terça-feira, 8 de outubro de 2013

Walcyr Carrasco expõe preconceito contra obesos, destaca Fabiana Karla e enriquece drama de Perséfone em "Amor à Vida"

No início de "Amor à Vida", Perséfone (Fabiana Karla) foi apresentada ao público como uma integrante de um dos núcleos cômicos da novela. Se de um lado Valdirene (Tatá Werneck) fracassava em sua tentativas de conquistar um famoso, do outro a enfermeira enfrentava várias complicações para conseguir perder sua virgindade. No entanto, a partir do momento em que as duas situações começaram a ficar repetitivas, Walcyr Carrasco provocou viradas nos núcleos. A periguete já começou a protagonizar seus novos dramas há vários meses, mas a 'gordinha' da novela das nove teve sua história mais aprofundada nas últimas semanas.


Perséfone finalmente desistiu de perder sua virgindade a qualquer custo. Passou a ignorar esse 'trauma' e foi intensificando sua relação de amizade com Daniel (Rodrigo Andrade), com quem sempre saía para se divertir. Aos poucos ele e ela foram vendo que havia um sentimento mais forte os unindo. A partir de então, os dois começaram a namorar e a química do casal ficou nítida. Os atores combinaram perfeitamente em cena e a beleza do romance, muitas vezes tratado com uma certa infantilidade, foi ficando cada vez mais evidenciada.

Mas além de apresentar esse bonito casal, Walcyr quis também levantar um tema polêmico e infelizmente muito comum na sociedade: o preconceito que os gordos sofrem dentro de uma sociedade que preza e valoriza a magreza. Daniel passou a ser ridicularizado no hospital San Magno por causa de seu namoro
com a 'enfermeira gorda' e o fisioterapeuta enfrentou preconceito até de sua família. Seus pais (Neide - Sandra Corveloni e Amadeu - Genésio de Barros) não aprovaram o romance, se chocaram quando souberam que ele se casaria e justificaram a resistência alegando que o filho era lindo e poderia arrumar uma mulher muito mais bonita e 'apresentável'. Já Leila (Fernanda Machado) fez questão de ridicularizar o romance e ainda foi 'visitar' a cunhada para humilhá-la e dizer que seu irmão só se casaria com ela por pena. A única que gostou do novo casal foi Linda (Bruna Linzmeyer), justamente a irmã autista de Daniel, que sofre na pele o preconceito e a ignorância dos pais, que a enclausuram dentro de casa por achá-la incapaz.

Walcyr Carrasco está sendo corajoso ao tocar em mais essa ferida. Além das inúmeras questões já levantadas na novela (vide homofobia, bissexualidade, autismo, entre tantos mais), o autor agora aborda com competência o preconceito que gordos sofrem. Normalmente as pessoas mais obesas precisam ser engraçadas, afinal, sabem que sofrerão com piadinhas a respeito do peso, então preferem 'rir' com os outros ao invés de esperar que só os outros riam deles. Muitas vezes a crítica vem em forma de 'piada inocente' ou então de um 'conselho' como o clássico "Você está precisando emagrecer, hein!". Claro que não é pra se fazer campanha a favor da gordura, até porque todos sabem que quase sempre obesidade implica em problemas graves de saúde, entretanto, muitos dos obesos não são gordos porque querem e sim porque não conseguem emagrecer.

E, lamentavelmente, os obesos sofrem com olhares tortos e piadinhas (que muitas vezes são feitas pelas costas). O que está sendo retratado na novela não ocorre só na ficção. Da mesma forma que a homofobia de César (Antônio Fagundes) é extremamente verossímil, o preconceito demonstrado por alguns personagens em cima da obesidade de Perséfone e da relação que a mesma tem com Daniel também é.

Fabiana Karla, que sempre mostrou talento de sobra para o humor, tem conseguido convencer nas cenas mais densas, comprovando que pode ir muito além dos papéis cômicos, sempre tão bem defendidos por ela. A atriz se destacou na sequência mais forte envolvendo sua personagem até então: quando Perséfone expulsa Leila de sua casa após ter sido duramente humilhada. Fabiana e Fernanda Machado protagonizaram uma ótima cena. Sandra Corveloni, Bruna Linzmeyer, Genésio de Barros e Rodrigo Andrade também fizeram bonito durante a tensa sequência onde os pais de Daniel vomitam preconceito e ignorância a respeito do que pensam sobre pessoas obesas, despertando a ira de Daniel, ferindo Perséfone e deixando Linda extremamente nervosa. Ótimos atores que estão ganhando merecidamente mais destaque.

