sexta-feira, 20 de junho de 2014

Helena X Luiza: um dos poucos conflitos que tiram "Em Família" do marasmo

Manoel Carlos sempre gostou de retratar conflitos entre mães e filhas em suas novelas. E este tipo de drama sempre rende boas cenas para as atrizes e também para o público que acompanha os embates. Atualmente, em "Em Família", um dos poucos acontecimentos relevantes da trama é justamente o conflito envolvendo Helena (Júlia Lemmertz) e Luiza (Bruna Marquezine) por causa de Laerte (Gabriel Braga Nunes).


Luiza acabou se apaixonando por Laerte, o homem que era antigo amor de infância de sua mãe e que desgraçou a vida da família há 20 anos. Em um surto de ciúmes, o rapaz na época acabou tendo uma briga feia com Virgílio (Humberto Martins) e, após o embate violento, enterrou seu rival vivo, que só se salvou graças ao cachorro Federal, que o encontrou horas depois. A situação trágica foi o único grande acontecimento da novela e marcou a segunda fase.

Obviamente, a gravidade deste crime (que acabou ocasionando a prisão de Laerte e um infarto fulminante do pai de Helena) impede que haja qualquer tipo de aceitação do público para com a relação amorosa de Luiza e Laerte. Portanto, a imensa rejeição que este casal sofre não chega a ser nada surpreendente.
E claro que a rejeição seria da mesma forma caso Helena tivesse algum envolvimento com Laerte depois de tudo o que aconteceu. Portanto, este embate criado pelo autor não tem como foco o tradicional 'Quem vai ficar com quem?' e, sim, o 'Quem é que tem mais razão?'.

Só que todos os personagens envolvidos nesta questão foram construídos pelo autor de forma errônea, impossibilitando qualquer tipo de empatia por qualquer um deles. Laerte, depois de tudo o que fez, jamais poderia ser considerado um 'mocinho dúbio' como chegou a ser colocado no início na trama. Na segunda fase era possessivo, egoísta, descontrolado e emocional. Na terceira, virou um sujeito arrogante, que trata mulher como um objeto de conquista e não demonstra sentimentos por ninguém. Já Helena, era na primeira fase uma menina brincalhona, na segunda virou uma sedutora irresponsável e na terceira se transformou em uma mulher amarga, que trata seu marido com desdém e ainda demonstra inveja da filha quando descobre o namoro com seu ex.

E Luiza é uma garota detestável. Sempre acha que está certa, transborda independência mesmo sem trabalhar e morando em um apartamento pago pela família, esbanjou hipocrisia quando seu até então namorado (André - Bruno Gissoni) desconfiou do seu relacionamento com Laerte, e para culminar começou a namorar o ex da mãe, que desgraçou a família e ainda enterrou seu pai vivo.

Porém, verdade seja dita, o caso de Luiza é uma tradição nas novelas de Manoel Carlos. Todas as filhas de suas Helenas despertam antipatia do público. Basta relembrar alguns casos, como a Joyce (Carla Marins) em "História de Amor", a Maria Eduarda (Gabriela Duarte) em "Por Amor" e a Camila (Carolina Dieckmann) em "Laços de Família" ---- esta última, que, ao contrário das outras, só conseguiu virar o jogo perante o telespectador quando descobriu um câncer. Mas nas três novelas citadas, as tramas eram bem construídas e envolviam quem assistia, ao contrário da atual.

Inicialmente, havia uma certa expectativa a respeito do início do envolvimento entre Luiza e Laerte justamente por causa dos conflitos e reviravoltas que a situação iria causar na trama. Porém, não demorou muito para o romance em questão cansar. Além das cenas do casal provocarem repulsa em grande parte do público, a repetição em cima do romance prejudicava ainda mais o ritmo da obra.

Agora, Maneco começou a mostrar novamente o lado obsessivo de Laerte, visto com detalhes na segunda fase, mas que acabou ficando de lado na terceira. Com isso, o autor desistiu de mostrar o personagem como um tipo dúbio, focando somente no ciúme doentio dele. A trama do casal ficou um pouco mais atrativa, até porque Helena presenteou a filha com o vestido de noiva que ela usou há 20 anos, com o intuito de deixar seu ex destemperado.

Aliás, a própria Helena ficou mais interessante após ter ficado bêbada durante uma noite e seduzido Virgílio, despertando um lado (debochado e cômico) até então desconhecido, mas que agradou bastante. Curiosamente, a partir desta situação, a protagonista ganhou contornos interessantes e a química com Humberto Martins ficou clara. Pena que tenha demorado tanto para este lado aparecer.

