sábado, 1 de fevereiro de 2014

Com um final antológico, "Amor à Vida" consagra atores e entra para a história da teledramaturgia

A primeira novela de Walcyr Carrasco no horário nobre ---- dirigida impecavelmente por Mauro Mendonça Filho e Wolf Maya ---- fechou seu ciclo com um histórico beijo gay e um final emocionante. Foram 221 capítulos com muitas histórias, várias reviravoltas, cenas antológicas, polêmicas e situações nunca antes abordadas em folhetins, como o casal gay que virou protagonista. Prevista inicialmente para ter 179 capítulos (mesmo número das antecessoras "Salve Jorge e Avenida Brasil"), a trama foi esticada pela emissora, devido ao bom resultado perante o público, e acabou terminando como uma das obras mais longas do horário dos últimos 10 anos.


Porém, não é a primeira vez que Walcyr se vê obrigado a esticar uma novela. "Alma Gêmea" (18h - 227 capítulos) e "Caras & Bocas" (19h - 232 capítulos) também ficaram mais tempo no ar devido ao sucesso alcançado. No caso de "Amor à Vida", até a duração dos capítulos ficou maior. Era praticamente um filme por dia, o que não deixou de ser uma dificuldade para o autor manter a história movimentada. Entretanto, os muitos personagens acabaram sendo úteis para que houvesse sempre um rodízio de acontecimentos, evitando a tradicional 'barriga'. Ou seja, enquanto um núcleo 'esperava sua vez', o outro ficava repleto de conflitos e assim por diante.

"Amor à Vida", por ter ficado muito tempo no ar, apresentou ao telespectador uma grande quantidade de histórias fortes, com apelo dramático, e também com boas doses de humor. E por não guardar conteúdo, o autor desenvolveu sua trama sem maiores enrolações. Entre os núcleos principais apresentados,
todos se destacaram positivamente, assim como os atores envolvidos. Porém, não há como contestar que Félix e Valdirene (Tatá Werneck) foram os queridinhos do telespectador.

O primeiro grande vilão homossexual da teledramaturgia foi brilhantemente interpretado por Mateus Solano, que tem ganhado, e ainda ganhará, vários prêmios devido ao seu grande trabalho. E o personagem proporcionou para o ator inúmeras possibilidades cênicas: após um início vilanesco, migrou do drama para a comédia, e depois ainda protagonizou um lindo romance com Niko (Thiago Fragoso). Porém, todas as fases mantiveram a essência do papel: o sarcasmo. Já Valdirene, fez de Tatá Werneck uma paixão nacional e deu prestígio a uma atriz que era muito mais conhecida pelo público da internet e da finada MTV. A periguete que não conseguia ser sexy ---- nem sabia andar de salto alto e tentava ser famosa e rica ---- caiu no gosto popular e cresceu muito na trama. O romance com Carlito/Palhaço (Anderson Di Rizzi) agradou e a parceria com Elizabeth Savalla (a ex-chacrete Márcia) foi outro grande acerto desse núcleo cômico. Vale citar ainda a excelente interação feita entre a novela e o BBB, quando ficção e realidade se misturaram de forma crível, destacando o talento de Tatá.

Mas a novela teve um elenco estelar e praticamente todos os atores puderam brilhar. Paolla Oliveira fez de Paloma a sua melhor personagem na carreira, com direito a uma cena antológica ---- quando Paloma parte pra cima de Félix após saber o que o irmão fez com sua filha ----, enquanto que Antônio Fagundes interpretou um ambíguo e machista César com maestria. Susana Vieira voltou aos bons tempos com sua Pilar e Thiago Fragoso foi crescendo até Niko virar 'a mocinha' da novela. Danielle Winits fez o país odiar sua Amarilys e, apesar de algumas caras e bocas, convenceu. Já Vanessa Giácomo aproveitou a chance dada pelo autor quando Aline virou a grande vilã da história, após a regeneração de Félix. Bruna Linzmeyer impressionou com sua atuação e emocionou em todas as cenas de Linda, uma autista que saiu da clausura graças ao amor de Rafael (Rainer Cadete).

Ary Fontoura e Nathalia Timberg foram merecidamente valorizados e formaram um dos casais mais bonitos da trama. Lutero e Bernarda esbanjaram sabedoria e o romance da terceira idade foi um dos pontos altos da história. Elizabeth Savalla, eterna parceira do autor, ganhou uma grande personagem e sua Márcia fez muito sucesso, assim como seus hot-dogs. Fabiana Karla mostrou através de sua Perséfone que, apesar do talento cômico, também sabe fazer cenas dramáticas. Marcelo Flores conseguiu brilhar com seu Filósofo e divertia nas cenas de briga com Denizard (o sempre bom Fúlvio Stefanini). Neusa Maria Faro (Ciça), Paula Braun (Rebeca), Mouhamed Harfouch (Pérsio), Lúcia Veríssimo (Mariah), Bel Kutner (Joana), Carol Castro (Silvia), Sandra Corveloni (Neide), Genésio de Barros (Amadeu), Vera Zimmermann (Simone), Carolina Kasting (Gina), Bárbara Paz (Edith), Rosamaria Murtinho (Tamara), Françoise Fourton (Gigi), Luis Melo (Atílio/Gentil) e Thalles Cabral (Jonathan) também brilharam. Já Fernanda Machado interpretou a perversa Leila de forma impecável e foi o grande êxito do conturbado núcleo da falecida Nicole.

Aliás, esse núcleo foi um dos pontos negativos da novela. A polêmica envolvendo os cabelos de Marina Ruy Barbosa prejudicou a trama e o autor acabou matando Nicole, que estava sendo muito bem interpretada pela atriz. Com isso, a trama se perdeu e a personagem virou um fantasma que aparecia para Thales (Ricardo Tozzi). E infelizmente, Daniel Rocha (Rogério) acabou sendo prejudicado, já que seu personagem perdeu a importância que tinha. Ainda assim, Walcyr conseguiu movimentar a história com a entrada de Natasha (Sophia Abrahão), irmã de Nicole e filha de Lídia (Ângela Rebello). Entretanto, o desfecho escolhido por ele decepcionou, já que Thales não merecia terminar se casando com a irmã da menina que ele tentou dar um golpe com a ajuda de Leila.

Outro equívoco da novela foi o casal Michel (fraco Caio Castro) e Patrícia (ótima Maria Casadevall). A única função da dupla na trama era transar e as brigas e reconciliações andavam em círculos. Apesar dos atores terem tido química, o par cansou rapidamente. A história de Perséfone foi muito bem desenvolvida, expôs o preconceito contra os gordos e a atriz ainda protagonizou ótimas cenas com Rodrigo Andrade (Daniel) e Marcelo Argenta (Vanderlei/Coqueirão), entretanto, foi desnecessária a parte sobre o 'bigodinho' da personagem. E apesar de quase todos os atores terem se destacado, alguns nomes não foram valorizados: José Wilker (que entrou depois da metade da trama), Cristina Mutarelli (Priscila) e Vera Mancini (Maristela), por exemplo.

Porém, "Amor à Vida" apresentou muito mais qualidades que defeitos. E o final foi antológico. Após já ter apresentado o desfecho de alguns núcleos na quinta-feira (30/01) ---- como o hilário casamento de Valdirene ao som de funk, Gigi vendendo quentinhas e Perséfone virando modelo plus size ----, o autor iniciou o último capítulo com o embate entre Aline e César. Antônio Fagundes e Vanessa Giácomo fizeram bonito e a cena foi forte, principalmente quando a vilã tira a máscara de boa moça e cospe no rosto de seu 'ex-marido', que sofre um AVC. A sequência em que Pilar revela que foi a autora da sabotagem no carro da mãe de Aline (que matou a mulher e deixou Mariah paraplégica) também foi grandiosa e Susana Vieira brilhou. O festival de casamentos serviu para coroar os tradicionais finais felizes dos casais, incluindo Bruno e Paloma, que renovaram os votos, e Márcia e Gentil que casaram rapidamente por causa do início do trabalho de parto de Valdirene. Aliás, impagável a noite de núpcias da vendedora de hot-dog, que fez uma performance relembrando seu tempo de chacrete. Mas a cena envolvendo o não-casamento de Edith com Herbert foi desnecessária.

Já um dos ótimos momentos finais acabou sendo protagonizado por Niko. Ele vê Amarilys tentando dar um novo golpe em outro casal gay e a desmascara de uma forma completamente irônica, no melhor estilo Félix de ser. Lavou a alma do telespectador. Mateus ainda protagonizou um lindo momento com Klara Castanho (Paulinha), quando o tio e a sobrinha selam a paz e choram. A morte de Aline mostrou mais uma ousadia da novela: a vilã foi eletrocutada quando tentava fugir da prisão, ou seja, um desfecho totalmente fora do comum e cruel. Vale destacar também a tocante cena da Paulinha visitando Ninho na prisão e o carinho entre Rafael e Linda durante a exposição da autista, que fez sucesso como pintora. Bonito.

