domingo, 31 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os destaques do ano

 Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2023, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre o que mais marcou ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Vai na Fé": 

A melhor novela do ano. Rosane Svartman estreou como autora solo, após parcerias bem-sucedidas com Gloria Barreto e Paulo Halm, e o resultado foi o melhor possível. A novela elevou a média da faixa das sete em três pontos e o conjunto se mostrou um baita acerto. A história arrebatou o público logo no início e o interesse só foi aumentando ao longo dos meses. A trama teve uma mescla harmônica de dramas pesados envolvendo abuso com conflitos leves envolvendo o universo pop com direito a clipes que fizeram sucesso dentro e fora da ficção, vide as músicas de Lui Lorenzo (José Loreto) que viralizaram nas redes. Com um elenco diverso, onde os atores negros ganharam personagens de destaque e nada estereotipados, a produção emocionou e divertiu na mesma medida com a saga de Sol (Sheron Menezzes) e Ben (Samuel de Assis). O tema de abertura, cantado por Negra Li e MC Liro, fez um baita sucesso e foram muitos os intérpretes que brilharam no enredo, como Emilio Dantas na pele do asqueroso Theo e Clara Moneke, a maior revelação do ano como Kate. Um fenômeno que deixou saudades. 



"Terra e Paixão": 

Nunca duvide de Walcyr Carrasco. O autor emplaca mais um sucesso para chamar de seu, após vários problemas de saúde e um começo conturbado da atual novela das nove. A sua missão era reerguer o horário após o imenso fiasco de "Travessia", mas o início mais lento de seu enredo não agradou o público e a saga de Aline (Barbara Reis) com seus vários pretendentes amorosos acabou irritando a audiência. No entanto, o autor é conhecido por fazer várias mudanças com o intuito de atrair o telespectador e foi isso que fez. Antecipou a morte de Daniel (Johnny Massaro), deu mais destaque aos vilões Antônio e Irene, brilhantemente interpretados por Tony Ramos e Gloria Pires, e promoveu uma sequência de viradas na história que surtiu efeito. Durante o percurso, precisou operar a catarata, fraturou o fêmur e precisou ficar internado no hospital. Mas nada o abalou. Chamou a amiga Thelma Guedes para escrever a trama ao seu lado e a parceria, já vista em "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", funcionou novamente. A dupla agora encaminha o enredo para seus momentos finais e com a audiência lá em cima, tendo alcançado 30 pontos várias vezes. Vale citar ainda a volta de Agatha (Eliane Giardini magistral), uma vilã carismática, que deixou a novela ainda melhor. Fora os outros êxitos, como a saga de Lucinda (Débora Falabella), a dupla Anely (Tatá Werneck) e Luigi (Rainer Cadete), o drama de Petra (Debora Ozório) e o casal Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lorenzo). Uma produção que chegou ao capítulo 200 nesta semana e terminará em 2024 com 221 capítulos escritos. Um desafio que não é para qualquer escritor. 

sábado, 30 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2023 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.




Melhores Atrizes: 


1- Sheron Menezzes.

Sol foi a melhor mocinha de 2023 e o sucesso de "Vai na Fé" foi mais do que merecido. A atriz viveu sua primeira protagonista em mais de 22 anos de carreira. Estava merecendo há tempos a oportunidade e soube aproveitar. A personagem teve cenas de forte intensidade dramática ao mesmo tempo que protagonizou momentos leves fazendo shows e realizando sonhos. Fora a química com Samuel de Assis, o que fez toda diferença para o casal de mocinhos ter tido tanto torcida na história de Rosane Svartman.



2- Gloria Pires. 

Nada melhor do que ver uma atriz veterana valorizada como merece e em pleno horário nobre. Gloria está brilhante na pele de Irene La Selva em "Terra e Paixão" e vem se destacando desde o início da trama de Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. A personagem é uma vilã fria e calculista, mas tem pontos fracos, como o amor que sempre sentiu por um dos filhos e a culpa que carrega pela morte de Daniel (Johnny Massaro). Não é um tipo fácil, mas nas mãos de Gloria até parece. E que parceria boa com Tony Ramos. A quarta na ficção. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores cenas do ano

 A teledramaturgia brasileira segue presenteando o público com grandes cenas. Embora muitos ainda insistam em menosprezar o gênero telenovela, as produções são o que de melhor há na cultura nacional. Foram 151 cenas selecionadas para a lista das melhores do ano. Vamos a elas. 




