quarta-feira, 12 de novembro de 2014

"O Cravo e a Rosa": um inesquecível sucesso das seis

A estreia de Walcyr Carrasco na Globo foi com o pé direito. Sua primeira novela na emissora foi "O Cravo e a Rosa", um sucesso estrondoso que marcou o horário das seis e foi reprisado duas vezes no "Vale a Pena Ver de Novo" ----- entre 13  de janeiro e 1 de agosto de 2003 e entre 5 de agosto de 2013 e 17 de janeiro de 2014 -----, repetindo o êxito da primeira exibição.


A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920; portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.
O casal foi brilhantemente interpretado por Adriana Esteves e Eduardo Moscovis, que honraram o posto de protagonistas com louvor. O par, inclusive, pode ser considerado um dos melhores da ficção.

A relação, permeada com muitas brigas, tapas e beijos, conquistou o público e os atores esbanjaram química. Enquanto Catarina chamava Petruchio de grosseirão, ele a apelidava de 'Meu Favo de mel'. O romance, repleto de idas e vindas, não cansava o telespectador e sempre rendia ótimas cenas. Mas além desta divertida e atrativa trama, a novela apresentava vários outros núcleos e personagens interessantes, que caíram no gosto popular.

No núcleo da mocinha, por exemplo, o banqueiro Nicanor tinha uma família escondida. Sua amante, Joana (Tássia Camargo), morava em um local humilde, bem diferente do casarão habitado pelo pai de Catarina e Bianca (Leandra Leal). A irmã da protagonista, por sua vez, tinha um romance com o mimado Heitor (Rodrigo Faro), mas se encantou pelo professor Edmundo (Angelo Antônio), vivendo com ele um romance digno dos contos de fadas bem açucarados.

Já na fazenda de Petruchio, havia o hilário Calixto (Pedro Paulo Rangel), seu fiel escudeiro, que se apaixonou pela governanta de Nicanor, a virginal Dona Mimosa (Suely Franco). A dificuldade que o casal teve para ter seu primeiro beijo foi uma diversão à parte. A relação, aliás, despertou o ciúme de Neca (Ana Lucia Torre), cozinheira da fazenda que nutria um amor platônico pelo empregado do patrão. No mesmo núcleo, ainda havia a víbora Lindinha (Vanessa Gerbelli em sua estreia na televisão), que amava Petruchio e esnobava o caipira Januário (Taumaturgo Ferreira).

Outra história que fez um grande sucesso foi a de Cornélio (Ney Latorraca). Um ricaço que era perdidamente apaixonado por sua esposa Dinorá (Maria Padilha), que humilhava constantemente o marido e o traía com Celso (Murilo Rosa). Ele ainda tinha que aguentar Dona Josefa, a sogra insuportável interpretada pela grandiosa Eva Todor (seu último bom papel em novelas). O esperado momento onde o personagem descobre a traição da esposa provocou uma grande virada na novela.

O folhetim também ganhou um novo fôlego com a entrada de dois excelentes personagens: a diabólica Marcela (Drica Moraes) e seu pai, Joaquim (Carlos Vereza). A vilã foi interpretada brilhantemente por Drica e infernizou o romance de Catarina e Petruchio, além de ter conseguido se casar com Nicanor, desgraçando a vida de Bianca ---- situação inspirada nas madrastas dos filmes da Disney. Já o ricaço tinha um coração bom e acabou mudando a vida de Januário ao descobrir que ele era seu filho, o transformando em um milionário, para o desespero de Marcela e cobiça de Lindinha.

Vale destacar ainda a divertida presença de duas feministas fanáticas vividas por Carla Daniel (Lourdes) e Virgínia Cavendish (Bárbara), que acabaram se envolvendo com o mesmo homem, um sujeito que se passava por mudinho (Fábio - Carlos Evelyn). Miriam Freeland (Candoca) e Bia Nunnes (Dalva) eram outros bons nomes deste elenco tão primoroso.

"O Cravo e a Rosa" foi o primeiro grande êxito de Walcyr Carrasco na Globo ----- marcando a estreia do autor na emissora da melhor forma possível ----- e a novela deixou sua marca na teledramaturgia. Está na lista dos melhores folhetins das 18h. Um sucesso inesquecível.

53 comentários:

Vera Lúcia disse...


Concordo, Sérgio.
Um grande sucesso que adorei ver e relembrar agora através de seu excelente texto.

Abraço.

juliana s disse...

