terça-feira, 10 de junho de 2014

O amadurecimento profissional de Reynaldo Gianecchini

Sua estreia na teledramaturgia foi bastante turbulenta. Sem experiência alguma na televisão, Reynaldo Gianecchini começou simplesmente em uma novela de Manoel Carlos, no horário nobre da Rede Globo. "Laços de Família" (2000) foi o primeiro trabalho do ator, que já havia feito uma peça teatral ("Cacilda", dirigida por José Celso Martinez). E o seu começo na tevê foi repleto de críticas da imprensa especializada.


Inexperiente, Gianecchini ganhou o médico Edu, um dos personagens centrais da excelente novela de Maneco, que era alvo da disputa entre mãe (Helena - Vera Fisher) e filha (Camila - Carolina Dieckmann). Apesar de ter sido muito criticado na época, o ator não foi tão mal como muitos disseram. Sua parceria com Marieta Severo (Tia Alma) era boa e as cenas fortes que protagonizou da metade para o final da novela, ao lado de Carolina (cuja personagem enfrentava um grave câncer), eram bem defendidas. Mas obviamente que a falta de maturidade profissional fazia diferença e era nítida.

Em 2001, logo no ano seguinte, o ator entrou em "As Filhas da Mãe", novela das sete fracassada de Silvio de Abreu. E nesta produção, o ator não sei saiu nada bem. Seu papel era de um homem que se descobria apaixonado pelo seu colega de trabalho, que na verdade era uma mulher disfarçada (Cláudia Jimenez).
Apesar da história ter sido interessante, a inexpressividade de Reynaldo prejudicou seu desempenho. Curiosamente se saiu melhor na trama anterior, vivendo o Edu, um tipo bem mais difícil de ser construído. Entretanto, este folhetim foi o início de uma promissora parceria com Silvio de Abreu.

Mas em 2002, Gianecchini demonstrou uma clara evolução ao interpretar o protagonista da problemática "Esperança". O italiano Tony foi muito bem defendido pelo ator e suas cenas eram quase todas muito pesadas e cheias de carga dramática. Apesar da novela de Benedito Ruy Barbosa ter sido fraquíssima, o trabalho do intérprete não foi afetado. E em 2004, surgiu a oportunidade de viver gêmeos em "Da Cor do Pecado".

Era a estreia de João Emanuel Carneiro como novelista, e o autor (supervisionado por Silvio de Abreu) deu de presente para Gianecchini o Apollo e o protagonista Paco. Enquanto um era lutador e meio burro, o outro era um sujeito defensor do meio ambiente e muito centrado. Dois perfis de bom caráter, mas totalmente distintos. Embora Apollo tenha passado quase a novela toda desaparecido (todos pensavam que havia morrido em um acidente), o ator conseguiu convencer nos dois papéis, fez um lindo par com Taís Araújo (Preta) e teve uma grande parceria com Lima Duarte (Afonso), Giovanna Antonelli (Bárbara) e Aracy Balabanian (Germana).

Em "Belíssima", novamente trabalhando com Silvio, Gianecchini começou de forma turbulenta (devido ao estranhamento inicial do sotaque paulistano), mas viveu um de seus melhores momentos na carreira. Na pele do ignorante Pascoal, o ator se destacou e provou que também tinha talento para a comédia. O mecânico era uma figura e suas cenas com o Jamanta (Cacá Carvalho) eram hilárias, ao mesmo tempo que sua química com Cláudia Raia (Safira) era intensa.

Mas em 2007, houve mais um mau momento na sua trajetória profissional. O protagonista Dante, de "Sete Pecados", de Walcyr Carrasco, era um personagem cansativo e o ator acabou não conseguindo encontrar o tom dele, ficando apático em cena. O mocinho foi mal desenvolvido pelo autor e o intérprete acabou sendo prejudicado, embora também não tenha dado conta do recado. Porém, a química com sua amiga Giovanna Antonelli (Clarice) foi evidente, o que fez o casal, inclusive, terminar a história junto ---- teoricamente ele ficaria com a protagonista ambígua Beatriz (Priscilla Fantin).

