sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"Amor à Vida", beijo gay e a quebra de um tabu

No dia 31 de janeiro de 2014, um tabu foi quebrado na teledramaturgia. O primeiro beijo gay entre homens foi ao ar em uma novela de horário nobre, na emissora mais assistida do país. E a cena foi protagonizada por Mateus Solano e Thiago Fragoso, intérpretes de Félix e Niko, em "Amor à Vida", de Walcyr Carrasco. O momento antológico repercutiu em todos os jornais, sites e ainda virou notícia no exterior.


A imensa repercussão foi previsível, pois se tratou realmente de um marco. Entretanto, é bom ressaltar que entre mulheres esse gesto de carinho já foi exibido duas vezes. Vida Alves e Geórgia Gomide  se beijaram em "Calúnia", um teleteatro exibido na TV Tupi, em 1963, cujos arquivos foram perdidos. Já em 2011, Tiago Santiago escreveu uma cena de beijo protagonizada por Luciana Vendramini e Gisele Tigre, que foi ao ar no SBT, através da fracassada novela "Amor & Revolução". Mas obviamente que essas duas situações não dignas de comparação.

O beijo de "Amor à Vida" não foi apenas a quebra de um tabu, foi também a consagração de um casal gay que conquistou uma grande torcida e acabou virando o par protagonista da reta final da novela. Félix e Niko conquistaram o público e Walcyr soube conduzir a relação de uma forma sensível e completamente
'normal'. O par da ficção poderia ser hétero sem problema algum. Todos os conflitos eram característicos de um típico folhetim.

Até mesmo um triângulo amoroso homossexual foi criado pelo autor. Eron (Marcelo Antony), após se arrepender de ter ficado com Amarilys (Danielle Winits), tentou reconquistar Niko de todas as formas, mesmo que para isso fosse necessário jogar baixo para envenenar a relação do Carneirinho com o ex-vilão. Durante vários capítulos, o telespectador presenciou essa situação, um tanto clichê em casais héteros de novelas, mas inédito em uma relação gay.

E dificilmente haveria um momento melhor para a exibição desse beijo. Tudo em "Amor à Vida" conspirou a favor, incluindo a homofobia retratada de uma forma tão forte e verossímil. E ao contrário do que foi feito na época de "América" ---- quando a Globo, com o claro objetivo de aumentar a audiência, abusou das chamadas anunciando o beijo homossexual, mas cortou a cena protagonizada por Bruno Gagliasso e Eron Cordeiro no último capítulo -----, a emissora não fez marketing em cima do momento. O final de Félix e Niko nem sequer aparecia nas chamadas, que eram focadas no embate entre César (Antônio Fagundes) e Aline (Vanessa Giácomo).

A exibição dessa sensível cena serviu para dar um fim na polêmica que sempre envolve pares homossexuais em folhetins e ainda mostrar a evolução do telespectador. Claro que o preconceito não acabou por causa do beijo gay e, infelizmente, não acabará nunca. Porém, é preciso levar em consideração a torcida que o casal conquistou e a importância dos personagens na história, afinal, não há como esquecer do que aconteceu em "Torre de Babel" (1998): na excelente novela de Silvio de Abreu, o autor precisou matar o casal lésbico (interpretado por Christiane Torloni e Silvia Pfeiffer) por causa da rejeição do público.

Félix e Niko foram um dos casais mais queridos de "Amor à Vida" e a cena final serviu para quebrar um tabu de anos. Para culminar, a sequência do beijo ainda consagrou o talento de Mateus Solano e Thiago Fragoso, além de colocar Walcyr Carrasco como o responsável por um dos momentos mais marcantes da história da teledramaturgia. E ao fechar essa trama com chave de ouro, o autor ainda abriu caminho para Manoel Carlos, que terá um casal gay (interpretado por Giovanna Antonelli e Tainá Muller) na terceira fase da história de "Em Família". Resta torcer para que na atual novela das nove essa 'polêmica' seja deixada de lado e a relação amorosa encarada com naturalidade, após o feito da trama anterior. Que assim seja!

44 comentários:

Anônimo disse...

