O que vimos até agora não é nada animador. A trama central se baseia no chavão da mãe batalhadora que é humilhada pelo filho ambicioso e bonitão. A mulher em questão atende pelo nome peculiar de 'Griselda' e é interpretada pela grande Lília Cabral. Essa situação lhe parece familiar? Óbvio que sim,uma vez que é praticamente o mesmo enredo de um dos núcleos de "Morde & Assopra", onde vemos a humilde Dulce (Cássia Kiss) sendo destratada pelo filho Guilherme (Klebber Toledo). Porém,ao contrário do que Aguinaldo espalhou aos quatro cantos,Walcyr Carrasco não o copiou. Isso é tão clichê que já foi abordado em várias novelas. Maria de Fátima não fazia o mesmo com sua mãe em "Vale Tudo"? São tantas situações iguais que não vale a pena citá-las, já que se perderia muito tempo.
sábado, 27 de agosto de 2011
Fina Estampa não entusiasma e parece um déjà vu
O que vimos até agora não é nada animador. A trama central se baseia no chavão da mãe batalhadora que é humilhada pelo filho ambicioso e bonitão. A mulher em questão atende pelo nome peculiar de 'Griselda' e é interpretada pela grande Lília Cabral. Essa situação lhe parece familiar? Óbvio que sim,uma vez que é praticamente o mesmo enredo de um dos núcleos de "Morde & Assopra", onde vemos a humilde Dulce (Cássia Kiss) sendo destratada pelo filho Guilherme (Klebber Toledo). Porém,ao contrário do que Aguinaldo espalhou aos quatro cantos,Walcyr Carrasco não o copiou. Isso é tão clichê que já foi abordado em várias novelas. Maria de Fátima não fazia o mesmo com sua mãe em "Vale Tudo"? São tantas situações iguais que não vale a pena citá-las, já que se perderia muito tempo.
sábado, 20 de agosto de 2011
Término de Insensato Coração foi tão decepcionante quanto o seu início
Não vimos nada de surpreendente. A assassina de Norma era mesmo a Wanda. Apesar de óbvio,acabou sendo coerente com toda a história contada e não chegou a ser decepcionante. Natália do Valle roubou a cena. Houve uma falha grave na hora em que a sequência é refeita. Norma ao invés de dizer:"Não faça uma besteira dessas", diz: "Não faça uma bobagem dessas".
O final do casal homossexual foi bacana, mas a paternidade do Kléber (Cássio Gabus Mendes), jamais poderia ter sido explorada somente no penúltimo capítulo. Se tivessem desenvolvido essa trama ao longo da novela,com certeza teríamos boas sequências entre ele e Louise Cardoso. O que acabamos vendo foi uma correria e forçação de barra com um homofóbico ferrenho que aceitou seu filho bem mais rápido do que se esperava. Claro que isso só ocorreu por causa da pressa.
Os autores simplesmente ignoraram o nervosismo de Tia Neném (que apareceu por uns 30 segundos nesse último capítulo), Eunice, Ismael e Fabíola no dia do crime. Não explicaram o porquê daquilo. O telespectador que se vire. Também não vimos a reação dos demais, a não ser Raul e Marina, ao saberem que Wanda é quem tinha matado Norma. Léo foi preso,mas não foi mostrada a reação dele ao ver o Cortez e o Ismael no mesmo presídio. Aliás,seu assassinato prometia muito mais. A cena foi corrida e sem adrenalina nenhuma. E o término do sequestro de Marina? Constrangedor. Se o objetivo era ter suspense ou ação, ficaram devendo absurdamente.
O excesso de cenas do André também irritou. Acrescentou alguma coisa sabermos que ele não ficou impotente? As participações das ótimas Leandra Leal e Isabel Fillardis não foram valorizadas. Pedro e Marina, como sempre enjoaram bastante. Natalie teve um desfecho verossímil, observando o país em que vivemos, mas foi praticamente o mesmo da Bebel (Camila Pitanga) em "Paraíso Tropical". Criatividade passou longe. Enfim,foi um último capítulo para ser esquecido.
No geral, podemos selecionar os prós e contras de "Insensato Coração.
1)Saldos positivos:
-Tia Neném roubou a cena e Ana Lucia Torre comprovou pela milésima vez seu talento.