"Amor à Vida" tem levantado várias polêmicas e agora o alvo da vez tem sido o preconceito que os obesos sofrem. Através de mais essa corajosa abordagem, Walcyr Carrasco expôs por completo um tema que até então havia sido pouco inserido na teledramaturgia, destacou o talento de Fabiana Karla e ainda acrescentou novos dramas na história de Perséfone, que deixou a repetitiva situação da virgindade de lado e ganhou conflitos bem mais interessantes.

48 comentários:

A Viajante disse...

Ah... gostei da virada da personagem, mas achei meio forçada a situação para discutir o preconceito. Na vida real, as coisas são muito mais veladas. Ninguém chega pra ninguém pra ofender tanto assim...mas vou dar os devidos descontos. Na ficção as verdades são ditas na lata, pra que nós, espectadores, possamos palpitar, torcer, virar o rosto, odiar os vilões e acolher os mocinhos e as mocinhas. Gostei da sua análise, querido. Mais uma vez!!! Beijão.

Thairys Moreno disse...

Ótimo texto Sérgio! Walcyr Carrasco tem sido magnífico em suas abordagens, especialmente em relação a obesidade, um assunto pouco retratado nas novelas, ele tem tido a coragem que poucos tem. Há quem ache que o autor tem errado no tom ao tratar desse tema, o que eu indiscutivelmente discordo, li um artigo na internet de uma jornalista da qual não lembro o nome, e ela criticou a obra do autor, afirmando que a novela saiu do tom e que havia muito exagero em torno da trama que envolve Perséfone, que ninguém podia ser tão perseguido e humilhado só por ser gordo, quem pensa isso é pq realmente nunca sentiu o preconceito na pele, eu como uma ex obesa sei bem como é isso, e não há exagero algum na novela, é a pura realidade, a ignorância e o preconceito das pessoas é fora de noção, e digo que as piadinhas é o de menos, já passei coisa muito pior por conta da obesidade, as pessoas não perdoam e a pressão psicológica é grande! E posso dizer com certeza que não era gorda pq queria, (é o que as pessoas pensam, que vc é gordo pq quer, não tem força de vontade e é um acomodado), me submeti a uma cirurgia de redução de estômago, pq realmente não consegui emagrecer recorrendo a outros métodos. Numa sociedade onde só se preza as aparências, e o conteúdo e caráter é visto como irrelevante, ser gordo é quase um crime, este logo é posto pra fora do "grupo", pois está fora dos padrões tido normais, o "diferente" é feio e indigno de valor.
Estou adorando a abordagem feita pelo autor, e principalmente a forma como ele vem conduzindo a história, é o lado que as pessoas ignoram e fingem que não existe, o preconceito existe sim, e latente.
Beijos e ótima semana.

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Gostei muito da mudança de foco da atuação da personagem Perséfone, pois realmente o 'drama' da virgindade já estava repetitivo demais. Também achei bem oportuna a abordagem que foi emprestada ao tema obesidade. É um triste preconceito, que maltrata, humilha e acaba com a autoestima das pessoas fora do peso. Ninguém é gordo porque escolheu ser gordo. No geral, há por trás sempre um desajuste que desencadeia o processo. Estou achando bem bonitinho o amor do casal (Daniel/Perséfone) e torcendo por eles.

Sua análise está perfeita e assino em baixo.

Grande abraço.

Barbie Californiana disse...

Eu adorei ver a Perséfone expulsando a irmã dele do apartamento... a história desse casalsinho está linda... estou ansiosa pelo casamento... hahaa beijinhos

Celina Alves disse...

