sábado, 14 de setembro de 2013

"Flor do Caribe" fica marcada pelo ritmo arrastado e chega ao fim sem empolgar

Após apresentar uma reta final entediante e completamente arrastada, chegou ao fim, nessa sexta-feira (13/09), "Flor do Caribe". A trama estreou tendo como missão reerguer o ibope do horário, cujos índices anteriores deixaram a desejar, vide "A Vida da Gente", "Amor Eterno Amor" e "Lado a Lado". Não conseguiu. A média geral em São Paulo fechou com 21 pontos, um ponto a menos que a impecável trama de Lícia Manzo, considerada um fracasso nos números.


A história de Walther Negrão começou fraca e sem qualquer atrativo. A obsessão do vilão em roubar a mocinha do mocinho era óbvia e os demais núcleos não empolgaram. A boa primeira impressão ficou por conta das lindíssimas imagens, bem usadas pelo diretor Jayme Monjardim. Entretanto, com o passar das semanas, a novela foi ganhando bons elementos. A temática do nazismo começou a ser melhor aprofundada (de uma forma bem didática, é bom dizer), a fuga de Cassiano (Henri Castelli) transmitiu a impressão de que uma grande vingança seria iniciada e a entrada de Daniela Escobar deixou claro que Natália e Juliano (Bruno Gissoni) formariam um lindo casal.

Parecia de fato que a trama engrenaria de vez. Porém, com o tempo, foi possível constatar que a obra seria recheada de altos e baixos, onde o ritmo arrastado seria um dos problemas. Poucas viradas ocorreram na trama e quase sempre o público se via diante de situações que se repetiam ou então não saíam do
lugar. Muitas vezes apelavam para as belíssimas imagens do Rio Grande do Norte para ocupar o tempo.

Cassiano passou a história toda dizendo que Alberto (Igor Rickli) pagaria por ter destruído seu romance com Ester (Grazi Massafera), mas acabou não fazendo nada e sendo apenas um mero observador. O núcleo cômico dos tenentes foi um equívoco. Thiago Martins, Max Fercondini e Dudu Azevedo se repetiram e era impossível ver alguma diferença na interpretação deles em relação aos seus papéis anteriores. Somente Thaíssa Carvalho se saiu bem. E o contexto tinha como objetivo fazer rir e inserir alguma adrenalina na trama. A comicidade não funcionou, mas cenas de ação foram bem feitas, apesar de algumas vezes terem ficado forçadas.

O casal Doralice (Rita Guedes) e Quirino (Ailton Graça) não foi bem desenvolvido e ser perdeu por completo. Walther merece elogios por ter tirado os atores de seus respectivos estigmas --- ele do tipo engraçado atrapalhado e ela da gostosona ----, porém, se equivocou na trama. O objetivo inicial seria abordar a paixão de Dora por seu enteado (Juliano), causando uma crise no relacionamento. Mas o autor se arrependeu e a solução foi transformar a cozinheira em uma mulher obcecada por ficar grávida, mesmo sabendo que era estéril. O resultado acabou afastando a personagem do folhetim, que só voltou no final para 'se despedir'.

Apesar do bom desempenho de Grazi Massafera, o casal protagonista não funcionou. O par abusava das declarações melosas e o único assunto que permeava a relação era a 'derrocada de Alberto'. Algo que cansou rapidamente. A trama do nazismo, apesar de ser um dos pontos altos, pecou na inverossimilhança com a idade dos envolvidos. Foi difícil acreditar que Samuel (Juca de Oliveira) era apenas uma criança quando Dionísio (Sérgio Mamberti) já era um adulto com mais de 40 anos. E tudo só piorou quando Manolo (Elias Gleizer) entrou na história, como melhor amigo de infância do pai de Ester.
Foi uma pena também ver uma atriz como Laura Cardoso ser colocada como mera figurante em um núcleo que nem sequer tinha importância para a trama. Sua Veridiana pouco apareceu, não fazendo jus ao talento da intérprete. E apesar do elenco enxuto, outros atores não tiveram o merecido destaque: caso de Bete Mendes e Cacá Amaral, por exemplo.

