sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"O Tempo e o Vento": uma marcante história, um grande filme e uma impecável minissérie

A obra de Érico Veríssimo, "O Tempo e o Vento", ganhou sua primeira adaptação em 1967: a novela homônima produzida pela TV Excelsior. Já em 1985, a trilogia do renomado autor virou uma minissérie na Globo, de 26 capítulos, tendo nomes como Glória Pires, Tarcísio Meira, Lima Duarte e Louise Cardoso no elenco. Recentemente, a história de vida da forte Ana Terra e da rivalidade entre a família Terra Cambará e família Amaral foi transformada em um filme, produzido por Jayme Monjardim, e exibido nos cinemas de todo o Brasil a partir de setembro de 2013. E como já virou um costume, a Globo adaptou esse longa em uma microssérie de três capítulos, cuja estreia foi no primeiro dia de janeiro de 2014.


A produção, que conta a história da luta dessas duas famílias ---- que começa nas Missões e vai até o fim do século XIX ---- e também do período de formação do estado do Rio Grande do Sul, é de encher os olhos. A fotografia é impecável, há capricho em todas as cenas, a trilha sonora de Alexandre Guerra é de qualidade e o elenco ajuda a engrandecer ainda mais a trama.

E, ao contrário do que foi feito em filmes anteriores (como "Gonzaga - de pai para filho" e "Xingu"), a Globo acertou ao transformar o longa em microssérie. Primeiramente, porque a próprio filme lembra as minisséries da emissora, incluindo a forma como a história é contada. E outro ponto importante foi a ideia de
inserir uma trama e gravar cenas que só seriam exibidas na televisão, para que o filme não ficasse longo e maçante demais e para enriquecer a microssérie. Foi o que aconteceu com os personagens de Mayana Moura, Igor Rickli e Rafael Cardoso, que sequer apareceram no filme.

O trio enriqueceu ainda mais o conteúdo da produção e foi vital para que a minissérie apresentasse um ar de novidade para as pessoas que já tinham visto o longa-metragem em 2013. O último capítulo foi praticamente dedicado ao novo núcleo (também presente no livro), composto por Bolivar (Igor), Florêncio (Rafael) e Luzia (Mayana). E foi mais apropriado mesmo para a televisão, já que a personagem tinha um ar vilanesco, próprio de folhetins. Quase a representação da peste. E vale destacar a atuação de Mayana Moura, que deu um show e conseguiu expor muito bem o ar sombrio e misterioso de Luzia.

Aliás, o elenco é um dos muitos pontos altos da história. Cléo Pires interpretou dignamente a sofrida Ana Terra ---- papel que foi defendido brilhantemente por sua mãe, Glória Pires, na minissérie de 1985 ---- e esse já pode ser considerado seu melhor trabalho na carreira até então. Thiago Lacerda, apesar de mais uma vez interpretar um tipo que o estigmatizou, convenceu na pele do debochado e valente Capitão Rodrigo, fazendo um lindo par com Marjorie Estiano, intérprete de Bibiana na fase jovem.

E Marjorie novamente comprovou que é uma das melhores atrizes de sua geração. A atriz se entregou ao papel e, assim que começou a aparecer na trama, dominou todas cenas. Através do olhar e da pureza, conseguiu mostrar sem esforço o amor que sua personagem sentia pelo protagonista e o quanto que ele passou a ser importante em sua vida. Sua melhor cena foi quando a esposa de Rodrigo perde um de seus filhos. A atriz nem precisou falar. Já a fase mais madura de Bibiana, responsável pela narração da história, foi interpretada por nada menos que Fernanda Montenegro.

Elogiar o trabalho de Fernandona é cair na repetição, mas, ainda assim é preciso reverenciar seu talento. Sua atuação foi de uma preciosidade ímpar e todas as palavras proferidas pela protagonista eram reforçadas através do olhar sofrido e lacrimejado. Todas as suas cenas eram emocionantes e profundas. Não foi por acaso que ganhou o "Emmy Internacional" de Melhor Atriz e ainda recebeu uma justa homenagem com o "Troféu Mário Lago".

