terça-feira, 27 de outubro de 2015

"I love Paraisópolis": a "Fina Estampa" das sete

A novela das sete da Globo, escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira (dirigida por Wolf Maya), está em plena reta final e não lembra mais em nada aquele folhetim apresentado nas primeiras semanas, quando estreou em maio. A produção descambou de vez para o besteirol, repleto de cenas soltas e um tanto quanto grotescas. Assim sendo, levando em consideração os fatores externos, inclusive --- como os bons números no Ibope (ainda que tenha apresentado uma queda nas últimas semanas) ---, é possível observar com mais clareza várias semelhanças com "Fina Estampa", exibida entre 2011 e 2012.


A trama de Aguinaldo Silva começou de uma forma 'contida', apresentando o enredo central e focando nas relações dos perfis principais. O contexto em torno de Griselda (Lília Cabral) e Tereza Cristina (Christiane Torloni) era um déjà vu, mas parecia promissor. Porém, ao longo dos meses, a novela se mostrou limitada, com um excesso de personagens sem função e núcleo central que não saía do lugar. Para culminar, o autor optou por um tom de escárnio em várias sequências, deixando o conjunto muitas vezes sem o menor sentido.

Todas as situações mencionadas vêm sendo repetidas em "I love Paraisópolis", que, no quesito escárnio, ainda tem o atenuante de ser uma obra das sete, faixa mais propícia para tal. A trama principal se mostrou sem sustentação, o número de personagens ultrapassou todos os limites do tolerável e vários acontecimentos vêm se mostrando sem lógica ou propósito.
Parece que os autores se perderam em sua própria história, optando por saídas esdrúxulas e pela mudança radical na condução do roteiro.

Recentemente, Expedito (José Dumont, ótimo) foi eletrocutado e morreu. Virou fantasma, atormentou todos em seu 'velório', provocou um 'pressentimento' na mocinha Mari (Bruna Marquezine), e depois ressuscitou, para a alegria de todos. A situação ficou solta na trama, não contribuiu em nada para o andamento da novela e ainda por cima se mostrou uma bobagem, principalmente por nunca ter sido um folhetim voltado para o realismo fantástico ---- e muito menos para o 'espiritismo mais cômico', visto de forma bem inserida em "Alto Astral".

Outro momento que ficou forçado, e sem lógica, foi o aparecimento súbito da MC Ludmilla no apartamento de Soraya (Letícia Spiller), enquanto havia uma festa funk no local. Ela desceu as escadas, cantou uma música, e depois foi embora, sem mais nem menos. A transformação de Alceste (Pathy DeJesus) em uma louca sequestradora de crianças também ficou sem sentido e pareceu uma saída de última hora para movimentar o enredo, em virtude da falta de ação dos verdadeiros vilões. Já o atentado contra Dom Pepino (Lima Duarte) implicou em uma boa cena, com o carro do vilão sendo destruído por um trator. Porém, o mesmo escapou da morte e não teve explicação alguma para tal milagre.

Vale mencionar ainda o assassinato de Omara (Priscila Marinho). A personagem foi afogada pelos capangas do mafioso, que a jogaram no mar, com os pés presos a um concreto. Ela morreu admirando os peixinhos (de computação gráfica) que nadavam ao seu redor e até foi beijada por um deles, que parecia o Nemo, do clássico filme da Disney. O intuito da sequência foi inserir um toque lúdico, mas o resultado beirou o ridículo.

Portanto, é difícil assistir a todos essas situações sem se lembrar dos momentos de "Fina Estampa", como, por exemplo, Griselda amarrando Tereza Cristina com uma mangueira. Ou então, a grande vilã se salvando de um naufrágio no final, sem a menor explicação, e depois sendo ameaçada pela protagonista com uma chave de grifo. Enfim, foram muitas cenas esdrúxulas exibidas na trama de Aguinaldo Silva. Aliás, ainda fazendo a comparação, é possível constatar que todos os personagens deslocados de "I love Paraisópolis" (e infelizmente são muitos, quase todos moradores da favela que dá nome ao título) correspondem aos perfis que pertenciam ao núcleo da praia da produção das nove, que costumavam protagonizar várias cenas soltas (algumas com todos aplaudindo o sol) e quase sempre teoricamente cômicas.

