segunda-feira, 15 de abril de 2013

Após uma grande jogada de marketing, Globo estreia Revenge mirando no sucesso de Avenida Brasil

A Rede Globo surpreendeu o público na última semana. Utilizando uma inteligente jogada de marketing, a emissora começou a exibir incessantemente na sua programação ótimas chamadas de "Revenge", série norte-americana que fez um estrondoso sucesso nos Estados Unidos. Os comentários a respeito dessa produção, que estreou em 2011, começaram a aumentar no Brasil em 2012 justamente por causa do sucesso de "Avenida Brasil". Muitos consideravam a novela uma cópia da série e outros apontavam inúmeras diferenças. E com certeza não foi por obra do acaso que a emissora resolveu estrear a primeira temporada dessa trama de vingança no último domingo (14/04), logo após o "Fantástico". 


Curiosamente, o que a Globo fez com "Revenge" foi uma exceção ao que costuma fazer com as séries estrangeiras que adquire. Normalmente todas são exibidas de madrugada, o que costuma gerar muitas críticas dos fãs do gênero. Porém, a emissora resolveu colocar essa série de sucesso em um horário acessível, fazendo ainda uma intensa campanha de divulgação, incluindo até matéria no "Fantástico". E justamente após o reality "TUF - The Ultimate Figther" --- que agora foi empurrado para depois da meia-noite --- perder dois domingos seguidos para o "Programa Silvio Santos". 

Ao apostar em uma série que gerou tanta repercussão e que rendeu à ABC, rede que transmitiu a produção, uma audiência que não era alcançada desde o megassucesso "Lost", a Globo mostra que não pretende deixar de lado o horário pós-"Fantástico". Aliás, esse horário específico não tem sido nada agradável para a emissora. Com exceção do "Big Brother Brasil", que sempre consegue a liderança com facilidade, vários programas naufragaram no ibope. "Norma", "Batendo Ponto", "Jogo Duro" e agora o reality "TUF" são exemplos disso. 

Para melhorar a audiência do complicado horário, nada melhor do que exibir a saga da vingança de Emily Thorne (Emily Vancamp), que na verdade se chama Amanda Clarke. A protagonista busca vingar a morte de seu pai, que foi preso injustamente acusado de terrorismo e acabou morrendo na cadeia sem provar sua inocência. Amanda ainda passou sua infância em uma detenção juvenil até ser solta ao completar 18 anos. Após tanto sofrimento, ela começa a executar seu plano para destruir a vida de todos os responsáveis pela sua desgraça, a começar por Victória Grayson (Madeleine Stowe), a matriarca da família e que traiu seu pai. Comparando superficialmente com "Avenida Brasil", digamos que Emily é Rita (Débora Falabella), seu pai o Genésio (Tony Ramos) e Victória a Carminha (Adriana Esteves).

Porém, verdade seja dita, a vingança é um recurso utilizado há muito tempo na teledramaturgia. Não foi a série americana a precursora dessa temática. Além de livros, como o "Conde de Monte Cristo" de Alexandre Dumas, várias novelas já abordaram isso. "Fera Radical", "Tieta" e  "Chocolate com Pimenta" são alguns exemplos. Ainda assim, mesmo sendo um artifício comum na ficção, a volta de um personagem para executar uma aguardada revanche sempre atrai o público. O sucesso de "Revenge" e "Avenida Brasil" apenas enfatiza isso. Aliás, o canal pago Sony, que exibe a saga de Emily no Brasil, foi muito feliz ao 'congelar' a imagem da protagonista nas chamadas, assim como ocorria no final de todo capítulo da novela. Fez uma piada criativa abordando o êxito das duas produções. 

E justamente mirando na excelente repercussão da trama de João Emanuel Carneiro, a Globo acertou ao investir em atraentes chamadas e ainda exibir o seriado americano em um horário que precisava de um bom produto. O resultado foi o excelente ibope obtido na estreia da primeira temporada: 15 pontos de média, mantendo a emissora na liderança isolada. Com a entrada de "Revenge", é bom o "Pânico na Band" e o "Programa Silvio Santos" não se acomodarem. Caso contrário até eles serão prejudicados pela vingança de Emily Thorne. 

54 comentários:

Carlos disse...

Acho incrível como vcs, fãs da novela, defendem ela de uma forma inacreditável.

