terça-feira, 25 de abril de 2017

Triângulo central de "Novo Mundo" é praticamente igual ao de "Liberdade, Liberdade"

Que a atual novela das seis é um primor todo mundo já sabe. A trama escrita pelos talentosos Alessandro Marson e Thereza Falcão (a primeira deles como autores principais) tem esbanjado capricho e apresentado um delicioso contexto histórico servindo de pano de fundo para o clássico folhetim. A audiência, por sinal, vem correspondendo ao bom conjunto exibido. Entretanto, o triângulo amoroso principal de "Novo Mundo" vem causando um incômodo pela quantidade de semelhanças com "Liberdade, Liberdade", novela das onze exibida ano passado.


A destemida Anna Milman é professora de português da princesa Leopoldina (Letícia Colin) e se apaixonou perdidamente pelo aventureiro Joaquim (Chay Suede), sendo correspondida. Os dois têm o mesmo ideal de justiça e estão à frente do tempo. Mas a mocinha acabou despertando o interesse do ganancioso Thomas (Gabriel Braga Nunes), oficial da marinha inglesa que se transforma em homem de confiança da família Real portuguesa, escondendo seu verdadeiro intuito de impedir que o Brasil se torne independente, dando um golpe em todos.

Na semana passada, o poderoso homem conseguiu separar o casal graças a Elvira (Ingrid Guimarães), 'esposa' trambiqueira de Joaquim que foi atrás do 'marido', provocando um choque em Anna, que terminou tudo com o amado após saber do passado do rapaz, acreditando que ele tem um filho com a mulher.
A armação do vilão acabou deixando a mocinha vulnerável e seu maior objetivo foi finalmente alcançado: ele se casou com a menina, aproveitando a desilusão da professora e aumentando o seu prestígio na família Real. A cerimônia, por sinal, teve um clima fúnebre em virtude da evidente tristeza da noiva.

Tudo isso soou familiar? Bastante. Basta lembrar da caprichada novela exibida em 2016, escrita por Mário Teixeira e com argumento de Márcia Prattes, cujo contexto histórico, aliás, foi bem próximo ao da atual. A família real portuguesa também era explorada, com direito a aparições de Dom João VI e Carlota Joaquina ---- que apareceram na reta final do enredo (em "Novo Mundo" os dois marcaram presença nos primeiros capítulos). Vale ressaltar, inclusive, que a cidade cenográfica do folhetim das seis é a mesma do enredo das onze e nem poderia ser diferente, pois a produção realizada pela equipe ficou primorosa e nada mais natural do que aproveitá-la em outra produção com conteúdo similar. Mas é justamente por causa desse todo que os autores deveriam ter se preocupado com o desenvolvimento do triângulo.

A relação protagonizada por Joaquina (Andreia Horta), Xavier (Bruno Ferrari) e Rubião (Mateus Solano) em "Liberdade, Liberdade" já havia apresentado tudo o que o telespectador está vendo com Anna, Joaquim e Thomas. A protagonista da novela anterior também era uma libertária que lutava contra injustiças e seu amor com Xavier, também um revolucionário, foi atrapalhado pelo interesseiro intendente de Vila Rica, cujo poder era diretamente ligado aos portugueses. Outra explícita 'coincidência' foi o fato da mocinha também ter se casado com Rubião em virtude de uma forte decepção com Xavier que envolvia uma criança ---- no caso a gravidez de Branca (Nathalia Dill). O clima da cerimônia também foi triste, marcado pela expressão de desânimo da noiva. Tudo igual.