-Thiago Martins fez um Vinícius aterrorizante e Giovanna Lancelloti foi uma grata revelação.
-A trama do Cortez foi muito bem abordada e Herson Capri junto de Tainá Muller, Eduardo Galvão e Ana Beatriz Nogueira (numa curta participação) foram maravilhosos,apesar das fracas atuações do Jonatas Faro e Deborah Secco.
-Glória Pires foi esplêndida e Gabriel Braga Nunes mostrou a que veio com o psicopata Léo. Cristina Galvão merece ser lembrada.Ótima.
-A homofobia foi bem conduzida e o casal homossexual idem,apesar da censura da própria emissora.
-Bibi e Douglas agradaram.
2)Saldos negativos:
-Grandes atores tendo um destaque pífio,como: Nathalia Timberg, Norma Blum, José Augusto Branco, Bete Mendes, Rosi Campos, Louise Cardoso (embora tenha tido mais destaque na reta final) e Tarcísio Meira (só apareceu mais nos capítulos anteriores à sua morte).
-Excesso de assassinatos sem propósito. Nada contra mortes em novelas,mas desde que tenha uma razão.Morreram 25 personagens ao todo.
-Entre-e-sai de personagens que cansou e distanciou o público.
-Tramas absurdas, como o espermatozóide mutante do Pedro que vive 24 horas fora do corpo, dentro de uma camisinha numa lixeira.
-A novela demorou quase seis meses para engrenar com a vingança de Norma.
-Vingança essa que se perdeu com as constantes repetições e depois com Norma caindo novamente na lábia do Léo.
-André foi um dos personagens mais ridículos e inverossímeis da trama.
-Pedro e Marina formaram um dos casais protagonistas mais insuportáveis dos últimos tempos.
Gilberto Braga considera "Insensato Coração" a sua melhor novela, pois não teve barriga e foi repleta de cenas de ação. O que mais teve ali foi barriga. A verdade é que essa novela é a pior do autor e a parceria com o Ricardo Linhares não foi feliz, após ter rendido a interessante "Paraíso Tropical". Agora a 'bola' está com "Fina Estampa". Que venha Aguinaldo Silva!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
"Spoilers" : mocinhos ou vilões?
A questão é: as pessoas gostam de saber o que irá acontecer nas novelas? Li no blog do jornalista Maurício Stycer, que foi feito um estudo onde dois pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em San Diego, verificaram que as pessoas gostam de "spoilers" em livros. Isso chega a ser surpreendente. Não conheço ninguém que goste de saber o que vai acontecer no filme que irá ver no cinema ou sobre o final do livro que está lendo. Mas ao mesmo tempo em que há a reclamação sobre essa divulgação antecipada, é notório que todas as revistas que falam sobre novelas vendem feito água. Ou seja,há uma grande contradição, ou até mesmo incoerência. Será que tudo não se trata de uma grande hipocrisia? Ao mesmo tempo que reclamam, não perdem uma chance sequer de procurar se informar sobre o futuro da novela em questão.Confere?
O debate começou a acontecer nessas últimas semanas, onde há uma verdadeira enxurrada de notícias sobre "Insensato Coração". Gilberto Braga e Ricardo Linhares tentaram driblar a imprensa,mas de nada adiantou,como sempre.Tudo que foi divulgado está realmente acontecendo.Entendo perfeitamente a frustração dos autores. Silvio de Abreu sofreu do mesmo mal com "Passione ", só pra citar a mais recente.
Se a novela não tem nenhum tipo de suspense ou algo do tipo,não vejo nada demais na divulgação do que irá ocorrer, mas mudo totalmente de concepção quando a trama aborda exatamente isso. Os "spoilers" diminuem a audiência das produções? Não,mas que dissipam o impacto,é óbvio.
Cito como exemplo a excelente série "A Cura", exibida ano passado pela Globo e escrita pelo competente João Emanuel Carneiro. Uma das grande revelações era de que Otto (Juca de Oliveira) não era o injustiçado que todos os telespectadores achavam e sim um psicopata frio. Se isso tivesse sido divulgado antes,teríamos tido algum "choque" com essa virada da história? "A Favorita", novela do mesmo autor,também pode ser usada para exemplificar o 'mau' dos "spoilers". Se já soubéssemos desde o início que Flora era a grande vilã, as cenas que nos induziam a achar que Donatella era a pérfida, não seriam inúteis?
