quinta-feira, 17 de abril de 2014

Marcelo e Priscila: um casal que diverte em "Além do Horizonte"

Falta pouco para "Além do Horizonte" chegar ao fim e a problemática novela de Carlos Gregório e Marcos Berstein, além dos equívocos já mencionados, errou na formação dos casais da trama. Nenhum deu certo inicialmente e algumas mudanças foram necessárias. A principal delas foi a aproximação de Marlon (Rodrigo Simas) e Lili (Juliana Paiva), que viraram merecidamente o par protagonista da novela. Mas além desta medida, outra atitude dos autores foi louvável para melhorar o folhetim: a união de Marcelo e Priscila.


Igor Angelkorte e Laila Zaid mostraram química em cena e o bom entrosamento fez o par ganhar espaço na novela. E a situação acabou unindo o útil ao agradável, uma vez que a história ganhou um bom casal (além de Marlon e Lili) e a dupla ainda foi 'usada' para imprimir mais comicidade à obra, que andava pesada demais, focando somente no núcleo central.

Infelizmente, um contratempo atrapalhou um pouco a condução do romance: Laila Zaid contraiu pneumonia e precisou se ausentar das gravações por um tempo. Ou seja, Marcelo ficou avulso na história por

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Tapas & Beijos" apresenta claros sinais de esgotamento

Mais uma temporada de "Tapas & Beijos" entrou no ar. A boa audiência, como não poderia deixar de ser, foi a principal motivação da Globo para continuar investindo no seriado protagonizado por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão). Para trazer uma certa renovação na fase de 2014, algumas mudanças aconteceram: Sueli e Jorge (Fábio Assunção) agora moram juntos e o advogado picareta Tavares (Kiko Mascarenhas) virou mendigo. Já a abertura passou a ser cantada por Sidney Magal no lugar da banda Calypso. Entretanto, está cada vez mais difícil evitar o evidente desgaste do seriado.


As situações caíram na repetição e por mais que haja algum tipo de renovação envolvendo alguns personagens, a história parece ter se esgotado. Até mesmo as brigas (que sempre foram o ponto alto da série, por render momentos engraçados) ficaram cansativas e o roteiro, que havia se perdido em 2012, mas teve as origens retomadas em 2013, acabou preso em suas próprias limitações. Não é preciso assistir ao programa, por exemplo, para saber o que vai acontecer.

Mas não é culpa de Cláudio Paiva (roteirista), nem de Maurício Farias (diretor) e muito menos da equipe. O formato do "Tapas & Beijos" não permite que a história tome muitos rumos sem que automaticamente perca sua essência. É um roteiro que limita os personagens a viverem sempre os mesmos

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Em Família" se arrasta com capítulos tediosos e cenas irrelevantes

Logo na primeira semana de exibição, "Em Família" enfrentou dificuldades. A audiência não correspondeu e os índices preocupantes fizeram a Globo editar os capítulos com o objetivo de agilizar um pouco a história. A segunda fase da trama teria uma duração um pouco maior, mas acabou sendo encurtada; ou seja, Manoel Carlos perdeu a frente de capítulos que tinha e a terceira fase entrou no ar antes do tempo. Entretanto, ao longo das semanas ficou perceptível que o esforço da emissora havia sido em vão.


A terceira fase da novela não conseguiu empolgar e o ritmo arrastado da produção começou a incomodar. Os novos personagens chegaram a despertar interesse, mas a falta de acontecimentos foi um empecilho para atrair o telespectador. Esta soma de combinações negativas afetou consideravelmente "Em Família", que não tem apresentado sinal de melhora, apesar de já ter passado do capítulo 60.

A história não sai do lugar e a quantidade de cenas irrelevantes impressiona. Maneco é um autor que valoriza o cotidiano e todas as suas obras sempre têm essa característica. Os personagens falam sobre amenidades, o preço dos alimentos, comentam notícias da atualidade, batem papo em elevadores, vão à feira,

sábado, 12 de abril de 2014

História bem construída e promessa de bons conflitos marcam estreia de "O Caçador"

Um policial por vocação, agente da divisão anti-sequestro, filho mais velho de uma família de policiais, dedicado, honesto e cuja capacidade de encontrar criminosos é sua principal qualidade. Após ser traído pelo próprio pai, esse policial é preso injustamente. Três anos depois, ele sai da cadeia disposto a provar sua inocência e, expulso da polícia, acaba virando um caçador de recompensas. Essa é a história de André (Cauã Reymond), o protagonista de "O Caçador", série que estreou na Globo na última sexta-feira (11/04), depois do "Globo Repórter".