Só que este mau momento passou em 2010, quanto Silvio de Abreu deu a ele seu melhor personagem na carreira até então: o Fred, de "Passione". O vilão era um dos destaques da novela e sua parceria com Mariana Ximenes (a víbora Clara) foi um dos pontos altos da trama. O papel era complexo: ao mesmo tempo que transbordava frieza, Frederico Lobato mostrava fragilidade ao se lembrar do pai falecido e quando encontrava a mãe e as irmãs. O perfil foi muito bem escrito pelo autor e o intérprete correspondeu à altura.

Em 2012, a bem-sucedida parceria com Silvio de Abreu foi repetida no remake de "Guerra dos Sexos". E este reencontro entre autor e ator foi especial, já que Gianecchini havia acabado de encerrar seu tratamento contra um câncer e sua escalação para a novela era um dos incentivos para se curar da doença. Curado, Reynaldo interpretou o ingênuo Nando, um motorista que era apaixonado por Juliana (Mariana Ximenes, repetindo o casal de "Passione") e que acabava se envolvendo com Roberta (ótima Glória Pires). Novamente, ele se destacou e fez ótimas cenas ao lado de Mariana, Glória, Irene Ravache, Tony Ramos e grande elenco.

Agora, o ator mais uma vez mostra talento na última novela de Manoel Carlos. Apesar de ser uma trama fraca e repleta de problemas, Gianecchini tem convencido na pele do íntegro Cadu, de "Em Família. Tanto que seu personagem é querido pelo público, o que acabou aumentando a rejeição ao par lésbico composto por Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller). Mas, infelizmente, Maneco não conduziu bem a história do triângulo amoroso, e acabou tendo que 'curar' a doença que o cozinheiro tinha no coração com um súbito transplante, para melhorar a aceitação do romance homossexual. Com isso, Cadu ficou sem um drama próprio. Mas, apesar dos percalços, o ator tem uma ótima química com Giovanna Antonelli (com quem já viveu alguns romances na ficção, inclusive no cinema), Helena Ranaldi (Verônica) e Bianca Rinaldi (Dra. Silvia), as três 'pretendentes' de seu personagem.

Vale destacar ainda as belas cenas que Reynaldo tem com Vitor Figueiredo (Ivan, filho de Clara e Cadu). As sequências protagonizadas por pai e filho são bonitas de se ver e a dupla emociona. E nesta novela, o amadurecimento do ator fica ainda mais evidente. Cadu acabou se transformando em um dos poucos perfis masculinos interessantes da história, que é repleta de tipos irritantes, incluindo o time feminino. O ator ainda protagonizou recentemente a cena mais bonita e tocante da história até então: quando Cadu encontra a família da pessoa que lhe doou o coração transplantado. O momento em que o filho do falecido encosta a cabeça no peito do marido de Clara, para ouvir o coração do pai, foi linda e sensível.

Reynaldo Gianecchini merece elogios pelo seu bom trabalho em "Em Família" e por toda a sua trajetória profissional, que vem sendo construída, entre erros e acertos, com competência. O ator, com o tempo, conseguiu mostrar que é bem mais que um rosto bonito. Tem talento e todo o reconhecimento alcançado ao longo dos anos é muito justo.

55 comentários:

Ricardo disse...

Mais do que merecido esses elogios. Giane tem uma trajetória bonita de se ver, é muito talentoso e carismático. Pena que pra nao piorar a rejeicao daquele casal de em familia, seu personagem as vezes fica escondido, mas isso é mais uma prova de sua empatia e talento. Nando, Cadu, Pascoal, Paco e Fred sao os meus cinco personagens preferidos dele.A cena do encontro do Cadu com a familia doadora foi incrivel, marcante e é sem duvidas a cena mais marcante de Em familia. Meu casal preferido dele é sem duvidas, Nando e Juliana de Guerra dos sexos, já que e Mariana Ximenes sao grandes atores, alem de lindos e carismáticos demais.

Silvana Gomes de Oliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvana Gomes de Oliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvana Gomes de Oliveira disse...