Oiiii Sérgio, eu gostei dessa mudança da personagem Perséfone na novela, o drama da virgindade já estava cansando, no entanto na minha opinião, eu não senti química entre o casal, quando eles se beijam me parece forçado, esquisito, não sei se é impressão minha por ver os beijos tão calientes da Pati e do Michel, que os beijos da Pê com o Daniel me parecem xoxos. Mas não posso deixar de dizer que o tema da obesidade tem causado polêmica em alguns sites, muitas acham que o que está sendo mostrado na novela, piora a situação das gordinhas aqui na vida real, fazendo elas se sentirem piores, outras acreditam que o autor está simplesmente mostrando a realidade. Confesso que estou em cima do muro quando a isso, não consegui formar uma opinião ainda, mas que os gordos sofrem preconceito, isso é nítido, fato. Gostei da sua análise.
BjoBjo;)
Celina Alves
Luxos e Luxos
P.s.: Vc não está acompanhando a novela Joia Rara ou eu perdi algum post? eu estou gostando demais.

eder ribeiro disse...

Sergio, acho salutar a abordagem dos temas na novela, ela é o espelho de nossa sociedade. Abçs

✿ chica disse...

Sergio, achei triste as cenas e humilhações,não acredito que alguém, na vida faria isso assim tão fortemente só pelo fato de ser gorda. Podia não ir com a cara, não gostas disso ou daquilo, mas apenas pela obesidade, é difícil acontecer(ESPERO!!!)


abração, tudo de bom,chica

Patricia Galis disse...

Não vi as cenas mas acompanho pela web, facebook e etc..., muitos dizem que é exagero contra os gordinho é não, é real posso falar pq ja passei por tanta humilhação por ser gorda que vc nem acredita, existi sim discriminação e é terrível as piadas de mal gosto, sou grata por ter uma boa cabeça e um marido que me ama, se não fosse isso nem sei o que ja teria feito....vou até fazer um post sobre isso, pq não podemos ser hipócritas.
Excelente post parabéns!!!!

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, também gostei da virada da personagem Perséfone e do reforço aos membros da família do Daniel. Achei ótimas as cenas da Perséfone com a Leila, e depois com a família do médico. Em nossa sociedade, assim como acontece com o preconceito racial, o preconceito contra os gordos é tratado de forma velada, mas, entre quatro paredes, muitas duras verdades costumam ser ditas. Infelizmente.

Bell disse...

Ela vai ter um casamento lindo, e vai calar a boca de muita gente com sua felicidade.
Preconceitos sempre vão existir, pois ainda existem pessoas que se consideram melhores que as outras.

Felisberto Junior disse...

Olá!Boa tarde
Sérgio
que bela atitude da telenovela, abordar esse tema,preconceito , pois como dito, a obesidade é uma doença e o ganho de peso pode ter diversas causas e o obeso não é obeso porque quer e pode ter diversos fatores que influenciam.
E, o que for, de cor, raça, credo, beleza, peso ou gênero, o "homem" sempre julgou seus semelhantes à forma que tem e ao modo que pensa. Atualmente, mesmo havendo penas legais sobre o assunto,o preconceito continua hipócrita e dissimulado.
Também, gostei muito da mudança de foco da atuação da personagem Perséfone. Conhecia a F.Karla só em "humor',e ela está muito bem num papel mais "denso".
Bela análise!
Agradecido
Belo dia
Abraços

Luma Rosa disse...

Oi, Sérgio!
Ainda bem que o foco da virgindade foi desviado para situações mais reais e maduras. No entanto, ainda vejo infantilização do personagem da Persefone que anteriormente era bem liberal e que levava qualquer um para casa no intuito de perder a virgindade e agora fala em príncipe encantado e quer casar virgem?
Ok, a história do príncipe encaixava direitinho para chegar no estágio do casamento, porém esse lance de esperar para casar para perder a virgindade é meio surreal dentro do contexto inicial.
Concordo com o comentário da "A Viajante". As pessoas não falam diretamente, falam nas costas e não como acontece na novela. A cena mais grosseira nesse sentido, aconteceu vinda do Márcio Garcia, que surrupiou o perfil que era anteriormente do Daniel no início da novela.
Walcyr Carrasco não gosta de improviso e exige que seus textos sejam seguidos à risca... Sinceramente? Márcio Garcia deve estar amargando esse personagem chinfrim que deram para ele. Pior que ele, somente o público que aceita manipulações ridículas como o que Bruno foi submetido após cena com Aline. Enfim, estou esperando essa novela acabar logo, pois já deu!
Beijus,

Pérola disse...