Ainda assim, é preciso elogiar a evolução do autor, que conseguiu escrever um folhetim mais bem construído e desenvolvido do que sua produção anterior: a fraca "Araguaia". Tanto que a obra também teve acertos. Embora Igor Rickli tenha começado inseguro e inexpressivo, o ator evoluiu a olhos vistos e terminou a novela sendo um dos destaques. Suas fortes cenas com a maravilhosa Cláudia Netto (Guiomar) foram impecáveis. Sérgio Mamberti e Juca de Oliveira engrandeceram a história com seus respectivos talentos, protagonizando excelentes sequências. A entrada do incrível Elias Gleizer e da ótima Inez Vianna também foi muito bem-vinda e melhorou o que já estava bom.

O casal Natália e Juliano transbordou química e a sintonia entre Daniela Escobar e Bruno Gissoni ficou evidente. Maria Joana e José Henrique Ligabue também formaram um bonito par, na pele de Carol e Lino. Luiz Carlos Vasconcelos e Cyria Coentro foram outros pontos positivos. Os atores protagonizaram emocionantes e difíceis cenas em todos os momentos em que Donato e Bibiana tinham que lidar com a ambição de Hélio (Raphael Vianna). E José Loreto merece elogios pela sua composição do Candinho, apesar do personagem ser uma figura repetitiva nas obras do autor e de ter ficado muitas vezes avulso na trama.

A última semana da novela foi entediante e a reta final marcou pela previsibilidade. O que não deixa de ter sido coerente com o que representou a história, porém, a cena final do último capítulo, vale ressaltar, foi excelente. Alberto fugiu da clínica psiquiátrica, viu o casamento de Ester e Cassiano e tentou se matar afundando no mar. Porém, foi salvo pelo casal protagonista. A amizade de infância do trio acabou sendo revivida naquele momento. O vilão olhou nos olhos dos dois e agradeceu, emocionado, encerrando a trama. A cena acabou demonstrando a inspiração do autor com o final de "Avenida Brasil", onde Carminha e Nina se reconciliam. Aliás, ele mesmo disse que a obra de João Emanuel Carneiro o inspirou para o desenvolvimento de "Flor do Caribe". Mas claro que as duas produções não são dignas de comparação.

Walther Negrão apresentou uma trama repleta de altos e baixos, mas soube se renovar e fugir de alguns vícios observados em tramas anteriores. A novela das seis foi um fracasso de repercussão e de audiência, mas não pode ser classificada como ruim. Apesar de não ter empolgado, "Flor do Caribe" --- que marcou 21 pontos no último capítulo, o mesmo índice de "Lado a Lado", mas tecnicamente inferior, já que na época a obra de João Ximenes Braga e Cláudia Lage enfrentava o prejudicial horário de verão ---- contou com uma boa direção de Jayme Monjardim, que soube usar muito bem os lindos cenários paradisíacos de Rio Grande do Norte, e exibiu uma história que fez jus ao horário das 18h. Em suma: uma produção bem feita, mas que, em virtude da trama desinteressante e arrastada, será facilmente esquecida.

42 comentários:

Felisberto Junior disse...

Olá!Bom dia
Sérgio
não sei se foi aqui que li isso, mas ,pelo jeito o ritmo muito parado e tranquilo da novela, só combinou e muito bem com o lindo cenário paradisíaco do Rio Grande do Norte, pois no contexto geral, W. Negrão não surpreendeu em nada.Tirando essa cena final que vc destacou , e as participações dos "veteranos" e a trama paralela do "nazismo" o que se viu foi uma novela arrastada, com diálogos intermináveis, previsível mesmo.Uma pena!
Vamos para a próxima!
Agradeço pelo carinho da visita
Belo final de semana
Abraços

Letícia disse...