Entretanto, as duas últimas sequências engrandeceram o final da trama e foram o ponto alto. O ex-vilão e Niko  recomeçaram a vida de frente para o mar, em uma casa linda, e cuidando de César. Nada mais irônico do que um homofóbico machista terminar seus dias precisando ser cuidado por dois homossexuais, sendo um deles seu filho. Jonathan ainda apareceu para visitar seu pai, que estava plenamente feliz ao lado de seu Carneirinho, Jayminho e Fabrício. Era a imagem de uma família feliz. E para coroar a união do casal, Félix e Niko trocaram olhares, se declararam e deram um beijo que marcou a história da teledramaturgia e consagrou os atores. Nove anos após o veto do beijo gay de "América" (de Glória Perez), a Globo decidiu exibir um gesto de amor entre dois homens sem qualquer artifício de disfarce ----- como uma peça teatral ("Mulheres Apaixonadas") ou um desmaio ("Queridos Amigos"). Foi uma sequência memorável.

O mesmo pode ser dito sobre a última cena, quando Félix e César, sentados, dão as mãos diante do por do sol e selam a paz. O pai, emocionado, finalmente diz que ama seu filho, provocando o choro do rapaz, que esperou ouvir isso desde que era criança. Mateus Solano e Antônio Fagundes deram um verdadeiro show de atuação e encerraram a novela de uma forma linda e sensível. Um desfecho que não teve a palavra 'fim', afinal, se tratava de um recomeço. Para todos.

Walcyr Carrasco fez uma grande estreia no horário nobre e ainda conseguiu quebrar um dos maiores tabus da teledramaturgia, que outros autores tentavam, sem sucesso, há anos. "Amor à Vida" caiu no gosto popular, tratou da homofobia de uma forma nunca antes vista, levantou o debate sobre o autismo, exibiu uma história envolvente e  repleta de reviravoltas, e apresentou personagens que fizeram um baita sucesso. A novela levantou o Ibope da Globo ----- que não conseguiu índices satisfatórios com nenhuma novela em 2013 ---- e terminou com 36 pontos de média geral, dois a mais que "Salve Jorge". E para encerrar esse vitorioso trabalho, o autor escreveu uma cena histórica e consagrou Mateus Solano, Thiago Fragoso e Antônio Fagundes. Nada mal para uma primeira empreitada na faixa mais cobiçada da grade da Rede Globo de Televisão.

121 comentários:

Diogo S. disse...

Eu não sou tão entusiasta como você Sérgio, mas realmente a cena final do Pai e Filho foi tocante... O próprio beijo de Félix foi bem contextualizado, já que sua mudança aconteceu devido ao amor e o carinho de Niko. Amor à Vida será lembrada pelo Félix, Valdirene, Tetê Parachoque, exceto pelo casal protagonista Bruno e Paloma, nem no seu drama final conseguiu ganhar minha simpátia... Que venha Em Família!!

Lucas disse...

Olá Sérgio

Olha as duas ultimas cenas realmente foram muito boas (o beijo gay e Cesar e Felix), mas o restante do capítulo final não foi nada empolgante. Amor à Vida, na minha opinião, não deixará saudades. É verdade que foi melhor que Fina Estampa e Salve Jorge, mas isso não quer dizer muita coisa. Os únicos que serão lembrados serão Felix, Cesar, Aline, Niko, Márcia e Valdirene. O resto foi simplesmente sofrível. AAV foi uma novela regular, longe de ser espetacular, mas não tão ruim como as tramas que eu já mencionei. Bom, que venha o Maneco, nos oferecer um folhetim com a cara do o horário nobre. Desde de Avenida Brasil, esse horário está carente de boas novelas.

Abraços

✿ chica disse...

Que resumo bem feito da novela e seus erros/acertos. Gostei da novela, claro tirando as cenas da Aline que não suportei desde a primeira cena, as da Patrícia e Caio... O resto valeu!!!Final legal! Gostei e vamos pra próxima..Assim é a vida! abração,chica

Pamela Sensato disse...

Serginho bom dia!
Realmente o Matheus Solano arrasou nessa novela, e levou ela nas costa desde o primeiro capítulo até o último.

E a última cena pai e filho foi de arrepiar!

Beijoss *-*

==> Blog Resenhas da Pâm

leandro disse...

Bem, eu nunca gostei da novela, isso não é segredo. A novela foi um sucesso de audiência, não há como negar, porém a crítica não é tão homogênea assim, muitos críticos de TV foram muito categóricos em rechaçar a novela, e com razão. O texto fraco e cafona e as repetições de alguns núcleos são alguns dos motivos. Alguns dizem que Walcyr é o substituto de Manoel Carlos no horário nobre, mas para isso tem que melhorar e muito. Espero que demore muito para termos que suportar outra novela dele. =/

Letícia disse...

Bom dia Meu caro Sérgio...

Que final foi aquele... Os nove minutos finais foi de uma beleza que eu não consigo descrever... O Walcyr havia dito que o final iria surpreender e foi exatamente o que aconteceu. Estou surpreendida até agora... Eu fiquei até a madrugada vendo e revendo as duas últimas cenas várias vezes, principalmente a última... Fiquei emocionada mesmo, chorei igual uma idiota porque foi lindo demais...
Primeiro, pela simplicidade das duas cenas... A primeira, o autor, colocou o casal em um contexto tão familiar, tão cotidiano que não foi preciso nada de tão elaborado para aquele beijo acontecer... Um casal se despedindo como acontece todas as manhãs com tantos outros casais... E o beijo ficou tão bem colocado naquela situação... Meus parabéns ao autor, porque foi de uma delicadeza, simplicidade e beleza que ainda não tinha visto... Os atores merecem, também, todo o crédito, afinal de contas, se não fosse pelo entrosamento deles, provavelmente, não haveria acontecido... A cena ficou belíssima, a Globo, finalmente teve coragem de mostrar algo que é natural, e que muitos ainda insiste que é de outro mundo...
A cena final, também, não ficou para trás... Primeiro porque, não foi protagonizada pelos principais protagonistas, no caso Paloma e Bruno... E sim por Félix, o ex-vilão e por seu pai homofóbico (Fagundes, como sempre magistral a cena final me fez lembrar o final de Renascer quando ele morre nos braços do filho)... O cuidado com o pai debilitado, mesmo sendo rejeitado e depois fazer aquela declaração e finalmente ouvir o mesmo e ainda ouvir: Meu filho... Fui as lágrimas ali, junto o Félix porque foi lindo mesmo... Foi o que ele tanto buscou a vida inteira, ouvir um "eu te amo, meu filho". A personagem percorreu caminhos tão tortuosos até chegar ali... Ali, naquele momento, foi a sua verdadeira redenção, a etapa final da sua redenção, passando pelo Jonathan, Márcia e Niko. O leveza do semblante do Mateus, no momento seguinte a declaração e depois o por do sol e os dois apenas contemplando o momento e sem a palavra fim... É como um recomeço, mas que não pertence a nós telespectadores... A novela terminou com chave de ouro...
Obviamente que teve os outros finais dos outros personagens, até que gostaria de falar... Porém, com as duas cenas final... O que mais pode ser dito... PERFEIÇÃO!

Um ótimo final de semana Sérgio...

Fernando Teixeira disse...
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Fernando Teixeira disse...

Sérgio, discordo que a novela tenha sido ágil.Eu odiei Amor à Vida, na minha opinião foi a pior novela do Walcyr Carrasco, que ele volte para o horário das 6, das 7 ou das 11, onde faz novelas muito melhores.Mas o final foi muito bom na minha opinião, o beijo entre o Félix e o Niko foi épico, quebrando o "tabu" da sociedade sobre isso.E a cena final entre o César e o Félix foi muito emocionante, onde os dois diziam que se amavam, até quem não gostava da novela como eu, se emocionou, Antônio Fagundes e Matheus Solano deram um show de interpretação.Mas como eu disse no post do meu blog, ficou faltando duas coisas que não foram resolvidas: o Félix não descobriu que a Edith era amante do Wagner e a Aline não descobriu que na verdade foi a Pilar que causou o acidente de sua mãe e de sua tia, Mariah.Sobre os pontos negativos eu concordo com você, o núcleo da Nicole se perdeu depois que o Walcyr Carrasco matou a personagem, por pura vingança, por ela ter recusado a raspar a cabeça.E aquele núcleo do Michel e da Patrícia era muito ruim, dava vergonha alheia.Sobre os pontos negativos ainda acrescento o casal Paloma e Bruno, que eu não gostei e a forma péssima como o Walcyr Carrasco abordou temas importantes como câncer de mama, alcoolismo e HIV.Ainda acrescento a falta de ritmo na trama, porque como já disse, discordo que a novela tenha sido ágil, por exemplo a descoberta do César sobre a Aline deveria ter acontecido muito antes e não só no último capítulo.Mas a novela não teve apenas pontos negativos, teve algumas coisas que eu gostei, como a casal Félix e Niko e a dupla Félix e Márcia.Aliás, o Félix foi o grande destaque da personagem, qualquer personagem brilha com ele.Destaco o Matheus Solano, Thiago Fragoso, Elizabeth Savalla e Bruna Linzmeyer como os grandes pontos positivos da novela, porque o resto...Outro ponto positiva foi a forma como o Walcyr abordou a homossexualidade, o que ele errou nos outros temas que abordou acertou nesse.Mas respeito que vc tenha gostado da novela Sérgio, tenha um ótimo final de semana.

