quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Excesso de esquetes e ausência de histórias expõem as limitações de "I love Paraisópolis"

Falta pouco menos de um mês para o fim de "I love Paraisópolis". E a novela de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, dirigida por Wolf Maya, tem se mostrado completamente perdida em seus próprios equívocos. A trama foi muito atrativa nas duas primeiras semanas, mas, desde então, vem decaindo cada vez mais, expondo todas as suas limitações, tanto na ausência de histórias, quanto no excesso de personagens e esquetes.


As situações recentes têm apenas mostrado o que já tinha ficado claro há alguns meses: o folhetim é composto por várias cenas soltas e quase sempre repetitivas, enquanto o enredo central exibe claras limitações e não desperta interesse. Nem mesmo a volta de Dom Pepino (Lima Duarte) provocou algo atrativo na novela, até porque o mafioso tem o mesmo objetivo de Gabo (Henri Castelli) e Soraya (Letícia Spiller), dois vilões que pouco fizeram.

Aliás, a pouca relevância do casal de canalhas para o andamento da história implicou na súbita transformação de Alceste (Pathy Dejesus, acima do tom), braço direito do todo poderoso Dom Pepino. A personagem estava, entre tantos outros, solta na história e virou uma mulher desequilibrada emocionalmente, que acabou sequestrando o filho de Benjamin (Maurício Destri) e Margot (Maria Casadevall), provocando uma saga em busca do bebê.
Ou seja, um perfil de pouco destaque ganhou ares de grande vilã por uma semana na tentativa de provocar algum tipo de movimentação na história, que não sai do lugar.

Porém, a sensação de trama estagnada ocorre, na verdade, porque não há algo sendo contado. Os autores criaram inúmeros personagens, onde a grande maioria não apresenta conflitos e muitos menos dramas próprios. Todos os núcleos paralelos servem apenas para a exibição de esquetes e o central fica voltado para os cansativos rumos da empresa comandada por Benjamin, além do quarteto composto por Mari (Bruna Marquezini), Ben, Grego (Caio Castro) e Margot, que também já se esgotou há um bom tempo.

E há tanto personagem que é até complicado saber o nome de todos eles. Ainda foram entrando novos ao longo da história, mesmo com o folhetim já apresentando um excesso de gente. Muitos atores mal aparecem justamente em virtude dessa 'lotação'. Afinal, tem tipos de mais para conteúdo de menos. Françoise Forton, Danton Mello, Carolina Oliveira, Eduardo Dussek, Zezeh Barbosa, Tuna Dwek, Ângela Vieira e Ricardo Blat são apenas alguns, entre tantos, que sofrem desse mal.

Até mesmo perfis que tinham um ótimo destaque tiveram a importância diminuída em função da ausência de conflitos. É o caso de Izabelita, por exemplo. Nicette Bruno está maravilhosa, mas a doce avó de Benjamin perdeu a relevância. Até porque o seu Mal de Alzheimer só aparece esporadicamente e parou de ser colocado como foco. Uma pena, pois a abordagem da doença parecia promissora, podendo valorizar o talento da atriz. A própria Danda (Tatá Werneck) merece ser citada, pois foi tratada como protagonista inicialmente, mas acabou deixada de lado por falta de história.

De todas as esquetes paralelas, a única que ainda se sustenta é a protagonizada por Frank Menezes, que está impagável na pele do mordomo Júnior. As cenas dele com Soraya são sempre ótimas, assim como as divertidas brigas com Melodia (Olívia Araújo). Já todas as restantes se esgotaram em suas próprias repetições. Um claro exemplo, vale citar, é o Expedito (José Dumont), que passou a novela inteira tentando capar quem se aproximasse de sua filha (Claudete - Mariana Xavier). E ele, aliás, protagonizou uma situação esdrúxula na última semana.

