sexta-feira, 26 de junho de 2015

Triângulo amoroso protagonizado por Pedro, Júlia e Felipe é um dos trunfos da reta final de "Sete Vidas"

Lícia Manzo tem uma capacidade rara de emocionar o telespectador, evitando qualquer tipo de pieguice. A autora também sabe como envolver o público com seus personagens reais, cujas relações são sempre cheias de dificuldades impostas por decisões ou pela própria vida. E uma das muitas questões que tem norteado esta reta final de "Sete Vidas" é o dilema amoroso de Júlia (Isabelle Drummond), personagem que se vê dividida entre a razão e a emoção, encabeçando um triângulo amoroso bastante complexo.


A menina é o grande elo de ligação dos irmãos (todos filhos de Miguel - Domingos Montagner) e foi a responsável, direta ou indiretamente, pela aproximação de todos. E, ironicamente, ela é a única que não é filha do doador 251, uma vez que a mãe Marta (Gisele Fróes) mentiu a respeito de sua origem, provocando uma verdadeira avalanche sentimental em sua vida. O triângulo amoroso que a tem como protagonista, inclusive, é consequência de toda esta rede de mentiras.

Júlia e Pedro (Jayme Matarazzo) se apaixonaram perdidamente assim que se conheceram e logo tiveram que 'interromper' este forte sentimento em virtude da descoberta do laço sanguíneo ---- que nunca existiu, mas, na época, eles sequer imaginavam que não eram irmãos. Os dois tentaram seguir suas respectivas vidas até que ela descobriu toda a verdade e foi correndo contar a ele.
Só que seu grande amor namorava Taís (Maria Flor) e a mesma estava grávida. Foi a partir de então que tudo ficou ainda pior, por mais difícil que podia parecer.

O filho de Vicente, com medo de repetir o que tanto julgou em Miguel, preferiu imitar a conduta mais 'responsável' de seu pai adotivo (Vicente - Ângelo Antônio) e não teve coragem de terminar com a namorada. Resolveu ficar com ela e assumir a criação da criança, magoando Júlia. Entretanto, ao contrário do que tentava transparecer, Pedro não se conformava com sua própria decisão. O rapaz foi ficando cada vez mais amargurado, com um ódio imenso de si mesmo, que era passado para os outros, principalmente seu pai biológico. Virou simplesmente uma pessoa insuportável de se conviver.

O tempo passou, as vidas foram se encaminhando, ainda que tortamente, até que Júlia viajou com Miguel e Felipe (Michel Noher) ---- o sétimo filho do doador, que recebeu parte do fígado do pai, escapando da morte. Durante a viagem, os dois se envolveram e a partir de então estabeleceram uma bonita relação de cumplicidade. Enquanto este vínculo era fortificado, o de Pedro com Taís era fragilizado, com o personagem a cada dia mais angustiado e infeliz. Só que Júlia também nunca esqueceu Pedro, por mais que negasse.

A grande virada do triângulo ocorreu quando uma briga generalizada aconteceu durante uma reunião dos irmãos, provocada por Pedro, que ironizou Felipe ---- grande cena, vale ressaltar. Laila (Maria Eduarda de Carvalho) deu um merecido tapa de palavras no irmão, o chamando até de buraco negro, e ele pela primeira vez se deu conta do que tinha se tornado: um ser humano infeliz, triste, arrogante e amargurado, características que nada condiziam com o que era. Depois de receber um verdadeiro choque de realidade, o personagem passou a se questionar e pela primeira vez resolveu ser sincero consigo mesmo.

Pedro simplesmente disse para Taís que ela estava certa em ficar magoada e que ele e Júlia ficaram com algo mal resolvido. Disse ainda que lutaria por seu amor, mesmo podendo ser tarde demais. A sequência foi lindíssima, destacando Jayme Matarazzo e Maria Flor. Após este franco diálogo, o personagem partiu para a luta e foi atrás da sua grande paixão. Ao encontrar Júlia, o rapaz se declarou e deixou a menina emocionada. O texto de Lícia foi de uma sensibilidade ímpar e os atores emocionaram, principalmente Isabelle Drummond. Porém, a filha de Marta fez questão de colocar ---- mesmo tendo ficado claramente balançada ---- que aquelas palavras foram certas, mas no momento errado.

