das sete

A Globo reuniu um grupo de jornalistas e colunistas nesta terça-feira (14/05) para uma primeira apresentação da nova novela das sete, "Bom Sucesso", com estreia prevista para o dia 29 de julho. Ou seja, ainda é cedo para maiores detalhes. Mas ao menos a premissa da história foi exposta e a reunião contou  com a presença dos autores Rosane Svartman e Paulo Halm, do diretor Luiz Henrique Rios e a médica geriatra Ana Cláudia Quintana Arantes.


A novela terá como mote uma troca de exames que mexerá na vida dos envolvidos. Paloma (Grazi Massafera) é uma mulher batalhadora e com uma fé inabalável. Costureira, trabalha e cria seus três filhos sozinha. Ela mora em Bonsucesso, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, e daí a inspiração para o título do folhetim. A mocinha ama frequentar a quadra da escola de samba da região (a Unidos de Bom Sucesso) e sonha em um dia ser rainha de bateria, mas também nutre uma paixão pela leitura e vive se transportando para os mundos mágicos que a literatura proporciona.

A protagonista gosta tanto de livros que batiza os filhos com nomes de personagens clássicos: Alice (Bruna Inocêncio) ---- "Alice no País das Maravilhas" ----, Gabriela (Giovanna Rodriguez) ---- "Gabriela, Cravo e Canela" ---- e Peter (João Bravo) ---- "Peter Pan". Alice é a mais velha e filha do grande amor de Paloma, Ramon  (David Júnior), que há quase vinte anos foi morar nos Estados Unidos atrás do sonho de se tornar um jogador de basquete.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Nany People foi um dos raros acertos de "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove da Globo, em plena reta final, é um festival de problemas. Audiência muito abaixo do esperado, história mal desenvolvida por Aguinaldo Silva, elenco subaproveitado, personagens desinteressantes e brigas nos bastidores. A emissora e parte do elenco, com razão, torcem para a produção chegar ao fim logo. No entanto, tem um nome que não tem do que reclamar: Nany People.


A intérprete de Marcos Paulo tem um bom destaque na história e a personagem é um dos poucos pontos positivos da trama. Vale lembrar que o braço direito de Valentina Marsalla (Lília Cabral) seria a Nazaré Tedesco. Sim, a vilã icônica de "Senhora do Destino" (2004) voltaria em "O Sétimo Guardião". Porém, Renata Sorrah, muito sábia, convenceu o autor a desistir da ideia. E a decisão não poderia ter sido mais acertada. Seria lamentável ver um perfil tão marcante na teledramaturgia em um folhetim tão equivocado.

Sorte da Nany que acabou escalada e ganhou um perfil "adaptado" especialmente para ela. O amigo do passado de Valentina é um ótimo químico e pouco antes de surgir na história se recuperava de uma cirurgia que o transformou em uma quase mulher. No entanto, mesmo após a completa 'recauchutagem', continuou com o nome no masculino.

terça-feira, 14 de maio de 2019

"A Dona do Pedaço": o que esperar da próxima novela das nove?

A Globo não dá folga para Walcyr Carrasco. Ele já virou uma espécie de trunfo da emissora que sempre o escala visando boa audiência. Isso porque o autor emplaca fenômenos de Ibope em todas as faixas. Em 2017, sua missão era difícil: substituir "A Força do Querer", trama de Glória Perez que fez um imenso sucesso. Mas conseguiu até superar os índices com "O Outro Lado do Paraíso" e fez a história da vingança de Clara Tavares (Bianca Bin) cair na boca do povo. Agora o cenário é outro: o objetivo é reerguer o horário nobre que naufragou com o fracasso de "O Sétimo Guardião", de Aguinaldo Silva.


Porém, substituir um fracasso é tão difícil quanto entrar no lugar de um sucesso. Elevar os baixos índices de uma produção ou ter a obrigação de manter os altos números acaba implicando no mesmo grau de responsabilidade. Walcyr, então, resolveu apostar em um novelão rasgado, com direito a guerra entre famílias, muito dramalhão e volta por cima de uma mocinha humilde que aprende a preparar bolos deliciosos. O próprio título da história evidencia o foco na heroína que ficará milionária com sua franquia de lojas de bolos: "A Dona do Pedaço".

