sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": chegou ao fim um mundo mágico em forma de novela

O mundo encantado de "Meu Pedacinho de Chão" se despediu do telespectador nesta sexta-feira (01/08). O remake de Benedito Ruy Barbosa (a obra original é de 1972) foi transformado em uma linda fábula pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que se 'apossou' do folhetim, ousou ao apostar no tom lúdico e conseguiu deixar esta produção impecável esteticamente. Assim que estreou, a novela impressionou pelo capricho dos cenários e das cenas poéticas, que foram alguns dos pontos altos da história.


O diretor acertou em cheio ao apostar em uma linguagem mais teatral, fazendo jus ao colorido do figurino e aos naturais exageros fantasiosos da cidade cenográfica, onde os troncos das árvores eram de várias cores e os animais de brinquedo. Luiz Fernando Carvalho sempre foi ousado em seus trabalhos, mas muitas vezes esta sua ousadia prejudicava a produção em virtude dos excessos. As séries "A Pedra do Reino" e "Capitu" são alguns exemplos. Porém, neste remake, sua interferência funcionou como um atrativo e tanto dentro de um folhetim que pecou por não ter apresentado conflitos que despertassem interesse e movimentassem a história.

A novela tinha uma trama simples, poucos acontecimentos relevantes e várias situações já vistas em obras de Benedito: um padre simpático e comilão, dois fazendeiros poderosos que se detestam e acabam tendo que se entender porque seus respectivos filhos se apaixonam, um capataz que serve cegamente ao vilão,
um violeiro que canta, entre outras características que o telespectador já se acostumou a ver em novelas do autor. Mas nenhuma destas repetições, incluindo o ritmo lento, afetou a qualidade da novela justamente por causa da forma diferente como o diretor resolveu contar esta trama.

Inspirado em vários clássicos infantis, como o filme de Tim Burton, "Alice no País das Maravilhas", Luiz Fernando Carvalho transformou o temido Coronel Epaminondas (Osmar Prado) em uma espécie de Rainha Vermelha, a sua esposa (Catarina - Juliana Paes) na histérica Rainha Branca e a mocinha (Juliana - Bruna Linzmeyer) em uma Alice que ganha a vida sendo professora. Já Zelão (Irandhir Santos) foi colocado na posição de plebeu apaixonado, enquanto que Ferdinando (Johnny Massaro) era um príncipe encantado por uma quase plebeia (Gina - Paula Barbosa). E Pituca (Geytsa Garcia) e Serelepe (Tomás Sampaio) funcionaram como os contadores desta história ---- mesmo sem narrarem e sendo integrantes da mesma.

Vale destacar que, a princípio, Nando e Juliana formariam o casal principal da novela, mas o show de Irandhir Santos transformou seu Zelão no galã da professorinha, enquanto que uma imensa química surgiu no aparentemente improvável casal Ferdinando e Gina. Tanto que Ferdinando nem chegou a se envolver com a professora. A partir de então, houve uma mudança de planos e esta alteração fez muito bem para a história, que por sinal já estava com todos os seus capítulos escritos pelo autor ---- o que não impediu o maior destaque dos casais.

O remake foi um conto de fadas atemporal que ainda contou com outros tipos que abusavam do tom farsesco, como Giácomo (Antônio Fagundes), Padre Santo (Emiliano Queiroz), Rodapé (Flávio Bauraqui), Amância (Dani Ornellas) e Prefeito das Antas (Ricardo Blat). Aliás, esta novela ousou em outros aspectos, como o número de atores escalados ---- foram pouco mais de vinte, um elenco muito enxuto ----, a presença de um simpático galo ---- que ria, chorava, se preocupava e interagia com o telespectador, acompanhando a história de cima do seu poleiro (na verdade era um catavento) ----, e sua duração no ar ---- foram apenas 96 capítulos, ao contrário dos comuns 170 (ou mais) das novelas das seis mais recentes.

