segunda-feira, 29 de abril de 2013

Com um elenco jovem e uma história envolvente, Sangue Bom estreia recheada de atrativos

Seis protagonistas. Seis jovens. Seis pessoas que apresentam diferentes estilos de vida. Seis histórias que se cruzam. O ter, o ser, o aparecer, o invejar e o amar. A obsessão pela fama, a cobiça pelo luxo e o desprezo pelo lixo. Tendo esse universo como principal premissa, estreou nessa segunda-feira (29/04), a nova novela das sete: "Sangue Bom". Escrita por Maria Adelaide Amaral em parceria com Vincent Villari, a trama tem como principal objetivo recuperar o ibope do horário após os baixos índices obtidos por "Guerra dos Sexos". E por tudo o que foi visto no primeiro capítulo, essa recuperação de fato ocorrerá e o objetivo será alcançado.


A novela logo começou exibindo lindas imagens e se preocupou em apresentar todos os protagonistas da história sem grandes enrolações. Com uma direção impecável de Denis Carvalho, todas as apresentações, aliás, foram feitas de forma sutil; o que acabou gerando um excelente resultado, pois o telespectador se sentiu mais acolhido na história e a sensação de já conhecer todo mundo se fez presente. Bento (Marco Pigossi), Giane (Isabelle Drummond), Amora (Sophie Charlotte), Fabinho (Humberto Carrão), Maurício (Jayme Matarazzo) e Malu (Fernanda Vasconcellos) formam o sexteto central da história e ao longo da trama irão protagonizar clássicos conflitos amorosos. Afinal, de acordo com a sinopse, Giane ama Bento, que ama Amora, que é noiva de Maurício, que é o grande amor de Malu; enquanto que Fabinho só ama a si próprio.

Mas, pelo pouco do que foi exibido no primeiro capítulo, ficou bem explícito que não será só a trama dos protagonistas a responsável por segurar o público diante da televisão. Giulia Gam, após ter uma personagem totalmente inútil em "Amor Eterno Amor", ganhou o melhor papel da novela e que faz jus ao seu

domingo, 28 de abril de 2013

Troféu Imprensa: uma premiação que perdeu o prestígio e estagnou nos anos 90

Nesse domingo foi ao ar a 55ª edição do "Troféu Imprensa", premiação criada pelo saudoso Plácido Manaia Nunes em 1958, cujos direitos foram cedidos ao Silvio Santos em 1970. Esse evento, onde jurados analisam e votam nas melhores produções televisivas e nos artistas mais talentosos, sempre foi muito respeitada. Porém, já tem algum tempo que esse prestígio foi perdido. Isso porque há anos temos um festival de indicações equivocadas, análises de grande parte do juri que pouco acrescentam e muitas vezes injustos vencedores. Para culminar, o programa tem apresentado pouquíssimas mudanças desde que estreou na tevê. E, pelo que foi visto no programa de 2013, tudo continua exatamente igual.


Os jurados são sempre os mesmos, com raríssimas mudanças. O esquema de votação --- que já deveria ter sido alterado há muito tempo ---- também não muda: onze pessoas para cinco votos por indicação, ou seja, muitos jurados não votam em várias categorias. E infelizmente, vários jornalistas exageram nas bajulações em cima do Silvio Santos e das atrações do SBT. Esse conjunto de situações deixa o programa cansativo e  o telespectador fica com a sensação de já ter visto tudo aquilo antes, uma vez que muitas das indicações são iguais e as próprias análises dos jurados se repetem. O cenário é praticamente o mesmo, assim como o posicionamento dos jornalistas que participam das votações. Quem assiste sente que está vivendo em plena década de 90. 

Porém, em meio a tanta mesmice, a única repetição prazerosa de se ver é a desenvoltura de Silvio Santos no palco. Ele é a alma do programa e consegue divertir com suas pérolas. É o maior comunicador do

sábado, 27 de abril de 2013

Embora rejeitada pelo público e pela crítica, Guerra dos Sexos termina com mais acertos do que erros

Chegou ao fim, nessa sexta-feira (24/09), o remake de "Guerra dos Sexos". Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando (os mesmos envolvidos na obra original), a novela estreou cercada de expectativas. Afinal, todos que acompanharam a primeira versão em 1983 gostariam de ver a nova roupagem da obra, assim como todos que não tiveram a oportunidade de assistir na época, queriam conhecer mais a história que revolucionou a teledramaturgia na década de 80. Entretanto, depois de alguns capítulos exibidos, a decepção foi grande. O público rejeitou, a crítica massacrou e o ibope foi muito baixo.


