quarta-feira, 20 de novembro de 2013

"A Próxima Vítima": um marco na história da teledramaturgia

Silvio de Abreu é um dos maiores autores do país e já escreveu inúmeros sucessos. Entretanto, apesar de ter várias obras marcantes em seu currículo, "A Próxima Vítima" ---- que foi ao ar em 1995, reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2000, e começou a ser exibida no Canal Viva em setembro de 2013 ---- foi a sua novela mais aclamada, tanto pelo público quanto pela crítica.


O autor escreveu uma história policial que, apesar de ter mantido a essência do clássico folhetim, ousou ao transformar o suspense no grande protagonista da trama. Aos poucos, o mistério ia aumentando e vários personagens despertavam suspeitas, muitas vezes indo da condição de possíveis vítimas para supostos culpados em questão de poucos capítulos.

A sequência de assassinatos movimentava a novela e deixava o público completamente perdido, tanto em cima da dúvida de quem seria o responsável pelas mortes quanto de quem seria a próxima vítima. E os crimes sempre aconteciam de formas diferentes. A trama foi tão marcante que mesmo após anos, várias
pessoas ainda lembram de todas as cenas que envolviam o assassino. O inesquecível Opala preto, por exemplo, virou um símbolo. Era com esse carro, popular na época, que o enigmático personagem seguia suas vítimas e o veículo chegou a ser usado para atropelar uma delas.

E todas as mortes foram impactantes, cada uma da sua forma. Teve quem foi assassinado a tiros; empurrado na linha do trem; caindo no poço do elevador; sofrendo uma queda de cavalo após a sela ser propositalmente afrouxada; envenenado; a pauladas; asfixiado por monóxido de carbono; explosão, enfim, a criatividade sempre esteve presente e o que não faltou foi cena forte e bem realizada.

É bom dizer, também, que todo esse suspense era levado em meio aos tradicionais clichês presentes em qualquer boa novela. Vide traições, pares românticos, brigas familiares, núcleo rico, núcleo mais humilde, personagens populares, tipos refinados, enfim, um conjunto que prendia todo mundo diante da televisão.

Como toda produção de Silvio de Abreu, o elenco era estelar. Grandes atores foram escalados e enriqueceram a história, que era dirigida por Jorge Fernando. Aracy Balabanian, Teresa Rachel, Yoná Magalhães e Rosamaria Murtinho interpretaram brilhantemente as irmãs Ferreto (donas do Frigorífico Ferreto), enquanto que José Wilker, Gianfrancesco Guarnieri, Tony Ramos e Lima Duarte engrandeciam as cenas sempre que apareciam. Susana Vieira, Francisco Cuoco, Glória Menezes, Otávio Augusto, Cecil Thiré, Paulo Betti, Viviane Pasmanter, Vera Holtz, Zezé Motta, Nicette Bruno, Flávio Migliaccio, Cláudia Ohana e Natália do Valle foram outros nomes de peso que fizeram parte da trama.

Como se não bastasse todo esse belo conjunto, Silvio ainda tocou em feridas da sociedade através do casal gay Jefferson (Lui Mendes) e Sandro (André Gonçalves, que chegou a apanhar na rua por causa do papel). Na época, a homossexualidade era fortemente reprimida e o autor foi corajoso na abordagem do tema. Até hoje essa situação é lembrada e elogiada. Outro ponto merecedor de aplausos foi a presença de uma família negra de classe média alta ----- hoje, dia 20 de novembro, aliás, se comemora o Dia da Consciência Negra. Pela primeira vez o telespectador viu vários negros em um mesmo núcleo, sem ser em uma novela de época que tratava da escravidão. Zezé Motta, Antônio Pitanga, Norton Nascimento e Camila Pitanga eram os intérpretes dos integrantes da família, que tinha ainda Lui Mendes na pele do homossexual Jeferson, que precisava enfrentar um duplo preconceito.

"A Próxima Vítima" foi um marco na história da teledramaturgia e seu último capítulo mobilizou o país. O Brasil parou para saber quem era o grande assassino e vários bolões de apostas foram feitos na época. Silvio de Abreu já declarou em uma entrevista que o momento mais emocionante que viveu foi quando saiu na rua, pouco depois do término da novela, e foi aplaudido por todas as pessoas que o viram, incluindo os que apareciam nas janelas dos apartamentos. Um reconhecimento mais do que merecido.