Bem,o debate está aberto. Você é contra ou a favor a essa divulgação antecipada de tudo o que vai ocorrer?
domingo, 14 de agosto de 2011
Amor & Sexo: entretenimento puro
No entanto,o resultado não poderia ter sido melhor. Fernanda Lima conduziu a atração com muita competência e conseguia deixar os convidados bem à vontade diante de perguntas imensamente íntimas.
O principal quadro é o "Strip Quiz", onde dois casais se enfrentam numa disputa onde eles têm que responder a várias perguntas sobre sexo. Se alguém da platéia discordar, a apresentadora tira uma peça de roupa de uns manequins, localizados na frente de cada participante. O jogo fica sem segundo plano,já que o objetivo é falar das intimidades dos casais.
Fernanda Lima é uma ótima apresentadora e domina o palco com maestria. Recebe o apoio do Léo Jaime e de sua banda. O músico é uma espécie de Bira (o inigualável baixista do Programa do Jô) que ao invés de rir das piadas, prefere elaborar as suas. Há um bom entrosamento entre eles.
Após algum tempo, Fernanda conseguiu se encontrar na Rede Globo. Antes de ser contratada pela emissora carioca,apresentava diversos programas na MTV, tendo o "Fica Comigo" como principal atração que a projetou. No início,quiseram transformá-la em atriz e o resultado foi um desastre.Enfrentou uma avalanche de críticas na pele da protagonista da malfadada "Bang Bang". Posteriormente ainda insistiram a colocando em "Pé na Jaca", para depois ela mesma se impor e se negar a continuar atuando. Foi a partir daí que ela entrou no lugar da Angélica e comandou o "Video Game" durante a licença-materninade da loura. O sucesso a fez apresentar o ótimo "Por Toda Minha Vida", que ainda continua sendo produzido,até ganhar o "Amor & Sexo".
A boa repercussão do programa o fez ter uma segunda temporada (10 de agosto de 2010), e depois uma terceira (07 de julho de 2011 que ainda está no ar). Tudo indica que também teremos uma quarta temporada. Nada mais justo para um programa que fala sobre um tema tão "complexo" de uma maneira simples,sem didatismos e totalmente despretensiosa.
domingo, 7 de agosto de 2011
As mulheres roubam a cena em Morde & Assopra
Cássia Kiss Magro é sem dúvida o maior destaque. Não há quem não se envolva e nem se emocione com a sofrida Dulce. Suas cenas são dignas de aplausos constantes. A homenagem que ela recebeu no "Domingão do Faustão" foi mais do que merecida. Tem sido muito gratificante acompanhar a faxineira e vendedora de cocadas tentando educar novamente o filho irresponsável, além de cuidar do netinho que acabara de nascer.
Flávia Alessandra está muito bem interpretando um papel duplo e difícil. Tanto a Naomi humana quanto a robô,precisam de nuances e ela está sabendo direitinho o que fazer. Já ficou claro que a esposa de Ícaro é egoísta e interesseira, embora muita coisa ainda não tenha sido revelada. A andróide mostrou uma faceta perversa quando foi religada e Flávia soube conduzir bem essa situação.
Jandira Martini precisou se ausentar das gravações por problemas na vesícula, e após um período de repouso pós-operatório, voltou com tudo. A sovina Salomé fazia muita falta. Pode-se dizer que essa é uma das melhores personagens da atriz. Após uma participação sem a mínima importância em "Caminho das Índias" ela merecia esse presente, embora tenha tido outro bom papel em "Escrito nas Estrelas", como uma engraçada vidente e amiga da protagonista (vivida pela Nathalia Dill). As brigas entre Salomé e sua empregada, Cleonice, sempre rendem boas cenas. Vera Mancini é uma boa surpresa e faz sua estréia na televisão. Vanessa Giácomo também convence, interpretando sua primeira vilã na carreira. Celeste herdou da mãe o mau-caratismo.
Adriana Esteves está impecável e é uma das poucas protagonistas que não irrita o telespectador. Comparada com a mimada Açucena de "Cordel Encantado" e a insossa Marina de "Insensato Coração,então... Júlia é uma personagem forte e determinada que não fica choramingando pelo cantos por causa de um homem. É desse tipo de personagem central que o telespectador anda precisando.