Fernando Teixeira disse...
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Fernando Teixeira disse...

E discordo também que a Paloma seja a melhor personagem da Paolla Oliveira em sua carreira, achei a Paloma uma mocinha muito chata e sem graça.Na minha opinião a melhor personagem da Paolla Oliveira nas novelas foi a vilã Verônica de Cama de Gato.Mais uma vez tenha um ótimo final de semana Sérgio.

Anônimo disse...

Sergio, você precisa ser mais cabeça e menos coração pra ser um critico de televisão. Tudo bem que você amou de paixão a novela mas dai a não aceitar os inúmeros defeitos dela é outra coisa. Pra começar o tão criticado texto do Walcyr Carrasco que mais parece novela mexicana. Nunca uma novela das 9 foi tão melodramática: cadeira de rodas, cegueira, troca de paternidade, gravidez de risco, reviravoltas mirabolantes, tudo que as tramas mexicanas usam o Walcyr abusou. E tudo engessado, com falas sofríveis na boca dos personagens que não conseguiam emocionar. A cena da repentina "vilãnice" da Pilar e sua revelação foi constrangedora de tão mexicana e absurda. E a regeneração do Félix foi muito aquém da realidade, alguém tão cruel viraria um santinho depois? Ou seja, os bonzinhos eram os maus e os maus eram os bonzinhos. Tudo isso sem falar dos personagens descartáveis que só entraram na novela pra transar, fazer gracinha e nada acrescentaram. Ibope? Parece que Salve Jorge fechou com audiência maior, e o esticamento de AAV só prejudicou mais ainda sua já confusa trama.

Felisberto Junior disse...

Olá, Bom dia,Sérgio
li atentamente a sua análise,erros e acertos, destaques e decepções.
Como meus destaques do último capítulo, Não tem como não falar e repercutir o beijo entre Félix e Niko, a cena entre Félix e Paulinha , Félix e César...portanto, para mim, Mateus Solano , o Félix, "roubou" a cena no final , e pela sua atuação, em toda a Novela, será merecedor de todos os premios.
Bela postagem...
Obrigado,belo final de semana, abraços!

A Viajante disse...

Resenha perfeita, Sérgio. Amei o final. Me fez até esquecer de tantas vezes que critiquei. Mateus Solano vai deixar saudades do seu Félix. Beijo

Regina Rozenbaum disse...

Vou ser bem sincera: já não via a hora da novela terminar. Sem dúvida fui capturada pelo Félix e a interpretação magnífica do ator. O final? Valha-me D'us! Aline eletrocutada, César dizendo eu tb te amo filho...ah tem dó! Aguardemos agora Maneco e suas Helenas.
Beijuuss Sérgio

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, achei simplesmente deslumbrante a cena final de pai e filho dizendo que se amavam e pensei, mais uma vez, no quanto seria apropriado o título Em Nome do Pai para essa novela. Que atuações do Mateus Solano e Antônio Fagundes!
Outras cenas muito boas foram da hora da verdade de Aline e Cesar, da confissão da Pilar, da Linda expondo seus desenhos na Pinacoteca, do Niko desmascarando Amarilys, da Paulinha e do Felix se aproximando.
Achei que, pelo currículo profissional, José Wilker, Fulvio Stefanini e Francisco Cuoco mereciam papeis melhores.
Não se pode negar que a novela, mesmo com altos e baixos, alcançou grande repercussão.

MICHELE OLIVEIRA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MICHELE OLIVEIRA disse...

Olá Sérgio.

Não comento aqui desde o termino de Sangue Bom, mas leio seus post sempre. Ao contrário de você, não assisti Amor a Vida com muito entusiasmo. Confesso que tinha grande expectativa em relação a trama da Nicole, desde que a sinopse foi divulgada e foi uma pena que o autor, por birra de uma garota de 17 anos que tinha a prerrogativa de ser imatura, não tenha seguido a história original. Aquele núcleo acabou no momento em que a moça morreu. Mas enfim,continuei assistindo por hábito e por causa das tiradas do Felix. Esse sim, foi um grande acerto. Matheus Solano simplesmente arrasou nessa novela.
Arrisco dizer que ele foi o motivo de Amor a Vida não ter sido TÃO massacrada quanto Salve Jorge. A salada mista de assuntos polêmicos foi decepcionante. O casal Paloma e Bruno, nem com muita boa vontade , pode ser chamado de empolgante.Paola Oliveira como mocinha é muito chata.Melhor ela começar a rever os papéis de mocinha, porque é a segunda novela que ela é ofuscadas por vilões..em Insensato Coração, ela perdeu feio espaço para a Norma e Leo.E agora,Felix tirou o posto de protagonista dela, sem muito esforço.Ele e Niko, foram simplesmente perfeitos e esse foi o grande mérito do Walcyr: seguir a direção desejada pelo público para os dois personagens.Amor a Vida está longe de ser um primor e acho que o Walcyr deveria voltar para as 18hrs, porque neste gênero sim, ele é mestre.
Mas concordo com você sobre o final..foi simplesmente o melhor dos últimos tempos.Surpreendente, emocionante..amei cada minuto e o desfecho de todos os personagens foram dignos de seus papéis...
Agora, resta aguardar EM FAMILIA e torcer para que a Helena não seja uma chata e a filha dela, uma purgante mimada como a Joyce(História de Amor),Eduarda (Por Amor) e Camila(Laços de Familia)...

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Perfeitas as suas considerações. Nem sobrou nada a acrescentar-rs. Duvidei que o beijo 'gay' acontecesse, mas me rendi à cena, nada vulgar, que apenas coroou o amor lindo do casal. Bonita cena.
De tudo o que você disse, somente tenho opinião contrária quanto ao desfecho escolhido para Thales. Tá certo que ele se mostrou fraco quando se deixou influenciar por Leila, mas ele se redimiu e mostrou que amava verdadeiramente a Natasha. Gostei do final do casal. Quanto à Valdirene, apesar de ter me divertido com ela, achei um tanto over os seus trejeitos. Enfim, o final da trama foi perfeito e emocionou com a cena de César e Félix.
Se eu falar mais, vou ser repetitiva, pois você já disse o que reflete a minha opinião sobre a trama.
Gostei muito da novela e vou sentir saudades do Félix-rsrs. Mateus Solano foi simplesmente sensacional.

Ah! Achei exagerada a cena final de Edith com o seu par.

Ótimo final de semana.

Beijo.

Rita disse...

Serginho meu lindo estou feliz
porque vi um final de novela tão bonito e emocionante.
Todos se sairam bem, só a Aline que tudo tinha e acabou sem nada
Mas ver o César oe o Felix no por do sol e juntos foi mesmo um arraso
Quanto ao beijo confesso que fiquei um pouco constrangida, ....mas daqui pra frente vai ser assim então temos que acostumar...Valeu assistir essa novela que vai sim ficar pra história

Beijo Gay

E pai homofóbico que a vida ensinou a viver em paz

Niko e Felix foi um arraso mesmo
Enfim amei de coração

Bjuss querido e tenha um final de semana cheinho de luzzzzzz

__________Rita!!

Anônimo disse...

Se ponha no lugar daquele menino jonatan e uma família dessas: sua mãe foi uma prostituta, seu pai é homossexual(nada contra) e trai sua mãe com outros homens e jogou sua priminha no lixo, depois descobre que o seu avô que transou com sua mãe é seu verdadeiro pai, depois descobre que seu pai não é mais seu avô e volta a ser filho do seu suposto irmão(hã?), depois descobre que sua avó mandou matar a amante do seu avô... e pra completar essa família é dona de um hospital onde os médicos transam pelos corredores, tremem as mãos nas cirurgias, dão em cima dos patrões pra conseguir uma promoção, matam grávidas pra ficar com o marido... gente, essa novela foi muito doida, kkkk!!!

Alexandra Amaral disse...

Você, Sérgio, sabe muito bem que eu odiei essa novela. O último capítulo, tirando as cenas finais de Niko, Aline, Félix e César, foram bem fracos. Repletos de casamentos, e momentos desnecessários.
Paloma e Bruno não empolgaram nenhum pouco, a não ser nas cenas de transa, ao som de Bruno Mars. Os dramas do casal, não me alegrou. Chato demais. Discordo também que a melhor personagem de Paolla foi em Amor à Vida. Digo até que foi o segundo pior. Existiram papéis bem melhores, como a vilã de Cama de Gato.
Malvino teve a oportunidade de mostrar um bom ator, mas foi mais insosso do que uma mosca. Outro ponto negativo além de Putrícia e Michê (é assim mesmo?) que só ficaram ali pra transar e fazer todas as posições possíveis do kama sutra (e a família brasileira aceita isso) e Perséfone e sua saga patética, foi o texto do Walcyr. Sabendo que estava às 21h, poderia melhorar. O teatral texto dele é mil vezes melhor em novelas das 18h e 19h. Mas existem mesmo alguns pontos positivos: como o casal Linda e o autista Rafael (OPS), e o estelar elenco dessa novela. Um dos melhores. Acho sinceramente, mil vezes melhor do que o da superestimada Avenida Brasil. (CONTINUA)

Alexandra Amaral disse...