Soraya e Júnior (Frank Menezes, impagável), inclusive, formam uma dupla muito parecida com a formada por Tereza Cristina e Crô (Marcelo Serrado) em "Fina Estampa". Só que no caso da atual trama, os dois são bem mais engraçados quando estão juntos, proporcionando ainda um dos poucos bons momentos da novela ---- que nestas últimas semanas adotou, teoricamente, uma situação mais tensa envolvendo a máfia de Dom Pepino, mas só tem conseguido mesmo apresentar situações repetitivas (como incêndios em lugares da favela, vide o restaurante de Mari sendo queimado pela segunda vez, e novamente o sequestro da filha de Margot).

E outra similaridade entre as duas novelas é a questão da audiência. Mesmo com tramas limitadas e situações que se esgotam com facilidade, além de muitas vezes serem excêntricas, há um bom retorno nos números. A obra de Aguinaldo, vale lembrar, teve uma média geral (em décimos) maior até que o fenômeno "Avenida Brasil". A de Alcides e Mário, claro, não chega a tanto, até porque a repercussão é baixa e nem pode ser considerada sucesso. Mas está com média geral de 23 pontos, um bom índice, aumentando em um ponto a média de "Alto Astral", que também foi muito bem-sucedida (e a de Daniel Ortiz com mérito para tal). Ou seja, as duas produções são exemplos claros de que nem sempre qualidade e audiência caminham juntas.

"I love Paraisópolis" está perto do seu fim (a próxima produção, "Totalmente Demais", estreia no dia 9 de novembro) e, ao longo dos meses, foi possível enxergar todas as semelhanças mencionadas com o folhetim de Aguinaldo Silva --- que também foi dirigido por Wolf Maya, vale ressaltar. Portanto, pode-se constatar que a trama não deixa de ser uma espécie de "Fina Estampa" das sete, ainda que ambas tenham temáticas completamente distintas, obviamente. Quem gostou da produção exibida no horário nobre da Globo entre 2011 e 2012 pode considerar isso algo positivo, porém, quem achou a novela fraca, com certeza endossa a crítica.

50 comentários:

Yasmin disse...

Assino embaixo e adorei a comparação. São duas novelas ridículas e que ficaram ainda piores da metade em diante. Aquela foi uma das piores novelas das nove e essa tá se saindo uma das piores novelas das sete. Até a Patrícia Kogut deu zero para as cenas ridículas que a novela vem apresentando.

Anônimo disse...

Concordo com a crítica e nem havia parado para pensar nessa comparação que agora faz todo o sentido.

Joana Limaverde disse...

Tenha audiência entre aspas porque como vc bem colocou teve uma queda ao longo desses meses e merecida porque ficou ridícula. Até aquele roteirista da novela que ficava vigiando todo mundo falando da novela fechou a conta no Twitter de tanta vergonha. E essa Fina Estampa foi uma das novelas mais grotescas que já vi. Achei a comparação apropriada.

Renato disse...

Essa novela começou muito bem e parecia um novelão. Mas foi só as duas meninas voltarem de Nova York para tudo descambar para a imbecilidade.Situações sem sentido, forçadas e um bando de personagem sem função.Nunca vi tanto ator em uma novela como vi nessa e olha que já vi novela pra burro.E precisava trazer um mafioso pra ter maldade na favela? Lá na favela não tem traficante além daquele Grego bonzinho e daquele outro que fala feito um demente? Até o Lima Duarte disse que essa novela é esdrúxula.

Ana Pereira disse...

Boa tarde
Passei pelo teu cantinho para te dar a conhecer o meu modesto espaço de poesia.
Espero que gostes. Um abraço, Ana Pereira
http://almainspiradora.blogspot.pt/

Andressa Mattos M. disse...

Concordo, Sérgio. Que estupidez virou essa novela. Ainda bem que abandonei há tempos. Ainda bem que está acabando e adorei esse seu paralelo entre as duas. E eu discordo que Soraya e esse mordomo sejam mais engraçados que a Tereza Cristina e o Crô. Pra mim são tão sem graça quanto. Beijo.

Karina disse...

Novela de péssima qualidade, parece feita na Record. Cada dia chega alguém novo na trama e se junta aos outros sem função. A Izabelita se curou milagrosamente do Alzheimer e agora ficam focando nessas coisas toscas de máfia. Nem perco mais meu tempo. E essa Mari com Benjamin? QUE CASAL IRRITANTE. UM DOS PIORES DE TODOS OS TEMPOS. Saudades da Laura com o Caíque em Alto Astral.

