quarta-feira, 9 de julho de 2014

Bons personagens, elenco talentoso e texto sarcástico seguem sendo os pontos fortes de "Pé na Cova"

A terceira temporada de "Pé na Cova" chegou ao fim nesta terça-feira (08/07) fazendo o mesmo sucesso das duas anteriores. E devido ao bom retorno da audiência, a Globo já garantiu a quarta temporada para janeiro de 2015. O fato da história escrita por Miguel Falabella ---- tendo colaboração de Artur Xexéo, Antonia Pellegrino, Alessandra Poggi, Flávio Marinho e Luiz Carlos Góes ----- ter estreado em janeiro de 2013 e ainda estar no ar é um feito e tanto, principalmente em um período onde a emissora tem evitado produzir séries muito longas, com exceção de "A Grande Família" (em seu último ano) e "Tapas & Beijos".


Mas na terceira temporada ficou mais evidente que o que sustenta a série é o texto. Repleto de críticas subliminares, acidez, deboche, escárnio e muito trocadilhos em torno dos erros de português dos personagens, a história diverte ao mesmo tempo que faz refletir a respeito de muitas mazelas sociais e problemas sócio-culturais do país. Este é o ponto forte da produção  e o maior merecedor de elogios. Miguel Falabella é um gênio da escrita e comprova isso sempre que se propõe a escrever um seriado cômico ou uma novela (gênero que segundo ele nunca mais irá se aventurar).

E obviamente que o elenco muito bem escalado (que foi crescendo ao longo das temporadas) é outro ponto forte de "Pé na Cova". Sabrina Korgut (Adenóide), Lorena Comparato (Abigail), Luma Costa (Odete Roitman), Mart`nália (Tamanco), Falabella (Ruço), Maurício Xavier (Marcão/Marcassa), Alexandre Zacchia (Juscelino), Karin Hills (Soninja), Karina Marthin (Giussandra), Marcelo Picchi (Deputado Sebonetti),
Daniel Torres (Alessandersson), Gabriel Lima (Sermancino), Rubens de Araújo (Floriano), Niana Machado (Babá), Helady Araújo (Dircéia/Gorda), Magno Bandarz (Clécio), Diogo Vilela (Dr. Zoltan) e especialmente Eliana Rocha (Luz Divina) e Marília Pêra (Darlene), formam um ótimo e entrosado time, onde as atuações são merecedores de elogios, assim como a construção dos divertidos e sarcásticos personagens.

Entretanto, apesar destas qualidades, a série peca na história. Poucos são os acontecimentos interessantes e até mesmo o foco central, voltado para a funerária F.U.I., foi ficando de lado com o tempo. Quase sempre o conteúdo é voltado para o que está sendo dito e não 'vivido'. Tanto que na maioria das vezes os personagens estão conversando sobre determinadas situações, justamente com o intuito de explorar o texto repleto de sarcasmo e referências do autor. Praticamente não se vê conflitos e muito menos problemas a serem enfrentados.

Nesta terceira temporada, até houve uma tentativa de investir um pouco mais no enredo, através do incêndio na funerária e no drama envolvendo a paternidade de Ruço (no caso, Clécio seria seu filho, o que foi desmentido no final, quando foi revelado que Juscelino era o verdadeiro pai do rapaz), mas ficou perceptível que não é mesmo o ponto forte da série.

E a fase de 2014 também serviu para evidenciar a importância de Marília Pêra. Em virtude de um sério problema do quadril, a atriz precisou se afastar das gravações e só retornou no penúltimo e último episódios. Darlene fez muita falta e sua ausência enfraqueceu a história, que ficou sem um de seus pilares. E a entrada do ótimo Diogo Vilela não conseguiu suprir o momentâneo afastamento da personagem, uma vez que Dr. Zoltan acabou não sendo um perfil muito interessante e nem engraçado. Embora o ator seja talentoso, o papel ficou ofuscado na história.

Tanto que, fazendo uma comparação, pode-se constatar sem grandes dificuldades que a terceira temporada foi bem mais fraca que a primeira e a segunda, justamente por causa da saída temporária de Darlene, evidenciando a fragilidade do enredo, que necessita dos personagens sempre juntos, sob o risco de faltar história e isso transparecer para quem assiste.