Valdirene foi um agrado e tanto. É ótimo ver alguma comédia em uma novela tão dramática. A cena de Niko desmacarando Amarylis foi impagável. Acho também que Fúlvio, merecia um papel bem melhor do que o chatíssimo Denizard. E Ary Fontoura e Nathalia Timberg, excepcionais. O melhor casal da novela. Tocante e singelo. E o que dizer sobre essas cenas finais. Antológicas. Primeiro a tocante cena em que Paulinha pede um pouco de atenção à Félix e os dois se abraços (emocionante) e a histórica cena do beijo. Esses evangélicos, essas piricrentes idiotas que insistem em dizer que essa cena vai destruir a família brasileira. Me diga: alguem vai começar a ser gay depois de ver a cena? Lixo de gente DEFINE. No mais, a ótima cena, além de entrar para a história, consagrou os atores Mateus e Thiago. O primeiro, carregou a telenovela nas COSTAS, junto com Valdirene e sua saga, e Antonio Fagundes. E o nome dessa novela deveria ser EM Nome do Pai. E Félix e César, os protagonistas. Paloma e Bruno os coadjuvantes.
E nessa cena final, emocionante e garanto que deu vontade de chorar em todo mundo, entrou para história. Uma novela horrível, com um dos melhores finais de novela de todos os tempos. Inimaginável. Perceba, que nem foi exibida a palavra ''FIM'', porque, simplesmente, o Amor não tem fim. Bom, é isso, beijos.

Mila Costa disse...

Olá Sérgio,
boa critica a novela vai a meio aqui em Portugal.
Acompanhei pela Net e vi o final a pouco, a Klara Castanho me fez chorar duas vezes, que criança TALENTOSA.... O Mateus Solano merecia um OSCAR!!! beijinhos...

Alexandra Amaral disse...

Erros: em vez de melhor casal da novela, Bernarda e Lutero foram o segundo melhor casal da novela.

Alexandra Amaral disse...

Erros: em vez de melhor casal da novela, Bernarda e Lutero foram o segundo melhor casal da novela.

Rafael Barbosa disse...

Eu não gostei da novela como um todo. Me empolguei bastante no inicio e vi ali potencial para um baita novelão, do naipe de Avenida Brasil, mas fui me decepcionando com o passar do tempo. Pode até ser melhor, tecnicamente falando, que Salve Jorge e Fina estampa, mas foi menos digerível pra mim que essas duas. Entre tantos defeitos que me incomodaram, o que eu gostei nessa novela foi o elenco que brilhou intensamente (Solano, Fagundes, Susana, Savalla, tatá, vanessa, Thiago, paolla, Nathália, Ary, Barbara e outros) , as cenas de impacto que Walcyr é mestre em fazer como os barracos da Familia Khoury, e a abordagem escancarada feita sobre a homossexualidade, na minha opinião, nisso reside a maior qualidade da novela e a maior lembrança positiva que terei dela. Walcyr conseguiu tornar um casal gay, cair no gosto popular e os alçou ao posto de protagonista, a questão tornou-se o ponto chave da novela, enquanto que em outras anteriores, foi um enfeite ou só um elemento a mais dentro da trama central. Por isso, acho que o beijo tinha que ser em Amor á Vida, depois de tudo que fez pelo tema, merecia ser lembrada como a primeira novela a exibir o tão falado beijo gay que só veio coroar tudo o que Walcyr ja tinha feito. Eu vinha achando o ultimo capítulo cheio de altos e baixos, quando de repende Walcyr nos brinda com as duas cenas finais, que concordo, foram antológicas. A cena final, do perdão entre Félix e Cesar, para mim foi uma das cenas finais de novela mais lindas que já vi, Solano e Fagundes estiveram extraordinários, a cena foi de uma beleza e sensibilidade impressionante e mais uma vez, Walcyr impactou, a melhor cena da novela toda, valeu por tudo o que vi em Amor á Vida. O final de Félix e Niko com toda família e César tendo que conviver com eles, foi o melhor, reclamei muito do fato de Walcyr não ter mostrado essa família no inicio com Niko e Eron preferindo apostar nas armações da Amarylis, mas acho que é porque tinha que ser com Félix, não tinha jeito rs, e antes tarde do que nunca, la estava uma família oriunda de um relacionamento homoafetivo, feliz, com crianças, amor e etc. Enfim,a novela entrou para historia merecidamente.
Abraços

Patrícia disse...

Olá Sérgio.

A última cena da novela foi simplesmente linda, achei melhor que o beijo gay. Foi emocionante pai e filho, o lugar, as falas, tudo perfeito. Embora eu ache que um vilão que fez o que fez ficar bonzinho assim, meio forçado. Parece que as pessoas esquecerem tudo de mau que o Felix fez, mas todos merecem perdão.
Vi uma critica muito legal no site do Yahoo, sobre como as mulheres da novela foram xingadas, vulgarizadas, morreram, viraram vilãs e tudo de ruim que podia acontecer era com as mulheres ou pelas mulheres, e no fim os homens e gays saíram de bonzinhos. Aí fica a desvalorização da mulher e como são tratadas. Não sei se você viu essa critica mas vale a pena ler. Mas no geral, não tive paciência nenhuma em ver essa novela e ainda bem que acabou.

Lulu on the Sky disse...

Chorei muito na cena final da novela. E tb falei sobre o beijo gay hoje no blog.
Big Beijos
Lulu
luluonthesky.blogspot.com.br

Anônimo disse...

Amor á Vida para mim foi uma ótima novela a MELHOR do ano, e até quem gosta da novela tem que admitir que foi um sucesso, porque vários personagens caíram no gosto popular como Felix, Valdirene, Niko, Carlito e até o chato casal Patricia e Michel eram bastante comentados, outro motivo que comprova o sucesso da novela são os videos do site, o video mais visto da novela tem mais de 1 milhão de acessos enquanto o mais visto da superestimada AvBr tem 900 mil e o de SJ tem 800 mil.
E a cena do beijo de Niko e Felix já tem 700 mil visualizações antes mesmo de completar 24 horas isso sim é SUCESSO, e falando no beijo foi realmente uma cena linda e tão natural essa novela com certeza entrou para a HISTÓRIA da teledramaturgia brasileira foi um espetáculo. Agora os haters vão ter que engolir e quero só ver se vão amar a LENTA Em Familia, porque eu já li os resumos e já vi que vai ser uma lerdeza enorme...

Clau disse...

Oi Sérgio,
Adorei a cena em que Niko desmascara Amarilys!
Mas pra mim, o ponto alto, foi ver
Félix e César, de mãos dadas diante do pôr do sol, selando a paz...uma cena tocante.
Muito boa sua análise.
Bjs :)

Luma Rosa disse...

Oi, Sérgio!
Teve um ponto da novela que quase desisti, principalmente quando soube o tempo que ainda restava. Não gostei da atuação da Tatá Werneck, António Fagundes, José Wilker, Danielle Winits e Márcio Garcia. São iguais em todos os papéis. Aliás, os atores brasileiros precisam se empenhar mais em cursos. Matheus Solano e Thiago Fragoso deram banho de atuação!
Agora esperar Walcyr em 2015!
Você já assistiu "Matheus, o balconista"?
Beijus,

Zilani Célia disse...

OI SÉRGIO!
CONFESSO QUE O FINAL DA RECONCILIAÇÃO DO FÉLIX COM O PAI ME EMOCIONOU BASTANTE.
PARA MIM, O MATEUS SOLANO, FOI DE UM VALOR IMENSURÁVEL PARA ESTA NOVELA, CONSEGUIU, COM UM PERSONAGEM GAY, QUE NÃO SE TRAVESTIA, POIS COM ISTO O ATOR TERIA UMA CERTA PROTEÇÃO ATRÁS DA CARACTERIZAÇÃO,FAZER O BRASIL TODO, PELA PRIMEIRA VEZ, TORCER POR UM CASAL GAY, CATIVADO TAMBÉM POR THIAGO FRAGOSO, IMPECÁVEL.
MUITO BOAS TUAS COLOCAÇÕES, PERFEITO.
ABR~S
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Melina disse...

Sérgio, meu querido! Que final foi esse? Estou extasiada, anestesiada, impressionada e impactada. Adorei todos os finais, até mesmo o da Edith que você achou desnecessário. Mas as duas cenas finais foram memoráveis! Walcvyr entrou para a história e os cricricríticos terão que engolir!

O primeiro beijo gay entre homens foi de uma delicadeza e de uma química pouco vista em novelas com casais héteros. Mateus e Thiago estão consagrados e vão dever isso ao Walcyr. Já a cena do Solano com o Fagundes no final foi MARAVILHOSA!!!!!!!! Lágrimas não paravam de escorrer pelo meu rosto e acho que era uma mistura da emoção da cena e também a constatação do fim da novela.