Anônimo disse...

Genial essa comparação ,dois sambas dos criolo doido em forma de novela que não sei como faz sucesso ,tenho pena da nicette bruno e do lima duarte isso sim

Pedro disse...

Tinha que ser vc pra fazer uma comparação sensacional dessas. Concordo.

Brunno disse...

Olá Sérgio, eu concordo que as duas tem muitas coisas em comum, e é isso que eu mais gosto!!! Eu simplesmente amei Fina Estampa, justamente por ela ter esse tom mais cômico, e pra mim foi a melhor novela das 9 dos últimos anos (é que eu prefiro novelas cômicas por isso que gosto tanto das duas novelas) e I Love Paraisópolis é boa principalmente por esse tom mais lúdico, esculachado, surreal que os autores resolveram colocar... Adorei a comparação e espero que Totalmente Demais tenha bastante comédia!

Ulisses disse...

Boa comparação. Duas novelas ridículas. E essa tem uma audiência boa mas vale lembrar que Alto Astrla chegava aos 30 de pico na reta final com facilidade. Os capítulos eram supermovimentados ao contrário dessa onde não acontece bosta nenhuma.

William O. disse...

Eu acho que essa novela já é uma das piores já produzidas pela Globo e já tá na lista das mais horríveis do horário das sete. Concordo com todo o texto e repito o meu comentário sobre I love Paraisópolis para Fina Estampa. Quem gosta de uma tem que gostar da outra mesmo. Tem que gostar também daquela Boogie Oogie do mesmo nível.

Elisa disse...

A novela tá com uma audiência relativamente boa, mas não pode ser chamada de sucesso e a sua repercussão é nula. Ou seja, será esquecida com facilidade. E concordo com a crítica, as duas são novelas estúpidas e sem o menor propósito. Não passei da segunda semana em nenhuma delas e sei que não perdi nada.

F Silva disse...

Algo a comentar...

Fazer críticas a "I Love Paraisópolis" é se tornar uma tanto quanto repetitivo...

Porém...

... agora perto do seu final, uma coisa ficou bastante clara, pelos menos pra mim: Essa novela se aproximou muito dos formatos das séries americanas. A tv aberta Sérgio, está sofrendo sim com a "pulverização das mídias" e percebe-se que a principal tv do país está fazendo mudanças significativas na tentativa de se adequar ao gosto de telespectadores com perfis cada vez mais diversificados e tentar atenuar a queda de números expressivos de sua audiência.

"I Love..." é uma novela que teve uma história pautada em situações episódicas, formato, aliás, utilizado a exaustão no seriado "Malhação". Creio eu, que é mais um experimento, como tantos outros, que a Globo vem fazendo nos últimos tempos. Alguns bem sucedidos, outros nem tanto e outros um verdadeiro fracasso.

"I Love Paraisópolis" é uma novela fraca? É pra mim. É pra você. É pra alguns. Mas não, pra grande parte do público que se diverte assistindo e que está dando a ela uma média geral acima de suas antecessoras.

E vou lhe contar algo mais. "Totalmente Demais" me parece que vem com a mesma pegada e mesmas características de série. Um drama romântico cercado de esquetes de humor e em situações episódicas. A diferença é que Rosane Svartman e Paulo Halm já provaram que são capazes de criar tramas situações episódicas mais atraentes, pra mim, pra você e pra outros tantos.

Acho que até pra fazer críticas é complicado hoje em dia. São muitas as variáveis a serem observadas. Algumas novelas agradam a crítica e o público, outras agradam apenas ao grande público como "Fina Estampa" e "I Love Paraisópolis". Ou seja, fracassos de crítica e sucessos de público.

Um grande abraço...

Jéssica de Souza disse...

Concordo com o que vc disse. Estão tentando investir em um novo formato pra agradar o público.
Mas fizeram isso de forma equivocada com essa novela, porque começaram ela em um ritmo que estava agradando e dando bom retorno e mudaram no decorrer do tempo.
Mesmo o publico das séries americanas (eu estou incluída neste mto mais do que no das novelas então posso falar com certeza) não gosta de mudanças bruscas e sem sentido nos seus shows. Até as séries procedurais tem que se sustentar em alguma coisa pra funcionarem.
Tomara que a Globo aprenda com os próprios erros e que faça isso o mais rápido que conseguir.