A Globo foi a ULTIMA emissora do país a exibir um selinho gay(porque nem se pode dizer que foi um beijo). Quando esse país vai deixar de ser alienado e achar que a globo é pioneira em tudo? Pelo contrario, a globo é sempre atrasada. Pelo menos agora acaba essa chatice de criar polemica com o beijo gay em tudo que é novela só pra atrair ibope. Anunciam e depois não vai ao ar. Ah, e essa novela foi bem chata, e a de agora nem se fala, parece que deu menos de 30 esses dias, um fracasso!

Thallys Bruno Almeida disse...

Visões opostas sobre a novela à parte, eu diria que o beijo gay proporcionado por Walcyr ao encerrar o último capítulo daquela forma foi o auge de toda uma caminhada que também conta com as conduções de outros autores nas abordagens dos temas gays. Diria que foi a trama social mais bem-feita da novela, mais até do que o autismo através da Linzmeyer (já que esse andou recebendo críticas, coisa que o casal ~escapou~).

Ah, não sei se conta, mas houve o beijo insinuado entre Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) no Mulheres Apaixonadas, já que antes delas era difícil se aceitar um casal gay (independente de homem ou mulher), haja visto as duas tentativas frustradas do Sílvio de Abreu em A Próxima Vítima (com homens, aliás acho que vc tinha mencionado no artigo de A Próxima Vítima que o André Gonçalves chegou a apanhar na rua por causa disso) e em Torre de Babel (com mulheres).

Eu nem coloco a cena de Amor e Revolução no páreo porque aquilo ali foi claramente uma forma apenas de tentar chamar atenção para a novela em si.

Mas acredito que, mesmo com as chamadas focando no final de César e Aline e não no casal, parte do público queria mesmo era saber de Félix e Niko. Era o que mais interessava no último capítulo e, nesse caso, deu certo. Os cinco minutos finais são bem mais lembrados até do que o resto do capítulo. Só se falava neles. Fruto da capacidade do Walcyr de chamar a atenção do público e do carisma e talento dos dois.

Claro que isso não vai mudar a situação de uma hora pra outra, mas de alguma forma esse gesto simbólico ajudou a quebrar um tabu da própria emissora. Valeu pela coragem de, em meio a uma novela que dividiu muitas opiniões, trazer uma boa abordagem ao tema que deu mais certo durante a trama.

Por falar no Thiago, tô torcendo muito pra ele ser aprovado no teste de protagonista do Gilberto Braga. Se não me engano já vi a Camila Pitanga e a Letícia Sabatella serem cotadas pra mocinha e vilã e os dois primeiros, pra mim, dariam um bom par. Abç!

Letícia disse...

Boa noite meu caro Sérgio.

Os nove minutos finais de Amor à Vida sempre serão lembrando... A novela em si, teve lá seus problemas, o que é mais que natural, foi bem construída na medida do possível, o autor sobre amarrar sua trama muito bem. Mas o grande acerto da novela foi aproximar Félix de Niko, algo que o próprio autor admitiu que não imaginava fazer ainda no início da sua estória. A maneira com a relação deles foi construída foi de uma simplicidade encantadora, primeiro não houve a preocupação de levantar bandeiras, e sim colocar duas pessoas em situações bem cotidianas de um casal, duas pessoas que se queriam bem... Félix ajudou Niko em um momento delicado, quando o rapaz estava preste a perder seu bebê para Amarilys e seu ex-companheiro... E com um detalhe, sem pedi nada em troca, o ex-vilão ajudou por ajudar e aí começa a relação de amizade e cumplicidade deles. E o momento também era complicado para o rapaz, já que tinha perdido o apoio familiar e renegado por quase todos pelas vilanias feitas anteriormente... Neste ponto surge o filho Jonathan e sua ex-babá Márcia que o acolhe naquele momento... E para completar a trio vem Niko que representa tudo aquilo que Félix não era... Um seria o oposto do outro, e isto é o mais interessante porque acabam se completando... Os três acabam por humanizar Félix, e este acaba por demonstrar que pode ter sentimentos bons... Mas sem perder seu sarcasmo que é um dos seus principais atrativos...
Voltando ao casal, Walcyr sobre aproveitar este encontro inesperado e forma um dos grande atrativos da segunda metade da novela, pena que este encontro não ocorreu antes... A estória dos dois deixou aquele desejo de quero mais... Formaram um casal tão interessante que tiraram o lugar dos protagonistas e roubaram a cena. Ao ponto que o final deles veio depois da do casal e antes do grande final entre César e Félix que fechou lindamente a novela...
Walcyr sobre aproveitar bem o momento e nos presenteou com um belo casal que dificilmente será repetido...
Sobre a importância do beijo, se foi selinho ou não, acho que não importa muito o que realmente vale é o significado, pode não ser uma mudança brusca de comportamento, afinal de contas e infelizmente ainda é comum surgi nos noticiários, ataques homofóbicos, o que é lamentável, afinal de contas, estamos em 2014, século 21, e este tipo de comportamento já era para ser intolerado pela sociedade como um todo... Cada um tem o direito de viver como bem entende e respeito o outro como igual... É um passo que não será esquecido tão cedo e fico feliz que muitos torceram para que isso acontecesse...
Também temos que levar em conta o talento dos interpretes, Mateus e Thiago conseguiram dá o tom certo para o casal, se não fosse pelo carisma, talento e química dos atores talvez não tivéssemos o prazer de presenciar a cena do beijo... O momento era propício e a Globo sobre aproveitar sem fazer estardalhaço do feito, isto foi um sinal de maturidade...
Gostei muito de ver os dois em cena e sinto saudades dos personagens... a estória deles foi muito bem feita e a maneira que foi construída foi encantadora, a simplicidade dada a ela, também, teve seu mérito... Neste aspecto Amor à vida já deixou saudade...

