terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Sol Nascente" estreia com belas imagens e pouca história

A estreia de "Sol Nascente" --- o primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (29/08), substituindo o fenômeno "Êta Mundo Bom!" --- apresentou um conjunto de imagens paradisíacas, tendo a beleza da fotografia como elemento principal. As gravações foram feitas em Búzios e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, proporcionando um festival de momentos solares logo no início. No entanto, ao menos neste começo, ficou faltando história, reiterando a impressão causada pelas chamadas, onde havia uma clara ausência de conflitos convidativos.


A novela de Walther Negrão, escrita em parceria com Júlio Fisher e Suzana Pires, traz de volta ao horário das seis o clima praiano presente em vários folhetins do autor, vide "Tropicaliente" (1994), "Como uma Onda" (2004) e "Flor do Caribe" (no caso, a última produção escrita por ele, exibida em 2013). A trama é dirigida por Leonardo Nogueira, que sabe aproveitar bem as paisagens, embelezando os capítulos, e tem como foco central o amor de dois amigos de infância, interpretados por Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli.

O amor de Mário e Alice já pôde ser observado na estreia, mas só por parte dele. Ela deixa claro em todos os momentos (demasiadamente) que os dois são amigos, cuja cumplicidade é observada em todos os instantes deles juntos. Houve até uma cena bonitinha dos personagens crianças, quando Mário confortou Alice na época que a mãe da menina tinha falecido.
O flashback ocorreu porque o mocinho se encontrava preocupado com a avó Geppina, que passou mal durante a festa de comemoração dos 50 anos do casamento dela com Gaetano (Francisco Cuoco). Eles são avós italianos do rapaz.

Aliás, as famílias dos mocinhos representam propositalmente os opostos: a de Mário é de origem italiana, onde há uma constante euforia bastante conhecida dos oriundos da Itália, e a de Alice é de origem japonesa, onde a serenidade e o clima de 'paz' se fazem presentes através da cultura do Japão. A mocinha é criada por Kazuo Tanaka, que a tem como filha, pois quando se casou com a falecida esposa a mesma já tinha Alice. O personagem é vivido pelo grande Luis Melo e a escalação, obviamente, gera controvérsia, uma vez que ele não tem nada de japonês. A desculpa do roteiro foi a explicação do oriental ser neto de americano. Mas, ainda assim, ficou forçado.

O primeiro capítulo também focou no forte laço de amizade entre Kazuo e Gaetano, lembrando a época que ambos vieram para o Brasil. Foi contado para o público, através de um flashback, que o italiano fugia da máfia por causa do seu romance com Geppina ---- os dois, inclusive, até hoje são procurados, situação que peca pela falta de verossimilhança. Resta aguardar como essa questão será desenvolvida ao longo da novela. E foi somente isso o conteúdo da estreia. Ou seja, não teve nenhum acontecimento relevante. Parecia um capítulo qualquer, ao invés de um pontapé inicial. O clima arrastado pôde ser verificado com certa facilidade. Não deu vontade de acompanhar o dia seguinte.

As poucas tramas apresentadas se mostram bastante limitadas, pois não há uma estruturação capaz de sustentar uma novela por mais de cinco meses. O amor que Mário sente por Alice precisará enfrentar a diferença de maturidade entre eles, além do vilão César (Rafael Cardoso vivendo seu primeiro canalha) que tentará dar um golpe na mocinha para tomar o comando da empresa de pesca de Kazuo ---- a semelhança com J.J. (Henri Castelli) de "Como uma Onda", aliás, é grande. Mas só isso basta para prender a atenção? E as questões familiares também ficam frágeis, pois todos são amigos de anos. Como os meandros serão desenvolvidos de uma forma atrativa? Há elementos para isso? Não é o que aparenta. O segundo capítulo seguiu o mesmo rumo do primeiro, por sinal. Nada de chamativo em se tratando de enredo.

Entretanto, é muito cedo para qualquer constatação. Afinal, é apenas um início de uma novela. E há alguns pontos promissores, como a volta do casal Letícia Spiller e Marcello Novaes. Os dois fizeram um imenso sucesso como Babalu e Raí em "Quatro por Quatro" e o par formado por Vittorio e Lenita se destacou nas chamadas, prometendo repetir a química vista no folhetim das sete de 1994. E a presença da maravilhosa Laura Cardoso vivendo a Dona Sinhá, uma senhora maldosa e avó de César, é um ponto positivo considerável. A atriz engrandece qualquer elenco e será bom vê-la de volta ---- vale lembrar que seu último grande papel foi a venenosa Dona Dorotéia, do remake de "Gabriela" (2012). O casal formado por Aracy Balabanian e Francisco Cuoco é outro acerto, que promete cenas delicadas.