Um blogue sobre televisão é coisa que não conhecia.

Parabéns.

Agradeço.

Evitará perdas de tempo.

Vou ser espectadora habitual da sua casa.

beijo

Rita disse...

Serginho vc sabe que sou fã dessa novela, gosto de todos menos da Leila ( rsrsr )bom tbém acho um exagero pelo preconceito dela.. tem sim gente que fala caçoa, ri exagera até, mas ela ser humilhada dese jeito me deixou triste, a gente ve tantas pessoas casando assim gordinha e vai td bem...Até falo pra minha mãe....olha o exagero chego até a sair da sala...acho que deveria mostrar sim como é o tal preconceito pelos fofos......mas assim já é demais, ainda mais a mãe dele gritando com ela como se ela fosse um monstrinho
enfim espero que melhore mesmo tadinha dela .....
Bjuss meu lindo de boa quarta feita!!!!

└──●► *Rita!!

MARILENE disse...

Sergio, gostei muito da abordagem, pois retrata a realidade. O gordo é um grande amigo, engraçado, mas sofre terrivelmente quando desperta amor. Normalmente, a família do homem não aprova, prende-se ao exterior e passa a levantar inúmeros senões. Já presenciei isso com um amigo, pai, que foi totalmente contrário ao casamento do filho. Felizmente, ele não ligou para os comentários e se casou. Bjs.

Clau disse...

Oi Sérgio,td bem?!
Walcyr Carrasco é um novelista inteligente e se saiu bem ao dar destaque ao preconceito que as pessoas com sobrepeso sofrem.
Não era legal ridicularizar os gordinhos por associar a imagem de uma mulher acima do peso à virgindade.Era ridículo aquilo!
Bjs :)

Zilani Célia disse...

OI SÉRGIO!
E É AI QUE SE VÊ NITIDAMENTE O TALENTO DE WALCYR CARRASCO, QUANDO O APELO SOBRE A VIRGINDADE COMEÇAVA A DAR MOSTRAS DE ESTAR DESAGRADANDO, ELE FAZ A PERSONAGEM,DE FABIANA KARLA CRESCER NA TRAMA, COM UM ASSUNTO INTERESSANTE COMO O PRECONCEITO, PROPORCIONANDO À ATRIZ A OPORTUNIDADE DE MOSTRAR SEU TALENTO FORA DA COMÉDIA.
MUITO BEM ABORDADO EM TEU TEXTO ESTE ASSUNTO.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Bia Hain disse...

Sérgio, acho muito pertinente a colocação do autor, quem sabe um dia essa sociedade acorde e aprenda a respeitar as diferenças, sejam quais forem. Um abraço!

Anônimo disse...

Parabéns ao autor desse blog pela firmeza de opinião e por defender seus argumentos tão bem. Essa novela está sendo critica por vários veículos e muitos só falam mau pra poder fazer parte da turma. O preconceito está sendo muito bem mostrado e eu como gordo que sou digo isso e repito várias vezes. Parabéns ao autor da novela, à você e aos atores.

(Felipe)

Filha do Rei disse...

Gostei da maneira como o Walcir está levando a história da Persefone, de maneira sensível, sem ser apelativo e mostrando um outro lado da atriz que conhecíamos só através do humor.
Tenha uma tranquila noite.Bjs

Demian disse...

Tem muita gente achando que o tom está exagerado, que o tratamento dado ao tema está meio "over", porém, todo mundo sabe que o texto de Walcyr é assim mesmo, nada sutil, pedreira pura... Gosto assim... Agora estou achando que todos os atores estão devidamente valorizados e as histórias estão sendo desenvolvidas. Acho que está só faltando (se não estou enganado) desenvolver a história da Marilda (Renata Castro Barbosa), cujo drama do olho roxo ainda deve ser explorado, e também a gerente do bar, a Vivian (Angela Dip), que deve ter alguma história desenvolvida sobre o alcoolismo... Todos os outros atores estão tendo agora seu destaque, num momento ou noutro...