É preciso também destacar José de Abreu, Paulo Goulart, Suzana Pires, Leonardo Medeiros, Cacá Amaral, Luis Carlos Vasconcelos, Cyria Coentro, Vanessa Lóes, José Henrique Ligabue e grande elenco. Todos os atores são merecedores de elogios e souberam vivenciar perfeitamente essa marcante, triste e sofrida trama.

"O Tempo e o Vento" é dessas obras que nunca cansam de ser prestigiadas. Tanto em livro, quanto em minissérie, novela ou filme. Jayme Monjardim foi muito feliz na produção desse longa-metragem e também na escalação do elenco. O resultado foi um presente para o telespectador, que pôde aplaudir os atores e se emocionar mais uma vez com essa clássica e profunda história, onde a dor é a grande protagonista.

40 comentários:

Meirioanai disse...

Oi Sérgio, olha eu aqui outra vez. Não deixaria passar um post seu sobre esse lindo trabalho. Foi de encher os olhos não foi?

Li O Tempo e o Vento, e sou daquelas que sempre defende que adaptações cinematográficas/televisivas nunca honram a obra literária ( Típico de letrólogos ), mas quando li que Jayme Monjardim (já te disse que sou muito fã do trabalho dele) estava envolvido nesse projeto e que junto com ele estavam Marjorie Estiano, Cléo Pires e Fernanda Montenegro fiquei curiosa. Depois fiquei triste porque não consegui assistir o filme ( também já comentei que em minha cidade não tem cinema ).

Sendo assim minha ansiedade foi multiplicada quando vi que a Globo iria exibir o filme em forma de minissérie. Que coisa linda!

Poderíamos encontrar em Rodrigo um galã igual aos outros que Thiago Lacerda já fez, inclusive em A Casa das Sete Mulheres, mas não foi o que aconteceu, embora as cenas dele jovem com Bibiana velha lembrassem o fim de Manuela e Garibaldi, mas a petulância e o sarcasmo fizeram a diferença e o ator fez bonito.

Marjorie nem precisou falar para nos calar, é uma linda que nos honra com seu talento.

Cléo sofreu, e pela primeira vez nos fez sentir a mesma dor que ela. Isso é muita coisa, parabéns à ela.

Fernanda Montenegro não precisa de elogios, ela tem um Emmy como cartão de apresentação.

Palmas para a fotografia, trilha sonora, direção. Palmas para os olhos inflamados de Mayana Moura e Igor Rickli.

Se eu pudesse (não posso), mas se eu pudesse fazer uma única crítica seria a duração. Três capítulos é quase uma frustração... mas entendo que se trata de uma adaptação e mesmo com cenas inéditas não há material para esticar mais o produto. Uma pena.

Feliz por ter assistido e triste por ter acabado. Rsrs. Bom estar aqui outra vez. Beijo.

Vanessa disse...

Sérgio, meu querido,

Estou com aquele sentimento de despedida de uma novela querida, sabe? Meio órfã, imaginando que amanhã vou ligar a TV e não ver mais Bibiana, Cap Rodrigo, Ana Terra... Ao mesmo tempo, é melhor deixar saudade do que provocar repulsa. rs.

A série me surpreendeu muito. Já tinha visto o filme no cinema, mas a obra funcionou muito melhor para a TV. Aliás, parece ter sido feita para a TV. Não ficou maçante, teve um bom ritmo. Só lamento o pouco espaço para a quantidade de histórias a desenvolver. Tudo ficou muito superficial. Vc não se envolve com nenhum personagem, pois ele "some" em um piscar de olhos. São muitas as passagens, muito os parentes, o que deixa a obra confusa. É preciso um exercício para entender quem é filho, tio, neto, etc, de quem. O Monjardim poderia ter feito um recorte maior e desenvolvido mais os personagens.

De qquer modo, é um tremenda produção, uma obra linda. E fico feliz que foi mto bem aceita pelo público (ela teve uma boa audiência nos dois primeiros dias. Não sei os números do último), o que prova que há sim interesse por épico, por reprodução da nossa literatura. Basta ser bem feito, envolvente.