Mas apesar de todas estas questões envolvendo o conteúdo ficcional da série, o elenco, o texto e os bons personagens seguem sendo os pontos fortes de "Pé na Cova", cuja terceira temporada fechou seu ciclo com fôlego para uma quarta. E além de escrever mais uma leva de novos episódios (em parceria com seus colaboradores), Miguel Falabella ainda lançará uma nova série, chamada de "Sexo e as nega", inspirada no seriado "Sex and the city", protagonizada por personagens que vivem na cidade alta de Cordovil, que têm os mesmos problemas que as nova iorquinas. Uma das atrizes principais, inclusive, será Karin Hills, que acabou saindo da trama do Irajá para se dedicar ao novo projeto ---- em seu lugar entrou a ótima Mary Sheila, para viver a Soninja depois de uma plástica radical.

E entre os problemas e as qualidades de "Pé na Cova", não há como negar que as qualidades se sobressaem, justamente por estarem presentes no texto ferino, nos personagens caricatos e na interpretação do elenco que sempre se destaca em cena. A quarta temporada que estreará em 2015 é consequência destes acertos da série.

33 comentários:

Felipe disse...

Particularmente acho essa série muito ruim. Como está bem colocado no texto, eles falam muito sobre situações e pouco há história. É chato e cansa. Sei que muitos acham a 'genialidade' do autor com suas críticas sociais incrível, mas os personagens não passam de meras caricaturas. E caricaturas exageradíssimas.

OX disse...

Gostei da série na primeira temporada mas depois me cansei. Caiu na repetição e falta um enredo de fato. Os personagens ficam avulsos conversando e relatando fatos com o intuito de fazer rir através do sarcasmo. A ideia funcionou no começo mas já deu. Não sabia que teria uma quarta temporada e sinceramente,Sérgio, não vejo fôlego pra mais.

Anônimo disse...

Concordo com a postagem. Isso é o ponto forte porque em matéria de enredo não há nada que preste, só uma bobajada.

Thallys Bruno Almeida disse...

Falando por mim, ainda vejo fôlego pra mais uma temporada. É bem verdade que a série teve um desvio de foco (de início brincava mais com os temas relacionados à morte, agora tem ido mais para o drama e a crítica social), mas ainda acho o texto do Falabella bastante rico e ácido. Grande parte do elenco brilha (até mesmo a babá com seus "piranha!"), acho os personagens fantásticos e mt bem desenvolvidos e a série ainda me diverte. Não acho que tenha cansado.

Foi benéfico pro Ney Latorraca ter saído, uma vez que Dr Zoltan não rendeu muito, apesar do Diogo Vilela ser ótimo. Marília Pêra fez falta, mas a equipe fez questão de mostrar que sentia isso em um dos episódios (o terceiro).

Arrisco dizer que Pé na Cova seja o melhor trabalho de Falabella no campo das séries. E ainda curto muito.

Anônimo disse...

SÉRIE PAVOROSA! DISCORDO DO TEXTO, SÓ CONCORDO COM O TALENTO DO ELENCO, E AINDA ASSIM TIRANDO AQUELA LOIRA QUE TÁ SENTADA NA PONTA DO SOFÁ E O DANIEL TORRES, ALÉM DAQUELE TAL FILHO DO RUÇO QUE PELO QUE TÁ POSTADO NO SEU TEXTO NEM É FILHO.

Amanda Ventura disse...

Pé na Cova é de longe a minha série preferida entre as atuais. Foi com ela que me rendi ao Miguel Falabella. Confesso que nunca fui fã de Sai de Baixo e Toma Lá da Cá, até porque não gosto de programa humoristico com plateia e claque. Como Pé na Cova fugiu deste gênero, passei a reparar mais no texto, que acho genial.

Não me incomoda a falta de uma história com mais conflitos. O foco é mesmo no texto e na caracterização dos personagens, nas situações do dia a dia.

Marília fez mesmo muita falta nesta temporada. Em compensação, Eliana Rocha se destacou ainda mais com sua hilária Luiz Divina. Paula Frascari se saiu muito bem como Darlene jovem, imitando com perfeição os trejeitos da personagem. E Falabella brilhou com seu cativante Ruço, que diverte e emociona sempre.

Acho que o programa ainda tem gás pra outra temporada, pois a criatividade de Falabella e seus colaboradores parece ser inesgotável.

Anônimo disse...

Sérgio, aquele Thallys mais uma vez falou de vc pelas costas em forma de ironia. Cuidado com esse doente.