Sérgio Santos disse...

Exatamente, Ju. E ainda assim, tem muito caso que é daquele jeito, mas sempre em forma de piadinha. O autor foi corajoso. bjs

Sérgio Santos disse...

Muito obrigado, Thairyz. Sim, eu também li esse artigo e é da Veja. É uma crítica que não me recordo o nome, mas eu também discordei dela. Precisa ser muito inocente para achar que os gordos não sofrem preconceito, ainda mais na nossa sociedade. Adorei seu comentário. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Vera. A abordagem está ótima mesmo e a cena do casamento deles foi linda. Perséfone e Daniel formam um lindo casal. bjs

Sérgio Santos disse...

Também adorei vê expulsando a Leila, Barbie. O casamento foi ao ar hj e foi lindo. Bjs

Sérgio Santos disse...

Celina, isso é uma bobagem. Gente que acha que o preconceito vai aumentar por causa da abordagem é a mesma que acha que o nível de homicídios aumenta no país porque o vilão mata alguém. O autor foi mt corajoso e ninguém havia abordado isso tão explicitamente. Ponto pra ele, que conseguiu levantar essa discussão. Eu amo o casal, mas respeito que vc não goste. bj

Sérgio Santos disse...

Bingo, eder. abçs

Sérgio Santos disse...

Olha, Chica, infelizmente há muita gente cruel. Não é tão raro não. bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Patrícia. E que bacana esse seu depoimento, ainda mais levando em conta que vc nunca foi mt fã da novela, ou seja, o que só aumenta ainda mais a importância do seu comentário. bjs

Sérgio Santos disse...

Exatamente, Elvira. O preconceito existe de forma velada mas dentro de casa as coisas costumam ser vomitadas sem 'medo'. Por isso achei crível os pais de Daniel humilharem a Perséfone. Um triste retrato da realidade e Walcyr está abordando isso mt bem. bj

Sérgio Santos disse...

E o casamento foi lindo mesmo, Bell. bj

Sérgio Santos disse...

Felis, obrigado. E é verdade, a Fabiana está mostrando que tem talento pro humor e pro drama também. Abçs

Sérgio Santos disse...

Luma, respeito sua opinião, mas eu adoro a novela e acho que o Walcyr está conduzindo tudo muito bem.

A Perséfone queria perder a virgindade a qualquer custo, mas com o Daniel ela se apaixonou e quis viver essa fantasia. Não achei absurdo. Houve até a explicação pra isso no cap de hoje.

Bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Pérola. bjs

Sérgio Santos disse...

Rita, eu também sou fã. Mas não achei exagero, não, infelizmente. E serviu também pra levantar esse tema, embora sempre diga que novela não tem função de educar. A Leila é uma peste, mas a Fernanda tá ótima. Beijos!

Sérgio Santos disse...

Exato, Marilene. Disse tudo. Aliás, quem nunca presenciou uma situação parecida? É mais comum do que se imagina. bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, Clau. ;) bjs

Sérgio Santos disse...

Concordo, Zilani. Aliás, Walcyr é um autor que aceita crítica e tenta melhorar, embora isso já estivesse previsto desde o início pra Perséfone. bjsss

Sérgio Santos disse...

Olha, Bia, não acho que vá melhorar, mas a iniciativa foi ótima e enriqueceu e movimentou a novela. Bjs

Sérgio Santos disse...

Muito obrigado, Felipe. De verdade. O Walcyr nunca fez novelas que agradaram a crítica, isso nem é novidade. Mas hámuita gente que arruma problema pra criticar só pq odeia o autor. Abçs

Sérgio Santos disse...

Concordo, CLéu. Bjs e boa noite.

Sérgio Santos disse...

Assino embaixo, Demian. O Walcyr é um autor que sempre procurou valorizar todo seu elenco e agora n~]ao tem sido diferente. Todos os personagens que estavam apagados na primeira fase estão se sobressaindo na segunda, ou seja, já deveria estar previsto desde o início. Ele ainda inseriu a Natasha na trama da Nicole só pra valorizar o Daniel Rocha que tinha perdido a função. Isso é admirável.