E apesar da história da 'filha que ficou com o amor da mãe' não ter sido bem desenvolvida pelo autor desta vez (ao contrário da impecável "Laços de Família"), Júlia Lemmertz e Bruna Marquezine estão ótimas. Bruna consegue imprimir veracidade em sua insuportável Luiza e se sai bem tanto nas cenas irônicas quanto nas dramáticas. Já Júlia é uma grande atriz e seu desempenho não chega a ser uma surpresa. Maneco acertou quando a escolheu para interpretar sua última Helena. Só é de se lamentar que a protagonista tenha tido tão pouco destaque na história, cujo crescimento se deu apenas na reta final da produção.

Manoel Carlos é um autor expert em assuntos familiares, principalmente em relação aos tradicionais embates entre mãe e filha. Porém, infelizmente, até nesta sua especialidade o autor se equivocou em sua última novela. Mas, apesar do desenvolvimento da história deixar muito a desejar, é preciso elogiar o desempenho das atrizes e também fazer justiça e enfatizar que o conflito Helena X Luiza é um dos poucos acontecimentos que tiram "Em Família" do completo marasmo.

55 comentários:

Thallys Bruno Almeida disse...

A Marquezine não merecia uma personagem com um desenvolvimento tão ruim. Se Maneco voltasse a se inspirar como nos bons tempos, esse poderia ser o grande papel da carreira dela - vide Dieckmann, Deborah Secco e Carla Marins, que mesmo vivendo típicas ''pestes'', trouxeram esses papeis a favor delas e fizeram sucesso. Porém, a boataria na mídia e o namoro midiático acabam ficando mais fortes, fazendo o populacho acreditar em tudo que os colunistas dizem dela. Uma pena, pq ela tá ótima. Aliás, eu gostava da Helena na segunda fase vivida por ela. Sério.

A Lemmertz parecia sofrer do mesmo mal da Lilia Cabral em Fina Estampa: uma ótima atriz com um péssimo papel. Mas gostei da cena da surpresinha pro Virgílio. Tirou a personagem da inércia e a fez reviver a vida, até resgatando um pouco da sensualidade de sua fase jovem. E pelo visto vem mais por aí.

Sobre o Braga Nunes, vc sabe que eu o acho um ótimo ator até Saramandaia, mas peguei um entojo tão grande da cara dele depois de ter visto algumas histórias sobre a arrogância dele na vida pessoal. Tá, não se deve misturar isso, mas acabou sendo inevitável. E como o personagem é um total babaca, juntando com a atuação apática dele, não aguento nem a voz. Espero que tenha melhor sorte num trabalho próximo.

Anônimo disse...

Se a novela é chata, é insossa, por que assiste? Tem tanta coisa interessante nesse horário na TV a cabo, por ex. Sem contar que como diz o Lulu Santos, há tanta vida lá fora e você trancado em casa vendo em família.

Letícia disse...

Boa noite meu caro Sérgio, tudo bem?

Realmente o Manoel Carlos sabe desenhar bem o relacionamento de mãe e filha... É claro que nem sempre é assim, porém quando existe, é bem complexo... Há muitos sentimentos em jogo, principalmente quando há uma competitividade entre elas, mesmo que não seja declarada, mas nitidamente visível... E no caso do Maneco ele sabe fazer bem este conflito repleto de vários sentimentos que nem sempre são tão bons como gostaríamos que fosse... Ao contrário, muitas vezes pode ser uma guerra... Vamos deixar estas análises para os terapeutas de família... kkk
Eu sempre gostei muito das novelas do Maneco, mas as últimas não me chamaram muito atenção, porém os tramas famílias estão todos lá... Maneco sabe fazer filhas detestáveis... Em Laços de Família, me desculpa, mesmo com a doença acha a personagem Camila era muito chata, sem contar que roubou literalmente o namorado da mãe... É claro que o rapaz se "deixou" roubar e para mim a personagem poderia ter perfeitamente ter morrido, mas como não foi eu quem escreveu a novela.
Mas para mim a pior de todas foi a Joyce, a lembrança distante que tenho dela era de alguém muito cruel mesmo com a mãe, ao ponto de expulsá-la de casa (se não me engano deve uma cena assim, ou algo bem parecido e ainda por cima tinha um namorado que não era flor que se cheire... E acabou esnobando o sensível e apaixonado Bruno...
Sobre a Maria Eduarda... Era horrível também, obcecada pelo marido (que também era bem detestável), o casalzinho se merecia... Eu preferia a personagem da Viviane Plasmanter, era bem mais interessante apesar de ser considerada quase uma vilã.Pena que morre durante a estória...
Das três a que menos acho chata, apesar de achar chatíssima sim, é a Luiza... Apesar de que namorar o ex da mãe e quase assassino do pai e não normal... Sem contar que foi morar sozinha e ainda vive às custas dos pais mesmo batendo de frente com eles o tempo todo... Pensando bem, realmente a moça é bastante insuportável ao se relacionar com um psicopata... Esquece o que disse acima, Luíza de fato, é muito sem noção...Tenho que dá o braço a torcer, a menina se superou... E ela sabe que ele tentou acabar com a vida do pai... Este caso o amor é cego, surdo, mudo e burro...kkk
Voltando ao Maneco, realmente ele sabe dissecar estas questões familiares como ninguém... Ao menos sabia antes, vê suas personagens... É percebível que a Helena se sente ligada ao Laerte e seu incomodo em relação ao envolvimento da filha com o ex. E a Luíza não ter a sensibilidade de perceber que aquele homem fez muito mal a família. E ainda relevar como se não fosse nada... É complicado, talvez Freud explique... kkkk
Pena que o Maneco realmente tenha perdido a mão... É um fim melancólico para um autor de seu porte... Acontece...

