quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Grande Família perde a identidade

Todo final de ano é a mesma coisa: começam a surgir boatos a respeito do término de "A Grande Família". E as especulações acabam sempre após uma notícia que já virou corriqueira: 'a série da Família Silva emplacará mais uma temporada'. Pois a verdade é que, em meio a tantos questionamentos, o seriado está em sua décima-terceira temporada e já tem a décima-quarta confirmada para 2014. O motivo para essa longa duração não deixa de ser a boa audiência que história ainda consegue; entretanto, a trama vem se desgastando a cada ano e atualmente enfrenta sua pior fase.


Em 2012, a série já tinha apresentado vários sinais de desgaste. Mesmo tendo situações ousadas e que buscavam uma renovação (como a maior inserção do drama, novas participações e reformulação na vida dos personagens), ficou claro que as alternativas usadas pelos roteiristas não foram suficientes para manter o fôlego dos conflitos de Lineu e companhia. Aliás, essas mudanças até pioraram a situação, que acabaram se agravando em 2013.

Se no ano passado havia uma mescla de drama com comicidade, o que já não tinha sido uma boa combinação, atualmente o lado cômico da trama tem ficado quase que esquecido. Se não fosse a existência do Paulão (Evandro Mesquita) nem dava para dizer que "A Grande Família" era uma série de humor. Os problemas
da Família Silva, que sempre eram resolvidos de uma forma totalmente confusa e engraçada, agora são levados de forma séria e muitas vezes reflexiva. Nada contra o drama, mas mexer tanto assim na estrutura de um seriado que sempre foi marcado pela comicidade é um grande equívoco.

O primeiro episódio da décima-terceira temporada foi marcado pela nostalgia. Várias imagens do início da série foram exibidas, tendo como desculpa o fato dos personagens estarem relembrando momentos que já viveram ao longo da vida. Foi prazeroso rever os áureos tempos daquela família muito unida e também muito ouriçada. Porém, através dessa rápida recordação, também foi possível comparar com a fase atual e perceber com mais clareza o quanto que a série se desgastou.

Apesar do peso da idade, o formato estava conseguindo manter o fôlego até o final de 2011. Nem parecia que o programa estava há mais de dez anos no ar. Porém, pouco depois do início da nova temporada, em 2012, a tentativa de renovar a série causou justamente o efeito contrário. O que era para melhorar o que já estava bom, acabou prejudicando. A identidade da história foi perdida e, agora, na décima-terceira temporada, ao invés de terem tentado consertar o que erraram ano passado, acabaram insistindo no erro. Muito drama, pouca comédia e novas situações nada atraentes --- como a fase empresária da Bebel (Guta Stresser), a entrada de Tuco (Lúcio Maura Filho) no mundo das artes dramáticas e o fato do casal Lineu e Nenê ter doado a casa para os filhos.

Então é possível concluir que para manter a qualidade e a identidade de "A Grande Família", não deve ocorrer nenhuma alteração na trama? Não.  E a prova de que uma mudança bem realizada não diminui a qualidade do formato é justamente a temporada em que Lineu abandonou o emprego de Vigilante Sanitário, resolvendo se dedicar aos animais, abrindo uma Pet Shop. Na oitava temporada ocorreu essa alteração nada sutil e o formato continuou ótimo. O motivo? A essência não foi perdida, a comicidade continuou a todo vapor e a mudança acabou sendo positiva porque acrescentou conflitos interessantes e inusitados à história.

"A Grande Família" é uma série vitoriosa e poucos formatos conseguem ficar mais de 12 anos no ar. O elenco continua sendo merecedor de todo reconhecimento, principalmente Marco Nanini e Marieta Severo, e a boa audiência que o seriado ainda obtém é mérito de um produto que ganhou o carinho do público graças aos acertos que foram apresentados ao longo desses anos. Entretanto, a atual fase não está nada animadora e a décima-quarta temporada, que começará ano que vem, precisará ser muito bem pensada para conseguir reavivar uma identidade que começou a ser perdida no início de 2012 e foi definitivamente apagada em 2013.

58 comentários:

✿ chica disse...

No ano passado não conseguia chegar até o fim. Trocava de canal, estava chata demais. Esse anos estou começando a conseguir ver alguns inteiros. Gosto da Marieta e do Nanini e claro, do engraçado Agostinho...


abraços,tudo de bom,chica

Bell disse...