E o elenco é um show à parte. Até da Cléo, de quem nunca fui fã, eu gostei no filme. O Thiago Lacerda tb está ótimo e entrou no clima bonachão do Cap. Rodrigo. Mas as reverências vão mesmo para Fernanda e Marjorie. Que Bibiana linda elas fizeram. Uma submissa, a outra sábia. E ambas, apenas com o olhar, traduziram com perfeição os medos, angústias, tristezas, paixão... Sorte a nossa de ter duas atrizes deste gabarito dividindo uma mesma personagem! E aquela cena final é linda, épica. As três Bibianas caminhando pelo Casarão ficará marcado, assim como o sorriso da Marjorie ao ver seu eterno Capitão. Foi emocionante! Mais uma vez, não precisou de qquer texto. Disse tudo com os olhos. Confirmou mais uma vez a grande atriz que é, a melhor de sua geração.

Começamos muito bem 2014, né?

Beijão!

Vanessa

Felipe disse...

Em plena época de A Vida da Gente, quando soube que o Jayme Monjardim e parte do elenco da novela estavam envolvidos em um filme de O Tempo e o Vento fiquei alucinado! Parecia que era um projeto feito especialmente para mim! hahaha

Esperei ansiosamente pela estreia do filme e dia 20 de setembro ela finalmente chegou, e foi uma emoção enorme ver esses personagens que eu cresci lendo sendo interpretados por atores que eu adoro, acompanhados por uma trilha sonora poderosa e uma fotografia impecável!

Já eu achei que a história funcionou melhor no cinema. Achei que separar as histórias e deixar a continuação para o outro dia cortou demais o clima, preferi assistir tudo no cinema mesmo.

Mas gostei da montagem para a TV, só acho que a falta de atenção para alguns detalhes acabou tirando um pouco da magia e do capricho da versão cinematográfica. O pior erro foi na cena em que a Ana Terra, nua na sanga, dava um banho no bebê Pedro Terra. A tatuagem da Cléo Pires estava totalmente visível, um erro imperdoável! Mas ok, passa... hehehe

A maior vantagem da minissérie foi o aparecimento do novo núcleo formado por Bolívar, Luzia, Bibiana e Florêncio. A história ficou bem contada, apesar de bem corrida. Igor Rickli, Mayana Moura, Rafael Cardoso e Janaína Kremer mataram a pau! Todos muito bem nos papéis. O Igor me surpreendeu muito, mostrou o lado perturbado do Bolívar e também impressionou quando desafiou os capangas do Bento Amaral, a melhor cena dele. A Mayana foi outra que arrasou! Ela e o Jayme conseguiram passar todo o “feitiço” que a Luzia tem e é descrito no livro, até eu me encantei por ela! Ao mesmo tempo ela conseguiu ser extremamente sinistra, de meter medo mesmo! Hahaha O Rafael Cardoso apareceu bem pouco, mas se saiu bem também. A Janaína Kremer impressionou por ser muito parecida com a Marjorie Estiano, e que bom que não só fisicamente mas no talento também, e conseguiu transmitir a dureza e a força dessa Bibiana de meia idade.

Outro núcleo que apareceu um pouco mais foi o do Sobrado sitiado, e o Licurgo Cambará (Marat Descartes) e a Maria Valéria Terra (Vanessa Lóes) puderam ter mais destaque, o que foi ótimo já que eu adoro esses personagens. Outra que apareceu mais foi a Alice Terra, mulher do Licurgo, e gostei bastante da atriz que a interpretou e eu não conhecia, a gaúcha Elisa Volpatto.

Ainda teria muito o que dizer da minissérie e do filme, mas é melhor parar por aqui hahaha amei demais!

Letícia disse...

Boa noite meu caro Sérgio,

Infelizmente tive apenas a chance de ver o último capítulo, nas realidade nem me preocupei com isso, afinal de contas adquirir o filme a pouco... É claro que tenha perdido uma cena ou outra nesta versão para a telinha, estava curiosa em ver o parte que de Bolívar adulto, e consegui assistir. Como o filme é grande e se tratando de um diretor que tem como sua formação a televisão, acredito que já tenha filmado pensando na possibilidade de virar microssérie...