O trio formado por Narjara Turetta, Elizabeth Savalla e Marina Ruy Barbosa, é perfeito. Protagonizaram cenas emocionantes em todas as sequências em que a patricinha Alice descobre que é filha da empregada Lílian. Savalla consegue ir da comicidade para o drama com uma rapidez admirável. Enquanto Minerva consegue ser ao mesmo tempo inescrupulosa e hilária quando elabora os planos de desviar dinheiro público com o marido,o prefeito Isaías (Ary Fontoura,sempre bem), também emociona quando tenta convencer a "filha" a voltar pra casa. Marina é uma das melhores atrizes de sua geração. Um talento mesmo. E Narjara viu sua personagem crescer ao longo da trama e está fazendo "estragos". Farei a mesma pergunta que o autor fez em seu blog: Por que a Narjara ficou tanto tempo longe da tv?
Karla Karenina já protagonizou tristes cenas, como quando Anecy soube do falecimento de sua filha (Aline Peixoto, que também nos deu belas atuações). Uma boa atriz.
Neusa Maria Faro, apesar de aparecer pouco, provoca risos no público. A empregada Palmira sempre tem um questionamento engraçado a fazer na mansão de Ícaro. Muitos ainda se lembram dela interpretando a Divina,dona da pensão,em "Alma Gêmea". Na época, o bordão "Osvaldo,não fale assim com a mamãe!", caiu no gosto popular.
Para não cometer injustiças, há vários atores que também merecem reconhecimento e estão muito bem. Ary Fontoura, Mateus Solano, Emiliano Queiroz, Luis Melo, Paulo Goulart, Max Fercondini e Marcio Tadeu de Lima, são alguns deles.
"Morde & Assopra" tem atingido o seu principal objetivo no horário das 19 horas: entreter e divertir quem assiste. Mérito do autor que soube corrigir o que estava sendo rejeitado, dos atores, do diretor Rogério Gomes e de toda a equipe.
Links relacionados: Morde & Assopra entra nos eixos
Morde & Assopra tem tudo pra agradar
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Sérgio Santos
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Insensato Coração volta para a UTI
A trajetória da sofrida personagem interpretada magistralmente pela Glória Pires, estava sendo contada de uma forma muito interessante. Mesmo que lentamente, vimos uma mulher ingênua sendo enganada por um sujeito frio e ambicioso. Esse homem é o vilão Léo, sendo feito pelo Gabriel Braga Nunes, que embora esteja bem, não é esse ator extraordinário que muitos dizem. Após ser presa e humilhada, sua vingança era a situação mais esperada da novela.
A cena em que Norma se revela pra Léo na mansão do finado Teodoro (Tarcísio Meira), retirando o véu do rosto,foi sensacional. A partir daí vimos ótimas sequências de constantes humilhações e a derrocada do mau-caráter. Mas após umas duas semanas,a vingança já estava cansando e se repetindo. E pra culminar, vimos, recentemente, a técnica em enfermagem cair novamente na lábia do dissimulado.Alguns alegam que esse é o tal "insensato coração" do título da obra. Errado. Insesatez é sinônimo de inconsequência e não de burrice. É inexplicável que uma mulher que aprendeu a ser forte e usou de extrema frieza para chegar ao ponto em que chegou, vire novamente uma perfeita idiota. A obsessão dela pelo Léo é perfeitamente aceitável e plausível, por isso mesmo o interesse em não delatá-lo à polícia não é nada de absurdo. E querer tê-lo sempre sob seus "domínios" idem. Mas aceitar se casar,tratá-lo com "carinho" e dar dinheiro para ele fazer o que bem entender, desculpem, mas é abusar da inteligência do telespectador.
Outro ponto interessante era a prisão do Cortez (ótimo Herson Capri). O que estava sendo bom, acabou caminhando para cenas repetitivas e situações absurdas. Estava maçante vermos as mesmas sequências dele na prisão recebendo visita do advogado e da chatíssima Nathalie. A condenação do banqueiro rendeu cenas constrangedoras. A população nas ruas pedindo, e depois comemorando, a prisão de um banqueiro(!); além do Cortez ter chamado uma testemunha (Eunice-Debora Evelyn) de vagabunda e nada ter ocorrido. Mas a fuga de helicóptero, ao som de "Que país é esse?" do inigualável Renato Russo, foi uma boa cena e claramente inspirada no traficante Escadinha que também utilizou esse recurso nada comum.