Zé Paulino espanca Tertulinho em "Mar do Sertão": 

A cena mais esperada da novela das seis de Mário Teixeira. O mocinho finalmente descobriu que o vilão tentou matá-lo no passado. E foi uma sequência de tirar o fôlego, muito bem dirigida pela equipe de Allan Fiterman. Sérgio Guizé e Renato Góes deram um show e impressionou a veracidade daquela briga. 


Tertulinho dispara conta Zé Paulino em "Mar do Sertão": 

Um dos melhores ganchos da novela das seis. A cena foi um clichê que nunca falha: os mocinhos acuados, enquanto o vilão aponta uma arma e dispara. No capítulo seguinte, porém, foi exposto que Tertulinho errou propositalmente. Uma sequência de forte carga dramática. Renato Góes, Sérgio Guizé e Isadora Cruz impecáveis. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os melhores casais do ano

 Após a lista das tristes perdas de 2023 e a retrospectiva de tudo o que teve de pior na televisão, chegou a hora de uma retrô mais alegre. A do amor. Vários casais da ficção caíram nas graças do público ao longo do ano e ressaltaram a química entre os atores em cena. Vamos a eles. 






Sol e Ben ("Vai na Fé"): 

O primeiro casal de mocinhos negros da teledramaturgia. É importante citar isso porque na primorosa "Lado a Lado", de 2013, o par formado por Camila Pitanga e Lázaro Ramos dividia o protagonismo com o par formado por Marjorie Estiano e Thiago Fragoso. Voltando ao folhetim das sete de sucesso de Rosane Svartman, os protagonistas conquistaram o público logo de cara através da ótima construção através de cenas de flashback, protagonizadas pelo novatos Jê Soares e Isacque Lopes. A demora em juntá-los ainda proporcionou uma expectativa cada vez maior na audiência, que refletiu na comemoração nas redes sociais quando o beijo finalmente aconteceu. Sheron Menezzes e Samuel de Assis foram perfeitos juntos. A música tema, "Garota Nota 100" (do saudoso MC Marcinho), só ajudou a melhorar o que já era ótimo. 



Rafa e Kate ("Vai na Fé"): 

O fenômeno das sete teve muitos casais apaixonantes e esse foi mais um deles. Inicialmente bastante improvável, o romance dos personagens foi acontecendo como nas comédias românticas do cinema, quando um rapaz tímido se envolve com uma garota bastante extrovertida. Os opostos se atraindo. Caio Manhente e Clara Moneke roubaram a cena juntos e viraram um dos trunfos da novela. 


quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os piores do ano

 As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de tristes perdas do meio artístico em 2023, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 





"BBB 23": 

Quem achou que nada seria pior que o "BBB 22" teve que rever seus conceitos... Um fracasso de audiência, a pior de toda a história do reality, e um jogo que foi tomando um rumo repleto de preconceito e atitudes bastante controversas que não tiveram uma resposta merecida da produção. Para culminar, duas expulsões por assédio sexual, mas com os expulsos tendo seus contratos mantidos com a emissora, assim como seus privilégios dos prêmios que ganharam. Até os discursos de Tadeu Schmidt decepcionaram. O apresentador resolveu bancar o 'isentão' e elogiou todo mundo que foi eliminado, não houve crítica alguma a qualquer comportamento. Pareceu um conto de fadas. E o pior de tudo foi o público elegendo uma vencedora que pouco fez para ter honrado os quase três milhões de reais que faturou, a maior premiação da história do formato. 


"Travessia": 

A novela foi uma avalanche de problemas que dominaram o enredo do primeiro ao último capítulo. A trama derrubou os índices do bem-sucedido remake de "Pantanal" e se mostrou um grande fracasso. Mas teve motivos de sobra para tamanha rejeição do público. Não havia uma história consistente sendo contada e a ideia de abordar os avanços da tecnologia através da chamadas fake news não se sustentou nem por dois meses, o que naufragou a narrativa da protagonista, que ficou avulsa boa parte do enredo. A imensa maioria dos personagens não despertou atenção do telespectador e nem havia uma boa construção dos conflitos. Aliás, quais conflitos? Até mesmo Drica Moraes comentou, após o término da trama, que não entendeu a proposta de sua personagem. E Cássia Kiss? A atriz mal conversava com seus colegas por conta de seus pensamentos conservadores, o que deixava o clima das gravações nada agradável. Vale citar ainda a direção equivocada de Mauro Mendonça Filho, que prejudicou várias cenas, sendo criticado até pela autora no X, antigo Twitter. Chegou ao fim como o pior folhetim da carreira de Gloria Perez. 