E todo este imbróglio ainda provocou uma compreensível indignação de Felipe. O argentino se enfureceu quando soube pela própria namorada da 'declaração' do irmão e foi tirar satisfação com ele. Foi durante esta discussão que toda a complexidade deste triângulo foi exposta, deixando claro que não há vilão e nem mocinho. Felipe acusou Pedro de deslealdade e o mesmo rebateu dizendo que ele sabia onde estava se metendo quando resolveu ficar com Júlia. Os dois têm razão. O ex de Taís não agiu certo ao se declarar sem nem ao menos conversar com o 'rival', ao mesmo tempo que o irmão tinha plena consciência desta relação complicada com Júlia. Aliás, a própria também sabia que provocaria uma grande 'saia justa' se envolvendo com dois irmãos, ainda mais naquela situação nada fácil. Ou seja, não há santos e nem pecadores.

Júlia ama os dois, quanto a isso não há questionamento. Entretanto, este amor não é igual. São sentimentos distintos e ela terá que fazer uma opção, evidenciando qual deles é maior: o amor e admiração por Felipe, com quem vive uma relação estável, ou a paixão e o carinho que sempre sentiu por Pedro. A autora vem encaminhando toda esta situação para uma reconciliação de Pedro e Júlia, principalmente quando expõe a insegurança dela quando o mesmo se aproxima. Mas tudo está tão bem entrelaçado sentimentalmente que um final com Felipe também é cabível.

Vale lembrar que Lícia proporcionou para o telespectador uma situação emocional arrebatadora em "A Vida da Gente", com o triângulo Ana (Fernanda Vasconcellos), Manu (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso). Da mesma forma que ocorre na trama atual, as torcidas se dividiram e Rodrigo ficou inseguro sobre seus sentimentos depois que Ana voltou do coma. Só que nesta história, o amor que ele construiu com Manu (a partir da dor da perda e da dificuldade da vida) era infinitamente mais forte e o seu final feliz com ela já era esperado. O desfecho, aliás, foi de uma sensibilidade rara.

Agora, em "Sete Vidas", o triângulo criado pela autora está envolvido em questões totalmente distintas, embora tão intensas quanto. Também é preciso mencionar o trio Lígia (Débora Bloch), Miguel (Domingos Montagner) e Vicente (Ângelo Antônio), outro grande imbróglio amoroso. E neste caso fica claro o forte sentimento que a jornalista tem pelo navegador e ele por ela. Lígia sente segurança em Vicente, mas nunca o amou. Aliás, uma das mais qualidades desta novela é justamente as comparações que podem ser feitas. Teoricamente, por exemplo, pode-se comparar a relação de Lígia e Vicente com Júlia e Felipe, assim como de Lígia e Miguel com Pedro e Júlia. Mas será que as duas mulheres priorizarão o forte sentimento ou a tranquilidade de algo mais estável? Este questionamento é muito interessante.

Lícia Manzo novamente conseguiu conquistar e envolver quem assiste com relações lindas, intensas e repletas de problemas, como realmente ocorre na vida. O fato de todos os personagens terem razão e estarem errados ao mesmo tempo engrandece o enredo, que em nenhum momento precisou de um vilão ou vilã para atrapalhar os casais ---- não que isso seja um demérito, vale ressaltar. O triângulo Pedro, Júlia e Felipe é um claro exemplo onde todos têm o direito à felicidade. Pedro tem que correr atrás do seu amor, Júlia precisa se libertar desta angústia que a persegue e Felipe precisa ficar ao lado de quem entende sua forma de viver. E a forma como estas três vidas (das sete do título) farão para conseguir isso é um dos muitos trunfos desta reta final.

47 comentários:

Cadete disse...

Ótimo texto.É uma maneira muito interessante mesmo de ver a história dos casais. Tenho pra mim justamente isso, que Felipe e Vicente são os portos seguros, são aqueles que fazem da vida mais estável, mais tranquila. Com eles, você não tem que se preocupar com uma reviravolta iminente. Eles são a calmaria, enquanto que Pedro e Miguel são o oposto. Eles são a tempestade. São daquelas pessoas que tiram o ar da gente quando tudo parece tão normal, tão certo. São daquelas pessoas que por serem a chuva, nos trazem os sentimentos mais intensos, mais a flor da pele, que lavam nossa alma, que nos fazem dançar na chuva, porque eles mostram que nem toda tempestade é ruim... Pelo menos, é assim que eu vejo :P

Elaine disse...