Ana Carolina disse...

Sérgio, cheguei a gostar dessa série no começo mas depois eu me cansei. Concordo com alguns comentaristas e com o que você mesmo colocou na postagem sobre não ter trama.

Mayra disse...

A única coisa boa dessa série pra mim é a Marília Pêra e a que faz a Luz Divina.

Rita Sperchi disse...

Serginho meu querido, apesar de gostar muito do Falabella, assisti bem pouco essa serie, mas ele tem la seu talento como tantos .....então minha opinião é bem leve
Bjuss de boa semana


└──●► *Rita!!

Bia Hain disse...

Oi, Sérgio, como vai?
Eu gosto demais de Pé na Cova! Darlene, Bá, Luz divina, são demais! Além do enredo diferente do usual e de personagens original, acho legal a abertura que dão para a diversidade de atores e papeis. Também senti muita falta da Marília Pêra. Um abraço!

Barbie Californiana disse...

Sempre que posso, assisto, Sérgio! Muito bom mesmo. beijinhos
http://umainteressantevida.blogspot.com.br/

Thallys Bruno Almeida disse...

Caro anônimo, o que eu falo ou escrevo aqui, em alguma rede social ou site é problema única e exclusivamente meu. Agora se vc prefere ficar perseguindo o que eu digo unicamente para tentar me ironizar ou me desmoralizar perante o blogueiro, o que claramente não consegue (tanto é que nem tem coragem de assinar o próprio nome, só disso), isso só prova que o ''doente'' da história não sou eu (aliás tá até bem claro quem é). Pelo menos eu assino o meu nome e dou a minha cara pra bater e defendo o que penso com convicção. Se vc nem coragem tem pra fazer isso e acha que apelando pra ofensa ou pro ataque vc se sente superior...

Anônimo disse...

Vc é um COVARDE, Thallys!!!!!!! Fica tentando desqualificar o Sérgio e não respeita opiniões alheias! Fiz questão de avisar novamente ao Sérgio sobre vc pq sei que ele deixou de te seguir e tá até bem claro o porque. E eu não preciso te desmoralizar vc faz isso muito bem sozinho a cada sandice que escreve tentando bancar o sabe tudo!

Letícia disse...

Boa noite meu caro Sérgio, tudo bem?

Sérgio, eu não vou negar que gosto muito mesmo do texto do Falabella. E sempre achei o achei um incompreendido... Vejas as novelas, tudo bem que para mim a melhor foi a Lua me disse, veja os diálogos entre Heloísa e Gustavo, era tão lindos, perfeitos mesmo... Confesso que vez ou outra vejo no youtube e não me canso... O texto é maravilhoso...
Foi uma ousadia do Fababella fazer humor com a morte... Afinal de contas as pessoas, de maneira geral, apesar de ser a única certeza que temos na vida, não sabe lidar com as questões relacionadas com a morte e o Miguel mostra muito sensibilidade ao tratar disso mesmo usando do humor. Ali, naqueles personagens toscos, há muita delicadeza... Uma sutileza... Ao contrário do humor mais escrachado do Toma lá da cá.
É claro que o programa tem problemas, mas o texto alivia isso...
Que bem não se aventurar mais nas novelas... Mas temos que reconhecer que não foi tão bem sucedido... Como disse gostei muito da A Lua me disse, adorei Wagner moura e Adriana Esteves juntos...Há uma cena, que eu me lembro bem em que a Heloísa vai ao escritório do Gustavo e solta os cachorros em cima dele, algo que apenas aconteceria se fossem um casal, e naquele momento da estória eles não eram... Mas ali mostra que mesmo não estando juntos, como aconteceria apenas depois, que há brigas que temos apenas com "aquela pessoa" que gostamos muito, alguém que temos muita intimidade e isso foi mostrado na estória e eu achei o máximo (eu me fiz entender?)Sem falar apenas nas conversar e nas declarações que eram perfeitas...
Gosto muito do Falabella, pena que não vá mais fazer novelas, e pena que as que foram feitas nem sequer passou no vale a pena ver de novo...
Lembro-me que não assisti direito Negócio da China, e uma novela que não deu certo, primeiro por causa do horário, era para ser uma novela das sete e foi transferida para o horário das seis... Eu sei que não deu certo na época...
Espero que continue escrevendo, mesmo que agora seja para seriados autorais... Pena que não foi valorizaram como deveria... Acontece...

