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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

"Paraíso Tropical" foi a melhor novela da dupla Gilberto Braga e Ricardo Linhares

 O Viva resolveu reprisar "Paraíso Tropical", após o sucesso da segunda reexibição de "A Viagem". São folhetins totalmente distintos, mas a reprise, em plena reta final, provou que foi uma boa escolha. A novela foi exibida em 2007 e sofreu um forte rejeição inicial. Isso porque o casal de mocinhos não emplacou e o enredo não prendeu o telespectador. No entanto, ao longo dos meses, os autores conseguiram reverter a dificuldade e emplacaram a história, que chegou ao fim como um grande sucesso. 

A verdade é que a novela nunca foi ruim, nem mesmo no período que sofreu rejeição da audiência. O conjunto se mostrou muito bem estruturado desde o começo e impressiona como todos os núcleos têm atrativos e se complementam. Há uma gama de personagens construídos com densidade e vários enfrentam conflitos convidativos, principalmente os vilões. Aliás, há vários no enredo e todos responsáveis por boas movimentações nos núcleos. 

A produção marcou o início da parceria de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Ricardo já tinha colaborado com o veterano no sucesso "Celebridade", de 2003, mas "Paraíso Tropical" foi sua estreia como autor titular ao lado de Braga. Embora a dupla tenha penado com a audiência nos meses iniciais, o resultado foi positivo. Escreveram um novelão.

domingo, 26 de dezembro de 2021

Retrospectiva 2021: os artistas que deixaram saudades

O ano de 2021 foi tão trágico quanto o de 2020. A pandemia do novo coronavírus causou um caos mundial ano passado e seguiu provocando milhares de mortes. A esperança veio com a chegada da vacina e avanço da vacinação vem diminuindo gradativamente a quantidade de falecimentos e pessoas internadas. Mas infelizmente ainda muita gente segue vitimada pela doença e vários artistas partiram por conta dela. A retrospectiva do blog começa agora com uma homenagem a cada um que partiu. 





Genival Lacerda (1932 - 2021):
Mais uma vítima da covid-19. O querido cantor de forró pé-de-serra faleceu aos 89 anos, em janeiro, após quase dois meses internado. A consagração nacional veio com a música "Severina Xique-Xique", de 1975. O refrão "ele tá de olho é na butique dela" virou uma febre. Deixou dez filhos, além de netos e bisnetos. 




Niana Machado (1939 - 2021):
A inesquecível Bá, do seriado "Pé na Cova", faleceu em fevereiro, aos 82 anos. O autor da série, Miguel Falabella, anunciou o falecimento da artista em suas redes sociais e fez uma bela homenagem. Era Técnica de Enfermagem aposentada e entrou no meio artístico tardiamente, em 2009. Fez figuração em várias novelas da Globo e sua única personagem foi a criada por Falabella especialmente para ela. Não havia texto, apenas o bordão "Piranha". Fez tanto sucesso que virou integrante do elenco fixo. Também esteve em "Aquele Beijo" (2011) e "Brasil a Bordo" (2017), duas produções de Miguel.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Gilberto Braga era o mestre das vilãs

 Em um ano de grandes perdas, mais uma partida provoca um baque no público: Gilberto Braga. O grande autor faleceu na noite desta terça-feira, aos 75 anos. O carioca estava internado no Copa Star, no Rio de Janeiro, e passou a enfrentar, nos últimos dias, uma infecção sistêmica a partir de uma perfuração no esôfago. Acabou não resistindo. Ele faria aniversário no dia 1º de novembro e era casado com o decorador Edgar Moura Brasil. 


Gilberto foi o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente para a televisão. Nunca escreveu nada para o teatro e nunca trabalhou em outra emissora além da Globo. Cursou a faculdade de Letras da PUC- Rio, depois foi professor de francês na Aliança Francesa e em seguida ingressou no jornal O Globo como crítico de teatro e cinema. Estreou como autor televisivo em 1973, quando assinou dois casos especiais: "As Praias Desertas" e "Feliz na Ilusão". Em 1974, assinou em parceria com Janete Clair e Lauro César Muniz a novela "Corrida do Ouro". Acabou não aguentando o ritmo da televisão e pediu afastamento. Mas seu amor pela escrita o fez voltar rapidamente e voltou a trabalhar com Laura colaborando em "Escalada", de 1975. 

Durante a década de 70, foi o responsável por elogiadas adaptações literárias, como "Helena", de Machado de Assis, "Senhora", de José de Alencar", e a novela que firmaria o início de sua carreira vitoriosa: "Escrava Isaura" (1976), baseada no romance homônimo de Bernardo Guimarães, que virou uma das produções mais vendidas para o exterior.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Rejeitada e marcada pelos equívocos, "Babilônia" chega ao fim responsável pelo próprio fracasso

Para o alívio da Globo, chegou ao fim, nesta sexta-feira (28/08), uma das novelas mais problemáticas que já passaram pelo horário nobre: "Babilônia". Escrita pelo experiente Gilberto Braga, em parceria com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a trama (com apenas 143 capítulos) foi o maior fracasso da história do horário e sai de cena com uma amarga média geral de 25 pontos, índice compatível com um folhetim das sete. Encurtada em praticamente dois meses (seu término era previsto para o fim de outubro), a produção --- que chegou a empatar e a ter, algumas vezes, menos audiência que "Malhação", "Alto Astral" e "I love Paraisópolis" --- teve inúmeros equívocos e ficou pouco menos de seis meses no ar.