Um abraço Sérgio e um ótimo final de semana...

Anônimo disse...

que termine logo essa novela maldida nao aquento mais ela nao suporto mais essa salada de chuchu que e essa novela espero sinceramente que imperio novela do aguinaldo silva seja um novelão maravilhoso e que me faça esquecer essa novela chata, ridicula ,é sem nocao do manoel carlos ele tem mais e que se aposentar mesmo ja nao faz mais falta .

✿ chica disse...

Putz, essa novelinha tá chata, chata.. Nem sei porque em fico olhando.Acho que na esperança que melhore,rs Pra mim a pior é a Luiza pois a Bruna trabalha muito mal. Até sua voz é irritante, histérica. Laerte é um porre também! Detesto! Mas tem os bons que equilibram!E agora falta pouco pra acabar.Quero ver o fim! abração,chica

Anônimo disse...

Essa história da filha se apaixonar pelo cara que tentou matar seu pai e destruiu a vida de sua mãe é ridícula e extremamente absurda. Não acredito no "amor" de Luíza pelo Laerte. Pra mim só é desejo e capricho dela.
Império terá que rebolar muito para ser pior do que Em família.

Melina disse...

Sérgio, querido, que dupla intolerável. Mãe chata e filha pior. Concordo com a sua crítica na parte onde esse conflito é uma das poucas coisas que movimentam a novela, mas discordo com relação aos desempenhos. Acho Júlia bem embora já tenha tido papéis melhores, mas a Marquezine está muito ruim. Ela precisa de uma fonoaudióloga porque muitas vezes não dá pra entender o que ela fala. Fora que o estrelismo está cada vez pior. Mas isso não tem nada a ver com sua atuação. E eu dou graças a Deus que essa novela está acabando, embora essa próxima que já mudou de nome de novo não me cause nenhum interesse. Até suspeito que ela seja uma nova Duas Caras do mesmo autor. Um beijo e bom domingo.

MICHELE OLIVEIRA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MICHELE OLIVEIRA disse...

Olá Sérgio.
Confesso que não consigui detestar a Luiza tanto quando detestei a Joyce (essa deveria ter casado com o Caio e ter passado a vida sendo espancada de tão nojenta que era) e a Camila (nem o câncer que ela teve me fez engolir e simpatizar com aquela criatura mimada e chata).
Luiza é mimada, é arrogante, teimosa, cheia de si e sem noção. Mas é uma menina apaixonada, assim como a Helena foi. É errado ela se envolver com o Laerte, mas também não é um crime hediondo, que justifique a mãe repudia-la e a família toda crucifica-la. Particularmente, acho que a condução do romance da Clara com a Marina, foi muito mais condenável. Afinal, Clara era uma mulher casada e com filho, mas ficou dando mole para a outra..ou seja, ela se deixou envolver.Mas enfim, é questão de opinião. E admito que acho a Helena muito mais detestável que a Luiza.

Anônimo disse...

A Globo podia passar historia de amor no lugar de em família. E não venha dizer que é loucura pois ela já reprisou novelas em horário de inéditas, em 86 passou locomotivas de 1977 as 19 hs.

Anônimo disse...

Luiza e Laerte mereciam morrer no final dessa novela ruim. Nunca vi personagens tão mal desenvolvidos e mal interpretados. Duplinha péssima e nem química conseguiram ter. Parecia até que o Laerte tá abusando de uma menor já que ver aquele Gabriel lambendo a boca da Bruna que mal saiu das fraldas é nojento. Mas a Júlia é uma atriz maravilhosa e lamento que tenha pegado uma Helena tão ruim. Ela não merecia.