Querido Sérgio,

sei que Flor do Caribe não foi lá estas coisas, mas ontem, me dei ao trabalho de ver o último capítulo. Meu caro, mas que capítulo final foi aquele, parecia um qualquer durante a drama. Não gostei e confesso que foi muito sem graça. OK. Reconheço que não vi a novela, não liguei a mínima para ela, não dei a menor bola, mas venhamos e convenhamos, foi um final sem emoção. A Grazy e o Henry não tem nenhuma química, não é aquele casalzinho que queremos ver o tempo todo junto, que mostra paixão... sei lá, é como se quisessem se evitar (também não tem sal).

Lamento muito que Laura Cardoso foi apenas um bibelô de luxo na novela, seria mais digno se deixasse ela curtir férias maiores depois de Gabriela e a escalasse para algo mais promissor, mas enfim, talvez a história que teria ser feito para ela não teve espaço na trama e a talentosa senhora ficou apenas como mais um elemento da paisagem.

Outro fator que me chamou a atenção no seu texto é que foi que a personagem de Sérgio Mamberti já tinha mais 40 anos quando participou do nazismo, então, como a guerra terminou a 68 anos, então já era um senhor centenário, mas como se pode usar da licença poética, então parecia bem menos. Enfim, é indelicado falar de uma obra que nem me dei o trabalho de acompanhar, mas confesso que pelo pouco que vi não perdi nada, absolutamente nada.

Desejo sorte para Joia Rara, pelo pouco que vi, o visual bastante bonito.

Uma abraço meu caro Sérgio e um excelente final de semana...

Maurício disse...

Flor do Caribe realmente não é de longe a pior nem a melhor das novelas! Vários altos e baixos mesmo! A única coisa que eu acho sobre o núcleo principal é com relação a Grazi. Ela teve um bom desempenho nessa novela, mas já não aguento mais ela interpretando mocinhas/boazinhas/inocentes/salvadoras da patria ou seja o que for. E outra: a caracterização é mais ou menos sempre a mesma, o cabelo é sempre loiro e cumprido, as características são sempre muito parecidas. Acho que o personagem mais diferente que ela fez foi a Deodora (acho que era esse o nome) em Tempos Modernos, em que ela começou meio que vilã e depois se tornou mais dúbia e tudo mais...

Nem é culpa dela essa repetição toda, mas acho que no fim das contas quem se prejudica é ela mesma, já que não consegue demonstrar que é capaz de fazer mais do que sempre esses mesmos tipos.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, gostei da sua análise. Para mim, Flor do Caribe mereceu nota oito: trama razoável, com destaque para Judaísmo x Nazismo, belas imagens, algumas ótimas atuações. Quanto ao capítulo final, dou nove: foram emocionantes as cenas do casamento de Ester e Cassiano, a condenação do Dionísio à prisão perpétua e a reação de Samuel e Manolo, e Ester e Cassiano salvando Alberto da tentativa de suicídio. Os demais desfechos foram previsíveis. Não entendi: Hélio foi condenado a seis anos de prisão, em cárcere fechado (como se ouviu em off)? O que me marcou foi a evolução do Igor Rickli como ator.

Luan Bruno disse...

Olá, Sérgio!

Acho que é a primeira vez que comento aqui, mas sempre acopanho seu blog. Vejo diariamente. Gosto muitos dos seus textos.

Concordo com tudo que você escreveu. Achei a novela muito arrastada. Mesmo sendo gravada em minha cidade (=D), não me despertou o desejo de acompanhar a trama.

Enfim, que venha "Joia Rara".

Abraço!

#Sucesso

MARILENE disse...

A novela foi muito fraquinha (rss), sem empolgar. As imagens, sem dúvida, um foco maravilhoso. Bjs.

Rita disse...

