quarta-feira, 27 de maio de 2015

"A Usurpadora": sexta exibição, sexto sucesso

O SBT e a Televisa (principal cadeia mexicana de televisão) têm uma parceria antiga. A emissora de Silvio Santos já adquiriu e exibiu várias produções mexicanas ao longo dos anos ---- incluindo o clássico Chaves, obviamente ----, além de ter produzido alguns remakes de novelas do México. E um dos mais clássicos folhetins daquele país virou um verdadeiro tesouro para o canal do homem do baú. "A Usurpadora" foi exibida pela primeira vez no Brasil em 1999 e foi um fenômeno de audiência. Desde então, a trama vem sendo reprisada várias vezes, sempre obtendo um ótimo retorno do público.


A primeira reprise foi em 2000, menos de um ano depois da exibição original. O SBT depois passou a trama novamente em 2005, 2007 e entre dezembro de 2012 e maio de 2013. Todas as vezes conquistando expressivos números de audiência, para o terror das concorrentes Record, Band e Rede TV!, que perdiam quase sempre para a reexibição de uma produção comprada, enquanto gastavam dinheiro com produções próprias. E Silvio Santos resolveu trazer de volta este 'inimigo' da concorrência em 2015.

A sexta exibição de "A Usurpadora" e quinta reprise entrou na grade no dia 30 de março, às 17h. Inicialmente, as previsões em torno da resposta do público eram receosas, afinal, passar seis vezes uma novela em menos de 20 anos é um exagero para qualquer emissora. Porém, a força da trama mexicana se fez novamente presente.
O folhetim é vice-líder isolado e em determinados estados consegue até a liderança em alguns momentos. O enredo da gêmea rica e da gêmea pobre é um clássico da teledramaturgia e, ao menos neste caso, já ficou explícito que não se desgasta.

Fazendo uma comparação com uma produção brasileira, pode-se constatar que a história mexicana faz o mesmo sucesso no SBT que as várias reprises do fenômeno "A Viagem" fizeram na Globo e no Canal Viva. Protagonizada por Gabriela Spanic, a história é sobre duas irmãs idênticas que têm suas vidas separadas assim que nascem, mas, por ironia do destino, se cruzam anos depois e acabam trocando de papéis.

Paulina e Paola são gêmeas. A mãe das duas vive em uma situação de miséria e, em virtude disso, abandona uma delas, que é adotada por uma família rica. A que fica com ela precisa enfrentar várias dificuldades e se transforma em uma mulher tímida, íntegra e boa. A outra desfruta de todos os luxos possíveis e vira uma perua fútil, arrogante, fria e extremamente ambiciosa, que se casa com o milionário Carlos Daniel Bracho, passando a usar o nome de Paola Bracho.

Paola é uma típica vilã mexicana, repleta de tons exagerados, incluindo até mesmo a tradicional gargalhada maligna. A personagem é um sucesso, sendo o principal atrativo da novela. Ela, aliás, trai o marido com o cunhado --- Willy, mau-caráter casado com uma mulher atormentada e ressentida que se veste de forma desleixada ---, não liga para os enteados, e ainda embebeda a sogra (Piedade Bracho). A víbora odeia todos os integrantes daquela família e, entediada com aquela vida, planeja viajar com um de seus amantes.

É justamente nesta viagem que ela encontra Paulina em um toalete e vê sua vida mudar. Depois de se recuperar do choque da semelhança física, Paola elabora o plano de usurpação. Unindo o útil ao agradável, ela propõe que a sua 'cópia' assuma sua identidade por um ano, enquanto ela aproveita as 'férias' sem se preocupar com a desconfiança dos familiares. E para obrigar Paulina a participar do plano, a vilã arma para a mocinha e a acusa de tê-la roubado uma pulseira. Caso a inocente mulher não aceite o acordo, ela a coloca na cadeia.

Claro que a gêmea boa aceita e até aprende a ser tão elegante quanto a irmã má. Sua presença na desestruturada família Bracho é uma 'benção' e ela, com o tempo, vai criando fortes laços com cada um e ainda ajuda a todos. Para culminar, Paulina se apaixona por Carlos Daniel, vivendo um casamento feliz ao seu lado (afinal, ele acha que continua casado com Paola). Só que a virada na novela ocorre quando a vilã retorna querendo seu lugar de volta, iniciando um forte embate com a mocinha.

A diferença de personalidade das protagonistas idênticas fisicamente, onde uma é mocinha e a outra vilã, remete imediatamente ao sucesso "Mulheres de Areia" (original e remake), da saudosa Ivani Ribeiro. Mas, vale ressaltar que a produção mexicana é um remake da produção venezuelana , exibida em 1972. Ou seja, até nisso as tramas se parecem. Só que, claro, as semelhanças no enredo ficam somente neste quesito envolvendo a gêmea boa e gêmea má que trocam de papel.

"A Usurpadora" é um dramalhão mexicano que conquistou o público brasileiro noveleiro. A história realmente prende a atenção e, apesar dos exageros característicos nestas produções, os personagens cativam e os atores, em sua maioria, são bons. Os embates e cenas também são atrativos, despertando aquela vontade de acompanhar diariamente, como toda boa novela tem que fazer. Tanto que o ótimo retorno da audiência, ainda que seja uma sexta exibição, não chega a surpreender.

30 comentários:

Denner disse...

Essa novela é um clássico mesmo. Clássico tosco mas clássico! rsrsrsrsrsrs Já vi muito!

Quércia N. disse...

