sexta-feira, 30 de maio de 2014

"Pecado Mortal": um acerto de Carlos Lombardi e um erro da Record

A trama de Carlos Lombardi, que marcou a estreia do autor na Rede Record, após 31 anos trabalhando na Rede Globo, chegou ao fim nesta sexta-feira (30/05). "Pecado Mortal" saiu de cena depois de permanecer quase 8 meses no ar (o folhetim estreou em setembro de 2013) e, lamentavelmente, apresentou muitos problemas, terminando como um grande fracasso da emissora. Porém, muitos destes contratempos não foram de responsabilidade do autor.


Carlos Lombardi foi desrespeitado inúmeras vezes e precisou lidar com muitos percalços. Um deles foi a desistência de Mel Lisboa, que resolveu sair da novela para se dedicar à sua peça sobre a vida de Rita Lee. O autor foi pego de surpresa e precisou criar um desfecho antecipado para Marcinha, que acabou morrendo atropelada. A saída do diretor-geral Alexandre Avancini, deslocado pela emissora para dirigir uma nova novela bíblica, foi outro problema que acabou prejudicando o andamento da obra.

E para culminar, a Record resolveu mudar a novela de horário de forma súbita. Exibida às 22h30 ---- hora, aliás, que nunca era seguida, uma vez que a emissora sempre esperava o término de "Amor à Vida", na Globo, para colocar a trama no ar, que acabava começando por volta das 23h ----, "Pecado Mortal" foi transferida para às 21h15 quando a líder estreou "Em Família". O intuito, obviamente, era aumentar os índices, que andavam péssimos, mas não funcionou.
Por mais fracassada que seja a última novela de Manoel Carlos, há um público fiel que não mudou de canal; ou seja, os números ficaram praticamente iguais, sendo que muitas vezes até diminuíram. O corte de custos (a produção da trama foi cara demais, o que fez a empresa reduzir as despesas ao longo de sua exibição) foi outro fator prejudicial, além do descarte de cinco capítulos escritos pelo autor justamente para apresentar um compacto da trama no novo horário --- a emissora não gostou da ideia.

Mas apesar de todos estes complicados contratempos, o autor seguiu com seu trabalho e não deu declarações públicas a respeito de sua óbvia insatisfação, provando que tem ética de sobra. A novela foi a mais ousada do autor, que aproveitou as possibilidades do horário para abusar de situações fortes (vide a quantidade de assassinatos e estupros) e conflitos bem entrelaçados. A reta final, inclusive, foi marcada por sequências pesadas, como por exemplo o momento em que Carlão (Fernando Pavão) se vê obrigado a matar o próprio pai (Michelle - Luiz Guilherme), para não deixá-lo morrer queimado pelo grande vilão da história, o Picasso (Victor Hugo).

A trama apresentou duas fases (a primeira iniciada em 1941 e a segunda em 1977) e abordou com competência o mundo dos bicheiros, além de aproveitar muito bem a década de 70 como pano de fundo. E a história, apesar de criativa e bem elaborada, tinha todos os vícios de Lombardi: muitos homens descamisados, um protagonista 'super-herói' que apanhava e batia com frequência, diálogos picantes, várias cenas de pancadaria e vilões que tinham inúmeros capangas violentos ---- esta novela, inclusive, lembrou um pouco "Kubanacan" (incluindo Carlão, que era muito parecido com Esteban - Marcos Pasquim) no conceito geral, trama das sete escrita por ele, guardada as devidas proporções. Porém, o autor nunca mudou enquanto estava na Globo, então não deixa de ser natural que não tenha mudado na Record.