Isso é resultado de trabalho duro,
Resultado de amar o que faz,
de sentir a necessidade de se aprimorar intensamente quase a exaustão.
Ele começou simplesmente com a cara e a coragem, tenho certeza absoluta que muitos iriam desistir da carreira na segunda novela...
muitos que provavelmente não compreendem a beleza e a entrega, a magia da interpretação. todos temos muitas vidas dentro de si, nós atores,somos tocados por esse doce mistério e trazemos através de nossos personagens toda beleza,intensidade e força de mais de mil vidas ao palco. Ser ator verdadeiramente é olhar cada pessoa como um laboratório, seus gestos, sua fala, sua alma... Dependo do personagem somos forçados a sair de nós e aprender a olhar o mundo de outra maneira,uma outra maneira de sentir e estar. Ser realmente um ator é para poucos, pois,muitos se apaixonam pelo glamour, poucos amam verdadeiramente a arte.E sem amor não há entrega e sem entrega não há profundidade . É realmente difícil elogiar Reynaldo Gianecchini sem quase coloca-lo num pedestal,não, não posso, pois o lado humano que aparenta ter é muito melhor que as luzes dos holofotes.Só posso dar meus parabéns com a certeza de que muito trabalho mais anos de trabalho vem por aí ! como atriz amadora estarei de olhos bem atentos te observando pra ver se aprendo alguma coisa ! Um abração

✿ chica disse...

Lindo e bem elaborado teu post e ele merece nossos aplausos, pois vem num crescendo, subindo e muito a sua atuação! abraços, tudo de bom,chica

Anônimo disse...

Não acompanho o trabalho do Rey, mas pelo pouco que vi do Cadu deu pra ver que ele melhorou muito. Sinal de que o Rey não quer ser somente mais um rostinho bonito da TV.Ouvi falar que ele faz bastante teatro. Quando o ator realmente tenta melhorar estudando e correndo atrás ele geralmente consegue.

Fernanda disse...

Que texto bom, Sérgio! Parabéns. Não que seja novidade já que seus posts são sempre muito bons. O Gianecchini merece o reconhecimento e coincidentemente, na coluna do Flávio Ricco de hoje ele tá falando do amadurecimento do Reynaldo. Ele fez do Cadu um fofo e o Fred foi o melhor papel dele realmente. Beijo.

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Adorei ler essa retrospectiva da carreira desse ator que admiro e acho lindooooooooo.
Lembro-me do início da carreira dele e das críticas que sofreu. Os próprios colegas de profissão deixavam transparecer sua insatisfação com a escalação dele para atuar, já que se tratava de um modelo e ainda inexperiente na carreira. Todos acreditavam que ele seria apenas mais um rostinho bonito na TV.
Gianecchini cresceu muito no decorrer de sua carreira como ator e está excelente como Cadu.
Torço por ele, que merece respeito profissional, pois fez jus ao sucesso que conquistou.
Admiro-o também como ser humano. Ele foi muito corajoso em sua luta contra o câncer.

Parabéns pelas excelentes considerações, que me propiciaram uma viagem através das novelas em que ele atuou.

Abraço.

Melina disse...

Sérgio, querido, mais uma postagem de respeito. Adorei. Vou confessar, fui uma das que criticaram ele em Laços de Família e em todos os seus trabalhos antes de Passione. Até na Belíssima eu critiquei ele. Mas com o Fred ele me calou. Foi uma grande atuação ao lado da Mariana Ximenes e a dupla foi um dos pontos altos daquela novela. Apesar de ver pouco essa insuportável Em Família, sei que o Cadu é um dos poucos perfis interessantes e tem a torcida do público ao seu lado, ao contrário daquele casal de lésbicas sem graça que tem umas talifãs lunáticas. Adorei essa merecida homenagem que você fez. Um beijo.

Raquel disse...

Oi, Sérgio!

Muito legal você falar do Gianecchini e da sua evolução como ator. Eu sempre o uso em argumentos como exemplo para esses caio castros, jaymes matarazzos, fiuks e thiagos rodrigues que é sim possível melhorar e MUITO na carreira ao buscar excelência e realmente se esforçar pra fazer uma coisa bem feita. Gianecchini é a prova que essa sucessão de interpretações limitadas entregues por grupos cada vez maiores de moços é por causa de PREGUIÇA e falta de compromisso com a profissão que dizem abraçar.