Entre as muitas reprises que o Viva já exibiu, pode-se dizer com certa tranquilidade que a escolha de "A Próxima Vítima" foi uma das mais acertadas até agora. Sorte de quem está tendo a chance de rever essa obra-prima da teledramaturgia, que no dia 3 de novembro (data em que foi exibido seu último capítulo) completou 18 anos.

58 comentários:

Kelvin! disse...

Olá, Sérgio. Tudo bem?
Como já comentei com você no twitter, Sílvio de Abreu é um dos meus autores preferidos, acho ele genial além de muito simpático e boa praça (Assisti uma entrevista dele no Yahoo). Embora eu não tenha gostado muito do remake de "Guerra dos Sexos" eu simplesmente adorei "Passione", essa novela foi maravilhosa e o final da mesma fez jus aos capítulos anteriores, a novela teve um final brilhante. Não vejo a hora de Sílvio de Abreu começar a escrever sua próxima novela para o horário nobre. Eu não pude assistir a primeira exibição dela porquê eu nem tinha nascido ainda na época, mas você me convenceu a dar uma conferida nela no Canal Viva. Mudando de assunto, me responda uma curiosidade: Para você qual a(s)melhor(es)e a(s) pior(es)novela(s) dos seguintes autores: Glória Perez, JEC, Walcyr Carrasco, Aguinaldo Silva e Gilberto Braga.
Para mim a melhores desses autores são, respectivamente: O Clone, A Favorita, Xica da Silva (Reprisou no SBT), Senhora do Destino e Celebridade. Já as piores: Salve Jorge, no caso do JEC a mais razoável foi Da Cor do Pecado, Sete Pecados, Fina Estampa e Insensato Coração. Caso você não saiba responder qual foi a pior, diga a mais razoável.

A Viajante disse...

Aí você me faz entender que envelheci apreciando boas tramas.... risos... excelente novela e excelente crítica! beijão!

F Silva disse...

Oi Sérgio, parabéns pelo post

A Próxima Vítima foi a melhor novela do Sílvio de Abreu. Excelente obra da teledramaturgia, um clássico. O Sílvio estava inspiradíssimo.
Aliás, todo o elenco. Aracy Balabaniam recebeu muitos prêmios de melhor atriz pela composição da Filomena Ferreto.

E essa obra do Sílvio, é um claro e evidente exemplo, de que para se escrever uma novela eletrizante, ágil e que prenda a atenção do público não precisa de personagens histéricos que perturbem os nossos tímpanos como a histérica, apesar de muito bem elogiada, Avenida Brasil.

paulo disse...

Respeito o seu gosto pessoal, afinal é fato que você só aprecia aquilo que você assistiu, não consegue admirar nada que seja muito antigo. Mas dai a dizer que a escolha mais acertada do viva ate agora foi APV não procede. A maior repercussão positiva ate hoje do canal, tanto de ibope quanto de critica e publico foi Vale Tudo, que alias é de longe considerada a melhor novela de todos os tempos. Se você não assistiu não sabe o que perdeu. APV é bem morna, tanto que nem mereceu o horário nobre das reprises do viva a meia-noite, nem esta tendo a repercussão de VT ou outras reprises. A melhor novela reprisada no momento é sem duvida Agua Viva, e repito, aposto que você não assiste pois não é da sua época e ainda deve achar Amor a Vida melhor, rsrs...

Celina Alves disse...

Eu adorei a Próxima Vítima, só não assisti novamente porque não tenho o canal Viva, aliás, vc sabe me dizer se dá pra assistir pela Net?
BjoBjo;)
Celina Alves
Luxos e Luxos

Sérgio Santos disse...

Oi Kelvin. Silvio de Abreu é um dos meus autores preferidos também. A Próxima Vítima foi uma novela excepcional.

Sobre a sua pergunta:
Melhor: O Clone, Avenida Brasil, Alma Gêmea, Senhora do Destino, Paraíso Tropical/Vale Tudo.

Pior: Salve Jorge, Da Cor do Pecado, A Padroeira, Fina Estampa e Insensato Coração.

Concordamos com várias coisas. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Saudades, né Ju? Bjssss

Sérgio Santos disse...

