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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Fracasso de audiência e repercussão, "Cara e Coragem" já foi tarde

 A novela das sete escrita por Claudia Souto e dirigida por Natalia Grimberg chegou ao fim nesta sexta-feira (13), após desgastantes 197 capítulos. A Globo tem feito folhetins com cerca de 170 capítulos, mas não esticou "Cara e Coragem" por conta de sucesso. A decisão da emissora foi tomada antes mesmo da estreia e com o objetivo de beneficiar "Vai na Fé", trama substituta que estreia na próxima segunda, evitando que a história de Rosane Svartman enfrentasse os ingratos meses de novembro e dezembro, período onde a audiência costuma diminuir e com direito a eleições e Copa do Mundo em 2022. Mas a decisão fez com que todos os defeitos da produção ficassem ainda mais evidentes. 


A autora estreou sua primeira novela solo em 2017 e teve um ótimo retorno da audiência. No entanto, "Pega Pega" tinha vários defeitos e todos eles foram repetidos em "Cara e Coragem": falta de carisma dos personagens, história que anda em círculos, cenas burocráticas e conflitos desinteressantes. O enredo anterior, no entanto, teve o fator surpresa: o êxito do par formado por Maria Pia (Mariana Santos) e Malagueta (Marcelo Serrado). E ficou claro na época que não era algo planejado. O acaso beneficiou a escritora, que passou a investir no romance dos vilões. Já todo o restante do roteiro, incluindo a exaustiva abordagem do roubo realizado no Carioca Palace, era maçante. E a repercussão nas redes sociais era quase nenhuma. Somente o casal 'Malapia' rendia comentários. Não por acaso, os elevados números no Ibope até hoje são difíceis de serem analisados. 

Já em "'Cara e Coragem" há uma congruência de resultados: o folhetim foi um fracasso de repercussão e audiência. Os motivos são até simples de serem explicados. Desde o primeiro capítulo a novela não conseguiu despertar atenção. A vida dos dublês ser um dos motes centrais do roteiro já foi um grande equívoco. Embora tenha sido uma ideia diferente, não funcionou como dramaturgia. Com todo respeito aos profissionais da área, não é nada atrativo acompanhar a rotina de trabalho deles. E as situações em nada beneficiaram a narrativa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

História de Pat e Moa é um dos muitos fiascos de "Cara e Coragem"

 A atual novela das sete, escrita por Claudia Souto e dirigida por Natália Grimberg, está em sua reta final. A poucas semanas do fim, "Cara e Coragem" vai saindo de cena fracassando na audiência e sem repercussão alguma. Foram muitos os erros da trama e todos serão citados na última crítica, mas um deles foi a história dos mocinhos, o que tem sido evidenciado nos capítulos recentes. 


Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado) nunca empolgaram o público. Os protagonistas não tiveram química e o fato de ambos serem dublês deixou o conjunto ainda mais desinteressante. Com todo respeito aos profissionais da área, não é nada atrativo acompanhar a rotina de quem fica atrás das câmeras se arriscando em cenas de ação. E em um folhetim tudo se tornou inútil porque os mocinhos só tinham alguma cena relevante quando paravam de pular e saltar. Na verdade, a profissão acabou servindo apenas para a produção da Globo trabalhar mais na estruturação das cenas. Porque em conteúdo não rendeu nada.

Mas voltando ao enredo dos mocinhos, o fato é que os dois sempre foram sonsos e cínicos. Pat nunca amou o seu marido, Alfredo (Carmo Dalla Vechia), e seu olhar de pena despertava ranço em quem assistia. Parecia que estava fazendo um favor em estar casada com um homem frágil de saúde. Já Moa vomitou virtudes ao longo da história, mas na reta final ficou claro que não passa de um hipócrita.

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: os piores do ano

As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de triste perdas do meio artístico em 2022, chegou a hora de das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 



"BBB 22": 

A expectativa era alta. Afinal, o maior reality do país vinha de dois grandes sucessos seguidos: o "BBB 20" e o "BBB 21". No entanto, a edição decepcionou do início ao fim. O elenco foi muito mal escalado, tanto no time Camarote quanto no Pipoca. O clima de paz e amor transformou a competição em um marasmo e nada do que a produção fazia surtia efeito nas dinâmicas. Para culminar, o favoritismo de Arthur Aguiar deixou tudo ainda pior e desanimador. A audiência não foi ruim, mas bem abaixo das duas anteriores e a repercussão nem chegou perto. A prova foi o número ínfimo de seguidores nas redes sociais que os participantes ganharam ao longo dos meses. Não por acaso, todos desapareceram da mídia, sem exceção. Para o grande público nem parece que teve "BBB" em 2022 e a última campeã é Juliette. 