A história tinha como protagonistas três mulheres, onde duas delas eram as vilãs e uma a mocinha. Beatriz (Glória Pires), Inês (Adriana Esteves) e Regina (Camila Pitanga) seriam os pilares de sustentação do enredo, que despertou boas expectativas, após a exibição das chamadas iniciais e do atrativo primeiro capítulo. Parecia um folhetim promissor, ao menos em torno da trama central. Porém, ironicamente, foi um núcleo paralelo o causador da primeira polêmica: a novela sofreu uma forte rejeição do público logo na estreia em virtude de um beijo lésbico, protagonizado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, intérpretes de Teresa e Estela.

Claro que o fato de terem exibido o beijo logo na estreia, sem o telespectador conhecer a história das personagens, foi o fato agravante dessa 'rejeição'. Infelizmente não deveria ser assim, mas parte da audiência é muito conservadora. Entretanto, este nunca foi um problema da novela. Pelo contrário, a relação de Estela e Teresa sempre foi muito bonita e telespectador reclamando sempre terá, faz parte. Houve um foco tão grande em cima dessa circunstância que ocorreu um certo 'esquecimento' em torno do conjunto da obra, esse sim equivocado.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O que falta em "Babilônia", sobra em "Malhação", "Sete Vidas" e "Verdades Secretas"

Comparar produções que estão no ar nem sempre é producente. Afinal, cada uma tem suas características e as temáticas, embora usem os vários clichês presentes na teledramaturgia, acabam sendo distintas. Entretanto, analisando os inúmeros problemas de "Babilônia" e as várias qualidades de "Malhação Sonhos", "Sete Vidas" e "Verdades Secretas", todas exibidas na Globo, fica difícil não explorar esta gama de diferenças tão evidentes.


"Babilônia" se mostrou uma novela fraca, independente das inúmeras mudanças feitas em virtude da forte rejeição que a história sofreu. O enredo central escrito por Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, baseado na rivalidade de Beatriz (Glória Pires) e Inês (Adriana Esteves), se mostrou frágil e insustentável para tantos capítulos. Tanto que os embates entre as vilãs cansaram e o tema em torno do assassinato de Cristóvão já deu o que tinha que dar há muito tempo. E as tramas paralelas já eram limitadas e ficaram ainda mais perdidas após as mudanças no roteiro.

As idas e vindas de Alice (Sophie Charlotte) e Evandro (Cássio Gabus Mendes) não despertam interesse e o romance da filha de Inês com o cafetão Murilo (Bruno Gagliasso) foi completamente aniquilado, ficando sem a menor lógica. Os demais núcleos ficam deslocados e os personagens não provocam empatia alguma.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O fracasso de "Babilônia" e as declarações de Gilberto Braga

Todos já sabem que "Babilônia" é o maior fracasso do horário nobre da Globo e que os baixos índices de audiência são uma verdadeira dor de cabeça para a emissora, que comemora 50 anos em 2015. Assim como é de conhecimento geral que todas as mudanças feitas na novela até agora não surtiram efeito algum e ainda pioraram o que já não estava bom. Porém, todo este conjunto problemático ficou mais evidente depois da entrevista que Gilberto Braga deu a "O Globo", na Revista da TV, no último domingo de maio (31) ----- cujo link você pode acessar aqui.


O autor ---- que escreve a novela junto com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga ---- não havia se pronunciado a respeito da produção desde a sua estreia. Após um longo período calado, ele finalmente quebrou o silêncio em uma longa e ótima conversa. Gilberto sempre foi um escritor polêmico com suas declarações, tanto em relação aos colegas autores, quanto em torno dos atores e de suas próprias novelas. Ele não é de meias palavras e fala mesmo ---- característica parecida (para não dizer igual) a de Aguinaldo Silva, diga-se. Tanto que esta sua recente entrevista não chega a ser surpreendente para quem já leu as várias outras matérias que contaram com sua ilustre participação ao longo destes anos.

Gilberto Braga admitiu a preocupação com a situação 'catastrófica' (segundo o próprio) e disse que pediu para antecipar o grupo de discussão sobre a trama. Foi, inclusive, a partir das informações obtidas neste famigerado grupo (todo folhetim passa por esta 'análise' feita pela própria emissora através de diferentes perfis de telespectadores) que as mudanças no enredo começaram, mexendo, inclusive, nos poucos acertos da história.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Mutilada, "Babilônia" perde ainda mais o rumo e fica pior do que já estava

A situação está a cada dia mais crítica para "Babilônia". A novela, que estreou em março, vem enfrentando uma forte rejeição da audiência e todas as alterações feitas na história até agora só conseguiram deixar tudo ainda pior. Os autores estão completamente perdidos na condução da trama, que, em virtude do péssimo Ibope, será encurtada em mais de três semanas ---- terminará com apenas 143 capítulos, mesmo número de "Em Família". Ou seja, prevista para acabar em setembro, a produção chegará ao fim em agosto, antecipando a estreia de "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro.


