sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vilão gay, bissexualidade, doença terminal, autismo e a ousadia de Walcyr Carrasco

As novelas completaram 60 anos recentemente. É uma idade respeitável e apenas ressalta o quanto que esse gênero fez e faz sucesso no Brasil. Milhares de histórias já foram escritas e produzidas. A teledramaturgia tem um arquivo gigantesco. Assim sendo, é perfeitamente normal que os autores encontrem dificuldades para inovar ou então fugir da repetição de temas. O principal desafio tem sido encontrar uma forma diferente de contar uma trama batida. Entretanto, Walcyr Carrasco tem conseguido apresentar ao público inúmeros temas que ainda não tinham sido abordados e ainda conduzi-los de forma competente.


Vilão gay, bissexualidade, lúpus, autismo, doença terminal, envolvimento entre um muçulmano e uma judia, enfim, o que não falta é trama ousada e raramente apresentada em folhetins. O autor não poupou temas nessa sua estreia no horário das nove. Ao invés de investir apenas no óbvio, Walcyr optou por uma grande mescla em "Amor à Vida". Em meio a tramas que já foram amplamente exploradas em várias novelas (como a família rica recheada de conflitos e um núcleo pobre que enfrenta as dificuldades com um sorriso no rosto), está havendo espaço para situações novas e atraentes.

Nunca houve na história das novelas um vilão como Félix (Mateus Solano). Os homossexuais sempre entravam para fazer parte do núcleo cômico ou então para integrar o time dos bonzinhos. Colocar as maiores vilanias da história nas mãos de um gay enrustido foi de uma genialidade absurda. E ainda colocar o personagem casado com uma mulher somente para disfarçar seus desejos para a sociedade também foi
muito apropriado e rico para o papel. Aos poucos, o telespectador vai descobrindo que na verdade todos os personagens desconfiam ou sabem que Félix é gay, entretanto, o ambicioso vilão acha que engana.

A bissexualidade está sendo abordada através de Eron (Marcello Antony). O advogado foi casado durante anos com uma mulher mas se descobriu apaixonado por um homem, no caso Niko (um talentoso Thiago Fragoso), e acabou indo morar junto com ele. O personagem não é nada complexado e enfrenta essa situação com naturalidade. Mais futuramente, Eron terá uma 'recaída' ao se envolver com Amarilis (Danielle Winits), amiga de Niko que se oferecerá para ser 'barriga de aluguel' do casal homossexual que sonha em ter um filho. Sem dúvida é uma trama que renderá muitas polêmicas, afinal, parte da sociedade acha que bissexualidade não existe e que é uma 'desculpa' de quem é gay. É importante elogiar, também, a cena em que Eron e Félix se conhecem, exibida há algumas semanas. O vilão fica completamente boquiaberto ao observar a naturalidade do advogado ao falar da sua condição sexual. Nessa sequência ficou clara a intenção do autor de colocar em 'choque' duas pessoas tão semelhantes e tão diferentes ao mesmo tempo.

Doenças pouco conhecidas como lúpus e autismo estão sendo apresentadas de uma forma mais discreta. A doença autoimune (onde o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis por engano) --- que começou a ser mais divulgada na mídia desde que a apresentadora Astrid Fontenelle declarou tê-la --- foi diagnosticada em Paulinha (Klara Castanho), 'filha' de Bruno (Malvino Salvador). Esse acabou sendo o ponto chave para que Paloma (Paolla Oliveira) descobrisse toda a verdade envolvendo a garota e seu noivo. Já o autismo está sendo representado pela Linda (Bruna Linzmeyer). A personagem vem crescendo aos poucos e tem sido possível ver a entrega da atriz. O papel é de grande dificuldade e está sendo interpretado com muita competência. A filha de Neide (Sandra Coverloni) e Amadeu (Genésio de Barros) é uma criança no corpo de uma mulher. Bruna ainda se preocupa em não olhar nos olhos de ninguém durante suas cenas, uma vez que a principal característica da doença é a incapacidade de contato visual e um isolamento social. Todas as sequências da personagem impressionam. A atriz está, sem exagero, extraordinária.

Um dos núcleos que mais chamam atenção é o da Nicole (Marina Ruy Barbosa). Após se apaixonar por um rapaz (Thales - Ricardo Tozzi), a menina descobre que está com um câncer terminal. Rica e sem ninguém no mundo, a garota é quase uma princesa dos tempos modernos. Aliás, a intenção do autor em retratá-la assim fica explícita devido ao casarão com móveis antigos e ao visual da personagem. Apesar de ainda ter muito o que acontecer, Marina tem conseguido emocionar em suas cenas. A atriz está com um excelente e pesado papel em mãos. Após ter sido desvalorizada em "Amor Eterno Amor", ela ganhou um belo presente do Walcyr --- que já havia lhe dado a ótima patricinha Alice de "Morde & Assopra". O núcleo ainda conta com Daniel Rocha (que vive um médico - Rogério -  que se apaixonará pela paciente) e com a beleza e o talento de Fernanda Machado na pele da interesseira Leila, que finge ser amiga da menina, e tenta obrigar seu namorado a se casar com Nicole somente para herdar a fortuna. O interessante é que Fernanda também faz parte da trama que envolve o autismo, uma vez que Leila é a irmã de Linda.