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os artistas que deixaram saudade

 Na última semana do ano, é hora de fazer um balanço de tudo o que passou ao longo de doze meses. O ano 2023 foi marcado pelas mudanças climáticas e o início da esperança no mundo artístico com a chegada de um governo que não abomina a arte e a cultura. Ao mesmo tempo, muitas perdas aconteceram entre cantores, atores e jornalistas. Vários nomes de peso deixaram o cenário cultural mais vazio e triste. Hoje se inicia a retrospectiva tradicional do blog e começando com saudade. 




Rita de Cássia (1972 - 2023)

Nascida em Alto Santo, no interior do Ceará, Rita foi a maior compositora de forró do país. Faleceu aos 50 anos, vítima de fibrose pulmonar, no dia 3 de janeiro. Foram mais de 500 letras de forró, que foram gravadas pelas principais bandas e cantores. Também compôs melodias e seu primeiro hit foi "Brilho da Lua". 


Renatinho Bokaloka (1974 - 2023): 

Renato Cesar Alves de Oliveira, uma das vozes do pagode dos anos 90, foi vítima de infarto no dia 7 de janeiro. Surgiu no embalo do estouro de grupos como "Raça Negra" e "Só para Contrariar".  Era vocalista do grupo "Água na Boca", conhecido posteriormente como Bokaloka. A banda está até hoje no mercado, mas tinha apenas Renatinho e Toninho Branco (cavaquinhista e arranjador) da época da formação original. 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Feliz Natal!

 


Quero desejar a todos os meus leitores um Feliz Natal. Mais um ano com muitas novelas, séries e programas televisivos. Novamente contei com a presença dos fiéis seguidores e leitores, tanto os que apenas leem as postagens quanto os que fazem questão de comentar. Já são mais de 315 mil seguidores no Twitter, 65 mil no Instagram e mais de 95 mil no Facebook. Que todos tenham muita saúde, paz e tudo de melhor sempre. A partir desta terça-feira (26) as listas da tradicional retrospectiva do blog serão iniciadas. Até lá.

sábado, 23 de dezembro de 2023

Com o drama de Petra, "Terra e Paixão" apresenta mais um capítulo de tirar o fôlego

 A atual novela das nove da Globo é a única produção que vem fazendo sucesso na grade. Walcyr Carrasco, agora com Thelma Guedes, novamente demonstra que sabe a fórmula para prender o público diante da televisão e o capítulo desta sexta-feira, dia 22, foi mais uma comprovação. A conclusão do drama de Petra (Debora Ozório) ocasionou uma sucessão de cenas impactantes e emocionantes. 


O risco de "Terra e Paixão" perder o ritmo com a morte da Agatha (Eliane Giardini) era alto, afinal, a vilã arrebatou o púbico e provocou um verdadeiro caos na trama. O mistério do 'quem matou?' segue no enredo em segundo plano e foi aí que o bom planejamento dos autores ficou mais claro. Enquanto o maior enigma não é solucionado, o que só ocorrerá no último capítulo, outros conflitos ganharam continuação, como o abuso sofrido por Petra, que sempre voltava nas memórias da personagem através da terapia com Marta (Kika Kalache). 

A entrada de Dirceu, interpretado por Eriberto Leão, movimentou a história e inseriu uma tensão constante em virtude do comportamento abusivo e até aterrorizante daquele sujeito que sentia prazer em encurralar mulheres.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

"The Voice Brasil" chega ao fim em clima de já vai tarde

 A décima segunda temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 28 de novembro e chega ao fim no dia 28 de dezembro. Apenas um mês no ar. É assim que o reality musical que já foi um estrondoso sucesso fecha seu ciclo na televisão brasileira. Após várias temporadas fracassadas sem sequência, cuja queda de audiência e repercussão se acentuava ano a ano, a Globo finalmente decidiu dar um basta no formato para lá de desgastado. 