E entre as qualidades da novela está o elenco. Muitos ótimos atores foram escalados e se destacaram merecidamente. Paloma Duarte deu um show na pele da vilã Dorotéia --- que no final mostrou um lado mais humano ---, enquanto que Fernando Pavão honrou a posição de protagonista e convenceu como Carlão. Victor Hugo também fez bonito interpretando o cruel Picasso, assim como Betty Lago (que precisou se afastar algumas vezes devido ao seu tratamento contra o câncer) e Jussara Freire brilharam absolutas interpretando as inimigas Stella e Donana. Aliás, vale criticar a morte precoce de Donana, uma vez que Jussara estava impecável no papel e a personagem era muito bem construída. Carla Cabral, Luiz Guilherme, Felipe Cardoso, Daniela Galli, Simone Spoladore, Lua Blanco, Sônia Lima, Andréa Avancini, Bianca Byington e a sempre ótima Denise del Vechio são outros nomes que merecem elogios.

O autor ainda foi criativo no centésimo capítulo da novela, quando resolveu colocar seu mocinho na posição de assassino. Ao invés de apenas resolver seus problemas no braço (como todo protagonista das obras de Lombardi), Carlão precisou matar dois atiradores contratados para assassinar sua mulher e filhos. O capítulo ---- que foi, inclusive, o da despedida de Mel Lisboa ---- abusou das cenas de ação e o protagonista (com peitoral à mostra, segurando um fuzil) acabou lembrando em vários momentos Arnold Schwarzenegger.

O último capítulo também mostrou a ousadia do autor com a cena onde Otávio (Felipe Cardoso) se vinga e mata Danilo (Gustavo Machado), sua ex-esposa Catarina (Daniela Galli) e Tufik (Bemvindo Siqueira). Uma chacina. Aliás, o próprio Otávio é morto perto do fim da trama. Mas a melhor cena do final foi o embate entre Carlão e Picasso. Na sequência, o grande vilão da novela acaba confessando na prisão que sentia desejo pelo mocinho. Após a revelação, Picasso hesita em matar seu grande inimigo e acaba se suicidando com uma facada no peito. Victor Hugo (grata revelação) e Fernando Pavão foram muito bem.

"Pecado Mortal" foi um fracasso e Carlos Lombardi teve uma estreia nada tranquila na Record, entretanto, a novela foi muito superior a todas as anteriores exibidas nos últimos anos ---- "Máscaras", "Balacobaco" e "Dona Xepa". No contexto geral, não foi uma obra muito diferente do que o novelista tem escrito ao longo de sua carreira, mas o saldo final mostra que, apesar dos problemas e da péssima audiência, o autor acertou com sua história. Porém, sua nova emissora errou e muito no cuidado com a novela, que não foi respeitada como merecia. Pena.

31 comentários:

Anônimo disse...

A novela foi muito boa, e olha que nunca fui fã das novelas do Lombardi. E não tem essa de culpar o baixo ibope por isso ou aquilo, simplesmente a grande maioria do publico não assiste nada que não seja da globo, principalmente novelas. Aqui mesmo vai chover comentários do tipo "desculpe sergio mas não gosto da record". Simplesmente humilha qualquer novela global dos últimos anos. Quem não assistiu, perdeu.

Pedro Bertoldi disse...

Oi Sérgio.
Concordo com o título e com quase tudo que você escreveu. Pecado Mortal foi uma novela muito injustiçada. Teve muito mais qualidade do que muitas globais. A novela teve a estratégia de irao ar assim que acabasse Amor à Vida. E assim foi na estreia, onde fez 11 pontos. A Globo então fez de Amor à Vida um filme por dia indo até as onze. Coincidência?
Discordo qndo vc coloca que a novela não mudou o jeito de Lombardi. Tem comédia sim, típico dele, mas muito mais densa, mas real, mais dramática. Toda a equipe está de parabéns. Com poucos recursos e com uma vilã implacável: a Record, que boicotou seu próprio produto.
Você é um ótimo crutico, mas vou te dar um conselho: Seja mais imparcial. São muitas postagens sobre a Globo e pouquissimas de outras emissoras. Não acho que vc deva assistir a tudo, mas quando se dispoe a escrever sobre algo televisivo, o minimo que se espera é que se assista com certa regularidade. O que acho que você não fez com Pecado Mortal. Espero que vc me entenda.

PS. Catarina não é esposa de Danilo, e sim irmã. Ela era ex esposa de Otávio.