Nossa, Sérgio, essa capacidade que você tem de analisar os comportamentos dos personagens é formidável. Vc é psicólogo? Eu estou encantada com esse seu texto e nunca imaginei que esse triângulo fosse ser tão bem descrito e analisado.

Anônimo disse...

A Júlia ama o Pedro e a Ligia ama o Miguel. Isso é claro na história.

Thamires disse...

Parabéns pelo texto! Eu prefiro Júlia com Felipe mas dá pra ver que ela não ama ele e sim o Pedro. Assim como dá pra ver que Ligia ama Miguel, só que nesse caso eu torço pra Ligia ficar com Miguel mesmo. Também achei muito bem construído todo este triângulo e tá muito complexa a trama. Licia é incrível.

Anônimo disse...

Me encantó su texto también. Muy acertado el análisis de este triángulo amoroso tan complejo. Siendo argentina, y por las características tan especiales que tiene este personaje, Felipe, del cual me "enamoré" desde su primer escena en el hospital, no puedo dejar de poner mis fichas en un final Julia - Felipe; aunque este parezca el menos posible. Esta novela, como la anterior de Lícia, es diferente a cualquier otra, sobre todo porque la "enseñanza moral" que pretende dejar - desde mi punto de vista - no es el de siempre, "El amor siempre triunfa", sino "Hay que arriesgarse en cuanto la vida nos da una oportunidad". En todas las novelas, siempre es la pareja principal la que pasa por mil inconvenientes, hasta poder estar juntos al final. Sería el caso de Pedro y Julia, en Sete Vidas. Pero creo que la cosa va más allá. Para mí, Pedro fué el personaje "covarde", el más humano, el que nos representa a la gran mayoría de nosotros, enfrascados y refugiados en la rutina, preocupados por cumplir con las normas sociales, y el "qué dirán". Felipe es el personaje más "fantástico", el ideal al que todos deberíamos aspirar a llegar. Lleva como estandarte el coraje en su vida. Afronta los problemas - y hasta la muerte - con una sonrisa, y desafía a todo y a todos con tan de cumplir con su meta de hacer de este un mundo mejor. Julia, queda en medio. Muestra simpre ambos lados, ambas caras de la moneda. Es temerosa e insegura como Pedro a veces; pero aguerrida y confiada como Felipe en otras. Siento que Pedro y Felipe, potencian cuando están con ella ese lado que se parece a ellos. Del mismo modo, Taís - otro personaje "Iluminado" como Felipe - potencia el lado bueno de Pedro, cuando él se lo permite. Considero que Pedro dejó pasar en diversas ociaciones (en especial cuando le comunica a Julia su separación de Taís) la oportunidad de atraer nuevamente a Julia hacia él, dejando que su relación con Felipe se consolide cada día más (así como el cariño del público por él, en oposición al odio creciente por Pedro). Es cierto, con Felipe no existe esa pasión arrebatadora; pero la convivencia, la admiración creciente de Julia hacia su trabajo, su sintonía a la hora de reaccionar ante los acontecimientos, como la aparición de Miguel...todo contribuye a esa relación tranquila, a la que solo le falta un poco de convicción por parte de Julia. Esa convicción solo aparecerá cuando responda aquellas preguntas pendientes...qué hubiera pasado si la relación entre ella y Pedro no se hubiera visto interrumpida?. Solo me resta saber si el amor que siente por Felipe será suficiente para juntar ese coraje que debemos tener todos, y seguirlo a donde sea, en esa su carrera de "restaurador de vidas". Saludos desde Argentina!

Raíssa disse...

Lícia é uma autora maravilhosa e seu texto descrevendo tudo o que rolou com esse trio ao longo da novela está impecável. E Felipe sabia sim onde tava se metendo quando ficou com Júlia e ele também não se deu ao trabalho de falar com o Pedro. Então depois como pode cobrá-lo por algo que nem fez? E Júlia como vc bem escreveu também não é santinha porque se envolveu com dois irmãos, piorando uma situação que já era complicada. Tô gostando de ver o Pedro voltando a ser o que era.