Maria da Paz, vivida por Juliana Paes, nasceu na fictícia Rio Vermelho, no interior do Espírito Santo, e a trama se inicia em 1990. Duas famílias de justiceiros disputam o comando dos negócios na região: os Ramires e os Matheus. Em nome da hegemonia do local, os dois núcleos familiares criam as novas gerações para assumirem o trabalho dos mais velhos.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Vanessa Giácomo e Elizabeth Savalla emocionam em "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove está chegando ao fim e os problemas foram inúmeros. O fracasso de "O Sétimo Guardião" é um fato consumado e nada mais pode ser feito. Aguinaldo Silva enfiou os pés pelas mãos e não conseguiu reverter a baixa audiência. É lamentável, ainda, observar como o autor subaproveitou um elenco repleto de estrelas. Quase ninguém se destacou em virtude da fragilidade dos personagens tão mal construídos e desenvolvidos. Apesar de tudo isso, Vanessa Giácomo e Elizabeth Savalla emocionaram nos capítulos recentes.


O assassinato de Aranha (Paulo Rocha) acabou unindo Stela e Mirtes, após tantos enfrentamentos ao longo da história. Foi comovente ver a dor das personagens com a perda do médico, que foi a quinta vítima do serial killer que vem exterminando os guardiões da fonte milagrosa de Serro Azul. Absolutamente nada que cerca essa trama tem uma coerência ou um planejamento. Fica evidente que tudo foi criado de última hora pelo autor em virtude da falta de lógica de todo o contexto.

E todos os equívocos que cerceiam esse enredo apenas reforçam o talento das intérpretes. Afinal, fica ainda mais difícil para as atrizes emocionarem diante de uma situação que não convence ninguém. Talvez nem mesmo os profissionais envolvidos. Mas Vanessa e Savalla são experientes e nunca decepcionaram ao longo de suas respectivas carreiras.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

"Cine Holliúdy" é uma adaptação precisa do divertido e inspirado filme

O filme "Cine Holliúdy", dirigido por Halder Gomes e estrelado por Edmilson Filho, estreou em 2013 e fez um grande sucesso de público e crítica. O curta foi visto em 80 festivais de 20 países e ganhou 42 prêmios. A genialidade da produção, inclusive, era a presença de legenda, mesmo em português. O intuito era debochar da rapidez da fala do cearense, uma vez que a história se passa no sertão do Ceará, na década de 70, e quase todos os atores escalados são da região. O êxito foi tamanho que a trama ganhou uma continuação nos cinemas ---- "Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral", cuja estreia foi em março deste ano ---- e uma série na Globo, toda gravada em 2018.


A produção estava prevista para estrear ano passado, mas como Letícia Colin se destacava como a prostituta Rosa, em "Segundo Sol", a emissora resolveu adiar o projeto em virtude da presença da talentosa atriz no elenco da série. Afinal, ela interpreta Marylin, filha da primeira-dama Maria do Socorro (Heloísa Périssé) e enteada do prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele). Aliás, uma das qualidades da série é justamente a entrada de vários personagens que não existiam no filme. Esse trio, por exemplo, é um show à parte. A equipe conseguiu adaptá-los muito bem ao roteiro.

O 'visionário' Francisgleydisson (Edmilson Filho) continua protagonizando momentos engraçadíssimos em "Cine Holliúdy", mas agora o seu desafio mudou. No longa, o personagem percebeu que a pitoresca cidade de Pitombas não tinha nenhuma opção de entretenimento para o povo e iniciou uma saga para levar a magia do cinema até o local.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Tudo sobre a coletiva de "A Dona do Pedaço", nova novela das nove da Globo

A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 2, a festa de "A Dona do Pedaço", a próxima novela das nove, escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Amora Mautner. O Salão Nobre do Belmont Copacabana Palace foi o cenário escolhido para o luxuoso evento, que contou com a presença do autor, da direção, elenco e equipe que apresentaram a obra à imprensa e falaram sobre a expectativa de levar ao público uma história de superação e que exalta o poder feminino. Fui um dos convidados e conto tudo o que aconteceu na coletiva, que começou às 16h e terminou por volta das 20h.