O primeiro capítulo da novela foi excelente e muito promissor, porém, não demorou muito para que a história começasse a apresentar vários problemas em torno do seu enredo e personagens. A falta de um fio condutor, perfis atrativos e situações que prendessem a atenção do telespectador foram as principais causas para o afastamento do público, que se desinteressou por tudo o que estava sendo contado. A evasão foi tão grande que a média de audiência do folhetim até agora é de 25,5 pontos, índice pífio, levando ainda em consideração o fracasso de "Em Família", que teve 30 de média. Vale lembrar, inclusive, que a trama perdeu várias vezes para "Alto Astral" e agora vem perdendo para "I love Paraisópolis", duas novelas das sete.

Mas, é preciso sempre ressaltar, que audiência nem sempre implica em qualidade. Há várias produções que fracassaram primorosas (vide "Lado a Lado" e "Meu Pedacinho de Chão"), assim como alguns sucessos passaram longe de serem considerados bons (como "Caminho das Índias" e "Fina Estampa"). Só que no caso de "Babilônia" os baixos índices refletem, sim, o problemático enredo de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Rejeitada pelo público e com audiência preocupante, "Babilônia" precisa recomeçar

O primeiro capítulo de "Babilônia" foi promissor. O duelo das grandes vilãs foi o principal atrativo da novela, que ainda apresentou um lindo beijo de duas mulheres, que se amam há mais de 35 anos, logo na estreia. A história, a princípio, prometia grandes momentos. Porém, a trama tem apresentado deficiências ao longo dos capítulos e a rejeição do público não demorou a ser exposta através de uma queda contínua de audiência.


Os números têm assustado a direção da Globo e a média da novela já empatou algumas vezes com "Alto Astral" (trama das sete que vem obtendo bons índices), o que é considerado algo atípico e preocupante. "Em Família", o maior fracasso do horário nobre até então, teve 30 pontos de média geral e a atual trama tem conseguido entre 20 e 26 pontos, no máximo. E esta forte rejeição pode ser explicada por alguns fatores.

"Babilônia" até agora não começou a contar sua história. O que se vê é um amontoado de núcleos soltos e um enredo sem uma linha de direção. A ambição, de acordo com a sinopse, é o mote do folhetim. E realmente há uma grande quantidade de personagens ambiciosos. Entretanto, a ganância em si não é a responsável pela movimentação da novela.

terça-feira, 17 de março de 2015

Com bom ritmo, "Babilônia" faz ótima estreia e aposta no duelo de vilãs para prender o público

Aguinaldo Silva saiu de cena e cedeu lugar para três colegas. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga são os autores de "Babilônia", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (16/03) com missão de aumentar os índices de "Império", que podem ser considerados satisfatórios depois do fracasso de "Em Família" (aumentou a média em 3 pontos). Dirigida por Dennis Carvalho, a trama apresentou um atrativo e movimentado primeiro capítulo, despertando interesse pelo enredo que aborda os diferentes tipos de ambição.


A história tem três mulheres como protagonistas. Glória Pires vive a poderosa e devoradora de homens Beatriz e Adriana Esteves interpreta a recalcada e infeliz Inês. As duas eram amigas de infância, mas a relação acaba com o tempo e as duas viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Já Camila Pitanga é Regina, o vértice deste triângulo feminino ----- afinal, o assassinato do pai dela é o ponto que entrelaça o trio. Ao contrário das outras duas, que transbordam ganância e veneno, a mulher batalha para sustentar a família e não passa por cima de ninguém para atingir seus objetivos. Ou seja, há uma mocinha e duas vilãs no núcleo central.

Através destas três mulheres, a ambição será mostrada das mais diversas formas e, de uma certa maneira, servirá de pano de fundo para basicamente todos os conflitos da nova novela. O primeiro capítulo priorizou o nascimento da rivalidade entre Beatriz e Inês, com a história começando a ser contada no ano de 2005.

quinta-feira, 12 de março de 2015

"Babilônia": o que esperar da próxima novela das nove?

Gilberto Braga e Ricardo Linhares começaram uma parceria (como autores titulares) na ótima "Paraíso Tropical" (2007) e depois mantiveram a dupla na fraca "Insensato Coração" (2011). Eles, agora, ganharam mais uma companhia: João Ximenes Braga, um dos responsáveis pela caprichada "Lado a Lado" (2012) e antigo colaborador de Gilberto. Portanto, o trio será responsável pela nova trama das nove, cujo título é "Babilônia" ----- o clipe você pode conferir aqui.


Dirigida por Dennis Carvalho, a trama falará sobre diferentes tipos de ambição e terá três protagonistas: duas vilãs e uma mocinha. Glória Pires e Adriana Esteves serão Beatriz e Inês, respectivamente ------ as, até então, amigas de infância viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Tudo porque Inês sente inveja do sucesso e da riqueza da rival, que se casou com um poderoso empresário (Evandro - Cássio Gabus Mendes), dando um golpe do baú. Já Regina (vivida por Camila Pitanga) terá pavio curto e será uma típica mulher batalhadora, honesta, que luta para viver dignamente para sustentar sua família.

A história das três será entrelaçada por um crime: Beatriz matará o pai de Regina, incriminando Inês. A motivação da vilã milionária está diretamente ligada à 'amiga', uma vez que a mesma grava Beatriz traindo o marido com Cristóvão (Val Perré). A empresária mata o amante e ainda joga a culpa na pessoa que virou uma pedra em seu sapato.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

"Celebridade": um sucesso de Gilberto Braga

Exibida entre outubro de 2003 e junho de 2004, "Celebridade" foi um grande sucesso de Gilberto Braga. A trama, com ótimos personagens e grande elenco, agradou e conquistou a audiência. Dirigida por Dennis Carvalho, a novela abordou a busca pela fama, os malefícios que a superexposição pode causar para uma pessoa e o nível de obsessão que alguns têm pelo poder e pelo dinheiro.