Que bom que esta parte que faltava foi mostrada nesta versão, assim deu para entender melhor o enredo... Já tinha lido o livro, porém isso faz alguns anos... O filme é um pouco corrido neste aspecto.

A fotografia é lindíssima e neste aspecto não se podia esperar outra coisa do Monjardim, ele é craque nisto... Adorei cada cena neste aspecto, a luz, as paisagens enfim tudo...

Quando ao elenco, o que dizer de Fernanda Montenegro, basta olhar sua interpretação e contemplar...
Marjorie Estiano, cada vez melhor, lança cada olhar e com tanto sentimento que nem precisa de texto para mostrar seu talento, ela simplesmente convence e com muita simplicidade... Mais uma personagem forte para seu currículo...

O Thiago Lacerda conseguiu convencer com seu Capitão Rodrigo, o bon-vivant que se apaixona pela doce e forte Bibiana, mas que não consegue deixar de lado seu lado aventureiro... Apaixonado e apaixonante....

A trilha sonora é linda e combinou perfeitamente com a história...

Monjardim demorou oito anos para fazer o filme e na minha humilde opinião ficou muito bonito e delicado, apesar das cenas violentas... E o final, quando ao descer a escadaria do sobrado temos a oportunidade de rever as três Bibianas, sendo que a mais jovem com o belíssimo olhar apaixonado, finalmente se reencontra com seu Capitão Rodrigo para finalmente viverem na eternidade...

Belo filme, bela micro-série e belíssimos livros que vale a pena ser lidos e relidos...

Um ótimo final de semana meu caro Sérgio e até a próxima...

Barbie Californiana disse...

Esse seriado lembra E o vento levou... adoro histórias de época... beijinhos e feliz 2014.

Bia Hain disse...

Oi, Sérgio, feliz 2014!
Essa minissérie eu consegui acompanhar, achei muito bem feita!!! Tem razão, os atores, além de serem de primeira, incorporaram seus papeis e deram um show de talento. Aquele tipo de obra-prima feita com cuidado e capricho. Um abraço!

Felisberto Junior disse...

Olá!Bom dia,Sérgio!
Como vai? Comigo,tudo na paz!
realmente, no formato micro série, a história ficou muito bem condensada e de uma beleza ímpar.
Além de Marjorie e do talento inquestionável de Fernanda, a atuação impecável do Thiago.
Agradeço pelo carinho ,obrigado, Feliz 2014 para vc e familiares, belo final de semana, abraços!

Sissym Mascarenhas disse...

Sergio,


Eu assisti a primeira versão com mais capitulos. E agora novamente. Acho a historia lindíssima e tinha certeza que ia adorar. Belíssimo trabalho. Thiago Lacerda é a versão de Tarcisio Meira. Tão parecidos, até o sorriso, exceto a cor dos olhos.

Beijos

Thallys Bruno Almeida disse...

Que lindo filme, que linda produção, que coisa linda. Monjardim conseguiu corrigir os erros e vícios que havia cometido em Olga e trouxe dessa vez um resultado emocionante.

Da Marjorie eu nem vou falar muito, a naturalidade dessa mulher pra atuar é algo encantador, sem precisar de muito texto. E a composição de da jovem Bibiana foi algo apaixonante, intensa química com o Thiago Lacerda e cenas excelentes, como a dor da perda da filha por causa da irresponsabilidade do Capitão.

Fernanda Montenegro, então, é a dona do filme. A locução através da voz dela deu um toque épico à belíssima história. Foi lindo ver a senhora Bibiana relembrando tudo o que viveu, desde o nascimento da avó Ana Terra até hoje.

Acrescento aos elogios uma Bibiana que não foi tão falada: Janaína Kremer, que vive a personagem na fase adulta e ganhou maior destaque quando entrou a nova geração dos Terra Cambará.