Os convidados circularam pelo salão nobre do hotel decorado com referências à residência da protagonista da trama. Sofás forrados em veludo bordô, poltronas e mesas douradas e tapetes avermelhados transportavam todos para o universo de Maria da Paz (Juliana Paes) que fez fortuna com a força de seu trabalho. Deliciosos bolos aguçavam os sentidos dos presentes, enquanto rosas vermelhas, plantas e paus de canela adornavam estantes de madeira e remetiam ao sabor da receita de maior sucesso da personagem.

A grande Fernanda Montenegro, que interpreta Dulce, responsável por ensinar a neta Maria da Paz a fazer bolos, falou da força da obra, que aposta no protagonismo das mulheres e em um duelo de famílias que atravessa gerações. "É uma história tão forte que detona uma explosão de crises e situações que o Walcyr é mestre em conduzir", contou.

sábado, 4 de maio de 2019

Herson Capri deu show e saída precoce de Aziz é um risco para "Órfãos da Terra"

A atual novela das seis de Duca Rachid e Thelma Guedes estreou na Globo com imagens belíssimas, direção primorosa de Gustavo Fernández, atrativos personagens e ritmo ágil. Até o momento "Órfãos da Terra" vem mantendo todas essas qualidades, prendendo o público através de ótimas cenas e bons acontecimentos. E um dos principais acertos do enredo foi o vilão Aziz Abdallah, interpretado com maestria por Herson Capri.


O poderoso sheik que se encantou por Laila (Julia Dalavia) transbordou maniqueísmo. Era o típico malvado sem qualquer camada ou nuances. Honra a expressão "mau feito um pica-pau". Sua única 'fraqueza' era o amor genuíno que sentia pela filha, Dalila (Alice Wegmann), e ainda assim tal sentimento nunca o impediu de cometer atrocidades, como assassinar Soraia (Letícia Sabatella), a sua primeira esposa, por conta do adultério cometido pela mãe de sua herdeira.

O papel só poderia ser vivido por um ator experiente, pois o risco de cair no exagero, até por se tratar de um perfil naturalmente caricato, era grande. E Herson foi uma escalação certeira das autoras. O intérprete dominou o personagem logo no início e se sobressaiu na história sem fazer esforço assim que surgiu em cena.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

"Sob Pressão" estreia terceira temporada com as qualidades de sempre

A melhor série produzida pela Globo em anos estreou sua terceira temporada nesta quinta-feira, dia 2, após uma leva de elogios de público e crítica em 2017 e 2018. A trama baseada no filme homônimo, exibido em 2016 e criado em cima do livro "Sob Pressão - A rotina de guerra de um médico brasileiro" (escrito por Márcio Maranhão), se mostrou um acerto em todos os aspectos e o terceiro ano da produção era bastante aguardado.


Não por acaso, o anúncio do encerramento da série em 2019 provocou indignação na imprensa especializada e nos telespectadores. Afinal, o caos na saúde pública brasileira rende infinitos conflitos e os próprios envolvidos no projeto ---- como o autor Lucas Paraizo e o diretor Andrucha Waddington ---- confirmam isso. O mistério envolvendo a estranha decisão da Globo vai continuar por um bom tempo, mas, deixando esse fato um pouco de lado, a estreia da nova temporada manteve todas as qualidades que fizeram da produção um imenso sucesso.