Além dos triângulos serem quase idênticos, as próprias características dos personagens se parecem. Vale lembrar, por exemplo, uma ótima cena em que Anna se indignou com um capataz chicoteando um escravo e tomou a chibata de suas mãos. Joaquina também fez isso e as duas mulheres representam o repúdio a injustiças e desigualdades. Xavier, por sua vez, em vários momentos se portou como um herói, enfrentando soldados e lutando pelos escravos. Joaquim tem a mesma conduta e a única diferença é o povo que defende: ao invés de escravos são índios. Já Thomas se mostra tão frio e canalha quanto Rubião, tendo ainda os mesmos interesses de rumo ao poder. Até mesmo a motivação do casamento foi igual: o aumento do prestígio perante a corte portuguesa. O ponto de diferenciação deles é apenas a moderação das maldades em função do horário, afinal, o vilão das seis não poderá cometer as mesmas atrocidades que o malvado das onze.

É importante citar outra semelhança dos casais, mas no quesito interpretação e química. E nesse caso é um elogio merecido. Isabelle Drummond e Chay Suede fazem jus ao protagonismo e estão em plena sintonia, assim como Andreia Horta e Bruno Ferrari estavam ano passado. Pena que nesse caso não há similaridade no desempenho do vilão. Mateus Solano deu um show na pele do inescrupuloso Rubião, mas Gabriel Braga Nunes se mostra mais do mesmo, sussurrando em cena e apático ---- muitas vezes, por sinal, insere e retira o sotaque inglês de Thomas sem maiores explicações. Aliás, mais uma questão que une os folhetins é a direção do mesmo Vinícius Coimbra.

E uma observação à parte: na última segunda (24/04), Diara (Sheron Menezzes) viveu exatamente a mesma situação de Bertoleza em "Liberdade, Liberdade": a escrava alforriada que acaba de volta à escravidão, passando por várias humilhações.  Nesse caso, inclusive, ainda há um agravante: a atriz é a mesma. Sheron também foi a intérprete de Bertoleza e agora viveu o mesmo drama com a sua outra personagem. Como pode? O telespectador tem memória.

"Novo Mundo" vem se mostrando uma novela deliciosa de ser acompanhada e merece cada reconhecimento que vem colhendo, tanto do público quanto da crítica. Porém, o triângulo central da trama peca ao trazer tudo o que já foi visto em outra novela e tão recente. Fica parecendo até plágio para algum desavisado, havendo ainda outros contextos similares no conjunto da obra. Claro que não é o caso. Ainda dá tempo dos autores mexerem nisso, inserindo peculiaridades mais do que necessárias. Afinal, o público não merece que no último capítulo Anna e Joaquim fujam de navio e Thomas seja assassinado pela governanta.

36 comentários:

Leandro disse...

Que excelente observador você é. Detalhista mesmo. O título do blog é bem apropriado. Parabéns!

Anônimo disse...

Sabia que lembrava disso de algum lugar só não me dei conta que era tão recente.

Fernanda disse...

Adoro a novela, mas concordo com a sua crítica. Aliás, só mostra o seu profissionalismo. Vc tá amando a novela mas não deixou isso de lado e fez questão de fazer um texto sensato.Parabéns!

F Silva disse...

Algo a comentar...

Existem similaridades sim. Porém não é praticamente igual.

O foco da personagem Joaquina era mesmo o ideal de liberdade e de vingança, foco esse que foi um tanto quanto desfigurado no decorrer daquela trama, discorremos sobre isso aqui no blog. Em Novo Mundo, apesar de Anna Milmam ser uma mulher destemida, não se percebe, pelo menos até agora, que o foco da personagem seja o ideal de liberdade que tinha a Joaquina. O foco da Milman até agora tem sido o drama romântico que tem vivido com o Joaquim, aliás, Isabelle tem dado um show de atuação.

Joaquim e Xavier tem perfis bem diferentes. Joaquim é o herói declarado da trama, e desde o primeiro capítulo até aqui, a personagem já passou par várias transformações e vai se transformar mais ainda.

Thomas e Rubião também possuem perfis distintos. Aliás, os autores de "Novo Mundo" já declararam que o grande problema do Thomas é que ele estará de fato apaixonado por Anna, e talvez isso será sua grande ruína, vamos ver se isso vai se confirmar. Aliás, na próxima semana Anna já estará ao lado de Joaquim. E dessa vez, ela é que mentirá pra ele.