Paula disse...

Adorei o texto e prefiro Pedro e Júlia e tudo se encaminha pra isso. Já Ligia não tem nada a contestar pq ela ama o Miguel mesmo e quando ele descobrir que não teve nada a ver com a questão da morte da mãe pq o pai era mesmo um canalha eles ficarão juntos. Ao menos espero. E vc foi muito rico nos detalhes de todo esse triângulo. Eu assino embaixo porque não há santos e nem pecadores mesmo. Por isso que as tramas da Licia são boas, pq todos são humanos com erros e acertos. Que nem nós. Pedro errou muito e agora tá procurando acertar. Nunca é tarde. Se ele continuasse covarde seria péssimo e todo mundo reclamaria. Não entendo pq reclamam pq ele tomou uma atitude. Era justamente isso que cobrávamos.

Melina disse...

Sérgio, querido, essa novela é um primor e estou triste já pelo seu fim. E concordo que esses é um dos trunfos da reta final. O triângulo foi descrito com perfeita coerência por você e eu torço pra Júlia ficar com Pedro porque simplesmente ela não demonstra ânimo quando está com Felipe. Está com ele por clara comodidade. O mesmo caso da Ligia com Vicente. E essa autora precisa ir pro horário nobre já. Um beijo.

Ana Carolina disse...

Sérgio, como sempre uma postagem irretocável. E você foi 100% imparcial na postagem.Eu já preferi Júlia com Pedro, depois ele ficou um saco e eu passei a preferir o Felipe, mas agora que ele tá voltando a ser legal eu tô voltando a preferir ele. Que dúvida. E também achei muito pertinente a sua comparação de Vicente e Ligia com Júlia e Felipe e Pedro e Júlia com Ligia e Miguel. No fundo é isso mesmo. Resta saber como a autora vai resolver as duas questões. Se com o grande amor ganhando em ambos os casos ou a segurança ou dois finais distintos.

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Li com muito interesse, pois apesar de não poder ver a novela, estou de olho em seus acontecimentos e detalhes, o que acompanho por aqui.

Excelente análise e considerações.
Você é perfeito em seu trabalho com o blog. Vê-se que você o faz com grande entusiamo.

Ótimo final de semana também para você.

Abraço.

MARILENE disse...

Sergio, suas postagens são completas e seus comentários a propósito das tramas é impecável. No caso de Ligia e Miguel, fica evidente o quanto se amam. Vicente é o amigo, o companheiro, o pai exemplar. Mas o sentimento não é forte. Relativamente a Júlia, confesso que o caminho seguido pelo enredo tornou Pedro, por algum tempo, um chato (rss). E Felipe cresceu. Vamos ver o que nos reserva o final. Bjs.

Anônimo disse...

Gostei do texto. Muito bem escrito. Eu prefiro Júlia e Felipe mas a autora tá encaminhando pra ela e Pedro.

Alessandra disse...

Vamos ser sinceros, essa Júlia é uma sonsa. Se envolveu com dois irmãos e depois não quer que tenha desavenças entre eles? E concordo com a análise de que não há santos e pecadores.

Valéria disse...

Eu já estou em clima saudoso pelo fim da novela. E torço por Júlia e Pedro. Ela não ama o Felipe que nem a Ligia não ama o Vicente. Achei esse texto preciso!

Letícia disse...

Boa noite meu caro Sérgio, tudo bem? Quanto tempo?