Um abraço... Meu caríssimo Sérgio..

Leticia disse...

Errata
Que pena não se aventurar em novelas.

Thallys Bruno Almeida disse...

rsrsrs, só por essa tua reação desesperada dá pra ver quem é o imaturo e covarde da história, anônimo. Vc é patético e risível tentando bancar o superior e tentando defender e bajular o dono do blog. Aliás, vc e um grupinho aqui né?

Anônimo disse...

Não é necessário bancar o superior diante de você, Thallys. E você só é homem pra falar pelas costas e em forma de indireta porque não tem coragem para defender seus argumentos sem tentar desqualificar os outros. Além de ser cagão.
E que idiotice isso. Bajular? Vc era o maior puxa saco do Sérgio aqui. Mas depois que começou a discordar de várias coisas mudou de postura o que demonstra sua imaturidade. E seus ataques birrentos repetindo o mesmo assunto o tempo todo? Ninguém te aguenta e talvez por isso você tenha falado de grupinho. E meu nome é Fernando. Só não está colocado porque não tenho registro no Google. E daí???? O que muda dizer meu nome? hahaha Como tu é tonto!

Sérgio Santos disse...

Entendo, Felipe. Eu tb acho que esse excesso de bla blá blá tem horas que cansa mesmo, mas esses pontos positivos acabam conseguindo sustentar a série.

Sérgio Santos disse...

Compreendo, OX. Achei a terceira temporada a pior de toda e por mim parava por aqui, mas acho que ainda dá para uma quarta por causa dos pontos que mencionei.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anônimo.

Sérgio Santos disse...

O texto, os personagens e o elenco são os pontos fortes e o que sustentam a série, Thallys. A trama em si é mt fraca e desinteressante. Por mim parava por aqui, até porque aquela passagem de tempo mostrada no último episódio seria um final mais do que perfeito. Mas a quarta deverá manter as qualidades e os defeitos.

Sérgio Santos disse...

Respeito sua opiniao, anônimo. Sim, a loira eu nem citei no texto e o Daniel se repete bastante, mas o time no geral é mt bom.

Sérgio Santos disse...

Oi Amanda, a minha série preferida, entre as atuais era Doce de Mãe. Mas tb gosto de Pé na Cova, embora ache que falta trama.

Nossa, eu era fã do Sai de Baixo e de Toma lá dá cá tb, embora essa segunda tenha se desgastado bastante. Boa lembrança a sua sobre o elenco jovem, que de tão parecido com os mais velhos até assustou. bjs

Sérgio Santos disse...

Fernando, eu sinceramente não me importo com essas coisas. Se eu for me preocupar com o que falam de mim eu nem teria blog, quanto mais Twitter, etc. Mas eu consigo identificar bem quem gosta de mim, quem não gosta, quem finge que gosta, quem me odeia, quem me ataca com indiretas, enfim, mas de qualquer forma obrigado pelo aviso.

Sérgio Santos disse...

Entendo, Ana.

Sérgio Santos disse...

Marília e a Eliana Rocha são as melhores mesmo, Mayra. Tanto que já escrevi texto pra cada uma delas.

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, Rita. bj

Sérgio Santos disse...

Realmente, Bia, a diversidade dos tipos é muito bacana e todos são bons perfis. Bjss

Sérgio Santos disse...

Beijos, Barbie.

Sérgio Santos disse...

Olá, minha cara Letícia. Claro que se fez entender. Aliás, acho A Lua me disse a melhor novela do Falabella. Eu fui fã. Heloísa e Gusdtava formavam um lindo casal, a Ademilde com a loja Frango com Tudo Dentro era excelente, assim como sua família louca e seus rivais, os donos do Peru do Papo Gordo. Que novela gostosa.

Eu gostei de Negócio da China e acho que ela teria dado certo no horário das sete. Já de Aquele Beijo eu não gostei e achei chata demais. Nada acontecia e mts personagens eram entediantes.

Falabella escreve ótimos textos mesmo, isso é fato. E Pé na Cova é mais uma prova disso. Um beijo!

Anônimo disse...

ACHO QUE ESSA SÉRIE JÁ TINHA QUE TER ACABADO NA SEGUNDA TEMPORADA!

Sérgio Santos disse...

Eu ainda gosto, anônimo, mas concordo.