Serginho assisti sim essa novela, atores maravilhosos, mas acho que não foi aquele ctham sei la, final um pouco fraquinho, lua de mel com aquele louco a gente espera tanto e não tem empolgação
Minha mãe desanimou nesse final
Mas são coisas da Globinho, fazer o que...

Bjuss de bom final de semana

└──●► *Rita!!

Rita disse...

Teve partes boas sim, gostei,,,,,mas não foi la essas coisas não!!!!

Zilani Célia disse...

OI SÉRGIO!
UMA DAQUELAS NOVELAS QUE SE COMEÇA A VER SEM MUITO ESPERAR, DE MODO QUE NÃO TIVE GRANDES EXPECTATIVAS, POR TUDO QUE TÃO BEM FALASTE.
VAMOS VER A PRÓXIMA...
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Celina Alves disse...

Não acompanhei assiduamente a novela, sei que deixou a desejar, apesar de alguns ótimos atores. Assisti o final e achei bem sem graça!
BjoBjo querido;)
Celina Alves
Luxos e Luxos

Sérgio Santos disse...

Oi Felis. Pode ter sido, sim. Pois é, foi uma trama lenta e que não marcou. Não fará falta. abçs

Sérgio Santos disse...

Mas você tem razão, minha cara Letícia. O último capítulo foi chato pra caramba e só a cena final salvou, na minha concepção. Ester e Cassiano não funcionou mesmo e o casamento foi sem emoção. Até a fuga do Alberto ficou meio sem sentido, porque ele fugiu só pra ouvir o padre casar os dois. Mas a cena final foi bonita.

Sim, a trama do nazismo abusou da licença poética. Nunca liguei pra isso de idade, mas nesse caso ficou mt estranho, não há como negar.

Joia Rara promete mesmo e espero não queimar a língua. Beijão!

Sérgio Santos disse...

Maurício, é verdade. A trama não foi péssima, mas também passou longe de ser boa.

Sobre a Grazi, concordo. Eu a acho uma boa atriz e evoluiu a cada trabalho, entretanto, é fato que já está ficando estigmatizada como a mocinha pura. E realmente não é culpa dela e no caso da atriz, nem pega bem recusar papel, afinal, ainda tá no início da carreira.

Em Tempos Modernos ela fez uma vilã e se saiu bem, mas depois ela ficou boazinha. E aquela novela foi horrível. Enfim, abraços!

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Elvira. Olha, eu dou 6 e sendo bonzinho. O último capítulo dou a mesma nota porque achei muito chato. Não achei o casamento emocionante, mas a cena final foi excelente. O trio convenceu.

Sim, Hélio foi condenado em regime fechado, no entanto, mostraram ele feliz pescando. Acredito que tenha sido preso depois. A cena do Juca e do Elas foi linda, fato. Bjssssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Luan! Bom saber que vc me acompanha mesmo sem comentar. Agradeço o carinho. Foi uma novela cansativa. Joia Rara parece promissora. abçs

Sérgio Santos disse...

Exato, Marilene. Não empolgou. Ficaram as imagens bonitas mesmo. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Verdade, Rita, teve acertos ,mas os erros se sobressaíram. Realmente a fuga do Alberto e depois o momento em que ele desiste de fazer qualquer coisa foi um grande anticlímax. Bjssss

Sérgio Santos disse...

É verdade, Zilani. bjssss

Sérgio Santos disse...

Foi sem graça mesmo, Celina. E também não acompanhei muito a novela não. bjssss

Elisabete disse...

Uma visitinha para desejar um bom domingo.

eder ribeiro disse...

Houve época em que as novelas das seis eram assistíveis, mas ultimamente está difícil de assistir. Boa semana.

Bia Hain disse...

Oi, Sérgio! Acho que Lado a lado deu de dez a zero em Flor do Caribe, que me decepcionou bastante, e não obstante, me decepcionou mais ainda no último capítulo, hahaha, olha que isso é raro, visto que geralmente o último capítulo costuma ser bom! Tomara que a nova trama surpreenda. Um abraço!