Eu gosto, mais muita coisa ficou sem sentindo.
Lineu em coma eu nao gostei, perdeu ali o humor.
Ei gosto do jeitão do Augustinho ( porém o personagem ao longo dos anos parece ter perdido a sua malandragem que era seu charme principal).
Agora sinto falta da Marilda com seus rolos amorosos, adorava ver ela com Paulão.

A grande família é muito melhor que Tapas e Beijos (onde lá é um troca troca de casais).

bjus =)

Carlos disse...

Tenho que discordar e concordar (óbvio rs).

Se perda de identidade for o drama, sim, você está certo. Uma coisa é ter 3 episódios dramáticos de 30, outra é ter vários. Ano passado tiveram muitos episódios engraçados e não falo pra defender, se você perguntar te direi quais, mas claro, você terá que ver de mente aberta e sem pensar: "esse foi o ano que detestei", porque automaticamente você não vai gostar rs. Ano passado, fora o coma, ainda teve a quase traição de Nenê, a perda da casa, o amadurecimento dos personagens com a passagem de tempo, corrupção e prisão do Agostinho. Os temas que ficaram fora disso tiveram graça como o Serginho, a mãe do Mendonça, o boneco fofolho, internet, a filha do Júnior, UPP, novela, etc.

O drama traz novos conflitos e situções improváveis, mais do que na comédia. Um coma pra ter graça teria que ter humor negro, o que não encaixa na Grande Família. Por isso que apesar de achar errado fazer drama em muitos episódios, acho que eles acertaram para mostrar o lado "triste" que qualquer família real pode passar.

Ano passado, como disse, teve vários temas. A série, apesar de longa, não virou uma mesmice. Tem temas batidos como o ciúme de Lineu com Nenê e vice versa? Tem, mas nos demais episódios vemos situações novas como quando Bebel e Agostinho tomaram remédio pra emagrecer, ficaram agitados e ele começou a falar com um boneco. Em 12 anos isso nunca tinha acontecido. Se for fazer comparação com qualquer outra série brasileira, e até algumas americanas, isso é raro. Ter autores capazes de criar coisas novas e ousar, é raro.

Esse ano, o primeiro episódio foi saudosista, mas engraçada. A ousadia esteve presente na frase da Nenê, falando mal do cozido. Os 4 episódios seguintes foram dramédia, mas o drama acaba falando mais alto. Só que os temas são justos pra isso: Florianinho revoltado com Agostinho que havia sido preso, Hamlet, Lineu com medo da idade. Entretanto, o episódio da semana passada começou a voltar com A Grande Família que aprendemos a amar. O barco do Lineu mostrou ser bastante engraçado, apesar de doido (mas é um dos possíveis "sintomas" da meia idade), a briga de Nenê com Júnior e Bebel foi divertida, Bebel marrenta com os homens e com o marido foi muito bom, a greve de três estilo femen e o pajé desempregado foi muito bom. Resumindo: foi um episódio engraçado. O de hoje, promete ser também.

A família já teve a fase negra, possível com qualquer um, agora é hora da família sorrir e ter o seu grande final.

ps.: Bell, Agostinho perdeu a malandragem pq envelheceu. Mas continua bastante engraçado nessa fase "caladinho" por causa da "superioridade" feminina da Bebel rsrs.

E Andrea Beltrão, apesar de não achar que faz falta na série (se não ficaria na mesmice de fica-não fica com Paulão), era bem mais engraçada como Marilda do que como Suely. Marilda é Marilda, não adianta. Assim como Vani é Vani rs.

Carlos disse...

E antes que falem: "mas eles estão muito diferentes". A resposta é: "é lógico!" A não ser que tenha alguém aqui que seja a mesma pessoa de 12 anos atrás. As mudanças dos personagens foram dentro de uma lógica. Nenê estilista? Sim, ela sempre costurou roupas ou fazia mudanças quando necessárias. Se ela abrisse um restaurante faria sentido também.

Bebel empresária? Sim, ela sempre fechava as contas do salão junto com a Marilda. E quando ela foi perua no ano passado, é porque ela ficou empolgada com a possibilidade de ficar rica e ir pra Barra, como sempre sonhou.

Tuco ator e dramático? Tem um episódio na primeira temporada que ele chega a fazer uma peça e beija um cara. Fora isso, não sei se vocês já viram, mas alguns atores de comédia sempre respondem sobre isso quando jornalistas perguntam. Como se comédia valesse menos que drama. Mal comparando, é como quando alguns chegam e falam: "sinto saudades de Marieta e Nanini nas novelas. Na Grande Família eles são tão MAL APROVEITADOS". Sim, é uma crítica. Outra crítica sentida foi quando Hamlet virou Serginho. Os autores fizeram uma crítica bonita a sociedade rsrs. Só acho que o Tuco deveria arrumar uma namorada engraçada nesse ano. Pra todo mundo familiarizar com ela. Falta a figura da nora.