F Silva, foi a melhor do Silvio de Abreu mesmo e até hoje é lembrada. E eu também acho PV melhor que Av Brasil, ainda que eu tenha sido um fã da trama do JEC. Aracy fez uma personagem fascinante. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Paulo, eu realmente não me lembrei de Vale Tudo, então modifiquei o texto pra não ser injusto. Ao invés de "a melhor escolha" coloquei "uma das melhores escolhas". Eu vi Vale Tudo e achei extraordinária.

Mas Água Viva eu só vi uns trechos e sinceramente, aquela novela sim tem uma barriga gigantesca. Cenas com mais de 15 minutos e capítulos que não aconteciam absolutamente nada de útil. Naquela época, o ritmo das obras era diferente e a Globo não precisava se preocupar com o controle remoto. Outros tempos. Hoje em dia um capítulo mais lento já há reclamação.

E, sejamos, francos, a cena da surra do banheiro foi extremamente mal feita. A Betty Faria batia na câmera e a Tamara Taxman claramente não recebeu um tapa sequer. Na época deve ter sido ótimo, mas hoje em dia fica constrangedor. E não estou desmerecendo, porque como disse, eram outros tempos. Nem piores e nem melhores, outros tempos. Aliás, talvez escreva sobre isso.

Agora, vc dizer que APV foi uma trama morna? Fiquei surpreso até pq jurava que vc ia falar "isso que era novela, não esses lixos etc". Mas agora me lembrei, é de 95 e esse ano vc já considera que tudo que vinha era horrível. Abçs

Sérgio Santos disse...

Celina, acho que não dá pra ver na internet, não. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Ah, Kelvin, eu também fui fã de Passione e também torço para que o Silvio volte a escrever pro horário nobre.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, A Próxima Vítima foi uma das minhas novelas preferidas. Gosto de tramas policiais e de mistério bem feitas, como foi o caso desta. O elenco foi escolhido a dedo. A reprise no Viva é uma ótima oportunidade para ver ou rever esta obra-prima da teledramaturgia.

Fabrício disse...

Essa novela foi um marco e foi uma obra-prima. Silvio de Abreu estava inspirado na época. Seu texto me fez matar as saudades e infelizmente não posso ver no Viva.

Melina disse...

Sérgio, o Silvio de Abreu é um grande autor e essa novela marcou sua carreira. Já estou ficando velha! hehe Lembro de cada cena dessa novela e não perdia um capítulo. Beijo.

Alexandra Amaral disse...

Novela ótima, eu lembro quando da primeira vez eu tinha 24 anos, e apostei até bolão com a família pra ver quem era o assassinado. Lembro também que todo mundo jantou na sala só pra ver a cena da morte do Cléber. Só não gostava muito daquele sotaque da Suzana Vieira e da Nicete Bruno, e algumas situações daquele núcleo (Mooca). No mais, a novela era surpreendente, várias cenas emocionantes, Silvio inovou ao ter como protagonista o suspense e ainda fazer várias tramas paralelas ótimas, como os dos homossexuais, das drogas e o núcleo de negros ricos. Acho ela parecida com a ótima Passione (xingada novamente pela minha avó como Assassione). Lembro que a minha avó era pra lá de preconceituosa e vivia xingando a Próxima Vítima: Ô novelinha podre! Mal escrita! Como vocês aguentam ver isso! Realmente ela tinha um gosto péssimo, pois adorava aquelas novelas insossas (Pecado Capital e Anjo de Mim). Mas eu, adorei a novela, aliás, sempre gostei de novelas de suspense e dramas, assim como Amor A Vida, que apesar de ter alguns tropeços, tem uma trama central riquíssima. As pessoas que criticam a novela realmente tem um senso patético. Foi impressionante!!
Abraços

Anônimo disse...

Não concordo que Água Viva tenha barrigas, acho a novela ótima, muito melhor que muitos lixos de atualmente. E A Próxima Vítima, foi mesmo uma novela impressionante.
Ainda bem que aquela horrorosa Renascer acabou, aquela trama insossa me dava sede e lembrava sertão. Essa sim tinha barrigas de grávida.

Iara Lima Samburá Zulai disse...

Novela impressionantemente surpreendente, mas aqueles personagens da Mooca realmente eram patéticos, soníferos e insossos. Os sotaques e situações eram tão chatas que davam dó. Realmente era o núcleo Cadinho de APV. Nossa, dava um asco quando exbiam aquele núcleo. E aquele personagem do Lima Duarte era tão chato, que eu chegava a por no mudo quando ele aparecia. UM lixo de personagem, pra lá de retardado e demente. Cruzes, nem vou me lembrar daquele núcleo nojento. Bem que Adalberto (Cécil Thiré) poderia ter assassinado todos os personagens daquele núcleo nojento, inclusive Nina, Vitinho e Zé Bolacha.