Sobre a trama do Maneco, realmente, ainda não parei para assisti, quem sabe no futuro, mas reconheço que não me empolguei não... Espero que a Giovana Antonelli e a Tainá Miller conquistem o mesmo sucesso de Mateus e Thiago, apesar da achar um pouco difícil, mas nada é impossível e a Giovana já provou que sabe brilhar em cena como ninguém, basta olhar para sua personagem anterior, a "delegata" Helô...

Um ótimo final de semana meu caro Sérgio...

Flávia disse...

Sérgio, você arrumou uma brecha pra escrever mais um texto sobre Amor à Vida pra matar nossas saudades!!!! AMEEEEEIIIII!!!!! kkkk Que saudades eu tô dessa novela! Esse beijo foi um marco e o sucesso foi merecido!!!! Me emociono só de lembrar! Beijo e bom final de semana!

Anônimo disse...

A cena foi linda e antológica!Ótimo texto sobre preconceito!Não vai acabar mesmo mas essa evolução da teledramaturgia ajuda porque o povo lá do interior de não sei onde viu a cena da mesma forma que nós da cidade grande!Saudade dessa novela!E parabéns ao Walcyr Carrasco!

Leandro disse...

Quando vocês vão largar esse osso chamado "Amor à vida"...rsrsrsr..brincadeirinha... sim, foi um momento marcante, e esse sim entro para a história, mas discordo de você sobre a suposta "sensibilidade" do autor. Sim Félix foi um sucesso, e o Niko ganhou o coração do público. Porém para mim isso é mais mérito do atores que do autor.

Rita Sperchi disse...

Bom sábado Serginho!!

Olha apesar de ter pessoas assim na minha família e conviver com elas numa boa, fiquei um pouco chocada pq nunca vi numa novela.....Apesar de__________BBB ter e acho chato pq tem muita criança que ainda assiste.
Voltando a novela foi bonita bem técnico mesmo e não teve nada escandaloso......com o tempo a gente vai se acostumando com essas modernidades.
A novela em si não foi la essas coisas..mas teve sim confesso cenas bem marcantes o final por ex.

Bom final de semana
Bjussss

_________Rita!!

Felisberto Junior disse...

Olá, Sérgio
Bela análise...como num processo de tentativa e erro, as pessoas buscam soluções para viver consigo mesmo e com as demais...o acerto, beijo, aparece como uma vitória,somente que foram centenas de arremessos, e um acerto...por isso creio que vai chegar o momento em que não prestaremos mais atenção ao beijo "gay" e sim ao "beijo", a importância da ocasião na trama e a consagração do talento de Mateus Solano e Thiago Fragoso...sim, algo inviável e utópico hoje, porque assim não teríamos nenhuma repercussão midiática e , talvez, nenhum alarme de atenção...mas , termos consciência de nossos preconceitos faz parte do processo de libertação do sistema que almejamos...
Obrigado pelo carinho,belo final de semana,abraços!

Danizita L. disse...

Amor à Vida, entre críticas e elogios, entrou para a história da teledramaturgia, não se pode negar...