Classificado como um drama criminal, o seriado começou usando uma fórmula que já está um pouco repetitiva: a volta no tempo. Assim como aconteceu com "Amores Roubados" e "A Teia", a primeira cena foi do presente e depois foi explicado tudo o que aconteceu no passado para culminar na situação exibida, no caso, a saída de André da prisão. Mas apesar dessa repetição, o primeiro episódio conseguiu prender a atenção ao apresentar uma atraente história, repleta de meandros.

Além de ter sido traído pelo pai (Saulo - grande Jackson Antunes), que falece por causa de um câncer de pulmão, André tem uma forte rivalidade com o irmão (Alexandre - promissor Alejandro Claveaux), um policial que se torna delegado muito jovem e não acredita em sua inocência. Alexandre ainda é casado com

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Com Marcelo Adnet inspirado, "Tá no Ar: a TV na TV" diverte e mostra uma Globo que sabe rir de si mesma

A estreia de Marcelo Adnet na Globo foi frustrante. Após sair da MTV, o humorista foi para a principal emissora do país e acabou entrando em um projeto que não deu certo: "O Dentista Mascarado". A série escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young foi um fracasso e Adnet recebeu inúmeras críticas. Muitos, inclusive, disseram que dificilmente ele conseguiria emplacar algum projeto com a sua identidade na empresa. Entretanto, alguns meses depois, a chegada de "Tá no Ar: a TV na TV" marcou um recomeço na carreira do marido de Dani Calabresa, que durante o intervalo chegou a fazer paródias de clipes no "Fantástico". A atração, que estreou nessa quinta-feira (10/04), surpreendeu e trouxe para o telespectador um humor afiado que foca no meio televisivo e não poupa ninguém.


O programa começou quebrando todos os paradigmas da Rede Globo. Conhecida por ignorar a concorrência, a emissora só permitia que seus humorísticos fizessem piadas com os programas da própria empresa. Mas a regra que parecia inquebrável foi finalmente deixada de lado na nova atração. O "Tá no Ar" fez piada com Record, Band, Rede TV!, SBT, mercado publicitário e até com a própria Globo. Não escapou ninguém. Nem mesmo as pessoas que odeiam a líder e a acusam de manipulação.

Marcelo Adnet, Marcius Melhem (ambos também roteiristas e redatores finais), Luana Martau (que recentemente participou de "Joia Rara"), Verônica Debom, Renata Gaspar, Márcio Vito, Welder Rodrigues, Carol Portes, Danton Mello e Georgiana Góes protagonizaram várias esquetes que ridicularizavam o meio televisivo e

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Questão de Família": mais uma interessante série do GNT

Para substituir "Amor Veríssimo" (que começou interessante, mas ficou tediosa e encerrou sem empolgar), o GNT lançou outra série em sua grade, que estreou nessa quarta-feira (09/04), às 22h30m. "Questão de Família" é protagonizada por Eduardo Moscovis e escrita por Rodrigo Lages e Sérgio Rezende (diretor de filmes como "Salve Geral" e "Zuzu Angel" ----- e que enfrenta seu primeiro trabalho de ficção na televisão).


Chamada anteriormente de "Assunto de Família" (e depois alterada devido a problemas com o registro do nome), a trama conta a história de Pedro Fernandes (Du Moscovis), um juiz de vara de família que tem que dar conta dos casos dos outros e dos próprios. Tem duas filhas, é separado e sua família está longe de ser 'tranquila'. O protagonista foi abandonado pela mãe (Márcia - Juliana Martins) ainda criança por causa das agressões que a mulher sofria do marido, seu pai (Coronel Fernandes - Eduardo Galvão) ficou internado à beira da morte e depois faleceu - com a suspeita de ter sido assassinado -, e seu irmão (Marcos - Iano Salomão) é viciado em drogas e está sendo tratado em uma clínica cara, paga por Pedro. Ou seja, a série, apesar de ter muitas cenas de tribunal, não prioriza os problemas dos julgados e sim do julgador. O juiz é o foco da trama.