No caso da Diara. Apesar da mesma situação em que viveu a Bertoleza, percebe-se que a conjuntura é bem diferente. Esse é um fato pontual e nem será o foco da Diara na trama nos capítulos que se seguirão.

Os fatos e acontecimentos que foram a tônica em Liberdade Liberdade não o serão em "Novo Mundo". "Novo Mundo" tem um ritmo mais ágil e a vida dos personagens citados já mudou muito desde a estreia até aqui, e ainda passarão por grandes transformações.

Portanto, discordo do post. As similaridades observadas passam longe de ser uma cópia da outra trama. A Tônica é diferente, os perfis são distintos, e pelo ritmo que vai a novela, perceberemos que "Novo Mundo" é uma grande aventura romântica, com boas pitadas de humor e romance.

Alessandro Marson e Thereza Falcão prometeram que, no decorrer da novela, veremos os personagens bem diferentes de como começaram. Será assim também com Ferdinando, Piatã, Jacira, Dr. Peter, Amália, Diara, Domitila e Chalaça. Tomara que se cumpra, até aqui, está se cumprindo.

Um grande abraço... e até qualquer post...

Patrícia Campos disse...

Concordo, Sérgio. Anovela é uma delícia, mas não podemos ser cegos diante de tantas evidências.

Ana disse...

Eu não assisti Liberdade liberdade, então não seria um problema pra mim a história mesmo assim eu não gostei tanto da história dos protagonistas, uma pena porque os atores tem muita química, aliás é tanta química que a gente até pensa se tem um interesse. O que acontece pra dois atores terem tanta química assim hein, o que há por trás?

Raquel disse...

Fala Sérgio!

A novela pelo “conjunto da obra” está indo muito bem... A produção é caprichada, o pano-de-fundo histórico é interessante e quase todos os núcleos têm funcionado muito bem. Acho que é uma das melhores novelas das 18hs em muito tempo, na minha opinião. Minha maior decepção é justamente o casalzinho protagonista chatinho e previsível. Apesar da química, a história do casal principal é a menos interessante de toda a novela.

Anna, propagandeada como mulher que luta pela liberdade, à frente do seu tempo, até agora não fez nada demais além de chorar pelo Joaquim. Se existe alguma mulher forte, inteligente e liberal nessa novela, essa é a Princesa Leopoldina, não coincidentemente sublinhada por uma infinidade de críticos e pelo público como grande destaque da novela até agora. Anna e Joaquim é mais do mesmo. Não assisti Liberdade, Liberdade, mas não me surpreende nem um pouco acharem tantas similaridades com a novela das 23 hs. Anna e Joaquim é aquele casal clássico que se ama com amor quase sobrenatural (vide as borboletas), se juntam nos primeiros capítulos, são separados por conta de todos os clichês que já vimos 348938475384 vezes na teledramaturgia e vão se juntar novamente lá nos últimos capítulos... Aposto ainda que Thomas morre para que os pombinhos possam terminar casadinhos e felizes na corte.

Parece que os autores gastaram toda a criatividade no resto da novela e deixaram o casal Anna e Joaquim somente por conta da química de Chay com Isabelle. Pior: não dá nenhuma amostra de que vai melhorar. Mas isso não faz a menor diferença pro povo shipeiro do twitter... Abraçaram o casal antes da novela começar e assim vão até o final, posso garantir.

Gustavo Nogueira disse...