O seu texto está primoroso e você fez, como sempre fez, um apanhado com tudo e fez questão de citar os erros e tropeços. Isso é imparcialidade, meu querido!

Vou rever o último capítulo hoje! E já estou com saudades! Ai que vazio! Um beijo!

Athyne Tedesco disse...

Amor á Vida se despediu em grande estilo e certeza que foi uma novela que nunca passou em branco, seja por ser amada ou por ser odiada, mas depois das duas cenas finais a novela entrou de vez para a história de vez, eu estou completamente sem palavras para descrever esse final. Amor á Vida não foi minha novela preferida, teve lá seus tropeços, mas fará muita falta mesmo, bom eu não tenho nem o que dizer concordo inteiramente com o seu texto não tenho nada a acrescentar.

Bia Hain disse...

Sérgio, gostei muito do final da novela. Acho que o beijo gay foi importante e precisava acontecer para fechar naturalmente a história dos dois, só não deve ofuscar o brilho de todo o contexto da novela brilhantemente fechada por Walcyr Carrasco. Gostei! Um abraço!

Kerollay disse...

Sempre li seus textos e nunca comentei mas tinha que falar dessa belissima novela. O final foi MARAVILHOSO até quem criticava se rendeu (só alguns haters do Walcyr que criticaram tudo) o beijo de #Feliko foi lindo e delicado e soou super natural tinha que ser nessa novela porque até hoje não houve casal homossexual melhor do que eles e nem houverá o elenco de sua maioria foi ótimo mas destaco: Mateus, Thiago e Antonio como os nomes do ultimo capitulo #AmoráVida vai fazer falta

Barbie Californiana disse...

Essa novela foi boa mesmo, Sérgio e marcou. Mostrou personagens de pessoas boas, pessoas que se fazem de boas, más que se arrependem, más que não se arrependem, teve de tudo um pouco. E o final fechou com chave de ouro. Pai e filho e o beijo gay que foi super delicado e natural. beijinhos

Milene Lima disse...

Quem é Vera Mancini (Maristela)? Não me lembro desse personagem.
Concordo, no geral, com o texto, exceto pela Daniele Winitis. Não gosto de nada que ela faz, acho forçada, enfim.
Foi tudo muito bem feito. O beijo (selinho, né?), o amor dos dois, foi bem conduzido pelo autor. E o Fagundes como um paciente de AVC? Fiquei espantada. Parecia estar vendo o meu pai segurando o braço atingido com o outro, são. Os trejeitos, o mau humor... Incrível, o cara criou outro personagem no último capítulo da novela. Muito bom.

Beijo, Sérgio.

Anônimo disse...

Uma crítica completa, abordando tudo o que a novela apresentou incluindo os erros. Parabéns por esse brilhante texto! Você tem talento pra isso! E eu concordo com tudo o que foi escrito. Estou emocionada e sentindo um vazio no peito.

Anônimo disse...

Depois da patética Avenida Brasil qualquer novela é no mínimo assistivel. Amor a Vida é absurda, cheia de clichês, mas pelo menos tinha uma trama, coisa que AB não tinha. Quem entende de novela de verdade sabe que Avenida foi uma das piores novelas e superestima por quem não entende. Amor a Vida ainda passa.

Thallys Bruno Almeida disse...

Vamo lá pra minha análise final.

O começo. Um novelão, de encher os olhos, com tramas promissoras, boa condução, um grande elenco, direção precisa, poucos defeitos. Quatro meses assim se seguiram.
De repente, algumas coisas aos poucos começaram a desandar. O texto de Walcyr, que nem de longe me incomodava, passou a, em certo ponto, me irritar profundamente. Algumas situações se repetiam demais, como a saga de Valdirene na casa de Inácio e as loucuras para entrar no BBB. A Paloma tentando abrir os olhos do César e sempre sendo desprezada. A inclusão de temas sociais fortes que prometiam, mas ficaram pelo caminho de tão superficialmente abordados. O uso de humor chulo em um núcleo que vinha se recuperando de uma fase repetitiva, mas logo descambou para outra.

Até que no final, o beijo gay entre Félix e Niko e a cena de Félix e César juntos deu o tom de emoção. Foi a salvação de um último capítulo que, até aquela hora, estava modorrento e desinteressante. Uma briga que Walcyr, elenco e direção fizeram questão de comprar e tornaram a novela inesquecível por uma questão. E que consagrou em definitivo Mateus e Thiago. A questão gay abordada por Walcyr foi o auge de uma luta que já vinha tbm com outros autores, que aos poucos se arriscavam na questão gay também com competência (Maneco em MAp, Aguinaldo em SdD, MAA em TiTiTi e SB e Giba em IC). Agora de uma forma mais complexa.

Os altos números de audiência dos recentes capítulos pra mim se devem a uma qualidade do Walcyr: a capacidade dele de prender a atenção do público. Pra falar bem ou mal, não importa, o objetivo era chamar gente, e isso ele sabe muito bem. Não via exatamente um mérito em elevar audiência na reta final e sim algo inerente à reta final, afinal de contas uma novela que faz sucesso de ibope tem mais é que fazer isso mesmo quando acaba, mas de alguma forma Amor à Vida cumpriu isso. Fina Estampa e Salve Jorge nem isso.

Aqui vou definir o que vejo como acertos claríssimos:

> Mateus Solano se entregou de corpo e alma a Félix e vivenciou magistralmente todas as facetas do personagem, do cruel e perverso homem capaz de abandonar uma criança recém-nascida em uma caçamba ao homem que encontrou a redenção através da felicidade com Niko (Thiago Fragoso).

> Sobre Paolla Oliveira, olhando bem, não digo que sua personagem foi a melhor da carreira. Mas que ela conseguiu apagar com louvor o erro completo que foi sua Marina e conseguiu perfeitamente me fazer torcer por uma mocinha de novela de novo. Não digo que foi a melhor mocinha de 2013, mas foi uma personagem que fico feliz de ter gostado, mesmo perdendo força ante a popularidade de Félix e Niko. Porém, quero vê-la em algo diferente de mocinha. Merece mto.

> Antônio Fagundes primou pela precisão cirúrgica, atuando com os sinais, com as rugas, com os olhos, as sobrancelhas. Seu estilo formou um bom contraponto com o estilo mais visceral adotado por Mateus e rendeu cenas inesquecíveis nesta que é a segunda vez onde os dois interpretam personagens que rivalizavam e, ainda mais, com o mesmo autor (já que foram os rivais Ramiro e Mundinho em Gabriela 2012).

> Reaprendi a amar Suzana Vieira nesta novela.

> Tatá Werneck foi, entre as três apostas ex-MTV, a que deu mais certo. Mesmo quando Valdirene passou pela fase chata do casamento e da pré-entrada no BBB, ela passou brilhantemente no teste e fez uma inesquecível parceria com Elizabeth Savalla.

Thallys Bruno Almeida disse...

(continua)

> A trama proporcionou a Vanessa Giácomo, Fernanda Machado e Bruna Linzmeyer seus, provavelmente, melhores personagens de suas carreiras. Vanessa se sobressaiu em especial, devido às altas doses de sensualidade e perigo que conferiu a sua Aline na vingança do César (vingando-se da pessoa errada). Bruna fez um trabalho belíssimo e construiu uma Linda maravilhosíssima. Sua personagem, que ganhou mais espaço na segunda fase após o capítulo 112, proporcionou cenas cativantes e uma ótima abordagem do autismo, mesmo criticada por alguns. Fernanda foi outra que foi maravilhosa, apesar de sua personagem ter sido meio prejudicada na segunda fase por causa da polêmica que se formou no núcleo da Nicole.

> Ary Fontoura e Nathalia Timberg protagonizaram mais um belíssimo casal de terceira idade, daqueles que Walcyr sabe bem construir.

> Junto aos já citados, mais boa parte do elenco conseguiu se sair bem dentro do que seus personagens lhes ofereceram, fazendo do elenco um dos pontos mais altos da trama.

> A direção precisa de Mauro Mendonça Filho deu ritmo, deu credibilidade e muitas vezes até salvou a história das limitações do texto do Carrasco, quando evidentes nos últimos meses.

> O casal gay e o autismo foram, de longe, os dois temas sociais que tiveram de fato profundidade, em especial o primeiro. A aposta deu muito certo e, mais que o beijo gay, ficou provado que o mais importante é que não é o sexo da pessoa que importa para se construir uma família. É o amor. O amor à vida.

> A capacidade do Walcyr de prender a atenção do público, já mencionada antes, pra fazer o público comentar, seja bem ou mal.