Protagonizada por Malu Mader, a história tinha como eixo central a vida da poderosa Maria Clara Diniz, modelo que conheceu o sucesso quando (aparentemente) seu então namorado compôs para ela "Musa do verão", música que estourou em todas as rádios em 1988. E a tragédia que abalou sua vida ----- no dia do seu casamento, o compositor foi assassinado por um boêmio (Ubaldo) que afirmava ter sido o verdadeiro autor da canção ----- não encerrou sua carreira, pelo contrário: a profissão de modelo cedeu lugar para a de empresária. Ela passou a buscar novos talentos e agenciar estrelas, produzindo shows também.

A novela começa de fato quando Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu) inicia um plano para entrar na vida de Maria Clara. Filha da verdadeira "Musa do Verão", a vilã finge ser uma fã da ex-modelo com o intuito de se vingar. Com a ajuda de Marcos (Márcio Garcia), seu namorado e cúmplice, ela consegue trabalhar na empresa da 'rival' e vira amiga íntima da toda poderosa.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"Vale Tudo": uma novela que entrou para a história da teledramaturgia

Dirigida por Dennis Carvalho e escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères, "Vale Tudo" estreou no dia 16 de maio de 1988 e foi ao ar até 6 de janeiro de 1989. A novela substituiu "Mandala" e foi substituída por "O Salvador da Pátria", duas tramas que ainda são lembradas. Mas este folhetim escrito pelos três autores citados foi um verdadeiro fenômeno de popularidade e um marco na história da teledramaturgia ----- reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1992.


A história abordou vários assuntos interessantes e ainda colocou o dedo nas questões morais do Brasil, expondo esta ferida para todos os telespectadores. A conturbada relação de Raquel Accioli (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires) era um dos principais focos da trama, que começou a se desenrolar a partir de um golpe que a filha mau-caráter deu na própria mãe. O único bem das duas era a casa do pai de Raquel (deixada por ele no nome da neta), localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. Mas Maria de Fátima vende o imóvel para tentar a vida como modelo no Rio de Janeiro.

Ao se estabelecer no RJ, a vilã se envolve com César Ribeiro (Carlos Alberto Ricceli), um ex-modelo que atua como garoto de programa e tão ambicioso quanto ela. Já Raquel, após descobrir que foi enganada pela filha, chega ao Rio para ir atrás dela.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Através da Rosemere de "Sangue Bom", Malu Mader comprova que é capaz de interpretar qualquer papel

Ela foi e ainda é um ícone de beleza. Estreou na televisão em 1983 e desde então não parou mais. Após ter interpretado inúmeros papéis ao longo desses anos, sendo a maioria deles mulheres exuberantes e chiques, tem brilhado atualmente na pele da espalhafatosa Rosemere em "Sangue Bom", que já está chegando ao fim. A profissional em questão, que mais uma vez tem feito por merecer elogios, atende pelo nome de Malu Mader.


Malu começou sua carreira na Globo na novela "Eu Prometo" (1983) graças a Dennis Carvalho, que se encantou por ela quando a viu na peça "Os doze trabalhos de Hércules". Depois participou de "Corpo a Corpo" (1984) ---- folhetim que iniciava sua parceria com Gilberto Braga ---- e do sucesso "Ti ti ti" (1985), na pele de Walkíria, filha de Jacques Leclair (Reginaldo Faria). Encantou o Brasil vivendo a protagonista da minissérie "Anos Dourados" (1986), fenômeno de audiência que até hoje é lembrado pelos telespectadores saudosos.

Participou de "O Outro" (1987) e interpretou uma mocinha vingativa em "Fera Radical" (1988). Também se destacou em "Top Model", "O Dono do Mundo", "Anos Rebeldes", "O Mapa da Mina", "A Justiceira", "Labirinto" e brilhou em "Força de um Desejo" (1999), interpretando a elegante e sofrida Ester,

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Isabel e Zé Maria: um casal que não deu certo em Lado a Lado

Embora não pareça, nada é mais natural do que ter um par romântico fracassado em uma novela. Às vezes a rejeição do público ocorre com o casal protagonista e outras com duplas coadjuvantes. Porém, com os coadjuvantes dificilmente há alguma alteração. Apenas a redução da participação mesmo. Mas quando o equívoco acomete uma dupla de grande importância na história a situação fica mais complicada. E é esse o caso de Isabel e Zé Maria em "Lado a Lado".


A novela das seis tem dois casais protagonistas. Entretanto, o que Laura (Marjorie Estiano) e Edgar (Thiago Fragoso) tiveram de aprovação, Isabel (Camila Pitanga) e Zé Maria (Lázaro Ramos) receberam de rejeição. O casal nunca empolgou e quem viu "Insensato Coração" entende melhor a razão da falta de 'química'. Na trama das nove escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, Camila e Lázaro formaram um par que não deu certo. Carol e André deveriam ser um dos principais pares da obra, mas devido às críticas recebidas o desfecho da dupla teve outros contornos. A personagem da Camila acabou casando com Raul (Antônio Fagundes) e o conquistador vivido por Lázaro seguiu sua vida.

