sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

"Dona de Mim" foi uma novela de 'quases'

 Após 218 capítulos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (09/01), "Dona de Mim", a novela das sete mais longa depois de "Caras e Bocas", trabalho bem-sucedido de Walcyr Carrasco, exibido em 2009. Escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, a trama fechou seu ciclo como um sucesso. Elevou em três pontos a média do folhetim anterior. A autora segue como a rainha do horário. No entanto, a produção teve uma repercussão bem abaixo dos seus fenômenos anteriores, vide "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso" (ambas escritas com Paulo Halm), além de "Vai na Fé". E foram muitas as críticas sobre o desenvolvimento da obra.


A premissa de "Dona de Mim" era excelente. Uma mulher que perdeu sua bebê com seis meses e foi parar como babá de uma menina que tinha o mesmo nome que ela daria para a filha. E o início da história arrebatou o público. Tudo agradou, até os núcleos paralelos, e o folhetim se mostrou promissor. A construção do vínculo entre Leona (Clara Moneke) e Sofia (Elis Cabral) esbanjou delicadeza, assim com todos os laços criado aos poucos da protagonista com a família Boaz.

No entanto, ao longo das semanas, havia aquela sensação de que faltava um algo a mais. Não tinha um arco narrativo mais sólido para Leona e a impressão era de que a obra ainda estava no preâmbulo. Havia uma dúvida sobre a hora em que a história se iniciaria de fato. E foi a partir daí que os 'quases' se estabeleceram na narrativa.

Isso porque a chegada de Vanderson (Armando Babaioff) causou aquele impacto e houve uma expectativa para maiores viradas na produção. Mas ficou no quase. O pai biológico da Sofia aterrorizou um pouco no começo, mas depois aconteceu um novo ciclo muito mal conduzido na história: a questão envolvendo a guarda da menina. O 171 ganhou a guarda provisória da filha na justiça, mesmo não tendo residência fixa e nem emprego. Não deu para engolir. 

A chegada da Nina (Flora Camolese) também promoveu uma quase virada. A filha de Filipa (Claudia Abreu) voltou de viagem, após um afastamento traumático da mãe, mas o seu retorno não provocou uma mudança prática na narrativa. Tudo seguiu basicamente a mesma coisa e os seus conflitos se basearam em uma troca de ironias com a mãe e a chegada de um ex-namorado traficante que não durou muito tempo. Até porque a personagem logo se aliou a Jaques, que conseguia tudo o que queria sem muito esforço e ou maiores empecilhos. 


Já a morte de Abel (Tony Ramos), o personagem mais querido do enredo, era a última chance de Rosane promover uma virada verdadeira em sua novela. E a própria autora declarou em muitas entrevistas que o ator sabia que sua passagem na produção seria curta porque havia a necessidade dessa reviravolta. O acidente trágico, provocado por Jaques, resultou na sequência mais incrível da novela, tanto nos efeitos especiais quanto na preparação para aquela catarse acontecer. E os desdobramentos do falecimento do empresário emocionaram os telespectadores diante de tantas excelentes atuações, principalmente da grandiosa Suely Franco como dona Rosa. Após a tragédia, a nova fase do enredo foi iniciada. Mas novamente ficou no quase. A virada prometida não aconteceu de fato e ainda provocou a saída de Vanderson, acusado injustamente pelo crime. A morte de Abel serviu apenas para sobressair a vilania de Jaques, mas as suas maldades eram tão repetitivas que não saíam do lugar, assim como toda a novela. Ou seja, a eliminação do personagem mais amado resultou em mais um erro. 