A primeira temporada do "The Voice Brasil" estreou em setembro de 2012 e foi um baita sucesso. O êxito de audiência, crítica e público fez o formato ingressar de vez na grade da Globo. Porém, onze anos se passaram e tudo foi ficando repetitivo, maçante e desinteressante. Ainda que a emissora tenha se recusado a encarar de frente o desgaste da produção, era visível que não acreditavam mais no produto. Tanto que as temporadas tinham cerca de três meses de duração e desde a nona que houve uma redução do tempo. A 9ª estreou no dia 15 de outubro de 2020; a 10ª no dia 26 de outubro de 2021; a 11ª no dia 15 de novembro de 2022; e agora a última no dia 28 de novembro. 

As reformulações sempre foram mínimas em virtude do formato ser baseado no original holandês, o que já prejudicava qualquer tentativa de maiores novidades a cada ano. Lulu Santos está desde a primeira temporada, de 2012. Michel Teló está desde 2015 na atração e vencendo as disputas todo ano.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Tudo sobre a coletiva online da primeira fase de "Renascer", próxima novela das nove

 A Globo promoveu no dia 12 de dezembro, uma terça-feira, a coletiva online da primeira fase do remake de "Renascer", próxima novela das nove que estreia no final de janeiro de 2024. Participaram o autor Bruno Luperi, o diretor Gustavo Fernandez e os atores Gabriel Sater, Antônio Calloni, Juliana Paes, Duda Santos, Adanilo, Uiliana Lima, Belize Pombal, Julia Lemos, Evaldo Macarrão, Fábio Lago, Edvana Carvalho, Quitéria Kelly, Enrique Diaz e Humberto Carrão. Fui um dos convidados e conto sobre o que rolou no bate-papo. 


Gustavo Fernandez começou falando sobre o desafio de dirigir o remake: "Desde que fui convidado foi muito impressionante ver que Renascer foi a novela da vida de muitas pessoas. E quando souberam que eu ia dirigir muitos atores me ligaram querendo participar. O convite de José Luiz Villamarim abriu a garrafinha do cramulhão pra mim. Eu fiz 'Pantanal', 'Justiça 2' e recebi o convite para 'Renascer'. O certo era eu dar uma parada, mas tinha que fazer. Minha parceria com o Luperi vem desde 'Velho Chico'", relembrou.

Bruno Luperi comentou sobre fazer mais um remake: "Cada novela é diferente e é como um filho. Se compara a 'Pantanal', mas é outro sentimento. É a novela que mais me toca porque tinha 5 anos quando ela foi ao ar e a gente via as coisas saindo do papel e ganhando vida. As duas novelas que são o maior marco na carreira do meu avô.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

"Ritmo de Natal" é uma deliciosa surpresa

 O Globoplay a partir de agora também produzirá filmes em parceria com os Estúdios Globo, além das conhecidas séries, novelas e documentários. O projeto prevê de seis a dez longa-metragens por ano. E "Ritmo de Natal", disponibilizado na plataforma de streaming no dia 30 de novembro e exibido na Globo nesta segunda-feira, dia 18 de dezembro, marca o início da nova fase. Um começo bastante promissor, uma vez que a trama é repleta de qualidades e desperta atenção através de um enredo despretensioso e acolhedor. 

Com uma narrativa moderna e contemporânea, o filme conta a história de amor de uma cantora de funk e um violinista clássico. Mileny (Clara Moneke), a diva pop do momento, se envolve com o romântico Dante (Isacque Lopes) e decide passar o Natal com ele longe dos holofotes, na região serrana do Rio de Janeiro. Sua família não faz ideia do relacionamento com o rapaz. Preocupada em preservar a relação, ela esconde o namoro dos pais e, consequentemente, dos jornais e portais de fofocas. Ansiosa pelo Natal a sós com o crush, ela tem todos os seus planos arruinados co o súbito aparecimento de sua família e de sua conservadora sobra, e universos e personalidades muito diferentes. 