Após esse fato nada agradável deveriam ter aprendido com o erro. Entretanto não foi isso que aconteceu. Coincidentemente "Lado a Lado" é supervisionada por Gilberto Braga e João Ximenes Braga (um dos autores) trabalhou como colaborador em "Insensato Coração". Ou seja, ambos resolveram arriscar e

sábado, 20 de agosto de 2011

Término de Insensato Coração foi tão decepcionante quanto o seu início

Hj assistimos ao último capítulo de "Insensato Coração", que marcou 47 pontos de média e 70% de share,índice muito baixo para um último capítulo. A anterior, "Passione", marcou 52 pontos de média e 77% de share.

Não vimos nada de surpreendente. A assassina de Norma era mesmo a Wanda. Apesar de óbvio,acabou sendo coerente com toda a história contada e não chegou a ser decepcionante. Natália do Valle roubou a cena. Houve uma falha grave na hora em que a sequência é refeita. Norma ao invés de dizer:"Não faça uma besteira dessas", diz: "Não faça uma bobagem dessas".

O final do casal homossexual foi bacana, mas a paternidade do Kléber (Cássio Gabus Mendes), jamais poderia ter sido explorada somente no penúltimo capítulo. Se tivessem desenvolvido essa trama ao longo da novela,com certeza teríamos boas sequências entre ele e Louise Cardoso. O que acabamos vendo foi uma correria e forçação de barra com um homofóbico ferrenho que aceitou seu filho bem mais rápido do que se esperava. Claro que isso só ocorreu por causa da pressa.

Os autores simplesmente ignoraram o nervosismo de Tia Neném (que apareceu por uns 30 segundos nesse último capítulo), Eunice, Ismael e Fabíola no dia do crime. Não explicaram o porquê daquilo. O telespectador que se vire. Também não vimos a reação dos demais, a não ser Raul e Marina, ao saberem que Wanda é quem tinha matado Norma. Léo foi preso,mas não foi mostrada a reação dele ao ver o Cortez e o Ismael no mesmo presídio. Aliás,seu assassinato prometia muito mais. A cena foi corrida e sem adrenalina nenhuma. E o término do sequestro de Marina? Constrangedor. Se o objetivo era ter suspense ou ação, ficaram devendo absurdamente.

O excesso de cenas do André também irritou. Acrescentou  alguma coisa sabermos que ele não ficou impotente? As participações das ótimas Leandra Leal e Isabel Fillardis não foram valorizadas. Pedro e Marina, como sempre enjoaram bastante. Natalie teve um desfecho verossímil, observando o país em que vivemos, mas foi praticamente o mesmo da Bebel (Camila Pitanga) em "Paraíso Tropical". Criatividade passou longe. Enfim,foi um último capítulo para ser esquecido.

No geral, podemos selecionar os prós e contras de "Insensato Coração.
1)Saldos positivos: 
-Tia Neném roubou a cena e Ana Lucia Torre comprovou pela milésima vez seu talento.
-Thiago Martins  fez um Vinícius aterrorizante e Giovanna Lancelloti foi uma grata revelação.
-A trama do Cortez foi muito bem abordada e Herson Capri junto de Tainá Muller, Eduardo Galvão e Ana Beatriz Nogueira (numa curta participação) foram maravilhosos,apesar das fracas atuações do Jonatas Faro e Deborah Secco.
-Glória Pires foi esplêndida e Gabriel Braga Nunes mostrou a que veio com o psicopata Léo. Cristina Galvão merece ser lembrada.Ótima.
-A homofobia foi bem conduzida e o casal homossexual idem,apesar da censura da própria emissora.
-Bibi e Douglas agradaram.

2)Saldos negativos:
-Grandes atores tendo um destaque pífio,como: Nathalia Timberg, Norma Blum, José Augusto Branco, Bete Mendes, Rosi Campos, Louise Cardoso (embora tenha tido mais destaque na reta final) e Tarcísio Meira (só apareceu mais nos capítulos anteriores à sua morte).
-Excesso de assassinatos sem propósito. Nada contra mortes em novelas,mas desde que tenha uma razão.Morreram 25 personagens ao todo.
-Entre-e-sai de personagens que cansou e distanciou o público.
-Tramas absurdas, como o espermatozóide mutante do Pedro que vive 24 horas fora do corpo, dentro de uma camisinha numa lixeira.
-A novela demorou quase seis meses para engrenar com a vingança de Norma.
-Vingança essa que se perdeu com as constantes repetições e depois com Norma caindo novamente na lábia do Léo.
-André foi um dos personagens mais ridículos e inverossímeis da trama.
-Pedro e Marina formaram um dos casais protagonistas mais insuportáveis dos últimos tempos.


Gilberto Braga considera "Insensato Coração" a sua melhor novela, pois não teve barriga e foi repleta de cenas de ação. O que mais teve ali foi barriga. A verdade é que essa novela é a pior do autor e a parceria com o Ricardo Linhares não foi feliz, após ter rendido a interessante "Paraíso Tropical". Agora a 'bola' está com "Fina Estampa". Que venha Aguinaldo Silva!


                                                                                                                                        

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Spoilers" : mocinhos ou vilões?

Os "spoilers" sempre foram o terror dos autores de novelas. As tramas que se utilizam de suspenses,além do tradicional "quem matou" sempre são as mais visadas pela imprensa. É um problema que parece não ter fim, uma vez que os "vazamentos" ocorrem de dentro da própria emissora, muito provavelmente por integrantes das próprias produções envolvidas.