Andressa Mattos M. disse...

Oi Serginho! Olha, concordo e discordo. Isso porque quase não tem embates entre elas, então nem assim a novela sai do marasmo. Aliás, nunca vi demorar tanto pra começar um romance do Cadu com Verônica. E olha que eu vejo pouco a novela.

Mas voltando ao conflito Mãe X Filha, o Maneco sabe mesmo como fazer isso, só que nessa novela até nisso errou. Foi difícil criar empatia com Helena e com a ridícula da Luiza nem se fala. O Laerte é um tipo tão insuportável que não creio que exista alguém que goste dele ou até que ame odiar, como ocorre com bons vilões. Enfim, tudo errado.

A Júlia está mt bem de Helena, mas não acho a Marquezine isso tudo. Em Salve Jorge comecei a mudar minha impressão sobre ela e observar que não é a atriz maravilhosa que transparecia na infância. O que ela tem de bom é a facilidade em chorar e isso é uma boa bengala pra uma atriz, mas não tudo. Ela é cansativa na sua fala que não muda o tom de voz nunca. Parecido até com o Gabriel Braga Nunes, que já li você comentando que ele sussurra o tempo todo. Admito que não havia reparado nisso antes de vc falar, mas depois que vc disse eu não consigo mais não reparar. Irrita mesmo.

Seu texto está muito bom só pra variar um pouquinho. rsrs Beijos.

Rita Sperchi disse...

Bom domingo Serginho querido

Bom agora lembrei mesmo das outras novelas e de como as filhas brigam com as mães, é verdade sim...mas essa é de lascar, adoro a Bruna, a Julia...Mas que não vejo a hora que acaba ah isso espero rapidinho....só quero ver o final como vai ser, Laerte e Luiza juntos ou não..sei la pra quem eu torço..to nem ai rsrsrsr

Abraços
Rita!!!
╰✿✿╮

Lulu on the Sky disse...

O Maneco é mestre em mostrar conflitos entre mãe e filha porém nessa novela tá duro de assistir
big beijos

Anônimo disse...

Concordo em tudo do seu texto nem tenho o que acrescentar, só discordo sobre o bom desempenho da Bruna já que eu estou achando ela bem ruinzinha aliás pra mim ela só atuava bem quando era pequena mesmo, a sorte dela é a incrível facilidade que ela tem de chorar

Lucas disse...

É, pena mesmo, uma novela que tinha tudo pra dar certo, elenco bom (tirando o Braga nunes e a Natália do Vale) e um autor que sempre foi incrível....

Ouvi um tititi de que o Maneco tinha parado de escrever a novela, pq tinha muitos elementos que não são característicos dele, e quem estaria escrevendo era a filha dele. Será que é verdade?

Sérgio Santos disse...

A Marquezine esteve bem melhor vivendo a Helena do que vivendo a Luiza, Thallys, o que não implica que esteja ruim agora. Ela faz o que pode com o papel. A Júlia está impecável e não chega a ser surpresa.

Eu nunca gostei do Gabriel como pessoa e como ator, como já disse várias vezes, sempre o achei regular e olhe lá. Mas agora ele tá péssimo.

E sobre a vida da Bruna, o relacionamento ficou maior que a carreira, o que é uma pena, embora ela tb não se esforce para amenizar isso.

Sérgio Santos disse...

Anônimo, se vc não gosta do blog pq comenta? Tem tanta coisa legal pra fazer lá fora ao invés de acessar um lugar que odeia.

Sérgio Santos disse...

Olá min ha cara Letícia. Vc é ótima pra fazer análises terapêuticas. rs

E adorei seu comentário sobre a Luiza, então no meio do comentário vc constatou que ela é uma cretina, né? rs Acho Luiza a pior de todas. Nossa, intolerável.

Olha, a Joyce era outra praga e ela merecia aquele namorado marginal dela. A Maria Eduarda com seus ataques histéricos era dose de suportar e eu tb preferia a Laura de longe.

Sobre a Camila, eu adorava quando a Íris humilhava ela e a chamava de Judas. Era uma das melhores partes da novela. Mas depois do câncer e da cena da raspagem dos cabelos, meu ódio diminuiu consideravelmente. Mas não apaga o que houve realmente. E no fundo eu gostei da Helena com o Miguel, ele a amava tanto.

Beijão e boa semana.

Sérgio Santos disse...