Pouco tempo depois de ter estreado, muitas críticas surgiram em cima da temática da novela. A guerra entre homens e mulheres foi considerada ultrapassada e muitos questionaram as poucas mudanças que o autor fez na trama. Vários atores também desagradaram pelo tom exagerado que colocaram nos personagens. Enfim, no início tudo parecia uma imensa catástrofe. Mas a verdade é que houve uma grande injustiça em cima desse remake. 

Silvio de Abreu realmente errou ao não inserir nenhum novo personagem na novela. E nas semanas iniciais a trama andava em círculos, não saía do lugar e cansava o público. Se em 1983 havia um ritmo mais moderado na teledramaturgia, o mesmo não se pode dizer nos tempos atuais. Agilidade agora é tudo na ficção. Porém,

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sangue Bom: o que esperar da próxima novela das sete?

Desde que as chamadas de "Sangue Bom", a nova novela das sete que estreia na próxima segunda-feira (29/04), começaram a ir ao ar, ficou claro para o telespectador que a trama apresentada será baseada no universo adolescente. Os seis protagonistas são jovens e todos, pelo menos de acordo com o que tem sido mostrado, terão dramas que se intercalarão ao longo do tempo. Com ares de comédia romântica, a história tem grandes chances de agradar.



As chamadas estão alegres e a trilha sonora apresentada até agora reflete bem esse universo adolescente: muitas bandas tocariam facilmente na "Malhação", por exemplo. Aliás, Maria Adelaide Amaral, a autora ao lado de Vincent Villari, ficou irritada quando um repórter perguntou se sua trama seria uma espécie de "Malhação", por ter tantos atores jovens em papéis importantes. Mas fica difícil não fazer uma comparação, afinal, a novelinha duradoura da Globo sempre teve um elenco repleto do adolescentes. Porém, deixando as polêmicas de lado, a trama tem potencial para ser um sucesso.

Só pelo pouco do que foi apresentado ao público, está bem explícito que vários personagens se destacarão e muitos atores brilharão com seus papéis. É o caso de Isabelle Drummond, por exemplo, que viverá uma personagem masculinizada. Após angariar elogios em todos os seus trabalhos, a atriz tem

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Quarteto amoroso se transforma no grande trunfo da reta final de Guerra dos Sexos: Afinal, quem vai ficar com Nando?

Faltando poucos capítulos para seu fim, "Guerra dos Sexos" tem apresentado uma reta final bastante movimentada. O telespectador pôde presenciar uma verdadeira corrida maluca atrás dos diamantes da Roberta (Glória Pires); onde Vânia (Luana Piovani), Olívia (Marilu Bueno), Juliana (Mariana Ximenes), Ulisses (Eriberto Leão), Felipe (Edson Celulari), Kiko (Jonny Massaro), Analú (Raquel Bertani), Nando (Reynaldo Gianecchini), Charlô (Irene Ravache), Nenê (Daniel Boaventura), Veruska (Mayana Moura) e a própria Roberta, protagonizaram cenas bizarras e totalmente sem sentido, mas que, por sua vez, proporcionaram muita diversão. Além dos risos, ainda houve espaço para emoção ---- através das lindas cenas entre Otávio e Charlô, quando finalmente os rivais dão uma trégua e se declaram apaixonados ---- e tensão ---- com prisão da Carolina (Bianca Bin) e o surto psicótico de Manoela (Guilhermina Guinle). Porém, mesmo com todas essas ótimas sequências, o que tem despertado mais curiosidade e expectativa no público é o desfecho do quadrilátero amoroso composto por Roberta, Felipe, Juliana e Nando.