Raquel DSP Paraiba disse...

Novela Chata, não perco meu tempo assistindo.

Anônimo disse...

Realmente quem acha aquela Fina Estampa a melhor novela das nove dos últimos tempos tem mesmo que achar essa merda de Paraisópolis maravilhosa. Seu texto faz uma comparação precisa e nem imaginava que fossem tantas as semelhanças.

Raquel disse...

Fala Sérgio!

Depois de umas boas semanas sem poder comentar, finalmente pude ter um tempinho para falar sobre as novelas que estão no ar. Senti falta!

Quanto à afirmação do post que compara “I love Paraisópolis” e “Fina Estampa”, eu concordo plenamente, as duas têm muita coisa coisa em comum e parecem ter bebido da “mesma fonte” especialmente do meio pro final das respectivas tramas. Pra mim, a trama principal de ILP acabou com o casamento de Mari e Benjamin enquanto a trama principal de FE se esvaziou pouco depois de Griselda ganhar na loteria e começar a namorar o ex-marido da Teresa Cristina. A partir desses momentos, as duas novelas passaram a se apoiar em situações esdrúxulas, esquetes de humor e muita repetição nos núcleos pricipais. Já discutimos várias vezes sobre o problema da longa duração das novelas e da dificuldade que muitas vezes ou autores têm de conseguir segurar uma trama durante looongooossss meses. Ainda mais nessa nova configuração de concorrência não apenas entre as emissoras, mas com a TV a cabo e a internet. Às vezes simplesmente não dá pra fazer a história render MESMO.

No entanto, em geral não me irrito tanto com tramas ruins, mas de apelo popular e despretenciosas que dão bons números, como Fina Estampa e I Love Paraisópolis. Me irritam mais tramas ruins e pretenciosas como Geração Brasil e Babilônia, mas essas pelo menos têm baixa audiência como castigo. E me irritam muito mais ainda, tramas ruins (pelo menos na minha opinião), pretenciosas e que dão bons índices, como Amor à Vida (eu sei que vc gostou muito, Sérgio, mas eu achei o xarope do xarope, e até deixei de comentar no seu blog pra não virar aquela chata que tá sempre reclamando).

Acredito que uma das melhores qualidades que profissionais da área de entertenimento podem ter é saber rir de si mesmos e, consequentemente, não se levar tão a sério. Principalmente autores de novela, um gênero de entretenimento que historicamente nunca foi levado muito a sério mesmo. Eu acho que é isso que aconteceu com os autores de I Love Paraisópolis e Agnaldo Silva em FE: resolveram rir de si mesmos, das suas tramas e do gênero novelístico como um todo. Eu adorava as novelas de Agnaldo Silva na época do realismo fantástico e acho que ele perdeu muitoooooo quando resolveu se levar a sério nas suas tramas “atuais”. A mesma coisa acontece com Walcyr Carrascaco. Ele passou a se levar a sério demais quando começou a fazer novelas para as 23h e 21h. Pra mim, perde metade da graça. Tanto que estou dando graças a Deus que ele estará de volta com Candinho na faixa das seis.

O que aconteceu de alguns anos pra trás com os noveleiros é que a maioria dos autores resolveu fazer tramas pesadas, escalafobéticas, muitas vezes panfletárias, e cheias de críticas sociais. Principalmente na faixa das 21... Alguns até conseguem um resultado legal, como o JEC em a Favorita e Avenida Brasil, mas esse tom não é pra todo mundo. Além do mais, a população acaba sedenta por tramas mais simples, leves e familiares ao estilo novelístico das antigas. Estão aí a reprise do Rei do Gado e Além do Tempo que não me deixam mentir. I Love Paraisópolis acabou se dando bem nesse cenário.

Enfim, acho que ILP foi muito bem-sucedida e honesta no que se propôs desde o começo. Como disse a F Silva, não faz muito o meu gosto, mas pelo menos não subestima a minha inteligência.

Yasmin disse...

Desculpa, Raquel, mas como não subestima sua inteligência? Uma favela onde os traficantes são bonzinhos e precisa vir uma máfia tosca do nada pra ter alguma dose de maldade não subestima? Uma mulher que morre afogada e se separa com o Nemo? Uma criança que é sequestrada mais de 3 vezes em menos de dois meses? Um monte de trama paralela que não vai pra lugar nenhum e uma imensidão de atores desperdiçados em papéis inúteis? Isso me subestima muito como telespectadora. Toda novela das sete tem muito comédia, mas não precisa ser dessa forma ridícula.