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Elisabete. bjs

Sérgio Santos disse...

Eder, nem tanto. Lado a Lado foi excelente. Abçs

Sérgio Santos disse...

Bia, concordo plenamente. Nem se compara. E o último capítulo de FdC foi um dos mais entediantes que eu já vi. A próxima parece interessante mesmo. bjssss

Anônimo disse...

Primeira crítica que eu leio que presta.Li em vários lugares elogios e puxasaquismo em cima dessa novela que foi mais uma repetição desse autor que anda mais perdido que cego em tiroteio.Já foi tarde.

Anônimo disse...

Novela ruim!

Talue disse...

Bom dia Sérgio!

Ao contrário de vc, adorei a novela. Acho que o fato de ser uma novela solar e dos núcleos paralelos terem tido um bom destaque ajudou bastante. Sem contar o elenco primoroso, com destaque pra INCRÍVEL Cláudia Netto e pro Igor Rickli.

Quanto a audiência, a novela foi vista como um grande sucesso pela própria Globo. Desde Cordel Encantado nenhuma novela havia elevado o horário em mais de 3 pontos de média geral.
Sem contar que na época de Lado a Lado, Malhação dava 13/14 pontos de audiência, enquanto com Flor ela deu 14/15. Ou seja, não houve muita diferença entre o que ela e Lado a Lado recebiam de Malhação, e mesmo assim Flor teve uma audiência melhor.

Sobre Lado a Lado, bem, consigo enxergar 2 novelas: uma escura e com um ótimo texto, com histórias interessantes (até o capítulo 33); e outra mais clara, porém com um autor tentando transformar o Zé Maria em um "mártir nacional".
A primeira eu achei ótima, já a segunda eu tentei acompanhar mas achei completamente HORRÍVEL. Inclusive achei uma atitude totalmente egoísta do autor, não dar valor ao que o público achava dos personagens.

Abraços!

Filha do Rei disse...

Sérgio, foi uma novela que em muitos pontos deixou a desejar, mas sabe que gostei do último capítulo. Achei um achado do autor a cena final.

Anônimo disse...

A novela foi um fracasso assim como as outras anteriores.Os números provam isso e pelo visto a nova também será porque começou um um ibope bem baixo para o esperado.

Anônimo disse...

A estreia de Joia Rara humilhou essa novela, Sérgio!

Thallys Bruno Almeida disse...

Torci o nariz pra Flor do Caribe logo nas primeiras chamadas. Nada ali parecia promissor, haja visto o primeiro mês que foi uma chatice sem precedentes. Quando parecia que a novela iria decolar com o retorno de Cassiano e o primeiro confronto com o Alberto, foi só alguns capítulos. E a novela seguiu esse ritmo instável de alternar ação e marasmo.

E quanto ao último capítulo, a melhor coisa que fiz foi mudar de canal e ver o Rock in Rio, rs. Vez em quando voltava pra ver se o ritmo tinha melhorado, mas nada. Nem parecia final de novela. Bem condizente com o marasmo que foi a reta final. Valeu pelo autor ter encerrado os núcleos antes do finalzinho, mas ainda assim cenas mais atraentes poderiam ter sido criadas pra manter o interesse.