Como se não bastasse tanto tema polêmico e interessante, o autor inseriu recentemente na sua história dois novos personagens: o muçulmano Pérsio (Mouhamed Harfouch) e a judia Rebeca (Paula Braun). Ambos são médicos e passaram a integrar a equipe do Hospital San Magno. Assim que se conheceram se 'estranharam', mas já ficou explícito que haverá um envolvimento entre eles. Ou seja, duas pessoas  ----- com religiões que apresentam um histórico de rivalidade e ódio (árabes e muçulmanos sempre tiveram desconfianças de judeus e vice-versa, cuja explicação vem desde os tempos de Abraão) ---- que precisarão passar por cima de seus próprios preconceitos para iniciar uma relação. Relação essa que tem tudo para ser voltada para o tradicional jogo de 'gato e rato'.

Não é exagero dizer que "Amor à Vida" é uma novela do futuro. Tramas que eram impensáveis há 20 anos atrás estão sendo colocadas no ar sem medo. Walcyr Carrasco não poupou temas e nem fugiu das possíveis polêmicas que sua ousadia poderia acarretar. O autor estreou no horário nobre apresentando temas bastante incomuns na teledramaturgia e que precisam ser debatidos. Novela é um mero entretenimento e não tem função de educar ninguém, entretanto, é muito louvável que situações úteis para a sociedade consigam ser inseridas em um contexto dramatúrgico de uma forma natural e que ainda sejam enriquecedoras para os personagens e para a história. Walcyr conseguiu isso.

65 comentários:

✿ chica disse...

Estou gostando muito de toda essa temática. Um monte de coisa acontecem ao mesmo empo, mas muito bem boladas!" abração,lindo fds!chica

Luana Mendes disse...

Como já comentei com você no twitter, acho que a personagem da Marina Ruy Barbosa poderia ter uma postura diferente frente à doença, algo mais 'real' entre adolescentes que passam a "melhor parte da vida" num hospital, lutando pra viver, mas enfim, essa visão romantizada das doenças é antiga na literatura/dramaturgia, como Moulin rouge, a dama das camélias e afins. Agora, a trama da Linda me paralisa a cada cena, a interpretação está incrível e creio que sirva para mostrar as famílias de crianças e adolescentes com problemas de saúde/ síndromes/ deficiências a necessidade de se lutar por uma vida mais independente e saudável em todos os aspectos para seu familiar ;D

VERINHA TIBURSKI disse...

Oi Sergio
Realmente é muita coisa acontecendo, legal ler esta temática aqui, depois dizem que novelas não servem para nada, mas de uns anos para cá as novelas tem evoluído, não estão só nos romances e sim em mostrar para o publico fatos que realmente acontecem pelo mundo.
Parabéns pelo post e esta novela realmente esta conquistando.
Obrigada pelo carinho da visita.
Beijos.

paulo disse...

Depois de três bombas as 9 eu acho que essa novela é até boazinha, tem núcleos que se completam, enfim, tem TRAMA, ou seja, aquilo que a tal de Avenida Brasil NÃO tinha. Porém tem alguns personagens totalmente dispensáveis como aquele formado pelo ridículo Caio Castro e a outra lá, aliás dizem que ele só entrou na novela a pedidos do diretor mas isso é outra estória. E o Mateus que começou muito bem como o Félix infelizmente caiu na caricatura. E os assuntos que você citou já foram sim abordados em outras novelas, algumas até recentes mas não vou me prolongar mais.
Abrçs.

Rafael Barbosa dos Santos disse...

Oi Sérgio!
Como os próprios atores disseram, Walcyr não veio para brincar, Amor a Vida é um caldeirão de tramas, ele pegou várias coisas diferentes, bateu no liquidificador e o resultado tem sido positivo, porque no geral a novela prende a atenção e tem sido gostosa de se ver, tem um pouco de tudo, nisso está a grande ousadia na minha opinião. Acho que é mérito do Walcyr, reciclar seu próprio universo fictício, afinal Amor a Vida segue um estilo bem diferente do que o consagrou. Também acho que ele tem fugido do óbvio, com o conflito que envolve o casal protagonista em que a disputa por uma filha é o maior obstáculo para o casal, e também pelo fato de Félix ser um gay do mal (adoro o Félix, mas ainda acho que o excesso de humor em algumas situações deixa o personagem um pouco caricato, acho que poderia ser conduzido de uma maneira diferente, explorando mais esses conflitos internos dele) Sobre essa questão de temas para provocar discussão, o chamado "merchandising social" acho que a questão do autismo é o melhor tema para isso, apesar do pouco espaço, tenho gostado da forma que vem sendo conduzido e o a Bruna está espetacular, a única que por enquanto me parece prestar um serviço a sociedade. Quanto as outras, apesar de boas, acho que ainda não funcionaram muito bem nesse sentido, a trama de Niko, Eron e Amarylis, se for conduzida como estou imaginando (retratando que essa questão da família, da educação de uma criança criada por dois pais, assunto tão em voga no momento) quando começar para valer, vai gerar um bom borborinho. A trama da Nicole é linda, mas não é uma novidade, é bem uma espécie "Amor para recordar" num contexto diferente, porque tem o golpe e tal", é pra emocionar. A questão de Lúpus acho que não será retratada a fundo, foi só a doença ideal para o entrecho que o Walcyr precisava. Acho Amor a vida uma ótima novela, não uma novela do "futuro" rs, mas com ingredientes interessantes,e é bacana que o Walcyr tem se arriscado bastante, perincipalmente pelo ritmo frenético da trama. Apesar de tudo, sem ser implicante, o texto frágil do Walcyr as vezes acaba tirando o brilho de tramas que poderiam render mais, sei lá acho que é um tipo de texto nada condizente com algumas situações, isso poderia ser aprimorado. Mas o saldo maior tem sido positivo, tenho curtido bastante Amor A Vida. Uma curiosidade Sérgio rs, não tem curtido a atuação da Susana Vieira e da sua Pilar? Pergunto pq to curtindo e nunca vi você a elogiando no twitter rs e é sempre ácido ao falar da Pilar rs?