Anônimo, não tenho mtas expectativas em cima de Império, mas torço para que o Aguinaldo Silva de Senhora do Destino esteja de volta e não o de Fina Estampa.

Sérgio Santos disse...

Chata mesmo, Chica. E não tem mais jeito não. Tá quase no fim. Já era. bjs

Sérgio Santos disse...

Anônimo, tb acho um capricho, mas ainda que fosse um amor não justifica. Vamos ver como será Império...

Sérgio Santos disse...

Oi Melina. Já achei a Helena bem mais insuportável, agora até gosto dela. Pena que Maneco tenha demorado tanto para deixar a personagem interessante. Já Luiza é uma infeliz mesmo. Acho Júlia ótima e Bruna bem, mas entendo sua concepção. Mta gente tem reclamado da Marquezine, mas eu gosto da atuação dela. Não acho extraordinária, mas acho que ela está, sim, bem.

Olha, o personagem do Alexandre Nero se assemelha um pouco com o Ferraço de Duas Caras. Será que a novela será parecia? Tomara que não pq a trama foi bem chata. bjs

Sérgio Santos disse...

Oi Michele. Olha, Joyce merecia mesmo aquele Caio e a Camila foi detestável tb, embora minha raiva tivesse diminuído com a doença.

Mas olha, eu discordo de vc. A atitude da Luiza não configura crime, mas a hostilidade da família é plenamente aceitável. Se Laerte fosse só ex da mãe, ok, seria uma situação chata, inconveniente, mas não justificaria o repúdio. Mas a partir do momento em que Laerte tentou matar o pai dela tudo muda. Vc levaria de boa isso? Se minha filha estivesse namorando um cara que tentou me matar, eu nunca mais olhava na cara dela. Beijosssss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, já faz um certo tempo que a Globo fez isso, né?

Sérgio Santos disse...

Anônimo, por mim eles morreriam mesmo. E eu tb nunca gostei desse casal e podem me chamar de preconceituoso, mas acho desagradável ver o Gabriel beijando a Bruna. Parece mesmo uma espécie de pedofilia, ainda que não seja pq ela é maior de idade.

Sérgio Santos disse...

Muito obrigado, Andressa. E eu concordo com vc, é verdade, os embates tb não ajudam a movimentar a novela, mas, como eu coloquei no texto, ao menos tira um pouco do completo marasmo. Já é alguma coisa, ainda que pouca.

Tb não gostei da Bruna em Salve Jorge e a Roberta Rodrigues a engolia em cena. Ali eu tb comecei a mudar minha impressão sobre ela, mas eu ainda acho mt talentosa. Gosto dela como Luiza e não tenho o que reclamar, embora não ache incrível. Sobre o Gabriel, eu sempre observei isso. Os sussurros dele irritam e ele não muda o tom de voz nunca. Fora a inexpressividade. bjssss

Sérgio Santos disse...

Rita, com certeza Luiza e Laerte nao ficarão juntos. Até pq o autor desistiu de tentar mostrá-lo como um tipo dúbio, focando agora somente na psicopatia dele. bj

Sérgio Santos disse...

Concordo, Lulu.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anônimo. Ela tem facilidade de chorar mesmo.

Sérgio Santos disse...

Lucas, eu acho a Natália do Vale uma grande atriz. Mas o Gabriel eu não gosto msm.

Duvido que seja verdade. O Maneco não abandonaria a novela dele. Isso ele fez em Sol de Verão mas por causa do choque da morte do ator.

Lucas disse...

Não tô dizendo que ela seja ruim, mas sempre interpreta os mesmos personagens, todos parecem tão iguais, ela sempre tem os mesmos trejeitos...sei lá cara, mas quando vejo ela em novelas sempre parece mais do mesmo..

Patricia Galis disse...

Já parei de ver faz tempo, pensei que ia ser uma maravilha até pq era a ultima no Manoel, mas a historia é chata. Concordo que ninguem relatava conflitos de mãe e filha como ele, mas dessa vez não deu certo. Não vejo a hora e acabar rsrs

Gustavo Nogueira disse...

Concordo, Sérgio.Os embates entre Helena e Luiza é uma das poucas coisas que tira Em Família do tédio em que se encontra.Mas mesmo com os embates, a trama está longe de ser boa ou ótima.Mudando de assunto Sérgio, o que vc acha da atuação da Erika Januza, que interpreta Alice?Estou achando péssima.Me decepcionei muito com essa atriz, porque eu gostei dela como a protagonista em Subúrbia e achei que ela teria uma boa atuação em sua primeira novela.Mas não, ela está bem ruim.E não acho que a Bruna Marquezine esteja tão bem como a Luiza, eu gostava muito mais da atuação dela como a Helena jovem.