Barbie Californiana disse...

Lembro pouco dessa novela, Sérgio, mas lembro que fez muito sucesso... valeu a pena ler seu post que ficou bem escrito. beijinhos

paulo disse...

Sergio, eu gosto de algumas novelas pós-95 sim, pouquíssimas, mas gosto. Anjo Mau mesmo é de 97 e eu gostei muito. APV é muito confusa, tem uns personagens chatissimos e o núcleo da mooca é intragável. E a revelação do assassino foi frustrante, um personagem que sequer estava na novela desde o inicio, contrariando o que o próprio SDA disse na época. Quanto a Agua Viva não vou nem discutir, as coisas que você critica são justamente a cereja do bolo das novelas dessa época. Mas conhecendo seu gosto eu entendo.

F Silva disse...

Quando formos fazer comparações entre novelas, acho viável comparar novelas contemporâneas. Comparar Água Viva, sucesso de 1980, com Amor à Vida, por exemplo, nada a ver. Qualquer folhetim nos idos dos anos 70 e 80, fase áurea da teledramaturgia, fazia sucesso e chegava na casa dos 70 e até 100 pontos. Hoje, com múltiplas formas de entretenimento, um bom folhetim pena pra chegar a 40 pontos.

Podemos comparar Selva de Pedra com Dancyn Days, Escrava Isaura com A Moreninha, Plumas e Paetes com Locomotivas, todas dos anos 70.

Podemos comparar A Gata comeu com Fera Radical, Vale Tudo com Roque Santeiro, Brega e Chique com Cambalacho, todas dos anos 80.

Podemos comparar Laços de Família com O Clone, O Cravo e a Rosa com Chocolate com Pimenta, Da Cor do Pecado com Começar de Novo, dos anos 2000.

Agora temos a nova safra como Cordel Encantado, Avenida Brasil, Cheias de Charme, Sangue Bom, Joia Rara e por aí vai.

Audiência e repercussão se medem de forma diferente hoje na tv. Antigamente era só pesquisa de Amostragem, hoje temos toda uma tecnologia, além das redes sociais para determinar um grande sucesso e um grande fracasso.

Anônimo disse...

Sérgio, não assisto "A Próxima Vítima", mas não concordo com seu comentário sobre "Água Viva". Você disse que ela tem uma barriga gigantesca, mas não é verdade.Você, que disse ter assistido alguns trechos, não pode avaliar a novela desse jeito. É preciso acompanhá-la todos os dias pra dar uma opinião.
Antes de "Água Viva" estrear, eu também achava que ela tivesse 'barriga', mas depois me surpreendi com o ritmo alucinante dela. Desde a estreia já aconteceram inúmeras coisas em "Água Viva". Por fim, leio todas as suas postagens e gosto muito. Mas confesso que fiquei decepcionado com você ao ler seu comentário sobre "Água Viva". Esperava um comentário melhor, vindo de uma pessoa tão culta e inteligente. Por que você simplesmente não disse "Não posso opinar sobre Água Viva, pois assisti pouco." Assim ficaria melhor do que julgá-la sem conhecê-la.

Anônimo disse...

Eu vi Água Viva na época e posso garantir que a novela tinha mesmo uma barriga e era muito arrastada. Mas não era um privilégio dela. Todas as novelas da época eram assim com raras exceções. Não havia esse ritmo frenético dos novos tempos e as cenas eram mais longas e mais trabalhadas. Como o autor desse blog disse em um comentário, eram outros tempos. Não sei se essas pessoas que negam a existência de barriga em Agua Viva viram a história na época e se veem mesmo a reprise no Viva, mas estão falando bobagem. É claro que o ritmo era lento.

Mas em relação ao texto sobre A Próxima Vítima, concordo que foi um marco e fez um enorme sucesso, mas como toda novela teve seus erros.

Thallys Bruno Almeida disse...

Conheci A Próxima Vítima na reprise do VAPVDN, em 2000. E que trama. A começar pela música de abertura interpretado pela Rita Lee. Uma verdadeira viagem.