Bjs e bom fim de semana.

Alexandra Amaral disse...

Não sinto nenhuma saudades de Amor a Vida, mas não há como negar, as duas cenas finais entraram para a história. E quem sabe até a novela mesmo entrou para história. A cena final (Félix e César) foi uma das mais tocantes e emocionantes da história das novelas.

Sissym Mascarenhas disse...



Sergio,

Os homossexuais se amam e se respeitam.

O final foi belo. Gostei.

Bjs

Barbie Californiana disse...

Só o último capítulo fez jus ao nome da novela... não entendi o motivo de tanta crítica, sobre um beijo homossexual, por parte de algumas pessoas, Sérgio. Tenho tantos amigos gays e eles são uns amores, não fazem mal a ninguém. Eles não querem que ninguém seja gay, apenas, querem respeito e felicidade como qualquer pessoa. beijinhos

Anônimo disse...

Essa cena foi maravilhosa entrou para a história, depois de várias tentativas frustadas de outros autores. Vendo esse post e essa foto me bateu uma saudade de AAV, era uma ótima novela !

Melina disse...

Sérgio, obrigada por esse texto! Serviu para aplacar um pouco a saudade dos órfãos da novela, assim como eu! Félix e Niko fizeram um lindo e envolvente casal e eu fiquei toda boba com eles. Esse beijo foi histórico e Amor à Vida entrou para a galeria de grandes novelas brasileiras. Repercutiu no mundo, não é?

Me esqueci de te falar, Sérgio, estou vendo os primeiros capítulos da novela. Como você sabe, eu não acompanhei o início da novela porque estava totalmente envolvida com Sangue Bom. E que capítulos! A novela já começou pegando fogo! Me arrependo de não ter visto desde o início. Mas pelo menos foi bom porque aproveito pra ir matando as saudades!

Só mais uma coisa, querido, você que tem Twitter, me diga, o que as pessoas falaram sobre a cena de ontem de Em Família? Falaram que o Manoel Carlos plagiou Avenida Brasil? Eu achei a cena tão exagerada e os atores tão ruins! Como pode aquele moleque franzino derrubar um musculoso daquele? E o rapaz que faz o Laerte é um canastra nato! Nem lembro o nome do ator mas prefiro continuar sem lembrar. Um beijo e bom restinho de sábado!

Fabrício disse...

Estou sentindo mais saudade dessa novela do que eu poderia imaginar. E olha que nem amava tanto assim. Mas os personagens, a história e todas as reviravoltas fazem falta! Muito bom esse texto que você escreveu. Esse beijo histórico merecia uma postagem exclusiva. Até iria sugerir isso mas recuei porque a novela já tinha acabado. Abraço!

Re disse...

Saudades Félix e Niko são inesquecíveis.

Maxxi disse...

Estava mesmo sentindo falta de você destacar esse momento ímpar (aliás, que não seja ímpar, mas tão logo seja comum). De 98 para cá, muita coisa mudou. Nem consigo acreditar que o público rejeitou um amor de duas mulheres, obrigando o autor a assassiná-las na trama. Veja que evolução.

Olha, Sérgio, fiquei extremamente frustrado na época de América, em que o beijo foi amplamente divulgado, porém não foi exibido. Mas hoje entendo perfeitamente. Acho que naquela época (2005), ainda não estava o público preparado, além de estar completamente sem contexto. Hoje, com as loucuras de Marcos Feliciano, ataques a homossexuais com lâmpadas e recentemente, a tímida abertura ao casamento gay, possibilitaram que o beijo entre homens tivesse sentido. Mas ainda sonho com a Globo exibindo o beijo de Júnior e Zeca - afinal, se está gravado, existe.

Também estou sentindo a falta da novela, demais, embora não gostasse tanto na época que ela estava em exibição. Faz falta mesmo! Agora, vou aplaudir de pé Carrasco, Fragoso e Solano, porém não aplaudo a Rede Globo. COnforme afirmado pelo primeiro internauta, a Globo está é atrasada. Enquanto redes "menores" como Sbt e Manchete (senti falta da citação de Mãe-de-santo)já ousaram mais cedo. Sem falar nos enlatados da TV a cabo. Merece ainda citação por se tratar da maior emissora do país. Pena que acredito que momentos como esse sejam ainda tabus na emissora durante mais uma ou duas décadas.