O personagem foi eletrocutado e morreu. Só que seu espírito apareceu no próprio velório e 'brincou' com todos os presentes. Ele ainda cochichou no ouvido de Mari, que teve um 'pressentimento'. Para culminar, Expedito ressuscitou depois. Um conjunto de situações que combinaria com a trama anterior, "Alto Astral" ---- cuja maior identidade era a divertida questão envolvendo o espiritismo ----, mas que soou apenas grotesco na atual novela. E o recurso usado para a mocinha desconfiar de algo ficou pobre demais. Outra situação questionável recentemente ocorrida foi o súbito aparecimento da cantora Ludmilla em uma festa dentro do apartamento de Soraya. Não fez o menor sentido. A 'comemoração', aliás, estava repleta de perfis que ficam perdidos no enredo.

As únicas exceções destes últimos acontecimentos nada atrativos foram o casamento de Mari e Benjamin e o nascimento do filho de Margot. As cenas ficaram lindas e bem realizadas. Porém, as duas situações representaram o único sopro de interesse protagonizado pelo quarteto central. Até porque, mesmo com o casal de mocinhos casados, tudo que os rodeia segue na mesma: o ciúme que o irritante mocinho sente do traficante bonzinho, Grego, e a insegurança da mocinha diante da ex do marido.

"I love Paraisópolis", infelizmente, se perdeu e este último mês tem evidenciado todas as deficiências da trama. Entretanto, a mesma segue com boa audiência, o que explica a despreocupação dos autores com os rumos da história. Afinal, o enredo vem se mostrando limitado há um bom tempo e nada foi feito para alterar isso. Agora, resta esperar apenas o desfecho da novela, que, vale ressaltar, muitas vezes parece mais uma espécie de apêndice do antigo "Zorra Total" ---- cujos números no Ibope também eram positivos ----, do que de um folhetim de fato.

47 comentários:

Heitor disse...

MEUS PARABÉNS! Já estava na hora de uma crítica que expusesse tudo o que essa novela é e sem carícias em cima de 'divertimento' de núcleo secundário sendo que o núcleo secundário não tem enredo.A principal tem uma história que não duraria nem um mês e as paralelas nem tem isso porque eles ficam apenas se batendo, gritando, proferindo piadinhas que já foram falas outras vezes e nada anda. Eu já abandonei essa novela há tempos e a última novela da faixa que eu vi e gostei foi Além do Horizonte que conseguiu sair da mesmice de forma inteligente.

Anônimo disse...

Gostaria de acrescentar uma coisinha nesse ótimo texto, posso? Citaria além de tudo isso a favela que inventaram onde os marginais são legais e só tem gente boa e tudo é perfeito. Ok, é ficção. Mas se querem criar uma favela ideal que inventassem um nome porque moro em SP e a Paraisópolis é uma das mais violentas da cidade.

Sol disse...

As vezes me me questiono sobre isso de audiência e como é tudo tão estranho. Verdades Secretas foi uma novela incrível e teve uma merecida excelente audiência, mas essa Paraisópolis e aquela dos Mandamentos são ruins demais e dão Ibope. Já A Regra do Jogo que é bem melhor enfrenta dificuldades. Como pode?

Fabiana disse...

Eu adorava a novela mas não tem mais como defender. Nossa, os autores parece que fumaram um. Es~toa perdidos no próprio emaranhado de personagens desconexos que criaram. Pode ficar sem ver por 3 semanas que não perde nadica de nada.

jlgiam disse...

Falou tudo. Eu não dava nada por essa novela, mas quando vi as chamadas e a primeira semana achei que podia estar enganado e que viria aí um bom folhetim. Mas logo foi ficando claro que a trama era fraquíssima e sem sentido, o que é pior. A mocinha Mari, por exemplo, foi apresentada como uma mocinha valente e que até praticava luta. Mas bastou o amado Benjamim sofrer um atentado por parte de Grego, pra ela romper com ele por medo de que o chefão de Paraisópolis tentasse matá-lo de novo- sendo que na comunidade ela era a única que tinha coragem de bater de frente com ele! A garota valente em poucos capítulos tinha virado uma medrosa(e hoje não é nem uma coisa nem outra). Já Benjamim se envolveu com Mari quando ainda era noivo da Margot e quando a deixou pra ficar com a outra, bastou uma briga pra ele trair a atual esposa com a ex-noiva(foi nesse momento que a filha dos dois foi concebida). É impossível torcer por um mocinho sem sal e que ainda por cima infiel desse jeito.