Concordo Sérgio.Adoro essa novela, mas percebi essas repetições e realmente incomodam muito, apesar de eu não ter acompanhado Liberdade Liberdade com grande frequência, via apenas alguns capítulos.Todo o contexto é igual, a mocinha cai na lábia do vilão, se casa com ele, mas fica infeliz.Outra semelhança é que na frente da Ana o Thomaz finge ser contra a escravidão, assim como o Rubião se fazia de bom moço com a Joaquina.A única diferença disso tudo é a atuação dos intérpretes dos vilões mesmo, enquanto Matheus Solano esbanjou show de atuação, o Gabriel Braga Nunes está mais do mesmo, lembrando atuações de novelas anteriores.E Sérgio, lembra em outro post que eu disse que finalmente o ator ganhou um ótimo personagem?Disse isso porque o Thomaz é um ótimo vilão, que movimenta o enredo, mas assim como vc não acho a atuação do Gabriel Braga Nunes grandes coisas, discordo totalmente do 10 que ele recebeu da Patrícia Kogut.

Debora disse...

Olá Sérgio tudo bem???


Bem observado!!! Preciso confessar que tenho preguiça das cenas da Anna, acho ela chatinha e prefiro outros núcleos da novela!!!



Beijinhos;
Débora.
http://derbymotta.blogspot.com.br/

Bell disse...

Também achei bem parecido, espero que a trama engate pq esperava mais dela.

bjokas =)

Anônimo disse...

To Achado a Anna tao sem trama nessa novela,e ela q foi vendida como uma mulher a frente do seu tempo,heroina,indelista,corajosa,destemida q vinha ao brasil desbrava um novo mundo,brigar pelo pais novo e melhor,e descobrir o misterio do sumiço do seu pai,teve mta pouca cena dela assim,ate agora teve mas ela seno resumida em conflidos amorosos de thomas e joaquim,entao a trama dela nao ta tao interresante apesar do enorme talento da atriz isabelle drummond,a trama de anna ta parada so nos conflitos amorosos,espero q os autores ter uma guinada na trama da anna ja ta hora um mes de novela ja,a trama de anna dos 4 protagonistas leopodina,joaquim,d.pedro,a trama de anna ta seno a menos interresante,pelo fato de nao terem desevolvidos direito como ela foi vendida,a tal desteminda corajosa,q vem ao brasil lutar pelo um novo mundo pelo seus ideias e descobrir o misterio do sumiço do seu pai,espero muito q os autores desevolvar a pensonagem anna como foi vendida,a Drummond segue dano show de inteprentaçao como sempre garota mto talentosa,mas quero ver muito mas da anna sem os conflitos thomas,joaquim!quero ver anna sozinha indepentede desbravado o novo mundo lutado pelos seus ideis seno destemida

Italo disse...

Além de tudo o elenco também é igual. Gabriel Braga Nunes, Ricardo Pereira, Sheron Menezzes, aquela governanta que matou Rubião, Bruce Gomlevsky, enfim... É tudo muito copiado. Parabéns pela análise.

Germana disse...

Olá Sérgio!!
Assisti muito pouco Liberdade Liberdade e acompanho Novo Mundo de maneira esporádica (ambas por conta do horário de trabalho). Reconheço que essas semelhanças incomodam quem acompanhou as duas tramas mas, se a gente prestar atenção, em quantas novelas a mocinha se decepciona com o mocinho e se casa enganada com o vilão? É um recurso bem utilizado, e que pode render bons desdobramentos. Talvez as semelhanças se deem mais pelo contexto histórico (que é praticamente o mesmo, logo, é natural que as motivações dos personagens, tanto os bons quanto os maus, sejam parecidas) e até pela direção e cenário que, embora não tenham influência direta no roteiro, deixam algumas cenas parecidas esteticamente.
Quanto ao caso Bertoleza/Diara, creio que a semelhança seja pontual, já que as personagens tiveram trajetórias deferentes até aqui, e acredito que vão seguir caminhos diferentes também.
No mais, é isso. Abraços!!

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,
Não estou acompanhando "Novo Mundo", mas não duvido de que suas considerações sejam inteiramente procedentes, já que você é o rei dos detalhes televisivos.
Apreciei muito a leitura do texto.

Ótima semana!

Abraço.

