segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Os 45 anos de "Chapolin", um dos grandes sucessos de Roberto Gómez Bolaños

No dia 19 de novembro de 1970, ia ao ar pela primeira vez "Chapolin", um dos muitos personagens de sucesso do genial Roberto Gómez Bolaños. A produção mexicana acabou virando uma febre mundial e surgiu, curiosamente, dois anos antes de "Chaves", outro fenômeno (o maior, diga-se) criado pelo ator, roteirista e humorista. Desde então, o 'herói' virou uma febre mundial e até hoje está vivo na memória dos fãs, sendo que muitos deles são brasileiros.


A saga do super-herói mais covarde que já existiu começou na década de 70 e era um quadro do programa "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada". Em virtude do imenso sucesso, a produção foi transformada em série e acabou ganhando um horário fixo, com 30 minutos de duração cada episódio. Processo quase igual ao ocorrido com o "Chaves". O formato foi produzido de forma despretensiosa e virou um grande êxito de audiência.

Roberto produziu uma espécie de sátira dos heróis, criando um que era exatamente o oposto de tudo o que os 'salvadores' representavam. Medroso, atrapalhado, convencido, mulherengo e um tanto quanto burro, o Chapolin Colorado sempre enfiava os pés pelas mãos nas suas tentativas de ajudar os inocentes e punir os bandidos.
Entretanto, apesar dos pesares, no final acabava conseguindo atingir o objetivo, ainda que não fosse pelos métodos planejados. Ou seja, o heroísmo às avessas, de uma forma ou de outra, funcionava. Ele ainda tinha 'armas' únicas, como: a marreta biônica, as pílulas de polegarina (que diminuíam seu tamanho assim que ingeridas), as antenas de vinil e a buzina paralisadora.

O humor da série era delicioso e o carisma do Chapolin Colorado arrebatador. Todos os episódios divertiam e valia a pena acompanhar todas as trapalhadas do herói que rezava para o bandido nunca aparecer. Ele só surgia, aliás, após o famigerado grito em forma de questionamento proferido pela vítima da vez: - "Oh, e agora? Quem poderá me defender/ajudar?". Essa era a chamada que fazia o personagem aparecer, ou melhor, se estabacar no chão, uma vez que suas chegadas quase sempre eram caracterizadas por alguma queda.

E o protagonista tinha ainda uma gama de bordões e frases clássicas: "Não contavam com a minha astúcia"; "Sigam-me os bons"; "Todos os meus movimentos são friamente calculados"; "Palma, palma, não priemos cânico"; "Silêncio, silêncio! As minhas anteninhas de vinil estão detectando a presença do inimigo"; "Suspeitei desde o princípio"; "Era exatamente isso que eu ia dizer"; "Fiz isso intencionalmente para..."; "O que será que ele quis dizer?"; "Já dizia um velho e conhecido ditado..."; e "Se aproveitam da minha nobreza" eram alguns deles. Todos inesquecíveis.

Entre os episódios mais marcantes, estão o que aborda a 'investigação' da queda de 'aerolitos' ("Os Aerolitos"), a saga na prisão do Pirata Alma-Negra ("Os Piratas"); o desafio enfrentado em um outro planeta ("Aventuras em Marte"); o seu encontro com o Chaves ("Chapolin visita a Vila"); a tentativa de evitar que uma mulher não se casasse obrigada ("A Volta da Corneta Paralisadora"); e a existência de objetos voadores ("O Extrato de Energia Volátil"). Outra 'peculiaridade' da série é o efeito especial tosco, onde todos os 'truques' ficam claros em cada cena. Mas isso até virou uma espécie de 'charme' da produção.

O programa estreou no Brasil, junto com o "Chaves", em 1984, exibido pelo SBT. Desde então, o formato virou um coringa da emissora de Silvio Santos. E as duas séries sempre eram exibidas juntas, sendo que a do herói vinha sempre primeiro e logo depois a do menino pobre que morava em uma vila. Porém, "Chapolin" começou a ficar mais 'instável' na grade do canal, que retirava e colocava no ar sem maior aviso. Ao contrário do que ocorre com o outro seriado, que virou uma obrigação na lista de atrações da vice-líder. Em 2015, por exemplo, saiu do ar em fevereiro e até agora não voltou.

"Chapolin" foi uma série clássica e mais um dos grandes sucessos de Roberto Gomez Bolaños. Exibida em mais de 100 países e traduzida para mais de 50 idiomas, a produção completou 45 anos em 2015 e é impressionante como continua divertindo, sem apresentar qualquer sinal de desgaste, assim como ocorre com o "Chaves". O herói medroso faz parte da vida de muitas pessoas e já engloba várias gerações. Merece muitas homenagens, pois permanecer na vida dos telespectadores por quase 50 anos não é para qualquer um.

16 comentários:

Pedro disse...

QUE CLÁSSICO! 45 ANOS??? NOSSA, O TEMPO VOA. Pena que o SBT não passe mais.

Victor disse...

Sou fã desse herói cagão. kkkkkk E tá passando no canal a cabo TBS. Mas tinha que voltar no SBT também.

Yasmin disse...

Até hoje não entendi pq o SBT tirou do ar. Tinha que deixar junto com o Chaves sempre.

Anônimo disse...

O Roberto era um gênio e conseguiu criar produtos que podem ser vistos 80 vezes que não cansam. Chaves e Chapolin são a prova.

Ernane disse...

Muito boa essa homenagem merecida aos 45 anos desse sucesso, Sérgio. Nem sabia que tinha tanto tempo.

Clau disse...

Oi Sérgio, boa tarde!
Sempre preferi o 'Chaves', mas
já me diverti muito
assistindo ao 'Chapolin'!
Nem imaginava que o seriado
foi ao ar pela primeira vez em 1970!!
Muito legal seu post/homenagem :)
Aproveito a oportunidade para
desejar à vc com votos de amizade,
um gracioso Natal,
e esplêndido Ano Novo cheinho de amor \o/
Bjs e até 2016!

Quércia disse...

Muito melhor que o Batman! kkkkk AMO!

Ed Taborda Assunção disse...

Eu nunca assisti Chapolin, mas assisti milhões de vezes Chaves e é um seriado espetacular.
Abraços e feliz natal.

Sérgio Santos disse...

Voa mesmo, Pedro.

Sérgio Santos disse...

Tá mesmo, Victor. Às vezes vejo lá.

Sérgio Santos disse...

Tb não entendi, Yasmin.

Sérgio Santos disse...

Isso, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Pois pé, Ernane... O tempo voa.

Sérgio Santos disse...

Clau, te desejo o mesmo. Tudo de melhor pra vc. Bjão!

Sérgio Santos disse...

Verdade, Quércia. rs bjsss

Sérgio Santos disse...

Jura que nunca viu, Ed? Um clássico. rs abração!