segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pânico na Band mantém a fórmula de sucesso e acerta em cheio

O "Pânico na TV" agora se chama "Pânico na Band". Essa foi uma das pouquíssimas alterações que o programa sofreu após a mudança de emissora. Assim que estreou na nova casa, vimos Sabrina Sato fazer um 'depoimento' a respeito de toda a repercussão que a saída da Redetv! causou. Logo depois, a japonesa --- como seus colegas a chamam --- entrou no 'novo' estúdio e foi chamando um a um dos integrantes. Reestreava, assim, o Pânico, agora na Band .


O telespectador percebeu logo de início que o estúdio era praticamente o mesmo da Redetv!. Apenas parecia que havia uma pequena reforma. Se não tivesse o logotipo da Band ao lado da tela, muitos nem notariam que mudaram de emissora.

A fórmula continua exatamente a mesma. Nada mudou. Se no ano passado o
programa estava mostrando sinais de desgaste, em contrapartida, na nova casa, se teve a impressão de uma retomada. Um fôlego novo. Mas se tudo continua igual como isso é possível? A resposta está na nova emissora, animada em investir alto em uma atração que tinha verbas bem limitadas na antiga casa. Além, claro, do próprio grupo que se mostrou empolgado com os desafios e disposto a apostar em novas imitações e quadros.

Se por um lado houve a cautela em não haver grandes alterações nos quadros de sucesso --- como a abordagem nas praias, onde se entrevistam mulheres lindas de biquini e figuras bem engraçadas, além dos já clássicos Amaury Dumbo e Freddie Mercury prateado ---, por outro vimos algumas tentavias interessantes de trazer algo novo ao telespectador. A contratação do humorista Guilherme Santana (ex-integrante do Comédia MTV) se mostrou acertada. O rapaz, que já havia se destacado na MTV, imitou perfeitamente Otávio Mesquita e Marco Luque (do CQC). Quem já teve a oportunidade de vê-lo em outros programas, conhece seu talento e sabe o quanto que é perfeita a sua imitação do jornalista William Bonner. Ponto para a equipe do programa que o chamou para a trupe.

Outra grata surpresa foi o novo personagem do extraordinário Márvio Lúcio: Boris Casoy. O melhor humorista da atualidade --- digo isso sem medo --- deixou o Jô para trás e deu um show imitando o âncora do Jornal da Band. O "Jornal do Boris" foi o melhor quadro da estreia. Impossível não ter se divertido com ele e com os personagens do talentoso Eduardo Sterblich. Wellington Muniz (o Ceará) agradou interpretando a Narcisa Tamborindeguy. Outro quadro muito criativo foi a tentativa de descobrir se o inglês das celebridades estava afiado. Carioca, olha ele aí de novo,
deu vida ao Joel Santana --- que havia virado piada após ter seu inglês peculiar sendo divulgado na internet --- para 'apresentar' a novidade. Enquanto um repórter (o já conhecido Alfinete, só que disfarçado) entrevista em inglês vários famosos, o técnico dá um parecer. Foi ótimo de se ver, mas isso não terá vida longa, já que em breve todos saberão da armação.

Para segurar a audiência, Emílio Surita fez mistério a respeito das novas panicats. No início do programa já foi divulgada a permanência da Babi, porém todas as restantes foram dispensadas. Haverá um time novo e, segundo o diretor Alan Rap, as novas serão mais ninfetas e menos saradas. A explicação era que o perfil das meninas estava ficando muito masculinizado. Porém, após muitos intervalos comerciais --- que foram exibidos à exaustão na reta final, para compensar o período que permanceu no ar sem intervalos por mais de uma hora --- os novos rostos não foram mostrados. Alegando que era primeiro de abril, dia da mentira, Emílio anunciou que o telespectador só saberá sobre as novas moças semana que vem. Apesar de ser uma propaganda enganosa, faz parte do show.

O "Pânico na Band" mostrou que vai incomodar e muito a concorrência. A estreia deu 11 pontos de média (com picos de 14), empatando com a Record e ficando na vice-colocação. A repercussão positiva nas redes sociais foi merecida e audiência superou todas as expectativas. Essa turma já deixou "Casseta & Planeta", "Legendários" e "CQC" comendo poeira. Se antes a Band obtinha menos de 1 ponto nesse mesmo horário, já dá para imaginar a felicidade que o grupo de responsáveis por essa nova contratação está sentindo.

Link relacionado: Márvio Lucio: o grande destaque do Pânico na TV

8 comentários:

Thallys Bruno disse...

Sérgio, minha única discordância é quando você menciona o CQC no "comendo poeira". O CQC de fato não é mais o mesmo e teve um certo desgaste sim, mas no geral não o acho tão inferior assim ao Pânico não. Mas em relação ao Pânico engolir o Casseta e o Legendários você tem razão.

O Jornal do Boris foi a melhor coisa da noite. O bordão "Isso é uma pamonha" foi hilário... A entrada do Guilherme Santana (vindo do excelente Comédia MTV) foi outro acerto.

Fica a impressão de que a troca de emissora "fez bem" ao programa, pois pelo visto com a Band eles terão mais liberdade e muito menos problemas, uma vez que na RedeTV! o grupo ficou implicado com vários artistas. Boa sorte a eles.

Sérgio Santos disse...

Thallys, obrigado pelo comentário. Nunca vi graça no "CQC", por isso os inclui no pacote. O que ainda gosto é o quadro da política e o Top Five. Me surpreendi com a estreia do "Pânico da Band", já que o programa andava bem enfadonho, com raras exceções, na Redetv!. Vi um novo fôlego. Vamos ver se iso vai durar ou se terá só sido primeira impressão. Também ri muito com o Jornal do Boris e esse bordão genial. Abração.

Valquíria disse...

Oi Sergio! Obrigada :D
Eu não assisto Pânico kkkkkkkkkkkkk
Bjos!
amonailart.blogspot.com

Sérgio Santos disse...

Disponha, Val! ;) beijos!

Lando disse...

valeu cara já estou aqui blz obrigado

Sérgio Santos disse...

Seja bem-vindo, Lando! Abraço.

Anônimo disse...

Também achei bem divertida a estreia do programa. Destaco 3 quadros: "Jornal do Boris", "Locutor de Senhas" e "Trofeu Joel Santana". Todos esses me arrancaram boas gargalhadas.

Destaque negativo fica com a enrolação com o homem peludo e os vários merchans e comerciais na segunda metade do programa.

Sérgio Santos disse...

Anõnimo, obrigado pelo comentário. Concordo plenamente tanto com os seus pontos positivos quanto com os negativos. Abraço e bom feriado!