Só que mais incoerente é a trajetória da vilã Soraya. A Letícia Spiller até conseguiu não transformá-la numa caricatura tosca e tem convencido, mas os autores não souberam desenvolvê-la. No início, Soraya era aquele arquétipo de vilã perua que detesta pobre. Mas logo abriu mão da sua pose não apenas ao deixar claro que preferia o filho(por quem ela tinha uma paixão até possessiva) casado com a pobretona Mari do que com a elegante Margot, como também ao se deixar flagrar na cama com Grego. Até uma vilã cômica e maluca como ela precisaria ter um pouco de coerência. Não faz sentido nenhum uma mulher rica que odeia favelados aprovar(e até incentivar) a relação do filho com uma menina da comunidade e ainda conviver bem com a família dela. De uns tempos pra cá, a madame expulsou o marido Gabo de casa ao saber que ele tinha beijado Mari á força(sendo que, capítulos antes, ter mostrado que tinha conhecimento do caso dele com Ximena e até convidado a outra pra jantar em sua casa) e ensaiou uma regeneração. Mas depois foi revelado que ela se encontra com o ex-marido ás escondidas e os dois ainda tem planos pra acabar com Paraisópolis. Ou seja, essa vilã, que já surgiu como uma figura desgastada nos folhetins, se perdeu de vez.

Assim como se perderam também os autores dessa novela. Esse Don Pepino é outro vilão que, assim como Soraya e Gabo, não disse a que veio apesar de ser ótimo ver Lima Duarte de volta ás novelas. Danda ia formar uma dupla ótima com Mari, mas são pouquíssimas as cenas das duas juntas e a personagem de Tatá Werneck(estou na lista de fãs da atriz) também se apagou. A personagem da Ângela Vieira era uma advogada justa e defensora dos mais humildes, mas não queria que os filhos frequentassem a favela, ou seja, ficou preconceituosa num passe de mágica. Se isso foi pra facilitar a torcida pelo romance de Tomás, ex-marido da advogada, com a boleira Paulucha, foi algo inútil, pois Tomás e Paulucha despertam indiferença total, assim como a maioria dos casais da novela. A terapeuta Patrícia, só pra citar um, jamais se apaixonaria por um cara como Lindomar(não devido á diferença social de ambos, mas á diferença de personalidade mesmo). Acho que o único par que empolga atualmente é formado por Grego e Margot. Os atores têm ótima química e a aproximação do casal foi bem construída pelos atores. Tudo indica que o bandidão acabará mudando de vida por amor. Mas apenas um casal empolgar numa novela que possui 500(tudo bem, exagerei, hehehe!) é muito pouco.

Enfim, I Love Paraisópolis, como eu disse um dia desses no Twitter, é o típico caso de audiência que não reflete a qualidade. Os números têm caído de uns tempos pra cá, mas a média geral da novela ainda é a maior do horário desde a excelente Sangue Bom(e olha que essa nem foi considerada sucesso, pelo contrario). Agora, o conteúdo definitivamente não faz jus á retorno positivo do público. E o fato de ser um folhetim popular não serve como desculpa pra uma história tão batida, sem lógica e sem graça.

Yasmin disse...

Nunca gostei dessa novela nem no início.Alto Astral era uma gostosa trama e era a cara das sete horas.Essa aí parece uma avalanche de gente que vai rolando ao longo de todo esse tempo sem dizer nada que preste.Não tem conflito e os que tem são maldesenvolvidos. Não aguento essa Mari, uma mocinha insuportável, com esse Benjamin, um mimadinho babaca.Casal intolerável.Ainda tem esses vilões caricaturados que estão desde o primeiro capítulo querendo a tal favela e a tal empresa e até agora não fizeram NADA. Texto perfeito o teu!