Agostinho mais sério? Sim, ele já é um homem. Entretanto ele continua esperto, mas se dando mal para nossa alegria.

Para mim o único erro vai ser se eles ficarem no drama. Espero que eles estejam nos "vendo" e voltem a ficar só na comédia e por um bom tempo.

ps.: seria tão legal se aparecesse a Betty Faria na série como a mãe do Agostinho. Se ela passasse um tempo com os Silva então. Agostinho iria sofrer rsrs.

Abraços

Felisberto Junior disse...

Olá!
Sérgio
Uma família de respeito, que conseguiu fazer-nos rir, chorar, se identificar, apenas usando o universo de seus personagens, em suas diferentes fases. Sei que é difícil finalizar um projeto que ainda tenta divertir e ainda dá audiência após tanto tempo, mas, o desgaste sempre vem ....natural!Uma pena!
Obrigado
Boa quinta feira
Abraços

Lulu disse...

Não adianta Sérgio, acho super chato.
Big Beijos

Clau disse...

Oi Sérgio,td bem?!
Já gostei muito de ver A Grande Família,mas depois de 13 temporadas,é normal o desgaste.
Já não me impressiona tanto,pois perdeu a graça.Falta consistência.
Bjs \o/

Kellen Bittencourt disse...

Oii Amigo, eu deixei de assistir desde qdo o Lineu ficou em coma e voltou com a vida toda diferente, o Augustinho ficou rico etc, desde então eu não assisti mais, não me adaptei as mudanças, acho o elenco maravilhoso mas desde o ano passado digo e repito Ja deu o que tinha que dar! rss Abraçoss

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Assino embaixo, Sérgio. Gostei do seriado até a temporada de 2011. A do ano passsado foi fraca, e assim continua atualmente. Também acho que o que salva o seriado é a dupla Marieta Severo e Marco Nanini. Raras são as vezes em que as tramas despertam humor, o que é uma pena. O desgaste é visível, assim como ocorre em "Tapas & Beijos".

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Concordo. Perdeu a identidade e a graça também. Já gostei muito da série e me divertia com ela. Hoje, ela já não me prende diante da TV.
Também acho natural o desgaste depois de tanto tempo no ar. É preciso muita criatividade para manter o tempero em um programa do estilo de "A Grande Família".

Ótima análise, assim como suas considerações.

Beijo.

VERINHA TIBURSKI disse...

Olá Sergio
Eu sou suspeita em comentar porque adoro a grande família demais até.
Acho que os atores combinam perfeitamente com os personagens, talvez se degastou um pouco, as idéias estão fracas, mas ainda em minha opinião está legal, ainda assisto e acho que é um dos programas melhores da rede Globo.

Boa sexta feira amigo.
Beijos.

Douglas disse...

Tá dramática demais! Os Silvas começaram a se levar a sério, e isso pra um programa de humor, é sinal de desgaste. Até as brigas de Lineu e Agostinho não tem mais graça,parece que reflete algo real. O Marcos Oliveira que interpreta o Beiçola, disse semanas atrás em entrevista ao Yahoo, que são todos colegas, não amigos. Algo deve ter ocorrido nos bastidores. Precisam urgentemente voltar a transparecer leveza.

Suzane Weck disse...

Ola caro amigo,concordo contigo plenamente,eu e meu marido eramos fãns da série mas desde que começaram as mudanças mais radicais,não conseguíamos sequer sorrir.Gostaria muito que os roteiristas conseguissem dar a volta por cima da situação,pois em matéria de comicidade,para nós eram os melhores da TV.Meu abraço SU

Suzane Weck disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sérgio Santos disse...

Chica, obrigado pelo comentário. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Bell, esse coma do Lineu marcou justamente o início da temporada de 2012, que foi justamente quando a série começou a se perder. Marilda faz falta mesmo. bjssss

Thallys Bruno Almeida disse...

Gostei do artigo, Sérgio. Pensar que A Grande Família já chamava a necessidade de mudanças antes de 2012, elas vieram, mas não surtiram efeito. Lembro bem da temporada do pet shop e aquela funcionou perfeitamente. Isso sem contar que eu não gostei da nova versão do tema de abertura e ainda tinham os problemas de bastidores da temp. passada. Acho que a única coisa que eu gostei nessa temp. foi o flashback do Rogério Cardoso como Seu Flor no 1º episódio. É visível o desgaste e acho uma pena que a Globo não veja isso, quando podiam ter a chance de encurtar esse ano e passar o The Voice Brasil 2 direto depois da novela. Abçs!