E Luiz Fernando Carvalho conseguiu o que parecia impossível na reta final: deixar "Meu Pedacinho de Chão" ainda mais linda com a chegada do inverno. O diretor acertou em cheio ao colocar neve na história, cobrindo toda a cidade cenográfica de branco através de flocos de 'gelo' que caíam do céu, provocando uma grande histeria na fictícia Vila de Santa Fé. Ainda houve a preocupação em colocar todos os atores com o nariz e as bochechas rosadas por causa do frio, além do figurino dos personagens ter sofrido uma nova mudança, deixando as cores mais fortes de lado e adotando tons mais leves, como o azul piscina, verde limão e rosa claro. A única exceção foi Zelão, que tirou o vermelho vibrante e passou a usar preto, parecendo um Cavaleiro das Trevas ----- o frio, inclusive, nas entrelinhas, era uma referência ao período triste vivido pelo empregado de Epaminondas.

Aliás, o personagem de Irandhir Santos foi o grande destaque da novela. O capataz de cara malvada e alma pura conquistou o público e o ator impressionou com sua atuação visceral. Com larga experiência no cinema, Irandhir já havia se destacado na série "A Pedra do Reino" (2007) e na minissérie "Amores Roubados" (2014), mas conseguiu se superar neste remake com seu cativante personagem. Tanto que Zelão deixou os 'galãs' para trás e virou o mocinho de Juliana, que terminou a história ao seu lado. A química entre Irandhir e Bruna Linzmeyer ficou evidente e os atores protagonizaram várias cenas repletas de poesia, incluindo a reconciliação do par, que aconteceu em meio a flocos de neve, parecendo um conto de fadas dos mais bonitos.

Outro casal que caiu nas graças do público foi Gina e Ferdinando. Com uma relação baseada no clássico 'tapas e beijos', os personagens foram ganhando espaço na história e a sintonia entre Paula Barbosa e Johnny Massaro (impecáveis) transformou o par em um dos melhores da novela. Vale elogiar a sequência do noivado, que encantou pela delicadeza e também pelo toque de humor, sempre presente no conturbado relacionamento entre uma roceira e um homem culto.

Ainda é preciso elogiar o ótimo desempenho de Osmar Prado, que viveu com maestria o seu resmungão Coronel Epaminondas; a inspirada atuação de Juliana Paes, na pele da histérica e bipolar Catarina; o tom teatral que Antônio Fagundes inseriu no seu fofoqueiro Giácomo; a infantilização proposital que o talentoso Flávio Bauraqui colocou em seu atrapalhado Rodapé; e as revelações Geytsa Garcia e Tomás Sampaio, que fizeram de Pituca e Serelepe uma dupla encantadora. Teuda Bara (Mãe Benta), Bruno Fagundes (Dr. Renato), Ricardo Blat, Emiliano Queiroz, Inês Peixoto (Dona Tê), Dani Ornellas (Amância) e Rodrigo Lombardi (Pedro Falcão) também merecem elogios por suas atuações.

Além do bom elenco, do tom lúdico e do capricho da produção, o remake merece reconhecimento pelos musicais exibidos em alguns capítulos. Ver e ouvir todos os atores cantando (os clássicos 'Chuá Chuá' e 'A Dor da Saudade') em meio ao universo encantador daquela história foi um presente para o telespectador. Quase uma cereja no bolo. E o diretor usou um musical (com os personagens cantando 'Beijinho Doce') para encerrar o clima frio e colocar a chegada da primavera. Com isso, aliás, o figurino voltou a ser o mesmo usado nos primeiros meses de novela, assim como o visual da cidade cenográfica. Saíram as roupas pesadas e a neve, entrando no lugar as flores e o colorido.

E o último capítulo honrou todas as qualidades da trama. O momento que Epaminondas e Catarina resolvem adotar Serelepe, para depois o menino revelar a todos que é filho verdadeiro do Coronel, foi lindo e Osmar Prado, Juliana Paes, Tomás Sampaio e Geytsa Garcia emocionaram. Já os melhores casais da história foram usados como uma espécie de encerramento em grande estilo. Isso porque o casório de Zelão e Juliana foi realizado junto com a cerimônia de Ferdinando e Gina, resultando em uma sequência de cenas de encher os olhos. O capataz todo vestido de branco estava em seu momento mais pleno e Juliana (coberta de vários tons de rosa) esbanjava um largo sorriso; enquanto que Gina havia se transformado em uma linda princesa para o encantamento de Nando. Cenas lindíssimas. Vale destacar, ainda, a música 'Velha Infância', dos Tribalistas, usada para a primeira noite de Zelão com sua professorinha.