Abraços

eder ribeiro disse...

Sérgio, eu já havia comentado em seu blog q essa novela vai ficar tão marcada qto Avenida Brasil. O q está ocorrendo nela é um casamento perfeito entre os autores, os atores e a direção impecável. O universo da personagem principal é riquíssimo, Félix é o tipo de personagem q pode levar o ator q o interpreta ao estrelado ou ao fracasso, e Mateus Solano está dando aula neste quesito. Abçs.

Rita disse...

Bom dia Serginho!!
Dessa posso falar, estou assistindo e gostando.....
Elizabete Savala...ótima

A filha dela ótima apesar de andar feio pra caramba

Felix ótimo com um sorrizinho maldoso

Aline sabe como conquistar alguém

Suzana Vieira está bonito com os cabelos longos fica bem nela

Família do Denizar parece a família buscapé maravilhosos

Paolo Oliveira, eu acho uma atriz um pouco fraquinha quando atua.

Mariana Rui Barbosa está divina
quando sofre

Paulinha tadinha deixaram ela muito feia com a carinha de doente, podia fazer sim uma maquiagem menos sofrida.

Enfim cada ator e atris estão muito bem ,não da pra falar de todos, mas estou gostando.

Abraços de bom final de semana
Bjus
Rita!!

Patricia Galis disse...

Só espero que com todas essas tramas nada se perca como a Gloria fez em Salve Jorge, o pouco que vejo tenho percebido que todos estão tendo participação e isso é legal pois não fica restrito a alguns núcleos, a Valdirene para mim é o melhor dessa novela a Elisabete Savalla ta dando show como sempre.
No demais são estorias da vida que podem mesmo ocorrer muito bom, a unica coisa que não me desce é a Paola Oliveira eita atriz fraquinha é linda de ver no vídeo mas para protagonista falta muito ainda.

Felisberto Junior disse...

Olá!Boa tarde
Sérgio
Belo análise
... sim, novela é um mero entretenimento e não tem função de educar ninguém, entretanto, em uma sociedade multicultural e multiétnica como a nossa, prega se muito o politicamente correto, aliás, em busca disso, aclimatamos em terras tupiniquins essa hipocrisia: em nome da preservação da dignidade e dos direitos humanos, exerce patrulhamento ideológico e caça às bruxas vendo preconceito e polêmica em tudo...Eu creio ser muito louvável que Walcyr está fugindo da repetição de temas,e buscando os mais próximos de nossa verdadeira realidade...
Obrigado pelo carinho de sempre
Belo final de semana
Abraços

Letícia disse...

Bom dia Sérgio,

apesar do forte resfriado que me deixou longe da sua coluna esta semana, não podia deixar passar este post sem fazer meu comentário.
Em primeiro lugar tenho gostado bastante de Amor à Vida a história tem consistência e seu desenvolvimento até agora tem sido muito bom. Estas tramas que você citou acima, realmente, eram impensáveis até pouco tempo. Mas a vida segue em frente e hoje em dia temos novas questões que estão sendo discutidas e é natural que um autor antenado com os novos tempos coloque isso em sua trama.

Tenho gostado muito do drama vivido pela personagem da Marina Ruy Barbosa, é uma personagem que a princípio tem tudo para ter uma vida de sonhos, mas descobre uma doença terminal e ainda por cima tem pouco tempo de vida. Isto demonstra um contrassenso, mostra que não se tem tudo. E para piorar a falsa amiga que usar o namorado para conseguir a herança da moça, demonstrando total falta de sensibilidade com o sofrimento da jovem e com pobre namorado.

O trama do autismo também é interessante, foi uma boa sacada colocar uma moça tão bonita, até mais que a irmã que se diz normal para fazer uma pessoa autista. A Bruna tem feito bem seu dever de casa e tenho gostado muito de ver sua interpretação, o olhar perdido, a preconceito dentro da própria casa no papel da irmã mais velha, mas tem a superproteção da mãe que pode prejudicar o desenvolvimento da filha e o carinho do restante da família, são temas que estão aí no nosso dia a dia.

O casal gay que deseja ter um filho, particularmente acho fantástico isso, primeiro o Walcyr teve o cuidado de não querer levantar nenhuma bandeira, principalmente agora que surge esta questão estúpida e preconceituosa da "cura gay". Mostra um casal que apenas quer viver sua vida normalmente e que tem o desejo de ter um filho, não vejo nenhum problema nisso. Também acredito que o trama do casal será mais interessante ainda quando o personagem Eron (demonstrando a sua bisssexualidade) se apaixonar pela Amarilys, e tudo isso de baixo do olhar do Niko (no início achei o Fragoso um pouquinho forçado, mas ele foi rápido e agora acredito que tenha encontrado o tom certo para o papel), literalmente entre dois amores e ainda com um filho em jogo.

Fazendo um paralelo entre o trama vivido pelo Niko e Eron, é a relação do próprio Félix com seu suposto filho, os primeiros desejam ser pais enquanto o outro se tornou por acaso e não tem o menor interesse na paternidade, apenas serve de faixada para esconder quem realmente é.