Mas se tem uma atriz do filme ao qual eu quero fazer uma menção especial, é a Cleo Pires. Convencionou-se dizer na mídia que ela seria péssima atriz e arrogante e tal, sempre comparando com a mãe, etc. E eu confesso que tinha até um pouco desse preconceito que existia contra ela por parte do colunismo de celebs, embora não a achasse péssima (e sim mediana). Mas o desempenho dela foi uma boa surpresa e Cleo trouxe um trabalho mto bom, tocante (pq não seria?) e ainda se saiu bem na cena forte do estupro por parte dos soldados. Se tem uma coisa que eu gosto, é quando um ator/atriz que normalmente não me atrai a atenção me surpreende positivamente (a menos que seja um canastra por natureza, pq aí não dá msm). Foi o caso da Cleo agora (embora já tivesse gostado de outros trabalhos dela antes) e da Bianca Bin em JR.

O caso do Thiago Lacerda, por sua vez, revela uma atitude que passei a adotar. Mesmo quando vejo um ator/atriz que gosto em alguma situação que não o favorece, eu sempre dou um tempo para que o personagem possa me conquistar, o que pode ocorrer ou não. Por exemplo, eu não gosto de desprezar o personagem logo de cara porque talvez lembre alguma coisa anterior que já fez, acho isso chato. Versatilidade é importantíssima, mas muitas vezes ela vem nas próprias nuances do personagem, nem sempre é no conjunto prop. dito. E se o personagem me conquista, isso é o que importa pra mim. É o caso do Thiago, que fez um ótimo trabalho como Rodrigo.

Mas uma coisa eu não entendi. Não vi caracterização de envelhecimento no personagem dele tanto nas cenas com a Marjorie quanto com Montenegro. A única explicação plausível para ele aparecer exatamente igual com as duas atrizes seria se o Rodrigo com quem Bibiana conversa fosse uma visão ou um possível filho do capitão.

O elenco coadjuvante é um show à parte: Luiz Carlos, Cyria, Zé de Abreu, Leonardo, Goulart, Suzana, Cacá, Ligabue, Mayana, Rafael e Igor. Todos ótimos. A fotografia do Affonso Beato se mostrou uma coisa lindíssima, valorizando demais as terras do RS. E a adaptação feita pela Letícia Wierchowski (autora do livro A Casa das 7 Mulheres que inspirou a série, o que automaticamente explica as semelhanças entre filme e série vistas por parte do pessoal no twitter) e pelo Tabajara Ruas trouxe um texto belíssimo, de qualidade, que vem fazendo falta no horário nobre.

Um filme belíssimo que dessa vez a emissora acertou ao converter em série e inserir a nova trama. Pena que depois eles vão adaptar o chato Serra Pelada. Abç!

Patricia Galis disse...

Eu siplesmente amei ver na tv, assisti a de 85 e queria ver como conduziriam esta, claro que como filme foi reduzido, mas para quem não leu o livro conseguiu entender tudo.
E pela primeira vez na minha vida tenho que admitir que a Cleo Pires tem talento, fiquei encantada com seu desempenho, senti a dor na Ana Terra em seus olhos. Enfim grata surpresa...e os demais dizer o que...foi fabuloso. Parabéns a Globo.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

A microssérie foi perfeita. Cuidados de produção, elenco afiado. A divisão em três partes deu certo, porque mostrou as três fases da estória. Concordo que Cleo Pires convenceu, que Marjorie Estiano, Fernanda Montenegro, Thiago Lacerda, Igor Rickli, Rafael Cardoso, Mayana Moura, Paulo Goulart, Cyria Coentro, Luiz Carlos Vasconcellos, Leonardo Medeiros, Cacá Amaral, José de Abreu estiveram excelentes.
Cenas memoráveis: Bibiana já idosa recebendo a visita do seu amado capitão Rodrigo, no último dia de vida; o encontro de Bibiana jovem com ele; a cena final, com ele buscando-a, montado no cavalo, e eles partindo em direção à eternidade.
O cartaz da minissérie, com o casal protagonista abraçado, lembrou o de ".. E o Vento Levou".
A minissérie deixou saudades.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Assisti à versão de 1985 e gostei demais. E notei semelhanças entre a versão atual de O Tempo e o Vento e A Casa das Sete Mulheres, no enredo, apuro técnico e na adequação do elenco.
São produções que dá gosto de ver.