"Sol Nascente" teve uma estreia repleta de belas imagens, mas faltou história. A trama de Walther Negrão precisa apresentar mais conflitos e situações convidativas para firmar o público. Porém, é apenas uma impressão inicial que poderá mudar em breve, à medida que as semanas forem passando. Ou não. Tudo dependerá do conjunto do novo folhetim das seis. A novela tem um clima bastante agradável. Resta torcer para que haja também bons desdobramentos. Só o tempo dirá.

30 comentários:

Victor disse...

Nunca vi um começo de novela TÃO CHATO. DÁ VONTADE DE DORMIR!

Ana Carolina disse...

Crítica precisa. Tive as mesmas impressões. Parece que é uma novela tapa-buraco e não há nada pra contar ali por mais de 3 semanas.E os dois primeiros capítulos foram um tédio.Vou largar.

Anônimo disse...

Uma novela insossa e que será esquecida facilmente.

Bruna disse...

Novela muito ruim. Jajá a audiência despenca.

Marcia Pimentel disse...

Eu também esperava um começo melhor que esse. Vamos dar um pouquinho mais de tempo para ver o que vem por aí.

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Érica disse...

até negócio da china que foi horrorosa teve um começo melhor que esse

Pâmela disse...

Oi Sérgio
Sinceramente eu nunca tive esperança com essa novela e nem vontade de ver. Apenas assisti ontem e hoje pra saber realmente o que seria. E creio eu, que em nenhum momento estive errada: É UMA BOMBA e daquelas bem grandes.
Tenho pra mim que a Antonelli apenas aceitou a personagem por consideração ao autor que a "descobriu" como atriz (ela estreou em Tropicaliente) e a própria globo aprovou a sinopse por respeito já que ele é um dos autores mais antigos e fez sim boas novelas no passado. Se eu posso destacar algo de bom além do talento da Giovanna é poder ver o Rafael Cardoso em um tipo diferente. O admiro muito, tava torcendo por um vilão na carreira dele apenas não imaginei que seria em uma novela tão chata rs

PS: Detestei o Bruno de mocinho e antes que venham fãs dele dar chilique eu adoro o Bruno, inclusive adorei ele em Passione (tava mais italiano que o atual) só que nessa ele tá forçando a barra fora que o texto não é lá grandes coisas.

F Silva disse...

Algo a comentar...

A novela é linda. E possui um mote central interessante que apesar de se clichê é bem aceitável pelo público que realmente gosta de telenovelas.

Já na pré-produção dessa novela, foi anunciado que seu elenco seria bem enxuto, não será uma novela com muitas tramas paralelas. "Sol Nascente" será uma típica novela das seis sem grande arroubos folhetinescos. Aliás, eu acredito que essa é uma das orientações do Sílvio de Abreu aos novelistas, vide as novelas recentes que tem conquistado público, justamente por deixar as inovações de lado e apostar na simplicidade.

A novela terá um triângulo amoroso central, onde a terceira ponta é um vilão clássico que irá atrapalhar o romance do casal protagonista. Clichê batidíssimo, porém os noveleiros de plantão aprovam.

Fugindo da tendência dos folhetins modernos, Negrão se preocupou em divulgar na pré-estreia, nas chamadas e na estreia apenas o mote central de "Sol Nascente". Acredito que os outros conflitos dos poucos núcleos existentes, irão ser apresentados ao público no decorrer dos capítulos. Repito, não haverá muitas tramas paralelas.

Escrever novelas rocambolescas nunca foi características do Negrão. Todas as suas novelas são medianas. Não fracassam e nem são um grande sucesso. Mas sempre são boas opções de entretimento.

Um beijo Sérgio e até a próxima...

Felisberto N. Junior disse...

Olá, bom dia,Sérgio...sim, a beleza da fotografia como elemento principal. Não poderia ser diferente, sendo gravado no sol, clima praiano, charme e beleza de Búzios e Arraial do Cabo( Rio de Janeiro). Pelo pouco que vi da estréia,realmente, faltou um algo + de história e uma impressão ( ou será constatação?) da falta, no mercado da teledramaturgia , de um ator "mais" oriental para interpretar o Kazuo, hehehe!Mesmo que interpretado pelo grande Luis Melo!
Vamos aguardar!
Obrigado pelo carinho, belos dias, abraços!

Anônimo disse...

Essa novela estreou com cheiro de mofo.O Negrão escreve a mesma novela há anos e nunca se renovou.Se ainda fossem todas sucessos até explicaria essa sua insistência, mas foram todas sem graça e esquecíveis.Ele não quer mesmo ter algo bom na carreira.

Anônimo disse...

Sérgio se eu não estiver errada o Rafael Cardoso fez um canalha em Lado a Lado (Albertinho) que eu me lembre ele apenas se regenera no final. Coisa que talvez aconteça também com o César já que os autores estão apostando em "vilões arrependidos".