A questão é: as pessoas gostam de saber o que irá acontecer nas novelas? Li no blog do jornalista Maurício Stycer, que foi feito um estudo onde dois pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em San Diego, verificaram que as pessoas gostam de "spoilers" em livros. Isso chega a ser surpreendente. Não conheço ninguém que goste de saber o que vai acontecer no filme que irá ver no cinema ou sobre o final do livro que está lendo. Mas ao mesmo tempo em que há a reclamação sobre essa divulgação antecipada, é notório que todas as revistas que falam sobre novelas vendem feito água. Ou seja,há uma grande contradição, ou até mesmo incoerência. Será que tudo não se trata de uma grande hipocrisia? Ao mesmo tempo que reclamam, não perdem uma chance sequer de procurar se informar sobre o futuro da novela em questão.Confere?

O debate começou a acontecer nessas últimas semanas, onde há uma verdadeira enxurrada de notícias sobre "Insensato Coração". Gilberto Braga e Ricardo Linhares tentaram driblar a imprensa,mas de nada adiantou,como sempre.Tudo que foi divulgado está realmente acontecendo.Entendo perfeitamente a frustração dos autores. Silvio de Abreu sofreu do mesmo mal com "Passione ", só pra citar a mais recente.

Se a novela não tem nenhum tipo de suspense ou algo do tipo,não vejo nada demais na divulgação do que irá ocorrer, mas mudo totalmente de concepção quando a trama aborda exatamente isso. Os "spoilers" diminuem a audiência das produções? Não,mas que dissipam o impacto,é óbvio.

Cito como exemplo a excelente série "A Cura", exibida ano passado pela Globo e escrita pelo competente João Emanuel Carneiro. Uma das grande revelações era de que Otto (Juca de Oliveira) não era o injustiçado que todos os telespectadores achavam e sim um psicopata frio. Se isso tivesse sido divulgado antes,teríamos tido algum "choque" com essa virada da história? "A Favorita", novela do mesmo autor,também pode ser usada para exemplificar o 'mau' dos "spoilers". Se já soubéssemos desde o início que Flora era a grande vilã, as cenas que nos induziam a achar que Donatella era a pérfida, não seriam inúteis?

Bem,o debate está aberto. Você é contra ou a favor a essa divulgação antecipada de tudo o que vai ocorrer?

domingo, 7 de agosto de 2011

Insensato Coração volta para a UTI

No último texto que escrevi sobre a atual novela das nove,elogiei a guinada da trama com a vingança da Norma. Mas infelizmente a alegria não durou muito. Não completou nem quatro semanas e a novela voltou ao seu tradicional marasmo de sempre.

A trajetória da sofrida personagem interpretada magistralmente pela Glória Pires, estava sendo contada de uma forma muito interessante. Mesmo que lentamente, vimos uma mulher ingênua sendo enganada por um sujeito frio e ambicioso. Esse homem é o vilão Léo, sendo feito pelo Gabriel Braga Nunes, que embora esteja bem, não é esse ator extraordinário que muitos dizem. Após ser presa e humilhada, sua vingança era a situação mais esperada da novela.

A cena em que Norma se revela pra Léo na mansão do finado Teodoro (Tarcísio Meira), retirando o véu do rosto,foi sensacional. A partir daí vimos ótimas sequências de constantes humilhações e a derrocada do mau-caráter. Mas após umas duas semanas,a vingança já estava cansando e se repetindo. E pra culminar, vimos, recentemente, a técnica em enfermagem cair novamente na lábia do dissimulado.Alguns alegam que esse é o tal "insensato coração" do título da obra. Errado. Insesatez é sinônimo de inconsequência e não de burrice. É inexplicável que uma mulher que aprendeu a ser forte e usou de extrema frieza para chegar ao ponto em que chegou, vire novamente uma perfeita idiota. A obsessão dela pelo Léo é perfeitamente aceitável e plausível, por isso mesmo o interesse em não delatá-lo à polícia não é nada de absurdo. E querer tê-lo sempre sob seus "domínios" idem. Mas aceitar se casar,tratá-lo com "carinho" e dar dinheiro para ele fazer o que bem entender, desculpem, mas é abusar da inteligência do telespectador.

Outro ponto interessante era a prisão do Cortez (ótimo Herson Capri). O que estava sendo bom, acabou caminhando para cenas repetitivas e situações absurdas. Estava maçante vermos as mesmas sequências dele na prisão recebendo visita do advogado e da chatíssima Nathalie. A condenação do banqueiro rendeu cenas constrangedoras. A população nas ruas pedindo, e depois comemorando, a prisão de um banqueiro(!); além do Cortez ter chamado uma testemunha (Eunice-Debora Evelyn) de vagabunda e nada ter ocorrido. Mas a fuga de helicóptero, ao som de "Que país é esse?" do inigualável Renato Russo, foi uma boa cena e  claramente inspirada no traficante Escadinha que também utilizou esse recurso nada comum.