Vingança é um tema velho, verdade, mas são muitas as semelhanças entre as duas produções. Alguns argumentaram que a sinops foi entregue a anos, porém vale lembrar que da sinopsee até a produção, muitas mudanças podem ser feitas, assim como no meio da trama também. A série estreiou seis meses antes da novela... Sim, muito tempo...

A série foi inspirada em O Conde de Monte Cristo e isso nunca foi escondido pelos autores dela. Eles sempre disseram que era uma versão no ponto de vista feminino e atualizado, já o senhor Carneiro, limitou-se a dizer que era baseado no Conde. São muitas as semelhanças que se você quiser te digo, porém, vou ter que colocar bem grande aqui que trata-se de um spoiler.

Tem diferenças? Sim. Mas muita coisa foi copiada. Claro que a série não tem a parte "pobre" da novela, e ainda bem. Como muitos gostam de dizer, é um produto diferente e novela é pra enrolar mesmo. O problema é como. Me desculpem mas volto a dizer: enrolar 100 capítulos pra tirar uma foto não é "genial". "Genial" pra mim é no primeiro capítulo, de forma proposital, e não sem querer como na novela, a mocinha vingativa destruir o castelinho da vilã, enquanto a mocinha só sabia lavar, passar, vomitar, humilhar-se, ovir a trás da porta, cozinhar...

Tieta, Fera Radical e afins, nada tem a ver com a estrutura de Revenge e Avenida.

Abraços

Bruno Marques disse...

Sérgio,como você bem disse a Globo foi muito inteligente em sua estratégia.
Revenge e Avenida Brasil tem sim suas semelhanças e isso pode ter atraído o público.Fora a grande divulgação que a Globo fez.
Só espero que o público se mantenha,pois a primeira temporada da série é ótima!!!

Carlos disse...

ps.: "enquanto a mocinha, NA NOVELA, só sabia lavar, passar, vomitar, humilhar-se, ovir a trás da porta, cozinhar..."

Agora faz mais sentido rs

Thallys Bruno Almeida disse...

Não sou o maior adepto de séries americanas (só curtia 24 Horas mesmo), mas gostei desse primeiro episódio de Revenge. Intrigante, com ligações entre personagens para as quais não se pode piscar o olho uma só vez, uma mocinha inteligente... Sua comparação entre personagens faz sentido, embora Victoria tenha uma aparência mais classuda, elegante. E vingança de fato é um dos temas que mais rendem temas para os autores de séries, filmes, novelas, peças....

Sobre a guerra de audiência do fim do domingo, Revenge se deu bem, mas não acredito tanto que o Pânico "vá precisar se cuidar", pelo menos enquanto o The Ultimate Fighter estiver no ar, até porque liderou assim que começou o reality de lutas. E, entre os programas globais que perdiam pra concorrência nessa faixa, acrescento a última temporada do No Limite, que perdia direto pra primeira Fazenda da Record (2009).

Enfim, pra mim fica visível vendo a estreia de Revenge que sua trama, pelo menos aparentemente, guarda menos elementos de semelhança com Avenida Brasil do que se pensava (sou da turma que opina abordagens diferentes). Os próximos episódios se encarregarão de confirmar ou derrubar essa impressão. Abçs!

paulo disse...

Não sou de ver séries americanas mas a chamada realmente me pareceu proposital pra se assemelhar aquela novela triste. Que bom que você reconhece que novelas com mocinhas que sofreram qdo criança e voltam adultas pra se vingar é mais velho que a roda, nina deveria ter assistido Fera Radical do mesmo autor de Flor do Caribe pra aprender como se vingar de verdade, e isso em 1988, sem as facilidades tecnológicas de hoje(rsrs).
Aliás, JEC deveria ter aprendido com Walter Negrão. Abrçs.

Sérgio Santos disse...

Carlos, não é nem questão de defesa é mais uma constatação sobre a velhice dessa temática mesmo.

Algumas situações são mesmo parecidas, mas toda trama de vingança é semelhante pelo menos em algum ponto. Mas a menininha voltar adulta pra vingar o pai ou a família é o mais comum deles.

E eu discordo de vc. Pelo que vi no primeiro capítulo, Revenge tem muito de Fera Radical. A vilã da novela era também a esposa do sujeito que a personagem da Malu Mader queria se vingar, só pra citar uma semelhança.

Aliás, eu adorei o primeiro capítulo, mas de tanto que vocês falavam eu esperava muito mais. Até porque vi muitas situações que beiraram novelas mexicanas... Abraços!!!

Sérgio Santos disse...