"Nos Tempos do Imperador": 

A novela de Alessandro Marson e Thereza falcão foi uma continuação da bem-sucedida "Novo Mundo", escrita pelos mesmo autores em 2017. A intenção era repetir o sucesso. Mas foi um imenso fracasso. Não caiu bem um Dom Pedro II progressista e personagens de época com comportamentos tão evoluídos. A história ainda teve conflitos fracos e a romantização do caso de Pedro (Selton Mello) com a Condessa de Barral (Mariana Ximenes) foi fortemente rejeitada. A novela ainda teve uma cena que revoltou o público nas redes sociais: o mocinho, negro, falou sobre racismo reverso, algo que nem existe. Para culminar, a produção esteve envolvida em várias polêmicas e a mais grave foi o caso de racismo nas bastidores. Várias atrizes do núcleo dos escravizados mencionaram atitudes racistas do diretor, Vinícius Coimbra, que acabou demitido da Globo meses depois. Não por acaso, Roberta Rodrigues, uma das intérpretes que o acusaram, nem apareceu para gravar o desfecho de sua personagem. Novela para esquecer. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Jeniffer Nascimento e Kiko Mascarenhas formaram uma boa dupla em "Cara e Coragem"

 A atual novela das sete, escrita por Claudia Souto e dirigida por Natalia Grimberg está na reta final. "Cara e Coragem" não foi uma novela que teve a comicidade como uma de suas principais características, ao contrário do que acontecia com sua antecessora, "Quanto Mais Vida, Melhor!". São raros os momentos engraçados da história, que é movida por uma gama de mistérios cansativos. Mas houve uma dupla que se destacou justamente por conta da veia cômica: Jéssica e Duarte. 


Jeniffer Nascimento e Kiko Mascarenhas apresentam uma deliciosa sintonia em cena e os atores já têm experiência na pele de perfis cômicos. Os personagens carregam aquela essência de 'dupla atrapalhada' que raramente falha na ficção. Jéssica sempre se meteu em várias furadas para ajudar Duarte, um faxineiro que criou uma segunda identidade (o 'estrangeiro' Bob Wright) para aproveitar uma vida de luxo que nunca teve. Ela acabava interpretando uma espécie de motorista particular do seu amigo. Mas também virava a 'salva-vidas' do colega quando algo dava errado. 

Os personagens estão ligados ao enredo principal porque viram uma mulher, que tinha a mesma tatuagem de Clarice (Taís Araújo), trocando pneu em plena Avenida Brasil. Depois foi explicado que era Anita (Taís Araújo).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

"Mar do Sertão", "Cara e Coragem" e "Travessia" têm algo em comum: a falta de história

 A atual fase novelística da Globo não anda nada boa. A única inédita que vem correspondendo na audiência é "Mar do Sertão", a produção das seis. Já "Cara e Coragem" e "Travessia" patinam nos números. A das sete está a menos de dois meses do seu fim e o fracasso é um fato. Já a das nove ainda está no começo e pode reverter ao longo dos meses. No entanto, é perceptível que os três folhetins têm a falta de enredo como ponto comum. 

"Mar do Sertão" teve um início dos mais promissores com uma trama clássica de vingança. No entanto, o autor resolveu todo o 'plot' com menos de um mês de história no ar. Zé Paulino (Sérgio Guizé) foi dado como morto, teve uma rápida passagem de tempo de dez anos, e o mocinho logo voltou sem nenhuma explicação convincente para o público de como sobreviveu ao longo dos anos e nem como ficou rico. E sua volta não teve nenhum impacto porque os personagens reagiram como se o rapaz estivesse voltando de uma viagem e não saído de uma cova. Não deu para entender a intenção de Mário Teixeira em aniquilar seu enredo de uma forma tão primária. 