A homofobia está sendo muito bem abordada. É importante mostrar como as autoridades tratam com descaso esse tema, onde quase sempre vemos os agressores, ou assassinos, ficando impunes. Thiago Martins convence como o violento Vinícius, apesar de cometer exageros em algumas situações. Infelizmente o casal de homossexuais teve praticamente todas as cenas cortadas por imposição da emissora. Pena,já que era um dos poucos acertos dessa novela. Obviamente que a empresa sofreu pressões para interferir. Basta vermos as pesquisas realizadas que mostram que 55% da população ainda é contra esse tipo de romance.
O resto da trama não tem mais muito o que falar. Quem ainda aguenta as cenas da Carol com o André, ou dela com a irmã, ou dele com a Leila, ou de ambos sozinhos? E o casal "Lexotan" de protagonistas? Marina e Pedro continuam cada vez mais entediantes. As bobagens envolvendo a Nathalie também já se esgotaram faz tempo. Douglas e Bibi fazem sucesso, não há dúvidas, mas, convenhamos, não há nada de cômico naquelas cenas extremamente repetitivas.O Gabino e seu bar nunca tiveram nada de interessante a nos mostrar. A coitada da Nathalia Timberg não terá vez! Vitória é uma personagem sem nenhum tipo de conflito e sempre funcionou como coadjuvante de luxo. Como "Insensato Coração" vai se comportar em seus momentos finais, fica difícil de adivinhar,mas uma coisa é certa: tirando a Tia Neném e a Jandira, interpretadas divinamente por Ana Lucia Torre e Cristina Galvão, não sobram muitos personagens interessantes...
domingo, 31 de julho de 2011
CQC se desgasta e perde sua suposta credibilidade
Quando estreou em 2008, no dia 17 de março, o programa foi uma grata surpresa e uma boa opção para a televisão aberta em plena segunda-feira. O formato é da Argentina e veio para o Brasil através da parceria da emissora com a "Eyeworks-Quatro Cabezas". A Band, aliás, tem muito que agradecer a esse acordo,uma vez que as maiores audiências da programação são justamente vindas dos produtos internacionais. O próprio "CQC", "A Liga", tendo Rafinha Bastos como apresentador principal, "Polícia 24 horas" e o "Agora é tarde", apresentado pelo Danilo Gentili e que estreou a pouco tempo, são exemplos de compras que deram certo.
O tempo não fez muito bem ao "CQC". Os quadros são praticamente os mesmos ao longo desses anos e as poucas situações que eles resolveram variar não deram muito certo,como por exemplo,o finado "Mas que boa pergunta, Marcelo Tas', onde o apresentador respondia a questionamentos de crianças sobre política e situações do Brasil,'CQC no Congresso', 'Top Five', 'O povo quer saber', 'CQTeste', 'Proteste já' e as entrevistas com as celebridades continuam sendo a base do programa.Além dessas opções,também tínhamos 'Luque Responde', 'Palavras Cruzadas', 'Repórter Inexperiente', 'Trabalho Forçado' e mais alguns que foram extintos. Merecidamente, diga-se.
A tal credibilidade que a atração sempre tentou mostrar, caiu por terra com os cortes,ou censura,melhor dizendo, que fizeram na entrevista com o sempre polêmico Jorge Kajuru. Segundo o próprio,não exibiram praticamente nada do que ele falou durante o quadro 'Resta Um'. Isso incluia sua crítica ao Ricardo Teixeira, Luciana Gimenez e mais uma penca de gente,já que o jornalista não perdoa ninguém. A Globo tem um acordo financeiro com a CBF para exibir campeonatos como o Brasileirão e os estaduais,e os compartilha com a Band em troca de dividirem os gastos com essa compra, então é óbvio que haja receio em qualquer situação que vá contra o todo-poderoso do futebol. Sabemos que há uma espécie de 'troca de favores', mesmo que as duas empresas neguem isso. Mas então a pergunta é: por que convidaram o Kajuru para participar do quadro? Isso acabou expondo o programa. Como cobrar dos deputados transparência se eles mesmos não se utilizam dela?