Oi Bruno. Ela foi muito inteligente mesmo. E o resultado foi positivo, a estreia obteve um ótimo ibope. Vamos ver se isso se manterá. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Thallys, eu também não sou fã. Aliás, nunca vi nenhuma. Nem aquela do Super-Homem eu vi. Prestigiei Revenge mais pela curiosidade mesmo e de tanto que falavam das semelhanças com Avenida Brasil.

Sim, o Pânico liderou assim que a série acabou, o que apenas confirmou que a Globo acertou na escolha. Não sei se o ibope se manterá assim, agora só esperando.

Gostei da estreia e acho que irei acompanhar, mas não achei isso tudo que falaram. E também não acho a série tão parecida assim. Principalmente depois do que vi. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Sim, Paulo, as chamadas tiveram esse intuito mesmo. Ficou claro. Também não sou de ver séries americanas e vi a estreia de tanto que comentaram da produção no ano passado.

Sim, vingança é um recurso amplamente utilizado e que, quando bem feito, sempre renderá boas situações. Abraços.

Carlos disse...

A trama não é apenas "a menininha voltar adulta pra vingar o pai". Quer que eu conte as semelhanças mesmo?

Pequeno SPOILER:
tem amor de infância, amor pelo filho da vilã (na novela o autor juntou dois em um), tem irmã-postiça (assim como Nina e a gorda filha da Carminha, logo imagine quem é na série rs), tem vilã que vive implicando com a filha (assim como Carminha com a gorda), vilã que vive protegendo o filho querido, troca de identidade (Rita/Nina, Amanda/Emily), tem um "quem matou?", armação vinda da mulher que o pai amava, mocinha sem mãe, etc.
Fim de SPOILER.

Tive que escrever de uma forma bem superficial pra não dizer de mais, entretanto acho que disse o suficiente. A estrutura básica dos personagens é praticamente a mesma e isso em relação a primeira temporada, na segunda tem algumas mudanças e o senhor Carneiro não poderia ter visto pra ficar "inspirado".

E a "inspiração" não veio apenas do autor. Lembra do teaser da novela? Agora olhe esse teaser, em que o título da série mais a frase "essa não é uma história sobre perdão" é dita pela personagem principal: http://www.youtube.com/watch?v=XQghqZkCTz4
Poxa, muito parecido com o da novela: http://www.youtube.com/watch?v=OpEU61Zij54
Tudo bem que esse "giro" não é novidade, mas justo em uma novela com argumentos parecidos com o de uma série, o teaser tbm fica parecido com a mesma?

Fera Radical não teve esses elementos citados. Comparar com Revenge e Avenida Brasil não tem nada a ver. Comparar Tieta com Chocolate com Pimenta tbm é aceitável, mas com Revenge e Avenida Brasil, não.

Abraços

paulo disse...

Uai Carlos, vc mesmo citou um monte de semelhanças entre AB e Revenge e depois diz que não tem nada a ver as duas... coerência mandou lembrança.
*desculpa Sergio, estou respondendo no seu blog mas vc deixa né?

Malu Silva disse...

Gosto de série e assisto muitas delas. Conhecia por meio dos canais fechados. Bem, num mundo onde se mostra que a VINGANÇA deve ser reverenciada e praticada não se pode dizer mais nada...
A trama é fraquinha, mas diverte muitos que adoram um caso perturbador de traição, ódio e desejos desenfreados.

Bom dia!
Grata pela sua visita!

Raylan disse...

Adoro séries americanas, até mesmo mais do que novelas, acompanho várias. Assisto Revenge que já está no final da segunda temporada e posso dizer que é uma boa série, mas não ótima. A primeira temporada foi muito melhor que a segunda, que se perdeu um pouco e está com seus índices de audiência em queda.
Quem tem a mania irritante de ficar comparando Revenge com Avenida Brasil, afirmando que a novela é uma cópia, é porque não assiste à série, pois se realmente acompanhasse, saberia que embora tenham alguns pontos em comum, são completamente diferentes. A trama de Avenida Brasil é bem mais realista, ao contrário de Revenge, que envolve até corporações terroristas, bem surreal mesmo. Para os que tanto reclamam que a Nina só tirou fotos, uma pessoa comum não conseguiria fazer muita coisa mais. Isso que torna a trama realista. Em Revenge, a Emily tem um amigo hacker, tem recursos de espionagem dignos de 007, tem uma espécie de guru que a treinou e ajuda na vingança, além de um companheiro vingador que também a ajuda. O quão real isso é? Será que uma pessoa comum sem todas essas facilidades, conseguiria alguma coisa além de simples fotos? Difícil.
É por isso que, mesmo gostando de Revenge, considero Avenida Brasil infinitamente superior, pois é bem mais realista e não tem tantos "delírios", é a vingança possível, ao alcance de qualquer pessoa comum.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, concordo que a Globo teve uma tacada de mestre. A curiosidade da comparação do seriado com "Avenida Brasil" fará o público acompanhar a série, que realmente ocupa um horário que não é dos piores, mas, no meu caso, infelizmente não poderei acompanhar, porque acordo muito cedo.