A última cena mostrou para o público que tudo não passava de uma brincadeira de Serelepe, que se divertia com os bonecos dos personagens da novela, justificando todo o tom infantil da obra, vista sob a ótica de uma esperta criança. Era um lindo sonho compartilhado com o telespectador, que mergulhou naquele universo da mesma forma que o sapeca Lepe, cuja imaginação fértil foi encerrada no finalzinho do último capítulo.

"Meu Pedacinho de Chão" ficou com uma audiência muito baixa (menor até que a ótima "Lado a Lado" e a fraca "Joia Rara", duas novelas que haviam registrado o pior índice até então), mas cumpriu sua missão com louvor e fez história. Luiz Fernando Carvalho transformou o remake de Benedito Ruy Barbosa em uma produção encantadora e que foi um diferencial na teledramaturgia ----- colocando, inclusive, o folhetim apto para ganhar, com mérito, o Emmy Internacional. Se por um lado os números no Ibope não corresponderam, por outro, o público que assistiu se deslumbrou com aquele cenário impecável, figurinos coloridos, personagens encantadores e atores mergulhados no universo lúdico daquela história. Foi uma linda viagem por um mundo mágico, onde era permitido fantasiar e ser criança novamente. Sem dúvida, valeu muito a pena ousar e sonhar!

56 comentários:

Fernanda disse...

Vi pouco a novela, mas o último capítulo eu vi e achei muito bonito. Sem dúvida o diretor transformou essa novela em uma linda fábula. Valeu pela ousadia.

Zyon Waisterg disse...

O remake foi encantador. Apesar do roteiro fraco e chato, o diretor conseguiu fazer uma boa limonada, ainda que tivesse poucos limões. O final encantou quem assistiu e fechou a novela com chave de ouro. Foi uma obra muito bonita, mas será lembrada pela estética e pela fábula, não pela história.

Thallys Bruno Almeida disse...

Luiz Fernando Carvalho está de parabéns pelo fato de sua ousadia como diretor, que antes atrapalhou o entendimento em outros trabalhos, ter servido a contento e contribuído muito para o encanto visual. Mas acho que Benedito Ruy Barbosa também faz parte desta história de alguma forma. Não sou fã dos estilos de nenhum dos dois, mas não acho que BRB deva ser excluído desta história por causa de um gosto pessoal.

Entre as atuações, Bruna Linzmeyer teve um ótimo desempenho mesmo com um começo um pouco apagado, mas que se ampliou quando o romance entre Juliana e Zelão começou a ser desenvolvido. Osmar Prado e Antônio Fagundes dispensam comentários dada à comprovada competência deles. Irandhir Santos é simplesmente genial. O cara vai de um deputado corrupto (Tropa 2) a um capanga de empresário (Amores Roubados), passando por um personagem sensível por trás de uma aparência durona (Zelão) com uma competência fascinante. Johnny Massaro, que não havia me agradado em Guerra dos Sexos, surpreendeu agora. Paula Barbosa mandou muito bem, até mesmo Rodrigo Lombardi se saiu bem.

Mas a atuação que mais me conquistou nessa trama foi Juliana Paes. A forma como ela se entregou à sua Maria Catarina foi algo fascinante, preciso, impactante. Um desempenho maravilhoso que reafirmou a competência dela (que há alguns anos já não precisava mais firmar nada pra ninguém). Não à toa ela foi minha personagem feminina preferida.

Quanto à dupla mirim, apaixonante. Tomás Sampaio se revelou uma graça e um pequeno promissor talento, não à toa mereceu muito levar o Prêmio da Contigo. Geytsa Garcia foi igualmente encantadora e acredito que levará os próximos (afinal, o da Contigo foi apenas o primeiro onde ela concorreu, haverão outros representando as tramas iniciadas em 2014 e com certeza ela levará).

Não vi tudo porque a trama não era tão atraente (vc vai discordar de mim, mas Joia Rara a meu ver tinha uma trama mais forte, não à toa vi até o fim e por isso discordo de vc mencioná-la como fraca, até pq vc sabe que eu gostei), mas fico feliz que Meu Pedacinho de Chão tenha essa recepção positiva e reconheço todos os acertos. E tomara que a Globo continue investindo em novas tramas assim. Afinal, os outros autores e diretores também merecem ser valorizados.