Agora defino o que, pra mim, deu errado:

> Vou discordar sobre a Perséfone. Se não fosse a tentativa de abordagem sobre a obesidade que rendeu algumas boas cenas para Fabiana Karla, a personagem seria uma completa perda de tempo pra ela. Afinal, em 40% da trama ela passou correndo atrás de um namorado e sendo amiga de Patrícia. Veio a salvação através do casamento com Daniel, mas depois que ele ficou chato com as dietas, tudo desandou de novo ao se inserir o humor chulo que mencionei antes: a história do bigodinho. Pra mim, bem desenvolvida, definitivamente, não foi mesmo.

> Enquanto Elizabeth Savalla ganhou uma de suas personagens mais marcantes, Fúlvio Stefanini, que também integra a panelinha do Walcyr, recebeu um personagem totalmente inútil, que não fazia nem um pouco de justiça ao grande ator que é. É só comparar, por exemplo, com o Fred de Caras & Bocas e o destaque que ele teve na trama das 7. É uma diferença muito visível.

> A abordagem religiosa deu certo na questão evangélica com a Gina, mas a questão entre judeus e palestinos foi algo tão raso, mas tão raso, que a Paula Braun só foi ter destaque quando sua personagem foi espionar Aline. A abordagem do núcleo judeu de Caras & Bocas, do mesmo Walcyr, dá um banho nisso aí. Mto mais profunda e tocante. Diferença gritante, ainda mais sendo do mesmo autor.

> Ironicamente, as tentativas da Valdirene de tentar atacar os famosos não me incomodavam. Mas a partir do momento em que ela se casou com Inácio e passou a viver na casa dele, a personagem passou a me desagradar. Foi só Tatá ir pro BBB, receber carta branca pra improvisar, ficar livre do texto do Carrasco, e pronto, ali sim eu voltei a gostar da personagem.

> A quantidade de capítulos. 209 ainda dava muito bem pra conseguir fazer uma boa trama, afinal Passione teve essa duração e agradou. Mas 221 foi um pouco demais, em tempos de novelas mais curtas.

> O núcleo da Nicole, que tinha tudo pra dar a melhor personagem da Marina Ruy Barbosa, mas que depois embarcou em uma viagem espiritual na maionese. Desandou completamente.

Thallys Bruno Almeida disse...

(continua)

> Patrícia e Michel: os campeões de chatice. Só fizeram sucesso por causa do físico do Caio Castro. Cheguei a me perguntar se ele era alérgico a roupas, pq olha... Não sei como conseguiram arrastar a linda da Carol Castro para esse núcleo, mas a sorte é que a dra Sílvia pelo menos teve alguma utilidade, como advogada que venceu as principais causas, ainda mais na disputa entre Niko e Amarilys. E o curioso é que Patrícia tinha tudo pra ser uma boa personagem enquanto ainda era casada com Guto. Foi só se juntar a Michel que perdeu toda e qualquer profundidade. E, ironicamente, enquanto Michel terminou ainda sendo o babaca-mor, Guto deu mostras de aos poucos estar deixando de lado a canalhice inicial devido à convivência com a Silvia. Pareceu aprender a valorizar a mulher que tinha do lado.

Antológica, pra mim, foi a cena final, que mostrou o beijo gay entre Félix e Niko e mereceu todo o sucesso. Todos compraram a briga, a cena foi muito bem-feita, muito bem-aceita, emocionou e nem por isso quem é hétero virou gay por causa disso. Porque o beijo foi uma cereja do bolo. A cena confirmou que o refrão antigo de Lulu Santos continua atual: considere-se justa TODA FORMA DE AMOR. Amor à Vida entrou pra história por ter sido o ponto mais alto de toda a trajetória das abordagens de temas gays em novelas.

Não vejo problemas em criticar o texto do Carrasco em Amor à Vida e não falar mal em suas tramas das 6 ou 7. Ali, da forma como foram abordadas, esse tipo de texto era mais que permitido. Acredito que o autor tem que saber adequar o seu estilo pessoal de texto ao que cada trama propõe.

Somando-se tudo, dou nota 5,8 ao saldo geral da trama. Uma novela que viveu ótimos momentos, decepcionou-me em outros, mas que se fosse pra viver todas essas emoções de novo, eu viveria. Não vejo como o novelão que vc vê em sua ótica, mas no fim das contas passou longe de ser ruim. Eu aguentaria bem uma reprise de AAV, mas de SJ ou FE não daria não. Torço para que o descanso que Walcyr vai tirar agora faça bem a ele. Competência para acertar do início ao fim ele tem e muita, já que no horário das 19h ele também não acertou de primeira. Vide Caras e Bocas, segunda novela, que foi acerto do início ao fim, teve 11 capítulos a mais e foi tão bem-conduzida na época. Sendo assim, boa sorte a Manoel Carlos na nova empreitada. Abçs!

PS: Se eu lembrar de mais alguma coisa adicionarei aqui.

Thallys Bruno Almeida disse...

Erratas:
*tornaram a novela inesquecível por essa ótica
*se arriscavam na abordagem do tema (repeti "questão" demais)
*segunda novela naquela faixa de horário

Alexandra Amaral disse...

erros:
Mateus Solano carregou a novela nas costas, junto com Antonio Fagundes*
- exclua a Valdirene e sua saga nessa frase

E Paloma e Bruno com seus dramas não chegaram a me agradar*

Flávia disse...

Essa novela já deixou saudades, Sérgio! E esse final antológico e histórico calou a boca dos críticos e daqueles chatos que só falavam mal da novela do Walcyr! Bem feito! Nada como um dia após o outro e quem riu por último foi o autor e os atores. Seu texto está impecável e fez um ótimo compilado de tudo o que foi exibido em Amor à Vida até os erros de percurso. Bjsssssss

Anônimo disse...

Somente a cena final salvou o capitulo porque o resto foi aquela chatice de todas as novelas: muitos bebês, casamentos, todo mundo feliz... e a novela em si não era lá essas coisas.

Re disse...

Mateus Solano e Thiago Fragoso e Antonio Fagundes foram brilhantes acho dificil outra novela superar foram perfeitos bjs.

Carlos Alexandrino disse...

Sérgio, a cena final do Felix com o César foi, disparado, mais importante que o beijo gay. Aliás, totalmente inspirada numa cena de Morte em Veneza, do Luchino Visconti. O personagem principal vaga em Veneza com um chapéu branco e senta no chão, meio rindo, meio chorando, com a mesma música de fundo, Mahler. Mas a cena do Walcyr foi mais bonita. Parabéns a ele. Salvou a novela. Abç.

Anônimo disse...

Foi um grande final para uma grande novela! E você escreveu um grande texto! A foto também tá ótima! Vc colocou as cenas mais marcantes da novela.

Karina disse...

Sérgio, seu texto está maravilhoso! Completo e bem escrito. Grande crítica! Já estou com saudades de Amor à Vida! O que foi aquele beijo e o final do César? Nossa, chorei muito. Encerrou a grande novela com um grande capítulo. Também adorei a Márcia bancando a chacrete na noite de núpcias! haha Bj

Anônimo disse...

WAALCYR DEU UM TAPA NA CARA DOS CRÍTICOS COM UM FINAL HISTÓRICO E APOTEÓTICO! A NOVELA FOI A ÚNICA QUE TEVE GRANDE REPERCUSSÃO, ÓTIMA AUDIÊNCIA E CAIU NO GOSTO DO POVO! GANHOU ATÉ MATÉRIA NO JORNAL NACIONAL!!!! OS ODIADORES DO AUTOR ESTÃO TRISTES E INDIGNADOS COM O ÊXITO! ÓTIMO O SEU TEXTO FINAL COM O BALANÇO DA NOVELA E FALANDO SOBRE O ÚLTIMO CAPÍTULO! SENTIREI FALTA DAS SUAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A NOVELA!

Sérgio Santos disse...

Entendo, Diogo. Mas eu achei essa novela excelente mesmo e o último capítulo fechou isso com chave de ouro. Abração!

Sérgio Santos disse...

Oi Lucas, respeito sua opinião embora discorde. O elenco da trama foi espetacular e a trama prendeu o público. Achei a novela ótima. Claro, teve defeitos, mas todas têm. Abçsss

Sérgio Santos disse...

Muito obrigado,Chica. bjssss

Sérgio Santos disse...

Pamela, obrigado pelo comentário. bjs

Sérgio Santos disse...

Leandro, a novela foi um sucesso mesmo e não há como negar. Mas não acho que ele seja substituto do Maneco pq são estilos completamente distintos. Parte da crítica detestou a novela mas isso vem desde mt tempo: as tramas dele não caem no gosto da crítica, mas caem no gosto do público. Em 2016 ele volta ás 18h e depois volta para as 21h.

Sérgio Santos disse...

Olá, minha cara Letícia. Pois é, que final foi aquele? Um dos mais lindos dos últimos tempos, senão o mais. Eu deixei gravado o penúltimo e último capítulos e irei revê-los em breve.

Fagundes e Solano deram uma aula de interpretação na cena final. E o beijo foi antológico e consagrou Thiago e Mateus. Walcyr entrou para a história! Que cena sensível e bem escrita. Foi lindo. Beijão!!!!

Sérgio Santos disse...