Felisberto Junior disse...

Olá!
Sérgio
a Globo em termos de marketing e estratégia e divulgação é muito boa mesmo.
Revenge e Avenida Brasil e suas semelhanças, vinganças pode ter atraído o público, mas,
creio que quem gosta de séries, das TVs pagas, está vendo com bons olhos essa migração (das séries) para as tvs abertas e estão "indo" também.
Obrigado pelo carinho
Boa semana
Abraços

Carlos disse...

Desculpe Raylan, mas é justamente quem acompanha a série e acompanhou a novela é que começou a comparar, eu por exemplo. Não pense que conspiração e espionagem é uma coisa tão surreal assim, a história mostra o contrário, ou vai me dizer que Hacker não existe? Existe muita coisa por aí que a gente nem imagina...

E me desculpe, mas se conformar com fotinhos, mesmo após outros novelas terem mostrado vinganças bem superiores? Tieta, Ana Francisca e Laura não me deixam mentir. Quem quer vingança e tem sangue nos olhos, como dizia a cozinheira Nina, não ficaria nas fotinhos. E pq não é surreal a Carminha enterrando a outra? Ah é, esqueci, isso seria licença poética... A primeira vingança de Emily não foi tão "surreal", como vc diz, como será o do segundo episódio. Fotinho impressa foi tão ruim, que após as críticas o autor "gênio" resolveu falar que não sabia de pendrive. Patético isso, não?

Abraços, tenho que voltar a trabalhar kkkk

Carlos disse...

E outra, da onde que a Nina é "comum"? O pai dela não era milionário, mas era rico, tanto que ela tinha 1 milhão no banco, o que resultou na cena "surreal" dela saindo de lá com essa quantia, mas esqueci, isso é licença poética, ou talvez seja uma coisa muito comum de nós brasileiros...

Abraços

MARILENE disse...

A série despertou interesse com suas chamadas. Uma criança sofrida que busca vingança pode se tornar interessante. Não se discute a validade dos procedimentos, mas a revolta alimentada através dos anos.
Tenho certo desânimo para acompanhar séries. Gosto de ver uma fase toda, de uma só vez. Vou aguardar que chegue às locadoras. Bjs.

Rafael Barbosa dos Santos disse...