Sérgio, eu adorei O cravo e rosa, é uma das minhas preferidas. Petruchio e Catarina eram maravilhosos, não tinha como não gostar deles. Comecei a ri quando li o seu texto principalmente na parte de Seu Calixto e Dona Mimosa, que eram muito engraçados. Todos os núcleos eram bons.
uma novela super engraçada que já repetiu duas vezes, mas se repetisse de novo com certeza eu iria assistir. bjsss

Anônimo disse...

Que novela maravilhosa!!!!!!!!!!!!!!!!!

✿ chica disse...

Muito linda e doce essa novela! abração,chica

Filha do Rei disse...

Oi, Sérgio!! Ah, que saudades deles!! Só olhando a foto já vem um sorriso de satisfação ,pois eles nos emocionavam e também nos faziam rir muito :)
Tenha lindos dias. Bjs

Anônimo disse...

Uma das melhores novelas das seis e a melhor do Walcyr. Adorei relembrar.

Lisandra disse...

Ótima novela. Foi remake de uma novela da Tupi. Ficou muito boa essa versão do Walcyr. Adriana e Eduardo fizeram muito bem os personagens assim como Antônio Fagundes e Maria Isabel de Lizandra na década de 70

Vitor disse...

Primeira novela das seis que eu vi

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Não me canso de assistir à novela. É sempre divertido.

Andressa Mattos M. disse...

Sérgio, essa novela foi maravilhosa e realmente foi o último grande papel da Eva Todor. E do Carlos Vereza também, né. Catarina e Petruchio formavam um casal delicioso e é o melhor par das seis pra mim. Como eu me divertia com eles. Essas suas retrospectivas estão muito boas, uma melhor que a outra. bjs

Gustavo Nogueira disse...

Concordo e assino embaixo do seu ótimo texto, Sérgio.O Cravo e a Rosa é uma das minhas novelas preferidas e uma das melhores do Walcyr Carrasco.A Adriana Esteves e Eduardo Moscovis formaram um ótimo casal protagonistas, tinham química e estiveram muito bem.A Catarina foi o melhor papel da Adriana Esteves, depois da Carminha claro.O Eduardo Moscovis é um grande ator e convenceu como o roceiro e machista Petruchio.Também gostava do casal formado pela Leandra Leal e Angêlo Antônio, os atores estiveram muito bem, apesar da trama deles ter me cansado um pouco no final da trama.As outras tramas também eram tão ótimas quanto a principal, Cornélio era muito ingênuo e submisso, Dinorá e Dona Josefa eram hilárias.Maria Padilha esteve ótima e concordo que a Dona Josefa foi o último bom papel da Eva Todor(ainda mais depois daquela figuração que ela fez na péssima Salve Jorge).Outra atriz que roubou a cena foi a ótima Drica Moraes, sua vilã Marcela era muito bem construída e também muito bem defendida por essa grande atriz.Queria ter visto a vilã que ela interpretou em Xica da Silva, dizem que foi uma das vilãs mais cruéis que já existiram nas novelas.Vanessa Gerbelli, Taumaturgo Ferreira, Rodrigo Faro, Suely Franco, Ana Lúcia Torre, Pedro Paulo Rangel, Carla Daniel, Virginia Cavendish, Miriam Freeland, Bia Nunes e Luiz Antônio(que fazia o menino Busca-Pé) também se destacaram nessa maravilhosa e inesquecível novela.Ótima retrospectiva, Sérgio.

Ana Carolina disse...

Ai, essa novela foi muito boa. Era viciada e o sucesso que fez nas duas vezes que foi reprisada é compreensível porque foi um fenômeno mesmo. Nem sabia que era a estreia da Vanessa Gerbelli. E tinha me esquecido das feministas. Adorava também. bj

Anônimo disse...

E NESSA NOVELA SIM A DRICA TEVE UMA VILÃ DE VERDADE QUE FOI A MARCELA. BEM DIFERENTE DESSA CORA RIDÍCULA DE IMPÉRIO.

OX disse...

Sérgio, essa novela era muito boa e engraçada. Nunca vi um casal protagonista com tanto entrosamento quando Catarina e Petruchio. E as outras tramas realmente eram muito boas também e vc fez u bom resumão dessa novela tão boa. Estreia do Walcyr na Globo em grande estilo. Abraço.

Clara Sol disse...

Olá Sérgio.
Eu sempre falei para você que não vejo novela, mas menti por que me esqueci de falar que assisti esta, O Cravo e a Rosa, era muito divertida e eu vi na à tarde, por que a noite geralmente nunca estou em casa.
Agora esta novela é muito boa.
Desejando um lindo dia.
Agradeço por compartilhar.
Abraços sempre.
ClaraSol.