Abraços.

Anônimo disse...

A novela foi boa mas concordo que tudo do Lombardi estava ali. No meu caso é bom porque gosto das novelas dele. A Record prejudicou e muito essa novela.

Para o comentarista Pedro, creio que ele não tenha interpretado bem seu texto. Pedro, quando ele coloca matou sua esposa Catarina está se referindo à esposa do Otávio. Você não deve ter compreendido.

Mas voltando a falar da novela, a Record conseguiu prejudicar uma novela que tinha tudo pra ser consagrada como uma das melhores da emissora. É MUITO BURRA!

Sérgio Santos disse...

Anônimo, concordo que as novelas da Record tem bem menos audiência, mas ainda assim, a novela ter tido o msm ibope que o grande fiasco de Máscaras é sinal que a Record erou bastante. A diferença da qualidade entre elas era evidente.

Eu não gosto do estilo do Lombardi, embora tenha gostado de algumas novelas dele. Mas msm sem gostar do estilo, reconheço que foi uma boa novela.

Sérgio Santos disse...

Pedro, sem problemas, te entendo sim, embora não tenha compreendido mt bem vc dizer que concorda com quase tudo o que escrevi, ao mesmo tempo que diz que eu tinha que ter visto mais a novela. Então é sinal que não escrevi tanta bobagem, né. Eu vi essa última semana toda e vi o início da novela, mas acompanhar não acompanhei msm. E não há como eu ver tudo mesmo. Até pq eu não tenho que ver, por exemplo, Chiquititas com regularidade pra escrever algo sobre ela. Alguns capítulos já estão de bom tamanho.

E claro que não foi coincidência a Globo ter esticado Amor à Vida. Isso é concorrência e cada um usa as armas que tem. A Globo aproveitou o sucesso da novela e ajudou a afundar Pecado Mortal com a colaboração da Record que ficava esperando a outra acabar por puro medo, desrespeitando seu público.

No caso da Catarina, o anônimo já colocou o que eu quis dizer no parágrafo, mas acrescentei o "ex", pq só havia colocado esposa msm.

Sobre imparcialidade, sempre tento ser até pq se eu fosse parcial diria que essa novela do Lombardi foi péssima simplesmente pq eu não gosto do estilo dele e nunca gostei. Mas o que vc queria que eu escrevesse sobre as outras emissoras? Eu costumo escrever o que dá, incluindo estreias e desfechos de novelas ou programas. Mas o que tem além disso pra explorar? Difícil. Aliás, não sou só eu.

Sobre o Lombardi, claro que tinha tramas mais densa e falei isso no texto. Ele aproveitou o horário para explorar isso e ousar. Mas os diálogos de duplo sentido, um mocinho que bate e apanha o tempo todo, capangas violentos, tiroteio e pancadaria, enfim tudo isso sempre teve nas novelas dele. Vai me dizer que o Carlão não lembra os papeis do Marcos Pasquim? É a mesma coisa, não dá pra negar. Abraços!

Sérgio Santos disse...

Bem, no meu caso não anônimo, pq eu só gostei de Quatro por Quatro e Uga Uga. Mas eu deixo isso de lado para falar sobre a novela sem inserir o meu gosto. A trama foi boa, teve mts momentos fortes, o elenco foi bom, a produção foi caprichada, a criatividade em abordar os anos 70 foi mt válida, enfim...

Mas a Record foi burra msm. Parecia que estava indo contra a sua própria novela e não a favor. abçs

Wallace disse...

Essa novela foi no máximo assistível. Ótima não foi nem ferrando! O jogo do Carlão perseguindo o Picasso e vice versa foi repetitivo e a novela andou em círculos várias vezes. O autor ter matado a Donana foi de uma burrice sem tamanho porque era a melhor personagem da novela. Os anos 70 foram abordados mas o autor usava palavreados que nem existiam naquela época. Então pra fazer isso pq criar anos 70? No capítulo final mesmo, a personagem da Juliana Didone deu um beijinho no ombro imitando aquela funkeira. Que palhaçada foi aquela? Concordo com a sua crítica mas acho que foi um erro da Record e do autor também.