A rotina caótica de Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) não acabou, apenas mudou de endereço. O casal agora passa por uma nova experiência. Com o fechamento do hospital público Luiz Carlos Macedo (o Macedão), na zona norte do Rio de Janeiro, e diante da prática de anos no atendimento a casos de emergência, os médicos são contratados para trabalhar no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

terça-feira, 30 de abril de 2019

Débora Falabella e Mariana Ximenes brilharam em "Se Eu Fechar os Olhos Agora"

A minissérie de dez capítulos, escrita por Ricardo Linhares e adaptada do romance de Edney Silvestre, foi um produto muito bem cuidado. "Se Eu Fechar os Olhos Agora" --- encerrada nesta terça, dia 30 --- apresentou um texto inteligente, fotografia de encher os olhos, figurinos e caracterizações impecáveis, personagens dúbios convidativos e ainda teve um elenco escalado com competência. Duas atrizes, por sinal, se destacaram com perfis que representavam os opostos: Débora Falabella e Mariana Ximenes.


Isabel e Adalgisa eram figuras importantes da sociedade da fictícia São Miguel, cidade interiorana do Rio de Janeiro de 1961. A primeira era a elegante primeira-dama, mulher do poderoso prefeito Adriano (Murilo Benício), e a segunda estava casada com o influente empresário Geraldo (Gabriel Braga Nunes), homem que comandava todos ao seu redor através da fortuna de seus negócios. E ambas eram amigas confidentes, ainda que os segredos mais profundos jamais tenham sido revelados.

A esposa do prefeito sempre foi muito bem vista pela população e seu recato era admirado. Já a mulher do empresário despertava olhares tortos em virtude de suas vestimentas mais ousadas e comportamento nada "propício" para damas da época. O irônico do contexto era o 'pecado' que as duas tentaram esconder.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Público faz justiça com "Espelho da Vida" no "Prêmio Extra" de Televisão


A novela elogiada de Elizabeth Jhin, encerrada no dia 1 de abril, até hoje deixa saudades. Os fãs fiéis que  “Espelho da Vida” conquistou através de sua ousada história que mesclou habilmente viagem no tempo e espiritismo, então, resolveram se empenhar na votação do Prêmio Extra de televisão, promovido todo ano pelo Jornal Extra, do Rio de Janeiro. Embora, infelizmente, a premiação não tenha mais evento e muito menos entrega de troféus, em virtude da crise que a mídia impressa vive nos últimos anos, os indicados pelo menos são agraciados com matérias e fotos no jornal. O enredo tão elogiado por público e crítica da autora acabou vencendo seis, das sete categorias em que concorreu.


Essa merecida consagração fez jus ao conjunto da obra e ainda comprovou como a trama fez um imenso sucesso nas redes sociais através de torcidas fervorosas pelos casais e das mil teorias elaboradas pelos telespectadores sobre as viagens através do espelho interdimensional por Cris Valência. Não por acaso, todos os vencedores da novela ganharam com uma vantagem de votos expressiva. Vitória Strada, intérprete da mocinha Cris e de sua vida anterior, Júlia Castelo, ganhou com muita justiça o prêmio de Melhor Atriz com 68,5% dos votos. Ela concorreu com as competentes Alice Wegmann (“Onde Nascem os Fortes” ), Bianca Bin (“O Outro Lado do Paraíso”), Juliana Paiva (“O Tempo Não Para”) , Marieta Severo (“O Outro lado do Paraíso”) e Alinne Moraes (“Espelho da Vida”).  Em apenas seu segundo trabalho na televisão e o segundo vivendo uma heroína, a intérprete mostrou que veio para ficar e a personagem criada pela escritora parece ter sido escrita especialmente para ela --- embora a primeira opção tenha sido Isis Valverde, que precisou abandonar o projeto pela sua gravidez.

Rafael Cardoso ganhou como Melhor Ator com 67,5%, mas concorrida pelo psicopata Renato, no fenômeno "O Outro Lado do Paraíso".Ele concorreu com os ótimos Edson Celulari (“O Tempo Não Para”), Emílio Dantas (“Segundo Sol”), Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”), Johnny Massaro (“Deus Salve o Rei”) e “Julio Andrade (“Sob Pressão”).  Nesse caso específico, todavia, é preciso levar em conta a força do fandom “Junilo” que fez toda a diferença.

domingo, 28 de abril de 2019

Os vencedores e os erros costumazes da 61ª edição do "Troféu Imprensa"