Jaques assumiu a presidência da Boaz, fruto de sua obsessão, mas o personagem seguiu proferindo basicamente o mesmo texto, só que com o foco na demissão dos funcionários para a modernização da empresa de lingerie. Um assunto chato que se estendeu ao longo de toda a novela. E o personagem ter se dado bem o tempo todo foi outro problema. Todo mundo sabe que um folhetim precisa que os vilões triunfem para os os bonzinhos sofram e tenham conflitos. Mas as vitórias do Jaques em nada afetavam a vida da Leona. Aliás, outro erro da novela foi a ausência de uma antagonista para a protagonista. Houve uma certa quantidade de críticas sobre o excesso de vilões na história, mas isso nunca foi uma questão, até porque é uma delícia quando os próprios vilões criam rivalidades e se enfrentam. Quanto mais malvados em uma obra, melhor para os dramas. Só que em "Dona de Mim" todos os perfis sem caráter tinham o mesmo objetivo: roubar dinheiro da fábrica. Isso fez com que cada um perdesse a sua força. E nenhum deles enxergava a Leona como um problema. Ela não representava nada para ninguém. Tanto que a única vez que a babá da Sofia se mostrou um mínimo obstáculo para Jaques, acabou demitida facilmente por uma falsa acusação de furto. Já Tânia (Aline Borges), Ricardo (Marcelo Pasquim), Danilo (Felipe Simas) e Patrícia (Juliana Martins) ---- que foi só uma participação especial --- pouco se importavam com ela.


O arco da protagonista foi deficitário e faltou uma história para chamar de sua. Leona viveu em função da Sofia a novela inteira e até suas decisões, envolvendo sua faculdade, seu trabalho e seus namoros, foram tomadas de acordo com sua relação com a menina. Rosane declarou que as duas eram o casal principal da novela, assim como Alberto (Antônio Fagundes) e Paloma (Grazi Massafera) em "Bom Sucesso". Então, é possível afirmar que esse par viveu um relacionamento tóxico do início ao fim. Ainda houve uma falha na estrutura do roteiro sobre o ambiente familiar da criança. Os roteiristas não se decidiam se ela era negligenciada ou amada e cuidada pela família. Tudo dependia da conveniência do roteiro. Para que a guarda ficasse com a Leona, em uma decisão estapafúrdia do juiz, foi colocado que ninguém naquela família tinha tempo para cuidar da menina. Mas para ter cenas fofas em família, durante as passagens de tempo ou até mesmo para promover alguma reunião bonita, havia acolhimento, amor e uma base sólida para a criança. Até mesmo a relação de Sofia e Samuel (Juan Paiva) foi prejudicada para promover o término do namoro do rapaz com a babá e mostrá-lo como um egoísta, algo que nunca foi. Até o Abel tinha tempo para ficar com a filha e Samuel não. 


E por falar em namoro, as indecisões amorosas de Leona também cansaram. Colocar protagonista para viver triângulos amorosos com o intuito de gerar divisões de torcida às vezes dá certo, mas em outras acaba despertando o ranço do público. Até mesmo a Eliza, de "Totalmente Demais", gerou antipatia quando ficou na dúvida entre Artur (Fábio Assunção) e Jonatas (Felipe Simas). Virou uma sonsa. O mesmo aconteceu com Leona, que flertava com Marlon enquanto estava com Samuel, depois terminou com Samuel por causa da Sofia, depois voltou com o Marlon (Humberto Morais), e depois terminou com o mocinho por causa de uma crise também causada pela sua relação com menina e que explodiu com a recusa de Leona em pegar o buquê no casamento de Kami (Giovana Lancellotti). 


Infelizmente, vários núcleos paralelos também não funcionaram. A trama da batalha de rima envolvendo Jeff (Faiska Alves) e Dandara (Cecilia Chancez) teve um ótimo início, mas ficou repetitiva e sumiu da história. O enredo gospel de Jussara (Vilma Melo) com Alan (Hugo Resende) também não deu certo e as cenas cômicas de todo o processo de inicialização do policial na igreja evangélica eram uma bobagem. Até um dos mais promissores enredos teve um desenvolvimento bastante questionável: o casamento de Gisele (Luana Tanaka) e Ayla (Bel Lima). Gisele não queria ser mãe, mas Ayla fez uma inseminação clandestina e o drama das duas tinha tudo para render grandes momentos. Só que transformaram a relação lésbica em um 'quarteto amoroso' com a entrada de Caco (Pedro Alves) e Breno (Gabriel Sanches), um casal gay que assumiu o filho das duas porque Caco foi o doador do esperma. Os quatro passaram a protagonizar momentos supostamente engraçados que não agradaram. Tanto que os casais não caíram no gosto do público e tiveram uma repercussão praticamente nula nas redes sociais. Aliás, analisando friamente, a personagem com um final mais infeliz foi a Gisele, que não queria ser mãe, foi 'obrigada' a aceitar e ainda terminou com duas crianças e mais dois homens morando com ela, além de duas sogras insuportáveis. É importante ressaltar que os atores foram ótimos, os desdobramentos da história é que foram ruins. 