Sobre o Lúpus, soube da sua existência com a morte do Michael Jackson, ele sofria da doença, mas agora é uma maneira de trazer a doença à tona, que se é possível ter uma vida com alguma qualidade, mesmo que não haja, ainda, cura para ela.

Enfim, acredito que o Walcyr Carrasco tem construído sua bela novela em bases bastante sólidas, como lhe disse em posts anteriores, acredito que é um trabalho que o autor tem trabalhado a muito tempo e não teve medo de ousar, parabéns por nos presentear com uma bela novela.

Um abraço e um excelente final de semana.

paulo disse...

Hoje estou com mais tempo e vou meextender(rsrs). Esses temas que você diz "inéditos" já foram abordados em outras novelas. Em "Roda de Fogo" o personagem do Tarcisio Meira tinha um tumor no cérebro e poucos meses de vida. O autismo foi abordado na novela "Final Feliz" onde o ator Irving São Paulo interpretou um rapaz com a doença. Casais gays masculinos que formam triangulo amoroso com mulher tivemos recentemente em Duas Caras e na verdade acho que não faltou todo tipo de casal gay em novelas, inclusive em páginas da vida houve a polemica do casal gay da trama adotar uma criança. Barriga de Aluguel já teve até novela com o mesmo nome, só que não era de casal gay, mas houve abordagem do tema. E vilão gay também não é inédito na TV, na minissérie "Boca do Lixo" o grande vilão da historia era gay e mantinha um casamento de aparências, igualzinho ao Félix. E não podemos esquecer da primeira versão de Tititi onde o Jackes Leclair era um vilão SIM e apesar de não ser gay fingia ser. Assim sendo entendo que o Walcyr Carrasco pegou todos os elementos dessas obras e misturou pra criar a novela, aliás esperar originalidade do Walcyr já é um pouco demais, ele é mestre em copiar novelas e filmes.
Abrçs.

luzes dobem disse...

Ola Sérgio!!!
Esta novela promete mesmo, tenho acompanhado quando posso e acho que acertaram no elenco e trama. Realmente, difícil inovar, mas estão conseguindo e o ritmo da trama é ótimo tb.

Parabéns pela postagem, bjs,Flavia

Clau disse...

Oi Sérgio :)
Walcyr Carrasco subiu inúmeros degraus no meu conceito.
Que autor fabuloso!
Eu nem tenho tempo de ver a novela,
(vejo raramente algumas cenas),mas percebi que aqueles que são vidrados em novelas,agradecem a ousadia do autor de Amor à vida.
Bjs!

J Araújo disse...

Dificilmente acompanho novela, mas as vezes que fiz, decepcionei com alguns absurdos que ocorrem na maioria das tramas.

Abraço

A viajante disse...

Sérgio, sua análise está perfeita. Tenho sérias restrições às novelas com muitas temáticas. Essa última, que nem me lembro mais o nome, correu esse risco e não [me] agradou.
Amor à vida tem tudo para dar certo, excetuando-se pelo bloco de protagonistas. O casal, ou melhor, o triângulo, não funciona. São meiguinhos demais... aff.... Paola, ou Paloma, tanto faz, não consegue muito. Mas Felix está perfeito e os demais personagens brilham e até ajudam a sustentar as boas possibilidades da trama. Vamos aguardar que na segunda fase, essa coisa insossa se reverta em paixão.... beijão!

Thallys Bruno Almeida disse...

Antes de começar, duas perguntas ao Paulo: Com o Walcyr é cópia, mas com outros autores é referência, inspiração, né? E outra: novela não pode copiar que todo mundo cai matando, mas séries e filmes podem copiar e ninguém fala nada?

Ótimo artigo, Sérgio. O Walcyr parece mesmo estar disposto a desfazer a imagem do autor "que só sabe fazer humor pastelão e guerra de comida" que alguns têm.

Félix começou como um verdadeiro achado ao subverter o clichê de que homossexual só poderia ser correto. Porém, eu tenho realmente me cansado de alguns de seus trejeitos nos últimos tempos, como mencionado pelo Rafael no comment acima. Já deu ele ficar repetindo toda vez que "salgou a santa ceia". Quero vê-lo aprontando mais, assim como no início em que ele roubou Paulinha das mãos da Paloma, ou quando tentou matar Atílio - e agora eu sinto que isso vai acontecer, já que ele recuperou a memória. Essa vilania é o que consagrou o Félix e o Mateus se encaixou como luva.

No núcleo de Eron-Niko-Amarylis, tenho achado Marcelo e Winits medianos, embora não comprometam. O Fragoso é o que mais se destaca.

Sobre o lúpus, eu sabia que a Astrid Fontenelle tinha, mas o que a Letícia mencionou no comment acima do Michael Jackson também ter, essa é novidade pra mim. Eu sinceramente não entendo qual é o problema do pessoal do twitter com a Klara Castanho. A menina é talentosa, promissora, manda bem, emociona e pra mim se encaixou perfeitamente. Só acho uma pena que por causa disso o Bruno (Malvino) passasse a ser encarado pela Paloma como se fosse um bandidão frio. E ainda a louca vai voltar a dar trela pro comunista de araque do Ninho? Aliás, nunca pensei que fosse dizer isso, mas é uma das poucas vezes que torço pra um personagem do Malvino. Sobre a Paolla Oliveira, continuo adorando a atuação dela, só lamento que a personagem vá ficar chata nessa fase. O Cazarré tá excelente, mudou perfeitamente de um personagem adorável para um odiável. O que vai pegar é a rivalidade entre o outrora casal, já que o Bruno também não vai deixar barato e vai acusar a pediatra de cárcere privado, a menina irá rejeitar a convivência com a mãe e, no meio disso, ainda vai entrar outra personagem pra ajudá-lo, a Sílvia (Carol Castro), que não duvido se apaixonar pelo Bruno.