Fernando, também respeito sua opinião embora discorde. A novela foi bem ágil sim, até pq é preciso levar em consideração que os capítulos estavam maiores que o normal e a trama ainda foi esticada. Outro autor no lugar se perderia e deixaria a história estagnada.

Sobre o César, se ele tivesse descoberto antes, o que apresentaria na última semana da novela? Quase todos os núcleos já estavam bem encaminhados e solucionados (reforçando ainda mais a agilidade), só faltava esse, o central. Natural.

Além desses pontos positivos citados por vc, há muitos outros, como Lutero e Bernarda, Leila, Pilar, as reviravoltas constantes, enfim... Sobre os temas superficiais, não vi problema. Não há regra pra isso e os personagens com os temas rasos nem eram pra ter história já que eram meros figurantes. O autor fez isso pq ele gosta de valorizar seu elenco, o que é válido.

Enfim, respeito sua concepção. E a cena final foi esplendorosa. abçs e boa semana.

Sérgio Santos disse...

Fernando, considero a Paloma a melhor pq, apesar de mocinha, foi um papel que exigiu mt da atriz e proporcionou a ela cenas memoráveis. Abçssss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, cada um com sua identidade, não? Quando eu gosto eu não tenho medo de expor isso em meus textos. E isso é bem diferente de "não aceitar os defeitos". No texto, eu cito tudo o que achei equivocado, mesmo tendo achado a trama ótima. Mas não considero o texto um erro pq cada autor tem um estilo e isso de mexicanização, me perdoe, mas toda novela tem e terá.

Aliás, a nova do Maneco terá dois homens apaixonados pela mesma mulher, onde um tenta matar o outro e é preso em pleno altar. Isso não é mexicano? Ou pq é o Manoel Carlos tudo bem? Até Av Brasil tinha coisa mexicana pra caramba. E isso não é uma crítica, até pq não considerei isso ruim em Amor à Vida e nem nas outras.

Sobre o Ibope, realmente os haters do Walcyr comemoram a divulgação dos 44 pontos do último capítulo, sendo menor que os 46 de Salve Jorge. Mas, infelizmente pra eles, o último cap de AAV deu 48 de média, ultrapassando até Fina Estampa.

Sérgio Santos disse...

Felis, muito obrigado! =) abçssss

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Ju. Foi mt emocionante. bjão

Sérgio Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sérgio Santos disse...

Respeito sua opinião, Regina. bjssss

Sérgio Santos disse...

Elvira, foi deslumbrante mesmo! Cenas extraordinárias encerraram a novela com chave de ouro. Walcyr disse que nunca havia tido cenas parecidas em novelas e ele cumpriu o que prometeu. A novela foi um sucesso e isso é inquestionável.

Olha, concordo sobre o Wilker, mas discordo sobre os outros. Fúlvio só é valorizado pelo Walcyr e ele fez o pai do protagonista. Querendo ou não, apareceu e muito. Já Cuoco entrou faltando menos de um mês pro fim só pra ser par da Rosamaria Murtinho. Não tem pq dizer que ele não foi valorizado, foi só uma participação. Bjão

Sérgio Santos disse...

Michele, eu lembro de vc na época de Sangue Bom. =) Obrigado pelo carinho! Eu achei a novela excelente e acompanhei com afinco. Claro, teve defeitos e eu sempre os apontei, mas nada que afetasse o grande conjunto. O final foi magnífico mesmo e grandioso. Emoção pura.

Walcyr voltará para às 18h em 2016 por conta própria e depois a Globo irá colocá-lo novamente às 21h. Eu, como admirador do trabalho dele, fico mt feliz. Beijão!

Sérgio Santos disse...

Vera, eu tb duvidei que o beijo fosse acontecer, mas Walcyr quebrou um tabu e entrou pra história. Foi mt bonito.

Solano ganhará todos os prêmios, embora Fagundes tb mereça.
Sobre o final do Thales, foi uma decepção pessoal minha mesmo. Pq o desfecho não foi incoerente já que o personagem nunca foi mau. Mas eu, como o odiava, queria vê-lo sozinho. Porém, não foi por causa disso que deixei de gostar da novela.

Sim, tb achei a cena da Edith desnecessária. O único senão do último capítulo pra mim foi isso. Bjsssss Já estou com saudades d novela.

Sérgio Santos disse...

Foi um lindo final, Rita. Encerrou a produção em grande estilo. Obrigado pelo comentário. bjssss

Sérgio Santos disse...

Alexandra, eu escrevi no texto que não teve a palavra fim pq foi um recomeço para todos. Respeito não ter gostado da novela e nem de Av Brasil, mas eu adorei as duas. E o final de AAV entrou pra história, gostem do autor ou não. O elenco foi estelar mesmo e um dos melhores já escalados. Obrigado pelo comentário! Bjsssss

Sérgio Santos disse...

Mila, li que a novela tb está fazendo sucesso aí em Portugal. Bacana. A Klara é ótima mesmo. bjssss

Sérgio Santos disse...

Rafael, não considero Amor à Vida só superior a essas duas tecnicamente não, tb incluo trama, núcleos, personagens, elenco etc etc etc. Na minha concepção, nem se compara. Pra mim, as 3 novelas excelentes do horário nobre dos últimos anos foram Passione, Av Brasil e Amor à Vida.

A cena final foi antológica e o beijo gay tinha que ser nessa novela. A novela que criou um casal gay que conquistou o público e já é o melhor par homossexual da teledramaturgia. A homofobia foi mt bem mostrada mesmo e o perdão final foi lindo. Entrou pra história. Abração.

Sérgio Santos disse...

Patrícia, a cena foi linda. Sobre Félix, discordo que tenha sido forçado pq a regeneração dele durou meses. A da Carminha só ocorreu no último capítulo e todo mundo engoliu. Márcia, Jonathan e Niko foram os responsáveis pela mudança do vilão e tudo foi crível. Mas respeito que não tenha gostado da novela. bjsssss

Sérgio Santos disse...

Lulu, obrigado pelo comentário. bjs

Sérgio Santos disse...

Anônimo, nem sabia dessa comparação de acessos no site, mas fiquei feliz de saber disso. Sangue Bom e Amor á Vida foram duas novelas que me arrebataram. Agora que as duas acabaram fiquei sem uma trama pra me apegar. Abçs.

Sérgio Santos disse...

Clau, mt obrigado. bjsssss

Sérgio Santos disse...

Luma, ainda não vi não. Vale a pena? Bjão

Sérgio Santos disse...

Zilani, obrigado. E o Solano foi magistral. bj

Sérgio Santos disse...

Melina, obrigado pelo carinho. Tento ser justo sempre. E, sim, terão que engolir o êxito da novela e a história que o autor fez. Foi um marco e um momento que jamais será esquecido.

Assino embaixo do seu comentário e eu tb estou sentindo um vazio. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Athyne, obrigado. A novela deixará saudades mesmo e claro, tb teve seus tropeços. Normal. Mas a trama teve grande repercussão, os personagens caíram no gosto do povo e a novela fez um justo sucesso. Eu precisei de um tempo pra começar a escrever esse texto depois do último capítulo. Tb tinha ficado sem palavras. bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Bia. bjsssssss

Sérgio Santos disse...

Kerollay, obrigado pelo prestígio. Fico feliz. E o final foi lindo mesmo e tb acho que ca trama fará falta. Já está fazendo. ;) bjs

Sérgio Santos disse...

Exatamente, Barbie. bjs

Sérgio Santos disse...

Milene, Maristela era aquela evangélica que era recepcionista do hospital ao lado de uma loira alta. Lembra? Ela apareceu pouco mesmo.

Olha, não foi selinho não. Foi beijo, mas sem boca aberta. Foi histórico. Sim, o Fagundes assustou com sua interpretação após o AVC de César. Gênio. bjssss

Bruno Marques disse...

Poxa Sérgio,tenho que concordar!!! As duas últimas sequência da novela entraram pra história da dramaturgia brasileira!!!
Primeiro o lindo beijo entre o Félix e o Niko,com um texto perfeito,uma direção brilhante e os atores exalando sensibilidade!!!
Depois a última cena!!!
O que foi Fagundes e Mateus??? Apenas perfeitos!!! Confesso que fiquei emocionado!!!
Parabéns Walcyr,a quem tanto critiquei,por ter me dado esse lindo final!!!
Abraços Sérgio!!!

Sérgio Santos disse...

Bem, Thallys, sobre o último capítulo modorrento e desinteressante, já que vc alega não se importar tanto com ritmo. Achei o capítulo excelente e repleto de acontecimentos, mas ok.

Sobre o texto, não mudou. Foi o mesmo estilo do primeiro ao último capítulo.

Quanto ao beijo foi antológico e histórico e um final belíssimo. Sobre o Fúlvio, não acho o personagem dele inútil e não critico pq o Walcyr é o único que o valoriza. Senão, criticaria a personagem insignificante que Yaçanã Martins ganhou em Sangue Bom, mas não critiquei pq Maria Adelaide Amaral é a única que a escala.

Eu achei a novela excelente e estou sentindo saudades, da mesma forma que senti de Sangue Bom.

Sérgio Santos disse...