Mas voltando ao Gianecchini, ele realmente merece todos os louvores pelas interpretações e composições de seus últimos personagens. Fred, Nando e Cadu foram claramente defendidos por um ator maduro e já "pronto". Aliás, congratulações extras pelo Cadu de EF onde conseguiu criar um dos poucos personagens realmente queridos pelo público nessa novela (a não ser pelas talifãs fanáticas Clarinas).

Enfim, apesar desse papel relativamente pequeno nessa novela fracassada, torço pra que ele ainda tenha ótimos papéis ainda pela frente e que continue encantando com esse sorriso maravilhoso.

Rita Sperchi disse...

Serginho querido , que bom falar desse moço tão simpático, acho ele uma graça , no começo concordo que não era muito bom, mas agora acho ele incrível.....Me emocionei com a cena da fam´lia do doador foi cativante até chorei....
Parabéns e mil felicidades a ele

Abraços e uma feliz semana!!!

└──●► *Rita!!

Thallys Bruno Almeida disse...

Uma outra característica do Reynaldo que eu gosto é o quão ele transparece ser uma pessoa da melhor qualidade, sempre gentil, do tipo que gosta sempre de ter os amigos e colegas de elenco por perto.

Lembro da polêmica em Laços de Família, quando ele havia começado a namorar a Marília Gabriela e se não me engano foi insinuado que sua presença ali talvez se devesse a esse relacionamento.

Não posso falar muito sobre o Ricardo de AFdM porque outros núcleos me atraíam mais e nem do Toni, pois achei aquela novela fraca (seja com BRB ou WC, pouco me interessou). Mas comecei a reparar melhor na atuação dele como Paco, em especial na fase em que ele se descobre vivo topa se passar pelo Apolo. Ele teve ótima sintonia com todas as atrizes que fez par (Taís, Alinne, Antonelli, até uma part. da Carol Dieckmann) e fez uma parceria sensacional com o Lima Duarte, em especial no momento que o Afonso descobre toda a verdade e é morto.

Em Belíssima a dupla com o Jamanta foi hilária e ele mandou bem nessa parceria com a Cláudia (ñ me esqueço até hoje da cena dos dois botando a oficina abaixo).

Sete Pecados foi tão problemática e ele não merecia um personagem daqueles. Parecia atuar no piloto automático. Agora, essa da Beatriz ser protagonista dúbia eu não sabia, eu sempre a considerei vilã na época e tudo que eu lia apontava pra isso.

Passione foi a consagração definitiva dele. A parceria com a Mariana foi de um acerto tanto mas tanto que considero esses dois talvez um dos meus pares preferidos de TV. Sem falar no final dele preso injustamente por culpa da Clara.

Em Guerra, de início, algo nele me incomodava, mas depois dos ajustes, quando eu comecei a gostar da trama, o tom se encaixou e ele cresceu fazendo triângulo com a Roberta e a Juliana.

E Em Família: o Cadu é um sujeito do bem. Ama o filho, ama a esposa, é bom pai. E se juntar isso com a inconveniência da Marina (onde já se viu alguém dar uma festa daquelas pra uma pessoa que mal conhece?), só favorece o cara. Tem muita "clarina" desmerecendo não apenas o RG, mas elas enchem a boca pra dizer que se Alinne fosse a Marina não daria certo como se tivessem certeza absoluta. E pelo visto Maneco quer insistir mesmo nesse romance com direito a dois beijos (li no blog do fefito).

Só espero que Reynaldo seja mais respeitado da próxima vez, porque mesmo sendo um personagem bom e querido pelo público, não merecia fazer parte duma obra tão fraca, ainda mais de um autor que outrora foi corajoso ao apostar nele quando ainda não tinha qualquer experiência. E pelo visto parece que ele vai ficar com a Sílvia.

Ele merece todo o sucesso que tem feito e confesso que não dá pra acreditar quando desmerecem um cara como ele, que mostra sempre evolução investindo tb em cinema e teatro (viu, sr Castro), que sempre gosta de valorizar os colegas (viu, sr Braga Nunes), transparece ser de uma gentileza ímpar; e prefere louvar os Cauã Reymond (um cara que eu não vou com a fuça desde o escândalo do divórcio, além de superestimadíssimo), Caio Castro e Fiuk da vida. Reynaldo tem o meu respeito.