Aqui, o que considero que deu certo em Flor do Caribe:
1 - Sérgio Mamberti: um de nossos maiores atores não poderia ficar sub-aproveitado e Negrão lhe deu um verdadeiro presente, que foi o grande vilão Dionísio Albuquerque. Seu magistral talento fazia falta e, graças ao grande personagem, Mamberti tornou-se o grande nome de Flor do Caribe.
2 - Igor Rickli: depois de um fraco início, daria uma grande virada. Aproveitou cada sequência com os atores veteranos, surpreendeu e mostrou que tem potencial. Torço para que mantenha a experiência adquirida nos próximos personagens da carreira.
3 - Grazi Massafera: apesar de sua Ester não ter agradado como devia, nos bons momentos da trama, Grazi mostrou que não é mais uma promessa e interpretou algumas das melhores sequências de toda a carreira. Maturidade a olhos vistos. Mas ela precisa MUITO de papéis diferentes, como em As Cariocas e Aquele Beijo.
4 - Do elenco mais adulto, Luiz Carlos Vasconcellos e Cyria Coentro formaram um dos mais emocionantes núcleos de FdC: o drama de Donato e Bibiana com a ganância do filho Hélio. Foi bonito vê-lo retomando a humildade após ter sido preso e recomeçando, mas não entendi Hélio ser pescador, coisa que sempre odiou.
5 - Abordagem do nazismo através de Dionísio (nazista) e Samuel (judeu). A melhor trama de longe, apesar da estranheza na licença poética das idades dos atores na época da guerra. Juca de Oliveira esteve brilhante, especialmente na sequência do sequestro e tentativa de assassinato, ainda mais por não usar dublê. A entrada do Elias Gleiser foi muito bem-vinda e cada cena dos dois era um presente pro público.
6 - Daniela Escobar e Bruno Gissoni mostraram que diferença de idade não determina nada e o par Natália e Juliano foi de longe o melhor casal da mesma.
7 - Rita Guedes e Ailton Graça puderam respirar aliviados de não terem mais que interpretar sempre a gostosona (Rita) e o engraçadão (Ailton). Foi um acerto vê-los mostrando uma face mais dramática, mesmo na fase em que Doralice ficou insuportável. Ficou claro que WN não soube construir direito a possível paixão da personagem pelo enteado, o que provavelmente explicaria tanta inveja que ela sentia de Natália.
8 - Do elenco jovem, Zé Henrique Ligabue e Maria Joana Chiapetta formaram o segundo melhor casal da trama (Carol e Lino) e Raphael Vianna felizmente se desviou do risco de ser "ator de um tipo só" (como em AEA). E, apesar de Candinho ser um tipo propenso a irritar, José Loreto acertou em criar uma composição totalmente diferente do Darkson.
9 - Fotografia de bom gosto e fuga do eixo Rio-São Paulo (atualmente "fugindo" mais do Rio, já que Sangue Bom e Amor à Vida são "paulistas"). As belíssimas paisagens do litoral e dunas do Rio Grande do Norte valorizaram o clima solar da trama. Se bem que a beleza do elenco jovem acabava ajudando um pouco tbm.

O que não deu certo:
1 - Instabilidade da trama. A novela estreou totalmente desinteressante, evoluiu após um mês, mas o bom ritmo não foi constante, alternando momentos de pura ação com outros de total marasmo.
2 - Henri Castelli sempre igual nos trejeitos e na interpretação. Cassiano foi o mocinho mais sem atitude que já vi nos últimos tempos.

Thallys Bruno Almeida disse...

(continua)
3 - Ester e Cassiano não funcionaram, não tiveram química e e foram ofuscados totalmente por Natália e Juliano e, em menor escala, por Carol e Lino.
4 - O núcleo dos tenentes teve pouquíssima função, ligada ao núcleo Dionísio e às caçadas de Cassiano ao vilão. A maioria de suas cenas pouco agregava e, das atuações, só a Thaíssa Caravlho se saiu bem.
5 - A pouca valorização de Laura Cardoso. Após a brilhante Dona Doroteia de Gabriela 2012, sua Veridiana poderia ter sido melhor aproveitada. Ainda assim, Laura nos presenteou a cada cena em que sua personagem tinha algum destaque, especialmente no retorno de Maria Adília (Inez Vianna), mãe de Candinho (Zé Loreto) e Lino (Zé Henrique Ligabue). Bete Mendes e Cacá Amaral foram outros mal-aproveitados.