OX disse...

Sérgio, o Manoel Carlos é expert nesse tipo de relação mas é assustador constatar que até nisso ele tenha perdido a mão. A relação de Helena e Luiza foi mal feita e foi impossível se envolver com essa história. O autor até pediu desculpas pública a Julia Lemmertz pela personagem no Jornal O Globo. Chegou a ler? Decepcionante.

Acho a Bruna uma atriz mediana e Luiza não está entre seus melhores desempenhos, mas a Júlia é sempre um prazer assistir, ainda que numa Helena fraca como essa. A novela foi uma decepção e um fracasso. Afundou os altos índices conquistados por Amor à Vida. Que acabe logo porque não deixará saudades. Um abraço.

Raíssa disse...

Essa Luiza é um entojo e a Marquezine tá se achando a estrela. Atrasa gravação pra ficar com Neymar, é grossa, dá entrevista com má vontade... É bom a Globo dar um gelo nela que nem fez com o Caio Castro.

Sérgio Santos disse...

Ok, Lucas, mas de fato há mts perfis parecidos que ela interpreta.

Sérgio Santos disse...

Te entendo, Patrícia. bjsssss

Sérgio Santos disse...

Gustavo, com certeza, apesar desses conflitos ajudem a movimentar, nem que seja um pouco, a novela, nao a deixa ótima. Aliás, ela está mt longe disso. É fraca demais msm.

Acho a Érika péssima e tb me enganei com ela em Suburbia. Talvez pq aquela personagem dela só ficasse chorando e gritando. Acho Bruna bem como Luiza, mas não incrível. abçs

Sérgio Santos disse...

Eu li sim, OX. Foi no Canal Extra desse domingo, se não me engano. Bacana ele ter se desculpado com ela, porque ele errou mt mesmo. Pena pq era um grande autor, mas que foi perdendo a mão, até se perder de vez. Abçs.

Sérgio Santos disse...

Raíssa, realmente há mtas notícias a respeito disso. Ela, infelizmente, acabou cavando essa exposição toda. Paciência. Mas ela ao menos tem talento, o Caio nunca teve... Só que concordo que um pouco de humildade não faz mal a ninguém.

Raquel disse...

Oi, Sérgio!

Em Família pra mim é a prova de que falar mal de uma novela é motivo suficiente pra garantir alguma audiência. Não estou vendo nenhuma novela mais atualmente, mas EF é a única que eu continuo acompanhando só pra ver a presepada que o Maneco ia aprontar e falar mal depois... Não assisto a novela pq é chata, mas sempre olho as notas de fofoca sobre ela. :P

Ao contrário de você que diz que a grande questão da novela é "Quem tem mais razão?" eu digo que parece mesmo um "Quem é que está menos errada?", porque a disputa é dura. Maneco conseguiu equilibrar bem os defeitos de mãe e filha, com o intuito de dividir o público, mas esqueceu de dar virtude a elas e impediu justamente a identificação e a simpatia do público a elas. Acho a Luiza uma cretina e o fato de ela se envolver com o homem que desgraçou a vida dos pais dela (não sem muito mtoooooo aviso da parte de todo mundo)e ainda se fazer de vítima é desprezível. Só que quando você pensa na Helena e em como ela é chata e rancorosa, vc até tem preguiça de se tomar algum partido. O grande público tem que desprezar uma E simpatizar com a outra pra coisa ser boa de assistir. No caso dessas duas fica difícil.

Agora, com relação às outras filhas de Helena do Maneco, eu confesso que que nunca tive muita raiva delas... Na verdade, eu nunca entendi porque as pessoas odiavam as personagens; eu sempre conseguia ver o lado delas e colocava muito na conta de serem jovens. Inclusive, enquanto odeio a Marina e o Herval, eu nunca julguei tão pesadamente a Camila. Por alguns motivos: (1) Não tinha uma família em risco; apesar de namorado da mãe, o Edu nunca foi mais do que isso: um namoradinho. (2) A Íris fazia da vida da Camila um inferno; essa sim eu achava metida e insuportável. (3) Eu preferia 100000000 a Helena com o Miguel do que com o Edu; Camila tava fazendo um favor pra mãe de tirar o Edu da vida dela.