Anônimo disse...

O pior é que ainda corre o risco do pai desaparecido da Anna ter sofrido esse sumiço por causado Thomas, ou seja, seria igual ao Rubião matando Tiradentes....

Alana Santosa disse...

Concordo por gabriel ser formado na unicamp ta realmente faltando ele acrescentar personalidade ao vilão

Alana Santosa disse...

Concordo por gabriel ser formado na unicamp ta realmente faltando ele acrescentar personalidade ao vilão

Sérgio Santos disse...

Fico feliz em ler isso, Leandro. abçsss

Sérgio Santos disse...

Pois é, anonimo.

Sérgio Santos disse...

O intuito é esse, Fernanda. Obrigado. bjs

Sérgio Santos disse...

F Silva,eu amo a novela, mas não sou cego diante dessas inúmeras similaridades. Vc citou diferenças sutis que só confirmam o meu título. Ou seja, não é uma cópia, mas é, sim, praticamente igual. Não dá pra achar tudo isso coincidências. Óbvio que os autores não estão plagiando, mas já são várias situações parecidas e eles deveriam se preocupar com isso já que as tramas são em épocas quase iguais e ainda utilizam a mesma cidade cenográfica. Tb acho Novo Mundo, até agora, mt melhor que a outra.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Patricia.

Sérgio Santos disse...

Não há nada por trás, Ana, é simplesmente química e sintonia. Bom pra trama e pro público.

Sérgio Santos disse...

Raquel, eu tb acho que a novela está indo mt bem e eu tenho adorado assistir. Inclusive, o romance do casal principal que acho ótimo. Só fiz esse texto pq não podia ignorar isso. E Leopoldina é uma personagem maravilhosa mesmo. Merece o destaque.

Sérgio Santos disse...

Gustavo, vc fez uma outra ótima comparação.É verdade, até nessa questão da escravidão os contextos se parecem. E acho o Gabriel canastrão. Sempre a mesma coisa em seus papéis.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Debora. bjs

Sérgio Santos disse...

Eu to adorando, Bell. bjs

Sérgio Santos disse...

Tem mt tempo de novela ainda, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Italo!

Sérgio Santos disse...

Oi Germana. Pena que vc não consegue acompanhar pq a novela é uma delícia. Mas pra quem viu a outra a comparação é inevitável. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo carinho de sempre, Vera. Bjão!

Sérgio Santos disse...

Nossa,ainda tem isso, anônimo... Nem parei pra pensar.

Sérgio Santos disse...

Ele tá apático, Alana.

Letícia disse...

Oi Sérgio. Sim, há algumas semelhanças entre as duas novelas, mas não acho um grande problema, porque também há várias diferenças. A própria presença do Dom Pedro e da Princesa Leopoldina traz outra dinâmica à trama. Há também a estória do Piatã, que acho interessante. O triângulo entre Ana, Joaquim e Thomas é um pouco repetitivo mesmo, mas triângulo amoroso é um recurso muito usado em novelas. Assisti Liberdade Liberdade e gostei muito, e também estou curtindo Novo Mundo. Apesar das semelhanças, são obras diferentes e tem ritmos próprios.

Letícia disse...

Ah, só mais num comentário: sobre os vilões, concordo que o de Liberdade Liberdade era melhor. O Mateus Solano estava ótimo no papel. E ele era um vilão com um lado mais sombrio, mais complexo, inclusive por causa da relação dele com a mãe (a dona do bordel). Já o Thomas é um vilão mais simples, talvez por causa do horário da novela (afinal, Novo Mundo é novela das 6).

Sérgio Santos disse...

Letícia, sem dúvida há diferenças nas novelas. Me referi exclusivamente ao triangulo que é quase igual, não podemos negar. Claro que todo folhetim tem esse tipo de triângulo, mas nesse caso as semelhanças extrapolaram. E eu coloquei no texto que a diferença está na maldade msm justamente por causado horário.