Bem, só não assisto mais séries porque não tenho TV paga e as da TV aberta passam de madrugada, pois caso contrário, acho que seria um viciado rsrsrs.
Minha curiosidade em torno de Revenge era muito grande justamente pelas comparações com Avenida Brasil. Vibrei quando soube que a globo iria exibir aos domingos após o fantástico, até porque tava carente de algo bom pra ver nesse horário rs.
Eu adorei o primeiro episódio, sem enrolação, forte, envolvente, dinâmico, instigante, com romance, suspense e emoção, algo bem próximo da nossa telenovela mesmo. Foi uma excelente sacada da globo exibir a série aos domingos, não só pelo sucesso da mesma, mas também porque este horário é muito oscilante e claro pela repercussão que a série teve na época da exibição de Avenida Brasil.
No meu ponto de vista, existe sim muitas coisas em comum entre as duas produções, a premissa é a mesma, vingança (A filha que quer vingar o pai e vai ficando bem próxima de seus inimigos), mas a embalagem, estrutura e abordagem são totalmente diferentes, o primeiro episodio de Revenge em nada lembrou Avenida Brasil. O alvo de Nina era um só, a madrasta má Carminha, e a nossa vilã não passava de uma vigarista movida por ganancia que queria se dar bem, roubando o dinheiro da venda da casa do marido. Avenida Brasil era quase um conto de fadas moderno. Revenge não, tem outra pegada, o pai de Emily não foi vitima de um golpe qualquer e nem ela foi maltratada, abandonada na rua, largada em qualquer lugar ou coisa parecida pela namorada do pai. O pai da protagonista foi alvo de uma verdadeira armação, uma rede de intrigas arquitetada para jogá-lo na cadeia, os interesses dos vilões são outros e o alvo de Emily não é apenas Victória. E é claro a forma com que essa vingança é executada, é completamente diferente. Embora eu tenha amado Avenida Brasil, nunca fui muito fã de Nina, ela amarelou quando foi para concluir sua vingança A vingança dela só foi boa em um momento, quando torturou Carminha e saboreou o gostinho de ver sua algoz se ferrar. Já Emily é bem mais fria e calculista, me parece bem mais estrategista, tem controle de suas emoções, tem outros recursos, um plano traçado e foco, isso já deu para sentir logo em sua primeira armação, que para mim foi sensacional, a forma com que ela jogou uma amiga contra outra, já começando desestabilizar seus inimigos.
Enfim, não acredito nesse negocio de que JEC copiou revenge, por tudo o que você ja disse Sérgio, essa ideia não é nada original, mais antiga que não sei o que. É claro que em muitos pontos consequentemente tramas que envolvem vingança vão se assemelhar. A mocinha vingativa sempre vai ter um romance para em algum momento ficar desestabilizada, gerar mais conflito e tals. No caso de Revenge, Emily vai usar o filho da inimiga, não é apaixonada por ele como a Nina era apor Jorginho, o amor de Emily é o tal amigo de infância dono do barco. Enfim, toda trama que envolve vingança sempre vão ter coisas em comum, o que vale é a forma com que cada autor vai mostrar isso, através de personagens diferentes, universos diferentes e histórias diferentes. E se JEC realmente aproveitou a ideia de Revenge, o que não acredito que seja, não vejo o menor problema, até porque a ideia de Revenge também não é original, e outra, ele contou a historia a seu modo e muito bem, com o sabor brasileiro, não é a toa que Avenida Brasil foi um fenômeno aqui também, tal qual Revenge foi nos EUA. Ruim teria sido se ele tivesse copiado mesmo e feito uma copia mal feita.
Concluindo, embora a premissa seja a mesma, com muitos pontos em comum, acho que o produto final oferecido por Revenge e Avenida Brasil são completamente distintos. Por enquanto não acho uma nem melhor e nem pior que a outra, são dois grandes sucessos e é isso o que importa. Eu amei Avenida Brasil e gostei muito de Revenge, pretendo continuar vendo, acho duas obras excelentes e só ganhamos com a produção das duas.

Uffa rs, Abraços Sérgio, sempre bom dar opiniões aqui.

Kellen Bittencourt disse...

Que legal amigo, não tinha feito essa ponte, não imaginava que o motivo seria o sucesso de Av Brasil, só agora linkei kkkk, eu adorava Lost, mas nunca assisti na globo, passava tarde demais p mim, e esta tbém p mim será tarde, costumo dormir antes de acabar o fantástico, prova disso que não vi a final do BBB, rsr de qualquer forma tomara que emplaque, pelo menos a divulgação foi bem feita! abraçosss

Mariana Nascimento disse...

Oi Segio
Eu particularmente, não sou muito fã de séries americana, porém fiquei bastante curiosa para ver Revenge que ouvia muito se falar na época da novela.
Realmente, vingança e um recurso sempre utilizado em novela e na maioria dá super certo.
A Globo esta investindo msmo no horário pós fantastico, e já nao era sem tempo. Acho que desde o sucesso Sai de Baixo, ela nao consegue emplacar nada nesse horário (Fora o BBB).
Gostei muito do primeiro episódio e pretendo continuar assistindo.
Bjos
Mariana

GustavoGM disse...

Assisto Revenge e tenho que dizer que a comparação com Avenida Brasil não é valida. A novela das 9 teve uma queda de qualidade bem depois do capitulo 100 enquanto a série americana, que teve uma primeira temporada fabulosa, com muita ação e rapidez na resolução dos conflitos, já teve uma grande queda nessa segunda temporada.

Nessa segunda temporada a Emily tá tão burra como a Nina...

Espero que a exibição brasileira tenha sucesso, mas essa dublagem não dá! Péssima!

Clau disse...

Oi Sérgio!
Eu gostei da analogia que vc fez entre Avenida Brasil e Revenge.
Não assisti a série,mas vi a chamada no Fantástico e achei bem interessante.
Mais um post impecável,parabéns.
Bjs!

Adriana Helena disse...