Anônimo disse...

Novela ruim! Por essas e por outras é que saiu da Globo. Só se repete, ninguém aguenta mais esses descamisados heróis dele.

Thallys Bruno Almeida disse...

Não vi tudo de Pecado Mortal. Mas do que vi, gostei bastante. Só é uma pena que a emissora não tenha sabido valorizar o ótimo produto que tinha.

Os vícios (ou marcas, como queiram) do Lombardi tavam lá, mas dessa vez jogando a favor de uma trama cheia de adrenalina, de pura eletricidade e com uma boa reconstituição de época, nos detalhes cênicos e na trilha sonora. Outro bom ponto foi o capítulo da véspera de Natal mostrando uma realidade paralela, ou seja, como seria se Carlão aceitasse herdar o domínio do jogo do bicho.

Eu destaco em especial Victor Hugo e Paloma Duarte, que deram vida de forma brilhante aos dois melhores personagens da trama. E Lombardi acertou em manter a personalidade do Picasso até o fim, funcionando como um contraponto à onda de redenções (nada contra elas, só tava exagerado msm).

Fernando Pavão mandou bem e, a partir da tua ideia, duvido muito que Marcos Pasquim chegaria perto da ótima atuação dele. Em C&B, por exemplo, dá pra ver que o Pasquim é limitado: até se sai bem em cenas leves, mas quando é mais exigido deixa a desejar.

Apesar dos pesares e da falta de melhor valorização do produto por parte da emissora, Lombardi fez uma ótima novela, com atuações dignas de prêmios e que, se fosse lançada em outros tempos, poderia ser consagrada como um dos maiores sucessos da Record. Espero que Vitória (Cristianne Fridman) tenha melhor sorte, apesar do erro do horário.

PS: o diretor é Alexandre Avancini - filho do Walter, que morreu em 2001 durante A Padroeira.

Felipe disse...

A novela foi mediana. Teve bons momentos mas todas as repetições do Carlos Lombardi estiveram presentes deixando bem claro o quanto que ele está sem criatividade. Se as pessoas reclamam das repetições do Maneco, com razão, tem que reclamar também das repetições desse autor. E você mesmo colocou no texto tudo o que teve de repetição, então eu pergunto, foi uma ótima novela? Não foi. Eu eu discordo de você quando compara com Máscaras e diz que ela foi superior. Máscaras foi melhor até no quesito originalidade. E ibope por ibope as duas deram o mesmo índice. Abraço.

Lucas disse...

Bem, eu nunca gostei das novelas do Lombardi, mas que a Record zuou muito essa novela isso é verdade, ,... E Pedro, nosso querido autor não consegue ser imparcial, ele adora a Globo, mas não culpo ele, pois com esses canais que "concorrem" com ela é até comico...
E você deu um jeitinho de falar de Amor á vida de novo né...mas larga desse osso... Walcyr cafona carrasco vai estar logo de volta, te acalma...

Anônimo disse...

Essa novela foi uma piada. E teve gente que disse que foi uma das melhores novelas já escritas. Olha o nível do público que viu isso. Deprimente... Lombardi tem que se aposentar junto com o Maneco. A Globo até tentou dar uma força pra aposentadoria dele o enfiando na geladeira mas o cara é teimoso. Gosta de enfiar guela abaixo do público seus heróis descamisados.

Mila Duarte disse...

A novela foi excelente, o texto estava sempre brilhante, o elenco impecável. Paloma Duarte e Vitor Hugo brilharam em todos os momentos, o amor dos irmãos Marquinho e Tavinho era dos mais lindos que já vi em teledramaturgia.

Anônimo disse...