Flávia, obrigado! =) Calou mesmo! bjsssss

Sérgio Santos disse...

Ok, anônimo. abçssss

Sérgio Santos disse...

Também acho, Re. bjs

Sérgio Santos disse...

Carlos, obrigado pelo comentário! É verdade, o final foi mt bonito e eu tinha visto que havia sido inspirada nessa outra cena. Abraços!

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Karina, a Márcia de chacrete foi sensacional!!!! Um final inusitado e divertido. Já as cenas do beijo e do perdão foram divinas. bjssss

Sérgio Santos disse...

Anônimo, os haters realmente estão chateados com mais esse êxito do Walcyr. Foi um final apoteótico mesmo. E obrigado pelo comentário.

Sérgio Santos disse...

Bruno, foi mt bom, né? Realmente, o texto, a interpretação, a cena, enfim, tudo foi perfeito. As duas últimas cenas emocionaram e muito. Abraços!

Andressa Mattos M. disse...

Sérgio, estou sofrendo de abstinência de Amor á Vida. O que que eu faço? Tem algum remedinho pra me receitar? Adorei seu texto completíssimo sobre a novela e o último capítulo foi pra tirar nossa alma de dentro do corpo. Como eu chorei!!!! Parecia que tinha perdido alguém da família. Nossa, foi muito lindo! Concordo com tudo o que você escreveu. Agora aguardo seu texto de Em Família. Achei chatinha.

Letícia disse...

Boa noite Sérgio,

Só vim aqui para dizer que estou sofrendo de abstinência por Amor a Vida... Em Família, nem sei por onde passou... kkk

Ótima Semana

Fabrício disse...

Sérgio, vi o primeiro capítulo de Em Família e te digo com convicção: éramos felizes e não sabíamos. Abraço!

Sérgio Santos disse...

Andressa, eu também estou com a mesma abstinência e sentindo um vazio. Não tenho remédio, mas se vc arrumar algum, pode me receitar! Obrigado pelo carinho e o texto deu trabalho. rs Beijão!

Sérgio Santos disse...

Eu também, Letícia!:`( Muita saudade! A gente se envolve mesmo quando gosta de uma novela, né? Beijos e boa semana!

Sérgio Santos disse...

Fabrício, eu era feliz e sabia. Não estou nesse grupo aí não. rs Acabei de postar um texto sobre a estreia. Abraços.

Anônimo disse...

saudades já de amor á vida :(((( agora haters de Walcyr, aguentem Maneco e suas repetições chatíssimas (obs: não sou talifã de ninguém)

Melina disse...

Quero endossar os comentários de Andressa, Letícia e Fabrício! Também estou sofrendo de abstinência! Deveríamos fazer um grupo de apoio! hehe

Thallys Bruno Almeida disse...

Me sinto na obrigação de falar aqui.

Sérgio, recentemente tenho achado bem talifã a sua forma de falar "os haters estão chateados e vão ter que engolir mais um ~sucesso~ do Walcyr Carrasco". Primeiro, eu não sou hater do Walcyr, nunca fui, e mesmo que fosse não tenho a obrigação de engolir nada. Vc ficava criticando direto o que vc chamava de talifãs na época de Sangue Bom mas tá agindo igualzinho agora. Do jeito que se fala fica parecendo que é uma heresia suprema, uma ofensa gigante criticar qualquer mínima coisa que o Carrasco faz além do que vc considera como defeitos. Como se o Walcyr fosse o melhor autor do mundo e os outros meros escritores, enfatizando as qualidades do Walcyr e os defeitos dos outros pra amenizar os defeitos do Walcyr. Ele não é o pior autor do mundo, mas tbm não é o melhor! Aliás, nenhum é, nem os meus preferidos são.

E já tô vendo uns e outros talifãs do autor torcendo CONTRA o Manoel Carlos só porque Amor à Vida acabou. Na boa, acho isso desrespeitoso. E nem na época de Avenida Brasil eu fiz isso com Salve Jorge, a novela da Glória foi tosca por ~mérito próprio~, nem precisou de Avenida pra ser criticada (e eu nem tô elogiando Avenida, até eu mesmo cheguei a me cansar certo tempo da cultuação). Pode ser que a novela do Maneco seja uma decepção. Mas pode ser um novelão, ninguém pode saber, a novela mal começou.

Nunca desrespeitei ninguém. Mas tem coisa que acho injusta e não me vejo apto a ficar em silêncio.

Melina disse...

Sérgio, não sei como você ainda tem paciência para aguentar esse garoto! E ele ama enfiar palavras na sua boca e manipular o que você escreve. Abra o olho, Sérgio!

Maíra disse...

Olá Sérgio. Não tenho nada a dizer sobre Amora a Vida. Não assisti a essa novela. Definitivamente não gostei e não acompanhei. Uma pena, pois sou fã do Walcyr Carrasco, mas essa sua novela me desagradou.

Mas tenho que me retratar com você Sérgio. No inicio do ano em um post seu sobre o que teria em 2014 você havia dito no texto sobre Meu Pedacinho de Chão que Bruna Linzmayer seria a protagonista da novela e eu o corrigi afirmando que não seria ela, e sim uma novata, Yasmin Gonvelysk. Pois bem, em recentes notas confirmasse que Bruna será a protagonista Juliana. Eu é que estava enganada.

Anônimo disse...

Concordo com a Melina Sérgio, não sei como vc aguenta essa chato e ele ainda fica postando indiretas pra vc no twitter

Filha do Rei disse...

Já fazia um tempo que o final de uma novela era emocionante, pois tudo já era resolvido nos dias anteriores e no último dia não tinha nenhuma novidade. E ,para mim, a última cena resumiu toda a novela: pai e filho, o cuidado com a cena, a música, a poesia, tudo.

Leandro A. disse...

O Thiago Fragoso compartilhou o seu texto no Facebook dele! Parabéns! Aliás, concordo com toda a postagem. Muito bem escrita!

luciana carvalho disse...

ótimo texto sérgio! o final emocionou mesmo. Mas, fiquei meio perdida, não assisti essa novela. Achei horrorosa. Aceita minha opinião, rsrsrs bjs!!

Anônimo disse...

HUAHUAHUAHUA O CARA DÁ NOTA 5,8 SE ACHANDO O CRÍTICO DE TV!!!! HUAHUAHUA BOM TEXTO, SÉRGIO!

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, anônimo.

Sérgio Santos disse...

Um grupo de apoio, Melina? Olha, fica a dica. rs bjssss

Sérgio Santos disse...

Thallys, se a carapuça te serviu, fique à vontade par usá-la. Se já havia me chamado de talifã na época de Sangue Bom mas era por causa da Amora. Só que não me importo pq sei que não sou e nunca fui. Eu considero o Walcyr o melhor autor do mundo e os outros eu menosprezo? Não coloque palavras na minha boca, Thallys. Menos. Vc não tem que engolir nada mesmo, mas quem disse que AAV foi um fracasso, me perdoe, mas tem. Eu tive que engolir o sucesso de Fina Estampa mesmo odiando a novela. Mas nunca neguei isso, como vejo alguns fazendo.

Eu enfatizo as qualidades do Walcyr e ressalto os defeitos dos outros? Errou novamente, eu mostro os outros fazendo as mesmas coisas do Walcyr, sendo que as críticas não são as mesmas. Daí a chamar isso de defeito é concepção sua.

Não é heresia criticar nada, basta embasar as críticas. O que eu faço é rebater o que eu acho justo, só isso.

Sérgio Santos disse...

Maíra, que bobagem. Não precisa se retratar de nada. É normal ter confusão mt tempo antes de uma novela ir ao ar. Normal. Beijão e obrigado pelo carinho!

Sérgio Santos disse...

Sim, anônimo, eu sei. abçs

Sérgio Santos disse...

Foi lindo, né Cléu? Emocionante mesmo. bjssss

Sérgio Santos disse...

Eu cheguei a ver, Leandro. Fiquei feliz que ele tenha gostado. Obrigado.

Sérgio Santos disse...

Claro que aceito, Luciana. Sem problemas! bjsss

Anônimo disse...

Primeiro vilão homossexual da teledramaturgia brasileira NÃO FOI O FÉLIX! Foi Mário Liberato (Cecil Thiré) em RODA DE FOGO (1986). Ao contrário do que você pensa Amor À Vida não inventou a roda. Um pouco de pesquisa antes de escrever seus posts não faria mal algum.

Sérgio Santos disse...

Eu sei, anônimo, mas não se compara com esse, até porque os tempos eram outros e tudo não era mostrado de forma tão clara. E um pouco de educação também não faz mal a ninguém!

Anônimo disse...

Sérgio:
Acho que Amor à Vida será apenas lembrada por ter tido o primeiro beijo gay explícito. As últimas novelas que vi e achei muito boas foram Fina Estampa, que teve um personagem gay ótimo e Vidas em Jogo, que teve uma ótima trama e um final à altura.
Quanto ao sucesso de uma novela só poderemos avaliar daqui uns três anos e aí sim, teremos uma avaliação correta.
Carlos Fred Schrage.