O SBT exibiu na noite deste domingo (28/04) a 61ª edição do "Troféu Imprensa". Comandada, como sempre, por Silvio Santos, a premiação contou com Sônia Abrão ("A Tarde é Sua" - Rede TV!), Nelson Rubens ("TV Fama" - Rede TV!), Flávio Ricco (Portal Uol e Diário de São Paulo), Ricardo Feltrin (Portal Uol), Keila Gimenez (R7), Daniel Castro (Portal Uol), Marcelo Bartolomei (Revista Caras e Contigo), Léo Dias ("Fofocalizando") e uma novidade: Maurício Stycer (Portal Uol).


O maior absurdo segue sendo a escolha dos três finalistas para o juri selecionar o vencedor. Todos definidos por votação popular (através do site do SBT e pelo Portal MSN) e isso resulta em situações inacreditáveis. Para culminar, o esquema de selecionar apenas a metade da bancada para escolher o vencedor em cada rodada é equivocado demais. Porém, os responsáveis pela longeva premiação não se importam com nada e dificilmente algo irá mudar.

Um dos completos despautérios da atual edição foi o trio finalista na categoria Melhor Atriz: Adriana Esteves ("Segundo Sol"), Marina Ruy Barbosa ("Deus Salve o Rei") e Sophia Valverde ("As Aventuras de Poliana"). Primeiramente, não há qualquer lógica em uma criança estreante disputar com duas atrizes bem mais experientes. E esse tipo de situação vem se repetindo há anos. A categoria Ator/Atriz Infantil nunca foi criada. A menina está ótima na trama do SBT, mas para concorrer com as colegas, não. Óbvio.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

"Se Eu Fechar os Olhos Agora" é uma adaptação caprichada de um instigante romance

Edney Silvestre sempre foi um grande jornalista e quando se aventurou em sua primeira aventura literária, há dez anos, também ganhou um reconhecimento merecido. "Se Eu Fechar os Olhos Agora" recebeu inúmeros elogios e ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Romance, além de ter feito imenso sucesso em Portugal. O autor Ricardo Linhares, então, resolveu adaptar a obra do amigo para a televisão e a produção já está finalizada desde o início de 2018. Dia 15 de abril, cerca de um ano  depois, estreou na Globo.


A história, ambientada em 1961, começa quando os adolescentes Paulo (João Gabriel D`Aleluia) e Eduardo (Xande Valois) encontram o corpo  da jovem e linda Anita (Thainá Duarte) à margem de um lago. Os dois correm para a delegacia da fictícia e aparentemente pacata São Miguel, mas viram suspeitos sem chance de defesa. Porém, após serem liberados, resolvem investigar esse macabro crime cercado de mistérios que ameaçam o jogo político e social da cidade do interior fluminense. A ousadia da trama, narrada por Paulo já maduro (vivido por Milton Gonçalves), é justamente desvendar um assassinato através de dois jovens que mal saíram da infância.

Dirigida com competência por Carlos Manga Jr., a minissérie tem todos os elementos necessários para prender a atenção de quem assiste e apresenta bem esse conjunto já no primeiro capítulo. A morte da belíssima ''ninfeta" logo promove um reboliço na cidade e expõe lados obscuros de vários personagens aparentemente 'ilibados', como o prefeito Adriano Marques Torres (Murilo Benício) --- um ferrenho defensor da família e da moral ---, a primeira-dama Isabel (Débora Falabella) --- que mantém uma relação de aparências ---,

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Saída de Otaviano Costa expõe despreparo da Globo na área de entretenimento

O comunicado oficial da Rede Globo nesta quarta-feira (24/04) surpreendeu muita gente. A emissora anunciou o desligamento de Otaviano Costa da empresa, após dez anos contratado. Até porque o apresentador acabou de estrear seu novo programa, o "Tá Brincando!", cuja primeira temporada foi exibida entre 5 de janeiro e 16 de março. A segunda, inclusive, chegou a ser confirmada para 2020 na coletiva de lançamento da atração.