Mileny é filha de Soraya (Vilma Melo) e MC Barbatana (Paulo Tiefenthaler), um dos cassais mais populares a velha guarda do funk carioca, e Dante, de Inês (Taís Araújo), uma pianista consagrada.

domingo, 17 de dezembro de 2023

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2023

 Neste domingo, dia 17, foi ao ar o "Melhores do Ano", a premiação promovida pela Globo através do "Domingão", que antes era do Faustão e ao vivo, enquanto agora é do Huck e gravado. Como costuma ocorrer em todos os anos, houve polêmica em algumas indicações e ausências foram sentidas, ao mesmo tempo que muitos premiados honraram seus troféus. 


Na categoria Melhor novela concorreram "Vai na Fé", "Terra e Paixão" e "Todas as Flores". As três indicações foram justas e representaram bem os três sucessos de 2023. A trama de Rosane Svartman tirou o horário das sete da lama em que estava e a autora conquistou o país com um enredo que mesclava momentos tensos com situações leves, repletas de personagens carismáticos e um elenco que transbordou diversidade. A história de Walcyr Carrasco, que agora escreve com Thelma Guedes, é a única novela inédita atual com boa audiência e repercussão. Já o enredo de João Emanuel Carneiro fez sucesso no Globoplay e repetiu o êxito quando foi exibia na grade da Globo. A vencedora foi "Vai na Fé" com muito mérito. 

Na categoria Atriz de Novela concorreram Barbara Reis, Letícia Colin e Sheron Menezzes. Três profissionais de talento e que merecem elogios. Barbara deu um show na pele da vilã Débora em "Todas as Flores" e emociona como Aline em "Terra e Paixão". Letícia foi o grande nome de "Todas as Flores" e fez da debochada Vanessa uma malvada idolatrada pelo público, com direito a momentos de puro improviso cênico. A personagem surtada foi tão amada que Letícia levou o troféu para casa.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Fracasso aos domingos, "Pipoca da Ivete" não estourou

 A expectativa em torno do primeiro programa criado especialmente para Ivete Sangalo na Globo era alta. Foram muitas propagandas, ações de marketing, enfim, tudo para despertar a atenção do público para o "Pipoca da Ivete", que estreou no dia 24 de julho de 2022 e ficou no ar até o dia 2 de outubro do mesmo ano. Porém, a recepção ao novo produto foi a pior possível. A ponto de não ter o que elogiar ou até colocar como um ponto positivo. 


A primeira temporada do programa criado por Boninho, com direção de Creso Eduardo Macedo, foi um festival de erros. Ivete Sangalo, que sempre foi conhecida pela espontaneidade, ficou travada diante das obrigações de seguir o roteiro enfadonho de um formato que nem era ao vivo. Para culminar, todos os 'novos' quadros eram cópias baratas de outros já apresentados na própria Globo em produtos que não fizeram sucesso, como o "Se Joga", por exemplo. Era tanta disputa boba que o SBT assumia frequentemente o primeiro lugar de audiência com o "Domingo Legal", comandado por Celso Portiolli. 

Apesar do completo fiasco, a Globo insistiu com o programa em 2023. E a maior prova do quanto a edição do ano passado tinha dado errado foi a satisfação dada pela própria Ivete aos jornalistas na coletiva de lançamento da segunda temporada, que estreou no dia 17 de setembro e chega ao fim neste domingo, também dia 17.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Beijão 'Kelmiro' em "Terra e Paixão" é uma evolução em meio a tanto retrocesso

 O capítulo desta terça (12/12) foi histórico em "Terra e Paixão". Após sete meses no ar, a trama de Walcyr Carrasco, agora com Thelma Guedes de coautora, exibiu o beijo entre Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lorenzo). Um dia após a produção ter marcado um recorde de audiência com 31 pontos de média e 32 de pico no capítulo exibido segunda-feira. Os índices seguiram altos chegando a 30 pontos de pico e muita comemoração nas redes sociais. 


Os personagens, que tinham poucas cenas nas primeiras semanas e funcionavam basicamente como elenco de apoio, foram crescendo cada vez mais na história graças ao carisma dos atores. Tudo começou assim que Kelvin se mostrou atraído por Ramiro quando o encontrou ameaçando Cândida (Susana Vieira) na primeira semana. A cantada do rapaz deixou o sujeito enfurecido e ali a química já surgiu. Foram mais alguns breves encontros onde a fórmula se repetiu até que o tempo de tela começou a aumentar. 