Mas então qual o motivo da novela das seis ter uma boa audiência? É fácil explicar. Todos os personagens exalam carisma e a trama tem bastante leveza. O enredo é sustentado por esquetes nos núcleos secundários e parte do público se contenta com isso. Porém, não há um arco narrativo. O conflito central anda em círculos e Tertulinho (Renato Góes) virou um vilão repetitivo que planeja matar Zé Paulino desde a estreia. Vários personagens somem e voltam sem maiores explicações. E o romance dos mocinhos nem tem mais o que caminhar porque Zé e Candoca (Isadora Cruz)  nem demoraram muito tempo separados.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Clarice voltou e "Cara e Coragem" continua ruim

A atual novela das sete da Globo chegou ao capítulo cem no dia 22 de setembro. Após muitas tentativas da emissora para emplacar a trama de Claudia Souto, dirigida por Natalia Grimberg, a realidade que impera é que a produção se tornou um caso perdido. "Cara e Coragem" até apresentou um ponto a mais de audiência que a sua antecessora em seus meses iniciais, mas já está empatada com a deliciosa "Quanto Mais Vida, Melhor!" e sem um terço da repercussão. Praticamente ninguém comenta nas redes, ninguém se importa com o enredo e as cenas apresentadas não ajudam. 


O único mote da história é o mistério do assassinato de Clarice (Taís Araújo) e não há mais nada de relevante a se contar. Para culminar, nem mesmo o conjunto de mistérios envolvendo o crime desperta interesse. Aliás, houve claramente uma intervenção da Globo para tentar erguer a produção: a antecipação da grande revelação sobre a falsa morte da personagem. Isso porque Clarice não morreu e estava em coma. Anita (Taís Araújo) é apenas uma 'sósia' mesmo e não a empresária fingindo ser outra pessoa. A escritora certamente não tinha planejado soltar o 'spoiler' tão cedo. Até porque a produção fica no ar até janeiro de 2023. A falta da intenção em revelar o enigma fica clara pela narrativa. A notícia não impactou em nada o roteiro. 

São raros os acontecimentos relevantes. Se o telespectador abandonar a novela por duas semanas e voltar depois, verá que não perdeu nada e tudo segue na mesma. Quem mais perde com isso são os atores. A novela é recheada de cenas burocráticas. Ou seja, são sequências que não despertam emoção, raiva, riso, nada. Porque não há situações que provoquem algo em quem assiste. É impossível se sentir envolvido pela história que está sendo contada.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

"Cara e Coragem" sofre com personagens sem carisma e trama monótona

 A nova novela das sete da Globo está há pouco mais de dois meses no ar. Escrita por Claudia Souto e dirigida por Natalia Grimberg, "Cara e Coragem" teve um início movimentado por bons enigmas e aparentemente tinha uma história interessante a ser contada. No entanto, semanas se passaram, e as impressões mudaram. No atual momento tem ficado claro que o conjunto apresentado deixa bastante a desejar. 


Vendida como uma novela de muita ação por explorar a vida dos dublês e ter um misterioso assassinado que precisa ser desvendado, a história na verdade é monótona e com uma narrativa que vai cansando. É até estranho um folhetim começar assim, já que o normal é o enredo iniciar com agilidade e ir perdendo o fôlego ao longo dos meses. É até natural qualquer produção dramatúrgica entrar na fase da chamada barriga (período onde nada de relevante acontece), porém, no caso da trama das sete, a falta de situações atrativas da história começou a ser vista cedo demais. 

Um dos maiores problemas é a ausência de carisma dos personagens. Não é culpa do elenco, muito bem escalado e repleto de ótimos nomes. Mas da apresentação dos perfis. A grande maioria não desperta a simpatia de quem assiste. É difícil criar qualquer envolvimento com alguém. Aliás, não tem como ignorar "Pega Pega", novela da mesma autora, exibida em 2017, que sofria do mesmo problema. Eram raros os personagens carismáticos. Dava para contar nos dedos de uma mão.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

"Cara e Coragem" tem início movimentado por bons enigmas

 A nova novela das sete vem honrado até o momento a descrição da autora Claudia Souto: uma comédia romântica de ação. "Cara e Coragem", dirigida por Natalia Grimberg, não enrolou o telespectador nem na estreia. Já expôs logo o mote central envolvendo a ambição por uma fórmula secreta e o amor que existe entre os protagonistas, ainda que não assumido. A agilidade vem dominando os capítulos, o que acaba provocando desconfiança, afinal, serão quase 200 capítulos de roteiro (a trama está prevista para acabar apenas em janeiro de 2023). 