E que venha Boogie Oogie!

Letícia disse...

Boa noite meu querido Sérgio.

Puro encantamento, esta é a melhor definição para Meu pedacinho de chão, realmente a estória era simples e sem grandes acontecimentos ou nada muito impactante... Porém o visual era realmente lindo... Na minha opinião algo que faltava, o lúdico de uma maneira muito poética... E a novela foi isso, pura poesia... Confesso que no início tinha até um certo receio que a audiência não correspondesse e infelizmente foi o que aconteceu... Mas, assim como Lado a Lado, quem assistiu gostou muito do espetáculo que LFC nos proporcionou nestes últimos cinco meses... Pena, as acredito que mesmo as próximas novelas já não terão a audiência as novelas antigas, hoje em dia há outras mídias que chamam a atenção do espectador e não creio que há como competir muito com isso e também o sucesso que jornais sensacionalista tem... Sei que a vida é cheia de "tragédias" e estes jornais apelam para isso e cada vez mais tem audiência em cima disso... Não nega a existência, afinal de contas a vida é madrasta e nos apresenta, em algumas vezes sua face mais dura... Porém uma novela tão lúdica, tão poética nos leva a pensar que a vida é um pouco disso também, um pouco de lúdico, de poético e que alivia um pouco a alma, e LFC nos mostrou isso muito bem... Até a linguagem dos personagens foi mais didática (não sei se é o termo mais adequado, já que mesmo gostando muito do trabalho do diretor, houve trabalhos que a linguagem era quase incompreensível... Desta vez um linguajar mais acessível ao grande público.)
Sobre os personagem, realmente seu texto diz tudo Zelão o personagem de Irandhir Santos roubou a cena e a novela foi dele... E ainda conseguiu conquistar a mocinha a bela professorinha Juliana... E os dois juntos, as cenas eram pura poesia... Muito delicadas mesmo e o olhar do ator era fantástico, no olhar mostrava todo sentimento da personagem e conquistava a todos que assistiam... Todos os atores estavam bem. Todos brincavam em cena, se deleitavam e aceitaram a grande brincadeira do diretor e foi maravilhoso.
Foi uma grande ousadia, foi maravilhosa visualmente, eu acredito que é uma grande concorrente ao Emmy. O resultado final é que passou com louvor... o diretor soube usar de uma estória simples e criar uma linda fábula... Você não vai acreditar mas é verdade... Eu sempre pensei que a cena final fosse realmente mostrar uma criança brincando com todos aqueles personagens e foi o que aconteceu... O tempo todo estávamos vendo uma grande brincadeira e acho que no final o diretor quis mostrar isso... Tudo que assistimos era uma imensa brincadeira criada pela criada pela imaginação de uma criança...
Resumido... Foi uma linda novela... Parabéns a todos... E que venha Boogie Oogie...
Um ótimo final de semana meu caríssimo Sérgio e até mais...

Lucas disse...

Na boa, acho que Benedito Ruy Barbosa foi muito camarada com o diretor Não é todo o autor que deixa o diretor mexer em uma obra e dá tanta liberdade...apesar de repetitivos eu curto as tramas do Bene, são novelas que não tem pretensão de ser outra coisa além de novelas...

Sissym Mascarenhas disse...



Estimado Sergio,

A novelinha era muito fofa, diferente, não pude assistir, ocasionalmente, mas achei um encanto. Sabe, o mundo já é um conflito enorme, as vezes dentro de casa, nas ruas, guerras estupidas, que bom haver algo sem maldades.

Quero agradecer porque voce realmente leu minha poesia e a sentiu, ou melhor, me sentiu.

Em breve vou fechar os blogs e não receberei mais comentarios. Então, me visitará e vai me ler quem realmente gosta do que eu faço e sem obrigação de escrever.

Bjs

Mayra disse...

Tava esperando sua resenha final que são sempre as melhores. Concordo com tudo embora não tenha acompanhado muito a novela justamente porque não acontecia nada de relevante. Mas o diretor fez a diferença e imprimiu uma qualidade única a esta obra. Sem ele seria apenas mais um remake modorrento do Benedito.

Anônimo disse...

Perfeito texto! E o Irandhir Santos? QUE ATOR! Destaque absoluto!

Anônimo disse...