Porém, como formato não deu o resultado de audiência que a Globo almejava, a emissora acabou desistindo da continuação ano que vem. O programa se manteve líder e valorizava a terceira idade. Não era um projeto empolgante, mas ao menos cumpriu o que prometeu. No entanto, não foi o bastante. Com esse cancelamento, Otaviano ficou sem projeto na casa (até porque o "Vídeo Show" já foi lamentavelmente extinto) e decidiu não renovar seu contrato que ia até o final de maio. A decisão foi de comum acordo e, segundo consta, saiu da emissora de portas abertas para um retorno futuro.

A questão é a falta de planejamento da Globo na área do entretenimento. Claro que as produções dramatúrgicas não estão incluídas. O problema tem sido na criação de programas. Há apresentadores demais e atrações de menos. Falta espaço até na grade. Com isso, já há uma fila de espera na empresa para o comando de um formato para chamar de seu.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

"Jezabel" apresenta um bom início

"Jesus", novela bíblica da Record que chegou ao fim nesta segunda-feira (22/04), ficou nove meses no ar. Um longo tempo. A trama, escrita por Paula Richard e dirigida por Edgar Miranda, não fez o sucesso esperado, sempre perdeu o segundo lugar para "As Aventuras de Poliana" (do SBT) e a repercussão foi nula. No entanto, conseguiu se manter entre 9 e 10 pontos de audiência, o que não é ruim para os parâmetros da emissora. E o folhetim acabou emplacando nos Estados Unidos, surpreendendo o canal. Agora o objetivo é atrair o público com "Jezabel", nova produção bíblica que estreou nesta terça-feira (23/04).


Interpretada por Lidi Lisboa ---- atualmente também no ar na minissérie "Se Eu Fechar os Olhos Agora", na Globo, na pele da madre Maria Rosa ----, Jezabel é um tipo bem controverso apresentado no Livro dos Reis (um dos livros históricos do Antigo Testamento da Bíblia) como uma sacerdotisa dominadora, potencialmente religiosa e que se denominava porta-voz de Deus. Isso a categorizava como profetisa. Filha do rei dos Sidónios Etbaal, se casou com Acabe para fortalecer as relações entre Israel e Fenícia. Não demorou para sua forte personalidade apagar por completo o marido, promíscuo e fraco.

A história da nova trama da Record, curiosamente chamada pela emissora de macrossérie e não novela ---- resta aguardar a duração do formato para constatar se acertaram ou não na classificação ----, vai abordar todas as camadas dessa rica personagem. Afinal, aparentemente parece uma grande vilã, mas a autora Cristianne Fridman deixou bem claro logo na estreia que o intuito do enredo será humanizá-la.

terça-feira, 23 de abril de 2019

"Verão 90" é uma novela sem história

A atual novela das sete da Globo está há quase três meses no ar. "Verão 90" estreou com uma avalanche de nostalgia através de várias imagens de shows e costumes dos anos 90. Quem era criança ou adolescente na época tem um carinho especial, embora uma parcela dos 'adultos' (ou maduros) daquele tempo despreze um pouco esse conjunto em virtude da moda mais cafona e dos exageros. Porém, Izabel de Oliveira e Paula Amaral não podiam se apoiar apenas no contexto para contar uma história. Era preciso enredo também. E, infelizmente, o que tem sido visto é uma ausência de história.


Logo no primeiro capítulo ficou perceptível uma correria das autoras. A primeira fase, com o trio  protagonista ainda na infância (na década de 80 em uma clima inspirado no auge do "Balão Mágico"), durou apenas um bloco e logo a trama migrou para 1990. A pressa resultou na construção rasa do romance dos mocinhos, Manu (Isabelle Drummond) e João (Rafael Vitti). O próprio conflito em torno do término traumático da Patotinha Mágica soou raso para quase seis meses de folhetim.