MARILENE disse...

Sergio, gostei de ler a retrospectiva que fez da carreira dele. Quando começou, eu me uni aos que o criticaram, pois não convencia. Sua interpretação, para mim, era fraca.
Hoje o vejo maduro e respeito seu trabalho. Está muito bem na novela. Bjs.

Kellen Bittencourt ( Trilhamarupiara) disse...

Olá amigo, vc lembrou bem a trajetória dele, eu sou fã, e de fato é visível a melhora e o crescimento durante todos esses anos, acho ele hoje um ator fantástico! Abraçoss

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Concordo, Sérgio. Reynaldo Gianecchini tem evoluído a cada novo trabalho. Ele sabe divertir, sabe emocionar. É simpático e carismático.

F Silva disse...

Algo a comentar...

É verdade Sérgio, o Gianecchini, que aos 41 anos e com 10 novelas no currículo, é apenas um bom ator, mais pela experiência do que pelo talento.

A crítica especializada tinha razão, ele não foi bem nem em Laços de Família e nem As Filhas da Mãe.

Sua primeira atuação pra valer veio mesmo com o Tony de Esperança, graças a mão do competente Luiz Fernando Carvalho.

Esteve bastante seguro como os gêmeos Paco e Apolo de Da Cor do Pecado, apenas acrescento aqui a química dele com a personagem de Aline Morais.

O Pascoal de Belíssima, era uma comédia, destaco as cenas com Claudia Raia e Carolina Ferraz. Aliás um grande folhetim de Sílvio de Abreu.

Concordo no caso do Dante de Sete Pecados, ele foi prejudicado pois a novela era péssima. Grande equívoco de Walcir Carrasco e Jorge Fernando.

Ai veio uma evolução gradativa com o Frederico de Passione, Nando de Guerra dos Sexos e agora o Cadu.

Gianecchini é um bom ator, apenas isso. É bom assisti-lo e ver sua evolução como ator.

Um grande abraço...

Barbie Californiana disse...

O Gianni está mesmo atuando bem. beijinhos

Anônimo disse...

Merecido seu texto pro Giane! Ele é lindo e bom ator. AMEI! Mas mudando de assunto, vc viu que o Aguinaldo Silva alfinetou o Maneco que nem faz com o Walcyr e o João Emanuel Carneiro? Esse velho não vai parar nunca?

Andressa Mattos M. disse...

Maravilhoso o seu texto sobre o Giane, Sérgio! Concordo com tudinho e o Fred foi a sua consagração mesmo. Bem que Passione poderia ser reprisada no Viva. O Cadu é um dos poucos bons personagens dessa novela chata e não por acaso tem o carinho do público. É o verdadeiro mocinho da história e não aquele Laerte babaca interpretado porcamente pelo Gabriel. Beijo.

Luma Rosa disse...

Oi, Sérgio!
Qual será o defeito do Gianecchini? (rs*) Eu ja havia esquecido de vários trabalhos dele e me lembrava apenas do papel que ele fez com Claudia Raia, bastante caliente! Por isso os artistas dizem que seus melhores trabalhos são os últimos. Assisti a peça "A Toca do Coelho" com ele e Maria Fernanda Cândido. Que maravilha! Ele merece o sucesso que tem!
Beijus,

Fabrício disse...

Sérgio, muito legal seu texto. Fez uma ótima análise da carreira dele e concordo tanto com os pontos altos quanto com os pontos baixos citados por você. E nessa novela o Cadu roubou a cena e virou um dos poucos personagens interessantes. E achei interessante você falar da má condução do Walcyr com o Dante em Sete Pecados e isso só comprova como vc sabe sim reconhecer os erros até dos autores que vc mais gosta. Quem diz o contrário é só pra tentar te desqualificar em vão. Abraço, amigo!

Adriana Helena disse...

Olá Sérgio, boa tarde amigo!

Adorei ler a retrospectiva da carreira do lindo e jovem Gianecchini, sempre considerado um símbolo de beleza e agora, refinado ator!

Seu progresso foi conquistado e hoje ele é reconhecido! Suas últimas cenas, na novela Em família foram lindas, tocantes! Uma carga dramática de peso, o que demonstrou que ele cresceu como ator e que ainda tem um longo caminho pela frente!