Finalmente, o Laerte sendo disputado por tantas mulheres é uma coisa surreal. O cara é um encosto! Maneco sempre teve em suas novelas o protagonista meio dúbio, sedutor e misoginista. Vide todos os Césares (que traiam suas mulheres), Pedro e Atílio (meu favorito, único por quem tive alguma simpatia). Mas com o Laerte ele errou tudo! Não tem como entender mãe e filha suspirando por um sujeito como aqueles, então é muito difícil se importar com o final dessa confusão. Vi mais pra cima que vc acha que a Luiza não vai terminar com o Laerte. Espero que você esteja certo, mas sinto que talvez esses surtos de psicopatia do Laerte sirvam apenas pra deixar o público nessa dúvida. Tipo a separação do Fabinho e da Giane em Sangue Bom, sabe?! Porque convenhamos, Maneco não tem trabalhado em uma segunda opção pra Luiza...

Mayra disse...

Não aguento olhar pra cara dessa Luiza e com uma novela chata dessas acaba ficando impossível de assistir. Nem acho que esse conflito movimente a novela porque nada consegue deixar essa coisa atraente.

Barbie Californiana disse...

Acho que a Helena está bem mais chata do que a Luiza, pois ela demonstra gosta do Laerte quando guarda objetos que remetem a ele... ela levou muito tempo para se desfazer do vestido de noiva e quando se desfez foi da pior forma, pois deu a filha... e o medalhão que ela guarda até hoje? Acho que se ela quer mesmo ver a filha largar o Laerte, primeiro ela tem que se livrar de tudo o que faz lembrar ele. O Laerte não é um mal rapaz só porquê namorou a Helena que é mãe de Luiza, mas sim porquê quase matou o Virgílio... tenho pena da Luíza e não raiva, pois ela ainda é imatura, só tem 18 anos... já o Laerte é homem feito, mas fica agindo como moleque e ainda é um psicopata sem cura, Sérgio. Cê viu o ataque que ele deu quando a Luíza deixou de atender a ligação do ex? beijinhos

Barbie Californiana disse...

Ps.: Creio que se Maneco deixar esse casal (Laerte e Luiza) juntos até o fim, vai desagradar e muito o público.

Anônimo disse...

Ontem eu resolvi dar uma olhada na novela Em Família (depois de meses) e eis que nada mudou, a julgar pelas notas dos sites, já não esperava muita coisa mesmo. Protagonistas parados, Bruna Marquezine ocupando quase todas as cenas, a vilã Shirley que nunca faz nada, enfim. Eu, inclusive, até felicito quem consegue assistir a novela diariamente e que esteja gostando do trabalho dessa menina (que inclusive conseguiu superar a chatice da Paloma de Amor a Vida). Nada dessa novela será lembrado uma vez que termine, disso eu tenho certeza.

Sérgio Santos disse...

Oi Raquel. Olha, a novela é mt fraca mesmo e nem dá pra acompanhá-la pq é difícil prestar atenção. É muita repetição, bla bla bla, personagens irritantes, enfim...

É verdade, talvez seja mudar pra quem tá mais errada, mas ainda assim a Luiza ganha de lavada.

Ah, eu odiava mt Camila, Maria Eduarda e Joyce. Mas achei o desempenho das três atrizes espetacular, vale dizer. Ainda que a Camila tenha 'apenas' ficado com o namorado da mãe, ela agia como se fosse uma inocente e a mãe uma louca que via coisas onde não existia. Eu amava a Íris torturando ela. O mesmo vale pra Joyce e pra Maria Eduarda, que vivia aos berros.

Concordo, Laerte não é um tipo dúbio, é um babaca de quinta. Maneco não soube desenvolvê-lo, ao contrário dos perfis do Zé Mayer, que eram meio canalhas e meio íntegros, dependendo da situação.

Mas no caso de Giane a Fabinho, a separação era apenas pra dar aquela enrolada tradicional de todo folhetim, não tinha razão pra preocupação, sempre falei isso. Já nesse caso, realmente não vejo possibilidade alguma nessa relação.

A não ser que Maneco queira "inovar" e faça um final infeliz, com a família brigada e todos se detestando. Até pq não vai colar Luiza feliz com Laerte, enquanto Helena, Virgilio e cia riem junto como uma bela família. Creio que Luiza ficará sozinha ou então com aquele típico personagem que só aparece no final pra ficar com alguém. Bjsssss

Sérgio Santos disse...

Entendo, Mayra. bjs

Sérgio Santos disse...

Barbie, essa cena da ligação eu não vi, mas imagino o surto. Ele é um cretino. Mas o autor quis passá-lo como um cara legal por mt tempo e não há paciência que aguente.

Sim, Helena tb não é santa, ela tem mta culpa nisso, até pq ela usava Laerte e Virgílio na adolescência como fantoches.

Mas Luiza já sabe bem o que tá fazendo.