A homofobia está sendo muito bem abordada. É importante mostrar como as autoridades tratam com descaso esse tema, onde quase sempre vemos os agressores, ou assassinos, ficando impunes. Thiago Martins convence como o violento Vinícius, apesar de cometer exageros em algumas situações. Infelizmente o casal de homossexuais teve praticamente todas as cenas cortadas por imposição da emissora. Pena,já que era um dos poucos acertos dessa novela. Obviamente que a empresa sofreu pressões para interferir. Basta vermos as pesquisas realizadas que mostram que 55% da população ainda é contra esse tipo de romance.

O resto da trama não tem mais muito o que falar. Quem ainda aguenta as cenas da Carol com o André, ou dela com a irmã, ou dele com a Leila, ou de ambos sozinhos? E o casal "Lexotan" de protagonistas? Marina e Pedro continuam cada vez mais entediantes. As bobagens envolvendo a Nathalie também já se esgotaram faz tempo. Douglas e Bibi fazem sucesso, não há dúvidas, mas, convenhamos, não há nada de cômico naquelas cenas extremamente repetitivas.O Gabino e seu bar nunca tiveram nada de interessante a nos mostrar. A coitada da Nathalia Timberg não terá vez! Vitória é uma personagem sem nenhum tipo de conflito e sempre funcionou como coadjuvante de luxo. Como "Insensato Coração" vai se comportar em seus momentos finais, fica difícil de adivinhar,mas uma coisa é certa: tirando a Tia Neném e a Jandira,  interpretadas divinamente por Ana Lucia Torre e Cristina Galvão, não sobram muitos personagens interessantes...

domingo, 5 de junho de 2011

Insensato Coração sai do coma

Que a novela das oito, que é exibida às nove, estava mais do que arrastada e enfadonha,todos sabiam. Acho eu.Porém, isso começou a mudar no instante que Norma (grande Glória Pires) saiu da prisão. A partir dessa situação, a trama começou a dar sinais de vida e esperanças para o telespectador.

Norma começa a arquitetar seu plano de vingança contra o vilão Léo (Gabriel Braga Nunes) e está formando uma ótima dupla com Jandira (Cristina Galvão, que faz falta nas novelas). A personagem está "penetrando" em todos os núcleos com o objetivo de conseguir o máximo de informações que puder para atingir seus objetivos. Isso deu uma movimentada em toda a novela que estava precisando, e muito, para poder mostrar a que veio. Claro que isso não significa que a novela está espetacular e que todos os erros já mencionados aqui foram apagados. Pelo contrário. Todas as bobagens ainda estão presentes.

Grandes atores continuam sendo desrespeitados, mal aparecendo na trama,em detrimento de outros sofríveis que vão tendo cada vez mais destaque e cenas.Louise Cardoso, José Augusto Branco, Zé Victor Castiel, Ana Lucia Torre, Bete Mendes, Rosi Campos e Nathalia Timberg funcionam como figurantes ou escadas para atores como o Jonatas Faro e a Deborah Secco, por exemplo. Eles praticamente não têm função. Difícil entender o porquê disso.

A quantidade absurda de mortes desnecessárias também chama atenção. Nada contra esse artifício, pelo contrário. Essas situações acabam dando um suspense interessante em qualquer novela, mas desde que tenha um propósito. Não é o caso da trama. A única morte realmente necessária nessa história é a do Teodoro (Tarcísio Meira), verdade seja dita. Se a personagem da Fernanda Machado ficasse com algum dano motor grave no acidente de avião, já bastaria para o mala do Pedro (Eriberto Leão) se sentir culpado.Além dela, tivemos as mortes dos papéis de: Hugo Carvana, Suzana Ribeiro, Ana Beatriz Nogueira, Ricardo Pereira, Cristiana Oliveira, e agora Fernanda Paes Leme. A Irene já havia contado o segredo para o protagonista, ou seja, o que mais ela poderia fazer era confirmar tudo para Marina, mas ela poderia muito bem não acreditar.Um vilão safo como o Léo ia ter um homicídio nas costas por um motivo banal desses? Claro que não.

Agora a próxima vítima será o Milton (José de Abreu). Outra morte que nada acrescentará. Isso tudo só serve para contribuir com esse entra-e-sai da novela que agora só tem a porta de saída mesmo. Ninguém tem entrado. Com isso perdemos grandes atores, com exceção do Ricardo Pereira e Fernanda Paes Leme que não convenciam. Fernanda pelo menos conseguiu fazer uma boa cena final.

As demais situações da novela nada mudaram.Tudo continua uma bobajada só.Um bom personagem como o Cortez (ótimo Herson Capri), agora se vê cada vez mais envolvido nas besteiras da Natalie. Maria Clara Gueiros continua pegando todo mundo, Lázaro Ramos continua nada acrescentando com seu André gostosão, Jonatas Faro e Giovanna Lancelloti(boa revelação) continuam com seus draminhas à nível de "Malhação", Cássio Gabus Mendes e Isabela Garcia --- apesar de bons atores --- ainda não tiveram cenas úteis, o casal protagonista está cada vez mais insuportável, como se isso fosse possível, enfim.E nem citei as constantes festas com as mesmas músicas e os mesmos convidados,além das rodinhas de samba no bar do Guilherme Piva. Também não falarei dos espermatozóides mutantes do Pedro que ficam vivos por até 24 horas fora do corpo numa camisinha amassada dentro de uma lixeira. Ele disse que leu essa informação na internet. Gostaria de saber qual site que disse isso.