Anônimo disse...

Eu só queria dizer que ri muito da sua sambada na cara dos hipócritas que criticaram AAV e ignoraram o barraco mexicano de EM FAMÍLIA! você vai direto na ferida sem dó! huahuahua

Lucas disse...

Hipócritas?! Nossa tem gente que leva isso a sério mesmo! Mas não há como comparar o texto dos dois autores sem constatar a superioridade do Manoel Carlos, ele ai mais fundo na construção dos diálogos, na constituição dos personagens enfim, tudo. Quanto aos barracos, não tenho nada contra, toda novela tem, afinal são novelas. O que muda é a forma de construir o "barraco". Para mim WC é para a teledramaturgia quase o que Paulo Coelho é para a literatura: uma praga. E digo quase porque é mais fácil aturar o didatismo e a superficialidade do autor de telenovelas do que o misticismo do autor "literal".

Milinha disse...

Serginho, sou a Mila do Twitter! Sempre te encho o saco por lá! rsrsrsrs Tô sempre por aqui lendo tudo mas não comento porque tenho preguiça! rsrsrsrs Mas dessa vez eu fiz questão por causa de ontem! A sua sensatez e a sua linha de coerência impressionam e te fazem superior!Sem babação de ovo porque eu não sou dessas!Mas eu fiquei chocada com a cara de pau das pessoas que criticaram a tão falada mexicanização (existe essa palavra??) de Amor à Vida e ficaram quietinhas com aquele dramalhão de quinta categoria de Em Família. E eu digo mais, foi pior que a morte da Nicole. Tudo foi tão exagerado que eu achei que a Maria do Bairro fosse chegar. Eu detestei Amor à Vida e você sabe, mas a cena de ontem foi do mesmo nível e ninguém falou nadinha! O nome de um autor muitas vezes tem peso mesmo! Mas apesar de ter detestado essa novela do Walcyr e aproveitando esse seu post, não posso negar que esse beijo foi histórico e que a cena foi linda. Eu me emocionei. Agora se eu que odiei a novela chorei imagina quem gostou como foi o seu caso! rsrsrs E a cena do César chorando também foi linda! Beijinho!

Alexandra Amaral disse...

Barraco mexicano, Anônimo? kkkk.

alma disse...

''dramalhão de quinta categoria'' ?? - É pra rir?

Sérgio Santos disse...

Não conta, Thallys, pq uma estava vestida de homem e era uma peça teatral. E foi um selinho de 2 segundos. Walcyr entrou pra história com essa novela e com esse último capítulo. Assim como os atores. O próprio autor disse que ele apenas concluiu um caminho iniciado por Silvio de Abreu, Gilberto Braga e Glória Perez, mostrando novamente humildade e ética ao valorizar seus colegas.

Tb torço pro Thiago ser aprovado pq ele tem talento pra protagonista e essa novela parece boa.

Sérgio Santos disse...

Olá minha cara Letícia! Serão lembrados pra sempre! O restante do capítulo foi tradicional, casamentos, finais felizes etc... Mas eu ainda destaco tb a Márcia de chacrete e a Amarilys desmascarada. rs

Félix e Niko formaram o melhor casal gay de todos os tempos e será mt difícil algum outro superá-lo. O desfecho foi a coroação de um grande trabalho. Amor à Vida deixou mtas saudades e eu poderiam enumerar tudo aqui, mas ficaria grande demais. rs

Em Família parece uma boa novela e agora a trama tá melhorando. Mas a terceira fase é que será a prova dos nove. Bjão e boa semana.

Sérgio Santos disse...

Pois é, Flávia, arrumei! rsrs Bjão!!!!

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, anônimo. E ótimo o seu comentário.

Sérgio Santos disse...

Leandro, respeito sua concepção, mas discordo totalmente. Walcyr criou a trama e os personagens, isso é mérito dele. Os atores tb merecem todos os elogios pq fizeram por merecer o sucesso que fizeram. Mas isso é resultado de um conjunto excelente e desmerecer o Walcyr é bobagem. abraços!

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, Rita. bj

Sérgio Santos disse...

É verdade, Felis. E tomara que daqui a um tempo seja só beijo e não beijo gay. abçs

Sérgio Santos disse...

Exato, Danizita. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo comentário, Alexandra! bjssssss

Sérgio Santos disse...