E o ritmo ágil afetou o primeiro capítulo. Tinha que prestar muita atenção e ter uma dose de boa vontade para comprar a questão envolvendo a fórmula mágica criada por Jonathan (Guilherme Weber) e a razão da poderosa empresária, Clarice (Taís Araújo), ter escolhido dois dublês que nunca tinha visto na vida, os mocinhos Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado), para irem atrás do produto em um lugar afastado e perigoso. Causou a impressão de um conflito jogado no colo do telespectador de qualquer maneira. Houve ainda uma certa pressa para expor o romance entre Clarice e o seu segurança, Ítalo (Paulo Lessa). Não foi uma estreia convidativa. 

Vale lembrar que Claudia Souto cometeu um erro grave em "Pega Pega", novela que marcou sua estreia como autora solo, em 2017: expôs um amor súbito entre Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz) logo no começo da história. O resultado foi o fracasso do par que teve zero química. O público não engoliu uma paixão tão mal construída.

terça-feira, 31 de maio de 2022

"Cara e Coragem": o que esperar da nova novela das sete?

 Claudia Souto estreou como autora solo em 2017 na faixa das 19h com "Pega Pega". A novela teve uma ótima audiência, mas a repercussão foi baixa, o casal protagonista não funcionou e a maioria dos personagens não caiu no gosto popular. A trama não marcou, apenas cumpriu o seu papel. Agora a autora volta ao horário, cinco anos depois, com "Cara e Coragem". A nova novela, dirigida por Natalia Grimberg, aborda o universo dos dublês em uma rocambolesca história envolvendo uma fórmula secreta que precisa ser encontrada. A trama estreou nesta segunda-feira (30/05) no lugar de "Quanto Mais Vida, Melhor!". 

A premissa da obra é a coragem. Para mudar. Para fugir da zona de conforto e enfrentar os mais diversos contratempos. Para lutar, persistir e encarar os próprios medos. Coragem de assumir o que sente. O resgate de uma fórmula secreta e uma morte inesperada entrelaçam os destinos dos dublês Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado), da empresária Clarice Gusmão (Taís Araujo) e do instrutor de Parkour Ítalo (Paulo Lessa), os quatro protagonistas. A coragem para superar obstáculos e desvendar os mistérios que estão por vir é o mote do núcleo central. 

Quando o assunto é coragem, Pat e Moa são referências dentro e fora dos sets de filmagem. A adrenalina provocada pelas cenas de saltos, rapel, pulos e alta velocidade não costuma intimidar a dupla que luta ainda para garantir o pagamento dos boletos no fim do mês. São heróis também na vida real.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Cara e Coragem", a nova novela das sete

 A Globo promoveu na sexta-feira passada, dia 20, a segunda coletiva online de "Cara e Coragem", nova novela das sete, escrita por Claudia Souto e dirigida por Natalia Grimberg. Participaram a autora, a diretora e os atores Marcelo Serrado, Paolla Oliveira, Kiko Mascarenhas, Rodrigo Fagundes, Kaysar Dadour, Maria Eduarda de Carvalho, Jeniffer Nascimento, Carmo Dalla Vecchia e Leopoldo Pacheco. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 

Sobre a polêmica envolvendo a abertura da trama (foi divulgado na imprensa que Iza e Emicida se recusaram a regravar "Vida Louca Vida" por ser de autoria do Lobão), a diretora contou sobre a música escolhida: "A abertura já está pronta. A gente vai com Paralamas do Sucesso cantando "SKA", contou Natalia Grimberg. "Parece que a abertura foi feita para a música de tão perfeito que ficou. Vamos ser felizes com essa abertura. E a minha novela tem uma estrutura de um quebra-cabeça. Os atores não sabem muita coisa que vai acontecer. O público vai ter muitas peças para montar até o final", acrescentou a autora Claudia Souto. 