Eu adoro as novelas do Lombardi. Infelizmente, não pude acompanhar diariamente "Pecado Mortal". Mas o que vi, gostei.Não entendo o porquê da Globo dispensar um ótimo autor.
Paloma Duarte é a estrela da Record. Gente,como ela é carismática.A química dela com Fernando Pavão é incrível. Lógico,que a história de Carlão com a esposa merecia um final feliz. Simone Spoladore esteve ótima como mocinha e, também,formou um par interessante com Pavão. Mas cheguei a torcer por Dorotéia, pelo carisma da atriz e química com o Pavão.
O autor finalizou bem a novela. Ainda criou um clone do Carlão para a vilã mais querida de "Pecado Mortal".
Vitor Hugo surpreendeu. Como ele mandou bem. Que ator talentoso. Confesso que não dava nada por ele. Só fazia pontas na Globo. Está na hora da outra emissora investir no rapaz. Quantos péssimos atores protagonizando novelas na Globo!
Fernando Pavão ocupou muito bem o lugar que Gabriel Braga Nunes na Record. Assim como a Paloma Duarte, é o astro da Record.
Ele segurou muito bem o papel de protagonista. Espero vê-lo novamente formando par com a Paloma. Dessa vez, com um final feliz.
Felipe Cardoso, eu não conhecia. Foi outra boa surpresa.
Jussara Freire e Betty Lago estiveram perfeitas em seus papéis. Não entendo a pouca audiência.

MARILENE disse...

Sergio, só vejo as da Globo (rss), mas leio os comentários que são publicados e vi muitos elogios à novela, apesar dos percalços. Bjs.

Sérgio Santos disse...

Wallace, entendo. Em relação a isso de não usar palavreados da época, não me surpreendi pq ocorreu a mesma coisa em Kubanakan. Aquela novela dele era de época mas os diálogos eram todos atuais. Ele não liga pra isso. Eu tb achei um baita tiro no pé ter matado a Donana, que era uma das melhores personagens da novela. Aliás, ia escrever um texto especialmente pra ela e pra Jussara Freire, mas qd ia escrever, ela morreu.

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentario, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Thallys, com certeza o Pasquim seria inferior ao Fernanda Pavão que se saiu mt bem, porém, se o autor estivesse na Globo é óbvio que o ator escolhido seria o Pasquim. E a Danielle Winits ficaria no lugar da Simone Spoladore.

A Record não soube valorizar seu produto e as consequências foram implacáveis.

Sérgio Santos disse...

Felipe, eu reconheço a ousadia de Máscaras, mas o Lauro Cézar não soube usar a ousadia a seu favor e acabou deixando sua novela perdida e ruim. Aí não adianta inovar. Por isso achei Pecado Mortal superior, apesar das repetições que mencionei. Mas entendo seu ponto de vista.

Sérgio Santos disse...

Lucas, eu não dei um jeito, só tive que falar pq foi por causa do esticamento dos caps de Amor à Vida (era quase um filme por dia) que a Record desrespeitava o público colocando a novela pra depois das onze da noite. E é verdade, Walcyr volta ano que vem na faixa das onze, para o seu desespero.

Sérgio Santos disse...

Anônimo, não acho que tenha sido uma piada, mas tb considerá-la como uma novela do outro mundo e absurdamente incrível acho um baita exagero.

Sérgio Santos disse...

Mila, a Paloma e o Victor foram ótimos mesmo. Mas acrescentaria a Jussara Freire, o Fernando Pavão e a Betty Lago.

Sérgio Santos disse...

Anônimo, o Felipe Cardoso fez algumas pequenas participações em novelas da Globo, inclusive era um atirador em Bang Bang. Ele é bom. Talvez tenha sido até nessa novela que o Lombardi gostou dele, já que chegou a assumir a novela do Prata da metade pro final.

E na verdade a Globo não dispensou o autor, ele que quis sair pq estava incomodado com as longas férias na emissora.

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, Marilene. Bjão

Patricia Galis disse...

Essa não vi nada então não comentarei, mas vou tentar ver Vitoria que estreia hoje pelas chamadas parece legal.

Lucas disse...