Lulu on the sky disse...

Apesar de ter um conhecido como um dos colaboradores da novela. Acho extremamente chata. Tem núcleos desnecessários e diálogos ruins demais
Big Beijos
Lulu on the Sky

Raquel disse...

Simples, Yasmim, a novela desde o começo sempre foi extremamente generosa com a “liberdade poética”, apresentando uma realidade através de um óculos-cor-de-rosa (o próprio Wolf Maia disse isso em váááááááriaaasss entrevistas no começo de ILP) , em tom de farsa e recheada de comédia pastelão. Está tudo lá, desde o primeiro capítulo. Ao meu ver, o contrato com o telespectador (comigo, pelo menos), nunca foi quebrado pois desde o princípio as situações eram mesmo toscas, fantasiadas, trocentos tons acima. Muito diferente de novelas que dizem imprimir tons realistas, mas apresentam situações toscas por pura falta de recursos do autor que fica insistindo pro telespectador “voar com ele”. Essa quebra do contrato de realidade com o telespectador que pra mim, em geral, é fatal.

No meu caso, se você quer saber, esse tipo de história nunca me apeteceu e eu simplesmente nunca me enganei com a possibilidade de talvez vir a gostar e acompanhar a trama. Tosca, mas honesta. Eu me irrito mesmo com novelas que tentam enganar com primeiros capítulos primorosos e propostas iniciais interessantes (aparentemente) e que depois se revelam um festival de tosquice, de falta de planejamento ou de arrogância dos autores. Esse tipo de novela que eu defino como pretenciosa. Finge ser uma coisa que não é.

E se tem algo que I Love Paraisópolis nunca prometeu ser, foi uma novela diferente de um conto-de-fadas moderno com muita comédia tendendo para o pastelão.

Tem vários outros defeitos? Definitivamente! Mas pelo menos nunca me fez perder tempo, e isso é o que eu mais odeio quando chega o final de uma novela: a sensação de que perdi parte da minha vida acompanhando uma bobagem que nem sequer me agradou.

Raquel

MARILENE disse...

Sergio, quando a novela começou até me interessei em acompanhá-la. Com o tempo, foi ficando muito chata, descabida... um desastre. Uma pena!!! Bjs.

Vera Lúcia disse...


Oi Sérgio,

Endosso suas críticas. Aliás, que memória a sua!!!!
O paralelo entre as duas novelas foi bem oportuno.
Comecei a ver 'I love Paraisópolis' com entusiasmo, mas logo fui perdendo o interesse, principalmente pelos absurdos que foram sendo desenhados no decurso da trama. Até cheguei a comentar sobre a doença de Izabelita, indagando se seu mal de Alzheimer havia caído no esquecimento, já que colocaram a personagem cuidando de uma bebê. Todavia, no capítulo de segunda-feira, não mais que de repente, Izabelita voltou a ter outro surto, culminando com o segundo sequestro da filha de Benjamim e Margot.
Por outro lado, a novela está com barriga e se tornando enjoativa. Ainda bem que ela já está chegando ao seu término, única razão que me motiva a continuar assistindo a trama.

Abraço.

Yasmin disse...

As entrevistas do Wolf não conta porque é claro que ele ia elogiar a novela. E acho que você então não viu a trama no começo, Raquel. Porque teve imagens belíssimas de Nova York, fotografia linda, cenas delicadas... Depois virou essa esculhambação que se vê hoje. Portanto foi propaganda enganosa sim. E não acho nada de contos de fadas cor de rosa, isso era Meu Pedacinho de Chão. Essa aí é um festival de momentos esdrúxulos, até o Lima Duarte disse isso, e cenas toscas que são usadas por falta de recursos dos autores mesmo que não souberam criar uma trama bem desenvolvida.

the crow#### disse...

Parem de assistir a rede esgoto seus alienados! Até quando o povo aceitará a manipulação e o lixo da rede podre? Os dez mandamentos da de zero a mil nesse lixo da globosta!

Raquel disse...

Yasmin, eu assisti sim os primeiros capítulos... E logo logo eu me irritei com os barracos da Danda que configuraram a pegada bem popular da novela, o banho de tinta que Mari dá em Ben, configurando a pegada pastelão, e personagens como o do Alexandre Borges e muitos outros configurando a tosquice. Já vi ali que daquele mato não sairia cachorro e que os autores não tinham história pra segurar.