Como não amar Paola Bracho? A-DO-REI esse seu post!!!!!!!!!!

F Silva disse...

Algo a comentar... ou a perguntar...

Essa novela foi um fenômeno de audiência!? Conquistou o público brasileiro!?

Henrique disse...

Nossa,Sérgio,que boa surpresa esse seu post sobre A Usurpadora.Adorei essa novela e junto com Maria do Bairro é a melhor novela mexicana de todos os tempos.Gabriela Spanic estava no auge da beleza, agora é só botox.

Anônimo disse...

A novela foi boa mas prefiro Maria do Bairro.

Andressa Mattos M. disse...

Eu vi essa novela, Sérgio. Nossa, cheia de clichês mas prende mesmo. Nem sabia que tava reprisando de novo e pela sexta vez. É muita reprise. Isso mostra a limitação do SBT que continua se baseando no passado pra se manter ao invés de investir em novidades. E respondendo para a F Silva, foi sim. Lembro que vencia o Jornal Nacional algumas vezes quando passou em 99.

Lenon Ramon disse...

Como não amar Paola Bracho? A personagem mais marcante deste clássico inesquecível, se tornou uma das maiores vilãs da dramaturgia mundial.
Gabriela Spanic brilhou vivendo as duas, apesar da vilã ser mais interessante e a sua risada ser considerada a mais marcante das novelas mexicanas.
Amor eterno a saudosa Libertad Lamarque que arrasou como a Vovó Piedade.
Chantal Andere como Estephanie era odiosa mas ao mesmo tempo complexa e a atriz interpretou lindamente.
Os outros são outros kkkkk.
Pra mim ela é a melhor novela mexicana junto com Maria do Bairro (onde Thalia encantou como a "catadora" e Itatí Cantoral fez de Soraya a maior vilã do México e uma das maiores vilãs do mundo,tamanha a sua atuação primorosa) , inclusive são as maiores audiências do SBT em quesito latino.
Fenômeno maravilhoso, apenas

Boa noite amigão Sérgio!!!!

Carla disse...

Novelão! Mexicana sim mas com qualidade. Já vi umas 4 vezes embora não diariamente. O SBT sempre se dá bem quando reprisa.

✿ chica disse...

Tantas vezes e eu não vi? Sou desligada mesmo! Mas deixo um abraço e desejos de tudo de bom pra ti! chica

Olívia Barcelos disse...

Essa novela é para os mexicanos o que Lost é para os americanos.Eu acompanhei a é boa mesmo.Mas não nego que fiquei surpresa com mais esse sucesso de audiência na sexta reprise. Tem marcado uns 7 pontos, deixando Record pra trás e ficando na vice isolada.

Anônimo disse...

Os fãs dessa novela agradecem esse seu post tão bem feito, Sérgio Santos! Parabéns!

Clau disse...

Oi Sérgio,
A trama até parece ser boa...
Mas já passou tantas vezes e eu nunca assisti!rs
Beijos \o/

Lulu on the sky disse...

Oi Sérgio,
Vamos combinar que essa novela é ótima. Veja que dá ibope todas as vezes que é reprisada.
Big Beijos
Lulu on the Sky

Sérgio Santos disse...

Eu vi duas vezes, Denner. abçs

Sérgio Santos disse...

Vilã clássica, Quércia. bjs

Sérgio Santos disse...

Conquistou sim, F Silva. Em 99, teve uma audiência altíssima e era exibida no msm horário que o Jornal Nacional, ultrapassando algumas vezes. Todas as reprises repetiram o bom retorno do público, deixando o SBT tranquilamente na vice-liderança.

Sérgio Santos disse...

Gabriela estava lindíssima mesmo, Henrique. E além dessa e Maria do Bairro, acrescento Marimar. Outro clássico de sucesso. abçs

Sérgio Santos disse...

Eu empato as duas, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Isso é, Andressa. O SBT continua msm se sustentando no passado pra sobreviver, porém, essa novela tem uma força impressionante e fazer sucesso pela sexta vez até assusta. rs bjssss

Sérgio Santos disse...

Difícil mesmo, Lenon. E vc fez uma boa comparação com Maria do Bairo, outra grande novela. A vilã Soraya foi outro marco. Inesquecível. E Gabriela deu show em A Usurpadora vivendo a Paola, também convencendo como Paulina. Foi uma novela excelente. abçsss

Sérgio Santos disse...

Sempre se dá bem mesmo, Carla. bjs

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, Chica. bjs

Sérgio Santos disse...

Sucesso mesmo, Olivia. Não se desgasta, impressionante. bjs

Sérgio Santos disse...

Que bom, anonimo. Fico feliz!

Sérgio Santos disse...

Tudo bem, Clau. rs bjssss

Sérgio Santos disse...

É verdade, Lulu. Bjs

MARILENE disse...

Sua postagem, como sempre, muito bem elaborada. Só através dela me inteirei, um pouco, sobre a novela, já que nunca vi qualquer capítulo (rs). Bjs.

Ed Taborda Assunção disse...

Nossa, tantas vezes e nunca vi. Maa é um sucesso mesmo por que toda vez que reprisa vejo as pessoas comentando que assistem. Não sou muito fã de novela mexicana, a única que vi foi Marimar, que gostei muito. Abraços

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Marilene. =) bjssss

Sérgio Santos disse...

Ed, tb gostei mt de Marimar, além de Maria do Bairro e Maria Mercedez. Além, claro, de A Usurpado que é muito boa. As outras nunca me despertaram interesse. abçsss