Foi mt bonito, Sissym. bjão

Sérgio Santos disse...

Isso é verdade, Barbie, no último capítulo da novela o título fez todo o sentido. Me arrependi até de ter escrito aquele texto falando mal do título. Bjão

Sérgio Santos disse...

Tb sinto saudades, anônimo. abçs

Sérgio Santos disse...

De nada, Melina! Esse foi o último texto sobre Amor à Vida. Tenhp saudades tb, inclusive de escrever sobre. Da mesma forma que sinto falta de escrever sobre A Vida da Gente, Lado a Lado, Sangue Bom, enfim... Foi um final lindo e antológico.

Que bom que vc está vendo os capítulos iniciais. Sim, a novela começou com um ritmo frenético.

Sobre sua pergunta, os haters não falaram nada não. Mas se fosse o Walcyr falariam, óbvio. Tinha gente criticando o enterramento da Rebeca sendo que a cena nem existiu... Mas eu achei a cena ótima e foi o auge do capítulo. Nesse caso da briga, o Virgílio tava "vencendo", mas Laerte usou o golpe baixo da espora pra revidar. Bjssss

Sérgio Santos disse...

Fabrício, eu já sabia que iria sentir mta falta. Me envolvi com a novela e quando isso acontece é inevitável. O vazio continua. Abraços e obrigado.

Sérgio Santos disse...

São mesmo, Re!

Sérgio Santos disse...

Foi uma evolução mesmo, Maxxi! E que bom que o tabu foi quebrado. Tomara mesmo que em breve tudo seja comum.

A novela deixou saudades e fez um merecido sucesso. Vários personagens ficaram marcados no gosto popular.

Silvio de Abreu soube construir ótimos casais gays e foi uma pena que em 1998 o casal precisou 'morrer'.

Infelizmente, tb tenho minhas dúvidas sobre isso e talvez a emissora tenha resistência em outras novelas. Mas Amor à Vida pelo menos ficou marcada. abçs

Sérgio Santos disse...

Eu não sambei, anônimo, eu só fiz questão de mostrar que aquela cena de Em Família foi absurdamente mexicana, mostrando toda a incoerência de algumas pessoas que se julgam imparciais e justas. Eu nunca vi problema em cenas desse tipo, portanto, achei a de Em Família ótima, assim como a de AAV. O engraçado é que alguns apelaram pro comentário " se fosse casamento do Walcyr teria torta na cara". Gabriela e AaV não tiveram nada disso, mas eles não se importam.

Sérgio Santos disse...

Lucas, praga? Quanto ódio! Mas é uma praga que emplaca vários sucessos e entrou pra história da teledramaturgia, gostando dele ou não. Desculpa, mas isso de construção de barraco não cola. O do Maneco não fugiu de nada do comum: uma parte entrando na igreja chamando o cara de assassino, depois vem a briga e depois chega a polícia. E texto cada autor tem o seu. Maneco é expert em diálogos do cotidiano e os estilos de texto são totalmente distintos.

Sérgio Santos disse...

Mila, vc não me enche o saco. No Twitter tem mta gente que enche, mas não é o seu caso. Só fiquei surpreso em te ver aqui. Milagre.

Não me acho superior em nada, mas não me aguentei. Tive que dar um soco no estômago das incoerências de algumas pessoas que cagam regra lá. Negar que aquela cena de Em Família foi mexicana é cinismo demais. Mas, como eu disse, nada demais em ser. TODAS as novelas têm algumas situações ou tramas mexicanas. Só é ridículo usarem esse argumento pra uma só e ignorarem todo o resto. Não tenho saco, sério.

E sim, eu sei que vc odiou a novela, mas vc nunca negou o sucesso dela ou tentou menosprezar as qualidades. E, claro, respeito não ter gostado. Pois é, se vc se emocionou, imagine eu que fui fã da novela. Bjs e apareça mais.

Sérgio Santos disse...

Ah, Mila, só um esclarecimento a mais. Não achei a cena de Em Família um drama mexicano de quinta, assim como não achei a morte da Nicole na igreja. Mas vc pelo menos manteve sua linha de coerência. E acho que mexicanização não existe, não. rs

Lucas disse...

Atualmente qualquer um entra para a história de qualquer coisa...

Sérgio Santos disse...

Se vc acha isso, Lucas...