E não acho msm que Maneco vá deixá-la com ele no final. Não teria sentido. bjssss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, é isso mesmo, ritmo arrastado e nada conseguiu ser desenvolvido dignamente. Tem até ator que nem entrou. E, olha, quem consegue ver a novela todo dia merece ser chamado de guerreiro.

jeff sp disse...

Eu revi a novela Por Amor no Canal Viva faz tempo e atualmente estou revendo História de Amor no mesmo canal, assim pude relembrar como eram as filhas da Helena de antigamente e comparar com a da novela atual. Não há como negar que todas as 4 (Joyce, Maria Eduarda, Camila e Luiza) são muito chatas mas em alguns casos fica evidente quando uma tem talento e outra não tem.
Apesar de Joyce ser chata, Carla Marins defendeu brilhantemente sua personagem, sem a Joyce, a novela praticamente não seria a mesma, ela deixou sua marca nessa novela. Joyce era o retrato vivo das típicas meninas urbanas e mimadas que só pensavam nelas mesmas, a atriz se entregou de corpo e alma a sua personagem. Por isso, ao mesmo tempo que não gostava das atitudes de Joyce, ficava vibrado com o talento da atriz.
No caso de Maria Eduarda, ficava evidente a falta de experiência da atriz Gabriela Duarte, somente estava na novela por ser filha de Regina Duarte. Viviane Pasmanter a engolia facilmente em qualquer cena que fosse. Lembro-me que em várias cenas cruciais, como quando Maria Eduarda descobre a gravidez de Laura ou quando descobre a troca dos bebes, Gabriela deixou muito a desejar. Desde a voz da atriz, os gestos, o ar de arrogância, tudo contribuía para que não gostássemos do trabalho da atriz, tanto que até hoje ele é lembrada pelo péssimo desempenho como Maria Eduarda. Pela reprise pude comprovar que o problema maior era a atuação da atriz e não o fato da personagem ser chata.
Ainda lembro bem da Camila de Carolina Dieckmann, confesso que não odiei muito o fato da personagem se envolver com o namorado da mão, pelo fato de que deslizes como esse infelizmente podem ocorrer na vida real também e eu conseguia ver os dois lados da história e também pelo fato de Edu também ter tido culpa no cartório, fica a impressão que a mulher é sempre culpada de tudo, vai entender né. Carolina Dieckmann defendeu bem a sua personagem do inicio ao fim, era uma atriz que já possuía uma bagagem de experiência e isso contribuiu muito. Eu pelo menos não via nada de errado na atuação de Carolina ao contrario da Gabriela Duarte né.
Por fim, no caso de Luiza, ainda não pude identificar com exatidão se o problema é a atuação da atriz, a péssima história que a envolve ou as duas coisas. Bruna até agora é somente lembrada por seu papel como Salete em Mulheres Apaixonadas, isso também pode ser um fator que contribui. Talvez devessem ter escolhida uma atriz mais experiente já que nem sempre a experiência de criança ajuda na fase adulta e isso é fato. Não gostei de sua personagem em Salve Jorge e não vejo motivos para gostar dela nessa novela. Mas acho que ela não foi ruim na primeira fase de Em Família, sua participação deveria ter sido somente até aí, não vi sentido algum em terem prolongado sua participação. Somente futuros trabalhos dirão se Bruna realmente tem talento.
Mas uma coisa é certa, Carla Marins e Carolina Dieckmann tinham muito mais a oferecer como filha de Helena se comparadas com essa atual.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, estou a um passo de desistir de assistir à novela, que é entediante e não dá vontade de torcer por nenhum personagem.
O mais estranho é que o casal protagonista central - Helena e Laerte - mal aparece junto. Quando o faz, é somente para lembrar mágoas do passado. Casais secundários são mais mostrados do que o par central...

Sérgio Santos disse...

Jeff, bom o seu comentário. Carla e Camila defenderam mt bem suas personagens mesmo, mas eu achei a Gabriela bem de Maria Eduarda. Claro, ainda era mt inexperiente, mas não concordei com o massacre que ela sofreu na época. E mta gente confundia a atriz com personagem tb.

Eu acho a Bruna bem, embora não incrível. Tb não gostei dela em Salve Jorge. Mas a trama da Luiza é mt mal realizada, difícil se envolver.

Sérgio Santos disse...

Elvira, Helena e Laerte nem podem ser mais considerados um casal central pq nada ali deu certo e com a história apresentada seria impossível torcer por eles. Eu desisti da novela e fiquei sem acompanhar mt tempo. Só via msm qd ia escrever sobre algo. Agora tenho visto mais pq tá acabando. bjs

Sérgio Santos disse...
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