Que novela linda e pena que esteja em sua reta final. Ao ler seu texto, fico pensando sobre os relacionamentos da estória e tentando criar um paralelo com a vida real. Os sonhos românticos vs. os amores possíveis. Quem não quer ficar com o seu grande amor, quando se tem um... Mas enfim este triângulo é complicado porque se acaba torcendo tanto pelo Pedro com a Julia quando a moça com o Felipe, particularmente, gostaria dela com argentino e o Pedro indo ficar com a Taís e o filho (tradicional, não é... kkk). Não seria um tanto egoísta, também, deixar um filho, ainda bebê, em outro estado e ir atrás de um grande amor? Será que o amor pela Julia é maior que pelo filho? Complexo ao meu ver, se fosse a mãe, todos criticariam, mas sendo o pai, é como se o filho ficasse em segundo plano, não falo em ficar com a Taís, mas é questionável... (Será que estou sendo muito feminista e reacionária?? kkk)
Quando a Julia e o Felipe, gosto dos dois juntos, realmente não há a questão da paixão avassaladora entre eles, mas há um cumplicidade, uma amizade... (Mas as paixões não esfriam com o tempo???), ao ponto de muitos acharem que o sentimento acabou, mas a questão é encontrar o amor neste meio...
Talvez neste ponto se encaixe a Lígia e o Vicente, de fato, o grande amor da Lígia é o Miguel, mas sejamos honesto, o cara é instável por causa de história mal explicada do passado envolvendo a morte de sua mãe, que ele se culpa, e o passado nebuloso de seu pai. Talvez, com a descoberta do passado do pai, a culpa que sente pode se desfazer. Vejo o Miguel como alguém livre demais, complexo demais, confuso demais e o Vicente é o oposto. Alguém compromissado, que se envolve e dá estabilidade a Lígia, sabe que me lembra muito a estória da Manu e do Rodrigo (A vida da gente). Será que terá o mesmo final?? Confesso que espero que sim, nada contra o Miguel, mas um pouco de estabilidade não faz mal a ninguém... kkkk
Pena que está acabando e tenho gostando muito de "sete vidas", o texto da Lícia Manzo é uma delícia, e de uma simplicidade tocante, apesar de uma estória, é um pouco do dia a dia mesmo. Sem grandes vilões, mas como "gente normal tratando de questões normais".

Desculpa se falei demais, ou se viagem no que escrevi...
Nossa, estava com saudades de escrever aqui, fazia um bom tempo...

Um grande abraço meu caro Sérgio e uma ótima semana...

Sissym Mascarenhas disse...



Sergio,

Excelente análise e considerações, de maneira a me ajudar a entender um pouco mais sobre a trama que pouco pude acompanhar. Eu tive simpatia pelo que assistir, acho que esta novela vai deixar saudades para quem a acompanhou.

Acho que a proxima tambem vai ser boa, uma pena que as melhores estão passando em horario que não consigo chegar a tempo.

Bjs

MICHELE disse...

Olá Sérgio...nossa, confesso que fiquei surpresa com a imparcialidade de seu texto,levando em consideração o quanto você detonou o Pedro no decorrer da novela(não digo que ele não mereceu em alguns momentos) kkkk
Fiquei surpresa e adorei o texto, confesso. Essa novela é de uma delicadeza impressionante e só mesmo a Lícia para conseguir passar essa confusão de sentimentos de forma tão primorosa. Em outras circunstancia eu estaria torcendo pela por Julia com Felipe, já que ele é o ideal de homem e companheiro perfeito. Mas de forma sutil,nos contornos dessa relação perfeita dos dois, Lícia inviabilizou um final dos dois ao mostrar como Julia e Felipe querem coisas tão diferentes da vida. Felipe é um homem do mundo, um homem de grandes causas e já tem um caminho escolhido, que o faz feliz. Já a Júlia começou a trilhar um caminho próprio depois de muitas tentativas frustradas,de ter vivido em função do que os outros queriam. Viajar com o Felipe, acompanha-lo mundo a fora seria continuar no caminho que outra pessoa escolheu.
Quanto ao Pedro e a Julia, acho um final dos dois juntos muito coerente. Apesar de todos os desencontros, o sentimentos que existe entre eles continuou forte.O que me faz torcer por eles é a forma como autora mostrou, no inicio da novela,como eles "funcionavam" bem juntos, como eram cumplicies,amorosos,como traziam equilíbrio um para o outro...enfim, como eles se encontravam um no outro. Essa conexão foi tão forte que ultrapassou a barreira que eles, por acharem que eram irmãos, não poderiam e só por isso se afastaram.

Liveware Lu disse...