Anônimo disse...

Uma das piores novelas das sete já escritas.

Pedro Sulzbach disse...

Me choco o quanto essa novela é podre, o que me choca mais ainda, é que ela tem uma boa audiência, merecia muito menos do que tem, parece mais uma Zorra Total das 7 do que uma novela em sí... novela esquecível.

Olivia disse...

Quando acaba essa porcaria e começa Totalmente Demais? Não suporto mais isso.

Isabela disse...

A novela, como vc bem disse no Twitter, é uma Fina Estampa das sete. Boa audiência e péssima qualidade.

Lulu on the sky disse...

Oi Sérgio,
Acho muito chata essa novela A Tatá virou clone da Valdirene. Que tédio
Big Beijos
Lulu on the Sky

Anônimo disse...

Nossa, é mesmo. Nem me lembrava mais que a Izabelita tinha Alzheimer. Abordaram isso de uma forma porca. Novelinha ruim demais.

Anônimo disse...

Concordo com sua critica a novela,porem gosto dela,e me divirto com esse humor esculachado,ela não tem historia,mas da pra dar umas boas risadas.Acho que o que salva nela mesmo são os personagens que são carismaticos,e algumas otimas atuações,um exemplo é Nicette Bruno que é Maravilhosa,assim como Maria Casadevall que é uma grata surpresa,uma otima atriz,leticia Spiller tambem arrasa e diverte com seu mordomo Junior(Frank Menezes),as melhores cenas são deles.Mas o que acho o cumulo do forçado mesmo,foi unir o casal Margot e Grego,apesar dos dois atores terem muita quimica e serem um casal lindo em cena,a união dos dois ficou completamente forçada e sem sentido,de uma hora pra outra aconteceu,sendo que os personagens jamais tinham se cruzado direito na historia,eram de mundos totalmente diferentes,e os autores só os uniram para agradar os fãs da internet,e nem se preocuparam que isso não ia ter a menor coerencia com a historia da novela.Outra coisa é quererem transformar o bandido do Grego em mocinho,não só os autores como tambem o publico que se iludi com isso,o personagem tem perfil de vilão(claro daqueles bem fraquinhos e surreais) e com ares de assassino(ninguem se lembra que no começo da trama ele tentou matar o Benjamim e que isso acabou deixando a Margot em coma ?) acho que os autores tem memoria fraca assim como o publico da trama kk,e no capitulo de hoje mesmo ele se não fosse por Mari tinha matado o Benjamim.Bom mais o fato é que não entendo o que os autores querem passar para o publico,querer fazer esse personagem ser Mocinho é forçado demais,desde que juntaram esse casal a novela só se perdeu ainda mais,o foco virou deles para agradarem o povo do twitter e esquceram do principal,a historia da novela,e a coerencia principalmente.A Novela tem muitos erros,mas ainda consegue divertir e muito,isso é o que importa

Aleatoriamente disse...

Lendo os comentários daqui e revendo a "casa", saudades amigo

F Silva disse...

Algo a comentar...

Sérgio, lendo o post vejo que você acerta ao dizer "esquetes paralelos", isso porque não há "histórias paralelas", apenas uma história central, que é interessante, porém muito mal desenvolvida, sustentando-se apenas pelo charme e carisma de seus intérpretes.

Essa é uma tendência bem marcante em quase todas as novelas das sete dos últimos anos: Uma trama central, na grande maioria dramas românticos, cercada por núcleos paralelos de humor, para trazer a comicidade à trama. E essa tendência se agravou com "I love..."

Agora, por incrível que possa parecer, são justamente esses esquetes de humor que tem sustentado a audiência da novela. Em recentes pesquisas de opinião, grande parte do público diz se divertir assistindo "I Love..."