No entanto, Izabel e Paula tinham uma carta na manga: a armação de Jerônimo (Jesuíta Barbosa) para incriminar João pela morte acidental de Nicole (Bárbara França) e com isso conseguir se infiltrar na poderosa família Ferreira Lima.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Tudo sobre a coletiva da terceira e última temporada de "Sob Pressão"

A Globo promoveu nesta quarta-feira, 17/04, a coletiva da terceira temporada de "Sob Pressão", série que faz um imenso sucesso e vem ganhando cada vez mais reconhecimento internacional. O evento foi nos Estúdios Globo e a imprensa foi recebida por parte do elenco, equipe e direção. O diretor artístico Andrucha Waddington e o autor Lucas Paraizo abriram o encontro, chamando a exibição de um vídeo com entrevistas do elenco e cenas exclusivas da nova leva de episódios, gravada no segundo semestre do ano passado. Fui um dos convidados e conto aqui tudo sobre coletiva.


O primeiro capítulo da terceira temporada foi exibido e a qualidade da trama segue a mesma. Prendeu a atenção do primeiro ao último minuto. Impressionante como a questão da saúde pública precária do país rende infinitos conflitos. Por isso mesmo todos os jornalistas e blogueiros presentes lamentaram o fim da série. Há fôlego para muitos anos e o próprio Andrucha admitiu isso. Mas, infelizmente, é mesmo o último ano da história baseada no filme homônimo, por sua vez criado a partir do livro de Márcio Maranhão ("Sob Pressão - A Rotina de guerra de um médico brasileiro"), também presente no evento.

Como sempre, a série aborda temas relevantes e atuais do Brasil, conseguindo ligar todas as questões aos problemas da saúde pública. A estreia já explora a greve dos caminhoneiros de forma inteligente e ainda expõe rapidamente a influência tóxica dos traficantes na vida das crianças das favelas. "As questões do país são tratadas na série desde a primeira temporada. Falando de saúde pública, falamos do país como um todo, do micro ao macro", pontuou Andrucha.

terça-feira, 16 de abril de 2019

"Malhação - Toda Forma de Amar" estreia com conflitos promissores

"Vida vida que amor brincadeira; eles amaram de qualquer maneira; qualquer maneira de amor vale a pena; qualquer maneira de amor vale amar; pena que pena que coisa bonita; qual a palavra que nunca foi dita; qualquer maneira de amor vale aquela; qualquer maneira de amor vale amar". O trecho da clássica música "Paula e Bebeto", cantada por Milton Nascimento, combina bastante com a nova temporada de "Malhação" e não por acaso virou o tema de abertura em uma versão cantada por Milton e Iza. A estreia, nesta terça-feira (16/04), causou a melhor das impressões.


Emanuel Jacobina apresentou bem o mote principal de "Malhação - Toda Forma de Amar" através do paralelo entre a família bem-sucedida passeando pelo Parque doo Ibirapuera, em São Paulo, e a vida solitária de Rita (Alanis Guillen), em Duque de Caxias, baixada fluminense, Rio de Janeiro. Enquanto Joaquim (Joaquim Lopes) e Lígia (Paloma Duarte) comemoravam o registro da filha que lutaram para adotar com o filho biológico Filipe (Pedro Novaes), a menina descobria na missa de sétimo dia de seu pai ---- através da vizinha Isaura (Anja Bittencourt) ---- que a sua filha (parida há um ano) não tinha morrido.

O pontapé inicial foi dado de forma clara e sem maiores enrolações. Ainda assim não soou apressado. Esse enredo é um dos maiores clichês da teledramaturgia, mas sempre desperta interesse se bem desenvolvido. Tomara que o autor consiga estabelecer todos os bons desdobramentos que essa situação pode render, até porque Rita e Filipe se apaixonarão.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

"Vidas Brasileiras" foi a pior temporada da história de "Malhação"

O sucesso de público e crítica de "Malhação - Viva a Diferença" (que ganhou o Emmy Internacional Kids na semana passada) colocou uma responsabilidade e tanto nas mãos de Patrícia Moretzohn. O enredo primoroso de Cao Hamburger tirou o longevo seriado adolescente da mesmice e provocou uma grande repercussão. Vários temas importantes foram levantados com brilhantismo, os personagens cativaram, os romances foram bem desenvolvidos, enfim. A produção substituta tinha que, no mínimo, manter o alto nível. A própria autora reconheceu isso em entrevista na época da estreia (em março de 2018). Porém, tudo o que a temporada anterior construiu, a trama encerrada nesta segunda-feira (15/04) destruiu.