Bruna Linzmeyer tá com o grande papel da carreira. O realismo que ela confere nos gestos de Linda e o sofrimento devido à incapacidade de contato são chegam a ser uma coisa assustadora de tão perfeita. Tá demais. A Marina merecia esse presente do Walcyr depois de ter perdido tempo em AEA. Uma menina que tinha uma vida de sonhos pela frente, mas se vê sozinha, doente, com pouco tempo de vida e ainda às voltas com uma falsa amiga que a todo momento está disposta a lhe prejudicar, mas que pode desfrutar da felicidade ao lado do Rogério. Impossível não se emocionar com a Marina. E impossível não odiar a Leila. Fernanda tá perfeita, arrasando, retratando muito bem a crueldade e o cinismo da personagem, refletindo isso a cada cena em que ela tenta armar pra conseguir a grana de Nicole ou destila sua crueldade contra Linda. E a própria Fernanda tem uma cunhada autista na vida real e confessou que, por essa vivência, sofre com as maldades da personagem.

Na questão religiosa, Walcyr já havia sido mestre no núcleo judeu de Caras & Bocas, liderado pela Ana Lucia Torre com o Jaime Leibovitch. Até agora eles têm aparecido até pouco, mas é um acerto do autor mostrar a tentativa de convivência pacífica entre duas pessoas de religiões com histórica rivalidade.

Acrescentando ao artigo, outro bom tema tem sido o dúbio caráter de César (Antônio Fagundes). Em meio a toda aquela pose de bom pai e bom marido, o preconceito que ele sente por Félix ser gay, a preferência escancarada por Paloma (compensando a preferência da mãe pelo vilão) e o caso extraconjugal com a secretária bonitona (Vanessa Giácomo cada vez mais perfeita).

Thallys Bruno Almeida disse...


E pra equilibrar toda essa gama de conflitos que deixariam qualquer novela pesada, só um núcleo de humor muito bom, como o da Tatá Werneck. Quero ver o momento em que a Valdirene vai virar cantora gospel, como foi anunciado.

Pra mim, o único ponto negativo, como eu falei antes aqui, é aquele núcleo da Patrícia com o Michel que só querem saber de transar e esnobar um ao outro. Espero que com a entrada da Sílvia (Carol Castro), ex-mulher dele, essa situação melhore.

No fim das contas, Walcyr não estava mesmo pra brincadeira. A trama tem tudo pra ser inesquecível. Que venham os próximos caps. Abç!

Anônimo disse...

A maquiagem da paulinha doente deixou ela a cara daquela menina-monstro da pegadinha do elevador.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, também gosto dessas tramas e concordo que Bruna Linszmeyer está ótima no papel. O provável romance entre a judia e o muçulmano também interessa.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Só um adendo: acho difícil uma personagem que nada tem de boba, a Pilar, se enganar tanto com a Aline. O mesmo se passa com a desconfiada Bernarda. Aliás, que show de atuação deram Nathalia Timberg e Ary Fontoura, quando os personagens falaram de velhice, com poesia e sabedoria.

Smareis disse...

Olá Sérgio,

Fizeste um resumo excelente. Uma ótima avaliação.
Gosto da atuação da Susana Vieira, esta muito bem na personagem. A Paulinha poderia dar uma melhora no visual.
Walcyr Carrasco es de parabéns, esta conduzindo muito bem os capítulos.
O meu desejo é que sua semana seja de muitos sonhos realizados, dias execelente!
Abraços!

Milene Lima disse...

Não tem chance do Tales se apaixonar pela Nicole? Seria um troco e tanto pra Leila.

Está mesmo muito bem a Bruna Linzmeyer e sua Linda. A gente tem vontade de cuidar, de fazer sarar. Já li pessoas se queixando que aquela visão meio embaçada que ela tem, não é real...Mas é questão de ajuste, eu acho.

Tudo massa na novela, mas tô dando um tempo sem assistir, só lá pro fim da semana quando o Bruno tiver ciente de tudo, eu retorno. Tadinho dele, poxa.

Beijo, Sérgio.

Zilani Célia disse...

OI SERGIO!
CONCORDO COM TUAS COLOCAÇÕES, ESTA NOVELA TEM AGRADADO BASTANTE, PELOS TEMAS ABORDADOS COMO JÁ COLOCASTE E, ACHO EU, TAMBÉM PELA DINÂMICA IMPRIMIDA DANDO UMA AGILIDADE QUE SEMPRE AGRADA.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

MARILENE disse...

Tenho como válido e importante se mostrar, em novelas, doenças que não costumam ser discutidas na vida real e sobre as quais muitos fazem uma ideia equivocada. A novela apresenta muitas situações que costumam ser camufladas fora da telinha. Estou gostando muito de seu desenvolvimento e da interpretação dos atores. Você fez uma excelente abordagem. Bjs.

André disse...

Ola Sergio,entao eu concordo sobre tudo aquilo que voce escreveu mais tenho algo que eu gostaria de discordar.
O Felix pode até estar sendo otimamente interpretado,mas em si como vilao nao é grande coisa,pois os seus motivos por fazer maldade sao muito clichès e sem graça.