A recente pesquisa encomendada pela alta cúpula da tv Globo mostram alguns resultados que devem pontuar os caminhos que a teledramaturgia vai seguir aí pela frente. Um desses resultados é que o público tem rejeitado histórias com temas polêmicos e perfis violentos nos horários habituais. O público quer se divertir diante da televisão. E já vemos o resultado disso nas próximas produções.

Depois de dois grandes sucessos a emocionante "Sete Vidas" e belíssima "Além do Tempo", vem por aí mais uma daquelas divertidas histórias de Walcir Carrasco no horário das seis. Na sequência deverá ser o Walther Negrão com mais um romance tropical.

O horário das sete promete com "Totalmente Demais" e os divertidos personagens criados por Svartman e Paulo Haum. Na sequência virá o Ortiz com "Haja Coração" baseada na divertida comédia de Sílvio de Abreu "Sassaricando" de 1988.

Depois de várias novelas repletas de temas pesados e protagonistas barra pesada como "A Regra do Jogo", "Babilônia", "Império" e "Amor à Vida" o horário nobre vai navegar pelo universo do Benedito Rui Barbosa com a saga do "Velho Chico", isso porque a trama de Maria Adelaide Amaral iria continuar no "clima" nas novelas antecessoras com temas polêmicos sobre política e personagens vivendo situações muito dramáticas. Com "Velho Chico" o horário nobre deverá respirar um pouco com uma trama rural, saindo ali do eixo Rio-São Paulo, e grande parte do público prestigia as histórias narradas pelo Benedito, haja vista o grande sucesso de "O Rei do Gado" em suas duas reprises no Vale a Pena ver de Novo.

As tramas mais instigantes com temas mais "pesados" e cenas mais "picantes" devem ficar com as novelas e séries do horário das onze. Isso é bom, pois o horário e os formatos mais curtos são mais apropriados pra essas histórias, vide o grande sucesso e repercussão de "Verdades Secretas".

Enfim, Sérgio, comentar sobre "I Love Paraisópolis" é tão desinteressante quanto é a novela, isso, claro, pra aqueles que gostam de uma boa teledramaturgia. Entretanto, uma coisa é fato, a novela com os seus esdrúxulos esquetes de humor está tendo a maior média do horário desde "Sangue Bom".

Um grande abraço... e até breve...

Brunno disse...

Acho que vou ser o único a descordar de ti aqui, pois acho a novela ótima, claro ela tem uma barriga na HISTÓRIA PRINCIPAL, mas nos núcleos paralelos sempre tem algo acontecendo, o que realmente parece esquetes, mas se essas tais esquetes fosse ruim ela não teria uma audiência boa né? E outra, muitos críticos, como o Mauricio Stycer, o Nilson Xavier, já falaram que I Love Paraisópolis se sustenta pelas suas ótimas tramas paralelas, e acho que se Totalmente Demais fosse parecida com essa, tu não taria reclamando, pois na novela vai ter vários atores que você gosta, e ainda será escrita pelos autores de Malhação Sonhos, que tu tanto gostou,(também gostei muito da temporada Sonhos) mas respeito sua opinião, e gosto muito do teu blog...Parabéns!

Anônimo disse...

Pro leitor Bruno, Stycer e Nilson são o Chitãozinho e o Xororó do Uol, ninguém se importa com o que acham. E um dele é amiguinho de um dos roteiristas por isso ficam lambendo mesmo quando tá tudo uma merda. E se não fosse boa não daria audiência? Quem disse? Os Dez Mandamentos dá ibope e é grotesca. A própria Fina Estampa citada pelo Sérgio no Twitter dava e era péssima. Essa é outro exemplo. Sérgio, assino embaixo do teu texto.

Ana Carolina disse...

Se não fosse Babilônia, essa com certeza teria sido a pior novela da Globo em 2015. Nunca vi tanta cena estúpida e tanto personagem avulso. Até eu que não sou novelista faria algo melhor. E nem sempre audiência é sinônimo de qualidade. Essa novela representa bem isso. Seu texto, como sempre, toca em todos os pontos certos. Tenho certeza que Totalmente Demais será melhor que isso e se for parecida, coitados de nós.