E a trama do alcoolismo da personagem da Angela Dip foi criada pelo Walcyr pq de última hora por causa do esticamento da novela, já que não havia nada na sinopse. Ou seja, já houve vantagem nesse 'esticamento'. Abraços.

Thallys Bruno Almeida disse...

Perséfone nunca foi das minhas personagens preferidas, nunca morri de amores pela mesma, apesar do bom desempenho da Fabiana Karla. Fui um dos primeiros a odiar aquela saga-em-busca-da-perda-da-virgindade que nada acrescentava à história e não deixava a atriz fazer quase nada, ainda mais que isso estava de certa forma atrelado ao insuportável núcleo de Patrícia e Michel. Minha implicância com a personagem foi diminuindo bastante à medida em que ela foi se envolvendo com Daniel e, além de ganhar a própria história, começou a se integrar ao núcleo da Linda.

Esperei a cena da transa em si pra poder comentar e foi bonita. Foi visível a insegurança, o medo, a emoção e toda a confusão de sentimentos que Perséfone sentia antes do momento tão esperado.

A abordagem do preconceito contra os que estão acima do peso não tem nada de exagero. Sempre há os que vão se sentir mal com as constantes piadinhas de mau gosto, seja pela frente ou pelas costas. Aliás, não sei porque raios o Daniel foi convidar o babaca-esc**** do Michel pra ser padrinho, mas vai saber...

Bom ver que essa abordagem de trama já começa a fazer jus ao esticamento de Amor à Vida (que ainda acho um tanto desnecessário, 209 caps já tava bom demais) e que a personagem da Fabiana saiu do núcleo chato de antes da passagem de tempo. Abç!

Sérgio Santos disse...

Vc sabe que eu sempre gostei da Perséfone, Thallys, e via potencial na personagem. Não cheguei a me cansar da situação da virgindade, mas óbvio que adorei quando o Walcyr a tirou disso e passou a inserir novos dramas. O resultado foi o melhor possível.

A cena da primeira vez foi bonita mesmo. Todo o conjunto, aliás, incluindo casamento, enfim.

Por enquanto estou adorando o esticamento porque deu a chance de novas histórias surgirem. Até pq a saída da Alinne Moraes fez acabar a minha ansiedade para a próxima novela. Estou feliz demais com essa. Abçs

Milene Lima disse...

Eu não gosto da abordagem do Walcyr Carrasco, nessa tentativa de esmiuçar os preconceitos. Acho grosseiro e exagerado. Num diálogo a gorda, Perséfone, questiona o Lutero com um "o senhor namorando nesta idade?"...

Já a homofobia do Cesar eu acho que é tratada de um jeito mais realista, sei lá.

Mas enfim, é só uma opinião de gordinha. Rsrs.

Beijo, Sérgio.

Sérgio Santos disse...

Respeito sua opinião, Milene. Sem problemas. rs Eu tô adorando as abordagens, principalmente porque nunca haviam sido feitas tão explicitamente e pq acabaram, querendo ou não, levantando uma discussão. E essa pergunta da Perséfone foi ótima porque mostrou que, infelizmente, até os que sofrem preconceito também têm preconceito, ainda que de uma forma mais 'inocente' em alguns casos. Bjssss

Kelvin disse...

Olá, Sérgio!

Eu achei bem legal a atitude do Walcyr em expor o preconceito contra os gordos. Só achei que ele exagerou um pouco e poderia ter pegado um pouco mais leve com a personagem. É até difícil de acreditar que existam pessoas que acreditam que o bullyng contra os gordos acontece somente na infância e para depois de adulto. Estão muito enganados. Eu já presenciei situações parecidas e outras até piores diversas vezes. Desculpe o termo mas os que acreditam que o preconceito contra os gordos retratado na novela é irreal e não passa de ficção são uns tremendos de um tapados e hipócritas. São um bando de cegos, ou preferem não enxergar, o quê é muito pior. Mais um ponto para o Walcyr Carrasco, subiu ainda mais no meu conceito.
Abraços!

Sérgio Santos disse...

Concordo plenamente, Kelvin. O preconceito existe sim e muito, infelizmente. O Walcyr foi muito corajoso na abordagem. Abraços!