Os pontos positivos continuam sendo a entrevista com os políticos em Brasília, que ficou bem melhor com a Monica Iozzi no lugar do Danilo Gentili e o 'Top Five'. É vergonhoso vermos como nossas "autoridades" não têm o mínimo de preparo para ocupar o cargo a que se propõem. E sempre é divertido observarmos as situações patéticas apresentadas por alguns programas da nossa televisão. Mas o elevado número de propagandas, os chamados 'merchans', irrita qualquer um.Para assistir ao "Top Five", por exemplo,você precisa ver cinco vezes a propaganda da Pepsi.
A audiência continua muito boa para os padrões da Band(por volta dos 5/6 pontos, ficando quase sempre em terceiro lugar) e o "CQC" persiste sendo a melhor opção para se assistir nas emissoras abertas numa segunda-feira, caso não haja interesse no filme da "Tela Quente". Mas é notório que a boa repercussão que o programa tinha foi se dissipando com o tempo.
domingo, 24 de julho de 2011
Atual temporada de Malhação não trata adolescente como idiota
A atual temporada de "Malhação" se iniciou no dia 23 de agosto de 2010, tendo como autor o talentoso Emanuel Jacobina.Vimos um interessante roteiro e com um bom elenco de veteranos,dentre alguns temos: Helena Ranaldi, Chris Nicolloti, Marcio Ribeiro, Walter Breda, Joelson Medeiros, Aílton Graça, Marcos Winter, Inez Vianna, Sandra Corvelloni, e Raniere Gonzalez. A safra de novatos também agrada bastante. A maioria tem um bom potencial.
O grande diferencial da história é que não vimos na trama central a vilãzinha querendo separar o lindo e fofo casal protagonista. É difícil especificar o tema central, já que muita coisa aconteceu. Mas o que se pode dizer é que tudo começou com o amor entre uma menina rica com um rapaz humilde que acaba se separando, não por causa dos problemas sociais e sim porque os irmãos dos protagonistas (Pedro,interpretado pelo Bruno Gissoni e Catarina feita pela promissora Daniela Carvalho) se envolveram numa briga onde um deles (o irmão da menina) foi atingido por uma pedra e acabou ficando com epilepsia. Somado a isso, tivemos diversos temas paralelos ao longo dos meses.Preconceito racial,gravidez na adolescência, alcoolismo, bipolaridade, homofobia, drogas, androginia (há uma personagem [Duda-interpretada pela Nathalia Jourdan] que se veste como menino e sofreu represálias por isso), AIDS, câncer de mama,envolvimento entre professor e aluno, enfim,foram muitas temáticas. Acredito que tenha sido a fase com o maior número de assuntos. São situações chichês? Claro, mas tudo foi abordado com competência.
Atualmente a história se densenrola em torno do desaparecimento da Raquel (irmã da protagonista que entrou no meio da trama e é muito bem interpretada pela Ariela Massoti) que sumiu misteriosamente. O desenvolvimento das situações tem sido uma boa surpresa. Antes mostrados através de cenas bobas e sem grandes discussões, agora vemos diálogos mais "adultos" e maduros, comparados com anos anteriores. E grande parte dos atores novatos podem ser aproveitados nas demais produções da casa tranquilamente.
"Malhação" pode até estar saturada em alguns pontos, mas sempre revela bons atores para a emissora. Os mais recentes casos são representados pela Nathalia Dill, Mariana Tios e Sofhie Charllote. Caio Castro também se lançou na mesma temporada, mas seu talento é muito questionável. É só um rostinho bonito, pelo menos por enquanto. Já saíram de lá nomes como: Henri Castelli, Juliana Silveira, Bárbara Borges, Marjorie Estiano, Luiza Valdetaro (que brilha em "Cordel Encantado" como a sofrida Antônia), Manuela do Monte, Max Fercondini, Luigi Barricelli, enfim,é muita gente.