Anônimo disse...

gente, só uma dúvida, eu acho que eu não prestei atenção na hora, mas o que aconteceu com a Luzia? Morreu, fugiu, foi assassinada, foi internada? Eu acho que não prestei atenção, qual foi o fim da mulher?

Anônimo disse...

O Tempo e o Vento funcionou. Foi rápido de assistir, divertido, e você sentia os personagens. Mas o meu problema é a parte técnica, que não sei como você elogiou. Não sei. O céu feito em tela verde, muitas vezes parado, árvores coladas (suas folhas não se mexiam nenhum pouco em cenários com muito vento) e a fotografia foi bem mais ou menos.

Sou louca por fotografia, estou sempre estudando, assistindo vários filmes...a Globo já fez fotografia MUITO melhor em microssérie. Sem falar dos cortes patéticos (patéticos!) de Jayme Monjardim em alguns pontos, o figurino mal feito, a abertura sem um pingo de criatividade nem qualidade... A história, o ritmo e as atuações foram ótimas, mas o resto...

Diogo S. disse...

Eu assisti o primeiro capítulo, achei bonito Sérgio, mas as letras contextualizando a história, no início da trama eram tão miúdas, que eu não consegui ler e entender direito... E fiquei perdido c/ o desenrolar da história, não entendi se o Thiago Lacerda foi um fantasma, alguém do passado da Fernanda Montenegro e foram tantas confusões, mortes, passagens de tempo num único primeiro capítulo que me desinteressei por completo!! KkKkkkk.

Felipe disse...

Anônimo 1, no filme, apesar de não ser revelado o motivo, é dito pela Bibiana que a Luzia morreu jovem. Já na minissérie essa fala não existe. Não entendi porque essa fala foi tirada porque, apesar de não ser uma informação lá muito completa, pelo menos dá uma pista sobre o destino da personagem.

Fabíola Oliveira disse...

Oi, Sérgio, eu peço licença para discordar do texto porque eu não gostei da série. Sinceramente não!Posso ter gostado dela tecnicamente no que tange à fotografia, boa atuação dos atores, etc. Mas da forma como a história foi transmitida eu não gostei, embora a história em si pareça até uma boa história

Achei todos os personagens muito mal desenvolvidos. Não sei se foi o tempo de exibição da série no ar que não ajudou muito... Só sei que, para mim, todos eles ou pelo menos a maioria, ficaram muito soltos.

A Luzia era uma mulher sombria, que parecia sentir prazer em apreciar o sofrimento alheio que depois desapareceu na trama sem que sua personalidade tivesse sido melhor desenvolvida...

O capitão Rodrigo tinha uns transtornos de humor do nada, ficando indiferente, grosseiro com a família para logo depois voltar a ser o bom e velho Rodrigo... A menos que eu não tenha entendido as razões pelas quais ele se mostrava tão ignorante, inclusive com a Bibiana, a mulher que parecia ser seu grande amor, esse também parece ter sido outro traço personalístico que também não foi muito bem trabalhado.

Enfim, Sérgio: achei tudo muito pela metade nessa microssérie. Gostei não!

Outra coisa que eu não entendi, Sérgio, e que gostaria até que você me esclarecesse: Parece que o personagem da Fernanda Montenegro interpretando a Bibiana velha, era , na verdade, seu espírito, que apenas seu bisneto conseguia ver.

Mas eu lembro de uma cena no terceiro capítulo da série em que a cunhada do neto de Bibiana, interpretada pela Vanessa Lóes, passa a mão no rosto e no cabelo dela quando ela estava deitada na cama... Fiquei confusa com isso e, a menos que tenha sido um furo da microssérie, o que não parece ter sido o caso, eu não entendi muito bem o que aconteceu ali.

Abraços, Sérgio!

Gabi disse...