Paolla Oliveira falou sobre a trama e sua protagonista: "Essa novela tem todos os elementos de um novelão. É deliciosa e tudo o que se espera de uma novela das sete. Tem ainda a ação e a dança aérea é algo que tem me interessado bastante. A gente nasce com um trabalho novo com os elementos que deram certo e o diferencial é a maneira de fazer. A maneira de contar.

terça-feira, 24 de maio de 2022

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Cara e Coragem", a nova novela das sete

 A Globo promoveu na segunda-feira passada (16/05) a primeira coletiva online da nova novela das sete, "Cara e Coragem", escrita por Claudia Souto e dirigida por Natalia Grimberg. Participaram a autora, a diretora e os atores: Taís Araújo, Mel Lisboa, Ícaro Silva, Mariana Santos, Claudia Di Moura, Paulo Lessa, André Luiz Frambach, Paula Braun, Guilherme Weber, Ricardo Pereira e a estreante Vitoria Bohn. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo.

Taís Araújo comentou sobre sua volta ao horário: "Sou muito feliz fazendo novela das sete. Tive experiências muito lindas. São duas mulheres de origens muito diferentes. Anita é mais popular, mais para a comédia. Clarice é mais misteriosa, presidente de uma empresa. Temos poucas mulheres na frente de empresas e mostramos um novo Brasil. É uma novela das sete cheia de recados e boas referências que a Claudia vai mostrando pelos personagens. A minha personagem atende a muitas mulheres. É muito bom trabalhar como um autora que não se acha Deus, ainda que seja. A Claudia tá vivendo seu momento de desconstrução. Em 25 anos de TV Globo, é a primeira vez que tenho tanta troca com a autora", contou a atriz. 

Mel Lisboa falou sobre sua vilã: "A Regina é manipuladora, muito ambiciosa, mas é sonsa também. Ela finge ser uma pessoa com a Clarice, enquanto planeja coisas tenebrosas. Ela é amante do Leonardo. A parceria deles é muito interessante porque foge de uma obviedade. São loucos um pelo outro ao mesmo tempo que um tenta manipular o outro o tempo todo. E há toques de humor muito bons. Eu e Ícaro gostamos muito de trabalhar juntos e espero que isso transpareça para o público".

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O que a televisão reserva para o telespectador em 2022?

 O país enfrenta o avanço da variante ômicron na pandemia do novo coronavírus. O avanço da vacinação tem ajudado muito, pois milhares de infectados têm apenas sintomas leves graças à vacina. Mas o aumento do número de casos, somado ao surto de influenza que também tem contaminado muita gente, tem acendido o sinal de alerta nos bastidores da televisão. As produções realmente poderão voltar ao 'normal' em 2022? Tudo ainda é incerto, mas há várias produções em andamento e outras prontas para a estreia. Vamos a elas: 





"BBB 22": 

A vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" foi um baita sucesso de audiência e repercussão. A expectativa para a nova temporada é elevada. Até porque terá Tadeu Schmidt no comando do reality, após a saída de Tiago Leifert da Globo ano passado. Mas o jornalista deve se sair bem, pois tem experiência no ao vivo em virtude do longo tempo que apresentou o "Fantástico" e há carisma de sobra. Resta saber o elenco escalado por Boninho. As especulações sobre o time camarote já se proliferam nas redes sociais. Arthur Aguiar, Naiara Azevedo, Jonathan  Azevedo, Ellen Roche e o jogador de vôlei Douglas Souza são alguns dos cotados. 

"Pantanal": 

O remake do fenômeno de Benedito Ruy Barbosa, exibido pela extinta TV Manchete em 1990, será adaptado pelo neto do autor: Bruno Luperi. A produção é uma das maiores apostas da Globo, que ignorou a novela da concorrente por muitos anos. Tanto que a emissora mal divulgou "Um Lugar ao Sol" e já anuncia a nova trama com bastante antecedência. A estreia está prevista para dia 14 de março e Alanis Guillen, grata revelação de "Malhação - Toda Forma de Amar", será a nova Juma Marruá. Jesuíta Barbosa, Osmar Prado, Juliana Paes (como a mãe de Juma) e Renato Góes são alguns nomes do elenco, incluindo Marcos Palmeira, que esteve na primeira versão da história.  A novela precisará ter de uma nova abordagem sobre o Pantanal, agora cada vez mais devastado pelas queimadas e vítima da incompetência do governo.