Boa noite Sérgio!
Que grata surpresa notar hoje que você vez um artigo sobre o novo seriado que a Globo exaustivamente realizou as chamadas durante a última semana!

Eu nem iria assistir, mas a curiosidade me moveu a tal ponto que acabei cedendo..rsrs boa jogada da emissora hem?
A história da vingança sempre rende bons programas. O importante é ter história para divertir ou emocionar!! Isso é o que importa!

Boa análise amigo, e digo novamente, eu gostei demais por você ter comentado sobre a nova série!! :)
Abraços e uma semana maravilhosa!

Paty Michele disse...

Ah, eu queria mto ter visto, mas ando dormindo cedo, depois que o BBB acabou.
Já ouvi maravilhas sobre a série e apesar de ter o canal Sony aqui em casa, eu me perco nos horários e acabo não assistindo nada. rsrsrs
Mas fica novamente a minha dica pra vc escrever sobre os programas da TV fechada.

Um beijão.

VERINHA TIBURSKI disse...

Olá Sergio.
Acompanhei esta série na teve paga, a primeira temporada até que animou, mas a segunda já não gostei.
Quanto as comparações entre a novela e o seriado, não acho que tenham algo em comum, que não seja a vingança.
Deixando o meu carinho e uma boa semana.
Obrigada pela visita.
Beijos.

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Gosto de séries, mas prefiro pegá-las na locadora porque as vejo conforme minha disponibilidade. Não resisti às chamadas para Revenge e assisti com curiosidade e interesse. Gostei e pretendo continuar a vê-la.
Interessante que a associei de imediato com Avenida Brasil, embora acredite que não haja tantas similitudes, a não ser no que se refere ao foco principal, que é a vingança.

Gostei de ler suas considerações a respeito.

Beijo.

Sérgio Santos disse...

Carlos, realmente há situações semelhantes, mas o quem matou é um recurso mais do que manjado nas nossas novelas. É mais provável que a série tenha nos copiado nesse sentido. Mas podemos também citar inúmeras diferenças em Avenida Brasil. Por isso acho que é uma via de mão dupla.

Olha, um amigo meu vê a série e já tá na segunda temporada. Ele me disse que a série tem inúmeros absurdos. Como a Emily estar apaixonada por um Daniel (acho que é isso) e depois apaga isso da memória. Também deixa suas impressões digitais quando vai roubar algo, apesar de ser lutadora profissional e ter várias táticas de 'escape'. Enfim, me citou outras coisas também mas nem lembro mais pq nunca vi a série e não sei o nome de ninguém.

Confesso que isso me deixou um pouco 'tranquilo', afinal, não é só Avenida Brasil a errada da vez.

Quanto ao pen drive, não acho patético a resposta do autor simplesmente porque eu também nunca mexi com pen drive na vida e nem sei como funciona. Mas isso eu sempre considerei uma falha grave da novela. Abraços!

Sérgio Santos disse...

Paulo, claro que pode. Aliás, todos podem conversar aqui! Acho que o Carlos se confundiu mesmo na resposta.

Sérgio Santos disse...

Malu, obrigado pelo comentário. beijos.

Sérgio Santos disse...

Raylan, é como eu disse, há sempre um debate em volta disso. Muitos acham a novela uma cópia e há outros que não enxergam pouquíssimas semelhanças.

Realmente ter um amigo vingador e que é expert em tudo não deixa de ser uma licença poética. Mas não tenho base pra falar da série, então é ótimo que quem veja fale sobre a trama aqui. Obrigado pelo comentário!

Sérgio Santos disse...

Sim, Elvira, foi uma jogada de marketing muito inteligente. E surtiu efeito. Foi bom pra acirrar a disputa do horário e não deixar a concorrência acomodada.

Muitos viram só por causa dessa comparação com a novela mesmo. Meu caso, aliás. Beijos.

Sérgio Santos disse...

Oi Felis. Exato, juntaram o útil com o agradável. O resultado foi bem positivo. abraços.

Sérgio Santos disse...

Carlos, o caso da Nina saindo com um milhão em dinheiro vivo não considero licença poética e sim abusar da inteligência do público. Mas o caso de enterrar viva e as 'escutadas atrás da porta', sim eu considero. abraços!

Sérgio Santos disse...

Marilene, eu também sou muito desanimado pra acompanhar série americanas. Faço parte de uma minoria porque só conheço gente que ama ver.

Mas uma boa vingança sempre é atraente até porque muitas vezes não podemos fazer o que os personagens fazem então nos 'realizamos' na ficção. Beijos.