Para Thallys:
Thiago Lacerda não estava com caracterização de mais velho porque era uma visão de Bibiana, um espírito, como preferir... apenas ela o enxergava. Foi uma licença poética, um recurso, muito bonito, na minha opinião, para que ela fosse lhe contando a história, contando assim para quem assistia ao filme/microssérie.

Para Fabíola:
A Bibiana de Fernanda Montenegro estava viva, sim,(o Capitão Rodrigo era uma visão dela) e após o fim do confronto com os Amaral percebeu que poderia, enfim, partir, conforme falou ao menininho, seu bisneto. "Agora eu posso ir". Então Jayme utilizou aquela bonita imagem das 3 Bibianas e da Bibiana jovem partindo com seu capitão rumo à eternidade.

Sobre o texto e a microssérie, faço coro com todos os elogios feitos tanto no texto quanto nos comentários, à produção e seu elenco. Tudo simplesmente fantástico.

Thallys Bruno Almeida disse...

Ah, bom. Obrigado pela resposta, Gabi.

Anônimo disse...

Ótimo texto! Nossa, mas teve gente que não entendeu que o Capitão Rodrigo era um espírito? Então não entendeu nada do filme!

Fabíola Oliveira disse...

Obrigada pela explicação, Gaby!

para o anônimo, eu entendi, sim, que o capitão Rodrigo era um espírito, mas confesso que fiquei meio confusa em relação à Bibiana.

Abraços, gente!

Sérgio Santos disse...

Meirioanai, bom ter vc aqui de novo! É verdade, vc já havia comentado isso. Eu vi no cinema, mas fiz questão de ver tudo de novo, ainda mais sabendo que teria uma parte inédita.

Foi de encher os olhos mesmo. Elenco, direção, fotografia, enfim... Mas vc tem razão, deveria ter pelo menos 6 capítulos. Três foi mt pouco. Beijão!

Sérgio Santos disse...

Vanessa, tinha certeza que esse post vc seria uma das primeira a comentar! Acertei! rs

Começamos bem o ano mesmo. Eu tb já tinha visto no cinema e a única crítica que fiz na época foi o ritmo lento e maçante. O que não aconteceu na televisão, reforçando que a produção foi feita mais para a tv mesmo.

Mas é verdade, deveria ter mais capítulos. No mínimo mais 6. Mais que isso tão ficasse lento demais. Só 3 acabou deixando muita superficialidade mesmo, mas ainda assim o resultado foi lindo.

A cena da Fernandona se transformando em Marjorie depois que falece foi linda e épica. Eu tb gostei mt da Cléo Pires. Considero seu melhor desempenho até então. Deixou saudades e tb fiquei triste quando acabou. Beijão!

Sérgio Santos disse...

Felipe, podia ter escrito mais se quisesse, sem problemas. Que saudades de A Vida da Gente, hein?

Jura que achou melhor no cinema? Eu achei no cinema o ritmo muito maçante. Na televisão fluiu melhor e não passou a sensação de lerdeza, pelo contrário até. Mas deveria ter mais uns 3 capítulos.

Concordo com os seus elogios aos atores e é verdade, a Janaína Kremer lembra mesmo a Marjorie. Talentosa demais também.

As cenas inéditas foram mt boas e os atores estavam tão bem quanto o restante do elenco. Pena que passou tão rápido. Abraço!

Sérgio Santos disse...

Boa noite, minha cara Letícia!

Então vc viu o que interessava mesmo, a parte inédita que não aparece no filme. Já que adquiriu o longa, conseguirá ver tudo.

Um trabalho primoroso, com um elenco impecável, fotografia linda, história forte, enfim, foi muito bom. Pena que passou rápido. Eu tb li o livro, mas não tem alguns anos não, tem muitos anos mesmo.

Fernandona é extraordinária e Marjorie um talento. O elenco todo merece parabéns, aliás. Valeu a pena. Demorou 8 anos, mas o esforço foi recompensado. Beijos e boa semana.

Sérgio Santos disse...

Eu tb gosto mt, Barbie. bjsssss

Sérgio Santos disse...

Isso, Bia. Uma obra-prima. Deu gosto de ver. bjssss

Sérgio Santos disse...