Herança? Nossa que fantasia em!
Ciumes da irmazinha?que saco

O contrario do que acontecia com Livia Marini que era em si um otimo personagem que porém foi mal interpretado,nela a gente via uma sede por poder,pois ela nao havia necessidade alguma para fazer o que fazia

Na verdade eu gostaria de conhecer um vilao ou uma vila que tivesse motivaçoes bem plausiveis para ser malvado(nao to falando da Carminha ou da Clara,pois estupro na infancia nao justifica nada) e que consiga ter o apoio do publico pois aquilo que ele esta fazendo no fundo tinha que ser feito,espero que esteja me entendendo kkk

Bom espero ansiosamente por um vilao ou uma vila assim

Abraços :)

Sérgio Santos disse...

Eu também, chica! bjs

Sérgio Santos disse...

Oi Luana! Que bom te ver por aqui também! =)

Sim, a Nicole é bem pessimista mesmo e depois de receber a notícia de que só tem 6 meses de vida piorou. Mas a Linda emociona muito mesmo. A trama dela virou uma das melhores da novela. bjão!

Sérgio Santos disse...

Verinha, obrigado pelo seu carinho! Beijão!

Sérgio Santos disse...

Paulo, eu já ia perguntar se vc tava com febre,afinal disse que a novela é boazinha. Mas o seu segundo comentário me tranquilizou novamente.

O Caio foi escalado pelo Wolf Maya e isso todos sabem. Aliás, dá pra saber quem o Walcyr escalou e quem o diretor escalou.

O casal gay de Duas Caras é bem diferente desse. Aliás, o caso também foi repetido em Avenida Brasil com Suelen, Leandro e Roni. Porém, em ambos os casos um deles não é gay e só está com a mulher. O gay é que acaba ficando com a mulher, formando um triângulo. Nesse caso Eron era casado com uma mulher e se apaixonou por um homem. Depois trairá seu marido com outra mulher. Bem diferente.

O caso do autismo nunca foi abordado com a precisão de agora e muito menos com os conflitos de Linda. Sobre o vilão gay, o caso citado é de uma minissérie e não novela. Se for citar minissérie, podemos incluir Cinquentinha, que tinha um rapaz gay que era mau-caráter.

Muita gente tem má vontade com o Walcyr. Tudo que ele faz é plágio para alguns. Aliás, o próprio Aguinaldo Silva o acusou na época de Morde & Assopra por causa da mãe que era humilhada pelo filho. Como se isso fosse uma trama inédita na teledramaturgia.

Como eu disse na introdução, depois de 60 anos de novelas, é praticamente impossível não repetir temas, o que não implica em plágio ou cópia. Porém, Walcyr conseguiu ousar e colocar em uma só novela inúmeros temas polêmicos e raramente abordados, até porque, Paulo, vc citou casos de muitos anos atrás, convenhamos. Abraços.

Barbie Californiana disse...

De fato a novela tem uma temática muito boa e que envolve o telespectador, Sérgio! Walcyr está fazendo um belo trabalho. beijos

Sérgio Santos disse...

O Walcyr chegou chegando, Rafael! Colocar tantos temas polêmicos e atraentes numa só novela não é pra qualquer um. E o melhor é que o autor está sabendo desenvolvê-los muito bem. Fiquei com medo desse elenco numeroso dele repetir o ero de Salve Jorge, mas o autor está provando que pode-se fazer uma novela boa com muitos atores e dando a todos a chance de brilhar.

Acho o humor do Félix excelente justamente por não ter limites e não sabr a hora de parar. Porém, como já mencionei, os bordões encheram o saco, concordo. Acho que tem que parar ou então colocá-lo para falar em casos excepcionais. Verdade seja dita, reduziram bastante os bordões, mas ainda incomoda.

Nada tenho contra o texto do Walcyr, acho que cada autor tem um estilo. O dele é esse, enfatizar 'sensações' e explicar bastante as situações.

Eu tenho achado a Suana ótima na novela. Aliás, há tempos que ela não ficava tão à vontade num papel. Falo da Pilar porque ela é bem imbecil, né, mas só isso. A única cena que detestei de fato foi quando Pilar tinha que chorar e não saiu uma lágrima sequer do olho dela. Canastrou bonito. Mas só ali. Abraços.

Sérgio Santos disse...

É verdade, Eder. E eu já me animei com a novela só pelas chamadas. Depois da estreia confirmei. abraços.

Sérgio Santos disse...

Rita, adorei suas observações. rs bjsssss

Sérgio Santos disse...

Também espero, Patrícia, mas o Walcyr não é de se perder, não. Ele sabe das coisas. Tenho gostado da Paolla na novela. Beijão.

Sérgio Santos disse...

Felis, eu acho péssimo quando dizem que a novela está dando um "péssimo exemplo". Novela não é feita pra dar exemplo é feita pra entreter e pronto. Mas, claro, é muito bacana ver quando um autor consegue inserir contexto interessantes dentro de uma trama fictícia. Abraços!!!

Sérgio Santos disse...

Letícia, eu senti sua falta, viu? Espero que vc esteja melhor! Essa época é uma beleza pra resfriado. Eu, então, sou uma vítima fácil.

Walcyr parece mesmo ter estudado muito tempo pra colocar essa novela no ar. E é muito bom vê-lo ousando e fugindo do óbvio.

Nicole e Linda estão sendo muito bem interpretadas e as histórias fascinam, assim como a interessante trama do casal gay e da vilania de um homossexual que tem preconceito contra tudo e todos.

Pra variar, assino embaixo do seu comentário. Melhoras! bjsssssss

Sérgio Santos disse...