Elencaço daqueles que Sílvio sabe escalar: Aracy, Yoná, Rosamaria, Cláudia Ohana, Tony Ramos, Tereza Rachel, Gianfrancesco, Vera Holtz, Migliaccio, Lima Duarte, enfim, muita gente boa.

A trama policial foi um caso à parte. Um quebra-cabeças bem-feito, mortes das mais variadas formas, o misterioso Chevrolet Opala preto, a dúvida de qual personagem morreria a qualquer momento, boas tramas paralelas para aliviar a tensão (casal gay, personagens negros longe de clichês, etc).

Não à toa a novela parou o Brasil e tbm outros países como Portugal (onde o assassino foi diferente no original e na reprise) e Venezuela. Não tenho visto mto da reprise atual, mas foi um belo acerto do Viva juntamente com Vale Tudo.

Quanto à Água Viva, mencionada aqui nos comments, vi alguns capítulos e percebi um ritmo um pouco mais lento, mais comum à época, em que não se exigia algo tão frenético. O que vi foi mais motivado pela curiosidade de ver uma novela do começo dos 80 sendo reprisada com uma imagem devidamente cuidada e tratada (tem mexicana do SBT dos anos 90 que vai ao ar parecendo VHS), pelos costumes da época e pela memória afetiva de ver alguns nomes do elenco mais novos, como Isabela Garcia e Fabio Jr.

Há casos em que a memória afetiva nos trai, como no meu caso, Renascer e/ou Pantanal (consagradas em suas épocas, mas que hoje em dia eu não aguentaria ver). E quando se fala em novelas dos 70 e 80, fica sempre a curiosidade por parte das gerações mais novas pra saber se foi isso tudo mesmo ou não. Não há uma regra, a pessoa pode ter como novela mais marcante da vida uma Vale Tudo, ou uma O Astro (1977), ou APV, ou Celebridade, ou Avenida Brasil, p. ex.

E retomando a questão do tempo: se hoje existe essa coisa do ritmo frenético vs o ritmo lento, eu fico curioso sobre como seria uma sem linearidade nenhuma, com o tempo totalmente embaralhado. Caso de O Rebu, uma trama antigaça que vai ser o remake de 2014, na mão do George Moura (autor d'o Canto da Sereia). Em suma, Lícia Manzo só em 2015. É isso. Abç!

Maria Lúcia Gromann disse...

Não concordo sob re a novela Agua Viva. É uma das melhores novelas que vi, mas Sérgio, admiro vc, acho q voce deveria fazer disso uma profissão, um trabalho, mas acho que voc deveria assistir melhor a telenovela no Viva para analisá-la melhor. Por favor não fique chatiado, apenas estou dando uma mínima opinião.
Sob, APróxima Vítima, foi uma novela alucinante, mas tinha varios personagens para lá de chatos e soníferos. Mas se referindo aon úcleo central é uma ótima novela.

Sérgio Santos disse...

É verdade, Elvira. E tb é uma das minhas preferidas. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, Fabrício. Abçs

Sérgio Santos disse...

É verdade, Melina. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Oi Alexandra, concordo com vc e eu também adorei Passione. O Silvio sempre gosta de assassinato e suspense em suas obras, mas APV foi onde ele mais abusou desse recurso e deu um banho de originalidade. Bjssssss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, as novelas do Benedito são sempre arrastadas. Não gostei de Renascer. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Nossa, Iara, quanto ódio do núcleo da Mooca, hein?

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Barbie. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Paulo, eu também adorei Anjo Mau. Mas vc é a primeira pessoa que eu "conheço" que criticou APV. Mas conhecendo o seu gosto eu também entendo.

Sobre a cereja do bolo, eu confesso que não entendi. A cena da surra mal feita é a cereja do bolo? Mas como eu disse, não foi uma crítica, até porque, como enfatizei, era outra época, outros recursos, outra linguagem.

Sérgio Santos disse...

F Silva, concordo com vc. Não tem sentido comparar uma novela de 1980 com uma de 2013. São épocas diferentes, são linguagens diferentes, são medições de ibope diferentes, são vidas diferentes, enfim, tudo é diferente. Aliás, basta ver uma novela mais antiga para ver como os atores eram teatrais em cena. Todos tinham uns 5 tons acima. Eram ruins por isso? Não, a novela tinha apenas uma outra linguagem, que com o tempo foi ficando mais naturalista. Só isso. Abçs.

Sérgio Santos disse...