Mesmo com as crises nas fases anteriores, o seriado mais longo da Globo não correu riscos em nenhum momento.Sua audiência sempre alcança mais que o dobro da segunda colocada. Os bons números da décima-oitava temporada (ultrapassa os 20 pontos com frequência), fez com que a mesma fosse esticada em dois meses. Antes prevista para se encerrar em julho, todo o elenco foi avisado que as gravações se estenderiam até agosto. O sucesso é merecido.
'Festival SBT 30 anos' mostra uma emissora que deixou de existir
Enquanto assistimos ao programa a sensação de nostalgia é inevitável. Eles começaram falando sobre a história do humorístico "A Praça é nossa", sem dúvida um marco no humor nacional. Como tinha comediante bom ali. Depois foram apresentados os programas infantis e seus respectivos apresentadores. Mara Maravilha, Bozo, Simony, Mariane, Eliana, Vovó Mafalda (Valentino Guzzo) e Sérgio Mallandro estavam presentes. A novelinha infantil "Carrossel" também é inesquecível. As crianças tinham uma programação de qualidade (e algumas "trash", sejamos francos) para assistir.
E as novelas? Por incrível que isso possa parecer, o SBT já teve novelas de altíssima qualidade. A melhor foi "Éramos Seis". Grande elenco,com nomes que hoje ocupam o mais alto escalão da Globo, e uma linda história. Ganhou prêmios na época e merecidamente. "As Pupilas do Senhor Reitor", "Os Ossos do Barão", "Brasileiros e Brasileiras", e o sucesso "Chiquititas", também devem ser lembrados. A direção e as cidades cenográficas não ficavam devendo em nada. Eram produções caprichadas mesmo. As tramas mexicanas também eram uma espécie de "trunfo" que quase sempre tinham uma grande audiência. Como esquecer da trilogia protagonizada pela Thalia?"Marimar", "Maria Mercedes" e o fenônemo "Maria do Bairro" sempre atingiam picos bem elevados no ibope e incomodavam muito a Globo. E "A Usurpadora", alguém lembra?Duvido que não. A vilã, caricata ao extremo, Paola Bracho ainda permanece viva na memória de muita gente.
Além disso, não podemos nos esquecer de programas como: "Passa ou Repassa", "Domingo Legal" quando ainda era legal, "Topa Tudo por Dinheiro", "Programa Livre", as baixarias do "Programa do Ratinho","Escolinha do Golias", "Show do Milhão", "Casa dos Artistas", que embora fosse um plágio do Big Brother Brasil, foi um fenômeno de audiência e deixava o tradicional "Fantástico" para trás todos os domingos, e tantas atrações que nos divertiam.
O SBT foi se perdendo aos poucos. Deixava de investir em novelas e viu todos seus atores de imenso talento migrarem para as concorrentes. O desespero pela audiência fez Silvio Santos interferir e mudar constantemente todos os programas de horário. Era uma verdadeira bagunça, para não dizer outra coisa. Há de se salientar que o tempo também fez muitos dos programas já citados ficarem obsoletos, verdade seja dita. A emissora não soube se modernizar.
Atualmente o que vemos é uma programação recheada de enlatados americanos, reprises do "Chaves" e "Chapolin", jornalísticos fracos e novelas de qualidade pífia, com atores em sua maioria péssimos. Até os programas de auditório,se perderam. Um dos poucos que ainda faz sucesso é o "Programa Silvio Santos"e mais pelo carisma do apresentador, que ainda é um dos melhores do país. Podemos citar como exceções o extinto "Supernanny", "Aventura Selvagem", "De Frente com Gabi" e o "Qual é o seu Talento?". Este último já correndo risco de não ser exibido ano que vem, por causa da simples incompetência da emissora que copiou o "Brittain Got Talent", mas não procurou entrar em um acordo com a responsável pelo formato.
O crescimento da Record atrapalhou o SBT que ficou vendo tudo sem tomar nenhuma atitude. Quando acordou era tarde demais. Mas aos poucos a situação parece não estar totalmente perdida. A emissora dos bispos ou pastores, que seja,não chegou na liderança como garantia que conseguiria em 2004. E nem atingirá tão cedo. Pelo contrário. Ao longo dos anos ela vem apresentando uma queda e a emissora de Silvio Santos crescendo,mesmo que timidamente. "A Praça é nossa" acabou com a festa do "Ídolos", que por sua vez teve a pior audiência nessa temporada, e o "Programa do Ratinho" vem ficando no segundo lugar várias vezes. O SBT vai conseguir se reerguer? É possível,mas só o tempo vai responder essa pergunta.
domingo, 17 de julho de 2011
O Astro: uma homenagem em forma de sucesso
Sendo constantemente anunciada durante toda a grade da emissora e com uma considerável antecedência, obviamente que a ansiedade de todos pela estréia estava mais do que nítida. Gerando muitos comentários na internet e em todas as mídias, "O Astro" estava sendo aguardada tanto pelos saudosistas que puderam ter o privilégio de assistir a versão original, quanto pelos telespectadores "mais jovens" que ainda desconheciam toda a história.
