sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mudanças no "The Voice Brasil" foram válidas, mas não surtiram efeito

A quinta temporada do "The Voice Brasil" estreou excepcionalmente em uma quarta-feira (05/10), a primeira de outubro, iniciando mais um ciclo de apresentações de novos talentos da música. O conjunto, após cinco anos, precisava urgentemente de novidades. E ficou perceptível a tentativa de alterações nesta edição. Os técnicos continuaram os mesmos ---- Cláudia Leitte, Lulu Santos e Carlinhos Brown seguem no time, além de Michel Teló que estreou na função em 2015 ----, mas as mudanças em relação aos anos anteriores ocorreram a partir da segunda fase da atração, que é justamente a mais atrativa: a das batalhas.


Ivete Sangalo virou a supertécnica, a novidade da edição. Ao invés de quatro assistentes (um para cada técnico), a etapa das batalhas teve a cantora como auxiliar geral. Ela foi a conselheira de todos, participando do 'treinamento' dos cantores. Essa alteração se deve, com toda certeza, ao imenso sucesso do "The Voice Kids", onde Ivete se destacou como técnica ao lado de Carlinhos, Victor e Leo. A novidade foi mais do que bem-vinda, até porque o formato está desgastado, principalmente pela permanência dos mesmos jurados por tanto tempo. Porém, não surtiu efeito.

Ao contrário do que se esperava, Ivete não esteve no palco junto dos técnicos participando das avaliações. Ela apenas aparecia rapidamente na hora em que os candidatos ensaiavam. E foi só. Ou seja, além de ter sido uma espécie de propaganda enganosa, a cantora de 'supertécnica' não tinha nada.
Afinal, se fosse 'super' poderia ter influenciado na hora da aprovação ou reprovação depois de cada performance, mas nada disso ocorreu. Nem mesmo foi possível ouvir a opinião dela sobre os desempenhos de cada um. Uma 'novidade' frustrante.

As outras mudanças também não funcionaram. A maior delas foi a batalha entre os técnicos. Realmente, o programa ganhou uma emoção a mais com o candidato de Carlinhos Brown, por exemplo, disputando uma vaga com o participante de Cláudia Leitte. Entretanto, o positivo dessa fase virou o negativo da etapa seguinte. Afinal, houve um esperado desequilíbrio nos times, pois a votação popular escolhia mais vencedores de uma equipe e menos de outra. Ou seja, Michel Teló acabou com mais candidatos e os demais com menos. Para equilibrar (pois a final precisa de um cantor de cada técnico), uma nova regra foi criada, o que gerou uma verdadeira bagunça.

Tiago Leifert explicou para o público tudo o que aconteceria na nova etapa chamada de "Remix", mas pouco adiantou. Nem mesmo os técnicos entenderam direito, o que implicou em um erro crasso de Cláudia Leitte ---- ela pegou a cantora Jade do time Teló e ele acabou 'roubando' Mylena, a favorita do time da colega, que já havia gastado a sua 'chance', não podendo mais ficar com ninguém. O troca-troca gerou uma confusão generalizada, a ponto de vários cantores serem eliminados em 'combo' no final, sem nem ao menos se despedirem.

Outra mudança foi a entrada de Mariana Rios como repórter. A atriz sempre cantou profissionalmente e está em um meio que domina. Foi uma boa aquisição para o programa, mas de nada adiantou, pois ela mal apareceu, uma vez que suas entrevistas duravam segundos e muitas vezes nem entrevista tinha ---- esse problema, independente da repórter da vez, se mantém ano a ano. Já o restante não apresentou nada de novo, mantendo tudo o que vem sendo exibido ao longo desses cinco anos, incluindo a fase da cortina (dentro da primeira etapa), quando o telespectador se sente como jurado e não consegue ver o rosto do cantor ou cantora no palco.

O "The Voice Brasil" estava precisando de uma reestruturação e a tentativa foi válida, mas as alterações feitas não surtiram o efeito esperado. A única mudança que inicialmente pareceu positiva foi mesmo a batalha entre técnicos, mas as consequências disso foram desastrosas. E a presença de Ivete Sangalo pouco acrescentou. O que o programa precisa mesmo é de um rodízio completo dos técnicos. Isso já bastaria para renovar o ar da atração, até porque é uma regra que é seguida à risca no formato ao redor do mundo. Todavia, já foi confirmada a presença do quarteto no ano que vem, provando que Boninho não está preocupado com isso. É uma pena porque quase todas as novidades apresentadas em 2016 não funcionaram como deveriam.

14 comentários:

Fernanda disse...

Ficou pior do que já estava. Não aguento mais olhar na cara desses técnicos e ler que todos estarão ano que vem DE NOVO me desanima profundamente. Não irei ver mais. Cansei.

Anônimo disse...

Nossa, vc definiu tudo o que eu penso dessa temporada.

Felipe disse...

Pelo contrário, piorou. Cláudia perdeu a favorita por causa disso. E agora o Teló se aproveitou.

Andressa Mattos M. disse...

Um programa que tá desgastado graças ao diretor que quer morrer abraçado com esses 4 jurados que já deram o que tinham que dar há ANOS!

Joana Limaverde disse...

Concordo, as novidades foram mais prejudiciais do que benéficas e o que tem que ser feito é renovação total do juri. E a Mariana Rios, coitada? Só tá lá pra distribuir abraços. Feliz Natal, Serginho!

Sérgio Santos disse...

Entendo, Fernanda...

Sérgio Santos disse...

Que bom, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Perdeu mesmo, Felipe.

Sérgio Santos disse...

Tb não entendo isso, Andressa.

Sérgio Santos disse...

É verdade, Joana. Feliz Natal pra vc tb!

Anna Laura Mendes disse...

Essas batalhas entre os técnicos foram muito confusas,eu não entendi nada

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

Concordo com seu ótimo comentário, Sérgio. Mas torço pela vitória de Dan Costa, tanto pela potência de voz quanto pela maneira de se expressar.

Sérgio Santos disse...

Ninguém entendeu, Anna!

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Elvira. Eu torci pra Mylena e que bom que venceu.