Você sempre tem que falar dele ou da novela dela, mas blz, já estou desesperado mesmo, eu e todos que não suportam a cafonice dele.
Sabe que eu já estava pensando até como seria o seu texto quando Em família terminar? Aposto que vc vai fazer um comparativo entre as duas últimas novelas da 21 hs da globo ressaltando como Amor a vida era ágil, como tinha personagens "cativantes", de como tinha personagens pobres que viviam gritando e falando erado ( como se todo pobre fosse assim, e é claro que vai deixar essas características de fora). Você é até capaz de dizer que o WC (acho que essa abreviação tem tudo a ver) é , na sua opinião é claro, um autor superior ao Manoel Carlos, sim vc é capaz de dizer isso e eu não me surpreenderia..rsrsrs...

Sérgio Santos disse...

Ok, Patrícia. bj

Sérgio Santos disse...

Lucas, vc leu que vão colocar um núcleo pobre em Em Família? E acho engraçado que tem muita gente que acha 'cult' menosprezar o Walcyr. É Uma moda antiga. Entre os críticos, aliás, tem mta gente que ama fazer isso. Acho desnecessário, embora cada um tenha o direito de gostar ou odiar o autor que quiser. Ele está na minha lista de autores favoritos. Sobre o Maneco, estava até Paginas da Vida. Depois saiu pq embora ainda tenha gente que o considere incrível, como vc, pra mim ele perdeu a mão faz tempo. O que não afeta em nada seu respeitado histórico, vale dizer. Mas que pra mim e pra muita gente Amor à Vida deu um banho nessa Em Família, é um fato, fazer o que...

Lucas disse...

Pobre em Em Familia? Nunca disse isso, e acho até melhor não ter, pois se é para ridicularizar e ser caricato é melhor não ter mesmo. Nunca discuti a audiência das duas novelas, isso não tem como meu amigo. Quanto ao suposto "banho" bem, gosto é gosto, eu odiei cada novele desse "autor" de Amor a vida...

Sérgio Santos disse...

Eu sei que não disse, Lucas, quem disse fui eu mesmo. Saiu uma notícia dizendo que teria agora nessa reta final. E é verdade, gosto é gosto, cada um tem o seu e não há problema nisso. E já imaginava que vc não tivesse gostado de nenhuma novela dele.

Dona Clotilde, a Sra. Madruga disse...

Amava Pecado Mortal por causa da música tema de Carlão e Patrícia
Fernando Pavão, ator mais gato da Record
O Picasso ser apaixonado pelo Carlão não surpreende quem assistiu O Quinto dos Infernos, minissérie na qual D. Miguel, o vilão, era apaixonado pelo mocinho - e irmão - D. Pedro I. Tá no Teledramaturgia, eu acho.
Certeza que a "geladeira" que a Globo impôs a Carlos Lombardi foi pra ver se ele se demitia, não gostavam muito dele lá.
Ele deve ter problemas com Sílvio de Abreu, porque o Sílvio trouxe de volta medalhões que andavam em baixa (Benedito Ruy Barbosa e Lauro César Muniz, que saiu de novo) e podia perfeitamente ter mandado recontratar Lombardi: praticamente manda em tudo na emissora, na ordem das novelas, aprovação de sinopses, escalação de elenco... E o Lombardi anda subaproveitado na Record com essa onda de novelas bíblicas/de época e de bônus o fiasco do projeto da série sobre os Mamonas Assassinas! Toparia um retorno à Globo sem pensar 2 vezes.
Mas o que roubou a cena nesse post foi sua briguinha com Lucas, o hater do Walcyr. Maneco pra mim não sabe falar de pobre, o núcleo que ele tentou colocar em "Em Família" foi um verdadeiro desastre, a típica visão estereotipada que o morador riquíssimo do Leblon tem de quem mora na favela. Sou mais Walcyr com seus bordões e piadinhas de duplo sentido. E Aguinaldo Silva, que pra mim é o melhor autor em atividade - sorry, JEC - (pode ser que eu mude de ideia depois de O Sétimo Guardião e passe a idolatrar o JEC de novo se ele chamar Mariana Ximenes pra ser vilã loira da próxima novela dele).