Para o pessoal da emissora oferecer uma festa ao elenco e equipe de Flor do Caribe por ter elevado a audiência, a coisa deve ter sido feia. Mas fica a ironia do destino: Flor elevou a média em 3 pontos, mas sem o horário de verão era pro último capítulo ter marcado mais.

No fim das contas, uma novela apenas mediana. Nota 6,5, no máximo 7. Valeu pelos pontos positivos e por superar Araguaia, mas perto de Joia Rara já não tem a menor chance. Não vai deixar tanta saudade assim. Abçs!

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário e pelo elogio, anônimo. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Boa noite, Talue. Respeito você ter gostado e concordo que Igor e Cláudia foram ótimos.

Porém, a média geral ficou em 21 pontos, um ponto a menos que a média de A Vida da Gente, considerada um fracasso. Portanto não tem lógica dizer que essa foi melhor. Ainda deu o msm ibope no final que LaL, com a diferença que a anterior enfrentou o horário de verão e essa nem isso. Grande sucesso não foi mesmo. Analisando friamente e sem levar em conta gostos pessoais, ambas foram fracassos.

Concordo que aquela tentativa de transformar o Zé em heroi era ridícula e critiquei muito na época, mas não acho que tenha prejudicado a linda novela que foi. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Cléu, obrigado pelo comentário. bjs

Sérgio Santos disse...

Anônimo, concordo, porém, não tem como saber se Joia Rara tb será fracassada. Ela acabou de começar. abç

Sérgio Santos disse...

Olha, anônimo, concordo.

Sérgio Santos disse...

Thallys, concordo com todo o seu comentário. Nem vou acrescentar mais nada. Só não achei o Henri tão ruim, achei ele bem nas vezes em que vi a novela. Só achei o Cassiano um mocinho ridículo. Abçss

Sérgio Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Talue disse...

Sérgio, mas A Vida da Gente veio depois de Cordel Encantado. Cordel deu 26 de média e AVDG deu 22, caiu 4 pontos. Por isso era considerada fracasso, não pela média em si, mas o fato de derrubar 4 pontos da antecessora.

Amor Eterno Amor, por exemplo, pode ser considerada mais sucesso que AVDG, apesar de uma repercussão BEM menor. Teve 23 de média, ou seja, SUBIU em relação a AVDG. Mesmo ponto em relação a Lado a Lado, caiu incríveis 5 pontos em relação a AEA, daí o fracasso.

Flor do Caribe subiu a audiência da Globo e chegou a ganhar de Sangue Bom por TRÊS vezes. Sem contar que o recorde de audiência de Sangue Bom é o MESMO que o de FDC (28 pontos), um grande feito pra uma novela das 18h, porém uma lástima pra uma das 19h! Acho que isso explica porque a emissora ficou tão feliz com os índices (fizeram festa e tudo! Se não me engano isso só tinha acontecido antes com Fina Estampa e Avenida Brasil).

PS: Vc viu a audiência péssima de Joia Rara neste sábado? 13 PONTOS! Fico com medo das autoras acabarem mudando alguma coisa na novela por causa da baixa audiência =/

Abraços Sérgio!

Sérgio Santos disse...

Não, Talue, foi considerada fracasso porque a meta da Globo para o horário é 25 pontos, no mínimo. Ficou 3 abaixo. Flor do Caribe ficou 4 abaixo. Amor Eterno Amor foi tão fracassada quanto AVDG, e, como vc bem disse, com uma repercussão infinitamente inferior.

Flor do Caribe ganhar de Sangue Bom não é vantagem, uma vez que Sangue Bom também é outro fracasso.

Sobre Joia Rara, eu vi. Realmente a média semanal foi um desastre e os índices iniciais estão desanimadores. Se continuar como está será mais um fracasso para o horário, o que pra mim será uma lástima, assim como Lado a Lado e A Vida da Gente, que considerei duas obras lindas e impecáveis. Abraços!!!