Oi Sergio, a novela esta da reta final e apesar de ter tido algumas duvidas continuo shippando Miguel&Ligia e Pedro&Júlia, fiquei surpresa como muitas pessoas criticaram o Pedro a ponto de desejarem o pior para ele e torcerem para Felipe, afinal quem nunca errou nessa vida? As atitudes dele faziam parte do contexto da novela e as nuances de Pedro foram muito bem defendidas por Jayme Matarazzo dando à historia traços bem interessantes, é totalmente diferente da chatice da Regina de Babilonia que é assim desde nascença e parece viver sempre de TPM. Miguel e Pedro foram, na minha opiniao, os personagens mais dificeis, e os atores conseguiram muito bem transmitir os sentimentos de cade um, a novela deixara saudades.

Jorge Ferlimnet disse...

Sérgio, saiba que seu texto é tão elogioso quanto o de Licia. Parabéns!!
Eu torci muito pelo casal Julia e Pedro. Era lindo de ver como Julia se fragilizada quando estava junto do Pedro, a ponto de ficar sempre com os olhos marejados, e não acho essa fragilidade ruim, afinal, todos se desarmam diante do seu grande amor, porém, mesmo agora que Pedro voltou à sua essência, já não vejo mais essa paixão neles, sobrou só o companheirismo, só aquela vontade de carregar o mundo nas costas que os dois tem e companheirismo por companheirismo ela já tem o de Felipe, por isso que eu torço pra que fiquem juntos (Julia e Felipe), mas para isso ele tem que decidir se fica no Brasil ou não. E também porque ninguém pode ir entrando e saindo da nossa vida assim como Pedro fez.
Outra coisa, na minha opinião as demais histórias estão muito mais interessantes que a desse triângulo. Será que a Irene adotará outra criança ou ficará com Dora? E o que acontecerá com Isabel e Luis? Bernardo e Elisa ficarão juntos? A cena de ontem revelou uma Esther bissexual? E Laila? Pra mim, são questionamentos mais interessantes que "com quem Julia vai ficar?". Aguardemos as cenas dos próximos capítulos... rsrsrs
Abraço

escritadeiniciante.blogspot.com

Anônimo disse...

A novela foi ótima do começo ao fim, assim como os casais principais da novela, confesso que tentei shippar Julia e Felipe mas sinceramente nao consegui, os dois tem um estilo de vida bem diferentes, desde o começo nunca senti uma atração forte entre eles, a relaçao deles lembra muito a da Ligia e Vicente, o primeiro beijo deles tbm nao me causou nenhuma reaçao portanto continuo torcendo por Pedro, e viva LIGEL e PEJU.

Sérgio Santos disse...

Muito boa a sua visão, Cadete. É isso, a autora procurou passar exatamente dessa forma as relações. E todas repletas de complexidades e meandros. Júlia nunca esqueceu o Pedro, embora tenha criado um carinho mt grande por Felipe. O mesmo vale pra Ligia.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Elaine. Eu sou filho de psicólogos, mas psicólogo eu não sou não. rs bjs

Sérgio Santos disse...

Concordo, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Licia é incrível, né Thamires? Bjssss

Sérgio Santos disse...

Anonimo, depois deixe seu nome. É uma honra tê-la aqui. Fico feliz que tenha leitores argentinos também. E seu comentário está muito bom. Assim como A Vida da Gente, essa novela envolveu através da sensibilidade e dramas 100% reais. E você tem razão, Pedro foi covarde várias vezes e errou muito. Ficou insuportável durante vários meses. Mas agora está correndo atrás do tempo perdido. Júlia não o esqueceu, mas criou um vínculo com Felipe mesmo e esta relação representa a estabilidade. Mas não há santos, todos erraram, até mesmo Felipe quando ficou com Júlia e nem teve uma conversa com Pedro. Assim como Pedro, que agora vai atrás e nem fala com o irmão. Assim como Júlia, que se envolveu com dois irmãos e sabia o risco que isso implicava. Grande abraço!

Sérgio Santos disse...

Verdade, Raíssa. Concordo com vc.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Paula. E é verdade, agora Pedro tá fazendo o que a gente cobrava. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Melina. E Licia já está mais do que capacitada para o horário nobre mesmo. Concordo e tb estou triste pelo fim. bjão

Sérgio Santos disse...

Ana, fico feliz que tenha gostado. E eu tb, amei Julia com Pedro, depois odiei ele e achei lindo ela com Felipe, mas agora tá bonita essa reaproximação. Bjsss

Sérgio Santos disse...

Vera, obrigado pelo carinho de sempre; bjssss

Sérgio Santos disse...