A história, dirigida por Natália Grimberg, adaptou o formato da série canadense "30 Vies", que apresentava um enredo a cada quinze capítulos. Nunca deu certo. Uma das funções da teledramaturgia é envolver o telespectador através dos conflitos de seus personagens. Como atingir esse objetivo em um enredo que trocava de protagonista em menos de três semanas? Sim, porque muitas vezes o drama em questão nem durava 15 dias. Era resolvido em dez mesmo, por exemplo. Não tinha como funcionar exibir uma espécie de "minissérie" dentro de um seriado. O telespectador nem conseguia se apegar ao personagem e o conflito era sempre desenvolvido de forma superficial. O desfecho, então, era súbito e nada convincente.

A única personagem que permanecia no foco da trama era Gabriela (Camila Morgado), professora do Colégio Sapiência. O objetivo da autora era colocá-la como elemento conciliador dos adolescentes. Ou seja, Gabi descobria o problema do aluno em questão e logo virava uma parceira. Porém, não demorou para o papel cansar.

domingo, 14 de abril de 2019

"The Voice Kids" manteve as qualidades na quarta temporada

A quarta temporada do "The Voice Kids" estreou no primeiro domingo de 2019 e logo mostrou a que veio. Crianças carismáticas e talentosas divertiram, emocionaram e encantaram os técnicos. Mas não só eles, claro. A plateia também não escondeu a animação e quem assistia se empolgava com as apresentações. E foi assim ao longo dos meses. As movimentações nas redes sociais eram uma resposta imediata. E isso só comprovou que o formato seguiu atrativo, ao contrário da versão adulta, cada vez mais desgastada.


André Marques continuou ótimo na apresentação e sua interação com as crianças nunca fica nada forçada. Leva jeito pra coisa. Cláudia Leitte e Carlinhos Brown também merecem elogios. Aliás, Brown já deu o que tinha que dar no "The Voice Brasil", que necessita de uma mudança total no juri, mas o "Kids" parece o seu lugar. Funciona, inclusive, como uma espécie de líder dos técnicos. Cláudia é outra que se deu muito melhor no formato infantil. Não por acaso é tão querida pelos pequenos.

Já Simone e Simaria precisam tomar um certo cuidado. Divertidas na terceira temporada, quando estrearam na função no lugar de Victor e Léo, as duas se mostraram repetitivas nos comentários e nas piadas. Para culminar, berraram cada vez mais. Não é necessário transmitir uma alegria tão imensa o tempo todo.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

"Toda Forma de Amar": o que esperar da próxima temporada de "Malhação"?

A atual temporada de "Malhação", chamada "Vidas Brasileiras", é a pior de sua história. Patricia Moretzohn se equivocou por completo e criou um amontoado de situações rasas que não despertaram a menor atenção do público. O fracasso de audiência e repercussão foi merecido. A missão de Emanuel Jacobina, portanto, é reverter esse desastre provocado pela colega, após a bem-sucedida "Malhação - Viva a Diferença",  de Cao Hamburger.


A nova trama se chama "Malhação - Toda Forma de Amar" (dirigida por Carlos Araújo e Adriano Melo) e o autor também terá que reverter a má impressão causada pelas duas temporadas que escreveu em sequência, entre 2016 e 2017. "Malhação - seu lugar no mudo" e "Malhação - Pro Dia Nascer Feliz" apresentaram sérios problemas de desenvolvimento, além da construção rasa de casais e abordagens de temas relevantes realizadas de forma superficial.

Entretanto, Jacobina foi um dos idealizadores do seriado adolescente em 1995, juntamente com outros escritores na época da estreia desse formato tão longevo. Ou seja, ele entende do produto. E a fase escrita em 2010, apelidada de "Cidade Partida", protagonizada por Bruno Gissoni (Pedro) e Daniela Carvalho (Catarina) foi ótima.