Anônimo, lamento ter te decepcionado por um simples comentário. Aliás, foi um comentário, nem texto eu escrevi. Por sinal, rendeu essa minha constatação.

Eu vi o primeiro capítulo no Viva e depois alguns trechos. Claro que não há como eu analisá-la só por isso, mas o ritmo é alucinante? Não exagera.

Porém, como eu disse, não foi uma crítica, porque era outra época e tudo era diferente. Hoje, por exemplo, eu vi o capítulo. Cada cena tinha, no mínimo, 10 minutos. Só de "DR". Isso é impraticável nos dias de hoje, o que reflete o ritmo diferente de Água Viva. Se isso fosse exibido numa novela atual diriam que era barriga. Concorda? Abçs

Sérgio Santos disse...

Bem, anônimo, vc viu então tem mais embasamento do que eu. No entanto, alguns discordam de vc, como percebeu. Então, não se sabe se discordam porque acham que isso é um demérito ou se realmente não veem lentidão. Mas obrigado pelo comentário.

Sérgio Santos disse...

APV foi um marco e um dos maiores sucesso do Silvio, Thallys. Mereceu ter sido o fenômeno que foi. Elenco, trama, enfim tudo muito bem feito e apresentado.

Claro que o ritmo lento de Água Viva era propício pra época. Disse isso aqui, eram outros tempos e não é uma crítica. A Globo era líder com folga, a concorrência não era acirrada, o público não estava acostumado com ritmo alucinantes e o folhetim era mais arrastado.

O Rebu foi uma trama elogiadíssima e será interessante ver como farão o remake. Sim, com isso a Lícia só virá em 2015 o que é uma lástima para os fãs de ADVG, como é o meu caso. abç

Sérgio Santos disse...

Maria, não fiquei chateado, porém, eu não analisei a novela eu fiz um comentário. Só isso.

Letícia disse...

"A Próxima Vítima" era inédita pra mim nessa exibição do Viva. Estava com muitas expectativas com relação à sua estreia. Mas confesso que fiquei decepcionada com o andamento da história. Por falta de mais intensidade, parece uma novela das seis. Além disso, o único atrativo dela são os assassinatos. No mais, prefiro assistir "Água Viva". Esta sim é uma trama interessante, intensa, com diálogos incríveis, cenas maravilhosas. Uma novela muito rica de conteúdo.

Margarete disse...

ADORO PRÓXIMA VÍTIMA, COM EXCEÇÃO DO NÚCLEO DA MOOCA, TÃO CHATO..
MAS DE TODAS AS REPRISES ATUAIS PREFIRO ÁGUA VIVA E ANJO MAU.
TRAMAS RICAS E EXCEPCIONAIS, SEM NENHUM NÚCLEO DECEPCIONANTE. ABRAÇOS

Anônimo disse...

Não gostei de A Próxima Vítima nem um pouco mesmo, Sérgio. Me perdoa? kkkk.
Ando assistindo vários dias, mas, apesar do bom andamento do nucleo central, as tramas paralelas andam como formigas. Eu simplesmente durmo. Decepcionante essa novela, achei que todos os núcleos fossem bem comandados. Aliás, as fitas delas andam bem antigas viu?
Mas pelo menos aquela chatíssima Renaslixo acabou.

paulo disse...

Vou responder pela ultima vez, juro, ate porque outras pessoas comentaram também e sei que você responderá. A cereja do bolo que eu disse foi justamente que naquela época não tinha essa preocupação de cenas de luta coreografadas, imagem HD, tomadas aéreas de câmera, cenas gravadas em outro país... nada disso! Era talento, texto rico, diálogos inteligentes. Você achar uma novela mais ou menos(sei que vc não gostou) só porque uma cena de luta feita em 1980 não te convenceu? Realmente vc não assiste pois do primeiro capitulo pra cá a novela esquentou e muito. Sem precisar de barracos e gritarias, baixarias e periguetes, cenas de sexo, vilões fazendo careta e cuspindo pra tentar convencer, sem nada disso AV é um novelão. A cena do começo de namoro entre o personagem do Fabio jr e Lucelia Santos foi longa e magnifica, emocionante. Cena essa que só os jovens atores daquela época e a simplicidade daqueles tempos poderiam proporcionar, e a trilha sonora então... Mas imagino que o publico de hoje deve achar uma cena assim chata e arrastada, preferem a pegação do casal sem talento as 9, as gracinhas da piradinha, os bordões do félix e o texto tosco dessa novela das 9.