LUIGI PRUNETI GRAN LOGGIA D'ITALIA disse...
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Ed Taborda Assunção disse...

Sérgio, eu nunca tinha assistido a um capítulo sequer dessa novela, mas essa semana por motivos maiores acabei vendo algumas cenas e cheguei a conclusão de que é uma história de nada sobre coisa nenhuma. Senão soubéssemos quem são os protagonistas desde o início, ficaria difícil identificar, por que todo mundo é jogado de qualquer jeito na história. O capítulo inteiro são cenas de personagens diferentes fazendo uma coisa qualquer que não tem nada a ver com outros personagens. Parece um programa de esquetes. Só não sei se é a mesma coisa que eles fazem a novela inteira, tipo a Valdirene correndo atrás de rico em Amor à Vida. Inclusive a Danda não era protagonista também? Não consegui enxergar a mínima importância nela. A Françoise Forton eu nem vi, deve ser uma figurante de luxo. Os vilões são péssimos. Enfim, é uma novela sobre o nada mesmo. Não tem nem o que falar de tão surreal que é ver uma novela dessas no ar. Que falta que eu sinto de Sangue Bom nessas horas.

Filha do Rei disse...

Sérgio, concordo contigo e com os comentários: a história está perdida, mas eu gosto de assisti-la :) Divirto-me com a falta de lógica, colocaram pitadas de exagero em alguns personagens, mas podemos encontrar com alguns deles na rua, no trabalho ou em casa.É uma Sessão da Tarde antes de entrarmos para as realidades dos jornais e da Regra do Jogo.É pegar a pipoca, esticar as pernas e desejar rir.

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Não sabia que a novela já está prestes a terminar. De fato, nem há fôlego para a sua prolongação. Você tem razão em suas críticas. Não assisti esta semana, enquanto estive fora, e nem senti falta. A trama está mesmo devagar e sem maiores motivações. A princípio, cheguei a pensar que a abordagem sobre Mal de Alzheimer teria algum sentido informativo para os telespectadores da novela, mas a questão parece não estar merecendo nenhum enfoque especial, o que é estranho. Vamos ver se a trama 'esquenta' agora, que já se aproxima da reta final.

Abraço.

Maria Lúcia Gromann disse...

De longe uma das piores produções das 19h. Alto Astral foi muito melhor, não tem nem comparação. E a maravilhosa Sangue Bom tbm. Beijos Sérgio.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Heitor. Eu realmente nem acho que os núcleos secundários salvem, pelo contrário, eu os incluo em todos os erros da novela.

Sérgio Santos disse...

Claro que pode, anonimo. E é verdade, até o Lima Duarte ironizou isso dizendo que não existia gente má na favela, então chamaram ele de volta.

Sérgio Santos disse...

Pois é, Sol, nem sempre ibope reflete qualidade. Essa é um exemplo.

Sérgio Santos disse...

Não tem mesmo, Fabiana.

Sérgio Santos disse...

Jlgiam, o seu comentário me representa totalmente. Nem tenho nada a acrescentar. E qual o sentido na Soraya ter fingido se separar? Tudo sem lógica.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Yasmin!

Sérgio Santos disse...

Pra mim tá na lista das piores da faixa tb, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Bem esquecível, Pedro. Tanto que não tem um personagem que será lembrado.

Sérgio Santos disse...

Em novembro, Olivia.

Sérgio Santos disse...

Isso, Isabela.

Sérgio Santos disse...

É bem chata msm, Lulu.

Sérgio Santos disse...

Pois é, anonimo, o Alzheimer foi abordado porcamente.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anonimo. Eu já não gosto mesmo.

Sérgio Santos disse...

Saudades, Fernanda! bjs

Sérgio Santos disse...