"Insensato Coração" não é mais a tragédia que era, mas sua melhora,mesmo que pequena, se deve exclusivamente a Norma. Tomara que os  grandes atores dessa novela tenham mais destaque, mesmo que isso venha a ocorrer tardiamente e que a trama em si encontre um rumo sem ficar dependendo exclusivamente da maravilhosa Glória Pires. É esperar pra ver.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Insensato Coração agoniza

A ótima "Passione" já terminou há tempos e até agora "Insensato Coração" não disse a que veio. O que vimos até agora desde que a novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares se iniciou? Um amontoado de personagens soltos, ritmo lentíssimo, enredo desinteressante e cenas completamente apelativas.

O principal erro dessa novela é o entra-e-sai de personagens. Quando o público está se acostumando e conhecendo o papel X, este tem uma viagem importantíssima e evapora. Quando começa a decorar os nomes, na semana seguinte entram mais cinco fulanos e tudo volta a estaca zero. O mais problemático disso tudo é vermos grandes atores servindo de escada para atores fracos, para não dizer coisas piores. Alguém me explica o que é a maravilhosa Nathália Timberg servir de elenco de apoio para a Paola Oliveira? Ou a Louise Cardoso aparecendo só pra servir de ouvinte para o filho (Rodrigo Andrade)? José Augusto Branco e Norma Blum mal aparecem.Ana Lucia Torre, apesar de roubar todas as cenas como a ótima Tia Neném, também aparece pouquíssimo e não é nem um pouco valorizada. Ela,aliás,deixará a novela em breve. Ou seja, o que já anda ruim, só tende a piorar mais.

E o que dizer das imensas bobagens que são as cenas da Debora Secco? Não consigo achar graça alguma em assistir a uma piriguete se dando bem passando a perna nos outros. E convenhamos que esse papel é uma cópia da Darlene de "Celebridade" e Debora está cada vez mais cansativa. Mas segundo os jornais,foi o público que exigiu mais cenas dessas. O que está havendo com os telespectadores? Ao invés de pedir mais cenas com os atores veteranos da trama, que esbanjam talento e grandes atuações, preferem esse festival de idiotices? Vai saber... PS: Não vou comentar a cena de Natalie depilada porque minha cota de sandices está quase esgotada nessa novela.

Nem me estenderei muito no núcleo envolvendo o Lázaro Ramos e suas conquistas inimagináveis, juntamente com os festivais de lamentações e chororôs da Camila Pitanga que vive em função do que o André faz ou deixa de fazer. Isso, sem contar com sua fiel irmã conselheira (Paloma Bernardi, como a Mia de "Viver a Vida"-o retorno). E me digam o que é o "drama" dessa irmã? Ela e seu namoradinho querem transar,mas falta a camisinha.Nossa! Incrível e muito atraente! André continua sua saga de lançar olhares sedutores, deixando todas as mulheres que ele vê excitadíssimas(!).

Jonatas Faro tem uma função: ficar sem camisa e protagonizar um romance adocicado à nível de "Malhação" juntamente com Giovanna Lancelloti,só que no horário nobre. No mesmo núcleo temos o ótimo Herson Capri e a perfeita Ana Beatriz Nogueira (que também deixará a novela...). A situação envolvendo seus personagens tinha tudo para ser interessante, mas também não funcionou. O ritmo arrastado contribui muito pra isso.

Glória Pires será a grande vilã da novela, mas até agora seu núcleo está tão insuportável quanto os demais.Ressaltam-se, claro, as excelentes cenas protagonizadas por ela e Cristiana Oliveira na prisão. Mas essas mesmas cenas são muito pequenas e ambas aparecem bem menos que outros atores pífios e com dramas idem. Cristiana, aliás, engordou absurdamente para ficar dois meses na trama. Outra boa atriz que não durará muito. E alguém pode me dizer o objetivo dos personagens da Lavinia Vlasak e do Dudu Azevedo? Ambos já se foram, mas enquanto estavam lá prometiam muito e nada fizeram. Cássio Gabus Mendes e Isabela Garcia são ótimos atores, mas esse drama de viciado em jogos está muito batido e já acabamos de ver na novela passada o Cauã Reymond (Danilo) em conversações de grupo para discutir seu outro tipo de dependência. Maria Clara Gueiros tem praticamente a mesma cena todos os dias: correr atrás dos homens figurantes e do Ricardo Tozzi.

Para finalizar temos um casal de protagonistas maçantes e enfadonhos. Eriberto Leão está péssimo no papel e Paola, embora tenha nos apresentado um bom trabalho em novelas passadas,está muito fraca. Alguém suporta ver uma mulher rica e boa profissional ficar correndo atrás o tempo todo de um sujeito que está com dor na consciência porque "matou" a ex-noiva? Aquilo é chato demais!Sei que tem mais personagens,mas não vou ficar falando dos gritos constantes da Debora Evelyn e nem do vilão Léo que, me desculpem, mas não tem carisma algum e Gabriel Braga Nunes não está  atuando esse espetáculo todo que muitos dizem.

Gilberto Braga escreveu grande novelas de sucesso. "Força de um Desejo", "Celebridade" e "Vale Tudo" são só algumas delas. Sua parceria com o Ricardo Linhares também rendeu uma boa trama: "Paraíso Tropical", que foi ótima! Mas "Insensato Coração" parece escrita por alguém sem experiência alguma e criatividade zero. Quase tudo ali cansa os telespectadores. A situação é caótica e se tudo não melhorar logo,a situação será irreversível.