Flávia, muito obrigado. bjssss

Sérgio Santos disse...

O Walcyr tá de parabéns mesmo, Clau. Pena que vc não tenha muito tempo pra ver. bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, J Araújo. abraços!

Sérgio Santos disse...

Oi Ju, é verdade. Novela com muitos temas e muita gente sempre corre o risco de falar de tudo e não falar de nada. Amor à Vida, até agora, tem fugido desse erro, ainda bem. Do triângulo central eu só odeio o Ninho. bjsss

Sérgio Santos disse...

Thallys, quem odeia o Walcyr está torcendo desde a estreia da novela para que o autor coloque alguma guerra de comida pra poder criticar à vontade. Como até agora não teve, optam por criticar o texto, os personagens, enfim... Normal.

Tenho achado absolutamente todos os núcleos ótimos, incluindo o do Michel e Patrícia. Só odeio mesmo o trio formado por Ninho, aquele amigo dele e a traficante chata.

Todos os núcleos são muito bem interligados e a trama do César também é interessante, afinal, ele não tem nada de 100% legal. Pelo contrário.

Em Caras & Bocas o Walcyr abordou muito bem mesmo a questão do judaísmo e agora resolveu abordar situações entre religiões 'rivais'.

Sobre o Félix, eu concordo sobre os bordões, que apesar de já terem sido reduzidos, ainda cansam. Mas do personagem em si nada tenho a reclamar.
Enfim tenho gostado cada vez mais da novela. abçsss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, não vi nada de errado na maquiagem, mas ok.

Sérgio Santos disse...

Elvira, interessa mesmo. E como Bruna estás bem no papel, incrível.

No início Pilar desconfiava de cada palavra dita por Aline, mas depois ela acabou baixando a guarda.

Realmente a cena da Nathalia com o Ary foi linda. Aliás, o Walcyr sempre retrata muito bem o amor na melhor idade. Pelo que consta, eles irão se envolver. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo carinho, Smareis! bjsssss

Sérgio Santos disse...

Tem sim, Milene! Aliás, é isso que vai acontecer de acordo com a sinopse. O médico também se apaixonará por ela.

Eu também li essa crítica ao olhar embaçado. Como não conheço a doença, fiquei por fora, mas espero que eles corrijam isso. Se bem que só mostraram duas vezes.

Não tenho perdido um capítulo. bjão!

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Zilani! bjssss

Sérgio Santos disse...

Exato, Marilene. Essa novela tá expondo muita coisa que é camuflada na sociedade ou então que muitos fingem não enxergar. Bjs e obrigado pelo carinho.

Sérgio Santos disse...

Oi André. Olha, embora discorde, respeito sua concepção sobre os vilões. Particularmente acho que as vilanias da Clara e da Carminha eram bem embasadas, entretanto, é impossível ter um vilão que tenha suas vilanias bem sustentadas, até porque não existe nada que sustente o mau-caratismo, né? Como vc msm disse, até estupro na infância não justifica. Ou seja, ter vilanias bem 'justificadas' será missão impossível. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Barbie, obrigado pelo comentário. bjsssss

Fernando Oliveira disse...

Novela do futuro define perfeitamente Amor à Vida e blogueiro do presente é o que te define, Sérgio. Análises como as suas corroboram com o que penso ou me faz ver as coisas na tv de uma forma diferente. Não esperava pouco dessa novela, pois Walcyr é criativo e escreve observando a lua, como ele mesmo já declarou em entrevista. A lua inspira, mas em diversas novelas dele como Alma Gêmea, Caras e Bocas e Amor à Vida há um capricho a mais. Adoro a novela e curto o blog. Abraços!

Adriana Helena disse...

Sérgio, muito boa tarde meu amigo querido!
Você fez uma excelente abordagem dos principais temas da novela!
Realmente os assuntos relatados são riquíssimos e a temática bastante envolvente!
Fatos inéditos nas história das telenovelas estão sendo expostos e de maneira bastante competente!
A interpretação dos atores está divina mesmo!
Impossível não se emocionar com as histórias...
Será ainda melhor do que a Avenida Brasil amigo!!

Ah, venho também agradecer sempre sua valorosa e importante companhia amigo! É que hoje,01 de julho, estou comemorando 2 anos do Blog e você é um convidado Super TOP mais do que especial!!
Agradeço o seu carinho de sempre!

Um grande e forte abraço!!
Uma excelente semana! :))))))

Rafael Barbosa dos Santos disse...

Obrigado pela resposta Sergio, adoro a Susana e to curtindo a Pilar rs, acho que ja sei de que cena está falando, acredito que isso ja deve ter acontecido a maioria dos atores. Sobre o texto, as vezes me incomoda mesmo, acho que é um estilo não mto condizente com o universo da história, mas não odeio o Walcyr, aliás sempre gostei de todas as suas novelas, inclusive sete Pecados, que para mim não foi tão ruim como muitos dizem. Acredito que muitos não gostem de suas novelas, ou de Amor a Vida em especial, mas tem muita gente que tem um certo preconceito, implica com o autor e detona tudo o que ele faz, é uma pena.

Abraços

Abraços

Lu Nogfer disse...

Amigo,

Adorei a materia mas hoje estou passando especialmente para agradecer a participçao no Blog da Lu todo esse tempo.

Muito obrigada e desculpe aproveitar a resposta ao seu comentário para esclarecer outras coisas importantes!

Novamente muito obrigada!

Beijos

paulo disse...