Sérgio Santos disse...

Sim, Carlos, imaginei. rs

Essa ~enfase no drama fez a série perder a identidade, assim como a mudança na composição dos personagens. Claro que todos mudam com o tempo, mas em seriados isso não pode ser tão drástico como foi.

Como eu disse, na época em que Lineu virou dono de Pet Shop, houve uma grande mudança, mas nada se alterou. Por isso mesmo que a série continuava a pleno vapor.

Acho que ter um ou dois episódios dramáticos pra dar uma variada, ok, mas quase todos não. Ano passado o drama prevaleceu em cima da comédia e agora está ainda "pior". É como se Revenge, citando novamente como exemplo, começasse na nova temporada apresentando a Emily em situações cômicas.

Sinto muita falta da Marilda, e além do Paulão ela ainda se envolvia com o Mendonça o que gerava ótimas situações com o "triângulo maluco". Agora o Mendonça e ainda o Beiçola aparecem porcamente. Outra que sinto falta é a Dona Abigail.

Como se não bastasse tudo, ainda inseriram personagens totalmente sem carisma e chatos. Caso daquela vendedora vivida pela Katiuscia Kanoro (que já saiu) e o gay do Fábio Porchat.

A Betty Faria fez uma excelente participação e justamente na fase boa da série. As primas que iam visitar a Nenê também eram ótimas. Cristina Pereira e Eliana Fonseca, se não me engano.

Vi o episódio da semana passada e não vi graça alguma. O de hoje eu não vi, mas vi que a Fabíola Nascimento ia viver uma namorada do Tuco. Talvez tenha sido uma boa presença. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Sim, Felis, é verdade. O desgaste é natural, mas antes deles mexerem no formato tudo estava indo bem. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, Lulu.bj

Sérgio Santos disse...

Sem dúvida, Clau. O desgaste acaba sendo natural, mas os roteiristas anteciparam isso com essas alterações. bjs

Sérgio Santos disse...

Kellen, vc deixou de assistir justamente no início da temporada passada, época em que a série começou a decair e receber críticas. Compreensível. bjsss

Sérgio Santos disse...

Elvira, acho que é quase uma unanimidade a respeito da boa fase que A Grande Família vivia até o final de 2011. Depois, em 2012, tudo começou a degringolar. Esse excesso de drama só é positivo em um ponto: Marco e Marieta podem mostrar o quão são talentosos. Beijos.

Sérgio Santos disse...

Oi Vera, obrigado pelo comentário e elogio. E,sim, perdeu a identidade e a graça. bjsssss

Sérgio Santos disse...

Verinha, respeito sua opinião. Que bom que vc ainda gosta de assistir. E, provavelmente, terá esse e o ano de 2014 pra curtir. rs bjssss

Sérgio Santos disse...

Nem sabia dessa declaração do Marcos Oliveira, Douglas.

Você comentou bem, começaram a se levar a sério. E também não vejo mais graça nas brigas entre Lineu e Agostinho justamente porque agora, do jeito que tudo é mostrado, não dá pra rir do Agostinho e nem do Lineu. Eles estão "carregados", digamos assim. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Suzane, obrigado pelo comentário. Infelizmente a série deixou de ser a unanimidade de elogios que era. Reflexo do que tem apresentado. bjs

Thallys Bruno Almeida disse...

PS: Acertou as atrizes que eram as primas da Nenê. Cristina Pereira (Odete) e Eliana Fonseca (Ivete), que participaram na temporada 2003 após a morte do Rogério Cardoso. Junto com elas veio Juvenal, o Tio Mala (Francisco Milani).

Sérgio Santos disse...

Thallys, pois é. Poderiam corrigir tudo o que erraram ano passado, mas não, preferiram voltar e ainda piorar o equívoco.

A Globo vai colocar o The Voice depois de A Grande Família, ou seja, poderiam até dar uma férias antecipadas para que todos repensassem melhor a temporada de 2014, mas... enfim... Abraços.

Carlos disse...

As críticas feitas a série no ano passado vieram mais pelas "mudanças" feitas. Os roteiristas poderiam fazer que nem em novelas que o tempo passa e que não mudam nem o cabelo, mas não, eles mudaram tudo dentro da possibilidade dos personagens.