Sérgio Santos disse...

Rafael, sim, toda trama de vingança terá semelhanças. É inevitável. E vc apontou bem as semelhanças e as diferenças entre as produções. Acredito que a boa audiência de Revenge irá prosseguir até o final assim como ocorreu com Avenida Brasil. A Globo foi inteligente.

E sempre esteja à vontade pra escrever aqui. abraços.

Sérgio Santos disse...

Pois é, Kellen, a intenção foi essa mesmo. E parece que deu certo. Lost ia ao ar na Globo muito tarde assim como quase todas as séries que ela compra. Revenge foi uma exceção. Beijos!

Sérgio Santos disse...

Mariana, também não sou fã. Assim como vc vi movido pela curiosidade e pra ver mesmo se era tão parecida assim com a novela. Creio que muita gente viu por causa disso. Beijos!

Sérgio Santos disse...

Gustavo, então, as duas são semelhantes (no seu ponto de vista) na questão da perda da qualidade. Porque o capítulo 100 de uma novela equivale ao início de uma segunda temporada de uma série.

Eu gostei de Avenida Brasil do início ao fim, mas respeito sua opinião. E bacana que vc coloque aqui sua opinião porque vc vê Revenge. abraços.

Sérgio Santos disse...

Oi Clau! Muito obrigado. Beijos!

Sérgio Santos disse...

Pois é, Adriana! A jogada foi tão boa que conseguiu até fazer você, que estava sem ânimo, ver! Tenho certeza que muitos mudaram de opinião após ver as chamadas. Obrigado pelo carinho! Beijos.

Sérgio Santos disse...

Sugestão anotada, Paty! =) Beijos.

Sérgio Santos disse...

Oi Verinha. Vc faz parte de um imenso time de telespectadores fã da série que decepcionaram com a segunda temporada. Beijos!

Sérgio Santos disse...

A curiosidade foi o motivo de grande parte da audiência dessa estreia, Vera. E como a trama parece envolvente é natural que tenha prendido. A Globo foi esperta.

Também não vejo tanto semelhanças assim, mas nem tenho muita base pra falar porque nunca vi a série, a não ser agora o primeiro capítulo. Beijos.

Carlos disse...

Sim, Sérgio, a Emily tem dado alguns moles, entretanto não chega ao nível burra da outra na novela. E não comento a segunda temporada pq seria impossível comparar com a novela, já que a mesma começou após o término da novela. Por isso minhas comparações estão até a conclusão da primeira, que foi antes do capítulo 100 da novela.

Sim, o quem matou é bastante velho, aliás na série o quem matou é bem mais contextualizado do que pra puxar audiencia como costuma ser aqui. O que argumento são as semelhanças na estrutura. Se compararmos com Flor do Caribe, que tem uma história bem parecida com O Conde de Monte Cristo, e a compararmos com Revenge, veremos que não tem nada a ver. Não tem uma madrasta que vive de implicância com a filha, uma filha que é parente da protagonista, um amor de infância, e bla bla bla. Isso que quem assiste a série argumenta. Óbvio, que como já disse, a novela tem diferença, os núcleos fora a central são uma prova disso, e na própria trama principal temos uma família escandalosa e uma vingança pra uma pessoa só, o que ja dá muita diferença. Entretanto, tem muitas outras situações parecidas que são muito estranhas para serem chamadas de coincidência.

Abraço

obs.: a parte do enterrar viva na verdade foi uma indireta ao Raylan, que argumentou que é "surreal" espionagem estilo 007 e etc, mas assim o enterro da Carminha não seria também?

Sérgio Santos disse...

Entendi, Carlos. Mas por exemplo, sobre a trama das seis, o Cassiano disse ontem ( u hoje, nem sei mais) que não quer vingança e sim justiça. Essa frase foi dita por Nina inúmeras vezes, porém, é dita por quase todo mundo que quer se vingar. Então novamente cai na tal via de mão dupla.

Sim, o caso do enterro eu considero uma clara licença poética. No pen drive eu considero um erro que subestima a inteligência do público. Vejo diferença nesses pontos.

Sobre a tal espionagem que eu nem sei do que se trata, vejo como licença poética e não enxergo nada de reprovável. Mas se teve isso da paixão que foi apagada aí eu já acho erro absurdo msm. Abraços.

Patricia Galis disse...

Como tinha tv a cabo já estava vendo Revenge em sua segunda temporada é muito bom, vale a pena conferir.