Afinal, ele é um guerreiro, pois lutou contra um câncer, sofreu muito e venceu a doença! Exemplo de determinação em todos os sentidos!

Fiquei maravilhada em vir aqui amigo, obrigada!
Beijos e uma ótima semana de estreia na Copa!!

Filha do Rei disse...

Realmente ele tem crescido,amadurecido em todos os aspectos. Neste personagem eu percebo que ele usa muito o olhar, o que fica subentendido.Alegro-me com esta fase .
Bjs

isa.folha@hotmail.com disse...

Oi Sérgio, que bom que você fez esse post. Parece que vc advinha tudo que eu quero falar quando resolve comentar alguma coisa aqui.
Bom... Giane é o perfeito exemplo (e põe perfeito nisso) de como a experiência pode dá mais suporte a evolução do que o talento nato.
Lembro dele em Belíssima, em laços de família onde era um péssimo ator. Péssimo. Mas no qual ninguém se importava porque era uma visão do paraíso em forma de homem de tão lindo que era a criatura. Ou seja, ninguém se importava se era bom se era ruim; Tinha carisma e era gato.
Fico mto contente que hoje, com a experiência, com o aprendizado ele tem se tornado esse ator que está mostrando ser. Isso vale também pro colega de cena dele: Humberto Martins, no qual está mostrando que se tornou um grande ator.
Tanto Humberto quanto Giane adentraram a televisão por conta do físico e hoje, conseguiram se firmar por talento.
Prova de que nem todos nascem um Antonio Fagundes, uma Fernanda Montenegro, mas que se pode aprender, evoluir e oferecer algo, mesmo que futuramente, além da beleza.
Espero que o mesmo aconteça com atores como Caio Castro e companhia; Torço pra que evoluam, e que por mais que tenham se infiltrado na TV pela aparência, se tornem com o passar dos anos, com o aprendizado, grandes atores e que o que valha seja o talento adquirido, no qual antes se foi tão duvidado.

Yasmin.

Anônimo disse...

Giane tá dando show diariamente nessa novela! Lindo teu texto. E esse palerma do Thallys considerar a Beatriz vilã mostra bem como é limitado para enxergar complexidade de personagens. Mas voltando ao ator, hoje terá uma cena dele que promete ser linda. É da separação definitiva dele da Clara! Tente ver!

Ana Carolina disse...

O Giane tá ótimo mesmo e roubou a novela pra ele. Um dos poucos personagens legais é o Cadu. O resto pode jogar fora.

Sérgio Santos disse...

O Reynaldo merece elogios mesmo, Ricardo. Tb gosto de todos esses personagens dele citados por vc. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Concordo, Silvana. E gostei do seu comentário! E quero te ver atuando por aí. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Chica. bj

Sérgio Santos disse...

É verdade, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Fernanda. Fico feliz que goste. E é mesmo, logo depois que postei esse texto li na coluna do Ricco o mesmo elogio. Coincidência msm. bj

Sérgio Santos disse...

Fico feliz que tenha gostado, Vera. Eu nem achei ele péssimo em Laços de Família, pelo contrário, o achei bem promissor. Mas em As Filhas da Mãe ele foi mt mal, então me desanimei. Mas com o tempo fui vendo esse amadurecimento dele. Sim, venceu o câncer e voltou com tudo. bjs

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Melina. Eu sempre gostei dele como o Pascoal, mas imaginei que com o tempo iam se acostumar com o sotaque. Ele é talentoso e seu amadurecimento é nítido. bjs

Sérgio Santos disse...

Oi Raquel, que bom que gostou. Olha, eu nem colocaria o Jayme nesse time deprimente que vc citou pq acho ele regular. Já os outros acho horríveis msm.

O Gianecchini se dedicou e tem colhido os frutos. Merecido e concordo que ele está pronto. O Fred foi sua consagração definitiva. Bjão!

Sérgio Santos disse...

Essa cena foi linda, né Rita? Foi a mais emocionante da novela de longe. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Thallys, o Gianecchini além de bom ator e de ter melhorado a olhos vistos, é uma pessoa ótima mesmo e uma simpatia. Não por acaso tem o carinho dos colegas.