Pois é, F Silva, nem tem o que comentar sobre essa novela e a gente acaba indo pra outros assuntos. Concordo com vc e faz sentido msm essas esquetes sustentarem a audiencia pq não tem trama na novela e as que tem são péssimas. Então resta ficar com esse Zorra repetitivo mesmo. Eu acho que a novela do Benedito vai aumenta os índices do horário nobre, mas será aquela mesma novela dele contada 50 vezes. Me dá preguiça.

Sérgio Santos disse...

Brunno, isso é questionável. O Zorra Total dava audiência e isso não queria dizer que era bom, o mesmo vale pra Fina Estampa, que foi sucesso, e era horrível. E tem barriga só na trama principal pq as paralelas nem tem trama pra entrar no processo de barriga, são só esquetes jogadas. E não são mts críticos que falam isso, só esses dois que vc falou. Mas eu respeito que vc ame a novela, sem problema. E digo que se Totalmente Demais for tão ruim quanto é essa eu com certeza criticarei igual. Mas não creio que será. E fico feliz que goste do blog. Abraços.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Ana. E eu concordo, se não fosse Babilonia, essa seria msm a pior novela do ano da Globo. Que venha Totalmente Demais! bjs

Sérgio Santos disse...

É tipo isso mesmo, Ed. E era pra Danda ser protagonista, mas nunca foi. Assino embaixo do seu comentário.

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, Cléu. =))) bjão

Sérgio Santos disse...

Nem tá esquentando, Vera, tá ficando ainda pior msm. bjs

Sérgio Santos disse...

Concordo plenamente, Maria Lúcia! Beijão!

Anônimo disse...

SEGUINTE SEI QUE A NOVELA JÁ ACABOU MAS GOSTARIA DE COMENTAR AQUI!
I LOVE PARAISOPOLIS TINHA UM SÓ OBJETIVO (GREGO SER UM VILÃO MUITO ODIADO E MARI E BENJAMIN CONQUISTAR O PUBLICO) O RESTO ERA SÓ ENCHI LINGUIÇA!!
DEPOIS DE ALGUNS DIAS DE NOVELA TODOS TIVERAM OPINIÕES OPOSTAS DO QUE OS AUTORES QUERIAM PARA I LOVE PARAISOPOLIS.
GREGO-se torno o mais amado da trama sendo assim aconteceu justamente o contrario do que os autores queriam
BENJAMIN-era pra ser o principe encantado da novela mas o publico logo percebeu que ele era uma babaca que criticava todos aqueles que não seguiam o seu ideal! traidor pois traiu margot com mari e traiu mari com margot!!sem dizer que não foi homem para assumir a filha como se dever.
MARIZETE-mocinha chata demais só se metia na vida dos outros e criticava demais sem sal nem açucar lamentavel.
MARGOT-era chata demais porem com o tempo se tornou mais interesante
ENTAO RESOLVERAM JUNTAR GREGO E MARGOT POIS PERCEBERAM QUE MARI E BENJAMIN ERAM UNS (ESCROTOS) SEM GRAÇA
TODOS GOSTARAM DE GREGO E MARGOT POIS CADA UM DESPERTAVA O MELHOR LADO DO OUTRO E SEM DIZER A QUIMICA INEGAVEL DO CASAL QUIMICA ESSA QUE MARI E BENJAMIN NÃO TINHA NEM NUNCA TIVERAM NEM NOS MELHORES MOMENTOS.ATE CONCORDO QUE MARGOT E GREGO FOI UM POUCO FORÇADO MAS MESMO ASSIM FORÇADO FORAM INFINITAMENTE MELHOR QUE MARI E BENJAMIN O PROPRIO SITE OFICIAL DA REDE GLOBO MOSTROU TER PREFERENCIA PARA O CASAL GREGOT DO QUE O CASAL SEM GRAÇA MARIBEN.RESULTADO GREGO MARGOT QUE SEGURARAM A AUDIENCIA DA TRAMA POIS O CASAL MARIBEN JÁ TINHAM CASADO E ESTAVAM CADA DIA MAIS CHATOS E AS TRAMAS PARALELAS ERA SEM HISTORIA ALEM DE SER RIDICULAS.