O que acontece é que o público foi acostumado com um perfil por 11 anos e no ano passado esse perfil foi cortado, só que dentro das possibilidades, como já havia dito. Nenhum personagem virou do nada em alguma coisa. Nenê não começou a trabalhar do nada, nem teve um doutor afim dela do nada. Em 4 anos muita coisa pode acontecer e foi isso que os autores quiseram mostrar. A mudança do pet shop não foi sentida porque foi pequena, mas também porque foi meses depois da temporada seguinte, nem 1 ano dramaturgicamente. Somos os mesmos de 4 anos atrás? Agora é só comparar com os personagens.

Pra mim o peso mesmo foi apenas o drama. O episódio de hoje foi bastante engraçado. E a participação da "peguete" do Tuco só prova a minha teoria de que uma nora faz falta. Pra criar mais conflitos e graça.

Lineu e Agostinho estão mais pesados e a trilha sonora não ajuda. Sim, uma trilha ajuda tanto quanto aquelas risadinhas de fundo. Entretanto, os personagens tem funcionado. Hoje com os dois disputando no jogo de damas, com o Lineu sendo mais esperto, foi divertido. E os dois com o resto da família também. Lineu tentando construir o barco e não conseguindo foi muito bom na semana passada.

Marilda já tava nessa a anos, a saída dela deu um gás pro Paulão. O Mendonça voltou a ser o personagem que era antes da Marilda, aparecendo menos. O Beiçola realmente tem aparecido pouco, mas se os autores querem centralizar mais na família, não adianta, alguém tem que sofrer. Agora tem ocorrido um "rodízio" de personagens secundários e acho isso muito bom. Foram só 6 episódios até agora, não dá pra mostrar tudo.

O ator falou de ser "colega", e aí pergunto o que isso tem a ver com a briga? Ele já havia dito isso bem antes, não lembro se em 2008 ou 2009. Ele é reservado, aparentemente mais que os outros. Ele chegou a dizer que sai pouco. Marieta já declarou que gosta de sair e convida os "colegas" de TRABALHO. O Pedro Cardoso, ao explicar sobre a briga, repetiu uma frase que o Luiz Fernando Guimarães disse uma vez: "IRMÃOS brigam". No contexto do Pedro, e considerando ser verdade, ele considera a Guta como irmã. Já disseram que a briga aconteceu e que foi aumentada pelo fofoqueiro Léo Dias (belíssima fonte). E na boa, se tivesse sido tão séria assim já teriam acabado ano passado e não precisariam fazer média.

As críticas existentes são pela ousadia dos autores. Hoje por exemplo teve um beijo entre dois homens e isso não agradou a muitos. Esses muitos falarão que a série não era assim, não apelava e tal, mas nem lembram que teve um beijo gay, com o Tuco, logo na primeira temporada. Fora a ousadia, o peso da idade também conta, ou vocês acham mesmo que as séries que vocês acham engraçadíssimas serão sempre "adoradas"? Tapas e Beijos já é criticada, Pé na Cova idem, o Dentista já nasceu fracassada. Até novela, com meses, acontece isso. Avenida saiu do ar bem falada pelos FÃS de twitter, porque no dia a dia... Críticas, negativas ou positivas são bem vindas e com a família Silva não seria diferente.

Katiuscia já saiu e não era diferente (não fez feio, mas não fez diferença). Agora Porchat? Caiu como uma luva. Ele funciona com todos os personagens.

Não adianta, você fica com seu Pé na cova, uma série onde só tem "Paulão" rsrs, enquanto prefiro uma família com características distintas mas bem próximas da realidade.

Abraços

Carlos disse...

Você falou das primas de Valadares. Elas apareceram bem pouco, nem fizeram tanta diferença assim. Mas tbm acho que seria legal uma participação desses parentes distantes, ou então a família indo visitá-los em Governador Valadares. É complicado reunir tantos atores, então poderiam criar novos "primos" pra Nenê kkkkk.

Um episódio de férias seria diferente e legal também, principalmente pelo figurino. Seria quase um Chaves em Acapulco kkkkkkkkk.

Agora sim, abraços.

Reflexos Espelhando Espalhando Amig disse...

Bom dia!
Bem... gosto muito dos textos da grande família, pois trabalham temas que Nelson Rodrigues levantaria de outra forma, mas falo do argumento de cada um texto que é muito bom, como escritora de textos para teatro digo que são bons textos a meu ver(claro).
Daria um bom espetaculo de teatro , penso eu.
mas na tevê...
reluto com essa continuidade que desgasta e rotula os atores que parece(só parece viu?) parar toda vida profissional
só para realizar Um Trabalho.
Gosto muito dos personagens,
mas não consigo mais parar e ver
um episódio todo.
Talvez manter um programa ou serie por tempo e tempo
não seja sinal de audiência...