Já tinha ficado claro que esse clássico conflito romântico seria o maior acerto da novela desde que o triângulo protagonizado por Roberta, Nando e Juliana começou a se desenhar. Em meio a uma 'guerra' entre homens e mulheres, as relações amorosas do trio acabaram ganhando cada vez mais destaque, sendo muito bem recebidas pelo telespectador. O motorista fiel do Otávio sempre foi apaixonado por Juliana, mas acabou se envolvendo com Roberta. Após inúmeras situações, Nando acabou terminando tudo com a ricaça e finalmente começou um relacionamento com a mulher de seus sonhos. Novos conflitos surgiram e agora, na reta final, Felipe entrou no meio desse imbróglio amoroso, transformando o triângulo em um quadrilátero e disputando Roberta com Nando; enquanto que sua filha vive uma crise no relacionamento com o motorista.

Ou seja, no último capítulo, o grande trunfo guardado por Silvio de Abreu é justamente como toda essa situação será desenvolvida. Afinal, com quem Nando vai ficar? O autor vai manter o final da versão de 1983, o deixando com a

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mais Você, atropelamento e o show de profissionalismo de Ana Maria Braga

Na última segunda-feira (22/04), ocorreu um imprevisto bem no início do "Mais Você". Ana Maria Braga foi atropelada por um 'carro inteligente' ---- veículo que não precisa de motorista para ser guiado e que a apresentadora estava mostrando aos telespectadores. Enquanto o modo automático funcionava, tudo ocorria bem; no entanto, quando o professor responsável pela apresentação do protótipo desligou o sistema, o carro desceu a ladeira de ré, pois não estava com o freio de mão puxado. Como a porta estava aberta, acabou atingindo Ana Maria em cheio, que caiu de boca no chão. O susto foi grande. No entanto, o que foi visto depois foi uma aula de profissionalismo da apresentadora.


Enquanto a produção cuidava da Ana, o Louro José (Tom Veiga) comandava o segundo bloco da atração. E o óbvio seria que a apresentadora fosse imediatamente atendida por médicos, largando o programa, deixando o Tom no comando do "Mais Você". Afinal, era uma emergência. Porém, não foi isso que aconteceu. Já no terceiro bloco, Ana Maria Braga voltou ao ar, ainda assustada e trêmula, para continuar a apresentação. Chamou, inclusive, a equipe de pesquisadores responsável pela criação do 'carro inteligente' para terminar a entrevista. Depois ainda fez questão de tranquilizar os telespectadores. E é bom ressaltar que a atração ainda tinha, pelo menos, mais 40 minutos de duração.

A imprensa, claro, repercutiu o acidente, que virou o assunto do dia. Graças aos jornalistas, aliás, o público pôde saber que a apresentadora tinha levado cinco pontos na boca (houve um corte na parte de dentro do lábio inferior) e, após uma bateria de exames, estava se recuperando em casa. Essa informação

terça-feira, 23 de abril de 2013

Lurdinha e Maria Vanúbia: enquanto Bruna Marquezine não convence, Roberta Rodrigues se destaca em Salve Jorge

Deixando de lado as incoerências exibidas em "Salve Jorge" desde a sua estreia, é possível observar com mais calma os personagens da novela. E a trama contém dois tipos que apresentam perfis muito parecidos. São duas periguetes, moram no Complexo do Alemão, amam protagonizar um barraco, exageram nos trejeitos e falam alto o tempo todo. Claro que essas características são da dupla formada por Lurdinha e Maria Vanúbia, as musas do núcleo mais caricato da obra de Glória Perez. Entretanto, apesar das personagens serem muito semelhantes, há uma diferença gritante no desempenho das atrizes.


Enquanto Bruna Marquezine não consegue transmitir naturalidade com sua periguete, Roberta Rodrigues esbanja espontaneidade e se destaca em todas as cenas. Vanúbia é o retrato das periguetes das favelas cariocas e a atriz está sabendo conduzir a personagem muito bem. Ainda conseguiu despertar a simpatia do público. Já Lurdinha não teve a mesma sorte. Bruna não convence e fica claro que a atriz está tentando interpretar um tipo que nada tem a ver com ela, o que é péssimo para qualquer ator. O telespectador tem que enxergar o personagem e não o ator vivendo um papel fictício.