Os episódios terão uma mesma estrutura: começam apresentando algum trecho da vida do juiz, exibem a abertura de um caso no tribunal, encerram com o veredito de Pedro sobre o caso em questão e mostram mais algum acontecimento envolvendo o protagonista fora de seu ambiente de trabalho. Na estreia,

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Apesar de alguns tropeços, "SuperStar" tem uma boa estreia

Mirando no sucesso do "The Voice Brasil", a Globo estreou no último domingo (06/04) mais um reality musical, onde o vencedor ganha um contrato com uma gravadora e um prêmio em dinheiro (no caso 500 mil reais). Após uma intensa divulgação na grade da emissora, o "SuperStar" entrou para ocupar a complicada faixa pós-Fantástico, que enfrenta uma pesada concorrência do "Programa Silvio Santos", no SBT, e do "Pânico na Band".


Apesar de alguns problemas iniciais, a atração teve uma boa estreia. A equipe escolhida para fazer parte do programa foi o maior acerto. Dinho Ouro Preto, Ivete Sangalo e Fábio Jr. formaram um ótimo trio de jurados e, embora um tenha atropelado o outro em alguns momentos, com o tempo o entrosamento ficará ainda mais evidente. Fernanda Lima atuou como apresentadora principal e novamente conseguiu mostrar a razão de ter virado uma das queridinhas da Globo. Já André Marques e Fernanda Paes Leme se saíram muito bem ao ajudar a apresentadora no comando do programa. Todos formaram um bom time.

Já os tropeços ficaram por conta dos competidores e do esquema de votação. O reality é uma competição de bandas, onde os candidatos se apresentam atrás de um telão e são aprovados caso esse telão suba, graças aos votos do público e da aprovação dos jurados. Porém, o telespectador tem um poder bem maior que o juri.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Com um tom lúdico e ousado, "Meu Pedacinho de Chão" tem uma estreia de encher os olhos

A estreia de "Meu pedacinho de Chão" cumpriu o que as chamadas do remake haviam prometido: uma história repleta de fantasia e cores começou a ser apresentada ao público, onde o universo lúdico é o grande protagonista. O primeiro capítulo ainda deixou bem claro que a trama tem muito mais características do diretor Luiz Fernando Carvalho do que do autor Benedito Ruy Barbosa. E foi perceptível a tentativa de ousar e arriscar uma nova forma de exibir um folhetim.


A história começou logo após um galo de latão cantar. E tudo é contado sob a ótica de duas crianças ----- Serelepe e Pituquinha (Tomás Sampaio e Geytsa Garcia, gratas surpresas) ----, o que justifica o tom infantil da trama. Os poucos personagens (ao todo serão cerca de 20, um elenco bastante enxuto) foram apresentados de forma bem didática no início do capítulo, para o enredo começar a ser desenvolvido de uma forma bastante poética.

O telespectador viu que a Vila de Santa Fé é comandada pelo tenebroso Coronel Epaminondas (Osmar Prado), que inicia um embate com Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) porque o caipira resolveu ceder parte de sua terra para a construção de uma escola. Escola essa onde a professora Juliana (Bruna Linzmeyer) dará aulas.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Morte de José Wilker choca e deixa o mundo das artes dramáticas mais pobre

Na madrugada do último sábado (05/04), José Wilker sofreu um infarto fulminante e faleceu enquanto dormia no apartamento da namorada. A morte do ator, que tinha 66 anos e faria 67 em agosto, chocou o país e entristeceu a todos. Após a morte do grande Paulo Goulart, o mundo das artes dramáticas ficou ainda mais pobre com mais essa perda. E uma perda muito precoce.


José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte e virou um dos mais respeitados atores do país. Com mais de 40 produções televisivas (novelas, minisséries e séries) no currículo, várias peças teatrais e mais de 60 filmes, o ator ficou marcado por vários personagens emblemáticos e sua presença engrandecia qualquer obra. Após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça 'O Arquiteto e o Imperador da Assíria', Zé foi convidado por Dias Gomes para participar de "Bandeira 2", sua primeira novela. A partir de então, não parou mais. Marcou presença em "O Bofe" (1972), "Cavalo de Aço" (1973), "Os Ossos do Barão" (1973), "Corrida do Ouro" (1974) e "A Cartomante" (1974), até ganhar um grande papel em "Gabriela" (1975), quando interpretou o Mundinho Falcão, um dos grandes personagens da trama de Jorge Amado.

Em 1976, brilhou na novela "Anjo Mau" vivendo o mocinho Rodrigo ---- iniciando uma longeva parceria com Susana Vieira, que interpretou a babá Nice, seu par romântico (que se repetiria em outras produções, como "A Próxima Vítima" e "Senhora do Destino") ---- e fez um estrondoso sucesso no cinema quando deu vida ao Vadinho, de "Dona Flor e seus dois maridos", uma das maiores bilheterias do cinema nacional.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).