Não sabia dessa história das Clarinas dizerem que Alinne não faria sucesso, mas é uma imensa imbecilidade. Óbvio que ela faria uma ótima Marina, mas o casal com certeza teria a mesma rejeição pq o problema foi a condução e não o elenco.

Sobre a Beatriz, confesso que não me surpreendi em vc achá-la vilã. Mas ela era a protagonista, já que naquela novela não tinha um casal romântico e sim só ela como personagem central. Fora isso, uma vilã jamais teria como parceira e conselheira uma anja (Cláudia Jimenez). A anja, aliás, tinha como objetivo fazê-la deixar seu egoísmo e arrogância de lado, para dar valor ao que ela tinha de bom. De acordo com a lógica da trama, ela e Dante ficariam juntos, mas a química dele com a Giovanna Antonelli falou mais alto. E a condução da trama foi péssima, o que acabou ajudando pra isso tb.

O Gianecchini sofre mta perseguição e birra de parte da crítica e do público, mas não dá pra negar sua evolução. Ele merece elogios e mts.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Marilene! =) bjssss

Sérgio Santos disse...

Ele tá mt bem, Kellen. Merece elogios. Obrigado pelo comentário.

Sérgio Santos disse...

F Silva, eu achei ele mt fraco no começo de Laços de Família, mas ao longo da novela vi uma clara melhora e nas cenas dele envolvido no conflito Camila X Helena, o achei mt bem. Já em As Filhas da Mãe o achei péssimo do início ao fim.

Ele se entregou ao Toni e fez mt bem, ainda que a novela tenha sido horrível e o mocinho um saco. Mas dali em diante ele cresceu a olhos vistos, tendo um tropeço em Sete Pecados (por culpa do Walcyr, mas dele tb), e depois voltou mt bem em Belíssima. Foi uma grande novela do Silvio msm. Enfim, dali em diante só acertou. Abraço!

Sérgio Santos disse...

Anônimo, eu soube sim que o Aguinaldo alfinetou o Maneco e achei ridículo. Infelizmente ele não sabe e nunca saberá o que é ética. Triste.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Andressa. Nossa, seria incrível se o Viva reprisasse a maravilhosa Passione. Mas creio que ainda falta mt pra esse dia chegar. Já o Vale a Pena Ver de Novo nunca irá reprisar por causa da maldita classificação indicativa.

Sim, costumo dizer que o Cadu é o verdadeiro mocinho. Se bem que nas novelas do Maneco não há mocinhos e nem mocinhas, já que a protagonista é só a Helena. Mas como o Laerte foi "classificado inicialmente" como mocinho, realmente o Cadu humilha ele. bjs

Sérgio Santos disse...

Nossa, Luma, queria ter visto essa peça, especialmente quando ele voltou aos palcos. Foi tão emocionante. Mas não consegui. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Fabrício. Sim, eu sei ver todos os defeitos até dos autores que gosto. Mas claro, o que eu considero defeito. E no caso de Sete Pecados, o Walcyr errou muito, embora no saldo geral classifique a novela como regular. E o Dante foi um exemplo. O personagem era ruim, ele conduziu mal a trama, o Gianecchini foi apático e o resultado foi péssimo. Mas vai ter sempre alguém pra dizer que eu elogio demais X, critico mt Y, sou parcial, etc etc etc. Normal. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Adriana, seus comentário estão sempre repletos de alto astral. rs Obrigado pelo seu carinho de sempre. bjs

Sérgio Santos disse...

Concordo com vc, Cléu. bjs

Sérgio Santos disse...

Yasmin, que bom que eu sempre adivinho. rs Ele evoluiu muito mesmo e está ótimo nos últimos trabalhos. Mas nem achava ele péssimo em Laços de Família.

Boa menção ao Humberto Martins, que desde que se livrou das novelas do Lombardi, pôde mostrar que é um profissional versátil. Ele tb conseguiu se firmar e com méritos. Mas sobre o Caio Castro, olha, não sei não... Até pq ele primeiro terá que baixar a crista e engolir o ego. bjs

Sérgio Santos disse...

Anônimo, eu vi a cena da separação hj e realmente foi linda. Ele, Giovanna e Vitor deram um show.