Pois é,Marilene, quanto a Ligia nunca houve dúvida, ela ama o Miguel absurdamente. Bjs

Sérgio Santos disse...

Está msm, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Não acho sonsa, Alessandra, mas ela sabia do risco mesmo.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Valéria.

Sérgio Santos disse...

Nossa, minha cara Letícia, que saudades de te ver aqui. E desculpe a demora em responder. Mas tu sumiu mesmo, senti sua ausência. Bom vê-la de volta, não suma mais.

E dessa vez eu discordo porque não acho Manu e Rodrigo nada parecidos com Ligia e Vicente. Manu e Rodrigo viveram anos juntos, construíram o amor através da dor e do sofrimento. Foi um encantamento que veio surgindo dos gestos, das atitudes, enfim... Ligia já foi logo marcando casamento com Vicente no impulso e sempre ficava se lembrando do Miguel mesmo estando com ele. Miguel tem todo um motivo para agir da forma que age, mas agora ele quer ser feliz porque tirou um peso das costas.

Já Pedro nem tem como ficar com Taís porque ele terminou definitivamente para ir atrás de Júlia. A conversa que ele teve com Taís foi bonita e franca. E se ele ficasse com ela só pelo filho os dois seriam infelizes como já estavam sendo. A criança sofreria tb. Mas achei Julia e Felipe um casal mt bonito tb. Se ficassem juntos não me incomodaria, mas ela e Pedro nunca esqueceram um do outro. Se amam muito. Adorei seu comentário e escreva o quanto quiser, eu gosto. Beijão!

Sérgio Santos disse...

A novela deixará mta saudade, Sissym. Foi linda. Tomara que a próxima seja boa. bjs

Sérgio Santos disse...

Eu tb acho extremamente coerente Julia e Pedro ficando juntos no fim, Michelle. Tanto que o roteiro todo se encaminhou pra isso desde sempre. E eu detonei ele durante todo o período que virou um insuportável amargurado pela sua própria covardia. Mas a autora deixou bem claro mesmo o caminho da trama agora e Júlia precisaria viver em função do Felipe para ficar com ele. Não vale o sacrifício já que o sentimento não é tão forte quanto o que sente por Pedro.

Sérgio Santos disse...

Concordo com vc, Livewere Lu. E eu tb tenho preferência por Julia e Pedro, mas achei ela e Felipe bonitos, caso ficassem juntos não me incomodaria. Mas ela fica com Pedro mesmo. Já Ligia e Miguel não tinha como ter outro fim. Ela com Vicente eu não aceitaria. Ficaria forçado depois de tudo. E concordo sobre o grau de dificuldade dos personagens citados. bj

Sérgio Santos disse...

Jorge, muito obrigado. E concordo com vc, os outros desfechos são tão aguardados quanto, tanto que coloquei no título que esse é apenas um dos trunfos da reta final. Mas são vários. Abração!

Sérgio Santos disse...

E é praticamente certo que isso ocorra mesmo, anonimo.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, concordo que este é um ótimo triângulo amoroso e que os atores foram bem escolhidos para os personagens. Aliás, tudo em Sete Vidas funciona às mil maravilhas. Gosto especialmente da personagem Laila (Maria Eduarda), que diz as verdades doa a quem doer, mas que não consegue dar um jeito na própria vida. A trilha sonora é excepcional.

Sérgio Santos disse...

Tava sentindo sua falta, Elvira. E eu tb amo a Laila! Trilha sonora linda mesmo. bjs

Jorge Fortunato disse...

Além de otima novela, Sete Vidas sai da tv e continua na internet com posts otimos como este aqui. Grande abraço.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sérgio, eu andei afastada um bom tempo por problemas de saúde na família, mas, graças a Deus, aos poucos a situação está se normalizando. Eu também senti falta de comentar no seu blog. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Jorge.

Sérgio Santos disse...

Elvira, espero que esteja tudo bem. Eu tb tenho enfrentado isso. Minha avó faleceu nessa semana. Tá difícil. bjs

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Sinto muito, Sérgio. Minha mãe, que parecia estar se recuperando da pneumonia, acabou de ter um leve AVC. Está sendo muito difícil aguentar tamanho sofrimento. Solidarizo-me com você.