Amei a novela, pena que acabou! E gostei do detalhe da última cena, que revelou que tudo, na verdade, era uma brincadeira de criança.

Só não entendo uma coisa: o ibope baixo. A trama deveria ter mais pontos justamente por ser o único produto infantil da Globo no momento, o que atrairia, principalmente, a atenção dos telespectadores mirins...

TITO

Patricia Galis disse...

Como me diverti vendo essa novela, já estou com saudades. Mas amei o tempo ser mais curto, assim não cansa.
E assino em baixo foi um final maravilhoso...

Anônimo disse...

Você se equivocou em um ponto do seu texto, apesar de inicialmente Ferdinando se interessar pela professora Juliana o romance dele com Gina já estava previsto na trama, se você ler alguma entrevista dos atores eles sempre comentavam isso. Na primeira versão Gina e Fernando (o nome de Ferdinando no original) também terminavam a novela juntos, o que aconteceu é que nesta versão o casal Gina e Nando fez muito sucesso e a Globo quis que eles ganhassem mais destaque principalmente Gina que era uma personagem pequena, até onde eu li essa foi a única alteração que o texto sofreu.

E acho injusto dizer que o Irandhir tenha sido o maior destaque da novela, ele é um grande ator e o seu Zelão foi perfeito, mas essa foi uma novela de atores e muitos se destacaram lindamente durante toda a trama não apenas o Irandhir. Não consigo escolher apenas um ator do elenco como destaque.

Gosto muito da parceria do Benedito e do Luiz a trama simples do autor sempre destaca a dualidade do ser humano, não há vilões e mocinhos todos tem tons de cinza e isso em novelas é algo raro já o diretor tem seu próprio jeito de contar historias com uma estética deslumbrante. Eu espero vê-los trabalhando juntos novamente.

Andressa Mattos M. disse...

Belo texto final, Sérgio. Como já disseram, inclusive eu mesma, esses são seus melhores textos. Abordam tudinho. Nesse caso, acabei me inteirando mais com a postagem porque vi pouco a novela. Mas concordo que ela fez história e deixou sua marca. Graças ao diretor que transformou o mais do mesmo em algo lindo.

E esse Irandhir Santos é fantástico. Ele foi mesmo o grande destaque da novela, tanto que Zelão moveu a história. O último capítulo eu fiz questão de ver e foi lindo mesmo. Na hora que tocou Velha Infância me lembrei da Edwiges de Mulheres Apaixonadas. Foi uma cena linda.

Sobre Boogie Oogie, depois que vi o clipe da novela confesso que brochei muito. Acho que será dessas novelas exageradas e forçadas. Achei mais uma paródia do que novela de fato. Mas vamos aguardar. Beijo.

Anônimo disse...

A Gina não ficava com o Ferdinando na versão original! O autor mudou sim o rumo dela agora.

Karina Marques disse...

A novela foi muito bonitinha mesmo e o Luiz Fernando Carvalho está de parabéns. O que ele fez é digno de prêmios! Irandhir Santos, Paula Barbosa, Johnny Massaro, Tomás Sampaio e Geytsa Garcia foram os grandes destaques da novela com maior ênfase ao Zelão, claro. Até vou rever o último capítulo amanhã de tanto que gostei.

✿ chica disse...

De volta da praia, vim agradecer teus comentários por lá! Terei que te ler sobre a novela pra entender cada lance,rs abração,chica

Rita Sperchi disse...

Serginho querido vou sentir saudade de cada um...o Rodapé foi maravilhoso, enfim todos com seu jeitinho caipira foi divinos, mas as duas crianças deram um baile de atuação, são atores que vão fazer histórias....espero que a Globo faça bons investimentos neles

Bjuss e bom sábado
Rita!!!

Pedro Bertoldi disse...