Sérgio Santos disse...

Tb gosto do Cadu, Ana.

Thallys Bruno Almeida disse...

Bem, Sérgio, já que vc falou sobre ser vilã: eu vi Malévola e adorei a interpretação da Angelina Jolie, a veracidade que ela passa pra cada conflito da personagem, a entrega dela. Gosto sim de personagens complexas e acho bem-vindas, mas de preferência na mão de atrizes de verdade, como a Jolie e a nossa Glória Pires (que viveu a Júlia em Belíssima). Coisa que a Priscila Fantin não é nem de longe. Mas deixe estar. Não sou obrigado a gostar das coisas na marra e nem vou dar trela pra esse tipo de anônimo que só sabe usar xingamento pra firmar opinião e depois quer ter moral pra me criticar.

Sérgio Santos disse...

Bem, Thallys, aos poucos tudo vai ficando mais claro. Então vc não considerou a Bia complexa pq ela foi interpretada pela Priscila Fantin, que vc não acha boa atriz. Só que uma coisa nada tem a ver com a outra. Aliás, eu tb não acho a Priscila uma grande atriz, no máximo regular. Ela foi bem como Bia, mas nada de incrível. Só que isso não anulou em nada a complexidade do papel.

A Júlia de Belíssima não era nada dúbia, pelo contrário, transbordava integridade e ainda sofria porque nunca superou a beleza de sua mãe e era constantemente humilhada pela avó. Dúbia era a Norma, de Insensato Coração. Mas, claro, que Júlia era um tipo complexo, mas não pela questão de ser mocinha e vilã ao mesmo tempo. Nada a ver.

Malévola é um ótimo filme e a Angelina está impecável. Mas vejo que vc se preocupou mais em falar, de forma indireta, claro, que Sophie não é uma atriz de verdade, já que todo esse papo de complexidade, obviamente, está se dando por causa da Amora, mais uma vez. Bem, vc tem todo o direito de achá-la uma atriz de quinta categoria, mas eu acho ela ótima e deu um show em Sangue Bom, merecendo cada elogio que recebeu. Só que o fato de vc detestá-la, pelo que constato novamente, te fez ignorar toda a complexidade da Amora, assim como vc fez em relação ao papel da Fantin em Sete Pecados.

Thallys Bruno Almeida disse...

Não acho que tenha indireta pq o tempo todo a atriz que eu critiquei foi a Priscila Fantin. Só.

Anônimo disse...

"Não acho que teve indireta!" Como esse Thallys é cínico! Ainda bem que o Sérgio sabe com quem está lidando. "Gosto de personagens complexas mas que sejam interpretadas por atrizes de verdade" Deve ter se segurado mt pra não falar da Sophie!!!! Mas de nada adiantou pq o Sérgio pegou no ato! huahuahuahuahua

William O. disse...

Esse ator, que não gostava quero fazer questão de colocar isso, está carregando a novela nas costas. Até a Shirley que prometeu e não cumpriu se perdeu. Virou uma futriqueira ao invés de vilã. O Cadu é um dos poucos bons personagens sendo interpretados dignamente.

Li seu comentário sobre a Amora de Sangue Bom e concordo com você. Pena que não conhecia esse blog na época da novela. Aquela personagem era complexa e foi muito bem interpretada pela Sophie que agora estará em O Rebu, correto?

Sérgio Santos disse...

William, o Gianecchini está mt bem mesmo. O Cadu é um bom personagem e está sendo bem interpretado. Pena que seja uma exceção na novela. Eu ainda gosto mt da Shirley, mas a personagem não aconteceu, o que é uma lástima. Maneco poderia ter explorado esse papel de inúmeras formas mas preferiu focar só em blá blá blá. Uma pena.

Pena que vc não conhecia mesmo, tinham debates acalorados na época de Sangue Bom. Amora foi uma personagem incrível e mt bem interpretada. Essa sim era a responsável por todas as tramas da novela. Era o centro de tudo. E deixou saudade para os que a adoraram e até para os haters que ainda dão um jeito de falar dela.

Sim, ela estará em O Rebu, fazendo a filha adotiva da Patrícia Pillar. Abraço e bem vindo.

Sérgio Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.