Bela sexta-feira e que tenhamos a certeza de que viver vale à pena.
Frase pra fechar a semana bemmm:
"As vezes ouço passar o vento;
e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
Fernando Pessoa

Bjins
Catiaho Alc./Reflexo d'Alma

Barbie Californiana disse...

Acho que depois que o Florianinho nasceu, muita coisa começou a perder o sentido... e ele cresceu muito rápido. beijos

Vinícius Silva disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Vinícius Silva disse...

Infelizmente a grande família perdeu a graça!

Sérgio Santos disse...

Então acertei, Thallys. O Milani era sensacional. Outra grande perda. Tanto na Grande Família quanto no Zorra Total, com um dos poucos quadros que salvavam aquilo: eu Saraiva.

Sérgio Santos disse...

Carlos, claro que mudamos com o tempo. Mas convenhamos, demoraram um pouquinho pra mudar, né? Onze anos depois... Se ainda fizessem de forma gradual, mas não, fizeram "do nada". Era óbvio que o público sentiria como de fato sentiu e sente até hoje.

Nunca gostei do Tuco, mas ao menos aquele jeito vagabundo dele rendia algumas situações boas. Ano passado como ator de humorístico e agora como ator teatral rende algo de engraçado? Não vi o beijo gay, mas acho ótimo que tenha tido a cena. Que bom.

Até 2011, a Família Silva sempre teve um imenso destaque, mas todos os demais também tinham. E olha que ainda tinha bem mais personagem no elenco de apoio do que atualmente. Não havia necessidade de apagar ninguém. O que não é o caso agora.

Ousadia é sempre válida, mas desde que seja boa. Afinal, Norma foi um seriado ousado e foi um fiasco. Tempos Modernos tentou inovar e igualmente fracassou merecidamente. Portanto, os autores deveriam ter visto que a ousadia do ano passado não tinha dado certo e, ao menos, tentado mudar esse ano.

Avenida Brasil foi elogiada por fãs, críticos e não fãs. Foi criticada, claro, mas muito mais elogiada.

Adorava aquelas primas. A Cristina Pereira não pode aparecer porque tá na Record, mas a Eliana Fonseca poderia. Ela até tá sumida da tevê.

Atualmente só Pé na Cova me agrada na Globo. As demais cansaram. Abraços!

Sérgio Santos disse...

Oi Catiaho. Até vc que é fã da série não tá conseguindo ver um episódio inteiro? Infelizmente as mudanças não agradaram. Olha, não sei se daria uma boa peça de teatro, não. Até porque o filme eu achei bem aquém do esperado. Aliás, justamente porque teve um excesso de drama que destoava da série. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Barbie, isso foi outro erro. O Florianinho antes era apenas citado porque não queriam um bebê ali. Achei certíssimo. Depois a criança ficou maiorzinha mas também aparecia bem pouco. Do nada surge um garoto daquele tamanho pra entrar na família. Ficou forçado. Parece que desceu de paraquedas. Fora que o garoto não tem a mínima graça. Bjs

Sérgio Santos disse...

Verdade, Vinícius. Abraços.

Patricia Galis disse...

Tudo na vida tem fim, já tiveram seus belos momentos, já ri muito mas agora não tem mais o que acontecer, na parte de humor a grade da globo esta deixando muito a desejar.

Carlos disse...

Ué, mas qual o problema de passar de tempo 11 anos depois? Se a história pede por que não? Todos queriam Florianinho grande, logo como crescê-lo? Só passando o tempo. Como passar sem forçar? Com a viagem de um dos personagens, mas o público teria que ver passo a passo do que aconteceu porque o personagem que viajou saberia sobre a família por causa de telefone e internet. Um coma encaixou bem porque com um coma o personagem não saberia de nada, assim como o público. Nós estranhamos, assim como o Lineu. E por que o Lineu entrou em coma? Porque é o personagem que menos mudaria. Em 11 anos todos os personagens mudaram, Lineu mudou menos. Sei lá, pra mim isso tudo encaixa. Em Avenida rolou passagem e mesmo após a passagem tinha gente que pedia a "Ritinha" de volta e achava nada a ver certos comportamentos dela adulta como o truque do banco. Isso sim pra mim é mal planejado. Agora você criar situações dentro da realidade dos personagens, não.