O núcleo do kickboxing também nunca chegou a empolgar. Foi uma tentativa de Rosane de copiar a trama bem-sucedida de "Malhação Sonhos", escrita com Paulo Halm em 2014, mas os dramas pareceram todos requentados e ficou no quase quando parecia deslanchar. A volta de Heideguer, interpretado pelo grande Odilon Wagner, prometia uma virada no esquema de apostas comandado por Barbara (Giovana Cordeiro). Mas o vilão só apareceu duas vezes em ligações telefônicas e as ações foram colocadas com um intermediário. Até a catarse do flagra dos crimes cometidos, graças ao herói Marlon, não resultou em grandes momentos.


Outro ponto que merece críticas foi o desenvolvimento amoroso de Filipa. Foi um prazer ver Claudia Abreu de volta às novelas e com uma personagem tão rica dramaturgicamente. A abordagem sobre a bipolaridade foi muito bem trabalhada por Rosane e valeu a pena ver uma questão emocional tão complexa em um folhetim. No entanto, não deu para engolir a relação da viúva de Abel com Jaques. O vilão abusou dela de várias formas e tinham bastante cenas com música romântica e situações 'bonitinhas'. O texto ainda reforçava o tempo todo que a mulher era constantemente enganada, mas os acontecimentos demonstravam o contrário. Filipa não sabia que era dopada e que Jaques assassinou o próprio irmão, mas ela sempre soube que o cunhado não tinha caráter, que trouxe o Vanderson para tirar a Sofia de Abel, que tinha obsessão pela fábrica e chantageava o irmão, que queria demitir os funcionários da empresa e que armou para a demissão da Leona. E ainda sabia que Samuel tinha certeza que o tio era um assassino. Um pouco demais fingir que a personagem acreditava em Jaques. Para culminar, Filipa ainda ficou com Danilo nas últimas semanas e teve seu final feliz ao lado do sujeito que orientou Jaques a sabotar os freios do carro para matar Abel. Como assim? Em que contexto isso seria minimamente aceitável?


É preciso ainda mencionar falhas na trajetória de outros personagens, como Ricardo e Tânia. O advogado foi atropelado por um caminhão e ficou um longo tempo em coma, mas assim que acordou foi morto por Jaques. Qual o sentido? Foi frustrante aguardar por uma virada que não veio. E por qual motivo o vilão preferiu esperar o ex-aliado acordar para matá-lo? Não era mais fácil se livrar dele enquanto estava em coma? Até mesmo Tânia acabou prejudicada na reta final. A vilã era a mais interessante e complexa do time dos 'malvados', mas teve bem menos destaque do que merecia e o seu auge era para ter sido na hora da derrocada de Jaques. Mas o vilão praticamente sumiu da trama justamente quando era o momento do público acompanhar a sua desgraça e Tânia ficou ao seu lado em uma casa abandonada. Não teve lógica a mulher ficar sozinha com um psicopata que só não a matou porque não quis. A única 'humilhação' que a ex fez com o assassino foi exigir que cozinhasse pra ela. Nos último capítulos, ainda ajudou o vilão em seus planos e se humilhou por seu amor pela enésima vez. O mesmo erro da Gisele (Sheron Menezzes), a vilã em "Bom Sucesso", que ficou subserviente do parceiro até o final e só no último capítulo deu a volta por cima. Decepcionante. 