Mas sergio, eu realmente acho a novela boa, pelo menos é bem melhor que aquela intragável Avenida Brasil, essa eu nunca vou engolir. Apenas lembrei que os temas nela abordados não são inéditos na TV e concordo que depois de tantas novelas é praticamente impossível inovar. Mas infelizmente não assisto assiduamente pois acompanho novelas desde muito cedo e lá se vão mais de 30 anos, não tenho mais paciência pra novelas atualmente, além dos fatores que me afastam das produções atuais como trilha sonora ruim, "atores" inexpressivos, etc.
Abrçs!

Luma Rosa disse...

Oi, Sérgio!!
Tudo junto e misturado! Um caldeirão de emoções como é a própria vida! Além das mulheres românticas, tem as sofridas, as que amam demais, as que são amadas de menos e também as que amam o dinheiro. Acho que tem pelo menos 3 que querem casar com o dinheiro e a esposa do Félix que também se casou por dinheiro.
Boa semana!!

Sérgio Santos disse...

Fernando, muito obrigado pelo elogio. Fico honrado de verdade.

Sou suspeito pra falar do Walcyr, não nego, sempre gostei de todas as novelas dele, até as mais criticadas. Vejo nele características que me agradam como saber valorizar seu elenco e sempre evitar enrolações.

Amor á Vida está muito boa. Abração!

Sérgio Santos disse...

Oi Adriana! Olha, para mim, por enquanto, está tão boa quanto Avenida Brasil. Com estilos distintos, obviamente.

O Walcyr acertou ao apresentar tantos bons temas juntos. A novela ficou muito rica.

Olha, parabéns pelos dois anos do seu blog! =) Beijão!

Sérgio Santos disse...

Rafael, vc foi até bonzinho ao dizer "certo preconceito". Tem crítico que o odeia mesmo e nem faz questão de disfarçar. Aliás, prefiro esse porque tem uns que disfarçam o ódio através do deboche e isso me cansa bastante. Minha paciência tem estado nas alturas porque vejo falta de respeito em algumas 'piadas'.

Sempre gostei da Susana. Mas depois de Senhora do Destino ela se perdeu totalmente. Que bom que ela agora se reencontrou e numa trama do Walcyr. Abraços!

Sérgio Santos disse...

Lu, eu que agradeço! bjsssss

Sérgio Santos disse...

Que bom, Paulo. Vc acha a novela boa me assusta e me anima. Pena que nem assim vc veja sempre. E, olha, até que a trilha de Amor à Vida não é das piores. Abraçs!

Sérgio Santos disse...

Isso é mesmo, Luma, o que não falta é gente interesseira na novela. Aliás, na vida real também, né. bjsss e boa semana!

Vanessa disse...

Sérgio, meu querido, que saudades de comentar aqui!

Ultimamente, fui mais uma leitora passiva. Talvez, porque as atuais tramas não me empolguem tanto, apesar de achar gostosinhas "Sangue Bom" e "Amor à Vida". Mas nenhuma delas me prende de fato, como as últimas que tivemos.

Bom, sobre "Amor à Vida", por incrível que pareça a minha trama preferida é a da Paloma. E olha que eu sempre fui bem crítica ao trabalho da Paolla Oliveira, atriz que sempre achei mediana. E nunca gostei também do Malvino Salvador, apenas bonito, e da Klara Castanho, com suas crianças adultas. Rs.

Outra trama que eu gosto bastante é a da Elizabeth Savalla, sempre maravilhosa. A Tatá também está um arraso, apesar de sua Valdirene andar muito em círculo. Já passaram da cota aquelas tentativas de se dar bem diante de um famoso. Era legal, ficou maçante.

Estava curtindo muito o Félix, mas o personagem já me cansou um pouco. O excesso de piadinhas, ainda mais tantas repetidas, tiraram o brilho do vilão. Embora o Mateus Solano siga incrível, de longe, é a melhor atuação no ar, na minha opinião.

Bom, era isso. "Amor à Vida" é uma ótima novela, mas a mim ainda não pegou de jeito. Vejo um capítulo aqui, perco outros três ali, e assim me distraio um pouco nessas noites frias e chuvosas de Sampa. rs.

Vou aproveitar a leva para comentar o post de "Flor do Caribe".

Beijão, querido.

Sérgio Santos disse...

Vanessa, que saudades! Mas que bom que vc tem lido os textos. Já fico feliz.

Eu tenho gostado muito de Sangue Bom e Amor à Vida. Tanto no quesito história quanto no quesito personagens e atores.

Também gosto da trama da Paloma e da Valdirene. Embora tenha achado a Paolla péssima em Insensato Coração, estou adorando a atriz agora.

E como é bom ver a Savalla no horário nobre. Pena que só o Walcyr a valoriza... Adorei de ver aqui! Beijão.

Acho o Félix um grande personagem e só tenho restrições aos bordões que muitas vezes cansam, embora o autor tenha reduzido bastante.

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Já que estou por aqui não poderia sair sem ler estas suas considerações sobre as abordagens propostas em Amor à Vida. Você está de parabéns, pois foca todos os detalhes-rsrs. Sempre considerei importante a exposição de temas relevantes ou polêmicos em novelas.

Esta semana eu ri demais com a reação do Félix quando o Atílio reapareceu-rsrs. Demais!

Beijo.

Sérgio Santos disse...

Oi Vera! Nossa, eu também me diverti muito com o Félix gritando quando viu o Atílio! rsrs Foi muito bom. E a novela está bem interessante mesmo. Walcyr não tá tendo medo de ousar. bjsssss