Anônimo disse...

Hahaha mais ce tem uma implicância com os autores que te desagradaram, ne? Cade a sua dignidade? Acho que foi pro espaço junto com a criatividade do Walcyr. só pode! Pra que um texto diminuindo o escritor? Ah, esqueci. Vc só elogia aquilo que da audiência como Êta Texto ruim!
Ja era de esperar que vc fizesse textão criticando o estilo do autor. É bem tua cara mesmo. Depois vem dizer que não baba ovo
de autor. É, sei. Muita imparcialidade, hein! Aquilo que da audiência, que agrada a massa popular vc elogia. Estou de olho!

Victor disse...

O babaca anonimo acima está de olho, Sérgio. Cuidado com o covarde que nem nome tem. hahahahahaha E O Rebu, Lado a Lado e Meu Pedacinho de Chão que vc elogiou e não deram audiência, Sérgio??? Como esse babaca fica???? E Haja Coração que dá audiência e vc acha ruim, Sérgio???? Como ficam os argumentos desse babaca agora????? HAHAHAHAHAHHAHAAH

Flávia disse...

O texto do Sérgio em nenhum momento diminuiu o Walther Negrão. Você, anonimo, que enche a boca para falar do texto ruim do Walcyr deveria aprender a interpretar texto...

Sérgio Santos disse...

Tá chata mesmo, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Victor, desculpa.

Sérgio Santos disse...

O início foi mt monótono, Ana. Tomara que melhore.

Sérgio Santos disse...

Aguardemos, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Só esperando msm pra ver, Bruna.

Sérgio Santos disse...

Verdade, Marcia.

Sérgio Santos disse...

Foi mais movimentado msm, Erica.

Sérgio Santos disse...

Eu tb não, Pâmela. Tanto que nem me surpreendi negativamente pq já esperava. É uma novela agradável, mas não passa disso. Não tem trama. Ao menos essa primeira semana foi mt tediosa. E é curioso pq eu odieo o Bruno como italiano em Passione, mas to gostando dele como mocinho. Eu odiei ele como Vilão em Cordel e achei excelente em Dupla Identidade. Enfim... bjsssss

Sérgio Santos disse...

As novelas do Negrão quase sempre ficam no meio termo msm, F Silva. Por isso, inclusive, que ele tenha tão poucos destaques ao longo de sua carreira. A mais lembrada é Fera Radical mesmo que foi a melhor. As outras, em sua maioria, foram apenas legaizinhas e esquecíveis. Acredito que seja o caso dessa. Mas pode surpreender, quem sabe. Achei esse início mt entediante e pareceu que falta enredo capaz de sustentar um folhetim por tantos meses. Mas é um folhetim com elementos mais do que batidos, o que não é ruim. Clichê é bem vindo quando bem feito. Resta saber se será bem feito. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Se é impressão ou constatação, Felis, só o tempo mesmo vai dizer. E o Luis Melo é genial sempre, mas ele ser japonês é puxado. Falharam nisso e as críticas são merecidas. abçs

Sérgio Santos disse...

Ele nunca se renovou msm, anonimo, mas ainda é dedo pra constatar algo. Só que concordo que o início deixou a desejar.

Sérgio Santos disse...

Anonimo, bem lembrando, mas não foi canalha. Albertinho era um interesseiro. Não chegava a ser um vilão. Esse de agora é que é um vilão clássico mesmo, bem exagerado. E duvido que ele se regenere...

Sérgio Santos disse...

Anonimo, minha dignidade vai mt bem, obrigado. Já a sua estupidez vai de mal a pior... E vc não esquece o Walcyr, não? A novela dele já acabou, filha, desapega. E vc enche tanto a boca pra criticar texto mas é tão burra que não sabe interpretar texto. Em nenhum momento diminuí o Negrão. Apenas disse que faltou história nesse início e não é mentira. Fatos são fatos, vc se doa ou não. E não vou mais tolerar esse tipo de ataque estúpido no meu espaço. Me respeite. Vomite sua grosseria e seu rancor pra longe de mim!

Sérgio Santos disse...

Na verdade, Victor, é uma mulher. Tenho quase certeza. Aliás, deve ser uma que se passa por Tancinha no Twitter que ficou bravinha pq critiquei a péssima trama da personagem e elogiei o casal Shirlipe. Essa aí usou o mesmo argumento, ou seja, nem pra disfarçar serve. rsrs E nem perco meu tempo dando satisfação pra essa gente limitada. Elogei mesmo essas novelas que não foram estouros de audiência e critico essa Haja que embora não seja péssima, está longe de merecer os índices que tem. abçs

Sérgio Santos disse...

Pois é, Flávia, quem critica texto dos outros deveria saber interpretar, né? A moral inexiste nesse caso. rs

Anônimo disse...

Puxa saco do Zamenza