Olá Sérgio.
Foi uma novela linda e ousada.
O remake, sem desmerecer Benedito, foi de Luíz Fernando Carvalho. Toda essa fábula conferiu a trama um ar autoral, muito bonito. Trouxe frescou para a dramaturgia! Em tempo em que tínhamos, Geração Brasil e Em família, foi sem dúvidas, a melhor novela no ar!
A novela ousou também, na questão de ser uma trama lenta em uma época em que as pessoas querem tramas repletas de reviravoltas. E mesmo assim, o público que acompanhou não levou isso tão a mal. E foi tão bonito ver que esse universo do Benedito pôde ser reinventado. Se a novela tivesse sido contada normalmente, talvez teria sido ainda pior em audiência. Eu confesso que temia a direção de Luís Fernando, pois acha ele muito exagerado no apuro estético e "pirado". Mordi a língua! Me encantei logo de cara!
Parecia que eu estava assistindo um clássico da Disney, de tão singelo e bonito que era. Eu pude perceber uma trajetória de aprendizagem de todos os personagens. A chegada da escola não representava apenas a educação das crianças, mas sim de toda aquela comunidade. Foi depois dela, que Gina, Epa, Giacomo (que encontra um amor). Zelão... se transformam e descobrem o que realmente são.
O final, como bem disse, encerrou com chave de ouro todo o conjunto. Alias, nunca vi uma equipe tão entrosada com uma proposta, como a de Meu Pedacinho de Chão. TODOS os atores foram bem. Vale destacar que Antonio Fagundes, que há representava o mesmo papel (o homem poderoso das novelas) ganhou de Benedito um Giacomo totalmente diferente de tudo isso e ele o fez da melhor maneira possível!
A cena final foi linda e justificou bem todo o apuro visual da novela.
Assim como a original que teve um continuação (Voltei pra você), essa bem que podia ter daqui ha alguns anos, talvez em formato de série ou minisérie!
Abraços Sérgio!

Anônimo disse...

Engraçado, você vivia falando números, agora que as novelas globais despencaram de vez você omite. "Não correspondeu no ibope" é bondade sua, foi um imenso FRACASSO. Pífios 18 pontos o ultimo capitulo, conseguiu o recorde negativo de todos os tempos, onde o ultimo capitulo teve menor ibope que o primeiro. E o pior de todos os tempos. Mas já tá virando rotina, kkk. E novela pra mim é novela, não é conto de fadas, não é filme.

Carlos disse...

Vamos falar a verdade: pode ser bonitinha, mas quem teve paciência de assistir isso?

Uma Interessante Vida disse...

Era mesmo uma novela muito fofa, Sérgio... fiquei com vontade de acompanhar, mas não foi possível assistir tudo, só alguns capítulos. beijinhos

Anônimo disse...

Foi uma novela encantadora e sua crítica a resumiu com perfeição. Parabéns!

Anônimo disse...

O Benedito mesmo declarou que não mudou a história em uma entrevista após o fim. Na verdade, essa história de que ela ficaria com o Ferdinando foi um boato da imprensa.

Zilani Célia disse...

OI SÉRGIO!
TAMBÉM, ACHEI INTERESSANTE, A NOVELA ABORDAR PROBLEMAS POLÍTICOS,
SEMELHANTES AOS DE NOSSO MOMENTO O QUE TRAZIA A HISTÓRIA PARA A ATUALIDADE, EMBORA O QUE VÍAMOS NA TELA,NADA TINHA DE ATUAL.
ACHEI LINDA E A VI ATÉ O FINAL.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Sérgio Santos disse...

Valeu, sim, Fernanda.

Sérgio Santos disse...

Concordo plenamente com vc, Zyon.

Sérgio Santos disse...

Não exclui o Benedito, Thallys, até pq ele escreveu a novela, mas é hipocrisia dizer que esse remake seria bom se não fosse o diretor. Até pq vc mesmo acabou de admitir que não achou a história atraente e isso é com o autor. O diretor teve 90% do mérito e o autor 10%, acho que isso é meio óbvio.

O elenco foi mt bem, a cidade cenográfica encantou, a novela fez história e foi mt melhor que Joia Rara, que foi uma repetição das autoras, que se perderam em tudo ao longo da novela. Núcleos avulsos, um vilão insuportável, atores subaproveitados, vingança que não aconteceu, enfim, entre tantos outros problemas. Mas vc achou a novela ótima, ok, gosto é gosto. Só acho que vc não tem moral pra me recriminar pq eu gostei de Amor à Vida já que esse fato é só um exemplo. Enfim, Meu Pedacinho de Chão foi encantadora e seu último capítulo foi lindo.

Sérgio Santos disse...