Concordo com você que tudo é uma questão de expectativas, mas felizmente essa novela nunca me enganou. Sinto que tenha enganado você no começo... E dá muita raiva mesmo.

Mas pelo menos o povão está se divertindo com uma coisa leve e despretenciosa, como disse. Ninguém ali está fingindo que está fazendo uma coisa revolucionária... Só um arroz com feijão mesmo que botaram muito sal e desandou no tempero. Pobre, mas limpinho. :P

Filha do Rei disse...

:) Acho que serei uma das poucas( senão a única) a dizer que gostei de assisti-la. Não por ter sido ótima, teve muitos erros, cenas soltas na história, mas, acredito que estou um pouco cansada das histórias violentas, que o mal muitas vzs torna-se tão simpático que até torcemos por ele, esta novela só me deixava rir das doidices que os próprios atores encenavam.
As dandices da Danda( que absurdo eu achava, mas eu ria da inocência que estava ali) dos casais principais que não viviam num ia e volta, e na maioria das novelas, só se reencontrariam realmente no fim da novela. Muitos acham o casal Ben e Mari, mas resolveram cedo os sentimentos e os cuidados e companheirismo dos dois deu um descanso dos casais que viviam se desencontrando , e quando começava a música "A Noite", as cenas só me passavam ternura.
Não foi excepcional, não foi a melhor, foi um respirar nesta vida estressante.

Anônimo disse...

Lima Duarte voltou a alfinetar a novela e disse que é uma Malhação pra favelados. hahahaha

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Yasmin!

Sérgio Santos disse...

Valeu, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Pois é, Joana. As duas são mt ruins.

Sérgio Santos disse...

Concordo com vc, Renato.

Sérgio Santos disse...

Bjs, Ana.

Sérgio Santos disse...

Entendo seu ponto de vista, Andressa. bjsss

Sérgio Santos disse...

Saudades de Laura e Caíque tb, Karina. Esse sim era um lindo casal. bjs

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, anonimo. Pois é, coitados deles.

Sérgio Santos disse...

Valeu, Pedro.

Sérgio Santos disse...

Brunno, então faz todo sentido msm vc gostar dessa se vc gostou de Fina Estampa. Eu já achei uma das piores novelas do horário nobre, assim como acho essa uma das piores das sete. abçssss

Sérgio Santos disse...

Boa lembrança, Ulisses.

Sérgio Santos disse...

Nossa, William, essa Boogie Oogie era outra péssima novela.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Elisa. É verdade.

Sérgio Santos disse...

F Silva, sem dúvida é impossível não ficar repetitivo. Por isso resolvi comparar as duas novelas e evitei falar como um todo da atual porque já farei isso no texto final e já havia criticado tudo no post passado. Mas é uma novela ruim, mal conduzida, sem trama, inúmeros atores desvalorizados, perfis rasos, enfim... E nem sempre audiência implica em qualidade, essa é uma das provas. abçsss

Sérgio Santos disse...

Jéssica, excelente seu comentário. E é claro, msm séries precisam de uma estrutura, uma trama bem feita, não pode ser assim. bjs

Sérgio Santos disse...

Faz bem, Raquel.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Oi Raquel. Tb senti sua ausência. Mas essa novela subestima bastante minha inteligência em inúmeros as aspectos já mencionados. E me cansa tanto essas novelas estapafúrdias e de péssima qualidade quanto ILP e FE, quanto as pretensiosas e igualmente ruins GB e Babilônia. Pra mim as quatro são péssimas e mereceram todas as críticas. E eu adorei msm Amor à Vida e acho que o sucesso de audiência e de repercussão e de quebras de tabus foi merecidíssimo. Já ILP se mostrou limitada, cheia de personagem sem função, esquetes repetitivas e tantos outros defeitos já citados. bjs

Sérgio Santos disse...

É mt chata, Lulu. bjs

Sérgio Santos disse...

Desastre é uma boa definição, Marilene. bjs

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Vera. Pois é, a doença da Izabelita foi uma das muitas situações que foram jogadas no lixo. E o Alzheimer só voltou nesse final pra justificar o quadragésimo sequestro da trama. Triste... bjs

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, Cléu. Respeito seu gosto. =) Eu já achei mt ruim mesmo. Bjão!