O sucesso do casal foi uma surpresa até para a equipe da novela. Afinal, Ramiro foi criado para ser um assassino frio e assustador. O capataz matou o marido da Aline (Barbara Reis) no primeiro capítulo e pouco tempo depois deu fim em uma conhecida da mocinha e também no irmão dela, além de ter ajudado Irene (Gloria Pires) a enterrar o corpo de Sidney e, como aparenta, a matar Agatha (Eliane Giardini) . No entanto, Amaury Lorenzo foi adotando um tom cômico e mais pueril de forma muito sagaz, o que humanizou o personagem.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

"Fuzuê" peca por falta de história e conflitos monotemáticos

 O início da novela das sete que marcou a estreia do talentoso Gustavo Reiz como novelista na Globo, após uma longa passagem na Record, foi promissor. "Fuzuê" se mostrou dinâmica e com uma 'farofa' típica da faixa. Foram duas semanas atrativas envolvendo a rivalidade da mocinha e da vilã que tinha acabado de surgir. Porém, ao longo dos meses a história foi ficando desinteressante diante do foco quase total em cima da caça ao tesouro localizado no terreno da loja que nomeia o folhetim. 


A proposta da história é até interessante em uma série curta, mas não em uma novela com mais de 170 capítulos. Um filme de caça ao tesouro costuma ser repleto de ação e boas viradas, o que desperta atenção do público, mas o desafio de proporcionar isso em um folhetim é bem mais difícil. Até porque o recurso ficcional exige que pistas sejam colocadas com cautela, a ponto de manter o interesse de quem assiste sem entregar muito o conteúdo para não esvaziar o roteiro. O autor infelizmente não teve êxito. As investigações de Preciosa (Marina Ruy Barbosa), Heitor (Felipe Simas), Pascoal (Juliano Cazarré) e depois de Luna (Giovana Cordeiro) e Miguel (Nicolas Prattes) afugentaram a audiência diante de tantas elucubrações a respeito de um mesmo assunto: 'chave de sol, chave de lua, dama de ouro'. 

E o maior problema da trama é que não há uma válvula de escape para outras situações que agradem. Normalmente, um novelista costuma criar vários núcleos para que o enredo tenha outros conflitos enquanto a trama principal não anda. Mas não existe isso em "Fuzuê". Praticamente todos os personagens estão mergulhados na busca pelo tesouro antes enterrado e depois roubado.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Eliane Giardini fez de Agatha um dos maiores sucessos de "Terra e Paixão"

 A participação de Eliane Giardini em "Terra e Paixão" foi a melhor coisa que aconteceu na novela de Walcyr Carrasco, que agora tem a parceria de Thelma Guedes. Escalada pelo autor em fevereiro, a intérprete precisou manter segredo sobre a sua entrada na história que marcou a maior virada do enredo. Foram 98 capítulos e cinco meses no ar com muitas cenas ótimas e cada vez mais destaque a ponto do público se apaixonar por Agatha.


A atriz nunca tinha vivido uma grande vilã até hoje em sua carreira e Walcyr a presenteou com um tipo que começou aparentemente inofensivo até se revelar um demônio encarnado. O intuito da personagem era movimentar o enredo e assim que surgiu em cena conseguiu atingir o objetivo com louvor. A apresentação daquela enigmática mulher teve o mesmo estilo narrativo da inesquecível Flora (Patrícia Pillar), de "A Favorita" (2008), que saiu da cadeia com carinha de sofrida até se mostrar uma psicopata. Mas Walcyr não demorou tanto quanto João Emanuel Carneiro e logo foi dando pistas sobre o verdadeiro caráter de Agatha La Selva. Quanto mais cenas reveladoras a respeito de sua índole, mais o público se interessava pela saga da malvada. A ideia de colocá-la como uma especialista em chás e ervas venenosas foi uma sacada de mestre. 