Olá, minha cara Letícia. Pois é, foi uma trama encantadora e lúdica mesmo. O diretor transformou uma trama simplória e boa em algo lindo. E teve mt didatismo mesmo, seu argumento é adequado. Foi uma trama essencialmente infantil, não há como negar isso, mas não é demérito.

Irandhir foi o grande novela dessa novela e Zelão foi genial. Que personagem e que atuação! Tb vejo mt potencial para a trama ganhar o Emmy. E eu tb previ que o final com a criança brincando seria o ideal, já que desde o início ficou claro que tudo era visto sob a ótica do Lepe. E foi um desfecho encantador, assim como toda a novela. Valeu a pena. Bjs e tenha uma ótima semana!

Sérgio Santos disse...

Ainda bem que ele deixou, Lucas, senão seria um tédio essa novela. Pior até que a sonolenta Paraíso.

Sérgio Santos disse...

A novela foi um encanto mesmo, Sissym. Deu gosto de ver, foi de encher os olhos. Ah, vai fechar? Que pena. bjs

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Mayra. bjs

Sérgio Santos disse...

Irandhir foi fenomenal, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Tito, a novela merecia uma audiência maior mesmo. Embora a trama fosse fraca, não merecia ter sido o fracasso que foi. abçs.

Sérgio Santos disse...

Concordo com vc, Patrícia. bjs

Sérgio Santos disse...

Não acho injusto não, anônimo. Claro que todos os atores brilharam e mereceram elogios (com exceção do fraco Gabriel Satter), mas o Irandhir foi o grande nome. Sua atuação foi um diferencial na novela e o personagem acabou tomando conta da trama, tanto que foi o responsável pela maioria dos poucos acontecimentos que teve.

Sérgio Santos disse...

Andressa, foi uma linda novela e fico feliz que gostei dos textos. Irandhir foi um gênio e merece mts prêmios. Espero que não se esqueçam dele.

O diretor deu um show nessa novela e transformou tudo em um lindo mundo encantado. E o trablho que deve ter dado aquela cidade, a neve, o figurino, enfim? Foi tudo de mt capricho.

Entendo a sua 'brochada' com Boogie Oogie, mas eu continuo apostando na novela. bjsss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, isso fica pequeno diante da novela. Tanto que nem especifiquei que houve, apenas disse que inicialmente era pra Nando ter se envolvido com Juliana, tanto que ele estava apaixonado por ela. Não foi uma 'ilusão de ótica'.

Sérgio Santos disse...

É verdade, Karina. bjs

Sérgio Santos disse...

Chica, tá curtindo sua folga? bjs

Sérgio Santos disse...

O Rodapé foi ótimo mesmo, Rita. Flávio Bauraqui foi outro destaque da novela. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Pedro, a novela foi mesmo do Luiz Fernando Carvalho, isso é fato. Não é desmerecimento, é apenas uma constatação óbvia. Ele pegou a novela pra ele e fez do seu jeito. Tb tinha medo pq nunca fui mt fã desse estilo dele, com exceção de Hoje é dia de Maria, que foi lindo. Mas queimei a língua. Ele foi impecável na novela. Deixou tudo lindo demais.

Acho melhor não voltar com nenhum personagem não pra não quebrar o encanto. Deixa como tá que é melhor. Mas concordo com seu comentário. abçs

Sérgio Santos disse...

Anônimo, eu omiti? Vc não deve saber o significado de omissão pq eu deixei bem claro no texto que a novela foi um fracasso. Ainda mais, até que os dois piores índices do horário até então. Mas nem sempre audiência implica em qualidade e é o caso dessa.


E eu fiz questão mesmo de falar dos números de Amor à Vida pq cansava ler absurdos de hater dizendo que a novela foi um fracasso só pq não gosta do autor ou pq não gostou da novela. Não foi, principalmente em virtude da época nada boa de ibope que a Globo vive, onde todas as suas novelas fracassaram. Por isso que o feito da trama do Walcyr foi alto. Mas eu não mito audiência não, falo de fracasso e sucesso independente pelo meu gosto pela trama. Contra fatos não há argumentos.

Sérgio Santos disse...

Carlos, a trama era chata, mas a novela foi mt linda. Valeu pela ousadia.

Sérgio Santos disse...

Vc ia gostar, Barbie. bjs

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Ok, anônimo, mas no início da trama houve sim um grande interesse pela parte dele.