Assim que as chamadas começaram a ser exibidas contando a trajetória de Herculano Quintanilha e dos demais personagens que fazem parte do enredo, pudemos ver que viria uma obra de qualidade.Essa boa impressão inicial se confirmou na estréia.
Vimos uma ótima história, um grande elenco em sua maioria, direção caprichada e um texto de qualidade. Óbvio que algumas coisas mudaram, e isso se faz necessário já que estamos em outros tempos, além, claro, do fato de condensarem uma novela de 185 capítulos em 60. E justamente por isso é preciso dizer que houve, sim, um excesso de correria.
Nada mais interessante do que se ver uma novela ágil e que não "enche linguiça". Mas essa agilidade está,pelo menos por enquanto, se tornando acima do ideal. Por vários momentos tem-se a impressão que o telespectador tinha que ter tido a obrigação de já ter se informado sobre todo o conteúdo da trama. Em um curto espaço de tempo vimos Herculano (Rodrigo Lombardi) sendo traído pelo amigo,perseguido por populares, sendo preso, aprendendo truques de ilusionismo com um misterioso homem (Ferragus-Francisco Cuoco) na prisão, sendo solto e atingindo o sucesso com seu show de mágicas. Tudo isso só no primeiro capítulo.
Além disso, também observamos Marcio Hayalla(Thiago Fragoso), filho do poderoso Salomão Hayalla (Daniel Filho), revoltado com o pai porque ele tem muito dinheiro e é incapaz de ajudar os necessitados (?). Tal conflito o fez ficar nú no meio de uma festa em que o empresário comemorava a inauguração de mais um Supermercado do grupo. A rapidez com que tudo foi mostrado fez parecer que o rapaz é um só mais um jovem mimado e que quer mudar o mundo com a grana dos outros. O intuito disso tudo era fazer o público sentir raiva do Salomão. Mas como ninguém teve tempo de entender os motivos dos personagens ficou uma situação meio forçada. E assim acabou diluindo todo o impacto que essa cena causou na versão original, onde Tony Ramos interpretava o filho do empresário. A pressa com que Clô Hayalla (Regina Duarte) começa a se envolver e já sair dando dinheiro para seu amante, Felipe (Henri Castelli), também se faz necessário criticar.
O elenco tem grandes nomes e muita gente que não aparece sempre na telinha como: Selma Egrei, Pascoal da Conceição, Maria Pompeu, Daniel Filho, Rosamaria Murtinho e José Rubens Chachá. E os conhecidos de sempre, que nem por isso desmerecem o reconhecimento: Alinne Moraes, Antonio Calloni, Reginaldo Faria,Regina Duarte (que há tempos não fazia uma novela inteira), Humberto Martins, Carolina Ferraz, Tatu Gabus Mendes, Marco Ricca, Carolina Casting,enfim. Os únicos destoantes desse imponente time são:Guilhermina Guinle, que não muda de expressões, Rodrigo Lombardi,exagera na canastrice, e Carolina Ferraz,que acaba fazendo ela mesma na maioria das novelas em que participa.
"O Astro", adaptado pelos autores Alcides Nogueira (também autor do ótimo remake de "Ciranda de Pedra") e Geraldo Carneiro, estreou com uma ótima audiência (27 pontos) e se manteve com bons índices para o tardio horário das 23 horas (que na quarta se inicia às 23h45m, nas quintas e sextas às 23h30m). O sucesso é merecido e duvido muito que esses dados diminuam com o tempo. A qualidade e o capricho estão tão presentes que a tendência são esses números subirem ainda mais. Janete Clair, onde quer que ela esteja, merece. E o público também!
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