 A esposa de Antônio La Selva (Tony Ramos) saiu da cadeia, após mais de 20 anos presa, para se vingar do marido e a razão de seu ódio só foi revelado nesta semana em uma sequência irretocável de Eliane e Tony, quando Agatha contou ao ricaço, que mal conseguia se mexer na cama por conta do envenenamento gradativo provocado pela víbora, a respeito do que tinha acontecido com seu pai no passado: o então fazendeiro teve todas as terras roubadas pelo pai de Antônio, que ainda mandou um de seus jagunços matá-lo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Debora Ozório mostra seu talento como Petra em "Terra e Paixão"

 A atual novela das nove de Walcyr Carrasco, escrita agora com Thelma Guedes, sempre teve muitos destaques no elenco. No núcleo central da família La Selva, todos têm sobressaído ao longo dos meses, principalmente os veteranos, que vêm dando um show a cada capítulo, vide Tony Ramos, Gloria Pires e Eliane Giardini. Mas um dos ótimos nomes do núcleo que vem protagonizando cenas intensas desde a primeira semana de folhetim é Debora Ozório. 


Petra é um dos tipos mais complexos da trama. A personagem sofria com uma forte dependência em remédios tarja preta e vivia dopada para fugir dos problemas. A toxidade da família só piorava seu estado mental. Para culminar, o seu relacionamento com Luigi (Rainer Cadete) se mostrou um equívoco, já que o italiano só se casou por interesse e nunca a amou de verdade. Mas aos poucos foi sendo revelado ao público que não era apenas a perversidade e a negligência dos pais, Antônio (Tony Ramos) e Irene (Gloria Pires), e as traições do marido com Anely (Tatá Werneck), as causas para os distúrbios. 

A personagem conheceu o amor de verdade quando se envolveu com Hélio (Rafael Vitti) e mesmo com pouco tempo de relação se viu segura para revelar o trauma que a afeta até hoje: o abuso sofrido na infância. Petra só transou com Luigi uma vez e dopada. Depois não quis mais e não deu para entender o motivo. Mesmo estando bem com seu novo parceiro, a personagem também não quis fazer sexo com ele e por conta disso contou a verdade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Walcyr Carrasco comprova em "Terra e Paixão" que é o autor que mais valoriza atores veteranos

 O atual momento da teledramaturgia não anda nada bom no quesito valorização de atores mais experientes. Aliás, não anda bom em vários outros quesitos, mas isso é assunto para outro texto. O fato é que intérpretes mais velhos estão desaparecendo das histórias e a juventude vem dominando os elencos. No entanto, ironicamente, na única trama inédita que vem fazendo sucesso e alcançando boa audiência esse absurdo não acontece. Em "Terra e Paixão", um trio de peso dominou a narrativa e virou o maior trunfo do enredo. 

Gloria Pires, Tony Ramos e Eliane Giardini formam uma tríade de ouro na trama de Walcyr Carrasco que agora conta com o apoio de Thelma Guedes. E o merecido destaque que os três recebem honra o que o autor sempre fez em todas as suas novelas: a valorização do elenco veterano. Não teve um folhetim sequer em que os intérpretes mais experientes não tenham recebido grandes papeis pelas mãos do escritor, que costuma encher suas obras de profissionais experientes, como Ana Lucia Torre, Elizabeth Savalla, Ary Fontoura, Marco Nanini, Walderez de Barros, Suely Franco, Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, entre tantos que já foram frequentemente escalados por ele. 

Agora não é diferente em "Terra e Paixão". A ideia de colocar Gloria e Tony vivendo um casal de vilões funcionou logo no início e a dupla que transborda crueldade e frieza enriquece a trama, além de proporcionar sempre ótimas cenas para os atores que já fizeram muito sucesso juntos no cinema e vivendo pares românticos em outros folhetins.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

"Mulheres Apaixonadas" completou 20 anos como uma das obras mais emblemáticas da TV

 Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" (2006), "Viver a Vida" (2010), e "Em Família" (2014), escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia. A reprise no "Vale a Pena Ver de Novo", que chegou ao fim nesta sexta-feira (01/12)), não alcançou índices tão elevados quanto a reexibição anterior de "O Rei do Gado", mas despertou uma grande repercussão nas redes sociais e comprovou novamente que foi uma das obras mais emblemáticas da TV.


Após novelas excelentes, como "História de Amor" (1995), "Por Amor" (1997) e "Laços de Família" (2000), Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama de sucesso seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação de Téo (Tony Ramos) com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) ---- com uma abordagem bem mais corajosa em comparação a hoje em dia diante do retrocesso que a teledramaturgia da Globo vive ----; o preconceito de Paulinha (Roberta Gualda); o agressivo psicopata