Quanto a gostar ou não de um personagem aí vai de cada um, mas o Tuco é um personagem legal. Aliás no último episódio várias pérolas foram ditas por ele. Boa parte da graça vem do Lúcio que não é um ator forçado como muitos que vemos por aí. Aliás, o elenco não é forçado, nem o Porchat que achei que fosse forçar a barra é. Cada um ali sabe o seu lugar, por isso o programa dá certo. Sai de Baixo desandou por conta disso. Atores com egos inflados...

Crítica todos passam e Avenida saiu "por cima" graças aos fãs e a mídia. Basta ver certos links da época clara de enrolação e ver os comentários. E isso é normal. Com a Grande Família não seria diferente. O programa já teve diversas fases, diversos personagens que entraram e sairam, tem mais de uma década... Críticas agora são normais pra qualquer série longa e mesmo assim a série ainda é bastante elogiada, não apenas por fãs, mas pela crítica. Enfim, mudar de assunto porque ficar falando "minha atração é mais elogiada que a sua" é bastante infantil kkkkk.

Como disse várias vezes, é só voltar pra comédia. Como aliás, eles fizeram nos dois últimos episódios e nos deram momentos divertidos. O beijo do último episódio foi uma crítica muito bem feita pelos autores, aliás o Fernando colunista da ig, escreveu muito bem sobre o episódio. Aliás, estou sabendo que Falabella vai "homenagear" Nelson Rodrigues em Pé na Cova também kkkkkkk. Então tá. Pelo menos agora a cópia de ideias tá dentro da Globo e não de lá de fora...

Abraços.

Sérgio Santos disse...

Patrícia, obrigado pelo comentário. bjss

Sérgio Santos disse...

O que eu quis dizer, Carlos, é que mudaram todo mundo ao mesmo tempo. Se fosse um personagem por vez talvez o público não sentisse tanto. O problema que que a mudança ocorreu um pouco tarde demais. O caso do Florianinho, por exemplo, surgiu um garoto do nada. Se optaram por não ter criança na série, que permanecesse assim. Até porque o garoto pouco acrescenta na história. Foi coma de Lineu, mudança de Tuco, trabalho da Nenê, prisão de Agostinho... enfim...

Sim, voltar pra comédia é a única solução possível agora. Até porque, é um programa de humor.

Se o Falabella copiar isso será bom, até porque há muita encheção pra que mostrem beijo gay. Resta saber se a Globo vai topar no seriado do Miguel. Abraços!

Milene Lima disse...

Eu ainda gosto do programa, mesmo com tantas mudanças.Eu ainda amo o Agostinho Carrara, dos melhores personagens já criados.

Beijo,Sérgio.

Carlos disse...

Pois é, porque A Grande Família tem tido certos previlégios, até da própria Globo eles zombam. Já zombaram novela, sessão da tarde, etc.

Mas passagem de tempo é assim mesmo. Os autores fizeram o certo, só que muitas mudanças, com um público já acostumado, é tiro no pé. Sempre foi assim e sempre será, ainda mais com 11 anos. Aí que falo que os autores são ousados. Eles mudavam os personagens aos poucos, mas com passagem de tempo não tem como não mudar. Foi aí que Gina saiu, e a própria atriz explicou o óbvio: ele a enrolava, e ela já tava colocando pressão. Com passagem de tempo seria impossível os dois juntos. Abigail era safada e antes de se mudar ainda denunciou o edifício que o Agostinho iria morar. Tudo explicado, mas quem perde um episódio fica perdido, é que nem o filho do Tuco que tem gente que até hoje acha que os autores esqueceram, sendo que eles já explicaram que era do Fumaça.

Eles não optaram por não ter criança, acontece que não faz sentido gravar com bebê. Eles até tiveram histórias quando ele era pequeno, mas tem uma hora que acaba. Teve episódio do Florianinho esquecido no ônibus, dele modelo, dele não deixar a família dormir... Situações em que um "boneco" basta. Mas aí fazer o que depois? Fora que gravar com criança dá trabalho. O Florianinho aparecia bem pouco e isso era reclamado pelo público, por isso, para ele crescer só passando o tempo mesmo. Agora tem um apelo para um outro público, o juvenil, que gosta do Florianinho. Ele é chatinho, mas porque faz o perfil "aborrescente". Perfil que não vimos no programa até então porque a Bebel e o Tuco já eram jovens quando a série começou. Ou seja, uma fase inédita na série, o que sai da mesmice.

Quanto ao Falabella, na verdade fiz uma piada porque o próprio vem SE copiando faz tempo, agora copia os outros e mesmo assim o defendem. Vai entender. Fora que a série dele tem uma fraca repercussão. Vamos ver se o beijo levanta da cova.