Oi Felis! Bom te ver de volta. Tudo indo. A minissérie foi muito bem produzida e o resultado ficou esplendoroso! Abraços!

Sérgio Santos disse...

Sissym, é mesmo. Impressionante como o Thiago ficou parecido com o Tarcísio. E olha que era uma missão difícil já que o Tarcísio Filho já é a cara do pai. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Thallys, o filme foi lindo e a Cléo surpreendeu. Janaina também merece os elogios, aliás, todo o elenco.

Um tipo repetitivo nunca é bom para um ator, porém, há casos e casos. Um tipo como o Capitão Rodrigo parecia ter sido escrito para o Thiago, não enxergo outro ator no papel. Ainda que ele já tenha feito vários tipos assim. Mas em Joia Rara, a repetição não o favorece, por exemplo.

Não vi Serra Pelada, mas imaginei que seria chato e por isso mesmo não fui ver. E nem acho que deveria ter sido adaptado para minissérie. Abç

Sérgio Santos disse...

Patrícia, a Cléo surpreendeu muita gente nesse filme. Ela deu um show e conseguiu mostrar todas as dores e angústias de Ana Terra. Foi uma linda produção. Bjs

Sérgio Santos disse...

Elvira, vc chegou a ver no cinema? Foi uma microssérie linda mesmo. Mas ainda que as três fases tenham combinado com os três dias, acharia melhor ter tido mais uns 3 capítulos. Mas isso não afetou a qualidade da obra. Foi uma produção de encher os olhos. E os atores estiveram impecáveis. O cartaz lembra mesmo, Elvira. Aliás, acho esse cartaz de OTEOV um dos mais lindos já produzidos. Bjsssss

Sérgio Santos disse...

A Luzia morreu jovem, anônimo. Só não sei de qual doença.

Sérgio Santos disse...

Anônimo, respeito sua opinião, embora não tenha achado o filme divertido já que a história é uma tragédia. Mas eu adorei a fotografia. Sobre os cortes, infelizmente, é em virtude do pouco tempo que tinha para apresentar toda a trama. Bjs

Sérgio Santos disse...

O Thiago era um espírito, Diogo. Uma visão da Bibiana, que já estava quase falecendo. Antes de morrer, ela relembrou com ele toda a sua história, incluindo o amor dos dois. Tanto que no final, quando ela falece, ele está esperando no cavalo para levá-la para a eternidade. Aí ela rejuvenesce e volta ao passado. Foi um lindo filme. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Fabíola, fique à vontade para discordar, sem problemas. A superficialidade foi por causa da falta de tempo, não tem jeito. O Rodrigo era um homem livre e acabou se casando. Depois se viu preso à rotina e surtou. Virou um babaca. Mas depois se arrependeu quando perdeu o filho.

E como bem explicou a Gabi, a Bibiana estava viva mesmo. Só o Rodrigo que era um espírito e não estava velho pq morreu jovem. No final do filme ela falece e aí vai embora com ele. Aliás, ele só apareceu para buscá-la mesmo. Mas respeito que não tenha gostado. Bjsssss

Sérgio Santos disse...

Gabi, muito obrigado! bj

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anônimo.

Melina disse...

Sérgio, seu texto está tão lindo quanto o filme. Não tinha visto no cinema. Mas me frustrei com a curta duração. Foi tudo muito rápido. Como você disse deveria ter o dobro dos capítulos ou mais! Cléo me surpreendeu e a Marjorie me emocionou de novo. Que menina talentosa! Ela está crescendo e faz por merecer o destaque em seus últimos trabalhos. Thiago também me emocionou e olha que nem acho bom ator. O elenco foi o ponto alto. Fiquei querendo ver mais! A Globo poderia esticar os capítulos e deixar para o Festival Nacional estrear depois. Isso não gostei. Um beijo!

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Melina! Pois é, o único ponto fraco foi a duração. A sua ideia de esticar até o horário do Festival Nacional era boa. Mas acho que nem havia material para isso. Pena. Porém, o elenco foi incrível. Beijos!