Sérgio Santos disse...

A série é muito elogiada mesmo, Patrícia. Beijos!

Leo Gross disse...

Otimo post Sergio, deixou todos mais familiarizados com o seriado... Agora me diga, vc nao acha que o Joao Emanuel Carneiro se inspirou de certa forma com Revenge para Avenida Brasil? Afinal se o seriado é de 2011 e de enorme sucesso nos USA, ele pode ter chupado alguns elementos para sua trama de 2012? Acredito que por isso que a Globo segurou o lançamento de Revenge apenas pra agora, quase 6 meses depois do fim de Avenida... Abs!

Sérgio Santos disse...

Oi Leo! Obrigado! Acho que pode ter tido sim algumas inspirações, mas vingança é quase sempre a mesma coisa.

Mas identifico mesmo algumas semelhanças com a novela. Mas não muitas. Abraços!

Anônimo disse...

O próprio João Emanuel Carneiro disse que se "inspirou" um pouco em Revenge pra escrever a novela. Mas acho que a "inspiração" passou dos limites e virou quase um plágio mesmo. Até as chamadas são idênticas!
Quanto a Avenida Brasil, sempre achei superestimada. Nunca entendi essa euforia em torno dela. A Favorita, por exemplo, foi muito melhor. Chamam João Emanuel de "gênio", mas ele, apesar de novo, já se repete demais em suas novelas. E já é acusado de plágio desde Cobras e Lagartos, pelo Walter Salles.
É bom que Revenge esteja sendo exibida na Globo. Agora os expectadores vão poder acompanhar novamente uma trama sobre o tema vingança; só que dessa vez será muito melhor contada...

Sérgio Santos disse...

Anônimo, a Patrícia Kogut escreveu uma crítica muito interessante sobre Revenge. Mostrou que a série tem muito mais características de novela do que de série propriamente dita. Acho que isso também explica muita coisa. Abraços.

adailton77 disse...

Olha, Sérgio, querendo ou não, comparando-se a Avenida Brasil a Revenge, o fato é que a série tá bombando em termos de audiência.

Falaram também que a premissa vingança já é algo velho em telenovelas, é verdade, um exemplo que eu dou é Os Inocentes (1974, TV Tupi), da genial Ivani Ribeiro, onde a vingadora da vez é Juliana, interpretada pela agora saudosa Cleide Yáconis, que era filha de Maria Alice, uma professora, muito bonita da pequena cidade de Roseiral fica viúva e alguns homens decidem paquerá-la, ela se recusa e esses homens resolvem fazer difamação da professora perante toda a cidade (tremenda sacanagem da parte deles). Os principais culpados são dois, Maria Alice não aceita o assédio deles e a vingança dos caras é expulsar a moça da cidade. Quando ela e sua filha Juliana estão partindo da cidade, Maria Alice leva uma pedrada e fica cega de um olho,

Os anos passam, Juliana volta como uma mulher adulta, cheia de neuroses mas também rica e poderosa à cidade de Roseiral com a intenção de sacrificar os culpados pela morte de sua mãe e não descansa enquanto não punir os culpados e os seus descendentes - os inocentes.

Aqui, comparando Revenge e Os Inocentes, o alvo de vingança tanto de Emily quanto Juliana não é uma só pessoa, tem mais outras envolvidas. Enquanto Emily Thorne risca com um X numa foto, na imagem de uma pessoa de quem conseguiu se vingar, Juliana queimava um boneco de papel a cada vez que se vingava e cada boneco representava um dos inocentes. Já no terreno da diferença, enquanto Emily em Revenge quer vingar a morte do pai, Juliana em Os Inocentes quis vingar a morte da mãe. Em tempo: Os Inocentes fez um grande sucesso, alcançando 61% de audiência, chegando a desbancar novelas que também eram muito boas, exibidas no mesmo horário na Globo, O Semideus e Fogo Sobre Terra, ambas escritas por ninguém menos que a inigualável Janete Clair.

Comparações à parte, não perco um episódio de Revenge e gostei muito também de Avenida Brasil, mesmo algumas vezes, a novela tendo coisas que eram um porre. Abraços!!!

Sérgio Santos disse...

Adailton, obrigado pelo comentário. Muito bom você colocar aqui as semelhanças com Os Inocentes. Realmente são situações bem semelhantes.

Também tô gostando de Revenge e tenho acompanhado. Aliás, a Globo acertou quando resolveu exibir a série. Abração e volte sempre.