Sérgio Santos disse...

Foi mt bonita mesmo, Zilani. bjssss

Luma Rosa disse...

Oi, Sérgio!
Taí uma novela que gostaria de ter assistido. Vou esperar passar no Viva, assim posso gravar... ah, mas vai demorar!! :(
Tem estréia hoje... vou tentar chegar em casa para assistir o primeiro capítulo :D
Boa semana!!
Beijus,

Felipe disse...

A novela foi encantadora mesmo e concordo com toda a crítica. O diretor conseguiu inovar e sair do óbvio. Mérito dele. Pena que foi tão curtinha, merecida pelo menos mais umas duas semanas pra terminar com mais de 100 capítulos.

Anônimo disse...

Eu não achei essa história fraca, achei a melhor história do autor.
Teve comédia, tragédia, romance. Foi um enredo perfeito.
A princípio pensei que usaria muito o visual, mas pecaria na história. Isso não foi o que eu vi. Amei todos os conflitos dos personagens.

Lucas disse...

Não meu, Amor a vida de novo, afff...ok, todo mundo já entendeu que pra vc essa novela foi a melhor de todos os tempos, que PRA VOCÊ, entro para a história como a novela mais bem escrita de todos os tempos (gargalhadas), que PRA VOCÊ o Vacyr cafona carrasco é o melhor autor de todos os tempos (gargalhadas parte 2) mas vamo para com essa forçassão de barra ...vc tem uma quedinha para o que e over, direito seu, mas peloamordeDeus ... dá um tempo com essa novela cara...

Raquel disse...

Ë Sérgio,

Parabéns ao diretor que construiu um mundo encantado, aos atores pela atuações memóráveis e à Globo que bancou um produto diferente e com grande qualidade artística sem se preocupar com o fracasso no IBOPE.

Logo que sairam os primeiros clipes de MPDC, eu fiquei apaixonada pela idéia e pela coragem de sair dos padrões que vinham se apresentando nos últimos anos. Mas como muita gente, previ que a novela seria para poucos e que o IBOPE ia ser baixo. Fico muito satisfeita de ver a trama seguir seu ciclo até o fim, sem ficar ouvindo boatos de que a Globo está se desesperando com a audiência.

Acredito até que MPDC virou quase um fenômeno cult: quem assistia gostava e muito! Fazia mto tempo em que não lia críticas de novelas com quase 95% dos comentários se derramando em elogios. Já teve novela de IBOPE melhor que o povo só se reunia pra falar mal...

Enfim, em relação a tudo que você falou no seu texto, só concordo com o anônimo quando disse que Juliana e Nando nunca foram o casal principal da novela. Apesar de Nando ter se encantado inicialmente pela professorinha, ela nunca deu mta bola pra ele e, ainda por cima, Gina e Zelão nunca tiveram outras opções para EndGame. Mérito do Benedito de sabe conduzir os seus casais de forma a gerar torcida para aqueles que ele já queria junto. Isso a gente tem que dar pra ele. ;)

Sérgio Santos disse...

Ih, vai demorar, hein, Luma? rs Mas depois vc me conta o que achou de Boogie Oogie. bjs

Sérgio Santos disse...

Felipe, achei que teve o tempo necessário. Foi melhor assim. abçs.

Sérgio Santos disse...

Respeito sua opinião, anônimo, embora discorde. Mas não teve tragédia na novela.

Sérgio Santos disse...

Lucas, aí vc tem que falar com quem fica falando de Amor à Vida o tempo todo aqui, aliás, vc tb curte falar dela. E não é só pra mim não, viu, caso contrário não tinha ganhado tanto prêmio e nem teria boa audiência. E o anonimo veio falar de audiência, que eu sempre falo e agora omiti e mimimi... Me vi obrigado a falar de novo. Mas eu tento desapegar, só que não deixam, fazer o que...

Sérgio Santos disse...

Foi bom mesmo ele ter mantido a novela assim até o final, Raquel, sem se importar com ibope. Até pq destruir tudo aquilo que ele havia construído seria um sacrilégio. Sobre a Juliana, ela deu bola pra ele sim, aliás, pra ele, pro Zelão e pro Renato. Ela gostava da coisa, e era mt indecisa. Bjão! =)