Bell disse...

Eu não cheguei a assistir toda, mas era engraçada.

Um lindo dia pra vc =)

Anônimo disse...

ai eu amava muito essa novela era umas das minhas novelas favoritas no tempo que eu ainda amava novela da globo hoje dia a globo na minha opinião não sabe mais fazer novela de qualidade feito essa e tantas outras que ela ja vez agora é so umas novelas toscas e umas chatas que as outras na minha opnião

Melina disse...

Sérgio, querido, que gostoso matar as saudades dessa novela tão boa. O elenco era maravilhoso e essa sempre foi uma das qualidades do Walcyr. O casal protagonista virou referência e Adriana e Eduardo tiveram um entrosamento invejável. E a Suely Franco com o Pedro Paulo Rangel? Maravilhoso. Drica Moraes deve muito ao Walcyr pq ele deu a ela a Violante de Xica da Silva e a Marcela de O Cravo e a rosa, duas vilãs de verdade. Diferente dessa Cora. Fora as personagens cômicas em Chocolate com Pimenta e Alma Gêmea.

Seu post tá muito bom e esta sua ideia de relembrar novelas toda quarta é uma delícia. Um beijo.

Clau disse...

Boa tarde Sérgio,
Nem lembrava que o autor de 'O Cravo e a Rosa',
é Walcyr Carrasco.
Como esquecer o casal Petruchio e Catarina!
Assisti a trama esporadicamente, principalmente no Vale a
pena ver de novo.
Bjs!

Marcos Mariano disse...

Cara, gosto muito das obras de Walcyr Carrasco, essa novela é uma das minhas preferidas, principalmente por ele ter conseguido criar um produto tão bom, sem precisar usar nem um tipo de apelo sexual ou algo do tipo. Todas as vezes que essa novela reprisou eu parei pra assistir.

Ola quanto tempo, estou de volta Rebobinandomemoria.blogspot.com

Lucas disse...

Olá, Sérgio

Adoro o Cravo e Rosa. Um verdadeiro novelão. Para mim o Walcyr Carrasco é o rei das novelas das seis. Ele só fez novelão para esse horário. Como esquecer Catarina e Petruchio. Muito bom relembrar. Abçs.

Anônimo disse...

Como o WC só escrevia novelas leves e cômicas seu texto extremamente limitado não ficava tão evidente, talvez também pela direção. Quando veio aquela Amor a Vida ficou nítido sua limitação. Parecia novela mexicana escrita por uma criança, era risível(no mau sentido) as falas dos personagens.

BIA disse...

Bem legal sua retrospectiva das novelas antigas Sérgio! Bom fim de semana! :)

Bjs

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Vera. bjsss

Sérgio Santos disse...

Juliana, se repetisse pela terceira vez faria sucesso, certeza. Calixto e Mimosa formavam um casal impagável, enquanto que Catarina e Petruchio honraram o protagonismo. Saudades. bjs

Sérgio Santos disse...

Era mesmo, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Fato, Chica. bjsss

Sérgio Santos disse...

Essa foto é reveladora, né Cléu? Mostra bem a beleza desse casal. bj

Sérgio Santos disse...

Que bom que gostou, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Foi mesmo mesmo, Lisandra. O sucesso foi merecido.

Sérgio Santos disse...

Jura, Vitor? Que legal.

Sérgio Santos disse...

Eu tb não, Elvira. bjs

Sérgio Santos disse...

Andressa, comecei a fazer essas retrospectivas pq muita gente pedia e fico feliz que esteja agradando. E vc fez uma boa menção, realmente foi o último grande papel do Vereza tb. Ele e Eva depois não ganharam nada tão bom. bjssss

Sérgio Santos disse...

Que bom que gostou, Gustavo. E considero a Catarina, a Sandrinha e a Carminha as melhores personagens da Adriana. A novela era boa demais e dava gosto de assistir.

Agora, a Bianca eu odiava. Ela era insuportável e era o tipo de personagem que eu detesto: a boazinha pura. Mas os atores estiveram mt bem. Drica deu show como Marcela e a Violante era um diabo. O Walcyr foi o único autor que deu a ela grandiosas personagens. abçs

Sérgio Santos disse...

Pois é, Ana, foi a estreia da Vanessa. E uma ótima estreia pq ela se saiu mt bem de Lindinha. As feministas eram ótimas, vale citar ainda a ótima participação que a Lucia Alves fez no núcleo. bjs

Sérgio Santos disse...

Pois é, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Que bom que gostou, OX. Anda sumido. abçs

Sérgio Santos disse...