E a volta de Ellen (Camila Pitanga), que veio com o marido, Hudson (Emilio Dantas), e o 'enteado', Igor (Theo Matos) na reta final também mergulhou na sina dos 'quases' da produção. A mãe da Sofia tentou ficar com a guarda da menina, o que resultou em mais uma maçante audiência, e depois usou a criança para aplicar golpes junto com a sua família torta. É sempre um prazer ver Camila em cena e a atriz protagonizou ótimas situações com o igualmente talentoso Emilio e o pequeno gênio Theo Matos, mas no conjunto da obra o retorno da personagem acrescentou pouca coisa e manteve a história andando em círculos. O pior é que ficou parecendo que Leona só se reaproximou de Samuel porque ele é o caminho mais fácil para que ela esteja sempre ao lado de Sofia. Uma pena porque o casal teve uma linda construção no começo, mas a impressão final é que a protagonista não sentiu falta dele e, sim, do convívio diário com Sofia. Ela precisava de uma terapeuta.


Porém, mesmo diante de tantos problemas, a novela teve qualidades que não podem ser ignoradas. O texto de Rosane e sua equipe é sempre um primor e não foi diferente agora. A abordagem do Alzheimer de Rosa foi trabalhado com brilhantismo e foram inúmeras cenas maravilhosas de Suely Franco, uma veterana valorizada como merecia. A questão da saúde mental teve uma boa estruturação. A saga de Kamila foi outro grande acerto e ganhou intensidade dramática com o estupro sofrido pela personagem, o que proporcionou as melhores cenas da carreira de Giovanna Lancellotti. A trajetória de Ryan foi outro trunfo da narrativa, que fugiu daquele maniqueísmo de bem contra o mal e explorou todas as complexidades da vida de um ex-detento que se viu refém do crime por um longo tempo, até conseguir se livrar de vez (e graças a uma licença poética válida da ficção, já que na vida real não sairia vivo). L7nnon foi a maior revelação da novela. 


O elenco foi repleto de talentos e a escolha de Clara Moneke para viver a personagem central foi certeira. Leona nunca foi ofuscada ao longo do tempo e, mesmo com seu arco deficitário, teve destaque o tempo todo --- ao contrário do que aconteceu com as protagonistas negras de "Garota do Momento" e "Vale Tudo". Qualquer telespectador identificava nela a figura de protagonismo. Humberto Morais brilhou como Marlon e chegou para ficar; Ernani Moraes esteve bem demais como Seu Manuel; Cyda Moreno fez de Yara um sol na trama; Vilma Melo se destacou como a chata Jussara; a já citada Claudia Abreu foi extraordinária; Tony Ramos engrandeceu a obra; e que show de Aline Borges como Tânia. Marcello Novaes viveu um grande momento como Jaques; Rafael Vitti convenceu como Davi e teve química com Giovana Cordeiro, ótima como Barbara; Juan Paiva emocionou como Samuel; Bel Lima e Luana Tanaka tiveram uma linda sintonia; e quantas revelações que surpreenderam, como Cecilia Chancez (que já tinha brilhado em "Vicky e a Musa"); Nikolly Fernandes (Stephany); Pedro Henrique Ferreira (Lucas); Faiska Alves; Pedro Fernandes (Peter) e Haonê Thinar (Pam).

Já o trio infantil merece um parágrafo especial. Elis Cabral foi a maior surpresa do ano. É impressionante como a câmera gosta dela. A menina protagonizou uma sucessão de cenas dificílimas e conseguiu transmitir naturalidade em todas. É sempre mais difícil para uma criança interpretar momentos tristes ou de trocar o texto com os adultos de forma harmônica, mas Elis tirou de letra. Ela nasceu para isso. E Lorenzo Reis não fica atrás. Dedé foi um poço de carisma e o menino foi o responsável pelas cenas mais engraçadas da novela, que não teve muito respiro ao longo dos meses. Sua sintonia com Giovanna e L7nnon era uma delícia e o trio funcionou desde o começo. Sua parceria com Elis foi outro êxito. O pequeno Theo Matos só entrou na história na reta final, o que foi uma pena, mas também merece reconhecimento, após dois ótimos trabalhos em "Mar do Sertão" e "Fuzuê". Ele teve uma gostosa parceria com os gigantes Emilio Dantas e Camila Pitanga. 