Após viver crianças boazinhas e, depois de crescida, algumas mocinhas românticas, Bruna Marquezine finalmente ganhou uma personagem diferente e que exigia dela uma nova entrega. Lurdinha é um tipo que qualquer atriz caracterizada por tipos meigos gostaria de interpretar. Porém, infelizmente, ainda não foi

segunda-feira, 22 de abril de 2013

SBT acerta na reformulação do "Astros"

No dia 2 de abril, estreou mais uma temporada do "Astros" no SBT. Após ficar meses no ar em 2012 sem conseguir índices de audiência muito satisfatórios, a atração voltou reformulada, muito provavelmente para tentar alavancar esse números e também evitar comparações com o "Got Talent Brasil", estreia recente da Record. Após alguns programas já exibidos, pode-se constatar que a decisão de alterar algumas características da competição foi acertada.


Agora há duelos diretos entre os participantes. A cada rodada ocorre uma disputa entre duas equipes, que podem ser musicais, cantores, números circenses ou variedades. Os quatro jurados ficam encarregados de mexer uma alavanca, onde a mesma comanda uma seta que pode ficar do lado verde  (aprovação) ou do lado vermelho (reprovação). O candidato que obtiver mais verdes é aprovado para voltar no final do programa e assim disputar com os demais aprovados do dia o prêmio de cinco mil reais.

Ao deixar de lado a tradicional fase de aprovações consecutivas, empurrando os aprovados para outras fases, até chegar na "grande final", a produção demonstrou inteligência. Havendo um vencedor por programa, o formato acaba ficando mais

sábado, 20 de abril de 2013

Altas Horas: vida inteligente e entretenimento de qualidade na madrugada

A programação da madrugada dos canais abertos nunca foi das melhores. É muito difícil o telespectador notívago ter algo de interessante para assistir depois da uma da manhã. Nos finais de semana, então, é ainda pior. No entanto, aos sábados, na Rede Globo, há um bom programa e que está há mais de dez anos no ar entretendo a madrugada de quem opta pela televisão nesse ingrato horário: o "Altas Horas".


Apresentado por Serginho Groisman, a atração, que tem pouco mais de duas horas de duração, sempre conta com a presença de vários entrevistados e de, pelo menos, duas bandas que ficam no palco do início ao fim. Todos os presentes respondem a perguntas feitas pela plateia e também pelo próprio apresentador. Tudo em meio a um clima descontraído e muito agradável.

O formato do "Altas Horas" é exatamente o mesmo do "Programa Livre", que era comandado pelo Serginho na época em que ele estava no SBT. Com a saída do apresentador da emissora de Silvio Santos em 1999,

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O país perdeu uma de suas maiores atrizes: Cleyde Yáconis se foi

Essa semana não foi nada feliz para o mundo das artes dramáticas. O Brasil perdeu uma de suas maiores atrizes. Internada desde outubro de 2012 no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Cleyde Yáconis faleceu na última segunda-feira (15/04). A atriz, que nasceu em Pirassununga no dia 14 de novembro de 1923, era muito simpática e tinha uma vida simples. Apesar de ser venerada por muitos colegas e sempre ganhar vários prêmios em virtude de suas grandiosas atuações, nunca se deslumbrou. Costumava ficar em seu sítio cuidando das plantas nos períodos de descanso. Estava com 89 anos e seu último papel na televisão foi a divertida Brígida, de "Passione" (2010), ótima trama de Silvio de Abreu.


Cleyde Yáconis cursou enfermagem e queria ser médica, mas, em 1950, foi incentivada por sua irmã, Cacilda Becker, a trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia. Já em 1958, ao lado da irmã, Ziembinski, Fredi Kleeman e Walmor Chagas, fundou o Teatro Cacilda Becker, estreando "O Santo e a Porca", de Ariano Suassuna. Definitivamente, para a sorte dos fãs, a medicina já tinha ficado totalmente de lado na vida dessa grande mulher.

Com mais de 30 peças no currículo, a atriz era uma apaixonada por teatro e também participou de vários filmes, no entanto, ficou conhecida do grande público graças aos seus trabalhos na televisão, onde ingressou em 1966. Atuou em várias novelas das extintas TV Tupi e TV Excelsior, incluindo clássicos como "Éramos Seis" (1967),