Anônimo disse...

A próxima vitima só tem fama, me decepcionei na reprise, bem chata. Agua viva sim é mara!

Sérgio Santos disse...

Letícia, obrigado pelo comentário! Beijos!

Sérgio Santos disse...

Margarete, Anjo Mau foi outra novela que eu gostei muito. Bjs

Sérgio Santos disse...

Claro que perdoo, anônimo. rsrsrs Eu fui fã da novela e não perdia um capítulo sequer. Não vejo a reprise, mas se pudesse veria. Abçs.

Sérgio Santos disse...

Paulo, pode responder várias vezes, o espaço é pra isso mesmo.

A cena da luta foi constrangedora, mas para os padrões atuais. Se a mesma fosse exibida numa novela atual seria massacrada. É isso que quis dizer. Como eu falei, eu não critiquei a novela e muito menos o que eu considerei "barriga" ou ritmo lento. Infelizmente não me fiz entender.

Apenas constatei o óbvio: uma novela atual jamais poderia ter o ritmo, as cenas com mais de 10 minutos e e essas cenas tecnicamente mal realizadas. Mas isso não implica que as anteriores eram ruins, afinal, na época era fantástico.

Aliás, repito, em tramas mais antigas, a teatralidade era nítida e todos os atores exageravam no tom. Era ruim? Não, era uma linguagem tradicional da época. A novela era quase um teatro televisionado. Ponto.

A prova é que Regina Duarte quis homenagear essa época no remake de O Astro e fez sua Clô Hayalla exagerada pra caramba. O resultado? Mts não compreenderam e criticaram a atriz. E isso foi tudo que quis dizer.

Sérgio Santos disse...

Ok, anônimo.

André disse...

Caraca, to pra ver novelinha mais chata do que essa '' A Próxima Vítima''. E olha que eu vi a exibição original, nasci em 1953.
Adoro seu blog e seus comentários, mas realmente essa novela foi uma porcaria.

Anônimo disse...

NOVELA PODRE! SÓ TEM FAMA. PERDÃO SÉRGIO MAS NÃO GOSTEI DE A PRÓXIMA VÍTIMA. SÓ SERVIA MESMO OS ASSASSINATOS. DE RESTO .ZZZZZZZZZ

Sérgio Santos disse...

André, sem problemas. Aliás, vejo que a sorte das novelas antigas e que ficaram na memória das pessoas é que não existia internet, caso contrário ia ter um bando de gente criticando como fazem agora com quase todas. Abçs!

Sérgio Santos disse...

Ok, anônimo.

Ricardo disse...

Uma das minhas novelas preferidas, muito bem escrita. Assistindo a reprise é possivel perceber melhor o quanto toda a trama foi armada e tudo fazia sentido. Nem dá pra descrever a maravilha que é essa novela.

Sérgio Santos disse...

Concordo plenamente com vc, Ricardo! Abraços.

Anônimo disse...

Novela perfeita. Não fazem mais novelas como antigamente.

Sérgio Santos disse...

Também achei a novela excelente, anônimo.

André Luiz disse...

O que eu estou vendo em muitas criticas a APV é uma falta de paciência. Aguardem.

Eu sou novo, estou vendo pela primeira vez, mas já li várias coisas sobre a novela, e posso garantir que ela fica muito intensa a partir do meio (já está começando com a morte da Julia). Alexandre Borges ainda vai entrar, vai ter muita coisa, muita morte.

A trama da mooca é meio chata mesmo, mas temos que entender que o Silvio de Abreu não podia colocar uma novela só com suspense. Estamos falando de 1995, tinha que ter um romance.

Os destaques da novela, para mim, são a Irene, a Isabela e a Filomena. O personagem do Lima Duarte me irrita, mas a parte misteriosa dele eu já curto. Mesma coisa a Helena, adorava quando era misteriosa, ai começou esse drama de Juca e já tá me irritando.

Sérgio Santos disse...

André, eu fui fã dessa novela e o sucesso que ela fez foi merecido. Claro que algumas situações cansaram, mas isso ocorre em todo folhetim, por melhor que ele seja. Abraços.

Anônimo disse...

Adorei a novela. Adorei a francesa, o suspense, as mortes, o fato de não ter tido furo entre outras coisas. Só não gostava do nucleo jovem, teca, Giulio, Sidney, Lucas e carina, todos me irritavam