As emoções finais da trama não empolgaram. A baixa repercussão dos capítulos nas redes sociais refletiram os acontecimentos repetitivos do enredo. Ellen ganhou um habeas corpus, mas preferiu fugir com Hudson para seguir aplicando golpes. Davi sofreu um acidente de moto com Barbara em uma cena muito mal realizada e o intuito da internação do rapaz foi a volta de Jaques, que doou sangue para o filho e depois incendiou a Boaz. Por sinal, o incêndio virou uma constante nos finais dos folhetins de Rosane. Aconteceu o mesmo em "Malhação Sonhos", "Bom Sucesso" e "Vai na Fé". O irmão de Abel ainda sequestrou Filipa, que deu uma pancada na cabeça do mau-caráter e conseguiu fugir. Pouco tempo depois, Jaques apareceu no evento de reinauguração da Boaz e atirou em Leona. Uma tentativa de colocar o grande vilão em um embate direto com a mocinha, algo que nunca aconteceu ao longo da narrativa. Mas ficou forçado, uma vez que o seu alvo sempre foi Samuel. 

O último capítulo foi bem realizado, com exceção da parte inicial com Jaques ameaçando atirar e logo depois sendo rendido. Foi tudo tão rápido que serviu apenas para cumprir a cota de 'tensão' antes dos finais felizes. Leona conseguiu realizar seu sonhado desfile de corpos diversos, Samuel a pediu em casamento, eles se casaram e ela contou que estava grávida. Foram cenas bonitas, incluindo o flashback de Samuel com Abel ajeitando sua gravata e o neto trazendo Rosa de volta para a lucidez. Vale destacar também a despedida de Ellen e Hudson, que foram abraçar Sofia e desejar felicidades aos noivos. Já o desfecho de Jaques foi o mesmo de todos os vilões de Rosane: na cadeia em uma cena breve na cela. A parte mais atrativa foi a visita de Davi, que vomitou seu desprezo pelo pai. Já Tânia terminou rica, mas se interessando por outro cafajeste que certamente a fará de idiota pelos próximos anos. Mas o melhor final foi o de Kamila. A personagem surgiu entrando na casa do "BBB 26" feliz da vida. Um desfecho que foi a cara dela. A última sequência foi a reunião do elenco dançando no casamento de Leona. 


"Dona de Mim" foi a pior novela da carreira de Rosane Svartman até então, o que é normal na vida de qualquer novelista. No caso da autora, entretanto, segue invicta no quesito audiência e desconhece o significado de fracasso. É uma pena que a narrativa tenha deixado tanto a desejar e decepcionado em vários desenvolvimentos. A produção foi muito prejudicada com o prolongamento, ordenado por Amauri Soares antes mesmo da estreia, mas os problemas seriam os mesmos com menos capítulos. Ficou perceptível a deficiência em vários arcos dramáticos, independente da duração da obra. Resta torcer para que tudo o que não funcionou na trama não seja repetido no próximo trabalho da escritora, que sempre foi dona de si e soube envolver o público com suas produções. 

2 comentários:

Chaconerrilla disse...

Filipa e Danilo tinham tanto potencial... Uma pena!

Anônimo disse...

A dupla Rosane e Paulo é muito melhor que a Rosane sozinha! Achei "Vai na fé" superestimada (para mim, é uma novela ruim) e "Dona de mim" é ainda pior. Concordo com o comentário acima sobre Danilo e Filipa. Eles tiveram um começo tão lindo para depois ele mudar de lado e fazer coisas horríveis. Ele era frustrado com a vida, mas não era ruim. Sei lá, me pareceu uma descaracterização a forma como foi feita. Enfim... Sempre é um prazer ver o Felipe Simas em cena. Ele é espetacular. Não preciso nem falar da Cacau, né? Que ATRIZ! Ela faz valer o título da profissão que escolheu.