Ah, Clara, então essa vc viu. Que bom. E era mt boa mesmo. bjs e bom fim de semana.

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, Bell.

Sérgio Santos disse...

Essa novela tb está na lista das minhas favoritas, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Melina, que bom que está gostando. E essa novela foi mt boa. Realmente o Walcyr tem a escalação primorosa de elenco como uma de suas qualidades. Essa trama foi muito bem desenvolvida e deixou saudades. bjs

Sérgio Santos disse...

Como esquecer, Clau???? bjs

Sérgio Santos disse...

Há quanto tempo, Marcos. Bom vê-lo de volta. abçsss

Sérgio Santos disse...

Ele só fez novelão das seis mesmo, Lucas. Abçsss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, acho engraçado a questão da trama mexicana. Até pq todas as novelas são mexicanas, umas mais outras menos. Aliás, Av Brasil foi mt mexicana. Atualmente, basta ver Boogie Oogie pra notar a mexicanização aguda. E isso nem é demérito, é só uma característica bem comum.

Sérgio Santos disse...

Que bom que gostou, Bia. bjs

MARILENE disse...

Sergio, essa novela é inesquecível, de fato. Foi muito boa e gostei de relembrá-la através de sua postagem. Dava boas risadas durante sua exibição.
(Ontem tentei falar em seu blog mas o google devia estar com problemas, porque não consegui entrar em nenhum).
Bjs.

thays de oliveira disse...

Finalmente O Cravo e a Rosa teve um post, essa novela é inesquecível e na minha opinião a melhor do Walcyr, o elenco era perfeito justamente por ter poucos personagens. O melhor da novela era Catarina e Petruchio é claro, acho que além da química o que mais fez com que ganhassem o público era que eles eram um casal que fugia a regra do mocinho e mocinha, eram cheios de defeitos, mas isso que divertia. Eu tambem gostava dos outros personagens mais em especial o núcleo da fazenda era hilário, de uma simplicidade que divertia. Adorava/odiava a Marcela, ela era tão falsa que chegava a ser comico. Eu tambem gostava da história triste da Candoca, Miriam Freeland é uma ótima atriz. Agora detestava Bianca e Edmundo, era um casal insosso e considero essa a personagem mais chata da Leandra Leal. E o núcleo das femininas começou bom mais depois, foi ficando uma encheção de linguiça,desnecessária, particulamente eu acho que o Walcyr desmereceu o feminismo da decada de 20, colocando a questão como se isso fosse falta de homem.

Sérgio Santos disse...

Marilene, essa novela foi boa demais. Não conseguiu entrar? O que será que houve? bjs

Sérgio Santos disse...

Thays, vc uma novela maravilhosa mesmo e Catarina e Petruchio formaram um casal épico. Realmente, era bom pq eles tinham defeitos pra caramba. Eu adorei o núcleo das feministas , mas, assim como vc, tb odiei a Bianca e o Edmundo. Nossa, dois malas pedantes demais. Abçs

Alexandra disse...

Sérgio, comentando com uma semana de atraso, rss, espero que veja o comentário. O Cravo e a Rosa é a minha segunda novela preferida do Walcyr, só perde pra Alma Gêmea. Um folhetim delicioso que alavancou o ibope e mereceu o sucesso. Assisti as duas reprises e a última em 2013 foi muito especial pra mim, pois foi a primeira novela que comentei no twitter, rs. Adriana Esteves e Moscovis estavam excepcionais, e a partir daqui que passei a admirar a Ana Lúcia Torre. Drica Moraes foi ótima como a vilã Marcela, bem melhor que a Cora aliás. Outros destaques foram Eva Todor, Maria Padilha, Latorraca, Carlos Vereza, Bia Nunnes, Vanessa Gerbelli, Taumaturgo Ferreira, e outros. Um grande destaque das 18h e vc fez bem em relembrar.

Sérgio Santos disse...

Essa novela mereceu o sucesso que fez nas 3 vezes que foi exibida, Alexandra. Foi uma história deliciosa, elenco incrível, personagens ótimos, enfim, tudo deu certo.

Oathkeeper disse...

Não só uma trama que se divide entre o drama e a comédia, O Cravo e a Rosa foi palco da disseminação de modelos culturais e estéticos de uma época de transformações na arte e na sociedade brasileira. A década de 20, palco de O Cravo e a Rosa, foi um momento de transformações no Brasil em vários fatores: político (tenentismo, Coluna Prestes, criação do Partido Comunista), sociais (momento de repensar o feminismo) e culturais (Semana de Arte Moderna de 1922).