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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: os piores do ano

A retrospectivas no fim de cada ano são comuns e esse blog já tem a tradição de apresentá-las em partes. Após a triste lista de grandes perdas do meio artístico em 2017, chegou a hora das listas de melhores, piores, casais, atores e cenas.  Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Infelizmente, muitas produções deixaram a desejar e decepcionaram, enquanto outras já eram problemas anunciados... Então, vamos a eles.





"A Lei do Amor":
A primeira novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre da Globo estava cercada de expectativas. Afinal, a dupla vinha das bem-sucedidas "Ti Ti Ti" e "Sangue Bom", excelentes novelas das sete. Só que o resultado foi o pior possível. A primeira fase foi ótima e o início da segunda despertou interesse, mas, em virtude da baixa audiência, a trama começou a ser retalhada, matando personagens e inserindo outros, expondo ainda a fragilidade do roteiro, que não tinha estrutura para durar tantos meses. O elenco era maravilhoso e merece elogios, destacando Vera Holtz, Cláudia Abreu, Gianecchini, Cláudia Raia, Grazi Massafera, Tarcísio Meira, entre outros. Entretanto, os conflitos se mostraram frágeis e o desenvolvimento foi catastrófico, incluindo a equivocada direção de Denise Saraceni. O saldo final foi uma média de audiência baixa e uma história mutilada. Pena.




"Malhação - Pro Dia Nascer Feliz":
Era a chance de Emanuel Jacobina se redimir, após a totalmente equivocada "Malhação - Seu Lugar no Mundo". Afinal, o autor ganhou de presente da Globo o poder de escrever duas temporadas seguidas. E nem assim aproveitou. A trama foi um pouco melhor que a anterior, mas repetiu todos os problemas vistos antes, como personagens rasos, conflitos forçados e mudança súbita de personalidades em prol supostos novos dramas. Até os casais foram insossos, não salvando um sequer. A rivalidade entre Bárbara (Bárbara França) e Joana (Aline Dias) era um dos poucos atrativos, mas nem isso foi conduzido bem. A repetição das brigas cansou e no final, do nada, elas viraram melhores amigas. Decepcionante.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Dominada por flashbacks, "Cidade dos Homens" não deveria ter voltado

"Cidade dos Homens" ficou no ar entre outubro de 2002 e dezembro de 2005. Foi uma coprodução bem-sucedida da Globo com a O2 Filmes e fez sucesso. Agora, a série voltou ao ar em quatro episódios (de 17/01 a 20/01), doze anos depois. Escrita por George Moura (responsável pelas primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu") e Daniel Adjafre --- dirigida por Pedro Morelli ---, a trama retorna mostrando os protagonistas mais maduros e com filhos.


Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha) mantêm o forte laço de amizade e agora são pais de dois garotinhos: Clayton (Carlos Eduardo Jay) e Davi (Luan Pessoa). As crianças representam uma espécie de substituição, como se assumissem a posição de futuros protagonistas da trama. Os meninos, por sinal, esbanjam carisma e têm a mesma sintonia que os atores agora mais experientes tiveram entre 2002 e 2005.

O enredo que envolve o quarteto é um típico dramalhão. Davi, filho de Laranjinha, tem um problema grave no coração e o rapaz descobre que a sua avó morreu da mesma doença. O menino precisa de uma cirurgia, mas o pai não tem dinheiro para pagar um hospital particular e depender da saúde pública é assinar o atestado de óbito da criança.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O que a televisão reserva para o telespectador em 2017?

O ano de 2017 não será muito diferente de 2016 em relação ao momento de crise que o país vive. Portanto, a televisão terá que se adequar ao período complicado. Porém, apesar das dificuldades, todas as emissoras conseguiram apresentar vários produtos de qualidade no ano que passou. E por tudo o que vem sendo noticiado e anunciado, é possível constatar que o mesmo ocorrerá ao longo dos próximos doze meses. Boas produções, aparentemente, se aproximam.





"Dois Irmãos":
A série começou a ser gravada em fins de 2014 e estava prevista para 2015. Porém, a Globo a adiou para 2016 e depois para 2017. A produção é dirigida por Luiz Fernando Carvalho, escrita por Maria Camargo, e protagonizada por Cauã Reymond, que interpreta dois irmãos gêmeos. Na primeira fase, aliás, o personagem principal será vivido pelo estreante Matheus Abreu. A trama, que terá dez episódios, é uma adaptação do romance homônimo de Milton Hatoum. A história é em torno de uma família de imigrantes libaneses, ambientada na Amazônia, no início do século XX. O conflito central é a difícil relação dos gêmeos. Aliás, a mãe dos rapazes acaba escolhendo um deles para ir morar no Líbano, longe da família. Juliana Paes, Antônio Fagundes, Irandhir Santos, Antônio Calloni, Maria Fernanda Cândido, Ary Fontoura e Eliane Giadini são alguns nomes do elenco. Estreia dia 9 de janeiro. Pelas chamadas, promete muito.




"The Voice Kids":
Após uma bem-sucedida primeira temporada, levantando a audiência das tardes de domingo, a versão infantil do desgastado "The Voice Brasil" tem tudo para repetir o sucesso, obtendo um ótimo retorno do público. Os técnicos Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e Victor e Leo foram mantidos, mas agora André Marques assume a função de apresentador e Thalita Rebouças de repórter. Estreia dia 8 de janeiro. Que venham mais crianças talentosas e carismáticas, ensinando muito adulto a emocionar a plateia.