Abraços.

MARILENE disse...

Já gostei muito do programa, Sergio, mas fico com a sensação de que perdeu algo importante, que não saberia definir. Não me atrai, atualmente. Bjs.

Sérgio Santos disse...

Milene, obrigado pelo comentário. bjsssss

Sérgio Santos disse...

Isso, Carlos, tiro no pé. Inevitável.

Sobre sair da mesmice, eu concordo plenamente, isso a série conseguiu. Porém, acabou, na minha opinião, piorando todo o formato.

Sobre a fraca repercussão de Pé na Cova, é fato, realmente é muito baixa. Mas o ibope tá bom até porque a Globo já providenciou uma segunda temporada.

Acho que Sai de Baixo não acabou por causa de ego inflado, até porque os atores que tiveram problemas foram Cláudia Jimenez e Tom Cavalcante. Eles saíram, o público sentiu, mas o formato continuou por longos anos mesmo sem eles. Acabou porque já estava perdendo ibope, inclusive perdendo para a Casa dos Artistas. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Marilene, obrigado pelo comentário. bjsssss

Rosa Branca disse...

Desgaste total, o Florianinho não se encaixa na família, o Tuco não agrada e a Gina e a Marilda fazem muita falta, e onde estão os divertidos personagens Beiçola e Mendonça???? Um abraço carinhoso

Paty Alves
Ágape Amor Verdadeiro
Patyiva
Vou Conseguir

Sérgio Santos disse...

Concordo com vc, Rosa. Bjs!!!

Anônimo disse...

Saudades da grande família de antigamente, daquela confusão que sempre acabava tudo bem no final, aquele clima gostoso da família. Mas como vimos isso mudou no programa. Percebi essas mudanças quando o diretor Mauricio Farias e o redator Cláudio Paiva saíram, toda a identidade do programa foi com eles. E pelo que percebi no ano de 2013, não esta mais o produtor musical Márcio Lomiranda. Era muito boa àquelas trilhas do programa, misturada com um “sambinha” quando tinha alguma malandragem do Agostinho ou iam mostrar “Episódio de Hoje...” (outra coisa também que era super legal, onde os objetos da casa interagiam com efeitos especiais) e apesar de ser um detalhe bobo, quem se lembra daqueles sons dos cachorros da vizinhança? (reparem os episódios antigos e os de agora, não se escuta mais). É sem esses detalhes que o programa não é mais o mesmo.

Anônimo disse...

Neste episódio de 2006, por exemplo vemos bastante desses detalhes do programa, que hoje não se tem mais. http://www.youtube.com/watch?v=JGKajK0lP9E

Sérgio Santos disse...

Pois é, anônimo, a identidade foi perdida. Talvez a saída de alguns envolvidos tenha mesmo contribuído pra isso. Também lembro do "episódio de hoje" quando o título era formado sempre de uma forma diferente. Enfim, saudades dessa época. Abraços.

Anônimo disse...

Bom eu acho q a grande familia esta diferente mas não acho q está chata.Teve alguns eisodios bem dramaticos e tristes mas mesmo q tenha isso nunca deixa de ter pelo menos uma piadinha.Esse ano de 2013 acho q começou legal mas ai veio a coisa do barco e da separação re bebel e agostinho pensei q ia ser tudo aaquele drama de novo mas eles cinseguiram transforma em algo engraçado.Sou uma grande fã da serie assisto desde dos meus 4 anos .

Tony Júnior disse...

Muito tempo já se passou. Foram 13 anos.
Eu ainda me pergunto por que assisto à série ainda. E a resposta é sempre a mesma. Eu cresci junto com os "Silva". Além de gostar muito de comédia, eu me identifico bastante com os episódios.
O drama que vem sendo aderido desde 2012, afeta a identidade da série, porém não deixa de prender minha atenção.
Eu gosto de "A Grande Família" e pretendo continuar assistindo todos os espisódios que estão por vir. Isso simplesmente porque sou apaixonado pelos personagens e tudo que já foi mostrado ali.

Eu sou um telespectador que escolhe favoritos e os acompanha até quando não mais existirem,

marcos disse...

adoro a grande familia mas devido a muitas perdas de personagens a grande familia ja não e´tão grande assim perdeu o foco e o filho do agustinho nada a ver o que salva com certeza ainda são as cronicas do agostinho e o paulão a bebel engordou e perdeu seu lado sensual tuco deixou de ser preguisoço isso perdeu muito a graça lineu praticamente se aposentou bençola nem aparece mais reformulaçao ja